Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 31/03/2021 (quarta)
1. Harmonização e Prece Inicial: Música - Vale a pena - Grupo Vocal - Sábado de Sol
2. E.S.E.: Cap. IX - Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos - Instruções dos Espíritos - A Paciência
(Item 7)
3. Reflexão: Capítulo 25 - Tende Calma - Caminho, verdade e vida - Chico Xavier/Emmanuel
4. Prece final e Encerramento: Música Forças Renovadas - Valda Sedicias
1. Harmonização e Prece Inicial: Música - Vale a pena - Grupo Vocal - Sábado de Sol
2. E.S.E.: Cap. IX - Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos - Instruções dos Espíritos - A Paciência
(Item 7)
A Paciência
7. A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.
Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.
A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.
Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. – Um Espírito amigo. (Havre, 1862.)
3. Reflexão: Capítulo 25 - Tende Calma - Caminho, verdade e vida - Chico Xavier/Emmanuel
Esta passagem do Evangelho de João é das mais significativas. Verifica-se quando a multidão de quase cinco mil pessoas tem necessidade de pão, no isolamento da natureza.
Os discípulos estão preocupados.
Filipe afirma que duzentos dinheiros não bastarão para atender à dificuldade imprevista.
André conduz ao Mestre um jovem que trazia consigo cinco pães de cevada e dois peixes. Todos discutem.
Jesus, entretanto, recebe a migalha sem descrer de sua preciosa significação e manda que todos se assentem, pede que haja ordem, que se faça harmonia. E distribui o recurso com todos, maravilhosamente.
A grandeza da lição é profunda.
Os homens esfomeados de paz reclamam a assistência do Cristo. Falam n’Ele, suplicam-lhe socorro, aguardam-lhe as manifestações. Não conseguem, todavia, estabelecer a ordem em si mesmos, para a recepção dos recursos celestes. Misturam Jesus com as suas imprecações, suas ansiedades loucas e seus desejos criminosos. Naturalmente se desesperam, cada vez mais desorientados, porquanto não querem ouvir o convite à calma, não se assentam para que se faça a ordem, persistindo em manter o próprio desequilíbrio.
4. Prece final e Encerramento: Música - Forças Renovadas- Valda Sedicias
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 30/03/2021 (terça)
1. Harmonização: música Ser Feliz – Maurício Keller
2. Prece inicial: Prece A Procura da Perfeição e da Felicidade – A Luz do Espiritismo
3. E.S.E. - Cap. V - Bem Aventurados os Aflitos - A Felicidade não é deste Mundo (item 20)
4. Livro dos Espíritos - Quarta Parte - Das Esperanças e Consolações - Capítulo I - Das Penas e Gozos Terrestres - Felicidade e Infelicidade Relativas - questões 920, 921 e 922.
5. Reflexões:
5.1 O Caminho da Felicidade – Chico Xavier
5.2 Sermão da Montanha – Joanna de Ângelis
5.3 Paz e Felicidade – Joanna de Ângelis
6. Prece final: Obrigada Jesus
1. Harmonização: música Ser Feliz – Maurício Keller
2. Prece inicial: Prece A Procura da Perfeição e da Felicidade – A Luz do Espiritismo
3. E.S.E. - Cap. V - Bem Aventurados os Aflitos - A Felicidade não é deste Mundo (item 20)
A felicidade não é deste mundo
20. Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isso, meus caros filhos, prova, melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: “A felicidade não é deste mundo.” Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições essenciais à felicidade. Digo mais: nem mesmo reunidas essas três condições tão desejadas, porquanto incessantemente se ouvem, no seio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.
Diante de tal fato, é inconcebível que as classes laboriosas e militantes invejem com tanta ânsia a posição das que parecem favorecidas da fortuna. Neste mundo, por mais que faça, cada um tem a sua parte de labor e de miséria, sua cota de sofrimentos e de decepções, donde facilmente se chega à conclusão de que a Terra é lugar de provas e de expiações.
Assim, pois, os que pregam que ela é a única morada do homem e que somente nela e numa só existência é que lhe cumpre alcançar o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam os que os escutam, visto que demonstrado está, por experiência arqui-secular, que só excepcionalmente este globo apresenta as condições necessárias à completa felicidade do indivíduo.
Em tese geral pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia a cuja conquista as gerações se lançam sucessivamente, sem jamais lograrem alcançá-la. Se o homem ajuizado é uma raridade neste mundo, o homem absolutamente feliz jamais foi encontrado.
O em que consiste a felicidade na Terra é coisa tão efêmera para aquele que não tem a guiá-lo a ponderação, que, por um ano, um mês, uma semana de satisfação completa, todo o resto da existência é uma série de amarguras e decepções. E notai, meus caros filhos, que falo dos venturosos da Terra, dos que são invejados pela multidão.
Conseguintemente, se à morada terrena são peculiares as provas e a expiação, forçoso é se admita que, algures, moradas há mais favorecidas, onde o Espírito, conquanto aprisionado ainda numa carne material, possui em toda a plenitude os gozos inerentes à vida humana. Tal a razão por que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão gravitar um dia, quando vos achardes suficientemente purificados e aperfeiçoados.
Todavia, não deduzais das minhas palavras que a Terra esteja destinada para sempre a ser uma penitenciária. Não, certamente! Dos progressos já realizados, podeis facilmente deduzir os progressos futuros e, dos melhoramentos sociais conseguidos, novos e mais fecundos melhoramentos. Essa a tarefa imensa cuja execução cabe à nova doutrina que os Espíritos vos revelaram.
Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime e que cada um de vós se despoje do homem velho. Deveis todos consagrar-vos à propagação desse Espiritismo que já deu começo à vossa própria regeneração. Corre-vos o dever de fazer que os vossos irmãos participem dos raios da sagrada luz. Mãos, portanto, à obra, meus muito queridos filhos! Que nesta reunião solene todos os vossos corações aspirem a esse grandioso objetivo de preparar para as gerações porvindouras um mundo onde já não seja vã a palavra felicidade. – François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot. (Paris, 1863.)
4. Livro dos Espíritos - Quarta Parte - Das Esperanças e Consolações - Capítulo I - Das Penas e Gozos Terrestres - Felicidade e Infelicidade Relativas
920. Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra?
“Não, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra.”
921. Concebe-se que o homem será feliz na Terra, quando a Humanidade estiver transformada. Mas, enquanto isso não se verifica, poderá conseguir uma felicidade relativa?
“O homem é quase sempre o obreiro da sua própria infelicidade. Pela prática da lei de Deus, a muitos males pode forrar-se, proporcionando a si mesmo felicidade tão grande quanto o comporte a sua existência grosseira.”
Aquele que se acha bem compenetrado de seu destino futuro não vê na vida corporal mais do que uma estação temporária, uma como parada momentânea numa hospedaria de má qualidade. Facilmente se consola de alguns aborrecimentos passageiros de uma viagem que o levará a tanto melhor posição, quanto melhor tenha cuidado dos preparativos para empreendê-la.
Já nesta vida somos punidos pelas infrações, que cometemos, das leis que regem a existência corpórea, sofrendo os males consequentes dessas mesmas infrações e dos nossos próprios excessos. Se, gradativamente, remontarmos à origem do que chamamos as nossas desgraças terrenas, veremos que, na maioria dos casos, elas são a consequência de um primeiro afastamento nosso do caminho reto. Desviando-nos deste, enveredamos por outro, mau, e, de consequência em consequência, caímos na desgraça.
922. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, algum critério de felicidade comum a todos os homens?
“Para a vida material, é a posse do necessário; para a vida moral: a boa consciência e a fé no futuro.”
5. Reflexões:
5.1 O Caminho da Felicidade – Chico Xavier
5.2 Sermão da Montanha – Joanna de Ângelis
5.3 Paz e Felicidade – Joanna de Ângelis
6. Prece final: Obrigada Jesus
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 29/03/2021 (segunda)
1. Harmonização: Ave Maria Instrumental - Sad Cello and Piano Ave Maria by Charles Gounod
2. Prece inicial: Prece à Infinita Misericórdia – André Luís (narração Haroldo Dutra)
3. E.S.E. - Cap. IV Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo - Necessidade da Encarnação (itens 25 e 26)
4. Reflexões: Sintonia Maior – Objetivos da Encarnação – Haroldo Dutra Dias
5. Livro dos Espíritos; pergunta 132 acompanhado do comentário de Miramez
6. Prece final: Ave Maria
1. Harmonização: Ave Maria Instrumental - Sad Cello and Piano Ave Maria by Charles Gounod
2. Prece inicial: Prece à Infinita Misericórdia – André Luís (narração Haroldo Dutra
3. E.S.E. - Cap. IV Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo - Necessidade da Encarnação (itens 25 e 26)
Necessidades da encarnação.
25. É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?
A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação, para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação, caso em que ela se lhes torna um castigo. — S. Luís. (Paris, 1859.)
26. Nota — Uma comparação vulgar fará se compreenda melhor essa diferença. O escolar não chega aos estudos superiores da ciência, senão depois de haver percorrido a série das classes que até lá o conduzirão. Essas classes, qualquer que seja o trabalho que exijam, são um meio de o estudante alcançar o fim e não um castigo que se lhe inflige. Se ele é esforçado, abrevia o caminho, no qual, então, menos espinhos encontra. Outro tanto não sucede àquele a quem a negligência e a preguiça obrigam a passar duplamente por certas classes. Não é o trabalho da classe que constitui a punição; esta se acha na obrigação de recomeçar o mesmo trabalho.
Assim acontece com o homem na Terra. Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência; contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, é um castigo, pela necessidade em que se vê de prolongar sua permanência em mundos inferiores e desgraçados. Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores.
Não poderiam os Espíritos encarnar uma única vez em determinado globo e preencher em esferas diferentes suas diferentes existências? Semelhante modo de ver só seria admissível se, na Terra, todos os homens estivessem exatamente no mesmo nível intelectual e moral. As diferenças que há entre eles, desde o selvagem ao homem civilizado, mostram quais os degraus que têm de subir. A encarnação, aliás, precisa ter um fim útil. Ora, qual seria o das encarnações efêmeras das crianças que morrem em tenra idade? Teriam sofrido sem proveito para si, nem para outrem. Deus, cujas leis todas são soberanamente sábias, nada faz de inútil. Pela reencarnação no mesmo globo, quis ele que os mesmos Espíritos, pondo-se novamente em contato, tivessem ensejo de reparar seus danos recíprocos. Por meio das suas relações anteriores, quis, além disso, estabelecer sobre base espiritual os laços de família e apoiar numa lei natural os princípios da solidariedade, da fraternidade e da igualdade.
4. Reflexões: Sintonia Maior – Objetivos da Encarnação – Haroldo Dutra Dias
5. Livro dos Espíritos; pergunta 132 acompanhado do comentário de Miramez
132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?
“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento em harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”
A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do universo. Deus, porém, na sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na natureza.
REENCARNAÇÃO
O objetivo da reencarnação do Espírito é o seu despertamento. Tudo que sai das mãos de Deus conduz latentes valores imortais. O tempo encarregar-se-á de formar meios e angariar métodos de acordar as almas para que elas sintam suas necessidades de progredir e de amar.
O que chamamos de perfeição são os talentos que Deus nos deu por misericórdia, aflorados e iluminados por inúmeras experiências de vivência, frente a frente com múltiplos problemas, dores e sacrifícios, na extensão de vidas sem conta, na argamassa da carne. Deus nos impôs a reencarnação para no mostrar o que temos de fazer para nós mesmos. Aquilo que devemos fazer, não podemos passar para outro; cabe-nos enfrentar os nossos deveres com a disposição que a fé nos faculta. O nosso Pai Celestial nunca se esqueceu da Sua paternidade, desde os primeiros momentos da criação, até aos Espíritos puros que o cercam dispostos a fazer a Sua vontade.
Os Espíritos se originam do mesmo princípio único, tocados com o mesmo amor pela Divindade. A justiça de Deus é perfeita em todos os rumos da Sua sabedoria, e neste entendimento é que os seres criados passam pelos mesmos processos de despertamento espiritual, mas, com reações diversas. O ponto de saída e chegada é o mesmo para todos os Seus filhos. As diferenças que encontramos de alma para alma, de homem para homem, já deves ter deduzido, é a idade de cada ser, na pauta das suas existências. Quanto, ao que muitos escritores espiritualistas dizem, que uns sofrem e outros não, na ascensão que deviam conquistar, é opinião falsa, por não encontrar ressonância na justiça do Todo-Poderoso. Se nasceram todos simples e ignorantes todos foram às escolas, onde os ensinamentos são os mesmos e idênticas às necessidades. Mesmo que as modalidades de aprendizagem sejam diversas, no fim, a soma de trabalhos, dores e sacrifícios, de esforços individuais para aquisição dos poderes, é a mesma, em busca das trilhas de libertação dos seus valores morais e espirituais.
No princípio recebemos de mãos generosas o apoio correspondente às nossas necessidades que, quando adultos passamos a doar aos que se encontram na nossa retaguarda, como compensação pelo que recebemos. Essa é uma lei: nada fica sem resposta na vida. Tudo que existe, toma forma, perde a forma e torna a tomar corpo. E a alma não pode fugir dessa lei universal, porque a reencarnação nos favorece o crescimento espiritual mais rápido. Somos, por assim dizer, agredidos pela matéria, e dessa agressão acordamos cada vez mais para o Amor, especulando em todos os sentidos para aquisição da sabedoria. Bendita seja a reencarnação, que nos aprimora e que nos eleva, dando-nos a entender que não existe a morte.
6. Prece final: Ave Maria
Acompanhado da rogativa por piedade e sabedoria para esse momento tão delicado que passamos no planeta terra! Que possamos confiar e propagar o amor e a caridade na prática! Que possamos ser instrumento de transformação, instrumentos do amor e da palavra de Deus!
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 28/03/2021 (domingo)
1. Harmonização: Não é o fim / Não espere Amanhã - Coral Solluz
2. Prece inicial: Prece a Ismael
3. E.S.E. - Cap. III - Há muitas moradas na casa de meu Pai - Mundos Regeneradores (itens 16 a 18)
4. Reflexões:
4.1. Vê como vives - cap. 2 - Vinha de Luz
4.2. Livro dos Espíritos - Questão 737 - Flagelos Destruidores
4.3. Ansiedades - cap. 8 - Pão Nosso
4.4. Mensagem do dia - cap. 9 - Tudo Passa
5. Prece final: Prece de Agradecimento
1. Harmonização: Não é o fim / Não espere Amanhã - Coral Solluz
2. Prece inicial: Prece a Ismael
3. E.S.E. - Cap. III - Há muitas moradas na casa de meu Pai - Mundos Regeneradores (itens 16 a 18)
16. Entre as estrelas que cintilam na abóbada azul do firmamento, quantos mundos não haverá como o vosso, destinados pelo Senhor à expiação e à provação! Mas, também os há mais miseráveis e melhores, como os há de transição, que se podem denominar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, a deslocar-se no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo seus mundos primitivos, de exílio, de provas, de regeneração e de felicidade. Já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre-arbítrio. Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem. Mas, ah! há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.
17. Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se. Sem dúvida, em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria; a humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca. Em todas as frontes, vê-se escrita a palavra amor; perfeita equidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para ele, cumprindo-lhe as leis.
Nesses mundos, todavia, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados. Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação. Comparados à Terra, esses mundos são bastante ditosos e muitos dentre vós se alegrariam de habitá-los, pois que eles representam a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel. Contudo, menos absorvido pelas coisas materiais, o homem divisa, melhor do que vós, o futuro; compreende a existência de outros gozos prometidos pelo Senhor aos que deles se mostrem dignos, quando a morte lhes houver de novo ceifado os corpos, a fim de lhes outorgar a verdadeira vida. Então, liberta, a alma pairará acima de todos os horizontes. Não mais sentidos materiais e grosseiros; somente os sentidos de um perispírito puro e celeste, a aspirar as emanações do próprio Deus, nos aromas de amor e de caridade que do seu seio emanam.
18. Mas, ah! nesses mundos, ainda falível é o homem e o Espírito do mal não há perdido completamente o seu império. Não avançar é recuar, e, se o homem não se houver firmado bastante na senda do bem, pode recair nos mundos de expiação, onde, então, novas e mais terríveis provas o aguardam.
Contemplai, pois, à noite, à hora do repouso e da prece, a abóbada azulada e, das inúmeras esferas que brilham sobre as vossas cabeças, indagai de vós mesmos quais as que conduzem a Deus e pedi-lhe que um mundo regenerador vos abra seu seio, após a expiação na Terra. —Santo Agostinho. (Paris, 1862.)
4. Reflexões:
4.1. Vê como vives - cap. 2 - Vinha de Luz
“E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: negociai até que eu venha.” — JESUS (Lucas, 19.13)
1 Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a sua existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus.
2 Por enquanto, o mundo apenas exige testemunhos de fé das pessoas indicadas por detentoras de mandato essencialmente religioso.
3 Os católicos romanos rodeiam de exigências os sacerdotes, desvirtuando-lhes o apostolado. 4 Os protestantes, na maioria, atribuem aos ministros evangélicos as obrigações mais completas do culto. 5 Os espiritistas reclamam de doutrinadores e médiuns as supremas demonstrações de caridade e pureza, como se a luz e a verdade da Nova Revelação pudessem constituir exclusivo patrimônio de alguns cérebros falíveis.
6 Urge considerar, porém, que o testemunho cristão, no campo transitório da luta humana, é dever de todos os homens, indistintamente.
7 Cada criatura foi chamada pela Providência a determinado setor de trabalhos espirituais na Terra.
8 O comerciante está em negócios de suprimento e de fraternidade.
9 O administrador permanece em negócios de orientação, distribuição e responsabilidade.
10 O servidor foi trazido a negócios de obediência e edificação.
11 As mães e os pais terrestres foram convocados a negócios de renúncia, exemplificação e devotamento.
12 O carpinteiro está fabricando colunas para o templo vivo do lar.
13 O cientista vive fornecendo equações de progresso que melhorem o bem-estar do mundo.
14 O cozinheiro trabalha para alimentar o operário e o sábio.
15 Todos os homens vivem na Obra de Deus, valendo-se dela para alcançarem, um dia, a grandeza divina. Usufrutuários de patrimônios que pertencem ao Pai, encontram-se no campo das oportunidades presentes, negociando com os valores do Senhor.
16 Em razão desta verdade, meu amigo, vê o que fazes e não te esqueças de subordinar teus desejos a Deus, nos negócios que por algum tempo te forem confiados no mundo.
Emmanuel
4.2. Livro dos Espíritos - Questão 737 - Flagelos Destruidores
737. Com que fim fere Deus a humanidade por meio de flagelos destruidores?
“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.” (744.)
4.3. Ansiedades - cap. 8 - Pão Nosso
“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” — (1 Pedro, 5.7)
1 As ansiedades armam muitos crimes e jamais edificam algo de útil na Terra.
2 Invariavelmente, o homem precipitado conta com todas as probabilidades contra si.
3 Opondo-se às inquietações angustiosas, falam as lições de paciência da Natureza, em todos os setores do caminho humano.
4 Se o homem nascesse para andar ansioso, seria dizer que veio ao mundo, não na categoria de trabalhador em tarefa santificante, mas por desesperado sem remissão.
5 Se a criatura refletisse mais sensatamente reconheceria o conteúdo de serviço que os momentos de cada dia lhe podem oferecer e saberia vigiar, com acentuado valor, os patrimônios próprios.
6 Indubitável que as paisagens se modificarão incessantemente, compelindo-nos a enfrentar surpresas desagradáveis, decorrentes de nossa atitude inadequada, na alegria ou na dor; contudo, representa impositivo da lei a nossa obrigação de prosseguir diariamente, na direção do bem.
7 A ansiedade tentará violentar corações generosos, porque as estradas terrenas desdobram muitos ângulos obscuros e problemas de solução difícil; entretanto, não nos esqueçamos da receita de Pedro.
8 Lança as inquietudes sobre as tuas esperanças em Nosso Pai Celestial, porque o Divino Amor cogita do bem-estar de todos nós.
9 Justo é desejar, firmemente, a vitória da luz, buscar a paz com perseverança, disciplinar-se para a união com os Planos Superiores, insistir por sintonizar-se com as Esferas mais altas. Não olvides, porém, que a ansiedade precede sempre a ação de cair.
Emmanuel
4.4. Mensagem do dia - cap. 9 - Tudo Passa
5. Prece final: Prece de Agradecimento
https://www.facebook.com/precesespirita/videos/527833050689319/
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 27/03/2021 (sábado)
Harmonização com o fundo musical durante o estudo: Música para Evangelho no lar ou oração, junto jarra ou copo de água
2. Prece inicial: Pai Nosso do Irmão Horta
3. E.S.E. - Capítulo XX - Os trabalhadores da última hora - Os obreiros do Senhor - item 5
4. Reflexão - leitura: livro Páginas e Contos do Irmão Horta, por João Nunes Maia, pág. 13, Procurei
5. Prece final: Prece de José Silvério Horta - psicografia de Francisco Cândido Xavier do livro Antologia dos Imortais, FEB 2002
1.Harmonização com o fundo musical durante o estudo: Música para Evangelho no lar ou oração, junto jarra ou copo de água
2. Prece inicial: Pai Nosso do Irmão Horta
Pai Nosso, que estás nos Céus,
Na luz dos sóis infinitos,
Pai de todos os aflitos
Deste mundo de escarcéus.
Santificado, Senhor,
Seja o teu nome sublime
Que em todo o Universo exprime
Concórdia, ternura e amor.
Venha ao nosso coração
O teu reino de bondade,
De paz e de claridade
Na estrada da redenção.
Cumpra-se o teu mandamento
Que não vacila e nem erra,
Nos Céus, como em toda a Terra
De luta e de sofrimento.
Evita-nos todo o mal,
Dá-nos o pão no caminho,
Feito na luz, no carinho
Do pão espiritual.
Perdoa-nos, meu Senhor,
Os débitos tenebrosos,
De passados escabrosos,
De iniquidade e de dor.
Auxilia-nos, também,
Nos sentimentos cristãos,
A amar nossos irmãos
Que vivem longe do bem.
Com a proteção de Jesus,
Livra a nossa alma do erro,
Sobre o mundo de desterro,
Distante da vossa luz.
Que a nossa ideal igreja
Seja o altar da Caridade,
Onde se faça a vontade
Do vosso amor...
Assim seja.
3. E.S.E. - Capítulo XX - Os trabalhadores da última hora - Os obreiros do Senhor - item 5
Os obreiros do Senhor
5. Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra”, porquanto o Senhor lhes dirá: “Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!” Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão! Clamarão: “Graça! graça!” O Senhor, porém, lhes dirá: “Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes? Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes. Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra.”
Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras: “Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus.” – O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.)
4. Reflexão - leitura: livro Páginas e Contos do Irmão Horta, por João Nunes Maia, pág. 13, Procurei
PROCUREI
Parti da Terra sem medo do infinito. A morte não me fazia descrer das promessas do Cristo.
O corpo dava a entender que não queria permitir a minha saída; de quando em vez, sugava as minhas energias mentais, a ponto de me desfalecer, mas algo mais forte dizia-me: "Vem, que a vida maior te espera, com a paz."
Não tive sofrimento ao adentrar a Pátria do Espírito; fui isolado dos turbilhões agressivos da própria natureza, pelo grão de mostarda a que se refere o Evangelho de Nosso Senhor.
Alguém me segredou aos ouvidos, no momento das grandes emoções:
"Volta e agradece ao cavalo que te serviu com obediência, pois Deus também palpita nele. Confere-lhe a tua gratidão, nesta hora de paz que desfrutas. Se o amor não tem barreiras, que ele seja extensivo â velha roupagem que o Senhor te deu, por misericórdia."
E foi o que fiz, como reconhecimento pela oportunidade física.
Olhando para o corpo como se ele fosse parte integrante da própria vida, chorei, sem que estivesse pensando em lágrimas.
Reconheci a pobreza de sentimentos da minha parte, ante a pureza e a harmonia do Universo. O que sentia em torno de mim era uma força que diminuía minha personalidade, e entendi que era um verdadeiro ignorante das coisas do espírito. Eu, verdadeiramente, não merecia o que estava vendo e ouvindo.
Reconheci imediatamente a misericórdia de Deus para com os Seus filhos e, principalmente, comigo, alma analfabeta frente à grandeza da Vida.
Procurei, nesse impasse, saber qual a verdadeira religião.
Busquei dentro de mim e encontrei um vazio interminável; somente residia no meu íntimo alguma coisa de fé natural, que já nascera comigo.
O bagaço filosófico era pasta imprestável que serviu a alguns roedores de templos, restos de lavagem cerebral dos que se acomodaram no espaço, a condicionar ideias e a ajustar o bridão nas suas mãos inquisitoriais, não permitindo os voos da alma em direção aos segredos de Deus.
Eu era uma besta de sela, servindo de montaria para outras almas que confiavam mais no animal que nelas próprias, quando precisavam das vantagens de uma oração.
