Estudo do Evangelho 30/09/2021 (quinta )
1.Harmonização e Prece inicial: Música - Coragem e Fé - Jean Charles
2. E.S.E.: Cap. XIX - A fé transporta montanhas - Poder da Fé (itens 1 a 3)
3. Reflexão: Socorro da Fé - Capítulo 11 - Do livro Socorro e Solução - José Carlos de Lucca
4. Prece final: Canção da Esperança - Flávia Wenceslau
1.Harmonização e Prece inicial: Música - Coragem e Fé - Jean Charles
2. E.S.E.: Cap. XIX - A fé transporta montanhas - Poder da Fé (itens 1 a 3)
O poder da fé
1. Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. – Jesus respondeu, dizendo: Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. – E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. – Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? – Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, 17:14 a 20.)
2. No sentido próprio, é certo que a confiança nas suas próprias forças torna o homem capaz de executar coisas materiais, que não consegue fazer quem duvida de si. Aqui, porém, unicamente no sentido moral se devem entender essas palavras. As montanhas que a fé desloca são as dificuldades, as resistências, a má vontade, em suma, com que se depara da parte dos homens, ainda quando se trate das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas são outras tantas montanhas que barram o caminho a quem trabalha pelo progresso da Humanidade. A fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos, assim nas pequenas coisas, que nas grandes. Da fé vacilante resultam a incerteza e a hesitação de que se aproveitam os adversários que se têm de combater; essa fé não procura os meios de vencer, porque não acredita que possa vencer.
3. Noutra acepção, entende-se como fé a confiança que setem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.
A fé sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado. A fé vacilante sente a sua própria fraqueza; quando a estimula o interesse, torna-se furibunda e julga suprir, com a violência, a força que lhe falece. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.
3. Reflexão: Socorro da Fé - Capítulo 11 - Do livro Socorro e Solução - José Carlos de Lucca
SE NÃO TIVERMOS FÉ, QUE ESPERAREMOS?
José, Espírito Protetor
Numa pequena cidade do interior, não chovia havia muito tempo. A lavoura havia sido devastada pela seca e todos os habitantes da cidade estavam muito preocupados com as consequências, pois já era iminente o risco de faltar água e comida. Sensibilizado, o padre resolveu convocar os fiéis para uma missa, na qual todos pediriam aos céus a bênção da chuva.
Chegado o dia, os moradores estavam dentro da igreja e o padre apareceu, olhou para todos começou a expulsá-los, chamando-os de incrédulos, de gente de pouca fé. Um dos fiéis, no entanto questionou o sacerdote sobre o motivo de sua atitude. O padre, ainda nervoso, blasfemou, dizendo: "Se vocês tivessem fé, com certeza teriam trazido sombrinha ou guarda-chuva..."
Gosto dessa história, porque nos estimula a termos uma fé mais convincente, aquela que leva sombrinha e guarda-chuva quando o sol das adversidades está nos castigando com a seca. Muitas pessoas dizem que terão fé quando Deus realizar seus pedidos. Mas, aí, não precisa de fé! É quando tudo conspira contra a nossa vida que a fé surge como um dos mais eficientes socorros que temos a nosso favor. Allan Kardec esclarece que: "A fé robusta confere a perseverança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos, tanto nas pequenas quanto nas grandes coisas. É dessa fé que o sacerdote estava se ressentindo nos fiéis que compareceram à igreja.
"A tua fé te salvou", pregava constantemente Jesus. E eu fico a pensar: Se a minha fé pode me salvar, a minha falta de fé pode me arruinar.
Não estaríamos hoje experimentando muitos sofrimentos porque, na verdade, somos homens de pouca fé, somos uma geração incrédula, como alertava Jesus?
Um dos nossos maiores problemas espirituais é a falta de fé em nós e em Deus. Se duvidarmos de nós, a insegurança nos dominará e ninguém acreditará em nossas capacidades. A insegurança é como um cupim que vai aos poucos nos devorando, silenciosamente, por dentro e, na hora em que temos que demonstrar nossas capacidades e talentos, acabamos falhando, porque nunca tivemos a verdadeira fé em nós. Temos que acreditar em nós mesmos, porque, se não fizermos isso, ninguém o fará por nós.
Não ter fé em Deus também causa um tremendo buraco em nossa alma. É perder a ligação com o Pai que nos criou e nos ama perenemente, e, com isso, passamos a viver como se fôssemos órfãos abandonados num mundo atribulado. A fé no Deus que nos ama precisa ser urgentemente restaurada em nossa vida. Agora, nem sempre, Deus atenderá a todos os nossos pedidos, porque nem sempre o que pedimos é o melhor para nós. É nesse campo que Deus trabalha: fazendo sempre o melhor para nós, porque, não raro, o que pedimos pode ser o pior para nós.
Você está lendo este capítulo para que a fé desperte, cresça e realize os prodígios que, até agora, a sua descrença impediu que se concretizassem. Fé é acreditar e acreditar é ver! Veja bem firme em sua mente tudo aquilo que você está desejando. Veja a saúde melhorando, veja as oportunidades chegando, veja os sonhos se realizando. Veja tudo como cenas reais da sua vida, como se tudo de fato estivesse acontecendo.
Acredite que você é filho de Deus, tem um Pai que vela por você diuturnamente, mas que também espera que você demonstre em atitudes que é filho Dele.
Que tal pegarmos o guarda-chuva?
4. Prece final: Canção da Esperança - Flávia Wenceslau
Estudo do Evangelho 29/09/2021 (quarta )
1.Harmonização: Música Intercâmbio - Vozes eternas
2. Prece inicial: Oração do amor ao próximo
3. E.S.E. - Cap. XI - Amar o próximo como a si mesmo - O mandamento maior (item 4)
4. O Livro dos Espíritos - Parte terceira - Das leis morais - Capítulo XI - 10 - Lei de Justiça, de amor e de caridade - Caridade e amor ao próximo - 886
5. Reflexão: Página de Amor - Emmanuel
6. Prece final: Música Pelas portas do perdão - Vozes Eternas
1.Harmonização: Música Intercâmbio - Vozes eternas
2. Prece inicial: Oração do amor ao próximo
3. E.S.E. - Cap. XI - Amar o próximo como a si mesmo - O mandamento maior (item 4)
4. “Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós”, é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo. Não podemos encontrar guia mais seguro, a tal respeito, que tomar para padrão, do que devemos fazer aos outros, aquilo que para nós desejamos. Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais indulgência, mais benevolência e devotamento para conosco, do que os temos para com eles? A prática dessas máximas tende à destruição do egoísmo. Quando as adotarem para regra de conduta e para base de suas instituições, os homens compreenderão a verdadeira fraternidade e farão que entre eles reinem a paz e a justiça. Não mais haverá ódios, nem dissensões, mas, tão-somente, união, concórdia e benevolência mútua.
4. O Livro dos Espíritos - Parte terceira - Das leis morais - Capítulo XI - 10 - Lei de Justiça, de amor e de caridade - Caridade e amor ao próximo - 886
886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?
“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”
O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejaríamos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.
A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque de indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.
5. Reflexão: Página de Amor - Emmanuel
Amar ainda e sempre para nós todos, os obreiros da terra, é incessante desafio. Isso porque amar é dar-se, no que possuamos ou sejamos de melhor.
A beneficência é a preciosa iniciação. Entregamos o que nos sobre em reconforto e, ao adiantar-nos em sentimento, dividimos com os outros aquilo que se nos faça desnecessário, até mesmo em nos referindo aos recursos primários que se nos mostram indispensáveis à vida.
Surge, porém, para cada um do nós o momento de dar-se. Dar-se nos mais íntimos pontos de vista. Doar-se em bondade e desprendimento, compreensão e renúncia sem nada pedir em troca. Abençoar a felicidade da pessoa ou das pessoas a quem mais amamos, mesmo quando a felicidade delas não se padronize pelos modelos em que se nos configura a alegria.
Se erguidos à semelhante prova, recusamos sofrimento e mudança, conformidade e reajuste, exigindo algo em nosso favor, efetivamente não estaremos amando ou então amando muito imperfeitamente ainda. Mas se aceitamos amar como se deve amar, surpreendemos a fonte da paz no imo do nosso próprio espírito, porquanto libertando e amparando aos nossos simultaneamente estaremos amparando e libertando a nós mesmos.
O amor imaginário, a basear-se no egoísmo, cria desilusão e enfermidade, desequilíbrio e morte.
O amor autêntico, no entanto, dando o melhor de si sem cogitar de si, gera grandeza e paz, aperfeiçoamento e alegria. Isso acontece porque toda vez que amamos particularmente a alguém que se encontra muito longe de responder-nos com qualquer migalha de compreensão e de afeto, elevamo-nos ao amor de Cristo que nos ama sem que realmente o amemos ainda, reconhecendo por fim, que esse alguém, refratário ao nosso amor, é, tanto quanto nós, um ser de origem divina, profundamente amado e constantemente sustentado por Deus.
Por: Emmanuel, Do Livro: Encontro de Paz. Médium: Francisco Cândido Xavier
6. Prece final: Música Pelas portas do perdão - Vozes Eternas
Estudo do Evangelho 28/09/2021 (terça)
1.Harmonização e prece inicial: A força do perdão - Sérgio Lopes
2. E.S.E. - Cap. X - Bem-aventurados os que são misericordiosos - Perdoai, para que Deus vos perdoe (item 4)
3. Reflexão: Aprendendo a perdoar - do livro Renovando Atitudes - Hammed / Francisco do Espírito Santo Neto
4. Prece final: espontânea ao som da música Perdão - Tim e Vanessa
1.Harmonização e prece inicial: A força do perdão - Sérgio Lopes
2. E.S.E. - Cap. X - Bem-aventurados os que são misericordiosos - Perdoai, para que Deus vos perdoe (item 4)
4. A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.
Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.
Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. Em toda contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza d’alma granjeará sempre a simpatia das pessoas imparciais.
3. Reflexão: Aprendendo a perdoar - do livro Renovando Atitudes - Hammed / Francisco do Espírito Santo Neto
“Se perdoardes aos homens as faltas que eles fazem contra vós, vosso Pai celestial vos perdoará também vossos pecados, mas se não perdoardes aos homens quando eles vos ofendem, vosso Pai, também, não vos perdoará os pecados.” (Capítulo 10, item 2.)
Nosso conceito de perdão tanto pode facilitar quanto limitar nossa capacidade de perdoar.
Por possuirmos crenças negativas de que perdoar é “ser apático” com os erros alheios, ou mesmo, é aceitar de forma passiva tudo o que os outros nos fazem, é que supomos estar perdoando quando aceitamos agressões, abusos, manipulações e desrespeito aos nossos direitos e limites pessoais, como se nada tivesse acontecendo.
Perdoar não é apoiar comportamentos que nos tragam dores físicas ou morais, não é fingir que tudo corre muito bem quando sabemos que tudo em nossa volta está em ruínas. Perdoar não é “ser conivente” com as condutas inadequadas de parentes e amigos, mas ter compaixão, ou seja, entendimento maior através do amor incondicional. Portanto, é um “modo de viver.
O ser humano, muitas vezes, confunde o “ato de perdoar” com a negação dos próprios sentimentos, emoções e anseios, reprimindo mágoas e usando supostamente o “perdão” como desculpa para fugir da realidade que, se
assumida, poderia como consequência alterar toda uma vida de relacionamento.
Uma das ferramentas básicas para alcançarmos o perdão real é manter-nos a uma certa “distância psíquica” da pessoa-problema, ou das discussões, bem como dos diálogos mentais que giram de modo constante no nosso
psiquismo, porque estamos engajados emocionalmente nesses envolvimentos neuróticos.
Ao desprendermo-nos mentalmente, passamos a usar de modo construtivo os poderes do nosso pensamento, evitando os “deveria ter falado ou agido” e eliminando de nossa produção imaginativa os acontecimentos
infelizes e destrutivos que ocorreram conosco.
Em muitas ocasiões, elaboramos interpretações exageradas de suscetibilidade e caímos em impulsos estranhos e desequilibrados, que causam em nossa energia mental uma sobrecarga, fazendo com que o cansaço tome conta do cérebro. A exaustão íntima é profunda.
A mente recheada de ideias desconexas dificulta o perdão, e somente desligando-nos da agressão ou do desrespeito ocorrido é que o pensamento sintoniza com as faixas da clareza e da nitidez, no processo denominado “renovação da atmosfera mental”.
É fator imprescindível, ao “separar-nos” emocionalmente de acontecimentos e de criaturas em desequilíbrio, a terapia da prece, como forma de resgatar a harmonização de nosso “halo mental”. Método sempre eficaz, restaura-nos os sentimentos de paz e serenidade, propiciando-nos maior facilidade de harmonização interior.
A qualidade do pensamento determina a “ideação” construtiva ou negativa, isto é, somos arquitetos de verdadeiros “quadros mentais” que circulam sistematicamente em nossa própria órbita áurica. Por nossa capacidade de “gerar imagens” ser fenomenal, é que essas mesmas criações nos fazem ficar presos em “mono-ideias”. Desejaríamos tanto esquecer, mas somos forçados a lembrar, repetidas vezes, pelo fenômeno “produção consequência”.
Desligar-se ou desconectar-se não é um processo que nos torna insensíveis e frios, como criaturas totalmente impermeáveis às ofensas e críticas e que vivem sempre numa atmosfera do tipo “ninguém mais vai me atingir ou machucar”. Desligar-se quer dizer deixar de alimentar-se das emoções alheias, desvinculando-se mentalmente dessas relações doentias de hipnoses magnéticas, de alucinações íntimas, de represálias, de desforras de qualquer matiz ou de problemas que não podemos solucionar no momento.
Ao soltar-nos vibracionalmente desses contextos complexos, ao desatar-nos desses fluidos que nos amarram a essas crises e conflitos existenciais, poderemos ter a grande chance de enxergar novas formas de resolver dificuldades com uma visão mais generalizada das coisas e de encontrar, cada vez mais, instrumentos adequados para desenvolvermos a nobre tarefa de nos compreender e de compreender os outros.
Quando acreditamos que cada ser humano é capaz de resolver seus dramas e é responsável pelos seus feitos na vida, aceitamos fazer esse “distanciamento” mais facilmente, permitindo que ele seja e se comporte como queira, dando-nos também essa mesma liberdade.
Viver impondo certa “distância psicológica” às pessoas e às coisas problemáticas, seja entes queridos difíceis, seja companheiros complicados, não significa que deixaremos de nos importar com eles, ou de amá-los ou de perdoar-lhes, mas sim que viveremos sem enlouquecer pela ânsia de tudo compreender, padecer, suportar e admitir.
Além do que, desligamento nos motiva ao perdão com maior facilidade, pelo grau de libertação mental, que nos induz a viver sintonizados em nossa própria vida e na plena afirmação positiva de que “tudo deverá tomar o curso certo, se minha mente estiver em serenidade”.
Compreendendo por fim que, ao promovermos “desconexão psicológica”, teremos sempre mais habilidade e disponibilidade para perceber o processo que há por trás dos comportamentos agressivos, o que nos permitirá não reagir da maneira como o fazíamos, mas olhar “como é e como está sendo feito” nosso modo de nos relacionar com os outros. Isso nos leva, consequentemente, a começar a entender a “dinâmica do perdão”.
Uma das mais eficientes técnicas de perdoar é retomar o vital contato com nós mesmos, desligando-nos de toda e qualquer “intrusão mental”, para logo em seguida buscar uma real empatia com as pessoas. Deixamos de ser vítimas de forças fora de nosso controle para transformar-nos em pessoas que criam sua própria realidade de vida, baseadas não nas críticas e ofensas do mundo, mas na sua percepção da verdade e na vontade própria.
4. Prece final: espontânea ao som da música Perdão - Tim e Vanessa
Estudo do Evangelho 27/09/2021 (segunda)
1.Harmonização: Música - Quando eu penso em Jesus -DVD Comebh 25 anos - Cacau, Vanessa, Cássio, Willi e Adriano
2. Prece inicial: espontânea
3. Evangelho Segundo Mateus, 5:14-16
4. Reflexão:
4.1 - A candeia - Capítulo 58 - O Evangelho por Emmanuel — Volume I- Comentários ao Evangelho segundo Mateus
4.2 - A candeia viva - Capítulo 81- Do Livro Fonte viva — (itens 10 a 13)
5. Prece final: (ao som da música Celeste Love, de F.C. Perini) – inspirada nas palavras do benfeitor para Jacob- no livro Voltei, capítulo 19- item Novo Despertar
1.Harmonização: Música - Quando eu penso em Jesus - DVD Comebh 25 anos - Cacau, Vanessa, Cássio, Willi e Adriano
2. Prece inicial espontânea
3. Evangelho Segundo Mateus, 5:14-16
“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”.
Mateus 5:14-16
4. Reflexão:
4.1 - A candeia - Capítulo 58 - O Evangelho por Emmanuel — Volume I- Comentários ao Evangelho segundo Mateus.
A candeia
1 A candeia luminosa, acima do velador, não é somente um problema de verbalismo doutrinário.
2 Claro que as nossas convicções públicas revelam pensamento aberto e coração arejado, na sincera demonstração de nossas concepções mais íntimas. O ensinamento do Cristo, porém, lançava raízes mais profundas no solo do nosso entendimento.
3 A lâmpada acesa da lição divina é, antes de tudo, o símbolo de nosso exemplo seguro e positivo, nos variados ângulos da existência.
4 O discípulo do Evangelho é convidado a afirmar-se, no mundo, a cada instante…
5 Se foste ofendido, não conserves a luz do perdão nas dobras obscuras dos melindres enfermiços.
6 Se encontraste a dificuldade, não escondas a coragem nos resvaladouros da fuga.
7 Se foste surpreendido pela provação dolorosa e áspera não enterres o talento de tua fé no pantanal do desânimo.
8 Se foste tocado pela dor, não arremesses a tua esperança ao despenhadeiro da indiferença.
9 Se sofres a perseguição e a calúnia, não arrojes a oração ao abismo da revolta e do desespero.
10 Se a luta te impôs a marcha entre espinheiros, oferecendo-te fel e vinagre, não ocultes o teu valor espiritual, sob os detritos da inconformação ou do desalento.
11 Faze a tua viagem na Terra, em companhia do Amigo celestial, de coração elevado à Vontade divina, de cabeça erguida na fidelidade à religião do dever bem cumprido, de consciência edificada no bem invariável e de braços ativos e diligentes na plantação das boas obras.
12 Não disfarces os teus conhecimentos de ordem superior e aprende a usá-los, a benefício dos semelhantes e em favor de ti mesmo, porque assim, ainda mesmo que o sacrifício supremo na cruz seja o teu prêmio, entre os homens, adquirirás na vida eterna a glória de haver buscado a divina ressurreição.
Emmanuel (Reformador, setembro de 1952, p. 207)
Disponível em: http://bibliadocaminho.com/ocaminho/txavieriano/livros/Oee1/Oee1C58.htm
4.2 - A candeia viva - Capítulo 81- Do Livro Fonte viva — (itens 10 a 13)
“Nossa existência é a candeia viva”
10 Coloquemos nossas possibilidades ao dispor dos semelhantes. Ninguém deve amealhar as vantagens da experiência terrestre somente para si.
11 Cada Espírito provisoriamente encarnado, no círculo humano, goza de imensas prerrogativas, quanto à difusão do bem, se persevera na observância do Amor Universal.
12 Prega, pois, as revelações do Alto, fazendo-as mais formosas e brilhantes em teus lábios; insta com parentes e amigos para que aceitem as verdades imperecíveis, mas, não olvides que a candeia viva da iluminação espiritual é a perfeita imagem de ti mesmo.
13 Transforma as tuas energias em bondade e compreensão redentoras para toda gente, gastando, para isso, o óleo de tua boa vontade, na renúncia e no sacrifício, e a tua vida, em Cristo, passará realmente a brilhar.
Emmanuel.
5. Prece final: (ao som da música Celeste Love, de F.C. Perini) – inspirada nas palavras do benfeitor para Jacob - no livro Voltei - capítulo 19 - item Novo Despertar
Senhor Jesus, amado irmão, ajude-nos a Reconhecer as luzes que habitam nosso ser.
Que despertos pelo teu Amor e em Teu Amor possamos nos tornar criaturas novas.
Que compreendamos “sem tibieza a necessidade de alijar os próprios caprichos para que a vontade do Senhor” nos favoreça o santuário da consciência.
Que possamos nos fortalecer no amor, certos de que “a concentração de amor verdadeiro produz bendita claridade da alma”.
Que sejamos luz! Que assim seja.
