A escola deve ser um lugar acolhedor, onde os alunos se sintam seguros para expressar seus sentimentos (Knowles et al., 2022).
É importante criar um ambiente de apoio, livre de julgamentos, que incentive os estudantes a procurar ajuda, quando necessário. Se você perceber sinais de autolesão não suicida, não ignore. Mostre ao aluno que notou uma mudança em seu comportamento e esteja pronto para ouvir. Pergunte se algo o preocupa e como ele está se sentindo. Se ele não se sentir confortável para falar, sugira que escreva um bilhete, um e-mail ou uma mensagem de texto sobre o que está sentindo. Ou pergunte se ele prefere falar com outro profissional da escola (Waller, 2019).
É importante estar atento aos sinais de alerta. Na história em quadrinhos abaixo, intitulada: "Automutilação no contexto escolar", você acompanhará a jornada de João, um adolescente que enfrenta o desafio da autolesão não suicida, e conta com o apoio essencial dos profissionais da escola para lidar com essa situação. Ao longo da narrativa, você conhecerá os professores Francisca e Paulo, e a coordenadora pedagógica Vanessa, que, juntos, trabalharão para entender as causas do comportamento de João e aplicar as melhores estratégias de acolhimento e intervenção.
A história traz um retrato detalhado das etapas que esses profissionais seguiram para ajudar João, desde a identificação de sinais de sofrimento até o desenvolvimento de ações que promovem sua segurança emocional e psicológica. Com a ajuda deles, João encontra um caminho de apoio e cuidado dentro da escola, evidenciando a importância de uma rede de suporte que envolva toda a comunidade escolar.
Vamos explorar como cada profissional, em sua função, contribui para um ambiente escolar mais acolhedor e preparado para lidar com essas situações. A história nos mostra que, com empatia, conhecimento e ação conjunta, é possível transformar desafios em oportunidades de cuidado.
Fonte: Elaborado pelos autores utilizando a ferramenta https://app.pixton.com/#/ (2025).
Se o aluno estiver em risco de se machucar, é essencial informar os pais ou responsáveis (Oliveira et al., 2021), sempre com a ciência do adolescente. Sempre que possível, envolva pais e cuidadores (Waller, 2019).
Na história em quadrinhos abaixo, intitulada "Entre a Privacidade e a Segurança", acompanhamos um conselheiro escolar diante de um desafio sensível: acolher uma estudante em sofrimento emocional, que revela estar se automutilando. Ele precisa encontrar um delicado equilíbrio entre respeitar o direito à privacidade da aluna e zelar por sua segurança e bem-estar. Ao longo da narrativa, são apresentadas situações que exigem empatia, ética e responsabilidade por parte da escola, destacando a importância do diálogo transparente, do cuidado na comunicação com as famílias e do respeito aos sentimentos dos alunos.
Vamos acompanhar esse importante aprendizado, refletindo sobre como a comunicação clara, o respeito e o acolhimento podem transformar a escola em um ambiente seguro para todos?
Fonte: Elaborado pelos autores utilizando a ferramenta https://app.pixton.com/#/ (2025).
Caso a autolesão não suicida esteja relacionada à violência familiar, entre em contato com os órgãos de proteção dos direitos da criança e do adolescente, como o conselho tutelar (Oliveira et al., 2021).
Trabalhe em parceria com os servições de saúde para ajudar os alunos a descobrir formas saudáveis de lidar com seus sentimentos, sem recorrer à autolesão não suicida. Incentive-os a refletir sobre seus desafios e a buscar soluções construtivas para enfrentá-los (Waller, 2019).