Já livre do corpo, olhei para cima, ou para o que me pareceu ser em cima . . . Subi, usando o combustível da vontade; subi mais e mais, sem perder a atmosfera da terra santa que me serviu de berço. Ajoelhei-me em plena sala da casa de Deus e quis conversar com Ele, vendo o Seu magnânimo rosto através das maravilhas que eu contemplava e falei, com certa dificuldade em ser humilde.
Senhor! Quero saber. Bondade Infinita, qual a melhor religião estabelecida na Terra!
E pensei na que eu tinha pertencido. Firmei o meu olhar no Sol, onde senti o Criador mais visível,* o sol apagou-se ... Desliguei a mente, algo triste pela pergunta, e fiz outra semelhante:
— Meu Deus, e a Reforma? Pelos Teus filhos, responde-me!
E virei os olhos para a Lua e os planetas do nosso Sistema, vendo e sentindo o Senhor em todos eles. Eles desapareceram; apagaram-se no infinito . . . Tornei a olhar, melancólico, para mais além, e interroguei de novo:
— Deus meu, Deus de todas as criaturas do Universo, tem piedade de mim! Brada a Tua Voz, pelos recursos que dispões e fala-me, pelos meios que eu possa entender: qual a melhor religião do mundo? É aquela que se assegura no Alcorão, que tem como base os Seus preceitos, os quais respeitamos?
E olhei para uma guirlanda de estrelas que pareciam mais acesas, entendendo que a Grande Voz poderia falar por elas .. .
Fiquei, por instantes, a escutar, mas elas também se apagaram e desapareceram da minha visão. Atordoado, resmunguei enfraquecido:
-Grande Poder do Universo! E as ramificações da Reforma? Será que elas estão certas, mostrando a religião do espírito, como a verdadeira religião?
Fixei novamente o olhar, agora por toda a Galáxia a que pertencemos, abrangendo pelo pensamento toda ela, e esperei a Voz do Senhor: toda ela se apagou diante de mim, e desapareceu do infinito, como que um pingo de água em uma chapa quente.
Fui mencionando todas as filosofias e religiões, e aquilo em que eu fixava a mente para ouvir a resposta, desaparecia como por encanto. Fiquei só, no negrume do espaço. Não via mais a Terra, porque ela sumira também. Eu, então, chorando, sem saber o que fazer, lembrei-me de Jesus e orei com lágrimas. Senti o silêncio penetrar em meu coração e a harmonia apossar-se da minha mente. Levantei-me, reuni todas as energias de que dispunha no peito, e gritei:
— Meu Deus! Ouve-me de novo, Compassivo Senhor! Será que a religião que eu procuro é aquela que Teu filho amado pregou, pela palavra e pelo exemplo, pela alegria e pela dor, na paz e mesmo na guerra? Será que a religião verdadeira é o Amor?
Eis que, aí, acendeu-se o Sol, apareceram os mundos e a luz voltou em todo o infinito. Sopraram os ventos e cantaram os anjos, pela harmonia do Universo; os raios das estrelas orquestraram a vida, e, eu, nada diante do Tudo, vi e ouvi uma voz terna e meiga, na brandura da própria vida, ressoar um verbo que parecia nascer de tudo que existe, falando na voz dos Céus:
— É o Amor, meu filho, a verdadeira religião, a filosofia e a ciência de Deus no coração.
Ama , e serás feliz; ama , e terás paz; ama, e ser-te-á dada a vida na eternidade do Senhor! ...
De braços abertos no jardim das estrelas, curvei-me com reverência. Beijei o vento da vida, que soprava de todos os lados como se fosse o coração de Deus pulsando no peito de todas as criaturas.
E uma mão amiga, pegando a minha mão e acariciando-a, me disse:
— Vamos, Horta , à horta da Terra! As tuas mãos precisam trabalhar, para que permaneça acesa a luz do Amor dentro de ti!
5. Prece final: Prece de José Silvério Horta - psicografia de Francisco Cândido Xavier, do livro Antologia dos imortais, FEB 2002
Louvado sejas, Senhor,
nas glórias da Lar Celeste,
pelos bens que nos trouxestes,
no Evangelho redentor.
Na tarefa renovada
que o teu olhar nos consente,
de espírito reverente,
clamamos por teu amor.
Pobres cegos que fugimos
da luz a que nos elevas,
nossa oração rompe as trevas,
escuta-nos, Mestre, e vem...
Retifica-nos o passo
para a estrada corrigida,
sustentando-nos a vida,
na força do Eterno Bem.
Dá-nos, Jesus, tua bênção,
que nos consola e levanta...
Que a tua doutrina santa
vibre pura e viva em nós!
Faze, Senhor, que nós todos,
na caminhada incessante,
cada dia, cada instante,
possamos ouvir-te a voz.
Ampara-nos a esperança,
socorre-nos a pobreza,
liberta nossa alma presa
do erro e da imperfeição!...
Mestre excelso da verdade,
hoje e sempre, em toda parte,
ensina-nos a guarda-te,
no templo do coração.
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 26/03/2021 (sexta)
Harmonização e Prece inicial: Música - Re-vida - Tim e Vanessa
2. E.S.E. : Capítulo VI - O Cristo consolador - Consolador prometido (itens 3 e 4)
3. No quadro real - Capítulo 169 - Caminho Verdade e Vida - Emmanuel/Chico Xavier.
4. Prece final: Música - Doce é Sentir (Dolce Sentire) - Elizabete Lacerda
1.Harmonização e Prece inicial: Música - Re-vida - Tim e Vanessa
2. E.S.E. : Capítulo VI - O Cristo consolador - Consolador prometido (itens 3 e 4)
Consolador prometido
3. Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: – O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. – Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito. (S. JOÃO, 14:15 a 17 e 26.)
4. Jesus promete outro consolador: o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhece, por não estar maduro para o compreender, consolador que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo há dito. Se, portanto, o Espírito de Verdade tinha de vir mais tarde ensinar todas as coisas, é que o Cristo não dissera tudo; se ele vem relembrar o que o Cristo disse, é que o que este disse foi esquecido ou mal compreendido.
O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas. Advertiu o Cristo: “Ouçam os que têm ouvidos para ouvir.” O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias; levanta o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios. Vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo causa justa e fim útil a todas as dores.
Disse o Cristo: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados.” Mas, como há de alguém sentir-se ditoso por sofrer, se não sabe por que sofre? O Espiritismo mostra a causa dos sofrimentos nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. Mostra o objetivo dos sofrimentos, apontando-os como crises salutares que produzem a cura e como meio de depuração que garante a felicidade nas existências futuras. O homem compreende que mereceu sofrer e acha justo o sofrimento. Sabe que este lhe auxilia o adiantamento e o aceita sem murmurar, como o obreiro aceita o trabalho que lhe assegurará o salário. O Espiritismo lhe dá fé inabalável no futuro e a dúvida pungente não mais se lhe apossa da alma. Dando-lhe a ver do alto as coisas, a importância das vicissitudes terrenas some-se no vasto e esplêndido horizonte que ele o faz descortinar, e a perspectiva da felicidade que o espera lhe dá a paciência, a resignação e a coragem de ir até ao termo do caminho.
Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.
3. No quadro real - Capítulo 169 - Caminho Verdade e Vida - Emmanuel/Chico Xavier.
“Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo, assim como eu do mundo não sou.” — JESUS (João, 17.14)
Aprendizes do Evangelho, à espera de facilidades humanas, constituirão sempre assembleias do engano voluntário.
Senhor não prometeu aos companheiros senão continuado esforço contra as sombras até à vitória final do bem.
O cristão não é flor de ornamento para igrejas isoladas. É “sal da Terra”, força de preservação dos princípios divinos no santuário do mundo inteiro.
A palavra de Jesus, nesse particular, não padece qualquer dúvida:
“Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
“Amai vossos inimigos.
“Orai pelos que vos perseguem e caluniam.
“Bendizei os que vos maldizem.
“Emprestai sem nada esperardes.
“Não julgueis para não serdes julgados.
“Entre vós, o maior seja servo de todos.
“Buscai a porta estreita.
“Eis que vos envio como ovelhas ao meio dos lobos.
“No mundo, tereis tribulações.”
Mediante afirmativas tão claras, é impossível aguardar em Cristo um doador de vida fácil. Ninguém se aproxime d’Ele sem o desejo sincero de aprender a melhorar-se. Se Cristianismo é esperança sublime, amor celeste e fé restauradora, é também trabalho, sacrifício, aperfeiçoamento incessante.
Comprovando suas lições divinas, o Mestre Supremo viveu servindo e morreu na cruz.
4. Prece final: Música - Doce é Sentir (Dolce Sentire) - Elizabete Lacerda
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 25/03/2021 (quinta)
Harmonização: Música - Felicidade, Marcelo Jeneci.
2. Prece inicial espontânea.
3. Livro dos Espíritos, quarta parte, das esperanças e consolações, questões 920, 921 e 922.
4. E.S.E. : Capítulo XIX - XXVII, Pedi e obtereis/Instituições dos Espíritos, A felicidade que a prece proporciona (item 23).
5. Alegria Cristã - Lição 93 - Caminho Verdade e Vida - Emmanuel/Chico Xavier.
6. A Receita da Felicidade - Lição 19 – Jesus no Lar - Lição 19 - Neio Lucius/Chico Xavier.
7. Prece final: música - Felicidade - Femapa.
Harmonização: Música - Felicidade, Marcelo Jeneci.
2. Prece inicial espontânea.
3. Livro dos Espíritos, quarta parte, das esperanças e consolações, questões 920, 921 e 922.
920. Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra?
“Não, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra.”
921. Concebe-se que o homem será feliz na Terra, quando a humanidade estiver transformada. Mas, enquanto isso não se verifica, poderá conseguir uma felicidade relativa?
“O homem é quase sempre o obreiro da sua própria infelicidade. Pela prática da lei de Deus, a muitos males pode forrar-se, proporcionando a si mesmo felicidade tão grande quanto o comporte a sua existência grosseira.”
Aquele que se acha bem compenetrado de seu destino futuro não vê na vida corporal mais do que uma estação temporária, uma como parada momentânea numa hospedaria de má qualidade. Facilmente se consola de alguns aborrecimentos passageiros de uma viagem que o levará a tanto melhor posição, quanto melhor tenha cuidado dos preparativos para empreendê-la.
Já nesta vida somos punidos pelas infrações, que cometemos, das leis que regem a existência corpórea, sofrendo os males consequentes dessas mesmas infrações e dos nossos próprios excessos. Se, gradativamente, remontarmos à origem do que chamamos as nossas desgraças terrenas, veremos que, na maioria dos casos, elas são a consequência de um primeiro afastamento nosso do caminho reto. Desviando-nos deste, enveredamos por outro, mau, e, de consequência em consequência, caímos na desgraça.
922. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, algum critério de felicidade comum a todos os homens?
“Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranquila e a fé no futuro.”
4. E.S.E. : Capítulo XIX - XXVII, Pedi e obtereis/Instituições dos Espíritos, A felicidade que a prece proporciona (item 23).
23. Vinde, vós que desejais crer. Os Espíritos celestes acorrem a vos anunciar grandes coisas. Deus, meus filhos, abre os seus tesouros, para vos outorgar todos os benefícios. Homens incrédulos! Se soubésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao arrependimento e à prece! A prece! ah! como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora! A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus. No recolhimento e na solidão, estais com Deus. Para vós, já não há mistérios; eles se vos desvendam. Apóstolos do pensamento, é para vós a vida. Vossa alma se desprende da matéria e rola por esses mundos infinitos e etéreos, que os pobres humanos desconhecem. Avançai, avançai pelas veredas da prece e ouvireis as vozes dos anjos. Que harmonia! Já não são o ruído confuso e os sons estrídulos da Terra; são as liras dos arcanjos; são as vozes brandas e suaves dos serafins, mais delicadas do que as brisas matinais, quando brincam na folhagem dos vossos bosques. Por entre que delícias não caminhareis! A vossa linguagem não poderá exprimir essa ventura, tão rápida entra ela por todos os vossos poros, tão vivo e refrigerante é o manancial em que, orando, se bebe. Dulçurosas vozes, inebriantes perfumes, que a alma ouve e aspira, quando se lança a essas esferas desconhecidas e habitadas pela prece! Sem mescla de desejos carnais, são divinas todas as aspirações. Também vós, orai como o Cristo, levando a sua cruz ao Gólgota, ao Calvário. Carregai a vossa cruz e sentireis as doces emoções que lhe perpassavam n’alma, se bem que vergado ao peso de um madeiro infamante. Ele ia morrer, mas para viver a vida celestial na morada de seu Pai. – Santo Agostinho. (Paris, 1861.)
5. Alegria Cristã - Lição 93 - Caminho Verdade e Vida - Emmanuel/Chico Xavier.
93 - Alegria cristã
“Mas a vossa tristeza se converterá em alegria.” - Jesus (João, 16:20).
Nas horas que precederam a agonia da cruz, os discípulos não conseguiam disfarçar a dor, o desapontamento. Estavam tristes. Como pessoas humanas, não entendiam outras vitórias que não fossem as da Terra. Mas Jesus, com vigorosa serenidade, exortava-os: “Na verdade, na verdade, vos digo que vós chorareis e vos lamentareis; o mundo se alegrará e vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria.”
Através de séculos, viu-se no Evangelho um conjunto de notícias dolorosas - um Salvador abnegado e puro conduzido ao madeiro destinado aos infames, discípulos debandados, perseguições sem conta, martírios e lágrimas para todos os seguidores...
No entanto, essa pesada bagagem de sofrimentos Constitui os alicerces de uma vida superior, repleta de paz e alegria. Essas dores representam auxílio de Deus à terra estéril dos corações humanos. Chegam como adubo divino aos sentimentos das criaturas terrestres, para que de pântanos desprezados nasçam lírios de esperança.
Os inquietos salvadores da política e da ciência, na Crosta Planetária, receitam repouso e prazer a fim de que o espírito chore depois, por tempo indeterminado, atirado aos desvãos sombrios da consciência ferida pelas atitudes criminosas. Cristo, porém, evidenciando suprema sabedoria, ensinou a ordem natural para a aquisição das alegrias eternas, demonstrando que fornecer caprichos satisfeitos, sem advertência e medida, às criaturas do mundo, no presente estado evolutivo, é depor substâncias perigosas em mãos infantis. Por esse motivo, reservou trabalhos e sacrifícios aos companheiros amados, para que se não perdessem na ilusão e chegassem à vida real com valioso patrimônio de estáveis edificações.
Eis por que a alegria cristã não consta de prazeres da inconsciência, mas da sublime certeza de que todas as dores são caminhos para júbilos imortais.
6. A Receita da Felicidade - Lição 19 – Jesus no Lar - Lição 19 - Neio Lucius/Chico Xavier.
19 - A receita da felicidade
Tadeu, que era dos comentaristas mais inflamados, no culto da Boa Nova, em casa de Pedro, entusiasmara-se na reunião, relacionando os imperativos da felicidade humana e clamando contra os dominadores de Roma e contra os rabinos do Sinédrio.
Tocado de indisfarçável revolta, dissertou largamente sobre a discórdia e o sofrimento reinantes no povo, situando-lhes a causa nas deficiências políticas da época, e, depois que expendeu várias considerações preciosas, em torno do assunto, Jesus perguntou-lhe:
— Tadeu, como interpreta você a felicidade?
— Senhor, a felicidade é a paz de todos.
O Cristo estampou significativa expressão fisionômica e ponderou:
— Sim, Tadeu, isto não desconheço; entretanto, estimaria saber como se sentiria você realmente feliz.
O discípulo, com algum acanhamento, enunciou:
— Mestre, suponho que atingiria a suprema tranquilidade se pudesse alcançar a compreensão dos outros.
Desejo, para esse fim, que o próximo me não despreze as intenções nobres e puras.
Sei que erro, muitas vezes, porque sou humano; entretanto, ficaria contente se aqueles que convivem comigo me reconhecessem o sincero propósito de acertar.
Respiraria abençoado júbilo se pudesse confiar em meus semelhantes, deles recebendo a justa consideração de que me sinta credor, em face da elevação de meu ideal.
Suspiro pelo respeito de todos, para que eu possa trabalhar sem impedimentos.
Regozijar-me-ia se a maledicência me esquecesse.
Vivo na expectativa da cordialidade alheia e julgo que o mundo seria um paraíso se as pessoas da estrada comum se tratassem de acordo com o meu anseio honesto de ser acatado pelos demais.
A indiferença e a calúnia doem-me no coração.
Creio que o sarcasmo e a suspeita foram organizados pelos Espíritos das trevas, para tormento das criaturas.
A impiedade é um fel quando dirigida contra mim, a maldade é um fantasma de dor quando se põe ao meu encontro.
Em razão de tudo isso, sentir-me-ia venturoso se os meus parentes, afeiçoados e conterrâneos me buscassem, não pelo que aparento ser nas imperfeições do corpo, mas pelo conteúdo de boa-vontade que presumo conservar em minh’alma.
Acima de tudo, Senhor, estaria sumamente satisfeito se quantos peregrinam comigo me concedessem direito de experimentar livremente o meu gênero de felicidade pessoal, desde que me sinta aprovado pelo código do bem, no campo de minha consciência, sem ironias e críticas descabidas.
Resumindo, Mestre, eu queria ser compreendido, respeitado e estimado por todos, embora não seja, ainda, o modelo de perfeição que o Céu espera de mim, com o abençoado concurso da dor e do tempo.
Calou-se o apóstolo e esboçou-se, na sala singela, incontido movimento de curiosidade ante a opinião que o Cristo adotaria.
Alguns dos companheiros esperavam que o Amigo Celeste usasse o verbo em comprida dissertação, mas o Mestre fixou os olhos muito límpidos no discípulo e falou com franqueza e doçura:
— Tadeu, se você procura, então, a alegria e a felicidade do mundo inteiro, proceda para com os outros, como deseja que os outros procedam para com você. E caminhando cada homem nessa mesma norma, muito breve estenderemos na Terra as glórias do Paraíso.
7. Prece final: música - Felicidade - Femapa.
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 24/03/2021 (quarta)
1.Harmonização e Prece inicial: Música - Vem que eu mostrarei - Aleluia - Coral Menino Jesus
2. E.S.E. : Capítulo XIX - A fé transporta montanhas - Instruções dos espíritos: A fé: mãe da esperança e da caridade (item 11)
3. Reflexão: Café com espiritismo - A fé: a mãe da esperança e da caridade - Lusiane Bahia
4. Prece final: Oração da esperança por Divaldo Franco
1.Harmonização e Prece inicial: Música - Vem que eu mostrarei - Aleluia - Coral Menino Jesus
2. E.S.E. : Capítulo XIX - A fé transporta montanhas - Instruções dos espíritos: A fé: mãe da esperança e da caridade (item 11)
A fé: mãe da esperança da caridade
11. Para ser proveitosa, a fé tem de ser ativa; não deve entorpecer-se. Mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus, cumpre-lhe velar atentamente pelo desenvolvimento dos filhos que gerou.
A esperança e a caridade são corolários da fé e formam com esta uma trindade inseparável. Não é a fé que faculta a esperança na realização das promessas do Senhor? Se não tiverdes fé, que esperareis? Não é a fé que dá o amor? Se não tendes fé, qual será o vosso reconhecimento e, portanto, o vosso amor?
Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem. É a base da regeneração. Preciso é, pois, que essa base seja forte e durável, porquanto, se a mais ligeira dúvida a abalar, que será do edifício que sobre ela construirdes? Levantai, conseguintemente, esse edifício sobre alicerces inamovíveis. Seja mais forte a vossa fé do que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, visto que a fé que não afronta o ridículo dos homens não é fé verdadeira.
A fé sincera é empolgante e contagiosa; comunica-se aos que não na tinham, ou, mesmo, não desejariam tê-la. Encontra palavras persuasivas que vão à alma, ao passo que a fé aparente usa de palavras sonoras que deixam frio e indiferente quem as escuta. Pregai pelo exemplo da vossa fé, para a incutirdes nos homens. Pregai pelo exemplo das vossas obras para lhes demonstrardes o merecimento da fé. Pregai pela vossa esperança firme, para lhes dardes a ver a confiança que fortifica e põe a criatura em condições de enfrentar todas as vicissitudes da vida.
Tende, pois, a fé, com o que ela contém de belo e de bom, com a sua pureza, com a sua racionalidade. Não admitais a fé sem comprovação, cega filha da cegueira. Amai a Deus, mas sabendo porque o amais; crede nas suas promessas, mas sabendo porque acreditais nelas; segui os nossos conselhos, mas compenetrados do fim que vos apontamos e dos meios que vos trazemos para o atingirdes. Crede e esperai sem desfalecimento: os milagres são obras da fé. – José, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.)
3. Reflexão: Café com espiritismo - A fé: a mãe da esperança e da caridade - Lusiane Bahia
4. Prece final: Oração da esperança por Divaldo Franco
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 23/03/2021 (terça)
1.Harmonização - Que Nossos Corações se Elevem a Deus
2. Prece inicial: Pai Nosso - Orações de Fé
3. E.S.E. – Cap. XII - Amai os vossos inimigos - Pagar o mal com o bem itens (1 a 4)
4. E.S.E. - Cap. XXVII - Para os inimigos e os que nos querem mal (item 47)
5. Prece Final - A oração do Perdão - Orações de Fé
1.Harmonização - Que Nossos Corações se Elevem a Deus
2. Prece inicial: Pai Nosso - Orações de Fé
3. E.S.E. – Cap. XII - Amai os vossos inimigos - Pagar o mal com o bem itens (1 a 4)
1. Aprendestes que foi dito: “Amareis o vosso próximo e odiareis os vossos inimigos.” Eu, porém, vos digo: “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus e que faz se levante o Sol para os bons e para os maus e que chova sobre os justos e os injustos. – Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa? Não procedem assim também os publicanos? Se apenas os vossos irmãos saudardes, que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem outro tanto os pagãos?” (S. MATEUS, 5:43 a 47.)
– “Digo-vos que, se a vossa justiça não for mais abundante que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no reino dos céus.” (S. MATEUS, 5:20.)
2. “Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que as amam? – Se o bem somente o fizerdes aos que vo-lo fazem, que mérito se vos reconhecerá, dado que o mesmo faz a gente de má vida? – Se só emprestardes àqueles de quem possais esperar o mesmo favor, que mérito se vos reconhecerá, quando as pessoas de má vida se entreajudam dessa maneira, para auferir a mesma vantagem? Pelo que vos toca, amai os vossos inimigos, fazei bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma. Então, muito grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e até para os maus. – Sede, pois, cheios de misericórdia, como cheio de misericórdia é o vosso Deus.” (S. LUCAS, 6:32 a 36.)
3. Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho.
Entretanto, há geralmente equívoco no tocante ao sentido da palavra amar, neste passo. Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo. A ternura pressupõe confiança; ora, ninguém pode depositar confiança numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ninguém pode ter para com ela expansões de amizade, sabendo-a capaz de abusar dessa atitude. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver essas manifestações de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas ideias. Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo.
A diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstâncias diferentes, resulta mesmo de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo determina uma corrente fluídica que impressiona penosamente. O pensamento benévolo nos envolve num agradável eflúvio. Daí a diferença das sensações que se experimenta à aproximação de um amigo ou de um inimigo. Amar os inimigos não pode, pois, significar que não se deva estabelecer diferença alguma entre eles e os amigos. Se este preceito parece de difícil prática, impossível mesmo, é apenas por entender-se falsamente que ele manda se dê no coração, assim ao amigo, como ao inimigo, o mesmo lugar. Uma vez que a pobreza da linguagem humana obriga a que nos sirvamos do mesmo termo para exprimir matizes diversos de um sentimento, à razão cabe estabelecer as diferenças, conforme os casos.
Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contacto de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo. Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo à reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos.
4. Amar os inimigos é, para o incrédulo, um contra-senso, Aquele para quem a vida presente é tudo, vê no seu inimigo um ser nocivo, que lhe perturba o repouso e do qual unicamente a morte, pensa ele, o pode livrar. Daí, o desejo de vingar-se. Nenhum interesse tem em perdoar, senão para satisfazer o seu orgulho perante o mundo. Em certos casos, perdoar-lhe parece mesmo uma fraqueza indigna de si. Se não se vingar, nem por isso deixará de conservar rancor e secreto desejo de mal para o outro.
Para o crente e, sobretudo, para o espírita, muito diversa é a maneira de ver, porque suas vistas se lançam sobre o passado e sobre o futuro, entre os quais a vida atual não passa de um simples ponto. Sabe ele que, pela mesma destinação da Terra, deve esperar topar aí com homens maus e perversos; que as maldades com que se defronta fazem parte das provas que lhe cumpre suportar e o elevado ponto de vista em que se coloca lhe torna menos amargas as vicissitudes, quer advenham dos homens, quer das coisas. Se não se queixa das provas, tampouco deve queixar-se dos que lhe servem de instrumento. Se, em vez de se queixar, agradece a Deus o experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe dá ensejo de demonstrar a sua paciência e a sua resignação. Esta idéia o dispõe naturalmente ao perdão. Sente, além disso, que quanto mais generoso for, tanto mais se engrandece aos seus próprios olhos e se põe fora do alcance dos dardos do seu inimigo.