Estudo do Evangelho 26/09/2021 (domingo)
1.Harmonização: Está na mente - Coral Solluz
2. Prece inicial: espontânea - Ernâne Lima
3. E.S.E. - Cap. V - Bem-aventurados os aflitos - Instruções dos Espíritos - Provas voluntárias. O verdadeiro cilício (item 26)
4. O Livro dos Espíritos - Questão 262 - Escolha das provas
5. Reflexão: Nada Temas - do livro A mensagem do dia de Scheilla pra você - Clayton Levy
6. Prece final: prece de agradecimento - Coletânea de preces espíritas
1.Harmonização: Está na mente - Coral Solluz
2. Prece inicial: espontânea - Ernâne Lima
Deus nosso Pai, fonte de amor e bondade infinita,
Irmão e mestre Jesus, nosso exemplo de caminho a seguir, nossa bússola, a bula que nos indica o tratamento adequado às necessidades de cada um.
Amigos espirituais, nossos protetores, anjos guardiães, nós vos pedimos a proteção necessária, o amparo para que tudo possa transcorrer, Senhor, dentro daquilo que lhe é agradável, do que útil para cada um de nós.
Obrigado por mais essa oportunidade de estudo e de reflexão.
Obrigado por esse dia de alegrias e de felicidade onde a espiritualidade da Região dos Inconfidentes se encontra em festa espiritual, festa de luz, de oportunidade de tirar tantos espíritos recalcitrantes das trevas.
Que nós possamos, com essa alegria, nesse momento de nosso encontro, estarmos vibrando ainda mais no sentido de ampliar a vibração do bem.
Que nós saibamos, Senhor, nas nossas provas, buscar o lado bom, que é o lado do crescimento espiritual e da nossa evolução.
E que saibamos discernir aquilo que nos é útil daquilo que nós devemos deixar pra trás.
Sê conosco, Senhor, hoje, agora e sempre!
Assim Seja.
3. E.S.E. - Cap. V - Bem-aventurados os aflitos - Instruções dos Espíritos - Provas voluntárias. O verdadeiro cilício (item 26)
26. Perguntais se é lícito ao homem abrandar suas próprias provas. Essa questão equivale a esta outra: É lícito, àquele que se afoga, cuidar de salvar-se? Àquele em quem um espinho entrou, retirá-lo? Ao que está doente, chamar o médico? As provas têm por fim exercitar a inteligência, tanto quanto a paciência e a resignação. Pode dar-se que um homem nasça em posição penosa e difícil, precisamente para se ver obrigado a procurar meios de vencer as dificuldades. O mérito consiste em sofrer, sem murmurar, as consequências dos males que lhe não seja possível evitar, em perseverar na luta, em se não desesperar, se não é bem-sucedido; nunca, porém, numa negligência, que seria mais preguiça do que virtude.
Essa questão dá lugar naturalmente a outra. Pois, se Jesus disse: “Bem-aventurados os aflitos”, haverá mérito em procurar, alguém, aflições que lhe agravem as provas, por meio de sofrimentos voluntários? A isso responderei muito positivamente: sim, há grande mérito quando os sofrimentos e as privações objetivam o bem do próximo, porquanto é a caridade pelo sacrifício; não, quando os sofrimentos e as privações somente objetivam o bem daquele que a si mesmo as inflige, porque aí só há egoísmo por fanatismo.
Grande distinção cumpre aqui se faça: pelo que vos respeita pessoalmente, contentai-vos com as provas que
Deus vos manda e não lhes aumenteis o volume, já de si por vezes tão pesado; aceitá-las sem queixumes e com fé, eis tudo o que de vós exige ele. Não enfraqueçais o vosso corpo com privações inúteis e macerações sem objetivo, pois que necessitais de todas as vossas forças para cumprirdes a vossa missão de trabalhar na Terra. Torturar e martirizar voluntariamente o vosso corpo é contravir a lei de Deus, que vos dá meios de o sustentar e fortalecer. Enfraquecê-lo sem necessidade é um verdadeiro suicídio. Usai, mas não abuseis, tal a lei. O abuso das melhores coisas tem a sua punição nas inevitáveis consequências que acarreta.
Muito diverso é o que ocorre, quando o homem impõe a si próprio sofrimentos para o alívio do seu próximo. Se suportardes o frio e a fome para aquecer e alimentar alguém que precise ser aquecido e alimentado e se o vosso corpo disso se ressente, fazeis um sacrifício que Deus abençoa. Vós que deixais os vossos aposentos perfumados para irdes à mansarda infecta levar a consolação; vós que sujais as mãos delicadas pensando chagas; vós que vos privais do sono para velar à cabeceira de um doente que apenas é vosso irmão em Deus; vós, enfim, que despendeis a vossa saúde na prática das boas obras, tendes em tudo isso o vosso cilício, verdadeiro e abençoado cilício, visto que os gozos do mundo não vos secaram o coração, que não adormecestes no seio das volúpias enervantes da riqueza, antes vos constituístes anjos consoladores dos pobres deserdados.
Vós, porém, que vos retirais do mundo, para lhe evitar as seduções e viver no insulamento, que utilidade tendes na Terra? Onde a vossa coragem nas provações, uma vez que fugis à luta e desertais do combate? Se quereis um cilício, aplicai-o às vossas almas e não aos vossos corpos; mortificai o vosso Espírito e não a vossa carne; fustigai o vosso orgulho, recebei sem murmurar as humilhações; flagiciai o vosso amor-próprio; enrijai-vos contra a dor da injúria e da calúnia, mais pungente do que a dor física. Aí tendes o verdadeiro cilício cujas feridas vos serão contadas, porque atestarão a vossa coragem e a vossa submissão à vontade de Deus. – Um anjo guardião. (Paris, 1863.)
4. O Livro dos Espíritos - Questão 262 - Escolha das provas
Parte Segunda - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos
CAPÍTULO VI - DA VIDA ESPÍRITA
Escolha das provas
262. Como pode o Espírito, que, em sua origem, é simples, ignorante e carecido de experiência, escolher uma existência com conhecimento de causa e ser responsável por essa escolha?
“Deus lhe supre a inexperiência, traçando-lhe o caminho que deve seguir, como fazeis com a criancinha. Deixa-o, porém, pouco a pouco, à medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve, senhor de proceder à escolha e só então é que muitas vezes lhe acontece extraviar-se, tomando o mau caminho, por desatender os conselhos dos bons Espíritos. A isso é que se pode chamar a queda do homem.”
a) - Quando o Espírito goza do livre-arbítrio, a escolha da existência corporal dependerá sempre exclusivamente de sua vontade, ou essa existência lhe pode ser imposta, como expiação, pela vontade de Deus?
“Deus sabe esperar, não apressa a expiação. Todavia, pode impor certa existência a um Espírito, quando este, pela sua inferioridade ou má-vontade, não se mostra apto a compreender o que lhe seria mais útil, e quando vê que tal existência servirá para a purificação e o progresso do Espírito, ao mesmo tempo que lhe sirva de expiação.”
5. Reflexão: Nada Temas - do livro A mensagem do dia de Scheilla pra você - Clayton Levy
Irmão de jornada,
Abençoa a prova redentora que te eleva e equilibra.
Quando a subida se fizer mais difícil, faze uma pausa, adentra o santuário silencioso da prece, e sentirás a presença amiga daqueles que te amam e te guiam.
Esvazia a mente de todo pensamento sombrio.
Recebe cada amanhecer como promessa de novas vitórias.
Prepara-te para o repouso noturno como quem segue novos aprendizados, na companhia dos benfeitores espirituais.
Nada temas.
Segue e confia, abrigando-te sempre no recanto pacífico da tua consciência, onde sentirás seguro e feliz, porque ali habita o Pai.
6. Prece final: prece de agradecimento - Coletânea de preces espíritas
Estudo do Evangelho 25/09/2021 (sábado)
Harmonização e prece inicial – Mensagem de João de Deus – psicografia de Chico Xavier - música, voz e violão - Wander Cardoso Campolina
Cap. 7 – Trabalho – Pensamento e Vida – Emmanuel/Chico Xavier
Livro dos espíritos - questões 674, 675 e 676
Prece final – Trabalho e Sacrifício - Orações Diárias - Paz & Renovação - na voz de Haroldo Dutra Dias
Harmonização e prece inicial – Mensagem de João de Deus – psicografia de Chico Xavier - música, voz e violão - Wander Cardoso Campolina
Cap. 7 – Trabalho – Pensamento e Vida – Emmanuel/Chico Xavier
Trabalho
Se nos propomos retratar mentalmente a luz dos Planos Superiores, é indispensável que a nossa vontade abrace espontaneamente o trabalho por alimento de cada dia.
No pretérito, apreciávamo-lo por atitude servil de quantos caíssem sob o ferrete da injúria.
A escola, as artes, as virtudes domésticas, a indústria e o amanho do solo eram relegados a mãos escravas, reservando-se os braços supostos livres para a inércia dourada.
Hoje, porém, sabemos que a lei do trabalho é roteiro da justa emancipação. Sem ela, o mundo mental dorme estanque. Fugir-lhe aos impositivos é situar-se à margem do caminho, onde o carro da evolução marcha, inflexível, deixando à retaguarda quantos se amolgam à ilusão da preguiça.
O usurário não padece apenas a infelicidade de seqüestrar os bens devidos ao Bem de Todos, mas igualmente o infortúnio de erguer para si mesmo a cova adornada em que se lhe estiolarão as mais nobres faculdades do espírito. Não vale, contudo, agir por agir.
As regiões infernais vibram repletas de movimento. Além do trabalho-obrigação que nos remunera de pronto, é necessário nos atenhamos ao prazer de servir.
Nas contingências naturais do desenvolvimento terrestre, o espírito encarnado é compelido a esforço incessante, para o sustento do corpo físico.
Recolhe, de graça, a água pura, os princípios solares e os recursos nutrientes da atmosfera; entretanto, é preciso suar e sofrer em busca da proteína e do carboidrato que lhe assegurem a euforia orgânica.
Cativo, embora, às injunções do plano de obscura matéria em que transitoriamente respira, pode, porém, desde a Terra, fruir a ventura do serviço voluntário aos semelhantes todo aquele que descerre o espelho da própria alma aos reflexos da Esfera Divina.
O trabalho-ação transforma o ambiente.
O trabalho-serviço, transforma o homem.
As tarefas remuneradas conquistam o agradecimento de quem lhes recebe o concurso, mas permanecem adstritas ao mundo, nas linhas da troca vulgar.
A prestação de concurso espontâneo, sem qualquer base de recompensa, desdobra a influência da Bondade Celestial que a todos nos ampara sem pagamento
A maneira que se nos alonga a ascensão, entendemos com mais clareza a necessidade de trabalhar por amor de servir.
Quando começamos a ajudar o próximo, sem aguilhões, matriculamo-nos no acrisolamento da própria alma, entrando em sintonia com a Vida Abundante.
Nos círculos mais elevados do espírito, o trabalho não é imposto. A criatura consciente da verdade compreende que a ação no bem é ajustamento às Leis de Deus e a ela se rende por livre vontade.
Por isso, nos domínios superiores, quem serve avança para os cimos da imortalidade radiosa, reproduzindo dentro de si mesmo as maravilhas do Céu que nos rodeia a espelhar-se por toda parte
Livro dos espíritos - questões 674, 675 e 676
NECESSIDADE DO TRABALHO
674. A necessidade do trabalho é lei da Natureza?
“O trabalho é lei da Natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos.”
675. Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais?
“Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.”
676. Por que o trabalho se impõe ao homem?
“Por ser uma conseqüência da sua natureza corpórea. É expiação e, ao mesmo tempo, meio de aperfeiçoamento da sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Ao extremamente fraco de corpo outorgou Deus a inteligência, em compensação. Mas é sempre um trabalho.
Prece final – Trabalho e Sacrifício - Orações Diárias - Paz & Renovação - na voz de Haroldo Dutra Dias
Estudo do Evangelho 24/09/2021 (sexta)
1.Harmonização: Corações Tarefeiros - Carlinhos Conceição
2.Prece inicial: Prece do Trabalhador
3. E.S.E. : Capítulo XX - Os trabalhadores da última hora - Instruções dos Espíritos - Os obreiros do Senhor ( item 5)
4. Reflexão: Aos Obreiros da Boa Vontade - Capitulo 16 – Do Livro Através do Tempo – Autores Diversos
5. Prece final espontânea ao som da música- Aos Pés do Monte na voz de Tim e Vanessa
2.Prece inicial: Prece do Trabalhador
3. E.S.E. : Capítulo XX - Os trabalhadores da última hora - Instruções dos Espíritos - Os obreiros do Senhor ( item 5)
Os obreiros do Senhor
5. Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra”, porquanto o Senhor lhes dirá: “Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!” Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão! Clamarão: “Graça! graça!” O Senhor, porém, lhes dirá: “Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes? Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes. Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra.”
Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras: “Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus.” – O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.)
4. Reflexão: Aos Obreiros da Boa Vontade - Capitulo 16 – Do Livro Através do Tempo – Autores Diversos
Aos “Obreiros da Boa Vontade”
Meus irmãos:
Jesus nos abençoe.
A obra do Senhor conta com servidores de todas as latitudes, tendências e direções.
Alguns somente cooperam em tarefas que lhes agradem.
São os obreiros caprichosos.
Outros não colaboram, se a multidão dos amigos não lhes observa os esforços.
São os obreiros vaidosos.
Alguns ajudam, segundo as circunstâncias do tempo.
São os obreiros inconstantes.
Vários comparecem, a fim de reparar as contribuições alheias.
São os obreiros levianos.
Diversos colaboram indicando os defeitos dos companheiros.
São os obreiros escarnecedores.
Muitos auxiliam, quando há benefícios imediatos.
São os obreiros oportunistas.
Não poucos surgem no serviço, reclamando as vantagens para o seu círculo pessoal.
São os obreiros egoístas.
Grande parte intervém no trabalho, discutindo direitos e prioridades, privilégios e favores para si ou para aqueles que se lhes façam simpáticos.
São os obreiros apaixonados.
Inúmeros aparecem nos quadros da ação, enganando o tempo e menosprezando-o, recebendo sem dar, desfrutando sem retribuir e absorvendo a luz e a benção sem irradiá-las.
São os obreiros infelizes.
Mas, o Mestre glorifica-se nos cooperadores que não cogitam de prerrogativa e remuneração, que servem onde, como e quando determina a sua Vontade Sábia e Soberana.
São os “Obreiros da Boa Vontade”.
André Luiz
5. Prece final espontânea ao som da música- Aos Pés do Monte na voz de Tim e Vanessa
Estudo do Evangelho 23/09/2021 (quinta)
1.Harmonização e Prece inicial: Nos dias difíceis - Emanuel - por Chico Xavier
2. E.S.E. : Cap. XIX - A fé transporta montanhas - Instruções dos espíritos - A fé, mãe da esperança e da caridade (item 11)
3. Reflexão: Café com Espiritismo - a fé - a mãe da esperança e da caridade - Lusiane Bahia
4.Prece final: Música pela Paz- Nando Cordel
1.Harmonização e Prece inicial: Nos dias difíceis - Emanuel - por Chico Xavier
2. E.S.E. - Cap. XIX - A fé transporta montanhas - Instruções dos espíritos - A fé, mãe da esperança e da caridade (item 11)
A fé: mãe da esperança da caridade
11. Para ser proveitosa, a fé tem de ser ativa; não deve entorpecer-se. Mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus, cumpre-lhe velar atentamente pelo desenvolvimento dos filhos que gerou.
A esperança e a caridade são corolários da fé e formam com esta uma trindade inseparável. Não é a fé que faculta a esperança na realização das promessas do Senhor? Se não tiverdes fé, que esperareis? Não é a fé que dá o amor? Se não tendes fé, qual será o vosso reconhecimento e, portanto, o vosso amor?
Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem. É a base da regeneração. Preciso é, pois, que essa base seja forte e durável, porquanto, se a mais ligeira dúvida a abalar, que será do edifício que sobre ela construirdes? Levantai, conseguintemente, esse edifício sobre alicerces inamovíveis. Seja mais forte a vossa fé do que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, visto que a fé que não afronta o ridículo dos homens não é fé verdadeira.
A fé sincera é empolgante e contagiosa; comunica-se aos que não na tinham, ou, mesmo, não desejariam tê-la. Encontra palavras persuasivas que vão à alma, ao passo que a fé aparente usa de palavras sonoras que deixam frio e indiferente quem as escuta. Pregai pelo exemplo da vossa fé, para a incutirdes nos homens. Pregai pelo exemplo das vossas obras para lhes demonstrardes o merecimento da fé. Pregai pela vossa esperança firme, para lhes dardes a ver a confiança que fortifica e põe a criatura em condições de enfrentar todas as vicissitudes da vida.
Tende, pois, a fé, com o que ela contém de belo e de bom, com a sua pureza, com a sua racionalidade. Não admitais a fé sem comprovação, cega filha da cegueira. Amai a Deus, mas sabendo porque o amais; crede nas suas promessas, mas sabendo porque acreditais nelas; segui os nossos conselhos, mas compenetrados do fim que vos apontamos e dos meios que vos trazemos para o atingirdes. Crede e esperai sem desfalecimento: os milagres são obras da fé. – José, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.)
3. Reflexão: Café com Espiritismo - a fé: a mãe da esperança e da caridade - Lusiane Bahia
4.Prece final: Música pela Paz- Nando Cordel
Estudo do Evangelho 22/09/2021 (quarta)
Prece inicial – Evangelho do Dia – volume 6 -página 45
E.S.E. Capítulo VIII – Bem-aventurados os que têm puro o coração - Motivo de escândalo (itens 13 e 14)
Livro dos espíritos - questões 998 e 999
Prece final – Evangelho do Dia – volume 6 - página 53
Prece inicial – Evangelho do Dia – volume 6 - página 45
Deus de infinita bondade, que saibamos valorizar os recursos que nos deste para viver e recuperar o tempo perdido com ações menos digna; que os nossos membros sejam sempre ferramentas de trabalho para o bem e que jamais voltem a ser motivo de escândalo
E.S.E. Capítulo VIII – Bem-aventurados os que têm puro o coração - Motivo de escândalo (itens 13 e 14)
13. É preciso que haja escândalo no mundo, disse Jesus, porque, imperfeitos como são na Terra, os homens se mostram propensos a praticar o mal, e porque, árvores más, só maus frutos dão. Deve-se, pois, entender por essas palavras que o mal é uma consequência da imperfeição dos homens e não que haja, para estes, a obrigação de praticá-lo.
14. É necessário que o escândalo venha, porque, estando em expiação na Terra, os homens se punem a si mesmos pelo contacto de seus vícios, cujas primeiras vítimas são eles próprios e cujos inconvenientes acabam por compreender. Quando estiverem cansados de sofrer devido ao mal, procurarão remédio no bem. A reação desses vícios serve, pois, ao mesmo tempo, de castigo para uns e de provas para outros. É assim que do mal tira Deus o bem e que os próprios homens utilizam as coisas más ou as escórias.
Livro dos espíritos - questões 998 e 999
998. A expiação se cumpre no estado corporal ou no estado espiritual?
“A expiação se cumpre durante a existência corporal, mediante as provas a que o Espírito se acha submetido e, na vida espiritual, pelos sofrimentos morais, inerentes ao estado de inferioridade do Espírito.”
999. Basta o arrependimento durante a vida para que as faltas do Espírito se apaguem e ele ache graça diante de Deus?
“O arrependimento concorre para a melhoria do Espírito, mas ele tem que expiar o seu passado.”
a) — Se, diante disto, um criminoso dissesse que, cumprindo-lhe, em todo caso, expiar o seu passado, nenhuma necessidade tem de se arrepender, que é o que daí lhe resultaria?
“Tornar-se mais longa e mais penosa a sua expiação, desde que ele se torne obstinado no mal.”
Prece final – Evangelho do Dia – volume 6 - página 53
Bom Deus, que a nossa existência atual possa ser marcada pelo esforço de nos livrarmos dos sentimentos inferiores que nos tornam egoístas; que possamos sempre procurar anular essas fraquezas buscando sentimentos superiores como o perdão, a aceitação e a humildade.
Estudo do Evangelho 21/09/2021 (terça)
1.Prece inicial e Harmonização: Aos pés do monte - Tim e Vanessa
2. E.S.E. - Cap. XVII - Sedes Perfeitos - Homem de Bem (item 3)
3. Reflexão I: Autocrítica - Cap. 13 - Do Livro Opinião Espírita - Emmanuel/ André Luiz /Chico Xavier/ Waldo Vieira
4. Reflexão II: Reparemos nossas mãos - Cap. 179 - Do Livro Fonte Viva - Emmanuel/Chico Xavier
5. Prece final espontânea ao som de Judas e Maria Elizabete Lacerda
1.Prece inicial e Harmonização: Aos pés do monte - Tim e Vanessa
2. E.S.E. - Cap. XVII - Sedes Perfeitos - Homem de Bem (item 3)
O homem de bem
3. O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.
Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado.”
