Evangelho Segundo o Espiritismo - 30/06/2021 (quarta)
Harmonização e Prece inicial: Música - Será Inútil - Valda Sedícias
E.S.E.: Capítulo X – Bem-aventurados os que são misericordiosos - O sacrifício mais agradável a Deus (itens 7 e 8)
Reflexão: Capítulo 69 - Hoje - Do Livro Pão Nosso
Prece final: Música - Recomeçar- Valda Sedícias
1.Harmonização e Prece inicial: Música - Será Inútil - Valda Sedícias
2. E.S.E.: Capítulo X – Bem-aventurados os que são misericordiosos - O sacrifício mais agradável a Deus (itens 7 e 8)
O sacrifício mais agradável a Deus
7. Se, portanto, quando fordes depor vossa oferenda no altar, vos lembrardes de que o vosso irmão tem qualquer coisa contra vós, – deixai a vossa dádiva junto ao altar e ide, antes, reconciliar-vos com o vosso irmão; depois, então, voltai a oferecê-la. – (S. MATEUS, 5:23 e 24.)
8. Quando diz: “Ide reconciliar-vos com o vosso irmão, antes de depordes a vossa oferenda no altar”, Jesus ensina que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o que o homem faça do seu próprio ressentimento; que, antes de se apresentar para ser por ele perdoado, precisa o homem haver perdoado e reparado o agravo que tenha feito a algum de seus irmãos. Só então a sua oferenda será bem-aceita, porque virá de um coração expungido de todo e qualquer pensamento mau. Ele materializou o preceito, porque os judeus ofereciam sacrifícios materiais; cumpria-lhe conformar suas palavras aos usos ainda em voga. O cristão não oferece dons materiais, pois que espiritualizou o sacrifício. Com isso, porém, o preceito ainda mais força ganha. Ele oferece sua alma a Deus e essa alma tem de ser purificada. Entrando no templo do Senhor, deve ele deixar fora todo sentimento de ódio e de animosidade, todo mau pensamento contra seu irmão. Só então os anjos levarão sua prece aos pés do Eterno. Eis aí o que ensina Jesus por estas palavras: “Deixai a vossa oferenda junto do altar e ide primeiro reconciliar-vos com o vosso irmão, se quiserdes ser agradável ao Senhor.”
3. Reflexão: Capítulo 69 - Hoje - Do Livro Pão Nosso
“Antes exortai-vos uns aos outros, todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje; para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado.” — PAULO (Hebreus, 3.13)
O conselho da exortação recíproca, diária, indicado pelo apóstolo requisita bastante reflexão para que se não estabeleça guarida a certas dúvidas.
Salientemos que Paulo imprime singular importância ao tempo que se chama Hoje, destacando a necessidade de valorização dos recursos em movimento pelas nossas possibilidades no dia que passa.
Acreditam muitos que para aconselharem os irmãos necessitam falar sempre, transformando-se em discutidores contumazes. Importa reconhecer, porém, que uma advertência, quando se constitua somente de palavras, deixa invariável vazio após sua passagem.
Qual ocorre no plano das organizações físicas, edificação espiritual alguma se levantará sem bases.
O “exortai-vos uns aos outros” representa um apelo mais importante que o simples chamamento aos duelos verbais.
Convites e conselhos transparecem, com mais força, do exemplo de cada um. Todo aquele que vive na prática real dos princípios nobres a que se devotou no mundo, que cumpre zelosamente os deveres contraídos e que demonstre o bem sinceramente, está exortando os irmãos em humanidade ao caminho de elevação. É para esse gênero de testemunho diário que o convertido de Damasco nos convoca. Somente por intermédio desse constante exercício de melhoria própria, libertar-se-á o homem de enganos fatais.
Não te endureças, pois, na estrada que o Senhor te levou a trilhar, em favor de teu resgate, aprimoramento e santificação. Recorda a importância do tempo que se chama Hoje.