O homem que no mundo ocupa elevada posição não se julga ofendido com os insultos daquele a quem considera seu inferior. O mesmo se dá com o que, no mundo moral, se eleva acima da humanidade material. Este compreende que o ódio e o rancor o aviltariam e rebaixariam. Ora, para ser superior ao seu adversário, preciso é que tenha a alma maior, mais nobre, mais generosa do que a desse último.
4. E.S.E. - Cap. XXVII - Para os inimigos e os que nos querem mal (item 47)
47. Prece. – Meu Deus, perdôo a N... o mal que me fez e o que me quis fazer, como desejo me perdoes e também ele me perdoe as faltas que eu haja cometido. Se o colocaste no meu caminho, como prova para mim, faça-se a tua vontade. Livra-me, ó meu Deus, da idéia de o maldizer e de todo desejo malévolo contra ele. Faze que jamais me alegre com as desgraças que lhe cheguem, nem me desgoste com os bens que lhe poderão ser concedidos, a fim de não macular minha alma por pensamentos indignos de um cristão.
Possa a tua bondade, Senhor, estendendo-se sobre ele, induzi-lo a alimentar melhores sentimentos para comigo! Bons Espíritos, inspirai-me o esquecimento do mal e a lembrança do bem. Que nem o ódio, nem o rancor, nem o desejo de lhe retribuir o mal com outro mal me entrem no coração, porquanto o ódio e a vingança só são próprios dos Espíritos maus, encarnados e desencarnados! Pronto este ja eu, ao contrário, a lhe estender mão fraterna, a lhe pagar com o bem o mal e a auxiliá-lo, se estiver ao meu alcance. Desejo, para experimentar a sinceridade do que digo, que ocasião se me apresente de lhe ser útil; mas, sobretudo, ó meu Deus, preserva-me de fazê-lo por orgulho ou ostentação, abatendo-o com uma generosidade humilhante, o que me acarretaria a perda do fruto da minha ação, pois, nesse caso, eu mereceria me fossem aplicadas estas palavras do Cristo: Já recebeste a tua recompensa. (Cap. XIII, nos 1 e seguintes.)
5. Prece Final - A Oração do Perdão - Orações de Fé
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 22/03/2021 (segunda)
1.Harmonização - Cura-me Senhor - Elizabete Lacerda
2. Prece inicial: Oração por humildade - Meimei
3. E.S.E – Cap. VII - Bem aventurados os pobres de espírito - Aquele que se eleva será rebaixado (itens 3,4,5 e 6)
4. Pergunta Reflexão: Livro dos Espíritos - Questão 807 - Comentário Miramez
5. Prece Final e agradecimento: Oração Espontânea e com a música Alívio - Tim e Vanessa
1.Harmonização - Cura-me Senhor - Elizabete Lacerda
2. Prece inicial: Oração por humildade - Meimei
3. E.S.E – Cap. VII - Bem aventurados os pobres de espírito - Aquele que se eleva será rebaixado (itens 3,4,5 e 6)
3. Por essa ocasião, os discípulos se aproxima-ram de Jesus e lhe perguntaram: “Quem é o maior no reino dos céus?” – Jesus, chamando a si um menino, o colocou no meio deles e respondeu: “Digo-vos, em verdade, que, se não vos converterdes e tornardes quais crianças, não entrareis no reino dos céus. – Aquele, portanto, que se humilhar e se tornar pequeno como esta criança será o maior no reino dos céus – e aquele que recebe em meu nome a uma criança, tal como acabo de dizer, é a mim mesmo que recebe.” (S. MATEUS, 18:1 a 5.)
4. Então, a mãe dos filhos de Zebedeu se aproximou dele com seus dois filhos e o adorou, dando a entender que lhe queria pedir alguma coisa. – Disse-lhe ele: “Que queres?” “Manda, disse ela, que estes meus dois filhos tenham assento no teu reino, um à tua direita e o outro à tua esquerda.”– Mas, Jesus lhe respondeu: “Não sobes o que pedes; podeis vós ambos beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos.” – Jesus lhes replicou: “É certo que bebereis o cálice que eu beber; mas, pelo que respeita a vos sentardes à minha direita ou à minha esquerda, não me cabe a mim vo-lo conceder; isso será para aqueles a quem meu Pai o tem preparado.”– Ouvindo isso, os dez outros apóstolos se encheram de indignação contra os dois irmãos. – Jesus, chamando-os para perto de si, lhes disse: “Sabeis que os príncipes das nações as dominam e que os grandes as tratam com império. – Assim não deve ser entre vós; ao contrário, aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo; – e aquele que quiser ser o primeiro entre vós seja vosso escravo; – do mesmo modo que o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos.” (S. MATEUS, 20:20 a 28.)
5. Jesus entrou em dia de sábado na casa de um dos principais fariseus para aí fazer a sua refeição. Os que lá estavam o observaram. – Então, notando que os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola, dizendo: “Quando fordes convidados para bodas, não tomeis o primeiro lugar, para que não suceda que, havendo entre os convidados uma pessoa mais considerada do que vós, aquele que vos haja convidado venha a dizer-vos: dai o vosso lugar a este, e vos vejais constrangidos a ocupar, cheios de vergonha, o último lugar. – Quando fordes convidados, ide colocar-vos no último lugar, a fim de que, quando aquele que vos convidou chegar, vos diga: meu amigo, venha mais para cima. Isso então será para vós um motivo de glória, diante de todos os que estiverem convosco à mesa; – porquanto todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado.”
(S. Lucas, 14:1 e 7 a 11.)
6. Estas máximas decorrem do princípio de humildade que Jesus não cessa de apresentar como condição essencial da felicidade prometida aos eleitos do Senhor e que ele formulou assim: “Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que o reino dos céus lhes pertence.” Ele toma uma criança como tipo da simplicidade de coração e diz: “Será o maior no reino dos céus aquele que se humilhar e se fizer pequeno como uma criança, isto é, que nenhuma pretensão alimentar à superioridade ou à infalibilidade.
A mesma ideia fundamental se nos depara nesta outra máxima: Seja vosso servidor aquele que quiser tornar-se o maior, e nesta outra: Aquele que se humilhar será exalçado e aquele que se elevar será rebaixado.
O Espiritismo sanciona pelo exemplo a teoria, mostrando-nos na posição de grandes no mundo dos Espíritos os que eram pequenos na Terra; e bem pequenos, muitas vezes, os que na Terra eram os maiores e os mais poderosos. E que os primeiros, ao morrerem, levaram consigo aquilo que faz a verdadeira grandeza no céu e que não se perde nunca: as virtudes, ao passo que os outros tiveram de deixar aqui o que lhes constituía a grandeza terrena e que se não leva para a outra vida: a riqueza, os títulos, a glória, a nobreza do nascimento. Nada mais possuindo senão isso chegam ao outro mundo privados de tudo, como náufragos que tudo perderam, até as próprias roupas. Conservaram apenas o orgulho que mais humilhante lhes torna a nova posição, porquanto veem colocados acima de si e resplandecentes de glória os que eles na Terra espezinharam.
O Espiritismo aponta-nos outra aplicação do mesmo princípio nas encarnações sucessivas, mediante as quais os que, numa existência, ocuparam as mais elevadas posições, descem, em existência seguinte, às mais ínfimas condições, desde que os tenham dominado o orgulho e a ambição. Não procureis, pois, na Terra, os primeiros lugares, nem vos colocar acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer. Buscai, ao contrário, o lugar mais humilde e mais modesto, porquanto Deus saberá dar-vos um mais elevado no céu, se o merecerdes.
4. Pergunta Reflexão: Livro dos Espíritos - Questão 807 - Comentário Miramez
Parte Terceira - Das leis morais
CAPÍTULO IX - DA LEI IGUALDADE
Desigualdades sociais
807. Que se deve pensar dos que abusam da superioridade de suas posições sociais, para, em proveito próprio, oprimir os fracos?
“Merecem anátema! Ai deles! Serão, a seu turno, oprimidos: renascerão numa existência em que terão de sofrer tudo o que tiverem feito sofrer aos outros.” (684)
Questão 807 comentada - Miramez
OPRESSÃO AOS MAIS FRACOS
O que se deve pensar dos opressores que se encontram em toda parte, espalhando o sofrimento, principalmente aos fracos, os já oprimidos pelos seus próprios atos do passado? Eles deverão continuar a nascer, e a natureza os corrigirá por duros processos. Depois dessa esfrega, aprenderão a respeitar aos seus semelhantes onde eles estiverem, na posição a que forem chamados para o seu progresso.
Cabe, principalmente aos espíritas, divulgar a mensagem da reencarnação, no sentido de que se evitem muitos dissabores nos caminhos dos que tendem às perseguições aos opressores, dos que usam sua posição social bem posta para ofender e exigir.
Todos os nossos gestos, todos os nossos feitos são sementes que lançamos na Terra dos que nos ouvem e daqueles que violentamos; a semeadura é livre, contudo, a colheita é obrigatória. As posições sociais são mutáveis; os bens materiais que se tem hoje, no amanhã podem faltar. Não somos donos de nada, pois tudo pertence ao Criador; o que Ele nos dá agora, pode tomar depois, se não soubermos fazer uso dos bens que nos confiou. Somente podemos mudar de pensamentos com a presença de Jesus no coração; abramo-lo, para que Ele possa entrar e reinar no centro de nossas vidas.
Enquanto ignorarmos essa ciência, sofreremos por nossa ignorância. Ativemos nossa razão, para que essa razão dê lugar a outras qualidades espirituais e possamos sentir e procurar a felicidade. Vejamos o que anotou Lucas, no capítulo um, versículo trinta e três:
Ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó e o seu reinado não terá fim.
A casa de Jacó para os nossos dias é a nossa consciência, que despertando para a verdade sabemos guiar para o caminho da perfeição.
A missão do Espiritismo no mundo é fazer conhecida a mensagem do Cristo para a humanidade. Ele comanda por dentro e por fora das criaturas, despertando almas e ativando consciências, de maneira a acender a luz de Deus dentro das almas em marcha divina.
Os espíritas têm à sua frente muita coisa para fazer; em primeiro lugar, o conserto de si mesmos, depois, ajudar aos outros pelo exemplo de vida reta, na retidão de Jesus, acendendo luz em toda parte aonde forem chamados a servir. Ouçamos o chamado dos benfeitores da espiritualidade, que disseram e continuam a dizer
- "Espíritas! Amai-vos e instruí-vos!", porque assim poderemos servir de guias para os que se encontram na retaguarda e poderemos ajudar no silêncio, construindo o céu na própria vida.
Se queremos herdar o bem, plantemos o bem; se queremos a caridade, façamo-la; se queremos ser amados, amemos a todos na mesma extensão da fraternidade. Dos que ainda perseveram no erro e na maldade, devemos ter piedade, pois no amanhã encontrarão quem lhes dará as mãos. Esqueçamos os velhos erros pela corrigenda, e trilharemos os caminhos de luz, pelos processos da paz de consciência, sob a proteção do Cristo de Deus.
O homem verdadeiramente superior é aquele que não se mostra como tal. Os que oprimem, somente buscam as coisas exteriores. Os seus caminhos são duros de passar, mas somente assim poderão conhecer as lições da honestidade e do amor para com todos e para com tudo.
Que Deus nos abençoe a todos, para compreendermos na sua profundidade as lições da natureza, na expressão mais linda da vida, configurando Jesus como o filho dileto de Deus.
5. Prece Final e agradecimento: Oração Espontânea com a música Alívio - Tim e Vanessa
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 21/03/2021 (domingo)
1.Harmonização - Uma grande viagem - Coral Solluz
2. Prece inicial – espontânea
3. E.S.E –Cap. IV - O Evangelho segundo o Espiritismo - Ninguém poderá ver o reino do Deus se não nascer de novo (itens 1, 2, e 3)
4. Reflexão:
4.1. A reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unidade da existência os rompe.
4.2. Vídeo Laços de família - Grupo Espírita GEESE
4.3. Vinha de luz – Amai-vos – Emmanuel/Chico Xavier
5. Prece Final: Espontânea ao som da música - Te levarei - Coral Solluz
1.Harmonização - Uma grande viagem - Coral Solluz
2. Prece inicial – espontânea
3. E.S.E –Cap. IV - O Evangelho segundo o Espiritismo - Ninguém poderá ver o reino do Deus se não nascer de novo (itens 1, 2 e 3)
Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo
1. Jesus, tendo vindo às cercanias de Cesareia de Filipe, interrogou assim seus discípulos: “Que dizem os homens, com relação ao Filho do Homem? Quem dizem que eu sou?” — Eles lhe responderam: “Dizem uns que és João Batista; outros, que Elias; outros, que Jeremias, ou algum dos profetas.” — Perguntou-lhes Jesus: “E vós, quem dizeis que eu sou?” — Simão Pedro, tomando a palavra, respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo:” — Replicou-lhe Jesus: “Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que isso te revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.” (S. MATEUS, 16:13 a 17; S. MARCOS, 8:27 a 30.)
2. Nesse ínterim, Herodes, o Tetrarca, ouvira falar de tudo o que fazia Jesus e seu espírito se achava em suspenso — porque uns diziam que João Batista ressuscitara dentre os mortos; outros que aparecera Elias; e outros que um dos antigos profetas ressuscitara. — Disse então Herodes: “Mandei cortar a cabeça a João Batista; quem é então esse de quem ouço dizer tão grandes coisas?” E ardia por vê-lo. (S. MARCOS, 6:14 a 16; S. LUCAS, 9:7 a 9.)
3. (Após a transfiguração.) Seus discípulos então o interrogaram desta forma: “Por que dizem os escribas ser preciso que antes volte Elias?” — Jesus lhes respondeu: “É verdade que Elias há de vir e restabelecer todas as coisas: — mas, eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve. É assim que farão sofrer o Filho do Homem.” — Então, seus discípulos compreenderam que fora de João Batista que ele falara. (S. MATEUS, 17:10 a 13; –S. MARCOS, 9:11 a 13.)
4. Reflexão:
4.1. A reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unidade da existência os rompe - KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 4. Livro eletrônico gratuito.
Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princípio oposto, sim, os destrói.
No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa, porquanto, ao regressarem à erraticidade, novamente se reúnem como amigos que voltam de uma viagem. Muitas vezes, até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui reunir-se numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento.
Cada vez menos presos à matéria, mais viva se lhes torna a afeição recíproca, pela razão mesma de que, mais depurada, não tem a perturbá-la o egoísmo, nem as sombras das paixões. Podem, portanto, percorrer, assim, ilimitado número de existências corpóreas, sem que nenhum golpe receba a mútua estima que os liga.
Está bem visto que aqui se trata de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à destruição do corpo, porquanto os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos. Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem. Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre. No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu.
A união e a afeição que existem entre pessoas parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou, Daí vem que, falando-se de alguém cujo caráter, gostos e pendores nenhuma semelhança apresentam com os dos seus parentes mais próximos, se costuma dizer que ela não é da família. Dizendo-se isso, enuncia-se uma verdade mais profunda do que se supõe. Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contato dos bons e por efeito dos cuidados que se lhes dispensam. O caráter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatizas se esvaem. E desse modo que se opera a fusão das diferentes categorias de Espíritos, como se dá na Terra com as raças e os povos.
O temor de que a parentela aumente indefinidamente, em consequência da reencarnação, é de fundo egoístico: prova, naquele que o sente, falta de amor bastante amplo para abranger grande número de pessoas. Um pai, que tem muitos filhos, ama-os menos do que amaria a um deles, se fosse único? Mas, tranquilizem-se os egoístas: não há fundamento para semelhante temor. Do fato de um homem ter tido dez encarnações, não se segue que vá encontrar, no mundo dos Espíritos, dez pais, dez mães, dez mulheres e um número proporcional de filhos e de parentes novos. Lá encontrará sempre os que foram objeto da sua afeição, os quais se lhe terão ligado na Terra, a títulos diversos, e, talvez, sob o mesmo título.
Vejamos agora as consequências da doutrina antireencarcionista. Ela, necessariamente, anula a preexistência da alma. Sendo estas criadas ao mesmo tempo que os corpos, nenhum laço anterior há entre elas, que, nesse caso, serão completamente estranhas umas às outras. O pai é estranho a seu filho. A filiação das famílias fica assim reduzida à só filiação corporal, sem qualquer laço espiritual. Não há então motivo algum para quem quer que seja glorificar-se de haver tido por antepassados tais ou tais personagens ilustres. Com a reencarnação, ascendentes e descendentes podem já se terem conhecido, vivido juntos, amado, e podem reunir-se mais tarde, a fim de apertarem entre si os laços de simpatia.
Isso quanto ao passado. Quanto ao futuro, segundo um dos dogmas fundamentais que decorrem da não-reencarnação, a sorte das almas se acha irrevogavelmente determinada, após uma só existência. A fixação definitiva da sorte implica a cessação de todo progresso, pois desde que haja qualquer progresso já não há sorte definitiva. Conforme tenham vivido bem ou mal, elas vão imediatamente para a mansão dos bem-aventurados, ou para o inferno eterno. Ficam assim, imediatamente e para sempre, separadas e sem esperança de tornarem a juntar-se, de forma que pais, mães e filhos, maridos e mulheres, irmãos, irmãs e amigos jamais podem estar certos de se verem novamente; é a ruptura absoluta dos laços de família.
Com a reencarnação e progresso a que dá lugar, todos os que se amaram tornam a encontrar-se na Terra e no espaço e juntos gravitam para Deus. Se alguns fraquejam no caminho, esses retardam o seu adiantamento e a sua felicidade, mas não há para eles perda de toda esperança. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal em que se enterraram.
Com a reencarnação, finalmente, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, e, daí, estreitamento dos laços de afeição.
Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro de além-túmulo: 1ª, o nada, de acordo com a doutrina materialista; 2ª, a absorção no todo universal, de acordo com a doutrina panteísta; 3ª, a individualidade, com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina da Igreja; 4ª, a individualidade, com progressão indefinita, conforme a Doutrina Espírita. Segundo as duas primeiras, os laços de família se rompem por ocasião da morte e nenhuma esperança resta às almas de se encontrarem futuramente. Com a terceira, há para elas a possibilidade de se tornarem a ver, desde que sigam para a mesma região, que tanto pode ser o inferno como o paraíso. Com a pluralidade das existências, inseparável da progressão gradativa, há a certeza na continuidade das relações entre os que se amaram, e é isso o que constitui a verdadeira família.
4.2. Vídeo Laços de família - Grupo Espírita GEESE
4.3. Vinha de luz – Amai-vos – Emmanuel/Chico Xavier
Amai-vos
“Não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade.” — JOÃO (1 João, 3.18)
1 Por norma de fraternidade pura e sincera, recomenda a Palavra Divina: “Amai-vos uns aos outros.” ( † )
2 Não determina seleções.
3 Não exalta conveniências.
4 Não impõe condicionais.
5 Não desfavorece os infelizes.
6 Não menoscaba os fracos.
7 Não faz privilégios.
8 Não pede o afastamento dos maus.
9 Não desconsidera os filhos do lar alheio.
10 Não destaca a parentela consanguínea.
11 Não menospreza os adversários.
12 E o apóstolo acrescenta — “Não amemos de palavra, mas através das obras, com todo o fervor do coração”.
13 O Universo é o nosso domicílio. A Humanidade é a nossa família.
14 Aproximemo-nos dos piores, para ajudar. Aproximemo-nos dos melhores, para aprender.
15 Amarmo-nos, servindo uns aos outros, não de boca, mas de coração, constitui para nós todos o glorioso caminho de ascensão.
Emmanuel
5. Prece Final: Espontânea ao som da música - Te levarei - Coral Solluz
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 20/03/2021 (sábado)
1.Harmonização e prece inicial – O poema divino
2. E.S.E – cap. XVI – Não se pode servir a Deus e a Mamon - Instruções dos espíritos - A verdadeira propriedade (item 9)
3. Livro dos Espíritos - Parte Terceira - Das leis morais - cap. XI - Da lei de justiça, de amor e de caridade - Direito de propriedade - Roubo - Questões 880 a 885
4. Prece final: Oração da Esperança - Espiritismo - Divaldo Pereira Franco - Áudio
1.Harmonização e prece inicial – O poema divino
2. E.S.E – cap. XVI – Não se pode servir a Deus e a Mamon - Instruções dos espíritos - A verdadeira propriedade (item 9)
9. O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade no outro mundo do que neste. Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura. Quando alguém vai a um país distante, constitui a sua bagagem de objetos utilizáveis nesse país; não se preocupa com os que ali lhe seriam inúteis. Procedei do mesmo modo com relação à vida futura; aprovisionai-vos de tudo o de que lá vos possais servir.
Ao viajante que chega a um albergue, bom alojamento é dado, se o pode pagar. A outro, de parcos recursos, toca um menos agradável. Quanto ao que nada tenha de seu, vai dormir numa enxerga. O mesmo sucede ao homem, à sua chegada no mundo dos Espíritos: depende dos seus haveres o lugar para onde vá. Não será, todavia, com o seu ouro que ele o pagará. Ninguém lhe perguntará: Quanto tinhas na Terra? Que posição ocupavas? Eras príncipe ou operário? Perguntar-lhe-ão: Que trazes contigo? Não se lhe avaliarão os bens, nem os títulos, mas a soma das virtudes que possua. Ora, sob esse aspecto, pode o operário ser mais rico do que o príncipe. Em vão alegará que antes de partir da Terra pagou a peso de ouro a sua entrada no outro mundo. Responder-lhe-ão: Os lugares aqui não se compram: conquistam-se por meio da prática do bem. Com a moeda terrestre, hás podido comprar campos, casas, palácios; aqui, tudo se paga com as qualidades da alma. És rico dessas qualidades? Sê bem-vindo e vai para um dos lugares da primeira categoria, onde te esperam todas as venturas. És pobre delas? Vai para um dos da última, onde serás tratado de acordo com os teus haveres. – Pascal. (Genebra, 1860.)
3. Livro dos Espíritos - Parte Terceira - Das leis morais - cap. XI - Da lei de justiça, de amor e de caridade - Direito de propriedade - Roubo - Questões 880 a 885
880. Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?
“O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal.”
881. O direito de viver dá ao homem o de acumular bens que lhe permitam repousar quando não mais possa trabalhar?
“Dá, mas ele deve fazê-lo em família, como a abelha, por meio de um trabalho honesto, e não como egoísta. Há mesmo animais que lhe dão o exemplo de previdência.”
882. Tem o homem o direito de defender os bens que haja conseguido juntar pelo seu trabalho?
“Não disse Deus: Não roubarás? E Jesus não disse: Dai a César o que é de César?”
O que, por meio do trabalho honesto, o homem junta constitui legítima propriedade sua, que ele tem o direito de defender, porque a propriedade que resulta do trabalho é um direito natural, tão sagrado quanto o de trabalhar e de viver.
883. É natural o desejo de possuir?
“Sim, mas quando o homem deseja possuir para si somente e para sua satisfação pessoal, o que há é egoísmo.”
a) — Não será, entretanto, legítimo o desejo de possuir, uma vez que aquele que tem de que viver a ninguém é pesado?
“Há homens insaciáveis, que acumulam bens sem utilidade para ninguém, ou apenas para saciar suas paixões.
Julgas que Deus vê isso com bons olhos? Aquele que, ao contrário, junta pelo trabalho, tendo em vista socorrer os seus semelhantes, pratica a lei de amor e caridade, e Deus abençoa o seu trabalho.”
884. Qual o caráter da legítima propriedade?
“Propriedade legítima só é a que foi adquirida sem prejuízo de outrem.” (808.)
Proibindo-nos que façamos aos outros o que não desejaríamos que nos fizessem, a lei de amor e de justiça nos proíbe, ipso facto, a aquisição de bens por quaisquer meios que lhe sejam contrários.
885. Será ilimitado o direito de propriedade?
“É fora de dúvida que tudo o que legitimamente se adquire constitui uma propriedade. Mas, como já dissemos, a legislação dos homens, porque imperfeita, consagra muitos direitos convencionais que a justiça natural reprova. Essa a razão por que eles reformam suas leis, à medida que o progresso se efetua e que melhor compreendem a justiça. O que num século parece perfeito, afigura-se bárbaro no século seguinte.” (795.)
4. Prece final: Oração da Esperança - Espiritismo - Divaldo Pereira Franco - Áudio
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 19/03/2021 (sexta)
Harmonização e prece inicial – Aurora – Tim e Vanessa
E.S.E – cap. XXV – Buscai e Achareis – Observai os pássaros do céu (itens 6 e 7)
3. Livro dos Espíritos - Questão 707
4. Prece final: Acalma o teu coração. Pe. Fábio de Melo
1.Harmonização e prece inicial – Aurora – Tim e Vanessa
2. E.S.E – cap. XXV – Buscai e Achareis – Observai os pássaros do céu (itens 6 e 7)
Observai os pássaros do céu
6. Não acumuleis tesouros na Terra, onde a ferrugem e os vermes os comem e onde os ladrões os desenterram e roubam; – acumulai tesouros no céu, onde nem a ferrugem, nem os vermes os comem; – porquanto, onde está o vosso tesouro aí está também o vosso coração.