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.)
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza,como quer que sejam respeitados os seus.
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.
3. Reflexão I: Autocrítica - Cap. 13 - Do Livro Opinião Espírita - Emmanuel/ André Luiz /Chico Xavier/ Waldo Vieira
O Evangelho segundo o Espiritismo — Cap. XVII — Item 3
O milagre é invenção da gramática para efeito linguístico, pois na realidade somos arquitetos do próprio destino.
Se algum erro de cálculo existe na construção de nossas existências, o culpado somos nós mesmos.
Todos caminhamos suscetíveis de errar, todos já erramos bastante e todos ainda erraremos necessariamente para aprender a acertar; contudo, nenhum de nós deve persistir no erro, porquanto incorreríamos na abolição do raciocínio que nos constitui a maior conquista espiritual.
No reconhecimento da falibilidade que nos caracteriza, se não é lícito reprovar a ninguém, não será justo cultivar a indulgência para conosco; e se nos cabe perdoar incondicionalmente aos outros, não se deve adiar a severidade para com as próprias faltas.
Portanto, para acertar, não devemos fugir ao “conhece-te a ti mesmo”, que principia na intimidade da alma, com o esforço da vigilância interior.
Esse trabalho analítico de dentro e para dentro nasce da humildade e da intenção de acertar com o bem, demonstrando para nós próprios o exato valor de nossas possibilidades em qualquer manifestação.
Autocrítica sim e sempre…
Podão da sensatez — apara os supérfluos da fantasia.
Balança do comportamento — sopesa todos os nossos atos.
Lima da verdade — dissipa a ilusão.
Metro moral — define o tamanho de nosso discernimento.
Espelho da consciência — reflete a fisionomia da alma.
Em todas as expressões pessoais, é possível errarmos para mais ou para menos.
Quem não avança na estrada do equilíbrio que somente a autocrítica delimita com segurança, resvala facilmente na impropriedade ou no excesso, perdendo a linha das proporções.
Com a autocrítica, lisonja e censura, elogio e sarcasmo deixam de ser perigos destruidores, de vez que a mente provida de semelhante luz, acolhe-se ao bom senso e à conformidade, evitando a audácia exagerada de quem tenta galgar as nuvens sem asas e o receio enfermiço de quem não dá um passo, temendo anular-se, ao mesmo tempo que amplia as correntes de cooperação e simpatia, em derredor de si mesma, por usar os recursos de que dispõe na medida certa do bem, sob a qual, a compaixão não piora o necessitado e a caridade não humilha quem sofre.
Sê fiscal de ti mesmo para que não te levantes por verdugo dos outros e, reparando os próprios atos, vive hoje a posição do juiz de ti próprio, a fim de que amanhã, não amargues a tortura do réu.
André Luiz
(Psicografia de Waldo Vieira)
4. Reflexão II: Reparemos nossas mãos - Cap. 179 - Do Livro Fonte Viva - Emmanuel/Chico Xavier
“…Mostrou-lhes as suas mãos…” — (João, 20.20)
Reaparecendo aos discípulos, depois da morte, eis que Jesus, ao se identificar, lhes deixa ver o corpo ferido, mostrando-lhes destacadamente as mãos…
As mãos que haviam restituído a visão aos cegos, levantado paralíticos, curado enfermos e abençoado velhinhos e crianças, traziam as marcas do sacrifício. Traspassadas pelos cravos da cruz, lembravam-lhe a suprema renúncia.
As mãos do Divino Trabalhador não recolheram do mundo apenas calos do esforço intensivo na charrua do bem. Receberam feridas sanguinolentas e dolorosas…
O ensinamento recorda-nos a atividade das mãos em todos os recantos do Globo.
O coração inspira. O cérebro pensa. As mãos realizam.
Em toda parte, agita-se a vida humana pelas mãos que comandam e obedecem.
Mãos que dirigem, que constroem, que semeiam, que afagam, que ajudam e que ensinam… E mãos que matam, que ferem, que apedrejam, que batem, que incendeiam, que amaldiçoam…
Todos possuímos nas mãos antenas vivas por onde se nos exterioriza a vida espiritual.
Reflete, pois, sobre o que fazes, cada dia. Não olvides que, além da morte, nossas mãos exibem os sinais da nossa passagem pela Terra. As do Cristo, o Eterno Benfeitor, revelavam as chagas obtidas na divina lavoura do amor. As tuas, amanhã, igualmente falarão de ti, no mundo espiritual, onde, interrompida a experiência terrestre, cada criatura arrecada as bênçãos ou as lições da vida, de acordo com as próprias obras.
Emmanuel
5. Prece final espontânea ao som de Judas e Maria Elizabete Lacerda
Estudo do Evangelho 20/09/2021 (segunda)
1.Harmonização: Alívio - Tim e Vanessa
2. Prece inicial: Pai Nosso - Elizabete Lacerda
3. E.S.E. - Cap. VIII - Bem-aventurados os que têm coração puro - Pecado por pensamentos. - Adultério (itens 5, 6, 7)
4. Reflexão I: Pecado por pensamento - Cosme Massi
5. Reflexão II: Vigiemos e oremos - cap. 110 - Fonte Viva - Emmanuel/Chico Xavier
6. Prece final: Ave Maria - Roberto Carlos
1.Harmonização: Alívio - Tim e Vanessa
2. Prece inicial: Pai Nosso - Elizabete Lacerda
3. E.S.E. - Cap. VIII - Bem-aventurados os que têm coração puro - Pecado por pensamentos. - Adultério (itens 5, 6, 7)
5. Aprendestes que foi dito aos antigos: “Não cometereis adultério. Eu, porém, vos digo que aquele que houver olhado uma mulher, com mau desejo para com ela, já em seu coração cometeu adultério com ela.” (S. MATEUS, 5:27 e 28.)
6. A palavra adultério não deve absolutamente ser entendida aqui no sentido exclusivo da acepção que lhe é própria, porém, num sentido mais geral. Muitas vezes Jesus a empregou por extensão, para designar o mal, o pecado, todo e qualquer pensamento mau, como, por exemplo, nesta passagem: “Porquanto se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, dentre esta raça adúltera e pecadora, o Filho do homem também se envergonhará dele, quando vier acompanhado dos santos anjos, na glória de seu Pai.”
(S. MARCOS, 8:38.)
A verdadeira pureza não está somente nos atos; está também no pensamento, porquanto aquele que tem puro o coração, nem sequer pensa no mal. Foi o que Jesus quis dizer: ele condena o pecado, mesmo em pensamento, porque é sinal de impureza.
7. Esse princípio suscita naturalmente a seguinte questão: Sofrem-se as consequências de um pensamento mau, embora nenhum efeito produza?
Cumpre se faça aqui uma importante distinção. À medida que avança na vida espiritual, a alma que enveredou pelo mau caminho se esclarece e despoja pouco a pouco de suas imperfeições, conforme a maior ou menor boa vontade que demonstre, em virtude do seu livre-arbítrio. Todo pensamento mau resulta, pois, da imperfeição da alma; mas, de acordo com o desejo que alimenta de depurar-se, mesmo esse mau pensamento se lhe torna uma ocasião de adiantar-se, porque ela o repele com energia. É indício de esforço por apagar uma mancha. Não cederá, se se apresentar oportunidade de satisfazer a um mau desejo. Depois que haja resistido, sentir-se-á mais forte e contente com a sua vitória.
Aquela que, ao contrário, não tomou boas resoluções, procura ocasião de praticar o mau ato e, se não o leva a efeito, não é por virtude da sua vontade, mas por falta de ensejo. É, pois, tão culpada quanto o seria se o cometesse.
Em resumo, naquele que nem sequer concebe a ideia do mal, já há progresso realizado; naquele a quem essa idéia acode, mas que a repele, há progresso em vias de realizar-se; naquele, finalmente, que pensa no mal e nesse pensamento se compraz, o mal ainda existe na plenitude da sua força. Num, o trabalho está feito; no outro, está por fazer-se. Deus, que é justo, leva em conta todas essas gradações na responsabilidade dos atos e dos pensamentos do homem.
4. Reflexão I: Pecado por pensamento - Cosme Massi
5. Reflexão II: Vigiemos e oremos - cap. 110 - Fonte Viva - Emmanuel/Chico Xavier
“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação.” — JESUS (Mateus, 26.41)
1 As mais terríveis tentações decorrem do fundo sombrio de nossa individualidade, assim como o lodo mais intenso, capaz de tisnar o lago, procede do seu próprio seio.
2 Renascemos na Terra com as forças desequilibradas do nosso pretérito para as tarefas do reajuste.
3 Nas raízes de nossas tendências, encontramos as mais vivas sugestões de inferioridade.
4 Nas íntimas relações com os nossos parentes, somos surpreendidos pelos mais fortes motivos de discórdia e luta.
5 Em nós mesmos podemos exercitar o bom ânimo e a paciência, a fé e a humildade.
6 Em contato com os afetos mais próximos, temos copioso material de aprendizado para fixar em nossa vida os valores da boa vontade e do perdão, da fraternidade pura e do bem incessante.
7 Não te proponhas, desse modo, atravessar o mundo, sem tentações. Elas nascem contigo assomam de ti mesmo e alimentam-se de ti, quando não as combates, dedicadamente, qual o lavrador sempre disposto a cooperar com a terra da qual precisa extrair as boas sementes.
8 Caminhar do berço ao túmulo, sob as marteladas da tentação, é natural. 9 Afrontar obstáculos, sofrer provações, tolerar antipatias gratuitas e atravessar tormentas de lágrimas são vicissitudes lógicas da experiência humana.
10 Entretanto, lembremo-nos do ensinamento do Mestre, vigiando e orando, para não sucumbirmos às tentações, de vez que mais vale chorar sob os aguilhões da resistência que sorrir sob os narcóticos da queda.
Emmanuel
6. Prece final: Ave Maria - Roberto Carlos
Estudo do Evangelho 19/09/2021 (domingo)
Harmonização e prece inicial espontânea ao som da música - Todo dia tem sua luz – Coral Solluz
E.S.E. Capítulo IX – Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos - Injúrias e violências (itens 1 a 5)
Reflexão em vídeo Injúrias e violências - Antônio Medina – Canal FEESP
Reflexão – Seremos mansos e pacíficos – Cléber Mateus
Encerramento – prece final espontânea ao som da música - Está na mente – Coral Solluz
Harmonização e prece inicial espontânea ao som da música - Todo dia tem sua luz – Coral Solluz
E.S.E. Capítulo IX – Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos - Injúrias e violências (itens 1 a 5)
Injúrias e violências
1. Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra. (S. MATEUS, 5:5.)
2. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. (S. MATEUS, 5:9.)
3. Sabeis que foi dito aos antigos: Não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo. – Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenação no juízo; que aquele que disser a seu irmão: Raca, merecerá condenado pelo conselho; e que aquele que lhe disser: És louco, merecerá condenado ao fogo do inferno. (S. MATEUS, 5:21 e 22.)
4. Por estas máximas, Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma lei. Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até toda expressão descortês de que alguém possa usar para com seus semelhantes. Raca, entre os hebreus, era um termo desdenhoso que significava – homem que não vale nada, e se pronunciava cuspindo e virando para o lado a cabeça. Vai mesmo mais longe, pois que ameaça com o fogo do inferno aquele que disser a seu irmão: És louco.
Evidente se torna que aqui, como em todas as circunstâncias, a intenção agrava ou atenua a falta; mas, em que pode uma simples palavra revestir-se de tanta gravidade que mereça tão severa reprovação? É que toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei do amor e da caridade que deve presidir às relações entre os homens e manter entre eles a concórdia e a união; é que constitui um golpe desferido na benevolência recíproca e na fraternidade; é que entretém o ódio e a animosidade; é, enfim, que, depois da humildade para com Deus, a caridade para com o próximo é a lei primeira de todo cristão.
5. Mas, que queria Jesus dizer por estas palavras: “Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra”, tendo recomendado aos homens que renunciassem aos bens deste mundo e havendo-lhes prometido os do céu?
Enquanto aguarda os bens do céu, tem o homem necessidade dos da Terra para viver. Apenas, o que ele lhe recomenda é que não ligue a estes últimos mais importância do que aos primeiros.
Por aquelas palavras quis dizer que até agora os bens da Terra são açambarcados pelos violentos, em prejuízo dos que são brandos e pacíficos; que a estes falta muitas vezes o necessário, ao passo que outros têm o supérfluo. Promete que justiça lhes será feita, assim na Terra como no céu, porque serão chamados filhos de Deus. Quando a Humanidade se submeter à lei de amor e de caridade, deixará de haver egoísmo; o fraco e o pacífico já não serão explorados, nem esmagados pelo forte e pelo violento. Tal a condição da Terra, quando, de acordo com a lei do progresso e a promessa de Jesus, se houver tornado mundo ditoso, por efeito do afastamento dos maus.
Reflexão em vídeo Injúrias e violências - Antônio Medina – Canal FEESP
Reflexão – Seremos mansos e pacíficos – Cléber Mateus
Em tempos difíceis tudo parece que é só dor.
Desde que reencarnamos passamos por diversas etapas de desenvolvimento de nosso espírito. Quando tudo parecer mais difícil é preciso entender o que significa este momento na vida, quais são as atitudes racionais que devemos ter.
Certo que quando passamos a compreender este momento, veremos que aquilo que nos machuca, nos fere não são nada mais do que um teste à nossa capacidade de enxergar além e verificar o quanto nos é útil na modificação da nossa conduta de ser.
Vozes reclamam ao mundo pedindo um pouco do Seu amor.
Aqueles que não conseguem esta compreensão vivem reclamando de Deus. Acreditam ter sido abandonado e não percebem a grandeza dos benefícios que lhes é concedido todos os dias.
Desponta saudade, de um abraço, de um amigo. De palavras que confortem enviadas com sorriso.
Todos temos vivências que deixam marcas. Companheiros, inúmeros dividem nosso espaço e tempo. Cada um que passa traz consigo o que é e leva um pouco do que somos. Tudo segue um curso que sem reflexão jamais compreenderemos. Aquilo que achamos que se foi na verdade está em nós. Quando assim entendemos veremos que há espaço para novas conquistas e o conforto que esperamos está no próximo companheiro que se aproxima.
Sei que ouve as preces, revela a cada um o que é preciso. Mesmo sem entender cada um percebe o próprio guizo.
Como disse Jesus: Buscai e achareis. Isso revela que tudo que pedimos a Deus nos será concedido, mas tudo a Seu tempo e modo. Percebemos, portanto que a paz é uma prioridade que sempre precisamos tentar alcançar.
A nossa consciência nos desperta par ao senso de justiça, de dar a cada um o que lhe pertence. Deixar de lado a animosidade e sermos mais fraternos.
Pra se encontrar no espaço, no tempo. Pra cumprir a missão assumida antes do ventre.
Nos encontramos sempre quando estamos vivendo o presente. Passado já foi. Futuro ainda não existe. Quando reencarnamos assumimos uma missão: a de nos tornamos melhores que nas vivências anteriores. Esquecemos o manual do lado de lá, mas Jesus revela em suas palavras e atos como devemos agir ante às dificuldades. Conhecer o que ele nos diz é fundamental. Assim se não lembrarmos o que assumimos fazer agora, façamos o que nos ensina Jesus.
Todo dia tem sua luz, também a noite vem. Em momentos assim verá a força que tem.
Tudo passa, tudo transforma. Nos momentos mais difíceis é que entendemos o quanto somos fortes e capazes de vencer nossos obstáculos, vencer a nós mesmos.
Vai mudar sentimentos, vai largar a sua tristeza. Vai fazer com que o mundo se desperte na Sua grandeza.
Nossos sentimentos modificam de acordo com nossa compreensão da vida, compreensão do que devemos fazer. Jamais vamos conseguir modificar os outros. Não tentemos isso porque é inútil.
Compreender a grandiosidade da criação, para quê e porque estamos inseridas nela é o que nos faz sentir bem, é o que mais precisamos. Só conseguiremos modificando nosso estado íntimo. Certamente influenciaremos nossos companheiros e isso despertará em todos a alegria de viver, de fazer e ser parte da criação.
Compreenderemos Deus na sua plenitude. Seremos então mansos e pacíficos, e assim respeitaremos tudo e todos como deve ser.
Encerramento – prece final espontânea ao som da música - Está na mente – Coral Solluz
Estudo do Evangelho 18/09/2021 (sábado)
1.Harmonização e prece inicial – Uma prece - Cacau - copo de água pra fluidificar
2. E.S.E. Cap. XXI - Haverá falsos cristos e falsos profetas - Instruções dos espíritos - Os falsos profetas - item 8
3. Reflexão - Pelos caminhos do Evangelho - falsos profetas
4. Leitura - Livro Religião dos espíritos - Ante falsos profetas
5. Prece final – espontânea junto a música O homem - Roberto Carlos
Harmonização e prece inicial – Uma prece - Cacau - copo de água pra fluidificar
E.S.E. Cap. XXI - Haverá falsos cristos e falsos profetas - Instruções dos espíritos - Os falsos profetas - item 8
Instruções dos Espíritos
Os falsos profetas
8. Se vos disserem: “O Cristo está aqui”, não vades; ao contrário, tende-vos em guarda, porquanto numerosos serão os falsos profetas. Não vedes que as folhas da figueira começam a branquear; não vedes os seus múltiplos rebentos aguardando a época da floração; e não vos disse o Cristo: Conhece-se a árvore pelo fruto? Se, pois, são amargos os frutos, já sabeis que má é a árvore; se, porém, são doces e saudáveis, direis: “Nada que seja puro pode provir de fonte má.”
É assim, meus irmãos, que deveis julgar; são as obras que deveis examinar. Se os que se dizem investidos de poder divino revelam sinais de uma missão de natureza elevada, isto é, se possuem no mais alto grau as virtudes cristãs e eternas: a caridade, o amor, a indulgência, a bondade que concilia os corações; se, em apoio das palavras, apresentam os atos, podereis então dizer: Estes são realmente enviados de Deus.
Desconfiai, porém, das palavras melífluas, desconfiai dos escribas e dos fariseus que oram nas praças públicas, vestidos de longas túnicas. Desconfiai dos que pretendem ter o monopólio da verdade!
Não, não, o Cristo não está entre esses, porquanto os que ele envia para propagar a sua santa doutrina e regenerar o seu povo serão, acima de tudo, seguindo-lhe o exemplo, brandos e humildes de coração; os que hajam, com os exemplos e conselhos que prodigalizem, de salvar a Humanidade, que corre para a perdição e pervaga por caminhos tortuosos, serão essencialmente modestos e humildes. De tudo o que revele um átomo de orgulho, fugi, como de uma lepra contagiosa, que corrompe tudo em que toca. Lembrai-vos de que cada criatura traz na fronte, mas principalmente nos atos, o cunho da sua grandeza ou da sua inferioridade.
Ide, portanto, meus filhos bem-amados, caminhai sem tergiversações, sem pensamentos ocultos, na rota bendita que tomastes. Ide, ide sempre, sem temor; afastai, cuidadosamente, tudo o que vos possa entravar a marcha para o objetivo eterno. Viajores, só por pouco tempo mais estareis nas trevas e nas dores da provação, se abrirdes o vosso coração a essa suave doutrina que vos vem revelar as leis eternas e satisfazer a todas as aspirações de vossa alma acerca do desconhecido. Já podeis dar corpo a esses silfos ligeiros que vedes passar nos vossos sonhos e que, efêmeros, apenas vos encantavam o espírito, sem coisa alguma dizerem ao vosso coração. Agora, meus amados, a morte desapareceu, dando lugar ao anjo radioso que conheceis, o anjo do novo encontro e da reunião! Agora, vós que bem desempenhado haveis a tarefa que o Criador confia às suas criaturas, nada mais tendes de temer da sua justiça, pois ele é pai e perdoa sempre aos filhos transviados que clamam por misericórdia. Continuai, portanto, avançai incessantemente. Seja vossa divisa a do progresso, do progresso contínuo em todas as coisas, até que, finalmente, chegueis ao termo feliz da jornada, onde vos esperam todos os que vos precederam. – Luís. (Bordéus, 1861.)
Reflexão - Pelos caminhos do Evangelho - falsos profetas
Leitura - Livro Religião dos espíritos - Ante falsos profetas
Religião dos Espíritos — Emmanuel
22
Ante falsos profetas
Reunião pública de 30 de Março de 1959
Questão n.° 624 de “O Livro dos Espíritos”
1 Acautela-te em atribuir aos falsos profetas o fracasso de teus empreendimentos morais.
2 Recorda que todos somos tentados, segundo a espécie de nossas imperfeições.
3 Não despertarás a fome do peixe com uma isca de ouro, nem atrairás a atenção do cavalo com um prato de pérolas, mas, sim, ofertando-lhes à percepção leve bocado sangrento ou alguma concha de milho.