Emmanuel
4. Prece final: Música - Recomeçar- Valda Sedícias
Evangelho Segundo o Espiritismo - 29/06/2021 (terça)
Harmonização - Deixe o amor fluir – Coral Solluz - Cléber Mateus da Silva
Prece inicial – Paz na alma – prece por esperança - Comunhão Espírita de Brasília - TV Comunhão
E.S.E - Capítulo V – Bem aventurado os aflitos - Instruções dos Espíritos - A Melancolia (item 25)
Livro dos Espíritos - Questão 922
Reflexão 1 – Capacete da Esperança - Emmanuel/Chico Xavier – texto retirado do site: www.caminhosdeluz.com.br
Reflexão 2 – A fé e a esperança - Emmanuel/Chico Xavier – idem - (Momento Espírita)
Reflexão 3 – Semear a esperança - Sheilla – ibidem
Prece final – Em prece – Momento Espírita
Harmonização - Deixe o amor fluir – Coral Solluz - Cléber Mateus da Silva
Prece inicial – Paz na alma – prece por esperança - Comunhão Espírita de Brasília - TV Comunhão
E.S.E - Capítulo V – Bem aventurado os aflitos - Instruções dos Espíritos - A Melancolia (item 25)
A Melancolia
25. Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? É que vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele. Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes.
Crede-me, resisti com energia a essas impressões que vos enfraquecem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor; mas, não as busqueis neste mundo e, agora, quando Deus vos envia os Espíritos que lhe pertencem, para vos instruírem acerca da felicidade que Ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantêm cativo o Espírito. Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou.
Se, no curso desse degredo-provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para os suportar. Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que, jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra. – François de Genève. (Bordéus.)
Livro dos Espíritos - Questão 922
Parte Quarta - Das esperanças e consolações - cap. I - das penas e gozos terrestres
Felicidade e infelicidade relativas
922.A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens?
“Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranquila e a fé no futuro.”
Reflexão 1 – Capacete da Esperança - Emmanuel/Chico Xavier – texto retirado do site: www.caminhosdeluz.com.br
Capacete da Esperança
"Tendo por capacete a esperança na salvação." - Paulo.
(TESSALONICENSES, 5:8.)
O capacete é a defesa da cabeça em que a vida situa a sede de manifestação do pensamento e Paulo não podia lembrar outro símbolo mais adequado à vestidura do cérebro cristão, além do capacete da esperança na salvação.
Se o sentimento, muitas vezes, está sujeito aos ataques da cólera violenta, o raciocínio, em muitas ocasiões, sofre o assédio do desânimo, à frente da luta pela vitória do bem, que não pode esmorecer em tempo algum.
Raios anestesiantes são desfechados sobre o ânimo dos aprendizes por todas as forças contrárias ao Evangelho salvador.
A exigência de todos e a indiferença de muitos procuram cristalizar a energia do discípulo, dispersando-lhe os impulsos nobres ou neutralizando-lhe os ideais de renovação.
Contudo, é imprescindível esperar sempre o desenvolvimento dos princípios latentes do bem, ainda mesmo quando o mal transitório estenda raízes em todas as direções.
É necessário esperar o fortalecimento do fraco, à maneira do lavrador que não perde a confiança nos grelos tenros; aguardar a alegria e a coragem dos tristes, com a mesma expectativa do floricultor que conta com revelações de perfume e beleza no jardim cheio de ramos nus.
É imperioso reconhecer, todavia, que a serenidade do cristão nunca representa atitude inoperante, por agir e melhorar continuadamente pessoas, coisas e situações, em todas as particularidades do caminho.
Por isso mesmo, talvez, o apóstolo não se refere à touca protetora.
Chapéu, quase sempre, indica passeio, descanso, lazer, quando não defina convenção no traje exterior, de acordo com a moda estabelecida.
Capacete, porém, é indumentária de luta, esforço, defensiva.
E o discípulo de Jesus é um combatente efetivo contra o mal, que não dispõe de muito tempo para cogitar de si mesmo, nem pode exigir demasiado repouso, quando sabe que o próprio Mestre permanece em trabalho ativo e edificante.
Resguardemos, pois, o nosso pensamento com o capacete da esperança fiel e prossigamos para a vitória suprema do bem.
Reflexão 2 – A fé e a esperança - Emmanuel/Chico Xavier – texto retirado do site: www.caminhosdeluz.com.br (Momento Espírita)
A Fé e a Esperança
Fé e a esperança são amigas inseparáveis. Poderíamos dizer que a fé está para a esperança como o Sol está para a Lua.