Eis por que vos digo: Não vos inquieteis por saber onde achareis o que comer para sustento da vossa vida, nem de onde tirareis vestes para cobrir o vosso corpo. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que as vestes?
Observai os pássaros do céu: não semeiam, não ceifam, nada guardam em celeiros; mas, vosso Pai celestial os alimenta. Não sois muito mais do que eles? – e qual, dentre vós, o que pode, com todos os seus esforços, aumentar de um côvado a sua estatura?
Por que, também, vos inquietais pelo vestuário? Observai como crescem os lírios dos campos: não trabalham, nem fiam; – entretanto, eu vos declaro que nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. – Ora, se Deus tem o cuidado de vestir dessa maneira a erva dos campos, que existe hoje e amanhã será lançada na fornalha, quanto maior cuidado não terá em vos vestir, ó homens de pouca fé!
Não vos inquieteis, pois, dizendo: Que comeremos? ou: que beberemos? ou: de que nos vestiremos? – como fazem os pagãos, que andam à procura de todas essas coisas; porque vosso Pai sabe que tendes necessidade delas.
Buscai primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, que todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo. – Assim, pois, não vos ponhais inquietos pelo dia de amanhã, porquanto o amanhã cuidará de si. A cada dia basta o seu mal.
(S. MATEUS, 6:19 a 21 e 25 a 34.)
7. Interpretadas à letra, essas palavras seriam a negação de toda previdência, de todo trabalho e, conseguintemente, de todo progresso. Com semelhante princípio, o homem limitar-se-ia a esperar passivamente. Suas forças físicas e intelectuais conservar-se-iam inativas. Se tal fora a sua condição normal na Terra, jamais houvera ele saído do estado primitivo e, se dessa condição fizesse ele a sua lei para a atualidade, só lhe caberia viver sem fazer coisa alguma. Não pode ter sido esse o pensamento de Jesus, pois estaria em contradição com o que disse de outras vezes, com as próprias leis da Natureza. Deus criou o homem sem vestes e sem abrigo, mas deu-lhe a inteligência para fabricá-los. (Cap. XIV, nº 6; cap. XXV, nº 2.)
Não se deve, portanto, ver, nessas palavras, mais do que uma poética alegoria da Providência, que nunca deixa ao abandono os que nela confiam, querendo, todavia, que esses, por seu lado, trabalhem. Se ela nem sempre acode com um auxílio material, inspira as ideias com que se encontram os meios de sair da dificuldade. (Cap. XXVII, nº 8.).
Deus conhece as nossas necessidades e a elas provê, como for necessário. O homem, porém, insaciável nos seus desejos, nem sempre sabe contentar-se com o que tem: o necessário não lhe basta; reclama o supérfluo. A Providência, então, o deixa entregue a si mesmo. Frequentemente, ele se torna infeliz por culpa sua e por haver desatendido à voz que por intermédio da consciência o advertia. Nesses casos, Deus fá-lo sofrer as consequências, a fim de que lhe sirvam de lição para o futuro. (Cap. V, nº 4.)
3. Livro dos Espíritos - Questão 707
707. É frequente a certos indivíduos faltarem os meios de subsistência, ainda quando os cerca a abundância. A que se deve atribuir isso?
“Ao egoísmo dos homens, que nem sempre fazem o que lhes cumpre. Depois, e as mais das vezes, devem-no a si mesmos. Buscai e achareis: essas palavras não querem dizer que, para achar o que deseje, basta que o homem olhe para a terra, mas que lhe é preciso procurá-lo, não com indolência, e sim com ardor e perseverança, sem desanimar ante os obstáculos, que muito amiúde são simples meios de que se utiliza a Providência para lhe experimentar a constância, a paciência e a firmeza.” (534.)
Se é certo que a civilização multiplica as necessidades, também o é que multiplica as fontes de trabalho e os meios de viver. Forçoso, porém, é convir em que, a tal respeito, muito ainda lhe resta por fazer. Quando ela houver concluído a sua obra, ninguém deverá haver que possa queixar-se de lhe faltar o necessário, a não ser por sua própria culpa. A desgraça, para muitos, provém de enveredarem por uma senda diversa da que a natureza lhes traça. É então que lhes falece a inteligência para o bom êxito. Para todos há lugar ao Sol, mas com a condição de que cada um ocupe o seu e não o dos outros. A natureza não pode ser responsável pelos defeitos da organização social, nem pelas consequências da ambição e do amor-próprio.
Seria preciso, entretanto, ser-se cego, para se não reconhecer o progresso que, quanto a isso, têm feito os povos mais adiantados. Graças aos louváveis esforços que, juntas, a filantropia e a Ciência não cessam de despender para melhorar a condição material dos homens, mesmo com o crescimento incessante das populações a insuficiência da produção se acha atenuada, pelo menos em grande parte, e os anos mais calamitosos do presente não se podem de modo algum comparar aos de outrora. A higiene pública, elemento tão essencial da força e da saúde, a higiene pública, que nossos pais não conheceram, é objeto de esclarecida solicitude. O infortúnio e o sofrimento encontram onde se refugiem. Por toda parte a Ciência contribui para acrescer o bem-estar. Poder-se-á dizer que já se haja chegado à perfeição? Oh! Não, certamente; mas, o que já se fez deixa prever o que, com perseverança, se logrará conseguir, se o homem se mostrar bastante sensato para procurar a sua felicidade nas coisas positivas e sérias e não em utopias que o levam a recuar, em vez de fazê-lo avançar.
4. Prece final: Acalma o teu coração. Pe. Fábio de Melo (recomenda-se assistir os primeiros 10 minutos)
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 18/03/2021 (quinta)
1. Prece Inicial – Bem aventurados os pobres de espírito – Vida e Caminho – Emmanuel – narração Haroldo Dutra Dias
2. Inquietações - cap. 38 do livro Luz Imperecível - Honório Onofre Abreu
3. Reflexão – Não andeis cuidadosos – Mateus 6:25-34 - Palavra Viva
4. Prece final: Prece de Cáritas – Ana Rosa
1. Prece Inicial – “Bem aventurados os pobres de espírito – Vida e Caminho – Emmanuel – narração Haroldo Dutra Dias
2. Inquietações - cap. 38 do livro Luz Imperecível - Honório Onofre Abreu
Inquietações (38 )
Mt. 6:31
"Não andeis pois inquietos, dizendo: Que
comeremos, ou que beberemos, ou com que
nos vestiremos?"
Não andeis pois inquietos, dizendo:" - O ato de dizer é uma constante do caminho. Expressa verbalização, recurso inerente a todos os seres. Por ele, consciente ou inconscientemente, veiculamos aquilo que detemos e os ideais que cultivamos. "Dizendo", vivemos cada instante da experiência. Refletindo antes de dizer, usando da faculdade de pensar, habilitamo-nos a externar o melhor, segundo os padrões que alimentamos.
Exteriorizando o que sentimos estamos lançando sementes a germinarem no ambiente, influenciando positiva ou negativamente o campo e os seres a que estamos jungidos.
Selecionando pensamentos, à luz do Evangelho, passamos a veicular, por consequência, elementos mais nobres que, vertidos nas bases da existência, acabam por assegurar um padrão mais feliz de vida.
A partir daí, também, candidatamo-nos a fugir da "inquietação" que, apesar de amplamente presente na atualidade, tem sua participação no plano da existência, através dos milênios. À época de Jesus, ela já se insinuava, minando a segurança e a alegria de muitos. Felicitados hoje pelo conhecimento do Espiritismo, grande número de criaturas vem conseguindo administrar com equilíbrio os minutos, descobrindo a importância de cada fato e o papel que cada um desenvolve no espaço e no tempo, segundo os ditames do Criador.
Valorização das horas, diligência, aproveitamento inteligente de cada fato, são iniciativas a definirem crescimento. Enquanto alguns se valem de suas faculdades de discernimento, não são poucos os que, chumbados na desconfiança ou no desânimo, ociosos ou indiferentes, agasalham-se nas teias da inconformação e da inquietude, lançando na esteira dos séculos, os gérmens da desilusão, a que fatalmente terão que se defrontar no momento certo.
"Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?" - Com a consciência em paz, não precisamos andar preocupados com o que comer, beber ou vestir. Há muitas necessidades artificiais e reais, produto da propaganda ou do espírito de competição.
Quanto menor o campo de abrangência das necessidades, maior o reconforto íntimo pela natural eliminação das preocupações e das inquietações. Por quê poderemos estar tranquilos? Porque há a Lei de Causa e Efeito. Privando o semelhante daquilo que por direito lhe pertence, a carência que então advém, leva-o ao sofrimento. Os que hoje passam fome, sede ou estão ao desabrigo criaram, no passado, situação idêntica para alguém ou mal administraram os recursos divinos à sua disposição.
Ao lado dessas injunções, decorrentes da Lei, está também a presença de criaturas dentro das mesmas dificuldades aceitando os testemunhos de privações no fortalecimento de corações visitados pelas provações maiores.
Obra: Luz Imperecível, Coordenação: Honório Onofre de Abreu
Estudo Interpretativo do Evangelho
à Luz da Doutrina Espírita
3. Reflexão – Não andeis cuidadosos – Mateus 6:25-34 - Palavra Viva
4. Prece final: Prece de Cáritas – Ana Rosa
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 17/03/2021 (quarta)
1. E.S.E. - Cap 12 - Amai os vossos inimigos - Pagar o mal com o bem (tem 4)
2. Livro dos Espíritos - Questão 937
3. O Evangelho do dia - Allan Kardec - vol 2 - Pág 54 - Prece
4. Prece final: Prece do Amor (Emmanuel/Chico Xavier) – Elizabete Lacerda
1. E.S.E. - Cap 12 - Amai os vossos inimigos - Pagar o mal com o bem (tem 4)
4. Amar os inimigos é, para o incrédulo, um contra-senso, Aquele para quem a vida presente é tudo, vê no seu inimigo um ser nocivo, que lhe perturba o repouso e do qual unicamente a morte, pensa ele, o pode livrar. Daí, o desejo de vingar-se. Nenhum interesse tem em perdoar, senão para satisfazer o seu orgulho perante o mundo. Em certos casos, perdoar-lhe parece mesmo uma fraqueza indigna de si. Se não se vingar, nem por isso deixará de conservar rancor e secreto desejo de mal para o outro.
Para o crente e, sobretudo, para o espírita, muito diversa é a maneira de ver, porque suas vistas se lançam sobre o passado e sobre o futuro, entre os quais a vida atual não passa de um simples ponto. Sabe ele que, pela mesma destinação da Terra, deve esperar topar aí com homens maus e perversos; que as maldades com que se defronta fazem parte das provas que lhe cumpre suportar e o elevado ponto de vista em que se coloca lhe torna menos amargas as vicissitudes, quer advenham dos homens, quer das coisas. Se não se queixa das provas, tampouco deve queixar-se dos que lhe servem de instrumento. Se, em vez de se queixar, agradece a Deus o experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe dá ensejo de demonstrar a sua paciência e a sua resignação. Esta idéia o dispõe naturalmente ao perdão. Sente, além disso, que quanto mais generoso for, tanto mais se engrandece aos seus próprios olhos e se põe fora do alcance dos dardos do seu inimigo.
O homem que no mundo ocupa elevada posição não se julga ofendido com os insultos daquele a quem considera seu inferior. O mesmo se dá com o que, no mundo moral, se eleva acima da humanidade material. Este compreende que o ódio e o rancor o aviltariam e rebaixariam. Ora, para ser superior ao seu adversário, preciso é que tenha a alma maior, mais nobre, mais generosa do que a desse último.
2. Livro dos Espíritos - Questão 937
Decepções. Ingratidão. Afeições destruídas.
937. Para o homem de coração, as decepções oriundas da ingratidão e da fragilidade dos laços da amizade não são também uma fonte de amarguras?
“São; porém, deveis lastimar os ingratos e os amigos infiéis: serão muito mais infelizes do que vós. A ingratidão é filha do egoísmo e o egoísta topará mais tarde com corações insensíveis, como o seu próprio o foi. Lembrai-vos de todos os que fizeram mais bem do que vós, que valeram muito mais do que vós e que tiveram por paga a ingratidão. Lembrai-vos de que o próprio Jesus foi, quando no mundo, injuriado e menosprezado, tratado de velhaco e impostor, e não vos admireis de que o mesmo vos suceda. Seja o bem que houverdes feito a vossa recompensa na Terra e não atenteis no que dizem os que receberam os vossos benefícios. A ingratidão é uma prova para a vossa perseverança na prática do bem; ser-vos-á levada em conta, e os que vos forem ingratos serão tanto mais punidos quanto maior lhes tenha sido a ingratidão.”
3. O Evangelho do dia - Allan Kardec - vol 2 - Pág 54 - Prece
Bons espíritos que me protegeis, não permitais que eu conceba, na ideia de orar pelos meus inimigos, um pesar. Desviai de mim a inveja e o ciúme que rebaixam. Inspirai-me, ao contrário a generosidade que eleva. A humilhação está no mail e não no bem, e sabemos que, cedo ou tarde, justiça será feita a cada um segundo as suas obras.
4. Prece final: Prece do Amor (Emmanuel/Chico Xavier) – Elizabete Lacerda
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 16/03/2021 (terça)
1. Harmonização e prece inicial: A Nova Era - Willi, Vanessa, Cacau e Cássio
2. E.S.E. - Cap. I - Não vim destruir a lei - A nova era (item 9)
3. Reflexões
3.1. Livro dos Espíritos - Questão 783
3.2. Cumprimento da lei - Emmanuel
3.3. A chegada da Era Nova - Divaldo Franco
4. Prece final: espontânea ao som de Mundo Escola - Tim e Vanessa
1. Harmonização e prece inicial: A Nova Era - Willi, Vanessa, Cacau e Cássio
2. E.S.E. - Cap. I - Não vim destruir a lei - A nova era (item 9)
9. Deus é único e Moisés é o Espírito que ele enviou em missão para torná-lo conhecido não só dos hebreus, como também dos povos pagãos. O povo hebreu foi o instrumento de que se serviu Deus para se revelar por Moisés e pelos profetas, e as vicissitudes por que passou esse povo destinavam-se a chamar a atenção geral e a fazer cair o véu que ocultava aos homens a divindade.
Os mandamentos de Deus, dados por intermédio de Moisés, contêm o gérmen da mais ampla moral cristã. Os comentários da Bíblia, porém, restringiam-lhe o sentido, porque, praticada em toda a sua pureza, não na teriam então compreendido. Mas, nem por isso os dez mandamentos de Deus deixavam de ser um como frontispício brilhante, qual farol destinado a clarear a estrada que a humanidade tinha de percorrer.
A moral que Moisés ensinou era apropriada ao estado de adiantamento em que se encontravam os povos que ela se propunha regenerar, e esses povos, semisselvagens quanto ao aperfeiçoamento da alma, não teriam compreendido que se pudesse adorar a Deus de outro modo que não por meio de holocaustos, nem que se devesse perdoar a um inimigo. Notável do ponto de vista da matéria e mesmo do das artes e das ciências, a inteligência deles muito atrasada se achava em moralidade e não se houvera convertido sob o império de uma religião inteiramente espiritual. Era-lhes necessária uma representação semimaterial, qual a que apresentava então a religião hebraica. Os holocaustos lhes falavam aos sentidos, ao mesmo passo que a ideia de Deus lhes falava ao espírito.
O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos; que há de fazer brotar de todos os corações a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum; de uma moral, enfim, que há de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam. É a lei do progresso, a que a natureza está submetida, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se utiliza para fazer que a humanidade avance.
São chegados os tempos em que se hão de desenvolver as ideias, para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. Têm elas de seguir a mesma rota que percorreram as ideias de liberdade, suas precursoras. Não se acredite, porém, que esse desenvolvimento se efetue sem lutas. Não; aquelas ideias precisam, para atingirem a maturidade, de abalos e discussões, a fim de que atraiam a atenção das massas. Uma vez isso conseguido, a beleza e a santidade da moral tocarão os espíritos, que então abraçarão uma ciência que lhes dá a chave da vida futura e descerra as portas da felicidade eterna. Moisés abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá. – Um Espírito israelita. (Mulhouse, 1861.)
3. Reflexões
3.1. Livro dos Espíritos - Questão 783
783. Segue sempre marcha progressiva e lenta o aperfeiçoamento da humanidade?
“Há o progresso regular e lento, que resulta da força das coisas. Quando, porém, um povo não progride tão depressa quanto deveria, Deus o sujeita, de tempos a tempos, a um abalo físico ou moral que o transforma.”
O homem não pode conservar-se indefinidamente na ignorância, porque tem de atingir a finalidade que a Providência lhe assinou. Ele se esclarece pela força das coisas. As revoluções morais, como as revoluções sociais, se infiltram nas ideias pouco a pouco; dormitam durante séculos; depois, irrompem subitamente e produzem o desmoronamento do carunchoso edifício do passado, que deixou de estar em harmonia com as necessidades novas e com as novas aspirações.
Nessas comoções, o homem muitas vezes não percebe senão a desordem e a confusão momentâneas que o ferem nos seus interesses materiais. Aquele, porém, que eleva o pensamento acima da sua própria personalidade admira os desígnios da Providência, que do mal faz sair o bem. São a procela, a tempestade que saneiam a atmosfera, depois de a terem agitado violentamente.
3.2. Cumprimento da lei - Emmanuel
Não vim destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento.”
Companheiro inúmeros, em rememorando semelhantes palavras do Cristo, decerto, guardarão a ideia fixada simplesmente na confirmação doutrinal do Mestre Divino ante o ensinamento de Moisés.
A lição todavia, é mais profunda.
Sem dúvida, para consolidar a excelência da lei mosaica do ponto de vista da opinião, Jesus poderia invocar a ciência e a filosofia, a religião e a história, a política e a ética social, mobilizando a cultura de seu tempo para grafar novos tratados de revelação superior, empunhando o buril da razão ou o azorrangue da crítica para chamar os contemporâneos ao cumprimento dos próprios deveres, mas compreendendo que o amor rege a justiça na Criação Universal, preferiu testemunhar a lei vigente, plasmando-lhe a grandeza e exatidão no próprio ser, através da ação renovadora com que marcou rota, na expansão da própria luz.
É por isso que, da Manjedoura simples à Cruz morte, vendo-o serviço infatigável do bem, empregando a compaixão genuína por ingrediente inalienável da própria mensagem transformadora, fosse subtraindo a Madalena à fúria dos preconceitos de sua época para soerguê-la à dignidade feminina, ou desculpando Simão Pedro, o amigo timorato que abdicava última hora, fosse esquecendo o gesto impensado de Judas, o discípulo enganado, ou buscando Saulo de Tarso, o adversário confesso, para induz-lhe a sinceridade a mais amplo e seguro aproveitamento da vida.
E é ainda aí, fundamentado nesse programa de ação-predicação, com o serviço ao próximo valorizando-lhe o verbo revelador que a Doutrina Espírita, sem molhar palavras no fel do pessimismo ou da rebeldia satisfará correntemente aos princípios estabelecidos, dando de si sem cogitar do próprio interesse, transformando a caridade em mera obrigação para que a justiça não se faça arrogância entre os homens, e elegendo no sacrifício individual pelo bem comum a norma de felicidade legítima para solucionar na melhoria de cada um de nós, o problema de regeneração da humanidade inteira.
Autor: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
3.3. A chegada da Era Nova - Divaldo Franco
4. Prece final: espontânea ao som de Mundo Escola - Tim e Vanessa
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 15/03/2021 (segunda)
1. Harmonização - Aceita - Elizabete Lacerda
2. Prece inicial - Pai Nosso
3. E.S.E. - Cap. XIII - Não saiba a vossa mão direita o que dê a vossa mão esquerda - A Piedade (item 17)
4. Reflexões
4.1 - Vídeo estudando o Cap XIII do ESE item 17 - A Piedade - Evangelho no Lar - Osvaldo Lutero
4.2. Livro dos Espíritos - Questão 886
5. Prece final e agradecimento: Ave Maria - Elizabete Lacerda
1. Harmonização - Aceita - Elizabete Lacerda
2. Prece inicial - Pai Nosso
Pai Nosso que estais nos Céus,
santificado seja o vosso Nome,
venha a nós o vosso Reino,
seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal.
Assim seja
3. E.S.E. - Cap. XIII - Não saiba a vossa mão direita o que dê a vossa mão esquerda - A Piedade (item 17)
17. A piedade é a virtude que mais vos aproxima dos anjos; é a irmã da caridade, que vos conduz a Deus. Ah! deixai que o vosso coração se enterneça ante o espetáculo das misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes. Vossas lágrimas são um bálsamo que lhes derramais nas feridas e, quando, por bondosa simpatia, chegais a lhes proporcionar a esperança e a resignação, que encanto não experimentais! Tem um certo amargor, é certo, esse encanto, porque nasce ao lado da desgraça; mas, não tendo o sabor acre dos gozos mundanos, também não traz as pungentes decepções do vazio que estes últimos deixam após si. Envolve-o penetrante suavidade que enche de júbilo a alma. A piedade, a piedade bem sentida é amor; amor é devotamento; devotamento é o olvido de si mesmo e esse olvido, essa abnegação em favor dos desgraçados, é a virtude por excelência, a que em toda a sua vida praticou o divino Messias e ensinou na sua doutrina tão santa e tão sublime.
Quando esta doutrina for restabelecida na sua pureza primitiva, quando todos os povos se lhe submeterem, ela tornará feliz a Terra, fazendo que reinem aí a concórdia, a paz e o amor.
O sentimento mais apropriado a fazer que progridais, domando em vós o egoísmo e o orgulho, aquele que dispõe vossa alma à humildade, à beneficência e ao amor do próximo, é a piedade! piedade que vos comove até às entranhas à vista dos sofrimentos de vossos irmãos, que vos impele a lhes estender a mão para socorrê-los e vos arranca lágrimas de simpatia. Nunca, portanto, abafeis nos vossos corações essas emoções celestes; não procedais como esses egoístas endurecidos que se afastam dos aflitos, porque o espetáculo de suas misérias lhes perturbaria por instantes a existência álacre. Temei conservar-vos indiferentes, quando puderdes ser úteis. A tranquilidade comprada à custa de uma indiferença culposa é a tranquilidade do mar Morto, no fundo de cujas águas se escondem a vasa fétida e a corrupção.
Quão longe, no entanto, se acha a piedade de causar o distúrbio e o aborrecimento de que se arreceia o egoísta! Sem dúvida, ao contacto da desgraça de outrem, a alma, voltando-se para si mesma, experimenta um confrangimento natural e profundo, que põe em vibração todo o ser e o abala penosamente. Grande, porém, é a compensação, quando chegais a dar coragem e esperança a um irmão infeliz que se enternece ao aperto de uma mão amiga e cujo olhar, úmido, por vezes, de emoção e de reconhecimento, para vós se dirige docemente, antes de se fixar no Céu em agradecimento por lhe ter enviado um consolador, um amparo. A piedade é o melancólico, mas celeste precursor da caridade, primeira das virtudes que a tem por irmã e cujos benefícios ela prepara e enobrece. – Miguel. (Bordéus, 1862.)
4. Reflexões
4.1 - Vídeo estudando o Cap XIII do ESE item 17 - A Piedade - Evangelho no Lar - Osvaldo Lutero
4.2. Livro dos Espíritos - Questão 886
CARIDADE E AMOR DO PRÓXIMO
886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?
“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”
O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.
A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque de indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.
5. Prece final e agradecimento: Ave Maria - Elizabete Lacerda
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 14/03/2021 (domingo
1. Harmonização e prece inicial: Amor de Maria - Ed Moreno - voz de Margarete Áquila
2. E.S.E. - Cap. V - Bem-aventurados os aflitos - Motivos de resignação (item 13)
3. Reflexões
3.1. Livro dos Espíritos - Questão 802
3.2. Depressão, por Maria Dolores, do livro Dádivas de Amor, psicografia de Chico Xavier
3.3. Santo remédio, por Augusto Cezar Netto, do livro Presença de luz, psicografia de Chico Xavier
4. Prece final: espontânea ao som de Anjos - Grupo Acorde
1. Harmonização e prece inicial: Amor de Maria - Ed Moreno - voz de Margarete Áquila
2. E.S.E. - Cap. V - Bem-aventurados os aflitos - Motivos de resignação (item 13)
13. O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o modo por que encare a vida terrena. Tanto mais sofre ele, quanto mais longa se lhe afigura a duração do sofrimento. Ora, aquele que a encara pelo prisma da vida espiritual apanha, num golpe de vista, a vida corpórea. Ele a vê como um ponto no infinito, compreende-lhe a curteza e reconhece que esse penoso momento terá presto passado. A certeza de um próximo futuro mais ditoso o sustenta e anima e, longe de se queixar, agradece ao Céu as dores que o fazem avançar. Contrariamente, para aquele que apenas vê a vida corpórea, interminável lhe parece esta, e a dor o oprime com todo o seu peso. Daquela maneira de considerar a vida, resulta ser diminuída a importância das coisas deste mundo, e sentir-se compelido o homem a moderar seus desejos, a contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, a receber atenuada a impressão dos reveses e das decepções que experimente. Daí tira ele uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo quanto à da alma, ao passo que, com a inveja, o ciúme e a ambição, voluntariamente se condena à tortura e aumenta as misérias e as angústias da sua curta existência.