4 Desse modo, igualmente, todos somos induzidos ao erro, na pauta de nossa própria estultícia.
5 Dominados de orgulho, cremos naqueles que nos incitam à vaidade e, sedentos de posse, assimilamos as sugestões infelizes de quantos se proponham explorar-nos a insensatez e a cobiça.
6 É preciso lembrar que todos somos, no traje físico ou dele desenfaixados, Espíritos a caminho, buscando na luta e na experiência os fatores da evolução que nos é necessária, e que, por isso mesmo, se já somos aprendizes do Cristo, temos a obrigação de buscar-lhe o exemplo para metro ideal de nossa conduta.
7 Não vale, assim, alegar confiança na palavra de quantos nos sustentem a fantasia, com respeito a fictícios valores de que sejamos depositários, no pressuposto de que venham até nós, na condição de desencarnados; pois que a morte do corpo é, no fundo, simples mudança de vestimenta, sem afetar, na maioria das circunstâncias, a nossa formação espiritual.
8 “Não creias, desse modo, em todo Espírito” ( † ) — diz-nos o Apóstolo —, porquanto semelhante atitude envolveria a crença cega em nossos próprios enganos, com a exaltação de reiterados caprichos.
9 O ouvido que escuta é irmão da boca que fala.
10 Ilusão admitida é nossa própria ilusão.
11 Apetite insuflado é apetite que acalentamos.
12 Mentira acreditada é a própria mentira em nós.
13 Crueldade aceita é crueldade que nos pertence.
14 De alguma sorte, somos também a força com a qual entramos em sintonia.
15 Procuremos, pois, o Mestre dos mestres como sendo a luz de nosso caminho. E cotejando, com as lições d’Ele, avisos e informes, mensagens e advertências que nos sejam endereçados, desse ou daquele setor de esclarecimento, aprenderemos, sem sombra, que a humildade e o serviço são nossos deveres de cada hora, para que a verdade nos ilumine e para que o amor puro nos regenere, preservando-nos, por fim, contra o assédio de todo mal.
Emmanuel
Prece final - espontânea junto a música O homem - Roberto Carlos
Estudo do Evangelho 17/09/2021 (sexta)
Harmonização e prece inicial – Perdão – Kleber Lucas
E.S.E. Cap. X Bem-aventurados os que são misericordiosos - Instrução dos espíritos - Perdão das ofensas (item 15)
Reflexão 1- Olhe a imagem, respire e tire suas conclusões
Reflexão 2 - Cap. 50 – Como perdoar – Alma e coração - Emmanuel/Chico Xavier
Prece final – Poesia - Perdoa - Adão Garcia
Harmonização e prece inicial – Perdão – Kleber Lucas
E.S.E. Cap. X Bem-aventurados os que são misericordiosos - Instrução dos espíritos - Perdão das ofensas (item 15)
15. Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si próprio; perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar-se melhor do que era. Perdoai, pois, meus amigos, a fim de que Deus vos perdoe, porquanto, se fordes duros, exigentes, inflexíveis, se usardes de rigor até por uma ofensa leve, como querereis que Deus esqueça de que cada dia maior necessidade tendes de indulgência? Oh! ai daquele que diz: “Nunca perdoarei”, pois pronuncia a sua própria condenação. Quem sabe, aliás, se, descendo ao fundo de vós mesmos, não reconhecereis que fostes o agressor? Quem sabe se, nessa luta que começa por uma alfinetada e acaba por uma ruptura, não fostes quem atirou o primeiro golpe, se vos não escapou alguma palavra injuriosa, se não procedestes com toda a moderação necessária? Sem dúvida, o vosso adversário andou mal em se mostrar excessivamente suscetível; razão de mais para serdes indulgentes e para não vos tornardes merecedores da invectiva que lhe lançastes. Admitamos que, em dada circunstância, fostes realmente ofendido: quem dirá que não envenenastes as coisas por meio de represálias e que não fizestes degenerasse em querela grave o que houvera podido cair facilmente no olvido? Se de vós dependia impedir as conseqüências do fato e não as impedistes, sois culpados. Admitamos, finalmente, que de nenhuma censura vos reconheceis merecedores: mostrai-vos clementes e com isso só fareis que o vosso mérito cresça.
Mas, há duas maneiras bem diferentes de perdoar: há o perdão dos lábios e o perdão do coração. Muitas pessoas dizem, com referência ao seu adversário: “Eu lhe perdôo”, mas, interiormente, alegram-se com o mal que lhe advém, comentando que ele tem o que merece. Quantos não dizem: “Perdôo” e acrescentam: “mas, não me reconciliarei nunca; não quero tornar a vê-lo em toda a minha vida.” Será esse o perdão, segundo o Evangelho? Não; o perdão verdadeiro, o perdão cristão é aquele que lança um véu sobre o passado; esse o único que vos será levado em conta, visto que Deus não se satisfaz com as aparências. Ele sonda o recesso do coração e os mais secretos pensamentos. Ninguém se lhe impõe por meio de vãs palavras e de simulacros. O esquecimento completo e absoluto das ofensas é peculiar às grandes almas; o rancor é sempre sinal de baixeza e de inferioridade. Não olvideis que o verdadeiro perdão se reconhece muito mais pelos atos do que pelas palavras. – Paulo, apóstolo. (Lião,1861.)
Reflexão 1- Olhe a imagem, respire e tire suas conclusões
Reflexão 2 - Cap. 50 – Como perdoar – Alma e coração - Emmanuel/Chico Xavier
Como perdoar
1 Na maioria dos casos, o impositivo do perdão surge entre nós e os companheiros de nossa intimidade, quando o suco adocicado da confiança se nos azeda no coração.
2 Isso acontece porque, geralmente, as mágoas mais profundas repontam entre os Espíritos vinculados uns aos outros na esteira da convivência.
3 Quando nossas relações adoecerem, no intercâmbio com determinados amigos que, segundo a nossa opinião pessoal, se transfiguram em nossos opositores, perguntemo-nos com sinceridade: “Como perdoar se perdoar não se resume à questão de lábios e sim a problema que afeta os mais íntimos mecanismos do sentimento?”
4 Feito isso, demo-nos pressa em reconhecer que as criaturas em desacerto pertencem a Deus e não a nós;
5 que também temos erros a corrigir e reajustes em andamento;
6 que não é justo retê-las em nossos pontos de vista, quando estão, qual nos acontece, sob os desígnios da Divina Sabedoria no que mais convém a cada um, nas trilhas do burilamento e do progresso.
7 Em seguida, recordemos as bênçãos de que semelhantes criaturas nos terão enriquecido no passado e conservemo-las em nosso culto de gratidão, conforme a vida nos preceitua.
8 Lembremo-nos também de que Deus já lhes terá concedido novas oportunidades de ação e elevação em outros setores de serviço e que será desarrazoado de nossa parte manter processos de queixa contra elas, no tribunal da vida, quando o próprio Deus não lhes sonega amor e confiança.
9 Quando te entregares realmente a Deus, a Deus entregando os teus adversários como autênticos irmãos teus — tão necessitados do Amparo Divino quanto nós mesmos, penetrarás a verdadeira significação das palavras de Cristo: “Pai, perdoa as nossas dívidas assim como perdoamos aos nossos devedores”, ( † ) reconciliando-te com a vida e com a tua própria alma. 1
10 Então, saberás oscular de novo a face de quem te ofendeu, e quem te ofendeu encontrará Deus contigo e te dirá com a mais pura alegria do coração: “Bendito sejas!…”
Prece final – Poesia - Perdoa - Adão Garcia
Perdoa
Perdoa a todo momento,
Perdoa por maus pensamentos
Perdoa por falta de abrigos
Perdoa seus inimigos
Perdoa, pois é tempo de amar
Perdoa prá se perdoar
Perdoa para seu crescimento
Perdoa sem argumento
Perdoa com humildade
Perdoa sem falsidade
É tempo de transição
Perdoa pelo coração
Perdoa, pois todo mundo é irmão
Perdoa em sua nobreza
Perdoa com sutilezas
Afaste de suas pobrezas
Perdoa, ganhe riquezas
Do mundo espiritual
Perdoa a seu irmão
Pra Deus tudo é igual
Perdoa
Estudo do Evangelho 16/09/2021 (quinta)
1. Harmonização e prece inicial - Música Ave Maria - Coral Solluz
2. E.S.E. - Capítulo XIX - Bem Aventurados aqueles que são brandos e pacíficos - Instrução dos Espíritos - A Paciência (item 7)
3. Reflexão: A paciência - Do Livro Vida Feliz - Divaldo P. Franco/joana de Ângelis
4. Prece final: Prece de todo dia - do Livro Vigiai e Orai - Carlos Baccelli/Irmão José
1. Harmonização e prece inicial - Música Ave Maria - Coral Solluz
2. E.S.E. - Capítulo XIX - Bem Aventurados aqueles que são brandos e pacíficos - Instrução dos Espíritos - A Paciência (item 7)
A paciência
7. A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.
Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.
A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.
Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. – Um Espírito amigo. (Havre, 1862.)
3. Reflexão: A paciência - Do Livro Vida Feliz - Divaldo P. Franco/joana de Ângelis
A paciência é virtude que te auxiliará na conquista dos bens do corpo, da alma e da sociedade.
Ela ensina a técnica de corno se deve aguardar, quando não se pode ter imediatamente o que se deseja.
Jamais te irrites.
A paciência te auxiliará a tudo vencer.
4. Prece final: Prece de todo dia - do Livro Vigiai e Orai - Carlos Baccelli/Irmão José
Prece de Todo Dia
Senhor, concede-me a consciência dos meus muitos erros.
Não me consintas viver iludido a meu próprio respeito.
Que eu tenha suficiente lucidez para saber quem sou.
Que eu consiga, mais que os outros, detectar as fragilidades que me são comuns.
Dá-me a Tua força para que eu possa superar-me, a Tua luz para não caminhar nas trevas, a Tua paz na luta que me aflige.
Que eu seja sempre sincero em meus propósitos e humilde em minhas atitudes, verdadeiro em minhas palavras e fiel aos meus compromissos.
Senhor, não me deixes entregue à invigilância e ao assédio do mal.
Sê meu abrigo e a minha inspiração.
Assim seja.
Estudo do Evangelho 15/09/2021 (quarta)
1. Harmonização e prece inicial - Cântico das Criaturas (Oração de São Francisco de Assis) - na voz de Cid Moreira
2. Evangelho (Mt. 5, 43-48) e O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XII - Amai os vossos inimigos - Os inimigos desencarnados (itens 5 e 6)
3. Reflexão: Que fazeis de especial? - cap. 60 - livro Vinha de Luz - Tema do ENERI 2021
4. Prece final: Emmanuel por Angela Coutinho do GCE (Grupo de Comunicação Espiritual)
5. Música de encerramento (tema do ENERI 2021): O que fazeis de especial - Jonathan Moreira
1. Harmonização e prece inicial - Cântico das Criaturas (Oração de São Francisco de Assis) - na voz de Cid Moreira
2. Evangelho (Mt. 5, 43-48) e O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XII - Amai os vossos inimigos - Os inimigos desencarnados (itens 5 e 6)
Evangelho (Mt. 5, 43-48)
43 Tendes ouvido que foi dito: Amarás ao teu próximo, ( † ) e aborrecerás a teu inimigo. ( † )
44 Mas eu vos digo: Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos têm ódio; e orai pelos que vos perseguem e caluniam;
45 Para serdes filhos de vosso Pai, que está nos Céus, o qual faz nascer o sol sobre bons e maus; e vir chuva sobre justos e injustos.
46 Porque se vós não amais senão os que vos amam, que recompensa haveis de ter? não fazem os publicanos também o mesmo?
47 E se vós saudardes somente aos vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? não fazem também assim os gentios?
48 Sede vós, pois, perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito.
Os inimigos desencarnados
5. Ainda outros motivos tem o espírita para ser indulgente com os seus inimigos. Sabe ele, primeiramente, que a maldade não é um estado permanente dos homens; que ela decorre de uma imperfeição temporária e que, assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom.
Sabe também que a morte apenas o livra da presença material do seu inimigo, pois que este o pode perseguir com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado a Terra; que, assim, a vingança, que tome, falha ao seu objetivo, visto que, ao contrário, tem por efeito produzir maior irritação, capaz de passar de uma existência a outra. Cabia ao Espiritismo demonstrar, por meio da experiência e da lei que rege as relações entre o mundo visível e o mundo invisível, que a expressão: extinguir o ódio com o sangue é radicalmente falsa, que a verdade é que o sangue alimenta o ódio, mesmo no além-túmulo. Cabia-lhe, portanto, apresentar uma razão de ser positiva e uma utilidade prática ao perdão e ao preceito do Cristo: Amai os vossos inimigos. Não há coração tão perverso que, mesmo a seu mau grado, não se mostre sensível ao bom proceder. Mediante o bom procedimento, tira-se, pelo menos, todo pretexto às represálias, podendo-se até fazer de um inimigo um amigo, antes e depois de sua morte. Com um mau proceder, o homem irrita o seu inimigo, que então se constitui instrumento de que a justiça de Deus se serve para punir aquele que não perdoou.
6. Pode-se, portanto, contar inimigos assim entre os encarnados, como entre os desencarnados. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e subjugações com que tanta gente se vê a braços e que representam um gênero de provações, as quais, como as outras, concorrem para o adiantamento do ser, que, por isso, as deve receber com resignação e como consequência da natureza inferior do globo terrestre. Se não houvesse homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao seu derredor. Se, conseguintemente, se deve usar de benevolência com os inimigos encarnados, do mesmo modo se deve proceder com relação aos que se acham desencarnados.
Outrora, sacrificavam-se vítimas sangrentas para aplacar os deuses infernais, que não eram senão os maus Espíritos. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo demonstra que esses demônios mais não são do que as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais; que ninguém logra aplacá-los, senão mediante o sacrifício do ódio existente, isto é, pela caridade; que esta não tem por efeito, unicamente, impedi-los de praticar o mal e, sim, também o de os reconduzir ao caminho do bem e de contribuir para a salvação deles. É assim que o mandamento: Amai os vossos inimigos não se circunscreve ao âmbito acanhado da Terra e da vida presente; antes, faz parte da grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.
3. Reflexão: Que fazeis de especial? - cap. 60 - livro Vinha de Luz - Tema do ENERI 2021
www.eneri.com.br (link da programação)
“Que fazeis de especial?” — JESUS (Mateus, 5.47)
1 Iniciados na luz da Revelação Nova, os espiritistas cristãos possuem patrimônios de entendimento muito acima da compreensão normal dos homens encarnados.
2 Em verdade, sabem que a vida prossegue vitoriosa, além da morte;
3 que se encontram na escola temporária da Terra, em favor da iluminação espiritual que lhes é necessária;
4 que o corpo carnal é simples vestimenta a desgastar-se cada dia;
5 que os trabalhos e desgostos do mundo são recursos educativos;
6 que a dor é o estímulo às mais altas realizações;
7 que a nossa colheita futura se verificará, de acordo com a sementeira de agora;
8 que a luz do Senhor clarear-nos-á os caminhos, sempre que estivermos a serviço do bem;
9 que toda oportunidade de trabalho no presente é uma bênção dos Poderes Divinos;
10 que ninguém se acha na Crosta do Planeta em excursão de prazeres fáceis, mas, sim, em missão de aperfeiçoamento;
11 que a justiça não é uma ilusão e que a verdade surpreenderá toda a gente;
12 que a existência na Esfera física é abençoada oficina de trabalho, resgate e redenção
13 e que os atos, palavras e pensamentos da criatura produzirão sempre os frutos que lhes dizem respeito, no campo infinito da vida.
14 Efetivamente, sabemos tudo isto.
15 Em face, pois, de tantos conhecimentos e informações dos Planos mais altos, a beneficiarem nossos círculos felizes de trabalho espiritual, é justo ouçamos a interrogação do Divino Mestre: — Que fazeis mais que os outros?
Emmanuel
4. Prece final: Emmanuel por Angela Coutinho do GCE (Grupo de Comunicação Espiritual)
Senhor Meu Deus, ao final deste dia, ao final de minhas horas de trabalho, venho agradecer-Te o tanto que me dispensaste em atenção e carinho, venho mais uma vez me estender a Teus pés e pedir-Te que tornes as minhas horas de descanso um fluxo de águas calmas e repousantes, venho pedir-Te que me abasteças e me recomponhas para que eu possa amar-Te em todos os meus momentos de tarefas e descansos.
Senhor, Meu Deus, somos todos filhos de Tua imensa misericórdia, somos complementos às Tuas necessárias obras, somos amizades e amores em percurso diário de nossas próprias evoluções, somos o tudo que almejas a cada momento de nosso crescimento.
Senhor, Meu Pai Amigo, a glória de Te entender só a teremos quando, em perfeita comunhão de ideias e sentimentos, estivermos; quando pudermos entender os nossos caminhos e necessidades; quando, depois de uma labuta maior, mesmo assim, agradecermos as pedras que nos ferem, os espinhos que nos maculam.
Meu Amigo, Meu Pai Maior, depois das tarefas deste dia, cansados e necessitando de novas energias, Te pedimos a paz a esses momentos de repouso do corpo e da alma, a cura às nossas chagas momentâneas, a prece certa para nossos lábios, a frase amiga para Tua excelsa presença.
Ao final deste dia, embalados pela ânsia de Tua presença, ansiando muito por um alento maior, peço-Te que possamos encontrar-nos nas plenitudes dos veios celestiais, peço-Te Pai, que me recebas intimamente e que mesmo depois de ter o corpo cansado e o peito reprimido pelas angústias dos momentos vividos, possa ser ainda um filho Teu, ansiando um forte abraço e um forte carinho.
Pai, ajuda-me a vencer os meus medos, a fortalecer a minha mente, a fazer-me reagir a todos os momentos como Teu filho, sabendo amar e respeitar, perdoar e sonhar com a união de todos os irmãos.
Pai, sou Teu filho e Tu és Meu Maior Amigo, por isso Te peço a bênção à minha alma, a paz no meu repouso e o carinho na minha solidão.
Emmanuel
Mensagem psicografada por Angela Coutinho em 25 de agosto de 1996, Petrópolis, RJ.
5. Música de encerramento (tema do ENERI 2021): O que fazeis de especial - Jonathan Moreira
Estudo do Evangelho 14/09/2021 (terça)
Harmonização: Música - Vem que eu mostrarei / Aleluia - Edu Martins / Isabela Gandini Pereira e Coral Menino Jesus
Prece inicial: "Sentimento e Razão" - Orações Diárias - Coletânea do Além
E.S.E. Capítulo V — Bem-aventurados os aflitos – Causas atuais das aflições (item 4)
Reflexão: Advertência - Andai Enquanto Tendes Luz – Capítulo 14 - Estudando o Evangelho. Martins Peralva
Prece final: Música - Quem É Jesus – Carlinhos Conceição
1.Harmonização: Música - Vem que eu mostrarei / Aleluia - Edu Martins / Isabela Gandini Pereira e Coral Menino Jesus
2.Prece inicial: "Sentimento e Razão" - Orações Diárias - Coletânea do Além
3.E.S.E. Capítulo V — Bem-aventurados os aflitos – Causas atuais das aflições (item 4)
Causas atuais das aflições.
4. De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.
Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!
Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!
Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!
Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os gérmens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.
Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.
A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.
Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.
4. Reflexão: Advertência - Andai Enquanto Tendes Luz – Capítulo 14 - Estudando o Evangelho. Martins Peralva
Advertência
Andai enquanto tendes a luz.
A palavra do Mestre abrange variegadas nuances da experiência humana, compelindo-nos a raciocínios evidentemente simples, porém, mais dilatados, na esfera do aprendizado para a Vida Superior.
Enquanto andamos no Mundo, desfrutamos de excepcionais vantagens, que nos enriquecem a marcha redentora.
Os pés para a locomoção.
Os braços e as mãos para o trabalho.
A visão física integral.
A faculdade de ouvir, falar, sentir, escrever.
A saúde do corpo e a razão esclarecida proporcionando o equilíbrio do binômio “alma-corpo”.
Em torno de nossos passos, infinitas bênçãos se desdobram, fartas e exuberantes, suaves e perfumadas.
O encanto das noites enluaradas.
A beleza dos céus estrelados.
O esplendor da claridade solar.