A Lua não tem luz própria: reflete aquela que recebe do Sol. Daí porque a Lua difunde raios pálidos e isentos de calor, enquanto o Sol espalha raios intensos e fúlgidos que, além de iluminar, aquecem e vivificam.
O Sol é a própria luz; a Lua não é, reflete a luz recebida. Assim, a fé é como o Sol. É força comunicativa que se irradia do coração de quem a tem e se reflete no coração de outrem gerando neste a esperança.
Jesus tinha fé. Seus discípulos tinham a esperança gerada pela fé exemplificada de seu Mestre.
Assim também os corações que se aproximam de Jesus e estabelecem com Ele certa comunhão, iluminam-se com a luz patente do Seu imaculado espírito.
A Lua clareia os caminhos em noites escuras tal qual a esperança nos sustenta nas horas de trevas.
O Sol ilumina e fecunda a estrada da vida, como a fé fortalece as fibras íntimas da alma, robustecendo-a na caminhada para Deus.
O Sol é energia: movimenta, vivifica, ativa e produz.
A luz amortecida da Lua mostra os obstáculos; a luz brilhante e vívida do Sol distingue e remove os tropeços dos caminhos da vida.
A esperança faz nascer no coração do homem as boas e nobres aspirações; só a fé, porém, as realiza.
A esperança sugere, a fé concretiza.
A esperança desperta nos corações o anseio de possuir luz própria, conduzindo, portanto, as criaturas à fé.
Quem alimenta a esperança está, invariavelmente, sob o impulso da fé que lhe vem de alguém. A força da fé é eminentemente conquistadora.
Quem admira os exemplos e os feitos edificantes, põe-se, desde logo, em harmonia com o poder de quem os realizou. Este, projeta naqueles suas influências benfazejas: é o Sol fazendo a Lua refletir a sua luz, ou seja, a fé gerando a esperança.
Saulo de Tarso, doutor da lei e membro do sinédrio, após conhecer e absorver os ensinos do Sublime Carpinteiro de Nazaré, passou a refletir com fidelidade as verdades da Boa Nova. Contagiado pela fé dos discípulos singelos do Meigo Rabi, chamados homens do caminho, dispõe-se a reformular sua vida, passando de perseguidor a defensor ardoroso das ideias cristãs, convertendo-se no grande pregador Paulo, também chamado Apóstolo dos gentios.
Foi refletindo a fé do Cristo que os primeiros cristãos se entregaram ao martírio de cabeça erguida e serenidade no olhar.
Bem-vinda seja a esperança! Bendita seja a fé!
Uma e outra espancam as trevas interiores.
Que seria da alma encarcerada na carne se não houvesse fé, nem esperança?
Pense nisso!
Se é doce ter esperança, é valor e virilidade ter fé.
Enquanto a esperança suaviza o sofrimento, a fé neutraliza seus efeitos depressivos.
Se a esperança nos sustenta nas lutas deste século, a fé nos assegura desde já a vitória da vida sobre a morte.
Reflexão 3 – Semear a esperança - Sheilla – texto retirado do site: www.caminhosdeluz.com.br
Semear a Esperança
Eles existem aos milhões.
Habitam casebres e palácios.
Muitos ocultam-se sob o verniz de posições transitórias.
São os desesperados do mundo.
Você os encontrará nas ruas, no local de trabalho, em seu próprio lar.
Criaturas que se viram colhidas pela provação e perderam o ânimo e o equilíbrio.
Este viu o afeto partir para o além, sem compreender que a vida continua.
Aquele foi alcançado pela enfermidade de longo curso.
Outro se viu ante decepções e passou a desacreditar de todos.
Diante deles, não critique nem questione. Ajude. Ouça com interesse e auxilie com amor.
Cada espírito é um campo a ser cultivado.
Semear esperança é dever de todo aquele que já encontrou a luz da verdade.
Por certo, a Misericórdia Divina sabe como amparar os sofredores. Entretanto, Jesus não dispensa a colaboração de todos os aprendizes do bem, para amenizar o sofrimento e recuperar a esperança para quem chora.