3. Reflexões
3.1. Livro dos Espíritos - Questão 802
802. Visto que o Espiritismo tem que marcar um progresso da Humanidade, por que não apressam os Espíritos esse progresso, por meio de manifestações tão generalizadas e patentes, que a convicção penetre até nos mais incrédulos?
1 “Desejaríeis milagres; mas, Deus os espalha a mancheias diante dos vossos passos e, no entanto, ainda há homens que o negam. 2 Conseguiu, porventura, o próprio Cristo convencer os seus contemporâneos, mediante os prodígios que operou? Não conheceis presentemente alguns que negam os fatos mais patentes, ocorridos às suas vistas? Não há os que dizem que não acreditariam, mesmo que vissem? 3 Não; não é por meio de prodígios que Deus quer encaminhar os homens. Em sua bondade, ele lhes deixa o mérito de se convencerem pela razão.”
3.2. Depressão, por Maria Dolores, do livro Dádivas de Amor, psicografia de Chico Xavier
1 Dizes que sofres angústias
Até mesmo quando em casa,
Que a tua dor extravasa
Nas cinzas da depressão.
Que não suportas a vida,
Nem te desgarras do tédio,
O fantasma, em cujo assédio
Afirma que tudo é vão.
2 Perto da rua em que moras
Há uma viúva esquecida,
Guarda o avô quase sem vida
E três filhinhos no lar;
Doente, serve em hotel,
Trabalha na rouparia.
Busca o pão de cada dia,
Sem tempo para chorar.
3 Não longe triste mulher,
Num cubículo apertado,
Chora o esposo assassinado
Que era guarda de armazém…
Tem dois filhinhos de colo.
Por enquanto, ainda não sabe
O que deve fazer da existência.
Espera pela assistência
Dos que trabalham no bem.
4 Um paralítico cego,
Numa esteira de barbante,
Implora mais adiante
Quem lhe dê água a beber…
Ninguém atende… Ele grita,
Na penúria que o consome,
Tem sede e febre, tem fome,
Sobretudo quer morrer.
5 Depressão? Alma querida,
Se tens apenas tristeza,
Se te sentes indefesa,
Contra mágoa e dissabor,
Sai de ti mesma e auxilia
Aos que mais sofrem na estrada.
A depressão é curada
Pelo trabalho do amor.
Maria Dolores
3.3. Santo remédio, por Augusto Cezar Netto, do livro Presença de luz, psicografia de Chico Xavier
1 Amigo, você nos pede alguns apontamentos, a fim de exonerar-se da depressão.
2 Em resposta, oferecemos a você a história que nos foi transmitida por dedicado obreiro da luz que decerto a trouxe do Plano Físico, recolhendo-a de outros amigos que assim nos possibilitaram a versão deste momento.
3 Um rapaz doente descobriu, por via mediúnica, a presença do sábio Hermilon que o acompanhava paternalmente, desde outras existências.
4 E, certa feita, o moço abeirou-se do mentor e pediu-lhe respeitosamente para que o liberasse da angústia.
5 O interpelado sorriu e replicou: — Você estará livre desse pesadelo, mas, antes, peço-lhe por obséquio, auxiliar na reconstrução do barraco de pobre viúva e quatro filhos pequenos, que ficaram desabrigados na noite passada.
6 De posse do endereço, o amigo voltou ao corpo físico e procurou a viúva indicada.
7 Encontrou-a com os pequerruchos, ao relento, ante os destroços do cubículo destruído por violenta tempestade.
8 O rapaz, em quarenta e dois dias de suor, empreendeu o levantamento da habitação humilde e rematou-a com segurança.
9 Logo após, voltou à presença do mentor e repetiu-lhe a petição.
10 O orientador, porém, absteve-se de qualquer referência ao problema da angústia e rogou-lhe, fosse cooperar em favor de um amigo atacado de hepatite num albergue de indigentes.
11 O amigo retornou ao corpo físico e, durante seis meses, foi o enfermeiro atencioso do velhinho quase abandonado, num albergue da indigência.
12 Ao observá-lo relativamente restabelecido, tornou ao protetor espiritual e repetiu-lhe a mesma petição.
13 O mentor não entrou na questão e pediu-lhe serviço em auxílio a um menino infeliz, acidentado numa estrada deserta.
14 O protegido obedeceu prontamente e passou oito meses na posição de enfermeiro atento num pouso assinalado por extrema penúria, doando força ao adolescente desvalido, a fim de que não lhe faltasse paciência, ante as pernas engessadas.
15 Finda a tarefa, voltou ao guia e suplicou-lhe a desejada medicação.
16 O orientador não formulou qualquer comentário e solicitou-lhe colaboração, a benefício de uma criança pobre e anêmica que lutava instintivamente para não cair na leucemia.
17 O rapaz não vacilou e por dez meses velou junto à criança, auxiliando-a a sorver recalcificantes e caldos.
18 Notando-a restaurada, retornou à presença de Hermilon, mas o sábio pediu-lhe apoio em auxílio de velho companheiro que precisava viver no mundo mais algum tempo, de modo a concluir tarefas determinadas.
19 O moço atendeu ao pedido, de imediato, e gastou dois anos de serviço junto ao doente esquecido e desamparado. E tanto se desdobrou em esforço para alentar-lhe o retorno à saúde que terminou o valioso encargo, restituindo-o à vida normal, conquanto conservasse os remanescentes da luta orgânica a que se empenhara.
20 Logo após, regressou ao contato de Hermilon e, com surpresa para o mentor, nada lhe solicitou e, sim, lhe agradeceu a bênção das instruções recebidas, acentuando:
— Agora sei, amado amigo, que estou de posse do remédio esperado. O serviço ao próximo eliminou todas as minhas depressões e, de agora em diante, não desejo estacionar na disponibilidade vazia.
21 O sábio abraçou-o, sorriu e rematou:
— Seja feliz com a sua preciosa descoberta. O bem que você ofertou ao próximo voltou ao seu coração em forma de alegria e essa alegria de servir passou a iluminar o seu coração para sempre.
22 Aí fica, meu amigo, o nosso conto-medicamento. Segundo você pode notar, a receita é claramente acessível, mas, em qualquer caso, a aplicação depende de nós.
Augusto Cezar
4. Prece final: espontânea ao som de Anjos - Grupo Acorde
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 13/03/2021 (sábado)
1. Prece inicial: Prece de abertura do Evangelho - Sônia Emily
2. E.S.E. - Cap. XXVIII - Coletânea de preces - Para afastar os maus espíritos (item 15) - Gotas de Luz
3. Passe Virtual - A Luz do Espiritismo
4. Prece final: prece de encerramento do Evangelho - prece de proteção para o lar - Sônia Emily
1. Prece inicial: Prece de abertura do Evangelho - Sônia Emily
2. E.S.E. - Cap. XXVIII - Coletânea de preces - Para afastar os maus espíritos (item 15) - Gotas de Luz
3. Passe Virtual - A Luz do Espiritismo
4. Prece final: prece de encerramento do Evangelho - prece de proteção para o lar - Sônia Emily
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 12/03/2021 (sexta)
1. Harmonização: Música - O Óbolo da Viúva - Nando Cordel
2. Prece inicial: Deus conta contigo - Maria Dolores - Orações diárias - Poetas Redivivos narrado por Haroldo Dutra
3. E.S.E. - Cap. XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita - O Óbolo da viúva (itens 5 e 6)
4. Reflexões:
4.1. Livro dos Espíritos - Questão 886- Cap. XI - Lei de justiça amor e caridade
4.2. Do Livro Diálogo dos Vivos - Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires - Como Agir?/Melhor Assim
5. Prece final: Prece da Fraternidade – TV Mundo Maior
1. Harmonização: Música - O Óbolo da Viúva - Nando Cordel
2. Prece inicial: Deus conta contigo - Maria Dolores- Orações diárias - Poetas Redivivos - narrado por Haroldo Dutra
3. E.S.E. - Cap. XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita - O Óbolo da viúva (itens 5 e 6)
5. Estando Jesus sentado defronte do gazofilácio, a observar de que modo o povo lançava ali o dinheiro, viu que muitas pessoas ricas o deitavam em abundância. – Nisso, veio também uma pobre viúva que apenas deitou duas pequenas moedas do valor de dez centavos cada uma. – Chamando então seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu muito mais do que todos os que antes puseram suas dádivas no gazofilácio; – por isso que todos os outros deram do que lhes abunda, ao passo que ela deu do que lhe faz falta, deu mesmo tudo o que tinha para seu sustento. (S. MARCOS, 12:41 a 44; S. LUCAS, 21:1 a 4.)
6. Muita gente deplora não poder fazer todo o bem que desejara, por falta de recursos suficientes, e, se desejam possuir riquezas, é, dizem, para lhes dar boa aplicação. É sem dúvida louvável a intenção e pode até nalguns ser sincera. Dar-se-á, contudo, seja completamente desinteressada em todos? Não haverá quem, desejando fazer bem aos outros, muito estimaria poder começar por fazê-lo a si próprio, por proporcionar a si mesmo alguns gozos mais, por usufruir de um pouco do supérfluo que lhe falta, pronto a dar aos pobres o resto? Esta segunda intenção, que esses tais porventura dissimulam aos seus próprios olhos, mas que se lhes depararia no fundo dos seus corações, se eles os perscrutassem, anula o mérito do intento, visto que, com a verdadeira caridade, o homem pensa nos outros antes de pensar em si. O ponto sublimado da caridade, nesse caso, estaria em procurar ele no seu trabalho, pelo emprego de suas forças, de sua inteligência, de seus talentos, os recursos de que carece para realizar seus generosos propósitos.
Haveria nisso o sacrifício que mais agrada ao Senhor. Infelizmente, a maioria vive a sonhar com os meios de mais facilmente se enriquecer de súbito e sem esforço, correndo atrás de quimeras, qual a descoberta de tesouros, de uma favorável ensancha aleatória, do recebimento de inesperadas heranças, etc. Que dizer dos que esperam encontrar nos Espíritos auxiliares que os secundem na consecução de tais objetivos? Certamente não conhecem, nem compreendem a sagrada finalidade do Espiritismo e, ainda menos, a missão dos Espíritos a quem Deus permite se comuniquem com os homens. Daí vem o serem punidos pelas decepções, (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, nos 294 e 295.)
Aqueles cuja intenção está isenta de qualquer ideia pessoal, devem consolar-se da impossibilidade em que se vêem de fazer todo o bem que desejariam, lembrando-se de que o óbolo do pobre, do que dá privando-se do necessário, pesa mais na balança de Deus do que o ouro do rico que dá sem se privar de coisa alguma, Grande seria realmente a satisfação do primeiro, se pudesse socorrer, em larga escala, a indigência; mas, se essa satisfação lhe é negada, submeta-se e se limite a fazer o que possa. Aliás, será só com o dinheiro que se podem secar lágrimas e dever-se-á ficar inativo, desde que se não tenha dinheiro? Todo aquele que sinceramente deseja ser útil a seus irmãos, mil ocasiões encontrará de realizar o seu desejo. Procure-as e elas se lhe depararão; se não for de um modo, será de outro, porque ninguém há que, no pleno gozo de suas faculdades, não possa prestar um serviço qualquer, prodigalizar um consolo, minorar um sofrimento físico ou moral, fazer um esforço útil. Não dispõem todos, à falta de dinheiro, do seu trabalho, do seu tempo, do seu repouso, para de tudo isso dar uma parte ao próximo? Também aí está a dádiva do pobre, o óbolo da viúva.
4. Reflexões:
4.1. Livro dos Espíritos - Questão 886- Cap. XI - Lei de justiça amor e caridade
886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?
“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.” (B.I.P)
O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos. A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque da indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer.
Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.
4.2. Do Livro Diálogo dos Vivos - Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires - Como Agir?/Melhor Assim
Antes das tarefas espirituais da noite, com vários amigos que nos visitavam a instituição, comentávamos as circunstâncias em que tantas vezes nos vemos impossibilitados de fazer o que desejamos, no que se refere à prática do bem. Em muitas ocasiões somos constrangidos por nossos deveres a dar o que nos exigem em alto nível de quantidade, quando só possuímos muito pouco. Em ocasiões outras a experiência nos pede atitudes de tolerância que, de momento, não somos capazes de mostrar de todo, a fim de não favorecer a perturbação.
Às vezes queremos dar tempo e alegria aos outros, sem conseguirmos faze-lo senão em escala mínima, de modo a não criar dificuldades e inquietações em outras pessoas. Como agir nesses casos?
Explanávamos sobre o assunto quando o horário nos chamou à reunião doutrinária. Abertos os estudos da noite, O Evangelho Segundo o Espiritismo nos ofereceu a exame os itens 5 e 6 do capítulo XIII, contendo a lição do óbolo da viúva. Feitos os comentários por diversos irmãos, ao término da reunião o nosso caro Emmanuel trouxe-nos pela psicografia a página, Melhor Assim.
MELHOR ASSIM - Emmanuel
Terá soado o momento de tua cooperação, no amparo a outrem, e efetivamente estimarias entregar o máximo de ti, segundo as circunstâncias, mas se não podes dar, na medida dos teus desejos, cede a migalha que possuis, de vez que será melhor ofertar o mínimo de que dispões que te recusares ao benefício, cerrando as portas do amor aos semelhantes.
O desafio à humildade terá surgido à frente e decerto surpreenderias razão para grande prazer com a capacidade de revelar compreensão angélica, diante daqueles que te examinam a evolução espiritual; no entanto, se não consegues fazer isso, não escondas esse ou aquele pequenino gesto de tolerância, porque será mais justo articular apagado impulso de entendimento que desertar do concurso fraterno, dando pasto à agressividade exagerada, perante ofensas e pedradas que, no fundo, não passam de manifestações de enfermidade ou desequilíbrio no comportamento alheio.
Caso não desfrutes a oportunidade de empenhar um dia de serviço aos irmãos mais necessitados do que nós mesmos, quando se te faça possível, oferece uma hora em favor deles, porquanto será mais proveitoso mobilizar alguns minutos na execução das boas obras que te omitires, junto delas, gelando a confiança e o ideal do bem nos irmãos de experiência e caminho.
Na ocasião em que não te vejas capaz de testemunhar alegria, nos instantes de crise, sem outro recurso senão aquele de exteriorizar um sorriso pobre, em auxílio de teu ambiente pessoal, será mais valioso esse pobre sorriso que qualquer palavra menos feliz tendente ao mergulho no desespero, agravando os problemas dos que te cercam, a esmolarem apoio e compreensão.
Ampara o bem dos outros, na garantia do teu próprio bem.
E quando não possas entregar o máximo qual desejas e tanto quanto se espera de ti, oferece o mínimo ao teu alcance, porquanto a ausência do melhor que se possa realizar é uma brecha ao pior talvez por surgir; e, por isto mesmo, o mínimo de bem será sempre uma luz dissipando as trevas que se adensam constantemente onde não há bem nenhum.
5. Prece final: Prece da Fraternidade – TV Mundo Maior
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 11/03/2021 (quinta)
1. Harmonização: Música - Um novo dia virá - Rayne Almeida
2. Prece inicial: Senhor Jesus - Izoldino Rezende pelo espírito Ernesto
3. E.S.E. - Cap. XX - Os trabalhadores da última hora - Instruções dos Espíritos - Missão dos Espíritas (item 4)
4. Reflexões:
4.1. Livro dos Espíritos - Parte segunda -Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Capítulo X - Das ocupações e missões dos Espíritos - Questão 573 e Parte terceira - Das leis morais - Capítulo VIII - Lei do progresso - Questão 779
4.2. Do Livro - Estudando o Evangelho - Martins Peralva - Cap 3 - Renovação
5. Prece final: Música - Caminho Azul - Célia Tomboly
1. Harmonização: Música - Um novo dia virá - Rayne Almeida
2. Prece inicial: Senhor Jesus - Izoldino Rezende pelo espírito Ernesto
Senhor Jesus...
Suplicamos para que atenteis para a nossa boa vontade, olvidando-nos as fraques zas...
Fortalecei o nosso desejo de servir e de trabalhar no despertar das consciências...
Estabelecei em nós o campo de trabalho no qual serviremos na difusão de vosso amor infinito...
Orientai-nos nas encruzilhadas da vida, para que a Vossa presença seja nossa fonte de recursos a abastecer-nos e a dar-nos forças para prosseguir... Se cairmos, em algum momento, revigorai nossas forças, para que nos levantemos, ante a lembrança das dores que sofrestes...
Sede, pois, nossa companhia constante, porquanto somente Tua luz haverá de iluminar-nos o caminho e nos mostrar a verdade.
3. E.S.E. Cap. XX - Os trabalhadores da última hora - Instruções dos Espíritos - Missão dos Espíritas (item 4)
4. Não escutais já o ruído da tempestade que há de arrebatar o velho mundo e abismar no nada o conjunto das iniquidades terrenas? Ah! bendizei o Senhor, vós que haveis posto a vossa fé na sua soberana justiça e que, novos apóstolos da crença revelada pelas proféticas vozes superiores, ides pregar o novo dogma da reencarnação e da elevação dos Espíritos, conforme tenham cumprido, bem ou mal, suas missões e suportado suas provas terrestres.
Não mais vos assusteis! As línguas de fogo estão sobre as vossas cabeças. Ó verdadeiros adeptos do Espiritismo!... sois os escolhidos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que deveis sacrificar à sua propagação os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas ocupações fúteis. Ide e pregai. Convosco estão os Espíritos elevados. Certamente falareis a criaturas que não quererão escutar a voz de Deus, porque essa voz as exorta incessantemente à abnegação. Pregareis o desinteresse aos avaros, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos, como aos déspotas! Palavras perdidas, eu o sei; mas não importa. Faz-se mister regueis com os vossos suores o terreno onde tendes de semear, porquanto ele não frutificará e não produzirá senão sob os reiterados golpes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai!
Ó todos vós, homens de boa-fé, conscientes da vossa inferioridade em face dos mundos disseminados pelo Infinito!... lançai-vos em cruzada contra a injustiça e a iniquidade. Ide e proscrevei esse culto do bezerro de ouro, que cada dia mais se alastra. Ide, Deus vos guia! Homens simples e ignorantes, vossas línguas se soltarão e falareis como nenhum orador fala. Ide e pregai, que as populações atentas recolherão ditosas as vossas palavras de consolação, de fraternidade, de esperança e de paz.
Que importam as emboscadas que vos armem pelo caminho! Somente lobos caem em armadilhas para lobos, porquanto o pastor saberá defender suas ovelhas das fogueiras imoladoras.
Ide, homens, que, grandes diante de Deus, mais ditosos do que Tomé, credes sem fazerdes questão de ver e aceitais os fatos da mediunidade, mesmo quando não tenhais conseguido obtê-los por vós mesmos; ide, o Espírito de Deus vos conduz.
Marcha, pois, avante, falange imponente pela tua fé! Diante de ti os grandes batalhões dos incrédulos se dissiparão, como a bruma da manhã aos primeiros raios-do-Sol nascente.
A fé é a virtude que desloca montanhas, disse Jesus. Todavia, mais pesados do que as maiores montanhas, jazem depositados nos corações dos homens a impureza e todos os vícios que derivam da impureza. Parti, então, cheios de coragem, para removerdes essa montanha de iniquidades que as futuras gerações só deverão conhecer como lenda, do mesmo modo que vós, que só muito imperfeitamente conheceis os tempos que antecederam a civilização pagã.
Sim, em todos os pontos do Globo vão produzir-se as subversões morais e filosóficas; aproxima-se a hora em que a luz divina se espargirá sobre os dois mundos.
Ide, pois, e levai a palavra divina: aos grandes que a desprezarão, aos eruditos que exigirão provas, aos pequenos e simples que a aceitarão; porque, principalmente entre os mártires do trabalho, desta provação terrena, encontrareis fervor e fé. Ide; estes receberão, com hinos de gratidão e louvores a Deus, a santa consolação que lhes levareis, e baixarão a fronte, rendendo-lhe graças pelas aflições que a Terra lhes destina.
Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra! o arado está pronto; a terra espera; arai!
Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos confiou; mas, atenção! entre os chamados para o Espiritismo muitos se transviaram; reparai, pois, vosso caminho e segui a verdade.
Pergunta. – Se, entre os chamados para o Espiritismo, muitos se transviaram, quais os sinais pelos quais reconheceremos os que se acham no bom caminho?
Resposta. – Reconhecê-lo-eis pelos princípios da verdadeira caridade que eles ensinarão e praticarão. Reconhecê-lo-eis pelo número de aflitos a que levem consolo; reconhecê-lo-eis pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal; reconhecê-lo-eis, finalmente, pelo triunfo de seus princípios, porque Deus quer o triunfo de Sua lei; os que seguem Sua lei, esses são os escolhidos e Ele lhes dará a vitória; mas Ele destruirá aqueles que falseiam o espírito dessa lei e fazem dela degrau para contentar sua vaidade e sua ambição. – Erasto, anjo-da-guarda do médium. (Paris, 1863.)
4. Reflexões:
4.1. Livro dos Espíritos - Parte segunda -Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Capítulo X - Das ocupações e missões dos Espíritos - Questão 573 e Parte terceira - Das leis morais - Capítulo VIII - Lei do progresso - Questão 779
573. Em que consiste a missão dos Espíritos encarnados?
“Em instruir os homens; em lhes auxiliar o progresso; em lhes melhorar as instituições, por meios diretos e materiais. As missões, porém, são mais ou menos gerais e importantes. O que cultiva a terra desempenha uma missão, como o que governa, ou o que instrui. Tudo na natureza se encadeia. Ao mesmo tempo que o Espírito se depura pela encarnação, concorre, sob essa forma, para a execução dos desígnios da Providência. Cada um tem neste mundo a sua missão, porque todos podem ter alguma utilidade.”
779. A força para progredir, haure-a o homem em si mesmo, ou o progresso é apenas fruto de um ensinamento?
“O homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente. Mas nem todos progridem simultaneamente e do mesmo modo. Dá-se então que os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contato social.”
4.2. Livro - Estudando o Evangelho - Martins Peralva - Cap 3 - Renovação
Renovação
Brilhe a vossa luz.
O supremo objetivo do homem, na Terra, é o da sua própria renovação.
Aprender, refletir e melhorar-se, pelo trabalho que dignifica — eis a nossa finalidade, o sentido divino de nossa presença no mundo.
Descendo o Cristo das esferas de luz da Espiritualidade Superior à Terra, teve por escopo orientar a Humanidade na direção do aperfeiçoamento.
"Brilhe a vossa luz" — eis a palavra de ordem, enérgica e suave, de Jesus, a quantos Lhe herdaram o patrimônio evangélico, trazido ao mundo ao preço do Seu próprio sacrifício.
A infinita ternura de Sua Angelical Alma sugere-nos, incisiva e amorosamente, o esforço benéfico: "Brilhe a vossa luz." O interesse do Senhor é o de que os Seus discípulos, de ontem, de hoje e de qualquer tempo, sejam enobrecidos por meio de uma existência moralizada, esclarecida, fraterna.
O Evangelho aí está, como presente dos céus, para que o ser humano se replete com as suas bênçãos, se inunde de suas luzes, se revigore com as suas energias, se enriqueça com os seus ensinos eternos.
O Espiritismo, em particular, como revivescência do Cristianismo, também aí está, ofertando-nos os oceânicos tesouros da Codificação.
Pode-se perguntar: De que mais precisa o homem, para engrandecer-se, pela cultura e pelo sentimento, se lhe não faltam os elementos de renovação, plena, integral, positiva?..
Que falta ao homem moderno, usufrutuário de tantas bênçãos, para que "brilhe a sua luz?.
A renovação do homem, sob o ponto de vista moral, intelectual e espiritual, é difícil, sem dúvida.
Mas é francamente realizável.
É indispensável, tão somente, disponha-se ele ao esforço transformativo, Com a consequente utilização desses recursos, desses meios. desses elementos que o Evangelho e o Espiritismo lhe fornecem exuberantemente, farta e abundantemente, sem a exigência de qualquer outro preço a não ser o preço de uma coisa bem simples: a boa vontade.
A disposição de auto-melhoria.
O homem, para renovar-se, tem que estabelecer um programa tríplice, como ponto de partida para a sua realização intima, para que -brilhe a sua luz", baseado no Estudo, na Meditação e no Trabalho.