A opulência da Natureza, com a graça de seus incomparáveis panoramas e o delicado aroma de suas flores — tudo isto constitui bênção em nosso caminho.
Chova ou faça sol, dispomos, invariavelmente, de vinte e quatro horas que se repetem, na ampulheta do Tempo, descortinando cada manhã novas searas, novos recursos educativos na senda do aperfeiçoamento.
Na senda do progresso, pois não somos órfãos da misericórdia celeste.
No esforço de aprimoramento, visto que não somos deserdados da sorte.
* * ****
Semelhantes patrimônios foram acrescidos, há dois milênios, dos tesouros do Evangelho, das sublimes claridades que Jesus-Cristo deixou no Mundo para que no Mundo fosse possível à criatura humana palmilhar a estrada evolutiva sob a bênção do entendimento maior.
Somos, hoje, beneficiários da luz da Razão — que nos garante a escolha do melhor, do mais conveniente.
Brilha-nos a Consciência, por divina aquisição, no santuário de nossa individualidade eterna — a nos preservar do obscurantismo.
Adquirimos, na esteira dos milênios sem conta, o senso moral — que nos distancia da irracionalidade.
Magníficos patrimônios, indestrutíveis, inalienáveis, milenárias porfias nos legaram.
A oportunidade, na presente reencarnação, de nos enriquecermos para o futuro, caracteriza-se não só por todos esses elementos de progresso consciente, mas, também, pelos benefícios da normalidade somática e da lucidez psíquica.
Desconhecendo o instante em que a nossa alma “será pedida”, em virtude da indefectível transição a que todo ser encarnado está sujeito, é imprescindível não desprezemos a luz.
Urge buscar a claridade, “enquanto estamos a caminho”, para que o Amanhã, no Espaço ou de novo na Terra, não nos responda em termos de sombra e angústia, confusão e desespero.
Os problemas do após-morte — nenhum espírita esclarecido desconhece semelhante realidade — relacionam-se, intimamente, com o nosso atual comportamento psicofísico, não só na esfera dos atos, propriamente ditos, como da palavra e do pensamento. Falar e agir, pensar e escrever constituem sementeiras que produzirão, mais tarde, em qualquer tempo e lugar, os frutos que se lhes equivalem.
Todos os fenômenos com que nos defrontaremos, após a transposição dos pórticos do Além-Túmulo, resultarão da maneira pela qual tivermos “andado no Mundo”. Fenômenos agradáveis ou desagradáveis, de equilíbrio ou desajuste, de paz ou de remorso, de ventura ou de infortúnio...
Por isso, decerto, asseverava fraternalmente o Mestre: “andai enquanto tendes a luz...” Andai enquanto todas as possibilidades vos felicitarem o caminho — é o que certamente recomendava o Cristo, através da suave advertência, do amoroso aviso.
A Doutrina Espírita, revivendo as imortais lições do Celeste Benfeitor, lembra aos homens a necessidade do aproveitamento da oportunidade de nossa presença no corpo físico, de modo a convertermos os preciosos minutos de nossa existência em abençoado ensejo de crescimento e iluminação.
5.Prece final: Música - Quem é Jesus – Carlinhos Conceição
Estudo do Evangelho 13/09/2021 (segunda)
Prece inicial: espontânea - Gabriela Bezerra
E.S.E. Cap. VI - O Cristo Consolador - o jugo leve (itens 1 e 2)
Música para reflexão e harmonização: Descansa em mim - Walmir de Alencar
Prece final: espontânea e Pai Nosso
1.Prece inicial: espontânea - Gabriela Bezerra
"Senhor Deus, Mestre Jesus e Virgem Santíssima,
Agradeço por mais um dia e por essa semana abençoada que se inicia.
Obrigada Pai, pela dádiva da vida, por nos proteger e auxiliar no caminho do bem.
Clamo Senhor por paz, harmonia e cura de nosso planeta, que passa por tantos conflitos.
Aos amigos do plano maior, gratidão por estarem sempre conosco.
Obrigada pelo estudo e pela oportunidade de mesmo que longe, estar conectada aos amigos da casa espírita.
Que assim seja."
2. E.S.E. Cap. VI - O Cristo Consolador - o jugo leve (itens 1 e 2)
1. Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo. (S. MATEUS, cap. XI, vv. 28 a 30.)
2. Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perda de seres amados, encontram consolação em a fé no futuro, em a confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Sobre aquele que, ao contrário, nada espera após esta vida, ou que simplesmente duvida, as aflições caem com todo o seu peso e nenhuma esperança lhe mitiga o amargor. Foi isso que levou Jesus a dizer: "Vinde a mim todos vós que estais fatigados, que eu vos aliviarei."
3. Música para reflexão e harmonização: Descansa em mim - Walmir de Alencar
4. Prece final: espontânea e Pai Nosso
"Pai, como ensinado por Jesus, que tenhamos a nós mesmos e ao próximo menos cobranças, julgamentos e culpa. Que saibamos ter leveza em nossas almas, daí nos sabedoria para lidar nos momentos difíceis, calmaria nas horas conturbadas, e que, a fé sempre seja nossa aliada.
Abra nossos corações para o perdão e para levarmos a vida de forma simples e caridosa.
Gratidão ao Mestre por tudo e por tanto."
Gabriela Bezerra
Pai Nosso que estais nos Céus,
santificado seja o vosso Nome,
venha a nós o vosso Reino,
seja feita a vossa vontade
assim na Terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal,
Que assim seja.
Estudo do Evangelho 12/09/2021 (domingo)
Prece inicial – Prece da paz interior – autoria desconhecida
E.S.E. Cap. V - Bem aventurados os aflitos – Os tormentos voluntários (item 23)
Prece final – A prece –Tim e Vanessa
Prece inicial – Prece da paz interior – autoria desconhecida
Prece da Paz Interior
Acalma a minha alma, Senhor,
Que se confrange em pesares,
Ante os problemas
Mal resolvidos
Ou sem solução.
Acalma minha alma, Senhor,
Quando a madrugada chega
E o sono não vem
Para o reclamado
Repouso do corpo cansado
Da luta diária.
Acalma minha alma, Senhor,
E toma minha vida em Tuas mãos.
Conduza-me para que
Eu não me perca
Nos caminhos tortuosos
Do desespero e da angústia
Que, insistentes,
Batem à porta
De meus pensamentos
E de meu coração.
Acalma minha alma, Senhor,
Equilibra minhas energias
E fortalece meu espírito
E assim, somente assim,
Com Teu amor
Alicerçando minha vida,
É que poderei vencer
Hoje e sempre.
Amém
2. E.S.E. Cap. V - Bem aventurados os aflitos – Os tormentos voluntários (item 23)
23. Vive o homem incessantemente em busca da felicidade, que também incessantemente lhe foge, porque felicidade sem mescla não se encontra na Terra. Entretanto, mau grado às vicissitudes que formam o cortejo inevitável da vida terrena, poderia ele, pelo menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, isto é, nos gozos materiais em vez de a procurar nos gozos da alma, que são um prelibar dos gozos celestes, imperecíveis; em vez de procurar a paz do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo o que o agitará e turbará, e, coisa singular! o homem, como que de intento, cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar.
Haverá maiores do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o ciumento, não há repouso; estão perpetuamente febricitantes. O que não têm e os outros possuem lhes causa insônias. Dão-lhes vertigem os êxitos de seus rivais; toda a emulação, para eles, se resume em eclipsar os que lhes estão próximos, toda a alegria em excitar, nos que se lhes assemelham pela insensatez, a raiva do ciúme que os devora. Pobres insensatos, com efeito, que não imaginam sequer que, amanhã talvez, terão de largar todas essas frioleiras cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles, decerto, que se aplicam estas palavras: "Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados", visto que as suas preocupações não são aquelas que têm no céu as compensações merecidas.
Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para, cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. E calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida? - Fénelon. (Lião, 1860.)
3. Prece final – A prece –Tim e Vanessa
Estudo do Evangelho 11/09/2021 (sábado)
Harmonização - Música - Nunca me deixou.
Prece inicial - Pai Nosso
Capítulo 13 - Não confundas - Do Livro Vinha de Luz - Chico Xavier -pelo Espírito Emmanuel
Capítulo 5 - Consegues ir? - Do Livro Fonte Viva - Chico Xavier -pelo Espírito Emmanuel
Carta aos Crentes - Casimiro Cunha
Prece final - Música - Quando o mundo caiu ao meu redor.
1.Harmonização - Música - Nunca me deixou
2. Prece inicial - Pai Nosso
Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal.
3.Capítulo 13 - Não confundas - Do Livro Vinha de Luz Chico Xavier -pelo Espírito Emmanuel
Não confundas
“Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido.” Paulo (Romanos, 10:11)
Em todos os círculos do Cristianismo há formas diversas quanto à crença individual. Há católicos romanos que restringem ao padre o objeto de confiança; reformistas evangélicos que se limitam à fórmula verbal e espiritistas que concentram todas as expressões da fé na organização mediúnica. É natural, portanto, a colheita de desilusões.
Em todos os lugares, há sacerdotes que não satisfazem, fórmulas verbalistas que não atendem e médiuns que não solucionam todas as necessidades. Além disso, temos a considerar que toda crença cega, distante do Cristo, pode redundar em séria perturbação...
Quase sempre, os devotos não pedem algo mais que a satisfação egoística no culto comum, no sentimento rudimentar de religiosidade, e, daí, os desastres do coração.
O discípulo sincero, em todas as circunstâncias, compreende a probabilidade de falência na colaboração humana e, por isso, coloca o ensino de Jesus acima de tudo.
O Mestre não veio ao mundo operar a exaltação do egoísmo individual e, sim, traçar um roteiro definitivo às criaturas, instituindo trabalho edificante e revelando os objetivos sublimes da vida. Lembra sempre que a tua existência é jornada para Deus.
Em que objeto centralizas a tua crença, meu amigo? Recorda que é necessário crer sinceramente em Jesus e segui-Lo, para não sermos confundidos.
4. Capítulo 5 - Consegues ir? - Do Livro Fonte Viva - Chico Xavier -pelo Espírito Emmanuel
Consegues ir?
"Vinde a mim..." J esus (Mateus, 11 :28)
O crente escuta o apelo do Mestre, anotando abençoadas consolações. O doutrinador repete-o para comunicar vibrações de conforto espiritual aos ouvintes. Todos ouvem as palavras do Cristo, as quais insistem para que a mente inquieta e o coração atormentado lhe procurem o regaço refrigerante... Contudo, se é fácil ouvir e repetir o "vinde a mim" do Senhor, quão difícil é ir para Ele!.
Aqui, as palavras do Mestre se derramam por vitalizante bálsamo, entretanto, os laços da conveniência imediatista são demasiado fortes; além, assinala-se o convite divino, entre promessas de renovação para a jornada redentora, todavia, o cárcere do desânimo isola o espírito, através de grades resistentes; acolá, o chamamento do Alto ameniza as penas da alma desiludida, mas é quase impraticável a libertação dos impedimentos constituídos por pessoas e coisas, situações e interesses individuais, aparentemente inadiáveis. Jesus, o nosso Salvador, estende-nos os braços amoráveis e compassivos. Com ele, a vida enriquecer-se-á de valores imperecíveis e à sombra dos seus ensinamentos celestes seguiremos, pelo trabalho santificante, na direção da Pátria Universal... Todos os crentes registram-lhe o apelo consolador, mas raros se revelam suficientemente valorosos na fé para lhe buscarem a companhia.
Em suma, é muito doce escutar o vinde a mim.... Entretanto, para falar com verdade, já consegues ir?
5. Carta aos Crentes - Casimiro Cunha
Carta aos crentes
1 Estás, amigo, na Terra,
Em trânsito para a luz.
És o romeiro das dores
Buscando o amor de Jesus.
2 Cercado de desenganos,
De penas e de aflições,
És hóspede transitório
Na Terra das provações.
3 Lembra, portanto, a lição
Do Evangelho do Senhor:
A porta da salvação
É a porta estreita da dor.
4 Já pensaste que quem passa
Numa porta assim estreita,
Precisa levar consigo
Uma leveza perfeita?…
5 Todo aquele que caminha
Chega ao termo da viagem.
Da Terra cheia de sombras
Não leves muita bagagem.
6 Muita ansiedade do mundo,
Desejo, orgulho, paixão
Podem fazer muito peso
Em torno ao teu coração.
7 Mas, a humildade, a esperança
A doce luz da bondade
São forças que te levantam
Da senda da iniquidade.
8 Com tais virtudes na vida
Hás de seguir com leveza,
Passando o estreito caminho
Que abre os mundos da Beleza.
9 Considera toda posse
Da posição desigual
Como um meio de conquista
Da posse espiritual.
10 Todo apego que não seja
O apego do afeto irmão
É uma algema dolorosa
No instante da transição.
11 Recorda sempre que, um dia,
Voltarás à luz do Além
E subirás na medida
De tuas ações no Bem.
12 Prepara-te, desde agora,
Para a vida da Outra Luz,
Onde te aguarda o carinho
Das mãos ternas de Jesus.
Casimiro Cunha
Fonte: http://bibliadocaminho.com/ocaminho/txavieriano/Livros/Cde/CdeP1C16.htm
6.Prece final - Música - Quando o mundo caiu ao meu redor
Estudo do Evangelho 10/09/2021 (sexta)
Harmonização e prece inicial ao som música Coragem- Diogo Nogueira
E.S.E. Cap. XXIV - Não coloqueis a candeia sob o alqueire – Carregar sua cruz – quem quiser salvar a vida, perdê-la (item 18)
Reflexão 1 -Cap. 11 - Conforto - Caminho Verdade e Vida - Emmanuel/Chico Xavier
Reflexão 2 – Cap. 74 – Nossa Cruz – Palavras de Vida Eterna - Emmanuel/Chico Xavier
Reflexão 3 – Mensagem de autor não conhecido
Prece final - Oração do Servo Imperfeito – Emmanuel/Chico Xavier – na voz de Haroldo Dutra Dias – Espiritualidade e Vida
Harmonização e prece inicial ao som música Coragem- Diogo Nogueira
E.SE. Cap. XXIV - Não coloqueis a candeia sob o alqueire – Carregar sua cruz – quem quiser salvar a vida, perdê-la (item 18)
18. Chamando para perto de si o povo e os discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me; – porquanto, aquele que se quiser salvar a si mesmo, perder-se-á; e aquele que se perder por amor de mim e do Evangelho se salvará. – Com efeito, de que serviria a um homem ganhar o mundo todo e perder-se a si mesmo?
(S. MARCOS, 8:34 a 36; S. LUCAS, 9:23 a 25; S. MATEUS, 10:38 e 39; S. JOÃO, 12:25 e 26.)
Reflexão 1 -Cap. 11 - Conforto - Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel/Chico Xavier
Conforto
“Se alguém me serve, siga-me.” — JESUS (João, 12.26)
1 Frequentemente, as organizações religiosas e mormente as espiritistas, na atualidade, estão repletas de pessoas ansiosas por um conforto.
2 De fato, a elevada Doutrina dos Espíritos é a divina expressão do Consolador Prometido. Em suas atividades resplendem caminhos novos para o pensamento humano, cheios de profundas consolações para os dias mais duros.
3 No entanto, é imprescindível ponderar que não será justo querer alguém confortar-se, sem se dar ao trabalho necessário…
4 Muitos pedem amparo aos mensageiros do Plano invisível; mas como recebê-lo, se chegaram ao cúmulo de abandonar-se ao sabor da ventania impetuosa que sopra, de rijo, nos resvaladouros dos caminhos?
5 Conforto espiritual não é como o pão do mundo, que passa, mecanicamente, de mão em mão, para saciar a fome do corpo, mas, sim, como o Sol, que é o mesmo para todos, penetrando, porém, somente nos lugares onde não se haja feito um reduto fechado para as sombras.
6 Os discípulos de Jesus podem referir-se às suas necessidades de conforto. Isso é natural. Todavia, antes disso, necessitam saber se estão servindo ao Mestre e seguindo-o.
7 O Cristo nunca faltou às suas promessas.
8 Seu reino divino se ergue sobre consolações imortais; mas, para atingi-lo, faz-se necessário seguir-lhe os passos e ninguém ignora qual foi o caminho de Jesus, nas pedras deste mundo.
Reflexão 2 – Cap. 74 – Nossa Cruz – Palavras de Vida Eterna - Emmanuel/Chico Xavier
Nossa Cruz
“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.”
— JESUS (Marcos, 8.34)
1 Ninguém se queixe inutilmente.
2 A dor é processo. A perfeição é fim.
3 Assim sendo, caminheiros da evolução ou da redenção têm, cada qual, a sua cruz.
4 Esse almeja, aquele deve.
5 E para realizar ou ressarcir, a vida pede preço.
6 Ninguém conquista algo, sem esforçar-se de algum modo; e ninguém resgata esse ou aquele débito, sem sofrimento.
7 Enquanto a criatura não adquire consciência da própria responsabilidade, movimenta-se no mundo à feição de semi-racional, amontoando problemas sobre a própria cabeça.
8 Entretanto, acordando para a necessidade da paz consigo mesma, descobre de imediato a cruz que lhe cabe ao próprio burilamento.
9 Encarnados e desencarnados, jungidos à Terra, vinculam-se todos ao mesmo impositivo de progresso e resgate.
10 No Círculo carnal, a cruz é a dificuldade orgânica, o degrau social, o parente infeliz…
11 No Plano espiritual, é a vergonha do defeito íntimo não vencido, a expiação da culpa, o débito não pago…
12 Tenhamos, pois, a coragem precisa de seguir o Senhor em nosso anseio de ressurreição e vitória. Para isso, porém, não nos esqueçamos de que será preciso olvidar o egoísmo enquistante e tomar nossa cruz.
Reflexão 3 – Mensagem de autor não conhecido
Andai-vos enquanto ainda tendes a luz.
Abre-se oportunidade a todo instante para que seus caminhos sejam coroados com os luminares brilhantes na coroa que está sendo ofertada.
É preciso, portanto, que levante os pensamentos para o alto e os pés no pilar da humildade.
Acenda a luz do coração ativando a chama do Amor, com o trabalho ao irmão que padece como ti mesmo de enfermidades.
Que seus ouvidos estejam abertos para ser ouvinte dos que choram nas trevas da ignorância em ambos os planos da vida. Seja um bom ouvinte, para no tempo e senhor da sabedoria um dia poder consolar com Amor os que choram.
Que na fala seu verbo seja de força, fé e esperança. Quando vier as manifestações inferiores cala-te a alma e procura encontrar a palavra divina, o Deus Pai, que a todos e a tudo tem oferecido através de sua imensa bondade e misericórdia os recursos necessários.
Que de seu imo saia luzes a iluminar os passos daqueles que estão sem orientação do caminho.
Jesus seja para você, para mim e para os irmãos da estrada Pilar, que sempre haverá de suportar suas cargas, mas que aguarda seus movimentos para dividir as tensões de outros corações sobrecarregados.
Prece final - Oração do Servo Imperfeito – Emmanuel/Chico Xavier – na voz de Haroldo Dutra Dias – Espiritualidade e Vida
Estudo do Evangelho 09/09/2021 (quinta)
1.Prece inicial: Oração do Pai Nosso
2. E.S.E. - Capítulo XXVII - Pedi e obtereis - Qualidades da prece (itens 1 a 4)
3. Reflexão: Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XXVII - Pedi e obtereis - Instruções dos Espíritos - Maneira de orar (item 22)
4. Prece final: espontânea
1.Prece inicial: Oração do Pai Nosso
Pai Nosso que estais nos Céus
Santificado seja o vosso Nome
Venha a nós o vosso Reino
Seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido,
E não nos deixeis cair em tentação,
Mas livrai-nos do Mal.
Amém
2. E.S.E. - Capítulo XXVII - Pedi e obtereis - Qualidades da prece (itens 1 a 4)
1. Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens. Digo-vos em verdade, que eles já receberam sua recompensa. Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto; e vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará recompensa.
Não cuideis de pedir muito nas vossas preces, como fazem os pagãos, os quais imaginam que pela multiplicidade das palavras é que serão atendidos. Não vos torneis semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que é que tendes necessidade, antes que lho peçais. (Mateus, 6:5 a 8.)
2. Quando vos aprestardes para orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, a fim de que vosso Pai, que está nos céus, também vos perdoe os vossos pecados. Se não perdoardes, vosso Pai, que está nos céus, também não vos perdoará os pecados. (Marcos, 11:25 e 26.)
3. Também disse esta parábola a alguns que punham a sua confiança em si mesmos, como justos, e desprezavam os outros:
Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, publicano o outro. O fariseu, conservando-se de pé, orava assim, consigo mesmo: “Meu Deus, rendo-vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como esse publicano. Jejuo duas vezes na semana; dou o dízimo de tudo o que possuo.” O publicano, ao contrário, conservando-se afastado, não ousava, sequer, erguer os olhos ao céu; mas batia no peito, dizendo: “Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador.”
