A autolesão não suicida pode ser influenciada por uma combinação de fatores:
Problemas familiares como negligência, punições severas ou falta de apoio familiar (O’Reilly et al., 2021; Moraes et al., 2020; Portatadino, Bergomi e Maiandi, 2019).
Pais desempregados, baixa renda, conflitos frequentes e falta de comunicação aberta com os filhos (Portatadino, Bergomi e Maiandi, 2019).
Má qualidade do sono (Yang-Yang et al., 2021; Tang et al., 2021), uso excessivo de internet e redes sociais (Yang-Yang et al., 2021; O’Reilly et al., 2021; Portatadino, Bergomi e Maiandi, 2019), abuso de substâncias, impulsividade e baixa autoestima (Purwoko, Yetty e Hariastuti, 2022; Shiu, 2019).
Dificuldades para controlar as emoções, isolamento social e solidão (Crudgington et al., 2023; Yang-Yang et al., 2021; Endo et al., 2017).
Ter contato próximo com alguém que se automutila pode influenciar, especialmente entre adolescentes, que estão em uma fase de maior sensibilidade emocional e busca por pertencimento. Isso não significa que a automutilação será “copiada”, mas reforça a importância de espaços de diálogo, apoio emocional e orientação adequada (Crudgington et al., 2023; Moraes et al., 2020; Santos e Faro, 2018).
Alguns fatores de risco são:
Dificuldades em lidar com problemas, ser vítima de bullying (Taliaferro et al., 2023; Crudgington et al., 2023; Jiao et al., 2022; Yang-Yang et al., 2021; O’Reilly et al., 2021; Borschmann et al., 2020; Portatadino, Bergomi e Maiandi, 2019; Karanikola et al., 2018; Evans e Hurrel, 2016), violência de gênero ou relacionamentos abusivos (Taliaferro et al., 2018), pressão escolar, ansiedade e estresse (Jiao et al., 2022; Kaess et al., 2020; Evans e Hurrel, 2016), traumas na infância, abuso emocional, sexual ou físico (Xiao et al., 2023; Yang-Yang et al., 2021; Farooq et al., 2021; Tormoen et al., 2020; Ghaderi et al., 2020).
A autolesão nao suicida também está relacionada a problemas de saúde mental, como transtornos do espectro autista (Blanchard et al., 2021; Santos e Faro, 2018), ansiedade, depressão e transtornos de personalidade (Taliaferro et al., 2023; Yang-Yang et al., 2021; Portatadino, Bergomi e Maiandi, 2019).
Tentativas de suicídio anteriores e isolamento social são fatores de risco importantes (Wilkinson, 2010; Shiu, 2019; Borschmann et al., 2017).
Em dolescentes transgêneros ou de gênero divergente, a autolesão nao suicida está ligada à depressão e ao bullying físico ou de gênero (Taliaferro, McMorris e Eisenberg, 2018).
Existem alguns fatores que protegem o adolescente da autolesão não suicida:
Uma boa relação com os pais, segurança na escola e bom desempenho acadêmico (Taliaferro, McMorris e Eisenberg, 2018).
Autoestima elevada (Purwoko, Yetty e Hariastuti, 2022; Meng et al., 2022; Che et al., 2022; Wright e Wachs, 2021; Wang et al., 2020) e a capacidade de controlar bem as emoções (Purwoko, Yetty e Hariastuti, 2022; Ghaderi et al., 2020).
Apoio da família, da escola e dos amigos ajuda a construir resiliência psicológica (Li et al., 2022).