5. Prece final: Música: Caminho Azul - Célia Tomboly
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 10/03/2021 (quarta)
1. Harmonização e prece inicial: Visão Nova - Maria Dolores
2. E.S.E. - Cap. XXVI - Dai gratuitamente o que gratuitamente recebestes - Dom de curar (itens 1 e 2)
3. Livro dos Espíritos - Questão 556
4. Prece final: Prece do livro Evangelho do Dia
1. Harmonização e prece inicial: Visão Nova - Maria Dolores
2. E.S.E. - Cap. XXVI - Dai gratuitamente o que gratuitamente recebestes - Dom de curar (itens 1 e 2)
1. Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido. (S. MATEUS, 10:8.)
2. “Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido”, diz Jesus a seus discípulos. Com essa recomendação, prescreve que ninguém se faça pagar daquilo por que nada pagou. Ora, o que eles haviam recebido gratuitamente era a faculdade de curar os doentes e de expulsar os demônios, isto é, os maus Espíritos. Esse dom Deus lhes dera gratuitamente, para alívio dos que sofrem e como meio de propagação da fé; Jesus, pois, recomendava-lhes que não fizessem dele objeto de comércio, nem de especulação, nem meio de vida.
3. Livro dos Espíritos - Questão 556
Parte Segunda - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos
CAPÍTULO IX - DA INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPORAL
Poder oculto. Talismãs. Feiticeiros
556. Têm algumas pessoas, verdadeiramente, o poder de curar pelo simples contato?
“A força magnética pode chegar até aí, quando secundada pela pureza dos sentimentos e por um ardente desejo de fazer o bem, porque então os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. Cumpre, porém, desconfiar da maneira pela qual contam as coisas pessoas muito crédulas e muito entusiastas, sempre dispostas a considerar maravilhoso o que há de mais simples e mais natural. Importa desconfiar também das narrativas interesseiras, que costumam fazer os que exploram, em seu proveito, a credulidade alheia.”
4. Prece final: Prece do livro Evangelho do Dia
Senhor, que nunca nos falte a benção do trabalho, porque sabemos que ele é uma de vossas leis sábias que impulsiona para o Alto todas as vossas criaturas. Que aqueles que ainda não compreendem essa verdade, Senhor, possam sentir a experiência maravilhosa da transformação íntima e buscar no vosso seio as forças para realizá-la.
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 09/03/2021 (terça)
1. Harmonização e prece inicial - Cântaro - Tim e Vanessa.
2. E.S.E. - Cap. XVI - Não se pode servir a Deus e a Mamon/Instruções dos Espíritos, - A Verdadeira Propriedade (itens 9 e 10).
3. Reflexões:
3.1. Lição 3 - O Necessário - Vinha de Luz, Emmanuel/Chico Xavier.
3.2. Lição 35, Que Pedes? - Vinha de Luz, Emmanuel/Chico Xavier.
4. Cosme Massi - Aprendendo com Kardec - A Verdadeira Propriedade.
5. Prece final - Família Universal/Sê/Porto Amor - Tim e Vanessa.
1. Harmonização e prece inicial - Cântaro - Tim e Vanessa.
2. E.S.E. - Cap. XVI - Não se pode servir a Deus e a Mamon/Instruções dos Espíritos, - A Verdadeira Propriedade (itens 9 e 10).
9. O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade no outro mundo do que neste. Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura. Quando alguém vai a um país distante, constitui a sua bagagem de objetos utilizáveis nesse país; não se preocupa com os que ali lhe seriam inúteis. Procedei do mesmo modo com relação à vida futura; aprovisionai-vos de tudo o de que lá vos possais servir.
Ao viajante que chega a um albergue, bom alojamento é dado, se o pode pagar. A outro, de parcos recursos, toca um menos agradável. Quanto ao que nada tenha de seu, vai dormir numa enxerga. O mesmo sucede ao homem, à sua chegada no mundo dos Espíritos: depende dos seus haveres o lugar para onde vá. Não será, todavia, com o seu ouro que ele o pagará. Ninguém lhe perguntará: Quanto tinhas na Terra? Que posição ocupavas? Eras príncipe ou operário? Perguntar-lhe-ão: Que trazes contigo? se lhe avaliarão os bens, nem os títulos, mas a soma das virtudes que possua. Ora, sob esse aspecto, pode o operário ser mais rico do que o príncipe. Em vão alegará que antes de partir da Terra pagou a peso de ouro a sua entrada no outro mundo. Responder-lhe-ão: Os lugares aqui não se compram: conquistam-se por meio da prática do bem. Com a moeda terrestre, hás podido comprar campos, casas, palácios; aqui, tudo se paga com as qualidades da alma. És rico dessas qualidades? Sê bem-vindo e vai para um dos lugares da primeira categoria, onde te esperam todas as venturas. És pobre delas? Vai para um dos da última, onde serás tratado de acordo com os teus haveres. – Pascal. (Genebra, 1860.)
10. Os bens da Terra pertencem a Deus, que os distribui a seu grado, não sendo o homem senão o usufrutuário, o administrador mais ou menos íntegro e inteligente desses bens. Tanto eles não constituem propriedade individual do homem, que Deus frequentemente anula todas as previsões e a riqueza foge àquele que se julga com os melhores títulos para possuí-la.
Direis, porventura, que isso se compreende no tocante aos bens hereditários, porém, não relativamente aos que são adquiridos pelo trabalho. Sem dúvida alguma, se há riquezas legítimas, são estas últimas, quando honestamente conseguidas, porquanto uma propriedade só é legitimamente adquirida quando, da sua aquisição, não resulta dano para ninguém. Contas serão pedidas até mesmo de um único ceitil mal ganho, isto é, com prejuízo de outrem. Mas, do fato de um homem dever a si próprio a riqueza que possua, seguir-se-á que, ao morrer, alguma vantagem lhe advenha desse fato? Não são amiúde inúteis as precauções que ele toma para transmiti-la a seus descendentes? Decerto, porquanto, se Deus não quiser que ela lhes vá ter às mãos, nada prevalecerá contra a sua vontade. Poderá o homem usar e abusar de seus haveres durante a vida, sem ter de prestar contas? Não. Permitindo-lhe que a adquirisse, é possível haja Deus tido em vista recompensar-lhe, no curso da existência atual, os esforços, a coragem, a perseverança. Se, porém, ele somente os utilizou na satisfação dos seus sentidos ou do seu orgulho; se tais haveres se lhe tornaram causa de falência, melhor fora não os ter possuído, visto que perde de um lado o que ganhou do outro, anulando o mérito de seu trabalho. Quando deixar a Terra, Deus lhe dirá que já recebeu a sua recompensa. –
M., Espírito protetor. (Bruxelas, 1861.)
3. Reflexões:
3.1. Lição 3 - O Necessário - Vinha de Luz, Emmanuel/Chico Xavier.
O necessário
"Mas uma só coisa é necessária." - Jesus (Lucas, 10:42).
Terás muitos negócios próximos ou remotos, mas não poderás subtrair-lhes o caráter de lição, porque a morte te descerrará realidades com as quais nem sonhas de leve...
Administrarás interesses vários, entretanto, não poderás controlar todos os ângulos do serviço, de vez que a maldade e a indiferença se insinuam em todas as tarefas, prejudicando o raio de ação de todos os missionários da elevação.
Amealharás enorme fortuna, todavia, ignorarás, por muitos anos, a que região da vida te conduzirá o dinheiro.
Improvisarás pomposos discursos, contudo, desconheces as consequências de tuas palavras.
Organizarás grande movimento em derredor de teus passos, no entanto, se não construíres algo dentro deles para o bem legítimo, cansar-te-ás em vão.
Experimentarás muitas dores, mas, se não permaneceres vigilante no aproveitamento da luta, teus dissabores correrão inúteis.
Exaltarás o direito com o verbo indignado e ardoroso, todavia, é provável não estejas senão estimulando a indisciplina e a ociosidade de muitos.
"Uma só coisa é necessária", asseverou o Mestre, em sua lição a Marta, cooperadora dedicada e ativa.
Jesus desejava dizer que, acima de tudo, compete-nos guardar, dentro de nós mesmos, uma atitude adequada, ante os desígnios do Todo-Poderoso, avançando, segundo o roteiro que nos traçou a Divina Lei. Realizado esse "necessário", cada acontecimento, cada pessoa e cada coisa se ajustarão, a nossos olhos, no lugar que lhes é próprio. Sem essa posição espiritual de sintonia com o Celeste Instrutor, é muito difícil agir alguém com proveito.
3. Reflexões:
3.2. Lição 35, Que Pedes? - Vinha de Luz, Emmanuel/Chico Xavier.
Que Pedes?
"Louco, esta noite te pedirão a tua alma." - Jesus (Lucas, 12:20).
Que pedes à vida, amigo?
Os ambiciosos reclamam reservas de milhões.
Os egoístas exigem todas as satisfações para si somente.
Os arbitrários solicitam atenção exclusiva aos caprichos que lhes são próprios.
Os vaidosos reclamam louvores.
Os invejosos exigem compensações que lhes não cabem.
Os despeitados solicitam considerações indébitas.
Os ociosos pedem prosperidade sem esforço. Os tolos reclamam divertimentos sem preocupação de serviço.
Os revoltados reclamam direitos sem deveres. Os extravagantes exigem saúde sem cuidados.
Os impacientes aguardam realizações sem bases.
Os insaciáveis pedem todos os bens, olvidando as necessidades dos outros.
Essencialmente considerando, porém, tudo isto é verdadeira loucura, tudo fantasia do coração que se atirou exclusivamente à posse efêmera das coisas mutáveis.
Vigia, assim, cautelosamente, o plano de teus desejos.
Que pedes à vida?
Não te esqueças de que, talvez nesta noite, pedirá o Senhor a tua alma.
4. Cosme Massi - Aprendendo com Kardec - A Verdadeira Propriedade.
5. Prece final - Família Universal/Sê/Porto Amor - Tim e Vanessa.
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 08/03/2021 (segunda)
1. Harmonização e prece inicial espontânea nas vibrações da oração Francisco de Assis
2. E.S.E. - Cap. V - Bem Aventurados os Aflitos - Causas atuais das aflições (item 4)
4. Reflexões:
4.1. Livro dos Espíritos - Questão 908
4.2. Bíblia do Caminho - Livro Religião dos Espíritos - Capítulo 10 - Examina a própria aflição
4.3. Comentários Leda de Morais - Causas atuais das aflições
5. Prece final aos embalos da música Deus está aqui
1. Harmonização e prece inicial espontânea nas vibrações da oração Francisco de Assis
2. E.S.E. - Cap. V - Bem Aventurados os Aflitos - Causas atuais das aflições (item 4)
4. De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.
Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!
Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!
Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!
Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os gérmens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.
Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.
A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.
Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.
4. Reflexões :
4.1. Livro dos Espíritos - Questão 908
Parte Terceira - Das leis morais
CAPÍTULO XII - DA PERFEIÇÃO MORAL
Paixões
908. Como se poderá determinar o limite onde as paixões deixam de ser boas para se tornarem más?
“As paixões são como um corcel, que só tem utilidade quando governado e que se torna perigoso desde que passe a governar. Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governá-la e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos, ou para outrem.”
A.K.: As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o auxiliam na execução dos desígnios da Providência. Mas, se, em vez de as dirigir, deixa que elas o dirijam, cai o homem nos excessos e a própria força que, manejada pelas suas mãos, poderia produzir o bem, contra ele se volta e o esmaga. Todas as paixões têm seu princípio num sentimento, ou numa necessidade natural.
O princípio das paixões não é, assim, um mal, pois que assenta numa das condições providenciais da nossa existência. A paixão propriamente dita é a exageração de uma necessidade ou de um sentimento.
Está no excesso e não na causa e este excesso se torna um mal, quando tem como consequência um mal qualquer. Toda paixão que aproxima o homem da natureza animal afasta-o da natureza espiritual. Todo sentimento que eleva o homem acima da natureza animal denota predominância do espírito sobre a matéria e o aproxima da perfeição.
4.2. Bíblia do Caminho - Livro Religião dos Espíritos - Capítulo 10 - Examina a própria aflição
Reunião pública de 13 de Fevereiro de 1959
Questão n.° 908 de “O Livro dos Espíritos”
1 Examina a própria aflição para que não se converta a tua inquietude em arrasadora tempestade emotiva.
2 Todas as aflições se caracterizam por tipos e nomes especiais.
3 A aflição do egoísmo chama-se egolatria.
4 A aflição do vício chama-se delinquência.
5 A aflição da agressividade chama-se cólera.
6 A aflição do crime chama-se remorso.
7 A aflição do fanatismo chama-se intolerância.
8 A aflição da fuga chama-se covardia.
9 A aflição da inveja chama-se despeito.
10 A aflição da leviandade chama-se insensatez.
11 A aflição da indisciplina chama-se desordem.
12 A aflição da brutalidade chama-se violência.
13 A aflição da preguiça chama-se rebeldia.
14 A aflição da vaidade chama-se loucura.
15 A aflição do relaxamento chama-se evasiva.
16 A aflição da indiferença chama-se desânimo.
17 A aflição da inutilidade chama-se queixa.
18 A aflição do ciúme chama-se desespero.
19 A aflição da impaciência chama-se intemperança.
20 A aflição da sovinice chama-se miséria.
21 A aflição da injustiça chama-se crueldade.
22 Cada criatura tem a aflição que lhe é própria.
23 A aflição do reino doméstico e da esfera profissional, do raciocínio e do sentimento…
24 Os corações unidos ao Sumo Bem, contudo, sabem que suportar as aflições menores da estrada é evitar as aflições maiores da vida e, por isso, apenas eles, anônimos heróis da luta cotidiana, conseguem receber e acumular em si mesmos os talentos de amor e paz reservados por Jesus aos sofredores da Terra, quando pronunciou no monte a divina promessa: — “Bem-aventurados os aflitos!” ( † )
Emmanuel
4.3. Comentários Leda de Morais - Causas atuais das aflições
5. Prece final aos embalos da música Deus está aqui
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 07/03/2021 (domingo)
1. Harmonização : Música - Tocando em frente - Almir Sater
2. Prece inicial: Conversando com Deus - Mensagem Chico Xavier - Psicografia Ari Lima - Equipe Bezerra de Menezes
3. E.S.E. - Cap V - Bem Aventurados os Aflitos - Instruções dos Espíritos - Os Tormentos Voluntários (item 23)
4. Reflexões :
4.1. Uma reflexão sobre os tormentos voluntários
4.2. O Livro dos Espíritos - Das leis morais - Capítulo X - Lei de liberdade - Livre-Arbítrio - Questões 843 a 850
5. Prece final: Prece para a Paz interior (Autor desconhecido)
1. Harmonização : Música - Tocando em frente - Almir Sater
2. Prece inicial: Conversando com Deus - Mensagem Chico Xavier - Psicografia Ari Lima - Equipe Bezerra de Menezes
Abençoa-me, senhor Deus, com tua luz divina, com tuas bênçãos de cura, com intuições que orientam, com energias que encorajam, para enfrentar a jornada da Vida,
Desejo falar contigo, meu Pai, pedir teu abrigo nas tempestades, pedir teus conselhos nas dúvidas, pedir o toque de tuas mãos que curam, pedir tua intervenção nos problemas,
Gostaria de compreender, amado Senhor, a profundidade de teus propósitos, a real missão que me destes, a razão das dores e sofrimentos que passo, as injustiças da vida que recebo, as tribulações da jornada que encontro,
Reconheço, generoso Pai, que só busco sua presença quando choro, que só busco sua presença nas doenças incuráveis, que só busco sua presença nos momentos de desespero, que só busco sua presença nas causas impossíveis,
Aprendi a te procurar, Meu Deus, nas orações que rezo, nas meditações que reflito, nas súplicas que te envio, nas lágrimas de minha face que escorrem, nas horas de solidão, nas fraquezas de meu corpo, nas dores de minha alma,
Me ensines a conversar contigo, oh! Senhor, nas manhãs dos dias e no escurecer das noites, nas tristezas da alma e nas alegrias do coração, nas enfermidades e na regeneração da saúde, nas horas de fracassos e nos êxitos conquistados, nas ocasiões de solidão e nos momentos de confraternização,
Compreendo minhas imperfeições, amado Pai, pelo egoísmo que me apego, pelos pensamentos deprimentes, pela intolerância que exprimo, pela impaciência que demonstro, pelas mágoas que carrego, pelas ofensas que pratico, pela insensibilidade com os desamparados, pela falta de amor ao próximo,
Conheço a palavra do Cristo, excelso Senhor, ensinando a praticar a Caridade, ensinando a oferecer o perdão, ensinando a amar o próximo, nosso irmão, ensinando plantar a semente do bem, ensinando a enfrentar as dores com resignação, ensinando a sempre estender a mão,
Mas hoje aprendi, amado Criador, que o senhor é nosso Pai, que o próximo é nosso irmão, que o amor nos fortalece, que o perdão é libertação, que prece é alimento pra alma, que oração é vossa comunicação, que nada é impossível, vindo do Senhor, que a fé move montanhas, que o caminho de Jesus nos faz merecedor,
Por isso, amado Pai, neste diálogo divino, nesta conversa íntima, me comprometo a mudar, meu comportamento reformar, para poder evoluir, e das imperfeições poder me libertar,
Passo a passo mudarei, bondoso Deus,
Do egoísmo, à prática da caridade,
Da impaciência, para a serenidade,
Da intolerância, para a generosidade,
Da mentira, para a disseminação da verdade,
Da mágoa, para o perdão com bondade,
Do ódio e intrigas, para amor e fraternidade,
Do atraso de minhas imperfeições, para buscar a evolução,
E conquistar minha liberdade, Assim seja!
3. E.S.E. - Cap V - Bem Aventurados os Aflitos - Instruções dos Espíritos - Os Tormentos Voluntários (item 23)
23. Vive o homem incessantemente em busca da felicidade, que também incessantemente lhe foge, porque felicidade sem mescla não se encontra na Terra. Entretanto, malgrado às vicissitudes que formam o cortejo inevitável da vida terrena, poderia ele, pelo menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, isto é, nos gozos materiais em vez de a procurar nos gozos da alma, que são um prelibar dos gozos celestes, imperecíveis; em vez de procurar a paz do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo o que o agitará e turbará, e, coisa singular! o homem, como que de intento, cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar.
Haverá maiores do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o ciumento, não há repouso; estão perpetuamente febricitantes. O que não têm e os outros possuem lhes causa insônias. Dão-lhes vertigem os êxitos de seus rivais; toda a emulação, para eles, se resume em eclipsar os que lhes estão próximos, toda a alegria em excitar, nos que se lhes assemelham pela insensatez, a raiva do ciúme que os devora. Pobres insensatos, com efeito, que não imaginam sequer que, amanhã talvez, terão de largar todas essas frioleiras cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles, decerto, que se aplicam estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados”, visto que as suas preocupações não são aquelas que têm no céu as compensações merecidas.
Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. É calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida? – Fénelon. (Lião, 1860.)
4. Reflexões
4.1. Uma reflexão sobre os tormentos voluntários, IN: https://espirito.org.br/artigos/reflexao-sobre-tormentos-voluntarios/
Uma das maiores dádivas do Criador à criatura – ao lado das reencarnações sucessivas, que são a possibilidade infinita de refazer os desacertos e de construir a felicidade – está no LIVRE ARBÍTRIO.
Na escalada evolutiva, a Lei Natural (expressão da vontade do Criador) deu ao Ser Hominal (humano) a possibilidade de ele DECIDIR, sozinho, o que quer, como quer, para quê quer, e o que fazer com o que adquiriu – especialmente quando foi uma experiência: BOA ou AMARGA!
Mas, muitas vezes, o Homem transforma essa dádiva (LIVRE PENSAR E LIVRE DECIDIR) em uma arma atroz, trazendo-lhe sofrimento: pensa o Homem que pode decidir adquirir o que não está ao seu alcance, o que pertence a terceiros; almeja acumular mais bens do que necessita, submete-se a futilidades, despreza valores morais, deturpa os melhores preceitos sociais, avança nos direitos alheios, quer granjear a qualquer custo respeito (que é temor e não reconhecimento) dos subalternos e circunstantes.
Enfim, decide fazer da sua vida um só objetivo: subir, ganhar, manter a imagem seja a que custo for.
Tudo decisão da sua liberdade de agir!
Quando as graves e funestas conseqüências vêm, coloca culpa em Deus, no próximo, na incompreensão do mundo e – se acredita na reencarnação – debita os reveses ao seu passado desventuroso.
Mas, não é verdade: se nos for lícito percentualizar, diremos que 90% dos males (aflições) humanos – que trazem dor e sofrimento, verdadeiros TORMENTOS – derivam de ATOS DO PRESENTE, fruto da imprudência, da imprevidência, da imperícia, da ganância, do orgulho, da vaidade, da ambição e dos excessos de toda ordem.
Arruínam-se os Seres por falta de ordem, de perseverança, pelo seu mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos.
Quantas doenças teria evitado o Ser, não fossem sua intemperança, seus desatinos, suas agressões ao próprio físico, e, repita-se, os excessos de toda ordem! EM RESUMO:
SÃO OS TORMENTOS CHAMADOS VOLUNTÁRIOS, que o próprio Ser se impõe – independentemente da ordem das coisas naturais, independentemente da vontade do Criador, independentemente das vidas passadas, independentemente do próximo.
O Ser, indubitavelmente, é vítima de si mesmo, quando decide usar do LIVRE ARBÍTRIO contra a ordem natural das coisas.
E a ordem natural das coisas é estar no Bem, que os Espíritos definiram para Kardec (Livro dos Espíritos, questão 630, parte 3a., cap. 1) que “é tudo o que é conforme a lei de Deus”, sendo que o MAL é “tudo que lhe é contrário”, concluindo:
“Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal, é infringi-la.”
E, adicionamos nós: e assumimos as conseqüências, como herdeiros de nossas próprias ações!
No próprio Evangelho temos a história real que podemos tomar por espelho para nossa conduta: JUDAS DE KERIOTH (Iscariotes), em quem a ganância ou o erro de avaliação que resultou – traição, suicídio etc…. além de um futuro espiritual terrível! (Francisco Aranga Gabilan)
4.2. Livro dos Espíritos - Das leis morais - Capítulo X - Lei de liberdade - Livre-Arbítrio - Questões 843 a 850
843. Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?
“Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.”
844. Do livre-arbítrio goza o homem desde o seu nascimento?
“Há liberdade de agir, desde que haja vontade de fazê-lo. Nas primeiras fases da vida, quase nula é a liberdade, que se desenvolve e muda de objeto com o desenvolvimento das faculdades. Estando seus pensamentos em concordância com o que a sua idade reclama, a criança aplica o seu livre-arbítrio àquilo que lhe é necessário.”
845. Não constituem obstáculos ao exercício do livre-arbítrio as predisposições instintivas que o homem já traz consigo ao nascer?
“As predisposições instintivas são as do Espírito antes de encarnar. Conforme seja este mais ou menos adiantado, elas podem arrastá-lo à prática de atos repreensíveis, no que será secundado pelos Espíritos que simpatizam com essas disposições. Não há, porém, arrastamento irresistível, uma vez que se tenha a vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder.” (361.)
846. Sobre os atos da vida nenhuma influência exerce o organismo? E, se essa influência existe, não será exercida com prejuízo do livre-arbítrio?
“É inegável que sobre o Espírito exerce influência a matéria, que pode embaraçar-lhe as manifestações. Daí vem que, nos mundos onde os corpos são menos materiais do que na Terra, as faculdades se desdobram mais livremente. Porém, o instrumento não dá a faculdade. Além disso, cumpre se distingam as faculdades morais das intelectuais. Tendo um homem o instinto do assassínio, seu próprio Espírito é, indubitavelmente, quem possui esse instinto e quem lho dá; não são seus órgãos que lho dão. Semelhante ao bruto, e ainda pior do que este, se torna aquele que nutrifica o seu pensamento, para só se ocupar com a matéria, pois que não cuida mais de se prevenir contra o mal. Nisto é que incorre em falta, porquanto assim procede por vontade sua.” (Vede n°s. 367 e seguintes: “Influência do organismo”.)
847. A aberração das faculdades tira ao homem o livre-arbítrio?
“Já não é senhor do seu pensamento aquele cuja inteligência se ache turvada por uma causa qualquer e, desde então, já não tem liberdade. Essa aberração constitui muitas vezes uma punição para o Espírito que, porventura, tenha sido, noutra existência, fútil e orgulhoso, e tenha feito mau uso de suas faculdades. Pode esse Espírito, em tal caso, renascer no corpo de um idiota, como o déspota no de um escravo e o mau rico no de um mendigo. O Espírito, porém, sofre por efeito desse constrangimento, de que tem perfeita consciência. Está aí a ação da matéria.” (371 e seguintes.)
848. Servirá de escusa aos atos reprováveis o ser devida à embriaguez a aberração das faculdades intelectuais?
“Não, porque foi voluntariamente que o ébrio se privou da sua razão, para satisfazer a paixões brutais. Em vez de uma falta, comete duas.”