Declaro-vos que este voltou para a sua casa justificado, e o outro não; porquanto, aquele que se eleva será rebaixado e aquele que se humilha será elevado. (Lucas, 18:9 a 14.)
4. Jesus definiu claramente as qualidades da prece. Quando orardes, diz Ele, não vos ponhais em evidência; antes, orai em secreto. Não afeteis orar muito, pois não é pela multiplicidade das palavras que sereis escutados, mas pela sinceridade delas. Antes de orardes, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, visto que a prece não pode ser agradável a Deus, se não parte de um coração purificado de todo sentimento contrário à caridade. Orai, enfim, com humildade, como o publicano, e não com orgulho, como o fariseu. Examinai os vossos defeitos, não as vossas qualidades e, se vos comparardes.
Reflexão: Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XXVII - Pedi e obtereis - Instruções dos Espíritos - Maneira de orar (item 22)
22. O dever primordial de toda criatura humana, o primeiro ato que deve assinalar a sua volta à vida ativa de cada dia, é a prece. Quase todos vós orais, mas quão poucos são os que sabem orar! Que importam ao Senhor as frases que maquinalmente articulais umas às outras, fazendo disso um hábito, um dever que cumpris e que vos pesa como qualquer dever? A prece do cristão, do espírita, seja qual for o seu culto, deve ele dizê-la logo que o Espírito haja retomado o jugo da carne; deve elevar-se aos pés da Majestade Divina com humildade, com profundeza, num ímpeto de reconhecimento por todos os benefícios recebidos até aquele dia; pela noite transcorrida e durante a qual lhe foi permitido, ainda que sem consciência disso, ir ter com os seus amigos, com os seus guias, para haurir, no contacto com eles, mais força e perseverança. Deve ela subir humilde aos pés do Senhor, para lhe recomendar a vossa fraqueza, para lhe suplicar amparo, indulgência e misericórdia. Deve ser profunda, porquanto é a vossa alma que tem de elevar-se para o Criador, de transfigurar-se, como Jesus no Tabor, a fim de lá chegar nívea e radiosa de esperança e de amor. A vossa prece deve conter o pedido das graças de que necessitais, mas de que necessitais em realidade. Inútil, portanto, pedir ao Senhor que vos abrevie as provas, que vos dê alegrias e riquezas. Rogai-lhe que vos conceda os bens mais preciosos da paciência, da resignação e da fé. Não digais, como o fazem muitos: “Não vale a pena orar, porquanto Deus não me atende.” Que é o que, na maioria dos casos, pedis a Deus? Já vos tendes lembrado de pedir-lhe a vossa melhoria moral? Oh! não; bem poucas vezes o tendes feito. O que preferentemente vos lembrais de pedir é o bom êxito para os vossos empreendimentos terrenos e haveis com freqüência exclamado: “Deus não se ocupa conosco; se se ocupasse, não se verificariam tantas injustiças.” Insensatos! Ingratos! Se descêsseis ao fundo da vossa consciência, quase sempre depararíeis, em vós mesmos, com o ponto de partida dos males de que vos queixais. Pedi, pois, antes de tudo, que vos possais melhorar e vereis que torrente de graças e de consolações se derramará sobre vós. Deveis orar incessantemente, sem que, para isso, se faça mister vos recolhais ao vosso oratório, ou vos lanceis de joelhos nas praças públicas. A prece do dia é o cumprimento dos vossos deveres, sem exceção de nenhum, qualquer que seja a natureza deles. Não é ato de amor a Deus assistirdes os vossos irmãos numa necessidade, moral ou física? Não é ato de reconhecimento o elevardes a ele o vosso pensamento, quando uma felicidade vos advém, quando evitais um acidente, quando mesmo uma simples contrariedade apenas vos roça a alma, desde que vos não esqueçais de exclamar: Sede bendito, meu Pai?! Não é ato de contrição o vos humilhardes diante do supremo Juiz, quando sentis que falistes, ainda que somente por um pensamento fugaz, para lhe dizerdes: Perdoai-me, meu Deus, pois pequei (por orgulho, por egoísmo, ou por falta de caridade); dai-me forças para não falir de novo e coragem para a reparação da minha falta?!
Isso independe das preces regulares da manhã e da noite e dos dias consagrados. Como o vedes, a prece pode ser de todos os instantes, sem nenhuma interrupção acarretar aos vossos trabalhos. Dita assim, ela, ao contrário, os santifica. Tende como certo que um só desses pensamentos, se partir do coração, é mais ouvido pelo vosso Pai celestial do que as longas orações ditas por hábito, muitas vezes sem causa determinante e às quais apenas maquinalmente vos chama a hora convencional. – V. Monod. (Bordéus, 1862.)
4. Prece final: espontânea
Estudo do Evangelho 08/09/2021 (quarta)
Harmonização e prece inicial ao som da Ave Maria em Chorinho - Grupo Apito de Mestre.
Livro dos Espíritos - Das penas e gozos terrestres - questões 920, 921 e 922.
Cap. 9 - Reuniões Cristãs - Livro Caminho Verdade e Vida - Emmanuel/Chico Xavier.
Falas de Alcíone - Livro Renúncia - Emmanuel/Chico Xavier
Prece final espontânea - Pai Nosso - Elizabete Lacerda.
Harmonização ao som da Ave Maria em Chorinho - Grupo Apito de Mestre.
Livro dos Espíritos - Das penas e gozos terrestres - questões 920, 921 e 922.
920. Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra?
“Não, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra.”
921. Concebe-se que o homem será feliz na Terra, quando a humanidade estiver transformada. Mas, enquanto isso não se verifica, poderá conseguir uma felicidade relativa?
“O homem é quase sempre o obreiro da sua própria infelicidade. Pela prática da lei de Deus, a muitos males pode forrar-se, proporcionando a si mesmo felicidade tão grande quanto o comporte a sua existência grosseira.”
Aquele que se acha bem compenetrado de seu destino futuro não vê na vida corporal mais do que uma estação temporária, uma como parada momentânea numa hospedaria de má qualidade. Facilmente se consola de alguns aborrecimentos passageiros de uma viagem que o levará a tanto melhor posição, quanto melhor tenha cuidado dos preparativos para empreendê-la.
Já nesta vida somos punidos pelas infrações, que cometemos, das leis que regem a existência corpórea, sofrendo os males consequentes dessas mesmas infrações e dos nossos próprios excessos. Se, gradativamente, remontarmos à origem do que chamamos as nossas desgraças terrenas, veremos que, na maioria dos casos, elas são a consequência de um primeiro afastamento nosso do caminho reto. Desviando-nos deste, enveredamos por outro, mau, e, de consequência em consequência, caímos na desgraça.
922. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, algum critério de felicidade comum a todos os homens?
“Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranquila e a fé no futuro.”
Cap. 9 - Reuniões Cristãs - Livro Caminho Verdade e Vida - Emmanuel/Chico Xavier.
Reuniões Cristãs
“Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas da casa onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus e pôs-se no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco.” — (JOÃO, 20.19)
1 Desde o dia da ressurreição gloriosa do Cristo, a Humanidade terrena foi considerada digna das relações com a espiritualidade.
2 O Deuteronômio proibira terminantemente o intercâmbio com os que houvessem partido pelas portas da sepultura, em vista da necessidade de afastar a mente humana de cogitações prematuras.
3 Entretanto, Jesus, assim como suavizara a antiga lei da justiça inflexível com o perdão de um amor sem limites, aliviou as determinações de Moisés, vindo ao encontro dos discípulos saudosos.
Cerradas as portas, para que as vibrações tumultuosas dos adversários gratuitos não perturbassem o coração dos que anelavam o convívio divino, eis que surge o Mestre muito amado, dilatando as esperanças de todos na vida eterna.
4 Desde essa hora inolvidável, estava instituído o movimento de troca, entre o mundo visível e o invisível.
5 A família cristã, em seus vários departamentos, jamais passaria sem o doce alimento de suas reuniões carinhosas e íntimas.
6 Desde então, os discípulos se reuniriam, tanto nos cenáculos de Jerusalém, como nas catacumbas de Roma.
7 E, nos tempos modernos, a essência mais profunda dessas assembleias é sempre a mesma, seja nas igrejas católicas, nos templos protestantes ou nos centros espíritas.
8 O objetivo é um só: procurar a influenciação dos Planos superiores, com a diferença de que, nos ambientes espiritistas, a alma pode saciar-se, com mais abundância, em voos mais altos, por se conservar afastada de certos prejuízos do dogmatismo e do sacerdócio organizado.
Falas de Alcíone - Livro Renúncia - Emmanuel/Chico Xavier
“Renovar concepções é um dever nobre de toda criatura, mas um pai somente se engrandece quando eleva consigo todos os filhos da sua casa; nunca, porém, deixando a família ao abandono. Um sacerdote do Cristo, Carlos, ainda que incompreendido no mundo, deve ser sempre um pai…
Quanto a mudar de roteiro, é coisa outra que merece atenção especial. É justo que um passageiro dessa ou daquela embarcação troque de navio em pleno mar, ou que se deixe ficar à toa em porto diferente, acreditando abreviar a viagem; mas, que dizer de um comandante que assim procedesse com os que nele confiam? Não será melhor permanecer, tanto nas rotas perigosas como nas ondas mansas? E que é nossa vida neste mundo senão uma viagem para esferas mais altas?
Dia virá que chegaremos ao porto da verdade e é necessário cumprir o dever até ao fim. Para as almas vulgares, a existência pode representar um conjunto de possibilidades, de levianas experiências, mas nós, que já recebemos algum conhecimento das coisas divinas, não podemos interpretar a passagem pela Terra senão como santa oportunidade de trabalho e purificação!…”(Fala de Alcíone para o padre Carlos Clenaghan.
Livro Renúncia, Emmanuel/Chico Xavier, Cap. 1, Segunda Parte) “Por infelicidade nossa é, de fato, enorme a bagagem das nossas fraquezas neste mundo; mas, se o Pai não desanimou e nos oferece, diariamente, ensejo de nos levantarmos para o seu amor, por que haveremos de viver em descrença contumaz? Viver sem esperança é o pior de todos os males. Quando nos preocupamos sinceramente com a iluminação espiritual, compreendemos a significação de todas as coisas. A própria miséria humana tem o seu lugar e a sua expressão educativa.
Antes de tudo, é essencial refletirmos na extensão da bondade do Mestre. Lembremos que Pedro o negou três vezes, na hora mais cruel; que Tomé duvidou da sua sabedoria e misericordioso poder, e, nem um nem outro foi jamais expulso da sua divina presença. O mundo tem inúmeros criminosos, exploradores, ociosos e devassos, mas tudo isso deve ser examinado por um prisma diferente. O pecado é moléstia do Espírito. No excesso da alimentação, na falta de higiene, no desregramento dos sentidos, o corpo sofre desequilíbrios que podem ser fatais. O mesmo se dá com a alma, quando não sabemos nortear os desejos, santificar as aspirações, vigiar os pensamentos. Sempre acreditei que as enfermidades dessa natureza são as mais perigosas, porque exigem remédio de mais dolorosa aplicação”. (Fala de Alcíone para Susana Davenpot, durante um culto do Evangelho no Lar.
Livro Renúncia, Emmanuel/Chico Xavier, Cap. 3, Segunda Parte) “Em nosso grupo familiar, meu tutor [Padre Damiano] dizia que o estudo das letras santas é comparável a uma pesca de luzes celestiais. O rio da vida, afirmava, está sempre correndo e é indispensável energia serena e vontade ardente, a fim de mergulharmos na coleta dos valores divinos. Enquanto o homem se mantiver tíbio, desencantado, indiferente ou pessimista, dificilmente poderá encontrar no Evangelho algo mais que os sublimes apelos do Senhor. Em tais condições negativas, recebemos os convites do Cristo, mas frequentemente ficamos ignorando a tarefa; somos chamados ao banquete da verdade e da luz, mas comparecemos como comensais bisonhos, mal sabendo como iniciar o suculento repasto.
O ensinamento de Jesus é vibração e vida, e como o estudo mais simples demanda o esforço de comparação, não podemos versar o Evangelho sem esse esforço. Muitos procuram, nestas páginas, somente motivos de consolação, esquecendo a essência do ensino. Mas seria um contrassenso vir o Mestre a nós, dos espaços gloriosos da imortalidade, apenas para nos adoçar o coração onusto de perversidades e fraquezas humanas. Jesus é a fonte do conforto e da doçura supremos. Isso é inegável. No entanto, reconhecemos que uma criança, que somente receba consolações e mimos paternos, arrisca-se a envenenar o coração para sempre, na sede insaciável dos caprichos. Não; não devemos acreditar que o Cristo só haja trazido ao mundo a palavra revigoradora e afetuosa, senão também um roteiro de trabalho, que é preciso conhecer e seguir, em que pesem às maiores dificuldades.
Para isso, é indispensável tomar os nossos sentimentos e raciocínios como campo de observação e experiência, trabalhando diariamente com Jesus na construção da arca íntima da nossa fé. Naturalmente que essa edificação não prescinde do material adequado, constituído pelas virtudes e conhecimentos nobres que adquirimos no curso da vida. São esses os elementos que procuramos, em nossa pesca das luzes celestiais, para que, recebendo as consolações de Jesus, sejamos igualmente operosos trabalhadores.....”
“....Chegamos à conclusão de que o Evangelho, em sua expressão total, é um vasto caminho ascensional, cujo fim não poderemos atingir, legitimamente, sem conhecimento e aplicação de todos os detalhes. Muitos estudiosos presumem haver alcançado o termo da lição do Mestre, com uma simples leitura vagamente raciocinada. Isso, contudo, é erro grave. A mensagem do Cristo precisa ser conhecida, meditada, sentida e vivida. Nesta ordem de aquisições, não basta estar informado. Um preceptor do mundo nos ensinará a ler; o Mestre, porém, nos ensina a proceder, tornando-se-nos, portanto, indispensável a cada passo da existência.” (Fala de Alcíone para a família Davenpot, durante um culto do Evangelho no Lar. Livro Renúncia, Emmanuel/Chico Xavier, Cap. 3, Segunda Parte
Prece final espontânea - Pai Nosso - Elizabete Lacerda.
Estudo do Evangelho - 07/09/2021 (terça)
Harmonização e Prece inicial espontânea ouvindo a música Alivio na voz de Tim e Vanessa
E.S.E - Capítulo XI — Amar o próximo como a si mesmo - Instruções dos Espíritos - O egoísmo (itens 11 e 12)
Reflexão: O egoísmo na visão espírita – Por Leticia Lopes, jornalista colaboradora da Rádio Boa Nova e TV Mundo Maior.
O Livro dos Espíritos - Questão 487 - Parte segunda — Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Capítulo IX — Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal - Afeição que os Espíritos votam a certas pessoas.
Prece final: Oração do Amor ao Próximo -na Voz de Nilton T. - Projeto: Canal Prática do Bem
Harmonização e Prece inicial espontânea ouvindo a música Alivio na voz de Tim e Vanessa
2.E.S.E - Capítulo XI — Amar o próximo como a si mesmo - Instruções dos Espíritos - O egoísmo (itens 11 e 12)
O egoísmo
11. O egoísmo, chaga da Humanidade, tem que desaparecer da Terra, a cujo progresso moral obsta. Ao Espiritismo está reservada a tarefa de fazê-la ascender na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, pois, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem apontar suas armas, dirigir suas forças, sua coragem. Digo: coragem, porque dela muito mais necessita cada um para vencer-se a si mesmo, do que para vencer os outros. Que cada um, portanto, empregue todos os esforços a combatê-lo em si, certo de que esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho é o causador de todas as misérias do mundo terreno. É a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens.
Jesus vos deu o exemplo da caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo, pois, quando o primeiro, o Justo, vai percorrer as santas estações do seu martírio, o outro lava as mãos, dizendo: Que me importa! Animou-se a dizer aos judeus: Este homem é justo, por que o quereis crucificar? E, entretanto, deixa que o conduzam ao suplício.
É a esse antagonismo entre a caridade e o egoísmo, à invasão do coração humano por essa lepra que se deve atribuir o fato de não haver ainda o Cristianismo desempenhado por completo a sua missão. Cabem-vos a vós, novos apóstolos da fé, que os Espíritos superiores esclarecem, o encargo e o dever de extirpar esse mal, a fim de dar ao Cristianismo toda a sua força e desobstruir o caminho dos pedrouços que lhe embaraçam a marcha. Expulsai da Terra o egoísmo para que ela possa subir na escala dos mundos, porquanto já é tempo de a Humanidade envergar sua veste viril, para o que cumpre que primeiramente o expilais dos vossos corações. – Emmanuel. (Paris, 1861.)
12. Se os homens se amassem com mútuo amor, mais bem praticada seria a caridade; mas, para isso, mister fora vos esforçásseis por largar essa couraça que vos cobre os corações, a fim de se tornarem eles mais sensíveis aos sofrimentos alheios. A rigidez mata os bons sentimentos; o Cristo jamais se escusava; não repelia aquele que o buscava, fosse quem fosse: socorria assim a mulher adúltera, como o criminoso; nunca temeu que a sua reputação sofresse por isso. Quando o tomareis por modelo de todas as vossas ações? Se na Terra a caridade reinasse, o mau não imperaria nela; fugiria envergonhado; ocultar-se-ia, visto que em toda parte se acharia deslocado. O mal então desapareceria, ficai bem certos.
Começai vós por dar o exemplo; sede caridosos para com todos indistintamente; esforçai-vos por não atentar nos que vos olham com desdém e deixai a Deus o encargo de fazer toda a justiça, a Deus que todos os dias separa, no seu reino, o joio do trigo.
O egoísmo é a negação da caridade. Ora, sem a caridade não haverá descanso para a sociedade humana. Digo mais: não haverá segurança. Com o egoísmo e o orgulho, que andam de mãos dadas, a vida será sempre uma carreira em que vencerá o mais esperto, uma luta de interesses, em que se calcarão aos pés as mais santas afeições, em que nem sequer os sagrados laços da família merecerão respeito. – Pascal. (Sens, 1862.)
3.Reflexão: O egoísmo na visão espírita – Por Leticia Lopes, jornalista colaboradora da Rádio Boa Nova e TV Mundo Maior.
O espiritismo explica tudo o que a humanidade precisa saber e compreender. Segundo “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, a filosofia esclarece quanto aos eternos enigmas de sabermos de onde viemos, por que aqui estamos, e para onde vamos, facilitando ao homem a compreensão dos mais difíceis problemas que envolvem a vida corporal.
Um dos piores vícios dos seres humanos, apontados na doutrina espírita, é o egoísmo. A questão 913 fala sobre qual prática que podemos considerar a mais radical no ser humano. Como uma das principais virtudes apontadas por Kardec é a caridade, o egoísmo é o que há de pior numa pessoa.
“Dele se deriva todo o mal. Estudai todos os vícios e vereis que no fundo de todos existe o egoísmo. Por mais que luteis contra eles, não chegareis a extirpá-los enquanto não os atacardes pela raiz, enquanto não lhes houverdes destruído a causa. Que todos os vossos esforços tendam para esse fim, porque nele se encontra a verdadeira chaga da sociedade. Quem nesta vida quiser se aproximar da perfeição moral deve extirpar do seu coração todo sentimento de egoísmo, porque o egoísmo é incompatível com a justiça, o amor e a caridade: ele neutraliza todas as outras qualidades”.
No programa “Oficina da Mente”, de 21 de agosto, os comunicadores da TV Mundo Maior, Samira Baron e Humberto Pazian, conversaram sobre o egoísmo como uma atitude daquele que busca o próprio interesse, acima dos interesses dos demais. Samira questiona sobre o fato do mal do egoísmo exacerbado. Pazian responde com o ensinamento supremo de Jesus: “amai o próximo como a si mesmo”. Então como combater esse mal que assola a humanidade? “O Livro dos Espíritos” mostra que devemos pensar no nosso corpo como um estado passageiro e que tudo aqui na terra não é passível de consideração, mas sim somente aquilo que elevará o espírito.
“O egoísmo se enfraquecerá com a predominância da vida moral sobre a vida material, e sobretudo com a compreensão que o Espiritismo vos dá quanto ao vosso estado futuro real e não desfigurado pelas ficções alegóricas. O egoísmo se funda na importância da personalidade; ora, o Espiritismo bem compreendido, repito-o, faz ver as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece de alguma forma perante a imensidade. Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer ver a personalidade naquilo que de fato ela é, combate necessariamente o egoísmo”.
