A maioria dos adolescentes não busca ajuda para a autolesão não suicida e, quando o fazem, geralmente é após um episódio de autolesão (Rowe et al., 2014).
Alguns adolescentes preferem fóruns online para discutir a autolesão não suicida, pois se sentem mais seguros e menos julgados, devido ao anonimato da internet. Outros não sabem onde buscar ajuda (Borschamann et al., 2023; Rowe et al., 2014).
Estudantes não binários e trans também relatam dificuldade em encontrar onde buscar apoio em situações de autolesão não suicida (Butler et al., 2019).
Muitos adolescentes optam por ajudas informais, como conversar com amigos e familiares. Outros buscam profissionais da escola e da saúde, como enfermeiros, professores e psicólogos (Borschamann et al., 2023; Guerreiro et al., 2016; Rowe et al., 2014; Wilkinson, 2010).
Os principais motivos para procurar apoio incluem a garantia de confidencialidade, respeito no atendimento e a sensação de estar com alguém de confiança (Rowe et al., 2014).
Em momentos de sofrimento emocional, saber a quem recorrer faz toda a diferença. O vídeo abaixo apresenta, de forma clara e acessível, os caminhos disponíveis para buscar apoio em saúde mental. Assista e compartilhe: cuidar é uma construção coletiva.
Os profissionais das escolas podem encaminhar os estudantes para os serviços de saúde da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
O local vai depender da situação em que o estudante se encontra.
Os serviços mais comumente utilizados são:
Algumas ONGs como o CVV e o Cavida também podem ser indicadas ao estudante.
Um fluxograma foi criado para ajudar a escola a lidar com estudantes que precisam de cuidados em saúde mental:
⦁ Nos casos de adolescentes que não apresentam autolesão não suicida: Deve-se priorizar atividades na escola voltadas para a promoção da saúde mental; Encaminhar para a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) para atendimento com a equipe multiprofissional.
⦁ Nos casos de adolescentes com autolesão não suicida: Deve-se seguir o mesmo fluxo inicial; Fazer o encaminhamento para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU); Informar o CREAS e o Conselho Tutelar para ajudar a acompanhar o caso; Encaminhar para o Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi).
Abaixo apresentaremos o fluxograma de encaminhamento:
Com o objetivo de proporcionar uma compreensão mais aprofundada sobre o comportamento de autolesão não suicida iremos disponibilizar uma cartilha, desenvolvida em conjunto com a proposta deste site, para apoiar os profissionais das escolas e da saúde.