849. Qual a faculdade predominante no homem em estado selvagem: o instinto, ou o livre-arbítrio?
“O instinto, o que não o impede de agir com inteira liberdade, no tocante a certas coisas. Mas aplica, como a criança, essa liberdade às suas necessidades; ela se amplia com a inteligência. Conseguintemente, tu, que és mais esclarecido do que um selvagem, também és mais responsável pelo que fazes do que ele o é pelos seus atos.”
850. A posição social não constitui às vezes, para o homem, obstáculo à inteira liberdade de seus atos?
“É fora de dúvida que o mundo tem suas exigências. Deus é justo e tudo leva em conta. Deixa-vos, entretanto, a responsabilidade pelo pouco esforço que fizerdes para vencer os obstáculos.”
5. Prece final: Prece para a Paz interior, IN: https://www.mensagemespirita.com.br/oracao/134/prece-da-paz-interior; autor desconhecido.
Acalma a minha alma, Senhor,
Que se confrange em pesares,
Ante os problemas
Mal resolvidos
Ou sem solução.
Acalma minha alma, Senhor,
Quando a madrugada chega
E o sono não vem
Para o reclamado
Repouso do corpo cansado
Da luta diária.
Acalma minha alma, Senhor,
E toma minha vida em Tuas mãos.
Conduza-me para que
Eu não me perca
Nos caminhos tortuosos
Do desespero e da angústia
Que, insistentes,
Batem à porta
De meus pensamentos
E de meu coração.
Acalma minha alma, Senhor,
Equilibra minhas energias
E fortalece meu espírito
E assim, somente assim,
Com Teu amor
Alicerçando minha vida,
É que poderei vencer
Hoje e sempre.
Amém.
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 06/03/2021 (sábado)
1. Harmonização e prece inicial: Eu só peço a Deus - prece de Gandhi - Mercedes Sosa e Bete Carvalho
2. E.S.E. - Cap XXV - Buscai e achareis - Ajuda-te que o céu te ajudará (itens 1a 5)
3. Reflexões
3.1. Ajuda-te que o céu te ajudará - Raul Teixeira
3.2. Momento Espirita - Ajuda-te que o céu te ajudará
3.3. O Livro dos Espíritos comentado pelo espirito Miramez - Questão 663 - cap. 51 - O poder da prece
4. Prece final: Não recebi nada do que pedi - oração de um jovem atleta que aos 24 anos ficou paralítico e encontrou Deus no sofrimento.
1. Harmonização e prece inicial: Eu só peço a Deus - prece de Gandhi - Mercedes Sosa e Bete Carvalho
2. E.S.E. - Cap XXV - Buscai e achareis - Ajuda-te que o céu te ajudará (itens 1a 5)
1. Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe e quem procura acha e, àquele que bata à porta, abrir-se-á.
Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra ao filho que lhe pede pão? – Ou, se pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? – Ora, se, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, não é lógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem? (S. MATEUS, 7:7 a 11.)
2. Do ponto de vista terreno, a máxima: Buscai e achareis é análoga a esta outra: Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará. É o princípio da lei do trabalho e, por conseguinte, da lei do progresso, porquanto o progresso é filho do trabalho, visto que este põe em ação as forças da inteligência.
Na infância da Humanidade, o homem só aplica a inteligência à cata do alimento, dos meios de se preservar das intempéries e de se defender dos seus inimigos. Deus, porém, lhe deu, a mais do que outorgou ao animal, o desejo incessante do melhor, e é esse desejo que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua posição, que o leva às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da Ciência, porquanto é a Ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Pelas suas pesquisas, a inteligência se lhe engrandece, o moral se lhe depura. Às necessidades do corpo sucedem as do espírito: depois do alimento material, precisa ele do alimento espiritual. É assim que o homem passa da selvageria à civilização.
Mas, bem pouca coisa é, imperceptível mesmo, em grande número deles, o progresso que cada um realiza individualmente no curso da vida. Como poderia então progredir a Humanidade, sem a preexistência e a reexistência da alma? Se as almas se fossem todos os dias, para não mais voltarem, a Humanidade se renovaria incessantemente com os elementos primitivos, tendo de fazer tudo, de aprender tudo. Não haveria, nesse caso, razão para que o homem se achasse hoje mais adiantado do que nas primeiras idades do mundo, uma vez que a cada nascimento todo o trabalho intelectual teria de recomeçar. Ao contrário, voltando com o progresso que já realizou e adquirindo de cada vez alguma coisa a mais, a alma passa gradualmente da barbárie à civilização material e desta à civilização moral. (Vede: cap. IV, nº 17.)
3. Se Deus houvesse isentado do trabalho do corpo o homem, seus membros se teriam atrofiado; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal. Por isso é que lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e acharás; trabalha e produzirás. Dessa maneira serás filho das tuas obras, terás delas o mérito e serás recompensado de acordo com o que hajas feito.
4. Em virtude desse princípio é que os Espíritos não acorrem a poupar o homem ao trabalho das pesquisas, trazendo-lhe, já feitas e prontas a ser utilizadas, descobertas e invenções, de modo a não ter ele mais do que tomar o que lhe ponham nas mãos, sem o incômodo, sequer, de abaixar-se para apanhar, nem mesmo o de pensar. Se assim fosse, o mais preguiçoso poderia enriquecer-se e o mais ignorante tornar-se sábio à custa de nada e ambos se atribuírem o mérito do que não fizeram. Não, os Espíritos não vêm isentar o homem da lei do trabalho: vêm unicamente mostrar-lhe a meta que lhe cumpre atingir e o caminho que a ela conduz, dizendo-lhe: Anda e chegarás. Toparás com pedras; olha e afasta-as tu mesmo. Nós te daremos a força necessária, se a quiseres empregar. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXVI, nos 291 e seguintes.)
5. Do ponto de vista moral, essas palavras de Jesus significam: Pedi a luz que vos clareie o caminho e ela vos será dada; pedi forças para resistirdes ao mal e as tereis; pedi a assistência dos bons Espíritos e eles virão acompanhar-vos e, como o anjo de Tobias, vos guiarão; pedi bons conselhos e eles não vos serão jamais recusados; batei à nossa porta e ela se vos abrirá; mas, pedi sinceramente, com fé, confiança e fervor; apresentai-vos com humildade e não com arrogância, sem o que sereis abandonados às vossas próprias forças e as quedas que derdes serão o castigo do vosso orgulho.
Tal o sentido das palavras: buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á.
3. Reflexões
3.1. Ajuda-te que o céu te ajudará - Raul Teixeira
3.2. Momento Espirita - Ajuda-te que o céu te ajudará
3.3. O Livro dos Espíritos comentado pelo espirito Miramez - Questão 663 - cap. 51 - O poder da prece
Parte Terceira - Das leis morais
CAPÍTULO II - DA LEI DE ADORAÇÃO
A Prece
663. Podem as preces, que por nós mesmos fizermos, mudar a natureza das nossas provas e desviar-lhes o curso?
“As vossas provas estão nas mãos de Deus e algumas há que têm de ser suportadas até ao fim; mas, Deus sempre leva em conta a resignação. A prece traz para junto de vós os bons Espíritos e, dando-vos estes a força de suportá-las corajosamente, menos rudes elas vos parecem. Hemos dito que a prece nunca é inútil, quando bem feita, porque fortalece aquele que ora, o que já constitui grande resultado. Ajuda-te a ti mesmo e o céu te ajudará, bem o sabes. Demais, não é possível que Deus mude a ordem da Natureza ao sabor de cada um, porquanto o que, do vosso ponto de vista mesquinho e do da vossa vida efêmera, vos parece um grande mal é quase sempre um grande bem na ordem geral do Universo. Além disso, de quantos males não se constitui o homem o próprio autor, pela sua imprevidência ou pelas suas faltas? Ele é punido naquilo em que pecou. Todavia, as súplicas justas são atendidas mais vezes do que supondes. Julgais, de ordinário, que Deus não vos ouviu, porque não fez a vosso favor um milagre, enquanto que vos assiste por meios tão naturais que vos parecem obra do acaso ou da força das coisas. Muitas vezes também, as mais das vezes mesmo, ele vos sugere a ideia que vos fará sair da dificuldade pelo vosso próprio esforço.”
Questão 663 comentada
As preces não podem mudar todos os destinos humanos, contudo, elas têm forças descomunais que os próprios homens desconhecem. A oração, pelo modo que ensinou Jesus, pelo exemplo, é um transformador espiritual das vidas; quem sabe orar, sabe viver bem.
A prece traz para junto de nós os Espíritos elevados, desde quando sejam elevados os nossos sentimentos. Convém ao Espírito, encarnado ou não, estudar a força da oração, exercitar-se na prece diariamente, até dominar as forças que pode atrair com ela, mas sempre em trabalho digno. Não se brinca com as forças divinas em expansão no universo, mas que emanam do próprio Deus, na luz do Seu amor.
Quando se sabe orar, mesmo que seja em favor de alguém que sofre, o mais beneficiado é quem ora, recebendo assistência dos bons Espíritos, e na transfusão de trocas superiores, a energia que se acumula pela oração, cura, alegra e nos encaminha para uma vida melhor.
O ajuda-te a ti mesmo e o Céu te ajudará é verdade que ilumina os de boa vontade. Precisamos conhecer a nós mesmos, e isso somente o tempo nos pode ensinar com proveito. A nós foi dada a razão, e esse raciocínio deve ser usado em busca da nossa felicidade, que não anda muito longe, ao alcance da nossa mão e, por certo, dentro de nós mesmos.
Quem busca o céu no exterior, sempre sofre o trabalho da busca sem proveito. Quem desejar o céu, que comece a mudar por dentro, conforme nos ensina o Evangelho de Jesus, que, ao seu redor, como que por encanto, tudo passará a se transformar e o céu que tanto procurava no exterior surgirá em sua consciência, e não só ele, mas Deus e Cristo, a lhe ensinar as primeiras letras do alfabeto divino.
Tornamos a dizer, sem atropelos no raciocínio, que deves conhecer Jesus, estudar Jesus, respirar Jesus e amar a Jesus, pois Ele é o alimento de todas as criaturas radicadas na Terra. Muitos dizem que Ele nos deixou e foi embora. Como se enganam esses que assim pensam! Escuta o que Ele mesmo falou, anotado no Evangelho por João, no capítulo catorze, versículo vinte e oito:
Ouvistes o que Eu vos disse:
Vou e volto para junto de vós; se me amásseis, alegrar-vos-íeis, de que Eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.
Não disse o Mestre que voltaria para junto de nós? Por que não confiar na Sua palavra? Nunca Ele nos enganou, e na verdade Ele já voltou, e a humanidade não conheceu a Sua volta. Ele veio por intermédio da Doutrina dos Espíritos e aí se encontra derramando para todo o Seu rebanho a palavra de amor e de sabedoria, palavras que ajudam, que consolam e instruem. Para que a Sua volta pessoal, se temos, todas as criaturas, a Sua presença, por intermédio dos Seus agentes mais categorizados, dando pão a quem tem fome, vestindo os nus, levantando os 'caídos, amparando os estropiados, visitando os enfermos e dando esperança aos encarcerados? Quanto a muitos que se apegam a velhas filosofias, que o tempo e o progresso deixaram para trás, e que desejam afirmativas mais presas ao passado, afirmamos-lhes que o Cristo já era antes que todos eles fossem, e a Sua doutrina é a mais pura de todos os tempos. Os sábios e profetas que O antecederam para instruir os homens, foram todos, sem exceção, enviados por Ele, para depois Ele mesmo vir com a Sua pureza, como veio, a nos confortar e nos dar maior esperança para viver.
Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade, eu vos digo:
Antes que Abraão existisse, eu Sou. (João, 8:58)
De que precisamos mais, para reconhecermos que o Cristo em Jesus é o Guia da humanidade desde o princípio da formação da Terra? A humanidade se encontra em duras provas; não vamos mudar seu destino, mas podemos aliviar as provas, se soubermos orar.
4. Prece final: Não recebi nada do que pedi - oração de um jovem atleta que aos 24 anos ficou paralítico e encontrou Deus no sofrimento.
Olá para todos ,
Pedi a Deus que fosse forte a fim de executar projetos grandiosos. E Ele me fez fraco para conservar-me humilde.
Pedi a Deus que me desse saúde para realizar grandes empreendimentos. E Ele me deu a doença para compreendê-Lo melhor.
Pedi a Deus riqueza para tudo possuir. E Ele deixou-me pobre para não ser egoísta.
Pedi a Deus poder, para que os homens precisassem de mim. E Ele deu-me humildade para que Dele precisasse.
Pedi a Deus tudo para gozar da vida. E Ele me deu a vida para gozar de tudo.
Senhor, não recebi nada do que pedi. Mas deste-me tudo de que eu precisava. E, quase contra a minha vontade.
As preces que não fiz foram ouvidas. Louvado seja meu Deus. Entre todos os homens ninguém tem mais do que eu.
Abraços,
WOLLER
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Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 05/03/2021 (sexta)
Harmonização e Prece Inicial espontânea ao som da Ave Maria (instrumental) - Schubert - Violin & Piano
E.S.E. Capítulo XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita - Instruções dos Espíritos - Benefícios pagos com a ingratidão (item 19)
3. Reflexão : Do Livro Socorro e Solução - José Carlos de Lucca - Cap. 17 - Faça luz em sua vida
4. Prece final: Música Tudo é do Pai - Pe. Fábio de Melo
1.Harmonização e Prece Inicial espontânea ao som da Ave Maria (instrumental) - Schubert - Violino e Piano
2. E.S.E. Capítulo XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita - Instruções dos Espíritos - Benefícios pagos com a ingratidão (item 19)
19. Que se deve pensar dos que, recebendo a ingratidão em paga de benefícios que fizeram, deixam de praticar o bem para não topar com os ingratos?
Nesses, há mais egoísmo do que caridade, visto que fazer o bem, apenas para receber demonstrações de reconhecimento, é não o fazer com desinteresse, e o bem, feito desinteressadamente, é o único agradável a Deus. Há também orgulho, porquanto os que assim procedem se comprazem na humildade com que o beneficiado lhes vem depor aos pés o testemunho do seu reconhecimento. Aquele que procura, na Terra, recompensa ao bem que pratica não a receberá no céu. Deus, entretanto, terá em apreço aquele que não a busca no mundo.
Deveis sempre ajudar os fracos, embora sabendo de antemão que os a quem fizerdes o bem não vo-lo agradecerão. Ficai certos de que, se aquele a quem prestais um serviço o esquece, Deus o levará mais em conta do que se com a sua gratidão o beneficiado vo-lo houvesse pago. Se Deus permite por vezes sejais pagos com a ingratidão, é para experimentar a vossa perseverança em praticar o bem.
E sabeis, porventura, se o benefício momentaneamente esquecido não produzirá mais tarde bons frutos? Tende a certeza de que, ao contrário, é uma semente que com o tempo germinará. Infelizmente, nunca vedes senão o presente; trabalhais para vós e não pelos outros. Os benefícios acabam por abrandar os mais empedernidos corações; podem ser olvidados neste mundo, mas, quando se desembaraçar do seu envoltório carnal, o Espírito que os recebeu se lembrará deles e essa lembrança será o seu castigo. Deplorará a sua ingratidão; desejará reparar a falta, pagar a dívida noutra existência, não raro buscando uma vida de dedicação ao seu benfeitor. Assim, sem o suspeitardes, tereis contribuído para o seu adiantamento moral e vireis a reconhecer a exatidão desta máxima: um benefício jamais se perde. Além disso, também por vós mesmos tereis trabalhado, porquanto granjeareis o mérito de haver feito o bem desinteressadamente e sem que as decepções vos desanimassem.
Ah! meus amigos, se conhecêsseis todos os laços que prendem a vossa vida atual às vossas existências anteriores; se pudésseis apanhar num golpe de vista a imensidade das relações que ligam uns aos outros os seres, para o efeito de um progresso mútuo, admiraríeis muito mais a sabedoria e a bondade do Criador, que vos concede reviver para chegardes a ele. – Guia protetor. (Sens, 1862.)
3. Reflexão : Do Livro Socorro e Solução - José Carlos de Lucca - Cap. 17 - Faça luz em sua vida
Se estivermos num quarto escuro, de nada adiantará nos revoltarmos contra a escuridão. Isso não vai fazer com que a luz se acenda. Da mesma forma, se o sofrimento tem deixado nossos dias mais escuros, de nenhum proveito é a nossa atitude de queixa ou revolta contra os problemas que nos visitam. Precisamos aprender a fazer luz, como ensina André Luiz. E de que maneira podemos fazer isso? Vamos nos concentrar naquilo que nos deixa bem e largar tudo o que nos deixa mal. Aqui vão algumas indicações:
1. Troquemos a queixa pela gratidão.
2. Cultivemos diariamente pensamentos positivos, não deixando que as ideias negativas ganhem espaço em nossa mente.
3.Acreditemos firmemente que estamos sob a proteção de Deus, e que nenhuma força contrária poderá nos desviar do olhar atento e misericordioso que o Senhor tem por nós.
4.Nos momentos de angústia, procuremos o socorro da prece.
5.Creiamos que o mal que hoje nos atinge é a visita disfarçada do bem, preparando novos e melhores caminhos para o amanhã.
6.Continuemos cumprindo as nossas obrigações da melhor maneira possível, auxiliando quem necessite de nossa cooperação.
Assim agindo, faremos muita luz em nosso caminho e tudo, pouco a pouco, há de clarear em nossa vida. Entendamos, sobretudo, que há uma lição oculta em cada problema, um aprendizado a ser feito por nós. Provavelmente, estamos nos esquecendo de praticar algo que já sabemos. A dor é um sinal de alarme chamando a nossa atenção para algo que não estamos fazendo da forma como já poderíamos fazer. Não gritemos lá fora contra o sofrimento! Examinemos dentro de nós mesmos. Já não poderíamos estar agindo de uma forma melhor na situação que nos aflige.
Será que temos amado o suficiente? Por acaso, já não é hora de perdoar quem nos feriu? Por ventura, temos nos empenhado colocar todo o nosso potencial em ação na resolução dos desafios que a vida nos apresenta? Será que não estamos fazendo "corpo-mole" para escalar a montanha dos nossos sonhos? Será que não nos estamos tratando como "coitados", esquecendo que nós estamos no comando da própria vida?
A mensagem espiritual nos conclama a pararmos de acusar as trevas, isto é, a estancarmos todo o processo de queixa, revolta e inconformismo diante dos percalços que nos afligem. Quem está na escuridão precisa de luz. Hoje é dia de clarear o nosso caminho com a luz das atitudes positivas. Só assim espantaremos as trevas para bem longe.
4. Prece final: Música Tudo é do Pai - Pe. Fábio de Melo
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 04/03/2021 (quinta)
Harmonização e Prece Inicial: Ave Maria instrumental - Bach/Gounod (Violin & Piano)
E.S.E. Capítulo V - Bem Aventurados os Aflitos - Instruções dos Espíritos - A Felicidade não é deste Mundo (Item 20)
3. Livro dos Espíritos - Cap I - Das Penas e Gozoso Terrenos - Felicidade e Infelicidade Relativa - Questão 933
4. Reflexão - Cap. 19 - A Receita da Felicidade - Jesus no Lar - Neio Lúcio/Chico Xavier
5. Prece final: música -Prece de Cáritas - Ana Rosa
1.Harmonização e Prece Inicial: Ave Maria instrumental - Bach/Gounod (Violin & Piano)
2. E.S.E. Capítulo V - Bem Aventurados os Aflitos - Instruções dos Espíritos - A Felicidade não é deste Mundo
20. Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isso, meus caros filhos, prova, melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: “A felicidade não é deste mundo.” Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições essenciais à felicidade. Digo mais: nem mesmo reunidas essas três condições tão desejadas, porquanto incessantemente se ouvem, no seio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.
Diante de tal fato, é inconcebível que as classes laboriosas e militantes invejem com tanta ânsia a posição das que parecem favorecidas da fortuna. Neste mundo, por mais que faça, cada um tem a sua parte de labor e de miséria, sua cota de sofrimentos e de decepções, donde facilmente se chega à conclusão de que a Terra é lugar de provas e de expiações.
Assim, pois, os que pregam que ela é a única morada do homem e que somente nela e numa só existência é que lhe cumpre alcançar o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam os que os escutam, visto que demonstrado está, por experiência arqui-secular, que só excepcionalmente este globo apresenta as condições necessárias à completa felicidade do indivíduo.
Em tese geral pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia a cuja conquista as gerações se lançam sucessivamente, sem jamais lograrem alcançá-la. Se o homem ajuizado é uma raridade neste mundo, o homem absolutamente feliz jamais foi encontrado.
O em que consiste a felicidade na Terra é coisa tão efêmera para aquele que não tem a guiá-lo a ponderação, que, por um ano, um mês, uma semana de satisfação completa, todo o resto da existência é uma série de amarguras e decepções. E notai, meus caros filhos, que falo dos venturosos da Terra, dos que são invejados pela multidão.
Conseguintemente, se à morada terrena são peculiares as provas e a expiação, forçoso é se admita que, algures, moradas há mais favorecidas, onde o Espírito, conquanto aprisionado ainda numa carne material, possui em toda a plenitude os gozos inerentes à vida humana. Tal a razão por que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão gravitar um dia, quando vos achardes suficientemente purificados e aperfeiçoados.
Todavia, não deduzais das minhas palavras que a Terra esteja destinada para sempre a ser uma penitenciária. Não, certamente! Dos progressos já realizados, podeis facilmente deduzir os progressos futuros e, dos melhoramentos sociais conseguidos, novos e mais fecundos melhoramentos. Essa a tarefa imensa cuja execução cabe à nova doutrina que os Espíritos vos revelaram.
Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime e que cada um de vós se despoje do homem velho. Deveis todos consagrar-vos à propagação desse Espiritismo que já deu começo à vossa própria regeneração. Corre-vos o dever de fazer que os vossos irmãos participem dos raios da sagrada luz. Mãos, portanto, à obra, meus muito queridos filhos! Que nesta reunião solene todos os vossos corações aspirem a esse grandioso objetivo de preparar para as gerações porvindouras um mundo onde já não seja vã a palavra felicidade. – François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot. (Paris, 1863.)
3. Livro dos Espíritos - Cap I - Das Penas e Gozoso Terrenos - Felicidade e Infelicidade Relativa - Questão 933
933. Assim como, muitas vezes, é o homem o causador de seus sofrimentos materiais, também o será de seus sofrimentos morais?
“Mais ainda, porque os sofrimentos materiais algumas vezes independem da vontade; mas o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, numa palavra, são torturas da alma.
A inveja e o ciúme! Felizes os que desconhecem estes dois vermes roedores! Para aquele que a inveja e o ciúme atacam, não há calma, nem repouso possíveis. À sua frente, como fantasmas que lhe não dão tréguas e o perseguem até durante o sono, se levantam os objetos de sua cobiça, do seu ódio, do seu despeito. O invejoso e o ciumento vivem ardendo em contínua febre. Será essa uma situação desejável? Não compreendeis que, com as suas paixões, o homem cria para si mesmo suplícios voluntários, tornando-se-lhe a Terra verdadeiro inferno?”
Muitas expressões pintam energicamente o efeito de certas paixões. Diz-se: “inchado de orgulho”, “morrer de inveja”, “secar de ciúme” ou “de despeito”, “não comer nem beber de ciúmes”, etc. Esse quadro é sumamente real. Acontece até não ter a inveja objeto determinado. Há pessoas invejosas, por natureza, de tudo o que se eleva, de tudo o que sai da craveira vulgar, embora nenhum interesse direto tenham, mas unicamente porque não podem conseguir outro tanto. Ofusca-as tudo o que lhes parece estar acima do horizonte e, se constituíssem maioria na sociedade, trabalhariam para reduzir tudo ao nível em que se acham. É a inveja aliada à mediocridade.
Frequentemente o homem só é infeliz pela importância que liga às coisas deste mundo. Fazem-lhe a infelicidade a vaidade, a ambição e a cobiça desiludidas. Se se colocar fora do círculo acanhado da vida material, se elevar seus pensamentos para o infinito, que é seu destino, mesquinhas e pueris lhe parecerão as vicissitudes da humanidade, como o são as tristezas da criança que se aflige pela perda de um brinquedo que fazia a sua felicidade suprema.
Aquele que só vê felicidade na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz, quando não os pode satisfazer, ao passo que aquele que nada pede ao supérfluo é feliz com aquilo que outros consideram calamidades.
Referimo-nos ao homem civilizado, porquanto o selvagem, sendo mais limitadas as suas necessidades, não tem os mesmos motivos de cobiça e de angústias: diversa é a sua maneira de ver as coisas. Como civilizado, o homem raciocina sobre a sua infelicidade e a analisa. Por isso é que esta o afeta mais. Mas também lhe é facultado analisar e raciocinar sobre os meios de obter consolação. Essa consolação ele a encontra no sentimento cristão, que lhe dá a esperança de melhor futuro, e no Espiritismo, que lhe dá a certeza desse futuro.