Fontes: “O Livro dos Espíritos” e TV Mundo Maior. (Artigo: agosto 29, 2017)
4.O Livro dos Espíritos - Questão 487 - Parte segunda — Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Capítulo IX — Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal - Afeição que os Espíritos votam a certas pessoas.
487. Dentre os nossos males, de que natureza são os de que mais se afligem os Espíritos por nossa causa? Serão os males físicos ou os morais?
“O vosso egoísmo e a dureza dos vossos corações. Daí decorre tudo o mais. Riem-se de todos esses males imaginários que nascem do orgulho e da ambição. Rejubilam com os que redundam na abreviação do tempo das vossas provas.” Sabendo ser transitória a vida corporal e que as tribulações que lhe são inerentes constituem meios de alcançarmos melhor estado, os Espíritos mais se afligem pelos nossos males devidos a causas de ordem moral, do que pelos nossos sofrimentos físicos, todos passageiros.
Pouco se incomodam com as desgraças que apenas atingem as nossas ideias mundanas, tal qual fazemos com as magoas pueris das crianças. Vendo nas amarguras da vida um meio de nos adiantarmos, os Espíritos as consideram como a crise ocasional de que resultara a salvação do doente. Compadecem-se dos nossos sofrimentos, como nos compadecemos dos de um amigo. Porem, enxergando as coisas de um ponto de vista mais justo, os apreciam de um modo diverso do nosso. Então, ao passo que os bons nos levantam o ânimo no interesse do nosso futuro, os outros nos impelem ao desespero, objetivando comprometer-nos.
5.Prece final: Oração do Amor ao Próximo -na Voz de Nilton T. - Projeto: Canal Prática do Bem
Estudo do Evangelho - 06/09/2021 (segunda)
Harmonização - Vinde à luz – Elizabeth Lacerda
Prece inicial – Prece à infinita misericórdia - André Luís/Chico Xavier – na voz de Haroldo Dutra Dias – Espiritualidade e Vida
E.S.E - Cap. XVI - Não se pode servir a Deus e a Mamon - Parábola dos Talentos (item 6)
Livro dos Espíritos - Questão 804
Reflexão - Parábola dos Talentos – Maristela Santos
Prece final – Na missão do Bem – Cassimiro Cunha/Chico Xavier na voz de Haroldo Dutra Dias – Espiritualidade e Vida
Harmonização - Vinde à luz – Elizabeth Lacerda
2. Prece inicial – Prece à infinita misericórdia - André Luís/Chico Xavier – na voz de Haroldo Dutra Dias – Espiritualidade e Vida
3. E.S.E - Cap. XVI - Não se pode servir a Deus e a Mamon - Parábola dos Talentos (item 6)
Parábola dos talentos
6. O Senhor age como um homem que, tendo de fazer longa viagem fora do seu país, chamou seus servidores e lhes entregou seus bens. – Depois de dar cinco talentos a um, dois a outro e um a outro, a cada um segundo a sua capacidade, partiu imediatamente. – Então, o que recebeu cinco talentos foi-se, negociou com aquele dinheiro e ganhou cinco outros. – O que recebera dois ganhou, do mesmo modo, outros tantos. Mas o que apenas recebera um cavou um buraco na terra e aí escondeu o dinheiro de seu amo. – Passado longo tempo, o amo daqueles servidores voltou e os chamou a contas. – Veio o que recebera cinco talentos e lhe apresentou outros cinco, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; aqui estão, além desses, mais cinco que ganhei. – Respondeu-lhe o amo: Servidor bom e fiel; pois que foste fiel em pouca coisa, confiar-te-ei muitas outras; compartilha da alegria do teu senhor. – O que recebera dois talentos apresentou-se a seu turno e lhe disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; aqui estão, além desses, dois outros que ganhei. – O amo lhe respondeu: Bom e fiel servidor; pois que foste fiel em pouca coisa, confiar-te-ei muitas outras; compartilha da alegria do teu senhor. – Veio em seguida o que recebeu apenas um talento e disse: Senhor, sei que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e colhes de onde nada puseste; – por isso, como te temia, escondi o teu talento na terra; aqui o tens: restituo o que te pertence. – O homem, porém, lhe respondeu: Servidor mau e preguiçoso; se sabias que ceifo onde não semeei e que colho onde nada pus – devias pôr o meu dinheiro nas mãos dos banqueiros, a fim de que, regressando, eu retirasse com juros o que me pertence. – Tirem-lhe, pois, o talento que está com ele e dêem-no ao que tem dez talentos; – porquanto, dar-se-á a todos os que já têm e esses ficarão cumulados de bens; quanto àquele que nada tem, tirar-se-lhe-á mesmo o que pareça ter; e seja esse servidor inútil lançado nas trevas exteriores, onde haverá prantos e ranger de dentes. (S. MATEUS, 25:14 a 30.)
4. Livro dos Espíritos - Questão 804
DESIGUALDADE DAS APTIDÕES
804. Por que não outorgou Deus as mesmas aptidões a todos os homens?
“Deus criou iguais todos os Espíritos, mas cada um destes vive há mais ou menos tempo, e, conseguintemente, tem feito maior ou menor soma de aquisições. A diferença entre eles está na diversidade dos graus da experiência alcançada e da vontade com que obram, vontade que é o livre-arbítrio. Daí o se aperfeiçoarem uns mais rapidamente do que outros, o que lhes dá aptidões diversas. Necessária é a variedade das aptidões, a fim de que cada um possa concorrer para a execução dos desígnios da Providência, no limite do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais. O que um não faz, fá-lo outro. Assim é que cada qual tem seu papel útil a desempenhar. Demais, sendo solidários entre si todos os mundos, necessário se torna que os habitantes dos mundos superiores, que, na sua maioria, foram criados antes do vosso, venham habitá-lo, para vos dar o exemplo.”
5. Reflexão - Parábola dos Talentos – Maristela Santos
6. Prece final – Na missão do Bem – Cassimiro Cunha/Chico Xavier na voz de Haroldo Dutra Dias – Espiritualidade e Vida
Estudo do Evangelho - 05/09/2021 (domingo)
Prece inicial -: No Próximo Minuto - Do Livro Ajuda -te e o ceu te ajudara - Carlos Baccelli/Irmão José
Nos Problemas da Posse - do Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier/Emmanuel
Prece final: As duas asas - Do Livro Momentos de Paz - Chico Xavier
Prece inicial -: No Próximo Minuto - Do Livro Ajuda -te e o ceu te ajudara - Carlos Baccelli/Irmão José
Quando te vejas no clima de lutas que te pareçam insuperáveis...
Ao ponto, quase, de entrares em completo desespero...
Na iminência de tomares decisões extremas.
Prestes a cometer grave desatino... premido por situações que
jamais esperavas enfrentar...
No limiar da resistência moral que te sustenta o equilíbrio..
Sem esperança alguma de determinado problema se equacione...
Inteiramente à mercê das circunstâncias que te fogem ao controle...
Sob pressões psicológicas que não mais estejas a suportar..
Não te esqueças de que, sob a ação da Vontade Divina, no próximo minuto, tudo pode reverter-se em teu favor.
2.Nos Problemas da Posse - do Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier/Emmanuel
NOS PROBLEMAS DA POSSE
“Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele."
(I TIMÓTÉO, 6:7.)
Não encarceres o próprio espírito no apego aos patrimônios transitórios do plano material que, muitas vezes, não passam de sombra coagulada em torno do coração.
Observa o infortúnio de quantos se agrilhoaram à paixão da posse, nos territórios do sentimento.
Muitos não se contentaram com a própria ruína, convertendo os semelhantes em vítimas dos desvarios a que se confiaram, insanos.
Supunham-se donos das criaturas que amavam e, ante os primeiros sinais de emancipação a que se mostraram dispostas, não vacilaram em abatê-las sob golpe homicida.
Julgavam-se proprietários absolutos de bens passageiros e transformaram as lágrimas dos órfãos e das viúvas em cadeias da fome e vínculos da morte.
Presumiam-se mandantes exclusivos da autoridade e fortaleceram o império da violência. Superestimavam os próprios recursos e, enceguecidos na megalomania do poder transviado, agravaram, junto de si, os perigos da ignorância e os processos da crueldade.
Todos eles, porém, dominados pelo orgulho, despertaram, desorientados Infelizes, nas trevas que amontoaram em si mesmos, com imenso trabalho a fazer para n própria libertação.
Usa as possibilidades da vida, sem a presunção de te assenhoreares daquilo que Deus te empresta.
Nessa ou naquela vantagem, efêmera, que te felicite o caminho entre os homens, recorda, com o apóstolo Paulo, que que os espíritos reencarnados não trazem consigo quaisquer propriedades materiais para este mundo e manifesto é que nenhuma delas poderão levar dele.
3. Prece final: As duas asas - Do Livro Momentos de Paz - Chico Xavier
AS DUAS ASAS
Todos nós, criaturas de Deus na estrada da evolução, temos duas asas para desenvolver a fim de tornarmo-nos anjos, espíritos puros da criação. São elas: a asa do amor e a da sabedoria.
Com a asa do amor teremos compaixão e boa vontade para servir. Com a asa da sabedoria saberemos como carregar o paciente sem lesar ainda mais suas feridas.
Amor e sabedoria conduzir-nos-ão a Deus. Esforcemo-nos, assim, por vivenciá-los cotidianamente.
Estudo do Evangelho - 04/09/2021 (sábado)
Harmonização - Quanta Luz - Vansan
Prece inicial – Prece do Entendimento - Meimei
E.S.E - Cap. XI - Amar o próximo como a si mesmo - Instruções dos Espíritos - O egoísmo (itens 11 e 12)
Livro dos Espíritos - Questões 913 a 917
Reflexão - O egoísmo - Haroldo Dutra Dias – Espiritualidade e Vida
Prece final – Meimei
Harmonização - Quanta Luz - Vansan
Prece inicial – Prece do Entendimento - Meimei
Agradeço as bênçãos que me deste,
Sem que eu soubesse compreendê-las.
Roguei-te paz e me enviaste as
Tribulações que me tumultuaram o recanto de
Ação, compelindo-me a lutar por dentro de
Mim, para asserenar aqueles que me cercam e,
Somente após reconhecê-los tranquilos,
É que notei a paz de todos eles
Habitando-me o coração.
Obrigado, Senhor, porque não me
Doaste aquilo de eu precisava segundo as
Minhas requisições, e sim de acordo
Com as minhas necessidades.
E agradeço, ainda, porque me mostraste,
Sem palavras, a significação do ensino que
Transmitiste ao teu apóstolo da humildade:
_ É dando que se recebe.
E.S.E - Cap. XI - Amar o próximo como a si mesmo - Instruções dos Espíritos - O egoísmo (itens 11 e 12)
O egoísmo
11. O egoísmo, chaga da Humanidade, tem que desaparecer da Terra, a cujo progresso moral obsta. Ao Espiritismo está reservada a tarefa de fazê-la ascender na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, pois, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem apontar suas armas, dirigir suas forças, sua coragem. Digo: coragem, porque dela muito mais necessita cada um para vencer-se a si mesmo, do que para vencer os outros. Que cada um, portanto, empregue todos os esforços a combatê-lo em si, certo de que esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho é o causador de todas as misérias do mundo terreno. É a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens.
Jesus vos deu o exemplo da caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo, pois, quando o primeiro, o Justo, vai percorrer as santas estações do seu martírio, o outro lava as mãos, dizendo: Que me importa! Animou-se a dizer aos judeus: Este homem é justo, por que o quereis crucificar? E, entretanto, deixa que o conduzam ao suplício.
É a esse antagonismo entre a caridade e o egoísmo, à invasão do coração humano por essa lepra que se deve atribuir o fato de não haver ainda o Cristianismo desempenhado por completo a sua missão. Cabem-vos a vós, novos apóstolos da fé, que os Espíritos superiores esclarecem, o encargo e o dever de extirpar esse mal, a fim de dar ao Cristianismo toda a sua força e desobstruir o caminho dos pedrouços que lhe embaraçam a marcha. Expulsai da Terra o egoísmo para que ela possa subir na escala dos mundos, porquanto já é tempo de a Humanidade envergar sua veste viril, para o que cumpre que primeiramente o expilais dos vossos corações. – Emmanuel. (Paris, 1861.)
12. Se os homens se amassem com mútuo amor, mais bem praticada seria a caridade; mas, para isso, mister fora vos esforçásseis por largar essa couraça que vos cobre os corações, a fim de se tornarem eles mais sensíveis aos sofrimentos alheios. A rigidez mata os bons sentimentos; o Cristo jamais se escusava; não repelia aquele que o buscava, fosse quem fosse: socorria assim a mulher adúltera, como o criminoso; nunca temeu que a sua reputação sofresse por isso. Quando o tomareis por modelo de todas as vossas ações? Se na Terra a caridade reinasse, o mau não imperaria nela; fugiria envergonhado; ocultar-se-ia, visto que em toda parte se acharia deslocado. O mal então desapareceria, ficai bem certos.
Começai vós por dar o exemplo; sede caridosos para com todos indistintamente; esforçai-vos por não atentar nos que vos olham com desdém e deixai a Deus o encargo de fazer toda a justiça, a Deus que todos os dias separa, no seu reino, o joio do trigo.
O egoísmo é a negação da caridade. Ora, sem a caridade não haverá descanso para a sociedade humana. Digo mais: não haverá segurança. Com o egoísmo e o orgulho, que andam de mãos dadas, a vida será sempre uma carreira em que vencerá o mais esperto, uma luta de interesses, em que se calcarão aos pés as mais santas afeições, em que nem sequer os sagrados laços da família merecerão respeito. – Pascal. (Sens, 1862.)
Livro dos Espíritos - Questões 913 a 917
913. Dentre os vícios, qual o que se pode considerar radical?
“Temo-lo dito muitas vezes: o egoísmo. Daí deriva todo mal. Estudai todos os vícios e vereis que no fundo de todos há egoísmo. Por mais que lhes deis combate, não chegareis a extirpá-los, enquanto não atacardes o mal pela raiz, enquanto não lhe houverdes destruído a causa. Tendam, pois, todos os esforços para esse efeito, porquanto aí é que está a verdadeira chaga da sociedade. Quem quiser, desde esta vida, ir aproximando-se da perfeição moral, deve expurgar o seu coração de todo sentimento de egoísmo, visto ser o egoísmo incompatível com a justiça, o amor e a caridade. Ele neutraliza todas as outras qualidades.”
914. Fundando-se o egoísmo no sentimento do interesse pessoal, bem difícil parece extirpá-lo inteiramente do coração humano. Chegar-se-á a consegui-lo?
“À medida que os homens se instruem acerca das coisas espirituais, menos valor dão às coisas materiais. Depois, necessário é que se reformem as instituições humanas que o entretêm e excitam. Isso depende da educação.”
915. Por ser inerente à espécie humana, o egoísmo não constituirá sempre um obstáculo ao reinado do bem absoluto na Terra?
“É exato que no egoísmo tendes o vosso maior mal; ele se prende, porém, à inferioridade dos Espíritos encarnados na Terra e não à humanidade mesma. Ora, depurando-se por encarnações sucessivas, os Espíritos se despojam do egoísmo, como de suas outras impurezas. Não existirá na Terra nenhum homem isento de egoísmo e praticante da caridade? Há muito mais homens assim do que supondes. Apenas não os conheceis, porque a virtude foge à viva claridade do dia. Desde que haja um, por que não haverá dez? Havendo dez, por que não haverá mil e assim por diante?
916. Longe de diminuir, o egoísmo cresce com a civilização, que até mesmo, parece, o excita e mantém. Como poderá a causa destruir o efeito?
“Quanto maior é o mal, mais hediondo se torna. Era preciso que o egoísmo produzisse muito mal, para que compreensível se fizesse a necessidade de extirpá-lo. Quando se houverem despojado do egoísmo que os domina, os homens viverão como irmãos, sem se fazerem mal algum, auxiliando-se reciprocamente, impelidos pelo sentimento mútuo da solidariedade. Então o forte será o amparo e não o opressor do fraco, e não mais serão vistos homens a quem falte o indispensável, porque todos praticarão a lei de justiça. Esse o reinado do bem, que os Espíritos estão incumbidos de preparar.” (784.)
917. Qual o meio de destruir-se o egoísmo?
“De todas as imperfeições humanas, o egoísmo é a mais difícil de desenraizar-se, porque deriva da influência da matéria, influência de que o homem, ainda muito próximo de sua origem, não pôde libertar-se, e para cuja manutenção tudo concorre: suas leis, sua organização social, sua educação. O egoísmo se enfraquecerá à proporção que a vida moral for predominando sobre a vida material e, sobretudo, com a compreensão, que o Espiritismo vos faculta, do vosso estado futuro real, e não desfigurado por ficções alegóricas. Quando, bem compreendido, se houver identificado com os costumes e as crenças, o Espiritismo transformará os hábitos, os usos, as relações sociais. O egoísmo assenta na importância da personalidade. Ora, o Espiritismo, bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de certo modo, diante da imensidade. Destruindo essa importância, ou, pelo menos, reduzindo-a às suas legítimas proporções, ele necessariamente combate o egoísmo.
“O choque, que o homem experimenta, do egoísmo dos outros é o que muitas vezes o faz egoísta, por sentir a necessidade de colocar-se na defensiva. Notando que os outros pensam em si próprios e não nele, ei-lo levado a ocupar-se consigo, mais do que com os outros. Sirva de base às instituições sociais, às relações legais de povo a povo e de homem a homem, o princípio da caridade e da fraternidade, e cada um pensará menos na sua pessoa, ao ver que os outros também com ela se preocupam. Todos experimentarão a influência moralizadora do exemplo e do contato. Em face do atual extravasamento de egoísmo, grande virtude é verdadeiramente necessária para que alguém renuncie à sua personalidade em proveito dos outros, que com frequência absolutamente lhe não agradecem. Principalmente para os que possuam essa virtude é que o reino dos céus se acha aberto. A esses, sobretudo, é que está reservada a felicidade dos eleitos, pois em verdade vos digo que, no dia da justiça, será posto de lado todo aquele que em si somente houver pensado; sofrerá, então, o próprio abandono.” (785)
FÉNELON.
Louváveis esforços indubitavelmente se empregam para fazer que a humanidade progrida. Os bons sentimentos são encorajados, estimulados e honrados mais do que em qualquer outra época. Entretanto, o egoísmo, verme roedor, continua a ser a chaga social. É um mal real, que se alastra por todo o mundo e do qual cada homem é mais ou menos vítima. Cumpre, pois, combatê-lo, como se combate uma enfermidade epidêmica. Para isso, deve-se proceder como procedem os médicos: ir à origem do mal. Procurem-se pois em todas as partes do organismo social, da família aos povos, da choupana ao palácio, todas as causas, todas as influências que, ostensiva ou ocultamente, excitam, alimentam e desenvolvem o sentimento do egoísmo. Conhecidas as causas, o remédio se apresentará por si mesmo. Só restará então destruí-las, senão totalmente, de uma só vez, ao menos parcialmente, e o veneno pouco a pouco será eliminado. Poderá ser longa a cura, porque numerosas são as causas, mas não é impossível. Contudo, ela só se obterá se o mal for atacado em sua raiz, isto é, pela educação; não por essa educação que tende a fazer homens instruídos, mas pela que tende a fazer homens de bem. A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, conseguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se aprumam plantas novas. Essa arte, porém, exige muito tato, muita experiência e profunda observação. É grave erro pensar-se que, para exercê-la com proveito, baste possuir conhecimentos. Quem acompanhar, assim o filho do rico, como o do pobre, desde o instante do nascimento, e observar todas as influências perniciosas que sobre eles atuam, em consequência da fraqueza, da incúria e da ignorância dos que os dirigem, observando igualmente com quanta frequência falham os meios empregados para moralizá-los, não poderá espantar-se de encontrar pelo mundo tantas coisas erradas. Faça-se com o moral o que se faz com a inteligência e ver-se-á que, se há naturezas refratárias, muito maior do que se julga é o número das que apenas reclamam cultivo adequado, para produzir bons frutos. (872.)
O homem deseja ser feliz e natural é o sentimento que dá origem a esse desejo. Por isso é que trabalha incessantemente para melhorar a sua posição na Terra, que pesquisa as causas de seus males, para remediá-los. Quando compreender bem que no egoísmo reside uma dessas causas, a que gera o orgulho, a ambição, a cupidez, a inveja, o ódio, o ciúme, que a cada momento o ferem, a que perturba todas as relações sociais, provoca as dissensões, aniquila a confiança, a que o obriga a se manter constantemente na defensiva contra o seu vizinho, enfim a que do amigo faz inimigo, ele compreenderá também que esse vício é incompatível com a sua felicidade e, podemos mesmo acrescentar, com a sua própria segurança. E quanto mais haja sofrido por efeito desse vício, mais sentirá a necessidade de combatê-lo, como se combatem a peste, os animais nocivos e todos os outros flagelos. O seu próprio interesse a isso o induzirá. (784.)
