SEMEADURA DE NUVENS
A semeadura de nuvens (cloud seeding), conhecida popularmente como chuva artificial, é uma técnica utilizada para fazer com que as partículas de água das nuvens se juntem, formando gotas e levando às chuvas. Para que ocorra essa aglutinação, geralmente são usados sais de prata, como iodeto de prata. Isso acontece porque essas substâncias possuem geometria semelhante a de cristais de gelo. Outras possíveis substâncias que podem ser utilizadas são cloreto de sódio, dióxido de carbono sólido (gelo seco), água e carvão ativado. A semeadura de nuvens permite melhorar a produção agrícola, elevar o padrão de vida das comunidades vulneráveis e evitar condições ambientais adversas (https://www.ecycle.com.br/semeadura-de-nuvens/).
A técnica descoberta por Vonnegut vem sendo utilizada com sucesso para provocar chuvas com aviões em diversas aplicações civis e militares. No entanto, a precipitação induzida necessita de condições meteorológicas mínimas. A área a ser “semeada” precisa ter nuvens do tipo cumulus, geradas pela transpiração de água da terra e de plantas.
Como funciona
Para provocar as chuvas, um avião decola com água potável em gotículas de tamanho entre 50 e 70 micrometros em direção ao centro das nuvens. Durante 20 a 40 minutos, a aeronave promove a “semeadura”, lançando cerca de 30 a 50 gotículas por centímetro quadrado em regime de turbulência.
As gotículas lançadas começam a subir carregadas por correntes verticais de ar e colidem com outras gotículas de maior volume que estão descendo, fazendo com que as nuvens cresçam verticalmente e promovendo a formação de gotas de chuva.
Quando existe uma formação suficiente de gotas, a indução realizada pelo avião provoca a precipitação na área escolhida. Ao cair e ser absorvida pelo solo e pelas plantas, a água é evaporada e contribui para a constituição de novas nuvens, que podem ser induzidas novamente. No processo, diferente de outras técnicas, não é utilizado nenhuma substância química. O avião acelera o processo natural de formação de nuvens e contribui para a ocorrência do ciclo hidrológico natural.
Fonte: https://summitagro.estadao.com.br/tendencias-e-tecnologia/como-funciona-o-aviao-que-faz-chover/
Atualmente, mais de 50 países no mundo (incluindo os EUA, Austrália, China, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, Alemanha e Rússia) empregam a semeadura de nuvens para lidar com problemas relacionados à escassez de água em suas várias regiões secas. No entanto, alguns cientistas, ativistas ambientais e meteorologistas também levantam dúvidas sobre a viabilidade e a eficiência dessa técnica.
A participação do Brasil
Em 1950, o Estado do Ceará começou seus primeiros experimentos de semeadura de nuvens para tentar contornar a seca no Semiárido. O programa, criado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), durou décadas até ser encerrado no ano de 2000, por não demonstrar efeitos significativos nas precipitações.
Além do Ceará, o Estado da Bahia também coleciona uma história particular de semeadura de nuvens, mais recente e aparentemente mais bem sucedida. Em meio à seca de 2012, foi criado um projeto em conjunto entre as secretarias de Agricultura, Meio Ambiente, produtores baianos e a empresa ModClima para amenizar os estragos provocados pelas condições adversas do clima.
A ideia era estimular precipitação suficiente para garantir uma boa condição de solo e salvar a produção de abacaxi da região de Itaberaba. Foram realizados 17 voos de semeação usando água potável que geraram 14 chuvas, segundo a empresa. A empreitada custou aproximadamente R $200 mil, tirados de recursos próprios das secretarias de Agricultura e Meio Ambiente.
A Sanepar conseguiu induzir a precipitação de 17,6 bilhões de litros de água sobre a Região Metropolitana de Curitiba, sendo que 6,5 bilhões de litros incrementaram as bacias das barragens de abastecimento público. O serviço contratado pela Sanepar foi realizado entre dezembro de 2020 e maio de 2021. Nesse período, foram feitos 47 voos com semeadura de nuvens que resultaram em ocorrências de 32 chuvas.
Na operação, um avião sobrevoa uma nuvem promissora e faz a pulverização de gotículas de água potável de diâmetro controlado. Essas gotículas se somam às gotas já existentes dentro da nuvem, que ganha massa e se precipita em forma de chuva no local de interesse.
Fonte: https://www.ecycle.com.br/semeadura-de-nuvens/
Aeronaves utilizadas
Há notícias do avião Bandeirante no Espírito Santo em 1984 e no Ceará em 1986 1987.
O conceito de semeadura de nuvens tem sido utilizado intermitentemente, principalmente pelos militares, desde a década de 1940. É um tipo de modificação climática que pode aumentar a produtividade da chuva ou das nuvens produtoras de neve.
As nuvens são compostas por inúmeras partículas de vapor de água que se condensam em pedaços microscópicos de poeira e sal. Esses pedaços de poeira e sal são cientificamente chamados de “núcleos de condensação de nuvens”, mas você pode considerá-los como “sementes de nuvens” naturais. Toda nuvem tem essas “sementes”, mas nem toda nuvem tem o suficiente para produzir precipitação.
A semeadura de nuvens é um tipo de modificação climática que visa alterar a quantidade ou tipo de precipitação que cai das nuvens, dispersando no ar substâncias que servem como condensação de nuvens ou núcleos de gelo, que alteram os processos microfísicos dentro da nuvem. A sua eficácia é debatida; alguns estudos sugeriram que é "difícil mostrar claramente que a propagação de nuvens tem um efeito muito grande". O objetivo habitual é aumentar a precipitação (chuva ou neve), quer por si só, quer para evitar que a precipitação ocorra nos dias seguintes (https://en.wikipedia.org/wiki/Cloud_seeding).
Os produtos químicos que semeiam nuvens podem ser dispersos por aeronaves ou por dispositivos de dispersão localizados no solo (geradores ou recipientes disparados por canhões ou foguetes antiaéreos ). Para liberação por aeronave, chamas de iodeto de prata são acesas e dispersas à medida que a aeronave voa através do influxo de uma nuvem. Quando liberadas por dispositivos no solo, as partículas finas são transportadas na direção do vento e para cima pelas correntes de ar após a liberação.
A primeira tentativa de modificar nuvens naturais no campo por meio de "semeadura de nuvens" começou durante um voo que começou no norte do estado de Nova York em 13 de novembro de 1946. Schaefer conseguiu fazer cair neve perto do Monte Greylock, no oeste de Massachusetts, depois de despejar seis libras (2,5 kg) de gelo seco na nuvem alvo, de um avião após uma perseguição de 60 milhas (100 km) a leste do Aeroporto do Condado de Schenectady.
Durante a semeadura de nuvens, o aumento da queda de neve ocorre quando as temperaturas dentro das nuvens estão entre -20 e -7 °C. A introdução de uma substância como o iodeto de prata, que possui uma estrutura cristalina semelhante à do gelo, induzirá o congelamento da nucleação .
Produtos utilizados
Os produtos químicos mais comuns usados para a semeadura de nuvens incluem iodeto de prata, iodeto de potássio e gelo seco (dióxido de carbono sólido). Propano líquido , que se expande em gás, também tem sido usado. Isso pode produzir cristais de gelo em temperaturas mais altas do que o iodeto de prata. Após pesquisas promissoras, o uso de materiais higroscópicos , como o sal de cozinha , está se tornando mais popular.