4. Reflexão - Cap. 19 - A Receita da Felicidade - Jesus no Lar - Neio Lúcio/Chico Xavier
A receita da felicidade
Tadeu, que era dos comentaristas mais inflamados, no culto da Boa Nova, em casa de Pedro, entusiasmara-se na reunião, relacionando os imperativos da felicidade humana e clamando contra os dominadores de Roma e contra os rabinos do Sinédrio.
Tocado de indisfarçável revolta, dissertou largamente sobre a discórdia e o sofrimento reinantes no povo, situando-lhes a causa nas deficiências políticas da época, e, depois que expendeu várias considerações preciosas, em torno do assunto, Jesus perguntou-lhe:
— Tadeu, como interpreta você a felicidade?
— Senhor, a felicidade é a paz de todos.
O Cristo estampou significativa expressão fisionômica e ponderou:
— Sim, Tadeu, isto não desconheço; entretanto, estimaria saber como se sentiria você realmente feliz.
O discípulo, com algum acanhamento, enunciou:
— Mestre, suponho que atingiria a suprema tranquilidade se pudesse alcançar a compreensão dos outros.
Desejo, para esse fim, que o próximo me não despreze as intenções nobres e puras.
Sei que erro, muitas vezes, porque sou humano; entretanto, ficaria contente se aqueles que convivem comigo me reconhecessem o sincero propósito de acertar.
Respiraria abençoado júbilo se pudesse confiar em meus semelhantes, deles recebendo a justa consideração de que me sinta credor, em face da elevação de meu ideal.
Suspiro pelo respeito de todos, para que eu possa trabalhar sem impedimentos.
Regozijar-me-ia se a maledicência me esquecesse.
Vivo na expectativa da cordialidade alheia e julgo que o mundo seria um paraíso se as pessoas da estrada comum se tratassem de acordo com o meu anseio honesto de ser acatado pelos demais.
A indiferença e a calúnia doem-me no coração.
Creio que o sarcasmo e a suspeita foram organizados pelos Espíritos das trevas, para tormento das criaturas.
A impiedade é um fel quando dirigida contra mim, a maldade é um fantasma de dor quando se põe ao meu encontro.
Em razão de tudo isso, sentir-me-ia venturoso se os meus parentes, afeiçoados e conterrâneos me buscassem, não pelo que aparento ser nas imperfeições do corpo, mas pelo conteúdo de boa-vontade que presumo conservar em minh’alma.
Acima de tudo, Senhor, estaria sumamente satisfeito se quantos peregrinam comigo me concedessem direito de experimentar livremente o meu gênero de felicidade pessoal, desde que me sinta aprovado pelo código do bem, no campo de minha consciência, sem ironias e críticas descabidas.
Resumindo, Mestre, eu queria ser compreendido, respeitado e estimado por todos, embora não seja, ainda, o modelo de perfeição que o Céu espera de mim, com o abençoado concurso da dor e do tempo.
Calou-se o apóstolo e esboçou-se, na sala singela, incontido movimento de curiosidade ante a opinião que o Cristo adotaria.
Alguns dos companheiros esperavam que o Amigo Celeste usasse o verbo em comprida dissertação, mas o Mestre fixou os olhos muito límpidos no discípulo e falou com franqueza e doçura:
— Tadeu, se você procura, então, a alegria e a felicidade do mundo inteiro, proceda para com os outros, como deseja que os outros procedam para com você. E caminhando cada homem nessa mesma norma, muito breve estenderemos na Terra as glórias do Paraíso.
5. Prece final: música - Prece de Cáritas - Ana Rosa
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 03/03/2021 (quarta)
Harmonização e Prece Inicial: Piedade em Casa - Emmanuel - psicografia de Chico Xavier- na voz de Carlos Araújo
E.S.E. Capítulo XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita - Instruções dos Espíritos - A Piedade (Item 17)
3. Reflexões:
3.1. A Piedade - Leda de Almeida Rezende Ebner - Janeiro / 2012
3.2. Livro dos Espíritos - Cap. II - Das leis morais. Lei de adoração – Questão 665
4. Prece final: Oração das Seis - Piedade - Oração do Pr. Sebastião Donizeti
1.Harmonização e Prece Inicial: Piedade em Casa - Emmanuel - psicografia de Chico Xavier- na voz de Carlos Araújo
2. E.S.E. Capítulo XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita - Instruções dos Espíritos - A Piedade (Item 17)
17. A piedade é a virtude que mais vos aproxima dos anjos; é a irmã da caridade, que vos conduz a Deus. Ah! deixai que o vosso coração se enterneça diante das misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes. Vossas lágrimas são um bálsamo que lhes aplicais sobre as feridas e, quando, por uma doce simpatia, vindes a lhes restituir a esperança e a resignação, que encanto experimentais! Esse Encanto, é verdade, tem um certo amargor, porque nasce ao lado da infelicidade; mas, se não tem a agrura dos gozos mundanos, também não tem as pungentes decepções do vazio que estes últimos deixam atrás de si. Há uma suavidade penetrante que alegra a alma. A piedade, uma piedade bem sentidas, é amor; o amor é devotamento; o devotamento é o esquecimento de si mesmo; e esse esquecimento, essa abnegação em favor dos infelizes, é a virtude por excelência, a que praticou em toda a sua vida o divino Messias e que ensinou na sua doutrina tão santa e tão sublime.
Quando esta doutrina for Retorna a sua pureza primitiva, e for admitida por todos os povos, dará felicidade à Terra, nela fazendo reinar, enfim, a concórdia, a paz e o amor.
O sentimento mais próprio para vos fazer progredir, domando vosso egoísmo e o vosso orgulho, o que dispõe vossa alma à humildade, à beneficência e ao amor do próximo, é a piedade! Essa piedade que vos comove até às entranhas , diante dos sofrimentos de vossos irmãos, que vos faz lhes estender a mão para segura e vos arranca lágrimas de simpatia. Portanto, não sufoqueis jamais em vossos corações essas emoções celestes; não façais como esses egoístas endurecidos que se distanciam dos aflitos, porque a visão de sua miséria perturbaria por instante a existência alegre existência. Temei permanecer indiferentes, quando puderdes ser úteis. A tranquilidade comprada ao preço de uma indiferença culpável, é a tranquilidade do mar Morto, no fundo de suas águas se escondem o lodo fétido e a corrupção.
Quando a piedade está longe, entretanto, de causar a perturbação e o aborrecimento com os quais se apavora o egoísta! Sem dúvida, a alma experimenta, ao contato da infelicidade alheia, e voltando-se para si mesma, um abalo natural e profundo, que faz vibrar todo o vosso ser e vós afeta penosamente. Mas a compensação será grande quando vierdes a restituir coragem e esperança a um irmão infeliz que se emociona com a pressão da mão amiga, e cujo olhar, ao mesmo tempo úmido de emoção e de reconhecimento, se volta docemente para vós antes de se fixar no Céu agradecendo por lhe ter enviado um consolador, um apoio. A piedade é a melancólica, mas celeste precursora da caridade, essa primeira virtude , da qual é irmã e cujos benefícios prepara e enobrece. – Miguel. (Bordéus, 1862.)
3. Reflexões:
3.1. A Piedade - Leda de Almeida Rezende Ebner - Janeiro / 2012
A PIEDADE
Piedade é compaixão pelo sofrimento alheio, comiseração.
Michel, o espírito que assinou a mensagem, diz que a piedade é a virtude que mais nos aproxima dos anjos, sendo a irmã da caridade, que nos aproxima de Deus.
Aconselha a todos a enternecerem-se diante dos sofrimentos alheios, a deixarem as lágrimas correrem, porque esse sentimento irradiado torna-se um bálsamo nas feridas dos que sofrem, auxiliando a resignação e a esperança.
Restituir esperança a quem a havia perdido, estimular a resignação, são atos que têm como conseqüência um prazer diferente, ligado, sim, ao sofrimento de alguém, que é, todavia, amenizado, suavizado. prazer suave e doce, que vem do sentimento e da percepção da reação do sofredor, que se sente mais leve, mais confortado.
“A piedade , quando profundamente sentida, é amor; o amor é devotamento; o devotamento é o olvido de si mesmo; e esse olvido, essa abnegação pelos infelizes é a virtude por excelência, aquela mesma que o divino Messias praticou em toda a sua vida, e ensinou na sua doutrina tão santa e sublime.”
Por essas palavras, vemos que, no desenvolvimento espiritual do homem, quando ele começa a se sensibilizar com o sofrimento do outro, sentindo piedade, inicia o desenvolvimento do amor, que se transcende no devotamento, que é o esquecimento de si mesmo, tal como Jesus que, por amor a Deus e à Sua Criação, devotou-se à humanidade da Terra.
Assim, acompanhou Jesus o desenvolvimento dos primeiros seres vivos, seu desenvolvimento nos reinos inferiores, auxiliou-os na evolução para Espíritos.
Permitiu que Espíritos exilados de um mundo de Capela, que se ascenderia a uma categoria mais elevada, a qual aqueles milhares de espíritos não tinham condição de acompanhar, pelo seu atraso moral, permitiu que eles viessem para a Terra, onde convivendo com homens bem mais atrasados, colaborando com eles, no seu desenvolvimento, desenvolveriam suas qualificações morais.
E quando o desenvolvimento espiritual permitiu, Jesus veio viver neste mundo inferior, conviver com homens ainda rudes, imperfeitos, orgulhosos e egoístas, para ensinar-lhes o verdadeiro caminho da evolução moral do homem na Terra.
“Quando essa doutrina for devolvida à sua pureza primitiva, quando for admitida por todos os povos, ela tornará a Terra feliz, fazendo reinar na sua face a concórdia, a paz e o amor.”
Essa é a missão do espiritismo, O Consolador prometido por Jesus: auxiliar a humanidade no seu desenvolvimento moral, no entendimento dos ensinos do Mestre, com novas revelações, comprovadas por fatos e raciocínios que tornam esses ensinos claros, pela constatação da sua necessidade e possibilidade de serem vividos ainda na Terra.
Com o espiritismo, a razão e o coração compreendem porque Jesus é o caminho, a verdade e a vida e que os homens têm todas as condições internas para seguir seus ensinos, no cotidiano, porque, um dia, todos os viverão plenamente.
E o autor afirma que o exercício da piedade, “que comove até as fibras mais íntimas, diante do sofrimento alheio, que vos leva a estender-lhes a mão caridosa e que arranca lágrimas de simpatia” é o que faz o homem progredir, no domínio do orgulho e do egoísmo, dispondo a alma à humildade, à beneficência e ao amor ao próximo.
Daí, jamais sufocá-la, como muitos o fazem, com vergonha de demonstrar suas emoções, seus sentimentos, por considerá-los fraqueza, sentimentalismo tolo, segundo os valores terrenos.
“Temei ficardes indiferentes, quando puderdes ser úteis.”
A piedade jamais provoca perturbação e aborrecimento, como pensam os que dela fogem. Se provoca sentimentos de tristeza, de constrangimento, esses desaparecem logo, sendo substituídos pela felicidade de devolver a coragem, a esperança e a fé, quando o homem se deixa guiar por ela, fazendo o que pode para auxiliar, minorando sofrimentos.
A piedade leva o homem a perder, sem mesmo se dar conta, o egoísmo, se ele não a afastar de si, quando se comove diante de alguém que sofre.
Desse estudo, a lição maior é o estímulo a deixar-se dominar pelo sentimento de piedade, não abafá-lo com vergonha de sentir-se fraco, por medo de envolver-se, de ter mais aborrecimentos ou problemas, a fim de se fazer tudo o que se pode, em favor dos necessitados, sejam quais forem a origem dessas necessidades.
“A piedade é a melancólica, mas celeste precursora da caridade, esta primeira entre as virtudes, de que ela é irmã, e cujos benefícios prepara e enobrece.”
3.2. Livro dos Espíritos - Cap. II - Das leis morais. Lei de adoração – Questão 665
665. Que se deve pensar da opinião dos que rejeitam a prece em favor dos mortos, por não se achar prescrita no Evangelho? “Aos homens disse o Cristo: Amai-vos uns aos outros. Esta recomendação contém a de empregar o homem todos os meios possíveis para testemunhar aos outros homens afeição, sem haver entrado em minúcias quanto à maneira de atingir ele esse fim. Se é certo que nada pode fazer que o Criador, imagem da justiça perfeita, deixe de aplicá-la a todas as ações do Espírito, não menos certo é que a prece que lhe dirigis por aquele que vos inspira afeição constitui, para este, um testemunho de que dele vos lembrais, testemunho que forçosamente contribuirá para lhe suavizar os sofrimentos e consolá-lo. Desde que ele manifeste o mais ligeiro arrependimento, mas só então, é socorrido. Nunca, porém, será deixado na ignorância de que uma alma simpática com ele se ocupou. Ao contrário, será deixado na doce crença de que a intercessão dessa alma lhe foi útil. Daí resulta necessariamente, de sua parte, um sentimento de gratidão e afeto pelo que lhe deu essa prova de amizade ou de piedade. Em consequência, crescerá num e noutro, reciprocamente, o amor que o Cristo recomendava aos homens. Ambos, pois, se fizeram assim obedientes à lei de amor e de união de todos os seres, lei divina, de que resultará a unidade, objetivo e finalidade do Espírito.”
4. Prece final: Oração das Seis - Piedade - Oração do Pr. Sebastião Donizeti
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 02/03/2021 (terça)
Harmonização e Prece Inicial: A prece - Tim e Vanessa
2. E.S.E. - Cap. XI - Amar o próximo como a si mesmo - Instruções dos Espíritos - A lei de amor (item 10)
3. Reflexões
3.1. Do Livro Pensamento e Vida - Emmanuel / Chico Xavier – Cap. 30 – Amor
3.2. Livro dos Espíritos - Cap. XI - Da Lei de justiça , de amor e de caridade - Questão 887
3.3. Amor - Haroldo Dutra - Estudo Espírita
4. Prece final: espontânea ao som de "Belo pra mim".
1.Harmonização e Prece Inicial: A prece - Tim e Vanessa
2. E.S.E. - Cap. XI - Amar o próximo como a si mesmo - Instruções dos Espíritos - A lei de amor (item 10)
10. Meus caros condiscípulos, os Espíritos aqui presentes vos dizem, por meu intermédio: “Amai muito, afim de serdes amados.” É tão justo esse pensamento, que nele encontrareis tudo o que consola e abranda as penas de cada dia; ou melhor: pondo em prática esse sábio conselho, elevar-vos-eis de tal modo acima da matéria que vos espiritualizareis antes de deixardes o invólucro terrestre. Havendo os estudos espíritas desenvolvido em vós a compreensão do futuro, uma certeza tendes: a de caminhardes para Deus, vendo realizadas todas as promessas que correspondem às aspirações de vossa alma. Por isso, deveis elevar-vos bem alto para julgardes sem as constrições da matéria, e não condenardes o vosso próximo sem terdes dirigido a Deus o pensamento.
Amar, no sentido profundo do termo, é o homem ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros o que queira que estes lhe façam; é procurar em torno de si o sentido íntimo de todas as dores que acabrunham seus irmãos, para suavizá-las; é considerar como sua a grande família humana, porque essa família todos a encontrareis, dentro de certo período, em mundos mais adiantados; e os Espíritos que a compõem são, como vós, filhos de Deus, destinados a se elevarem ao infinito. Assim, não podeis recusar aos vossos irmãos o que Deus liberalmente vos outorgou, porquanto, de vosso lado, muito vos alegraria que vossos irmãos vos dessem aquilo de que necessitais. Para todos os sofrimentos, tende, pois, sempre uma palavra de esperança e de conforto, a fim de que sejais inteiramente amor e justiça.
Crede que esta sábia exortação: “Amai bastante, para serdes amados”, abrirá caminho; revolucionária, ela segue sua rota, que é determinada, invariável. Mas, já ganhastes muito, vós que me ouvis, pois que já sois infinitamente melhores do que éreis há cem anos. Mudastes tanto, em proveito vosso, que aceitais de boa mente, sobre a liberdade e a fraternidade, uma imensidade de ideias novas, que outrora rejeitaríeis. Ora, daqui a cem anos, sem dúvida aceitareis com a mesma facilidade as que ainda vos não puderam entrar no cérebro.
Hoje, quando o movimento espírita há dado tão grande passo, vede com que rapidez as ideias de justiça e de renovação, constantes nos ditados espíritas, são aceitas pela parte mediana do mundo inteligente. É que essas ideias correspondem a tudo o que há de divino em vós. É que estais preparados por uma sementeira fecunda: a do século passado, que implantou no seio da sociedade terrena as grandes ideias de progresso. E, como tudo se encadeia sob a direção do Altíssimo, todas as lições recebidas e aceitas virão a encerrar-se na permuta universal do amor ao próximo. Por aí, os Espíritos encarnados, melhor apreciando e sentindo, se estenderão as mãos, de todos os confins do vosso planeta. Uns e outros reunir-se-ão, para se entenderem e amarem, para destruírem todas as injustiças, todas as causas de desinteligências entre os povos.
Grande conceito de renovação pelo Espiritismo, tão bem exposto em O Livro dos Espíritos; tu produzirás o portentoso milagre do século vindouro, o da harmonização de todos os interesses materiais e espirituais dos homens, pela aplicação deste preceito bem compreendido: “Amai bastante, para serdes amados.” Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. (1863.)
3. Reflexões
3.1. Do Livro Pensamento e Vida - Emmanuel / Chico Xavier – Cap. 30 – Amor
1 O amor puro é o reflexo do Criador em todas as criaturas.
2 Brilha em tudo e em tudo palpita na mesma vibração de sabedoria e beleza.
3 É fundamento da vida e justiça de toda a Lei.
4 Surge, sublime, no equilíbrio dos mundos erguidos à glória da imensidade, quanto nas flores anônimas esquecidas no campo.
5 Nele fulgura, generosa, a alma de todas as grandes religiões que aparecem, no curso das civilizações, por sistemas de fé à procura da comunhão com a Bondade Celeste, e nele se enraíza todo o impulso de solidariedade entre os homens.
6 Plasma divino com que Deus envolve tudo o que é criado, o amor é o hálito d’Ele mesmo, penetrando o Universo.
7 Vemo-lo, assim, como silenciosa esperança do Céu, aguardando a evolução de todos os princípios e respeitando a decisão de todas as consciências.
8 Mercê de semelhante bênção, cada ser é acalentado no degrau da vida em que se encontra.
9 O verme é amado pelo Senhor, que lhe concede milhares e milhares de séculos para levantar-se da viscosidade do abismo, tanto quanto o anjo que O representa junto do verme. 10 A seiva que nutre a rosa é a mesma que alimenta o espinho dilacerante. 11 Na árvore em que se aninha o pássaro indefeso, pode acolher-se a serpente com as suas armas de morte. 12 No espaço de uma penitenciária, respira, com a mesma segurança, o criminoso que lhe padece as grades de sofrimento e o correto administrador que lhe garante a ordem. 13 O amor, repetimos, é o reflexo de Deus, Nosso Pai, que se compadece de todos e que a ninguém violenta, embora, em razão do mesmo amor infinito com que nos ama, determine estejamos sempre sob a lei da responsabilidade que se manifesta para cada consciência, de acordo com as suas próprias obras.
14 E, amando-nos, permite o Senhor perlustrarmos sem prazo o caminho de ascensão para Ele, concedendo-nos, quando impensadamente nos consagramos ao mal, a própria eternidade para reconciliar-nos com o Bem, que é a Sua Regra Imutável.
15 Herdeiros d’Ele que somos, raios de Sua Inteligência Infinita e sendo Ele Mesmo o Amor Eterno de Toda a Criação, em tudo e em toda parte, é da legislação por Ele estatuída que cada espírito reflita livremente aquilo que mais ame, transformando-se-lhe aqui e ali, na luz ou na treva, na alegria ou na dor a que empenhe o coração.
16 Eis porque Jesus, o Modelo Divino, enviado por Ele à Terra para clarear-nos a senda, em cada passo de seu Ministério tomou o amor ao Pai por inspiração de toda a vida, amando sem a preocupação de ser amado e auxiliando sem qualquer ideia de recompensa. Descendo à Esfera dos homens por amor, humilhando-se por amor, ajudando e sofrendo por amor, passa no mundo, de sentimento erguido ao Pai Excelso, refletindo-Lhe a vontade sábia e misericordiosa. 17 E, para que a vida e o pensamento de todos nós lhe retratem as pegadas de luz, legou-nos, em nome de Deus, a sua fórmula inesquecível: — “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” ( † )
Emmanuel
3.2. Livro dos Espíritos - Cap. XI - Da Lei de justiça , de amor e de caridade - Questão 887
Caridade e amor do próximo
887. Jesus também disse: Amai mesmo os vossos inimigos. Ora, o amor aos inimigos não será contrário às nossas tendências naturais e a inimizade não provirá de uma falta de simpatia entre os Espíritos?
“Certo ninguém pode votar aos seus inimigos um amor terno e apaixonado. Não foi isso o que Jesus entendeu de dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e lhes retribuir o mal com o bem. O que assim procede se torna superior aos seus inimigos, ao passo que abaixo deles se coloca , se procura tomar vingança.”
3.3. Amor - Haroldo Dutra - Estudo Espírita
4. Prece final: espontânea ao som de "Belo pra mim"
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 01/03/2021 (segunda)
Harmonização e Prece Inicial: Ao som da Música - A Barca - na voz de Eugênio Jorge
2. E.S.E.: Capítulo XX - Os trabalhadores da última hora - Instruções dos Espíritos - Os obreiros do Senhor (item 5)
3. Reflexão:
3.1.Do Livro Caminho Verdade e Vida – Capítulo 21 – Caminhos retos
3.2. Livro dos Espíritos - Cap. VIII - Lei do Progresso - Questão 780 e 781
4. Prece final: Em prece - Oração Nossa - Chico Xavier
1.Harmonização e Prece Inicial espontânea: Ao som da Música - A Barca - na voz de Eugênio Jorge
2. E.S.E.: Capítulo XX - Os trabalhadores da última hora - Instruções dos Espíritos - Os obreiros do Senhor (item 5)
5. Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra”, porquanto o Senhor lhes dirá: “Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!” Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão! Clamarão: “Graça! graça!” O Senhor, porém, lhes dirá: “Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes? Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes. Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra.”
Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras: “Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus.” – O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.)
3.1.Do Livro Caminho Verdade e Vida – Capítulo 21 – Caminhos retos
“E ele lhes disse: Lançai a rede para a banda direita do barco e achareis.” — (JOÃO, 21.6)
A vida deveria constituir, por parte de todos nós, rigorosa observância dos sagrados interesses de Deus.
Frequentemente, porém, a criatura busca sobrepor-se aos desígnios divinos.
Estabelece-se, então, o desequilíbrio, porque ninguém enganará a Divina Lei.
E o homem sofre, compulsoriamente, na tarefa de reparação.
Alguns companheiros desesperam-se no bom combate pela perfeição própria e lançam-se num verdadeiro inferno de sombras interiores. Queixam-se do destino, acusam a sabedoria criadora, gesticulam nos abismos da maldade, esquecendo o capricho e a imprevidência que os fizeram cair.
Jesus, no entanto, há quase vinte séculos, exclamou: “Lançai a rede para a banda direita do barco e achareis.”
Figuradamente, o Espírito humano é um “pescador” dos valores evolutivos, na escola regeneradora da Terra. A posição de cada qual é o “barco”. Em cada novo dia, o homem se levanta com a sua “rede” de interesses. Estaremos lançando a nossa “rede” para a “banda direita”? Fundam-se nossos pensamentos e atos sobre a verdadeira justiça?
Convém consultar a vida interior, em esforço diário, porque o Cristo, nesse ensinamento, recomendava, de modo geral, aos seus discípulos: “Dedicai vossa atenção aos caminhos retos e achareis o necessário.”
3.2. Livro dos Espíritos - Cap. VIII - Lei do Progresso - Questão 780 e 781
780. O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual?
“Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente.” (192–365.)
a) — Como pode o progresso intelectual engendrar o progresso moral?
“Fazendo compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos.”
b) — Como é, nesse caso, que, muitas vezes, sucede serem os povos mais esclarecidos os mais pervertidos também?
“O progresso completo constitui o objetivo. Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem. Enquanto não se lhes haja desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal. O moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a equilibrar-se.” (365–751.)
781. Tem o homem o poder de paralisar a marcha do progresso?
“Não, mas tem, às vezes, o de embaraçá-la.”
a) — Que se deve pensar dos que tentam deter a marcha do progresso e fazer que a humanidade retrograde?
“Pobres seres, que Deus castigará! Serão levados de roldão pela torrente que procuram deter.”
Sendo o progresso uma condição da natureza humana, não está no poder do homem opor-se-lhe. É uma força viva, cuja ação pode ser retardada, porém não anulada, por leis humanas más. Quando estas se tornam incompatíveis com ele, despedaça-as juntamente com os que se esforcem por mantê-las. Assim será, até que o homem tenha posto suas leis em concordância com a justiça divina, que quer que todos participem do bem, que sejam abolidas as leis feitas pelo forte em detrimento do fraco.
4. Prece final: Em prece - Oração Nossa - Chico Xavier