O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade o é de todas as virtudes. Destruir um e desenvolver a outra, tal deve ser o alvo de todos os esforços do homem, se quiser assegurar a sua felicidade neste mundo, tanto quanto no futuro.
Reflexão - O egoísmo - Haroldo Dutra Dias – Espiritualidade e Vida
Prece final – Meimei
Senhor, ensina-nos a oferecer-te o coração puro
E o pensamento elevado na oração.
Ajuda-nos a pedir, em Teu Nome,
Para que a força de nossos desejos
Não perturbe a execução de teus desígnios.
Ampara-nos, a fim de que
O nosso sentimento se harmonize com a tua vontade
E que possamos, cada dia,
Ser instrumentos vivos e operosos da paz e
Do amor,
Do aperfeiçoamento e da alegria,
De acordo com a tua Lei.
Assim seja
Estudo do Evangelho - 03/09/2021 (sexta)
1. Prece inicial: Pai Nosso
2. E.S.E. - Cap. VI - O Cristo consolador - Instruções dos Espíritos (item 5)
3. Reflexão: O que significa Egrégora? - Adaptação: Aparecida Fernandes (Popó)
4. Prece final: Oração de São Francisco de Assis
5. Música de encerramento: Oração de São Francisco - Elizabete Lacerda
1. Prece inicial: Pai Nosso
2. E.S.E. - Cap. VI - O Cristo consolador - Instruções dos Espíritos (item 5)
Advento do Espírito de verdade
5. Venho, como outrora aos transviados filhos de Israel, trazer-vos a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como o fez antigamente a minha palavra, tem de lembrar aos incrédulos que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinem as plantas e se levantem as ondas. Revelei a doutrina divinal. Como um ceifeiro, reuni em feixes o bem esparso no seio da Humanidade e disse: “Vinde a mim, todos vós que sofreis.”
Mas, ingratos, os homens afastaram-se do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e enveredaram pelas ásperas sendas da impiedade. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana; quer que, ajudando-vos uns aos outros, mortos e vivos, isto é, mortos segundo a carne, porquanto não existe a morte, vos socorrais mutuamente, e que se faça ouvir não mais a voz dos profetas e dos apóstolos, mas a dos que já não vivem na Terra, a clamar: Orai e crede! pois que a morte é a ressurreição, sendo a vida a prova buscada e durante a qual as virtudes que houverdes cultivado crescerão e se desenvolverão como o cedro.
Homens fracos, que compreendeis as trevas das vossas inteligências, não afasteis o facho que a clemência divina vos coloca nas mãos para vos clarear o caminho e reconduzir-vos, filhos perdidos, ao regaço de vosso Pai.
Sinto-me por demais tomado de compaixão pelas vossas misérias, pela vossa fraqueza imensa, para deixar de estender mão socorredora aos infelizes transviados que, vendo o céu, caem nos abismos do erro. Crede, amai, meditai sobre as coisas que vos são reveladas; não mistureis o joio com a boa semente, as utopias com as verdades.
Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: “Irmãos! nada perece. Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade.” – O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.)
3. Reflexão: O que significa Egrégora? - Adaptação: Aparecida Fernandes (Popó)
Você sabe o que significa egrégora?
Sempre que vou no centro espírita , escuto a palavra egrégora, e nunca sabia o que era.
3.1) Definição
Egrégora é formada a partir dos pensamentos e sentimentos de um grupo de pessoas. A somatória dessa emanação de consciência forma uma atmosfera de influência.
O que irá determinar principalmente o poder dessa egrégora é o número de pessoas e a intensidade do sentimento. Emanamos diversas energias no ambiente, mentais, emocionais e espirituais. Nesse sentido, quando estamos sentindo algo, falando algo estamos alimentando o prana de vibrações positivas ou negativas. A denominação vem do grego egrégoro, que significa velar, vigiar. É a força espiritual que cria-se oriunda da soma de energias coletivas de pensamentos e sentimentos. Dessa forma, a egrégora formada pode ser negativa ou positiva. Isso depende das pessoas que estão criando/sustentando a egrégora. É a média das vibrações. Por exemplo, se você está num local que 9 pessoas estão vibrando sentimentos negativos, e apenas uma pessoa vibrando sentimentos elevados, então a egrégora formada nesse local será predominantemente negativa. Uma egrégora positiva protege, atrai boas energias, promove o crescimento, é curativa e te induz para uma vida plena de felicidade e realizações. Uma egrégora negativa fortalece o mal, te induz a comportamento autodestrutivo, fará com que tenha pensamentos e sentimentos negativos, causando diversos infortúnios.
A egrégora pode ser formada e rapidamente dissipada. Isso acontece caso não haja constância na emanação. Ou seja, uma egrégora só se mantém caso as pessoas que a criaram continuem sustentando (fornecendo o combustível). No entanto, a egrégora formada irá tender a se perpetuar. Ela fará com que as pessoas que a criaram continuem vibrando nessa determinada frequência. E a vibração predominante da egrégora irá influenciar outras pessoas que adentrem seu local de atuação, a vibrarem nessa mesma frequência. Eu não posso deixar de falar que a egrégora é formada também por consciências extrafísicas, que por eletromagnetismo possui afinidade com a vibração dos encarnados em questão. Nós somos o que nós pensamos, e um pensamento positivo cria um egrégora positivo, que aliado ao egrégora, atrai forças positivas que ajudam no dia a dia, no aperfeiçoamento pessoal, social e profissional. Gradativamente nosso destino é mudado para melhor pela transformação pessoal, e o que falamos ou desejamos como mérito e direito passa a acontecer, e assim, nossos objetivos são sempre conseguidos. Saúde, emprego, felicidade, equilíbrio, paz, sucesso, amor, entre outros, são objetivos perfeitamente atingíveis, se criarmos um egrégora forte e se nossa mente realmente conduzir o processo com todo o seu potencial.
Talvez você já tenha ido para uma festa dizendo que só iria beber uma ou duas latinhas de cerveja. Mas chegando na festa, você foi tomado por uma força incrível, e quando você percebeu já estava tomando todas, misturando tudo e mais um pouco. Então, esse é o poder de uma egrégora. Você até que estava determinado a não beber, mas a egrégora predominante numa festa impulsiona fortemente para o consumo de bebida. E esse é um assunto muito importante para a formação de uma consciência poderosa.
3.2) Consciente ou inconsciente
Você já percebeu a importância de conhecer sobre isso?
Tanto para quem conhece como para o desavisado a egrégora irá atuar. Impulsionando você em determinada direção, positiva ou negativa.
Conhecendo como a realidade funciona você passa a ter maior condição para guiar seus próprios passos. Dessa forma, você fica menos vulnerável ao “acaso”. Você passa a saber melhor “onde está pisando” evitando cair em armadilhas. As egrégoras são criadas de forma consciente ou inconsciente. No estágio de evolução que nos encontramos, a
maioria das egrégoras são criadas inconscientemente. Mas o planeta está despertando e grupos conscientes desse poder tem criado egrégoras positivas fortíssimas que começam a sustentar o planeta em uma vibração de amor e crescimento espiritual. Mas imagine os ambientes de trabalho. Qual é a vibração predominante? Medo de perder o emprego? Raiva dos colegas ou do chefe? Intrigas, inveja, fofocas, discórdias? Os antigos consideravam a egrégora um ser vivo, com força e vontade próprias, geradas a partir dos seus criadores ou alimentadores, porém independente das de cada um deles. Para vencê-la ou modificá-la, seria necessário que todos os genitores ou mantenedores o quisessem e atuassem nesse sentido. Acontece que, como cada um individualmente está sob sua influência, praticamente nunca se consegue superá-la.
Percebem mais claramente a necessidade de despertar? Quando a maioria estiverem conscientes de que suas emanações pessoais, combinadas com as dos seus colegas,
Estão criando uma poderosa energia de sustentação dessa emanação. Com certeza não adotariam uma postura tão negativa quanto ao outro.
3.3) Para que serve uma egrégora?
A essa altura já deve ter ficado mais claro para que serve uma egrégora. Mas eu quero comentar alguns outros pontos pertinentes.
Novamente, esse processo pode ser consciente ou inconsciente. É lógico que sabendo disso fica muito mais fácil manipular essas energias.
Por exemplo, uma escola de yoga. Pode-se formar uma egrégora positiva, com vibração predominante de paz, equilíbrio e cura. Dessa forma o estabelecimento irá atrair pessoas com essa mesma vibração. Você já entrou em uma escola de yoga? Já fez uma aula? Se tiver oportunidade não perca, eu recomendo. É uma energia muito boa (na maioria, mas nem todas), pois esse local possui essa finalidade, então ao entrar nesse ambiente a egrégora atua sobre você.
Em uma casa de oração (uma igreja ou um templo qualquer), é criado pelos dirigentes uma egrégora de proteção, de elevação espiritual. Para que você possa, ao entrar nesse local conseguir se conectar com sua essência divina, com seu anjo ou guia, amigo espiritual, não importa o nome. Em locais sagrados, os seres de luz trabalham em conjunto com os dirigentes desse plano da realidade para a formação de uma egrégora de amor, cura e crescimento. Locais sagrados como Aparecida, Lourdes e Fátima, têm egrégoras poderosíssimos, formados pela fé e mentalizações dos devotos, que acumulam as energias psíquicas dos fiéis, e quando alguém consegue canalizar para si as energias psíquicas acumuladas no egrégora, provoca o conhecido milagre. Esta é a explicação oculta da realização de grande parte dos milagres que acontecem. Os locais possuem egrégoras formados pelas energias psíquicas de seus frequentadores. Então, seja qual for seu negócio, você pode criar uma egrégora que favorece o ambiente, atraindo pessoas, colaboradores, alunos, etc., com a mesma vibração que se deseja.
Vou ler um texto que explicará melhor.
Egrégora é o padrão vibratório de uma casa; tem relação direta com a energia e o estado de espírito de seus moradores.
O conjunto de pensamentos, sentimentos, estado de espírito, condições físicas, anseios e intenções dos moradores fica impregnado no ambiente criando o que se chama de egrégora. O que poucos sabem é que as paredes, objetos e a atmosfera da casa tem “memória” e registram as energias de todos os acontecimentos e do estado de espírito de seus moradores. Por isso, quando pensar na saúde energética de sua casa, tome a iniciativa básica e vital de impregnar sua atmosfera apenas com bons pensamentos e muita fé. Evite brigas e discussões desnecessárias. Observe o seu tom de voz: nada de gritos e formas agressivas de expressão. Não bata portas e tente assumir gestos harmoniosos, cuidando de seus objetos e entes queridos com carinho. Não pense mal dos outros. Pragas nem pensar. Selecione muito bem as pessoas que vão frequentar sua casa. Se você nutre uma mágoa profunda ou mesmo um ódio forte por alguém, procure ajuda para limpar essas energias densas de seu coração.
Alegria, amor, paz, prosperidade, saúde, amizades, belezas já está bom para começar, não é mesmo?
Chico Xavier
4. Prece final: Oração de São Francisco de Assis
Senhor,
Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna!
Amém
5. Música de encerramento: Oração de São Francisco - Elizabete Lacerda
Estudo do Evangelho 02/09/2021 (quinta)
Harmonização e Prece inicial: Musica - Pensamento Positivo na voz de Vansan
Agradeçamos Sempre - Cap. 113 - Do Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier/ Emmanuel
Reflexão - Pensamentos que ajudam - Não lastimem - José Carlos de Lucca
Questão 937 - Livro dos Espíritos - Parte quarta — Das esperanças e consolações - Capítulo I — Das penas e gozos terrestres - Decepções- Ingratidão - Afeições destruídas.
Prece final : Agradecemos - Emmanuel - na voz de Chico Xavier
1.Harmonização e Prece inicial: Musica - Pensamento Positivo na voz de Vansan
2. Agradeçamos Sempre - Cap. 113 - Do Livro Palavras de Vida Eterna - Chico Xavier/ Emmanuel
“Dando sempre graças a Deus por tudo, em nome de Nosso Senhor Jesus-Cristo…” — PAULO (Efésios, 5.20)
Muita gente pergunta como se pode render graças a Deus pelas dores que sacodem a vida, entretanto, basta leve reflexão para que venhamos a reconhecer a função renovadora do sofrimento.
Atravessaste longo período de enfermidade, da qual te refazes, dificilmente, e, se ouvires a própria consciência, perceberás que a moléstia física foi socorro valioso para que te não arrojasses a tremendas lutas de espírito.
Foste surripiado na vantagem financeira que te colocava em destaque no trabalho que te assegura a subsistência, e, se meditas severamente no assunto, observarás que a suposta humilhação te livrou de compromissos perigosos e arrasadores.
Perdeste recursos materiais que apenas te acrescentariam o reconforto desnecessário, no carro da própria existência, e, se te deres ao exame desapaixonado da própria situação, verificarás que alijaste o peso dourado de enfeites suntuosos que te fariam, provavelmente, a vítima de criminosos assaltos.
Amargaste a deserção do amigo em cujo afeto depositavas a maior esperança, e, se estudares a ocorrência, com plena isenção de ânimo, concluirás que o tempo te libertou de um laço impróprio, que se transfiguraria, talvez, de futuro em pesado grilhão.
Não te confies às aparências.
Louva o céu azul que te imprime euforia ao pensamento, mas agradece, também, a nuvem que te garante a chuva, mensageira do pão.
Mesmo que não entendas, de pronto, os desígnios da Providência Divina, recebe a provação como sendo o melhor que merecemos hoje, em favor do amanhã, e, ainda que lágrimas dolorosas te lavem a alma toda, rende graças a Deus.
Emmanuel
3. Reflexão - Pensamentos que ajudam - Não lastimem - José Carlos de Lucca
4. Questão 937 - Livro dos Espíritos - Parte quarta — Das esperanças e consolações - Capítulo I — Das penas e gozos terrestres - Decepções- Ingratidão - Afeições destruídas.
937. Para o homem de coração, as decepções oriundas da ingratidão e da fragilidade dos laços da amizade não são também uma fonte de amarguras?
“São; porém, deveis lastimar os ingratos e os amigos infiéis: serão muito mais infelizes do que vós. A ingratidão é filha do egoísmo e o egoísta topará mais tarde com corações insensíveis, como o seu próprio o foi. Lembrai-vos de todos os que fizeram mais bem do que vós, que valeram muito mais do que vós e que tiveram por paga a ingratidão. Lembrai-vos de que o próprio Jesus foi, quando no mundo, injuriado e menosprezado, tratado de velhaco e impostor, e não vos admireis de que o mesmo vos suceda. Seja o bem que houverdes feito a vossa recompensa na Terra e não atenteis no que dizem os que receberam os vossos benefícios. A ingratidão é uma prova para a vossa perseverança na prática do bem; ser-vos-á levada em conta, e os que vos forem ingratos serão tanto mais punidos quanto maior lhes tenha sido a ingratidão.”
5. Prece final : Agradecemos - Emmanuel - na voz de Chico Xavier
Estudo do Evangelho 01/09/2021 (quarta)
Prece inicial – oração da serenidade
E.S.E - Cap. XX – Os trabalhadores de última hora – Missão dos espíritas (item 4)
Reflexão - O tempo de Deus – Mayse Braga – Minuto com Mayse
Prece final – Veredas – Tim e Vanessa
Prece inicial – oração da serenidade
Concedei-me, Senhor a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não posso modificar.
Coragem para modificar aquelas que posso e
Sabedoria para conhecer a diferença entre elas.
Vivendo um dia de cada vez
Desfrutando um momento de cada vez
Aceitando que as dificuldades constituem o caminho à paz
Aceitando, como Ele aceitou
Este mundo tal como é, e não como eu queria que fosse
Confiando que Ele Acertará tudo
Contanto que eu me entregue à Sua vontade
Para que eu seja razoavelmente feliz nesta vida
E supremamente Feliz com Ele eternamente na próxima.
E.S.E - Cap. XX – Os trabalhadores de última hora – Missão dos espíritas (item 4)
Missão dos Espíritas
4. Não escutais já o ruído da tempestade que há de arrebatar o velho mundo e abismar no nada o conjunto das iniquidades terrenas? Ah! bendizei o Senhor, vós que haveis posto a vossa fé na sua soberana justiça e que, novos apóstolos da crença revelada pelas proféticas vozes superiores, ides pregar o novo dogma da reencarnação e da elevação dos Espíritos, conforme tenham cumprido, bem ou mal, suas missões e suportado suas provas terrestres.
Não mais vos assusteis! As línguas de fogo estão sobre as vossas cabeças. Ó verdadeiros adeptos do Espiritismo!... sois os escolhidos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que deveis sacrificar à sua propagação os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas ocupações fúteis. Ide e pregai. Convosco estão os Espíritos elevados. Certamente falareis a criaturas que não quererão escutar a voz de Deus, porque essa voz as exorta incessantemente à abnegação. Pregareis o desinteresse aos avaros, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos, como aos déspotas! Palavras perdidas, eu o sei; mas não importa. Faz-se mister regueis com os vossos suores o terreno onde tendes de semear, porquanto ele não frutificará e não produzirá senão sob os reiterados golpes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai!
Ó todos vós, homens de boa-fé, conscientes da vossa inferioridade em face dos mundos disseminados pelo Infinito!... lançai-vos em cruzada contra a injustiça e a iniquidade. Ide e proscrevei esse culto do bezerro de ouro, que cada dia mais se alastra. Ide, Deus vos guia! Homens simples e ignorantes, vossas línguas se soltarão e falareis como nenhum orador fala. Ide e pregai, que as populações atentas recolherão ditosas as vossas palavras de consolação, de fraternidade, de esperança e de paz.
Que importam as emboscadas que vos armem pelo caminho! Somente lobos caem em armadilhas para lobos, porquanto o pastor saberá defender suas ovelhas das fogueiras imoladoras.
Ide, homens, que, grandes diante de Deus, mais ditosos do que Tomé, credes sem fazerdes questão de ver e aceitais os fatos da mediunidade, mesmo quando não tenhais conseguido obtê-los por vós mesmos; ide, o Espírito de Deus vos conduz.
Marcha, pois, avante, falange imponente pela tua fé! Diante de ti os grandes batalhões dos incrédulos se dissiparão, como a bruma da manhã aos primeiros raios-do-Sol nascente.
A fé é a virtude que desloca montanhas, disse Jesus. Todavia, mais pesados do que as maiores montanhas, jazem depositados nos corações dos homens a impureza e todos os vícios que derivam da impureza. Parti, então, cheios de coragem, para removerdes essa montanha de iniquidades que as futuras gerações só deverão conhecer como lenda, do mesmo modo que vós, que só muito imperfeitamente conheceis os tempos que antecederam a civilização pagã.
Sim, em todos os pontos do Globo vão produzir-se as subversões morais e filosóficas; aproxima-se a hora em que a luz divina se espargirá sobre os dois mundos.
Ide, pois, e levai a palavra divina: aos grandes que a desprezarão, aos eruditos que exigirão provas, aos pequenos e simples que a aceitarão; porque, principalmente entre os mártires do trabalho, desta provação terrena, encontrareis fervor e fé. Ide; estes receberão, com hinos de gratidão e louvores a Deus, a santa consolação que lhes levareis, e baixarão a fronte, rendendo-lhe graças pelas aflições que a Terra lhes destina.
Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra! o arado está pronto; a terra espera; arai!
Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos confiou; mas, atenção! entre os chamados para o Espiritismo muitos se transviaram; reparai, pois, vosso caminho e segui a verdade.
Pergunta. – Se, entre os chamados para o Espiritismo, muitos se transviaram, quais os sinais pelos quais reconheceremos os que se acham no bom caminho?
Resposta. – Reconhecê-lo-eis pelos princípios da verdadeira caridade que eles ensinarão e praticarão. Reconhecê-lo-eis pelo número de aflitos a que levem consolo; reconhecê-lo-eis pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal; reconhecê-lo-eis, finalmente, pelo triunfo de seus princípios, porque Deus quer o triunfo de Sua lei; os que seguem Sua lei, esses são os escolhidos e Ele lhes dará a vitória; mas Ele destruirá aqueles que falseiam o espírito dessa lei e fazem dela degrau para contentar sua vaidade e sua ambição. – Erasto, anjo-da-guarda do médium. (Paris, 1863.)[1]
Reflexão - O tempo de Deus – Mayse Braga – Minuto com Mayse
Prece final – Veredas – Tim e Vanessa