O Grupo Informal sobre Literacia Mediática lança mais uma iniciativa 7 Dias com os Media que nos levam “a prestar atenção ao lugar que os media e as redes sociais ocupam no nosso quotidiano”.
Cada vez há mais recursos e aplicações associados às tecnologias. Cada vez é mais fácil o acesso à informação e à comunicação ...no entanto, esbarramos com a desinformação e a falta de transparência. A desinformação mina a confiança nas instituições e nos meios de comunicação tradicionais e digitais e prejudica as nossas democracias ao comprometer a capacidade dos cidadãos de tomarem decisões bem informadas, portanto, a desinformação enfraquece a liberdade de expressão.
É um direito e dever de todos saber usar corretamente as inovações tecnológicas que surgem ao nosso redor. Por outro lado, coloca-se a questão da forma como os cidadãos se relacionam e partilham a informação. O uso consciente e positivo da Web não pode desligar-se do conceito de Cidadania, da Ética e dos Direitos Humanos. No entanto, os valores das sociedades democráticas aí constantes adquiriram um novo significado com o desenvolvimento da rede global, a Internet.
O Parlamento Europeu, segundo a nova diretiva promulgada em outubro de 2018 sobre serviços mediáticos audiovisuais, salientou ser essencial que os cidadãos sejam detentores de competências de literacia mediática elevadas. Deseja-se, em particular, que os jovens sejam utilizadores conscientes da informação, analisem dados criticamente e se transformem em produtores responsáveis de conteúdos.
O documento Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória refere a necessidade de se usarem e dominarem
[…] instrumentos diversificados para pesquisar, descrever, avaliar, validar e mobilizar informação de forma crítica e autónoma, verificando diferentes fontes documentais e a sua credibilidade, e que comuniquem de forma adequada e segura, utilizando diferentes ferramentas.
É um direito e dever de todos saber usar corretamente as inovações tecnológicas que surgem ao nosso redor. Por outro lado, coloca-se a questão da forma como os cidadãos se relacionam e partilham a informação. O uso consciente e positivo da Web não pode desligar-se do conceito de Cidadania, da Ética e dos Direitos Humanos. No entanto, os valores das sociedades democráticas aí constantes adquiriram um novo significado com o desenvolvimento da rede global, a Internet.
E a RÁDIO ... ainda é importante? Qual o papel que desempenha?
Como tornarmo-nos mais capazes de um uso inteligente e criativo dos media e ser mais exigentes enquanto (re)produtores de conteúdos?
Como enriquecermo-nos culturalmente com as redes sociais e outras plataformas digitais?
Como distinguir informação de desinformação e verdade de "Fake"?
Que ferramentas utilizar ?
Como combater as questões do ódio, cyberbullying e as dependências associadas às redes sociais e às tecnologias?
Nesta década, foram muitas as novidades e alterações no setor dos media , nomeadamente a sua digitalização e a dispersão de consumidores e audiências. Outros fenómenos, como a desinformação, não sendo novidade, alcançaram especial importância pela dimensão que tem vindo a assumir. Tudo leva a crer que, na próxima década, as mudanças sejam ainda mais marcantes. Atendendo às tecnologias em aperfeiçoamento é possível antecipar algumas evoluções que, quase inevitavelmente, irão transformar o modo como vivemos, como nos relacionamos, como trabalhamos, como produzimos e consumimos informação, bem como o modo como usufruímos dos nossos tempos de lazer.
Com efeito, afigura-se muito provável que tecnologias como a Realidade Virtual, a Inteligência Artificial e os wearables numa primeira fase e posteriormente novos interfaces homem-máquina (que serão colocados diretamente no sistema nervoso, no interior do corpo humano) iniciarão um processo, ainda que lento e paulatino, de alteração da natureza humana. Continuaremos, assim, a viver tempos de mutação aceleradíssima que tanto poderão permitir verdadeiros saltos civilizacionais como poderão conduzir a resultados devastadores, consoante sejamos, enquanto comunidade, capazes ou não de adotar uma postura inteligente, crítica e ética face às novas circunstâncias.
Ora, as competências compreendidas no que se convencionou designar como Literacia para os Media constituem a chave para fazer com que estas novas tecnologias e serviços potenciem os seres humanos e não o inverso. Neste quadro e com a contribuição fundamental de áreas como as engenharias e a comunidade empresarial em colaboração com jornalistas, governos, escolas conseguir-se-à atingir o sentido crítico e a resposta a algumas questões éticas que hoje se colocam.
Os Media têm uma adesão crescente por parte dos jovens. São utilizados com fins informativos, produtivos, sobretudo porque permitem diversas formas de relacionamento, em ambientes sociais e digitais.
A educação para os media e o desenvolvimento das literacias implicadas no seu uso transformaram-se, neste contexto, numa questão de inclusão e de cidadania essenciais na escola de hoje.
Neste âmbito, durante o mês de Outubro 2018, mês das Bibliotecas Escolares e mês da CiberSegurança, as turmas do 8.º ano vieram à biblioteca aprender e partilhar conhecimentos e experiências nesta área.
Um sítio Web sobre educação com e para os media, com a chancela RBE, indispensável nas bibliotecas e de aplicação fácil nas salas de aula.
Os alunos pesquisam sobre matérias escolares e temas do seu interesse. Recorrem à informação disponível em fontes documentais físicas e digitais - em redes sociais, na Internet, nos media, livros, revistas, jornais. Avaliam e validam a informação recolhida, cruzando diferentes fontes, para testar a sua credibilidade.
Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória (2017)
j) Assunção da importância da natureza transdisciplinar das aprendizagens, da mobilização de literacias diversas, de múltiplas competências, teóricas e práticas, promovendo o conhecimento científico, a curiosidade intelectual, o espírito crítico e interventivo, a criatividade e o trabalho colaborativo;
Despacho n.º 5908/2017 (Projeto de autonomia e flexibilidade curricular) - Princípios orientadores
O futuro do planeta, em termos sociais e ambientais, depende da formação de cidadãs/ãos com competências e valores não apenas para compreender o mundo que os rodeia, mas também para procurar soluções que contribuam para nos colocar na rota de um desenvolvimento sustentável e inclusivo.
in http://blogue.rbe.mec.pt/aprender-com-a-biblioteca-escolar