Prece final – Em prece – Momento Espírita
Evangelho Segundo o Espiritismo - 28/06/2021 (segunda)
1. Harmonização e prece inicial espontânea ao som da música Aceita - Elizabete Lacerda
2. E.S.E. - Cap. XXV - Buscai e achareis - Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará (item1)
3. Reflexão: A arte da aceitação - do livro Renovando Atitudes - por Francisco do Espírito Santo Neto e Hammed (espírito)
4. Prece final: espontânea ao som da música O caminho - Elizabete Lacerda
1. Harmonização e prece inicial espontânea ao som da música Aceita - Elizabete Lacerda
2. E.S.E. - Cap. XXV - Buscai e achareis - Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará (item1)
1. Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe e quem procura acha e, àquele que bata à porta, abrir-se-á.
Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra ao filho que lhe pede pão? – Ou, se pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? – Ora, se, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, não é lógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem?
(S. MATEUS, 7:7 a 11.)
3. Reflexão: A arte da aceitação - do livro Renovando Atitudes - por Francisco do Espírito Santo Neto e Hammed (espírito)
“O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre...” “... contentar-se com sua posição sem invejar a dos Outros, de atenuar a impressão moral dos reveses e das decepções que experimenta; ele haure nisso uma calma e uma resignação...” (Capítulo 5, item 13.)
Aceitar nossa realidade tal qual é representa um ato benéfico em nossa vida. Aceitação traz paz e lucidez mental, o que nos permite visualizar o ponto principal da partida e realizar satisfatoriamente nossa transformação interior.
Só conseguimos modificar aquilo que admitimos e que vemos claramente em nós mesmos, isto é, se nos imaginarmos outra pessoa, vivendo em outro ambiente, não teremos um bom contato com o presente e, consequentemente, não depararemos com a realidade.
A propósito, muitos de nós fantasiamos o que poderíamos ser, não convivendo, porém, com nossa pessoa real. Desgastamos dessa forma uma enorme energia, por carregarmos constantemente uma série de máscaras como se fossem utilitários permanentes.
A atitude de aceitação é quase sempre característica dos adultos serenos, firmes e equilibrados, à qual se soma o estímulo que possuem de senso de justiça, pois enxergam a vida através do prisma da eternidade. Esses indivíduos retêm um considerável “coeficiente evolutivo”, do qual se deduz que já possuem um potencial de aceitação, porquanto aprenderam a respeitar os mecanismos da vida, acumulando pacificamente as experiências necessárias a seu amadurecimento e desenvolvimento espiritual.
Quando não enfrentamos os fatos existenciais com plena aceitação, criamos quase sempre uma estrutura mental de defesa. Somos levados a reagir com “atitudes de negação”, que são em verdade molas que abrandam os golpes contra nossa alma. São consideradas fenômeno psicológico de “reação natural e instintiva” às dores, conflitos, mudanças, perdas e deserções e que, por algum tempo, nos alivia dos abalos da vida, até que possamos reunir mais forças, para enfrentá-los e aceitá-los verdadeiramente no futuro.
Não negamos por ser turrões ou teimosos, como pensam alguns; não estamos nem mesmo mentindo a nós próprios. Aliás, “negar não é mentir”, mas não se permitir “tomar consciência” da realidade.
Talvez esse mecanismo de defesa nos sirva durante algum tempo; depois passa a nos impedir o crescimento e a nos danificar profundamente os anseios de elevação e progresso.
Auto-aceitação é aceitar o que somos e como somos. Não a confundamos como uma “rendição conformada”, e que nada mais importa. De fato, acontece que, ao aceitar-nos, inicia-se o fim da nossa rivalidade com nós mesmos. A partir disso, ficamos do lado da nossa realidade em vez de combatê-la.
Diz o texto: “O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre”. Aceitação é bem uma maneira nova de “encarar” as circunstâncias da vida, para que a “força do progresso” encontre espaços e não mais limites na alma até então restrita, pois a “vida terrestre” nada mais é do que o relacionar-se consigo mesmo e com os outros no contexto social em que se vive.
Aceitar-se é ouvir calmamente as sugestões do mundo, prestando atenção nos “donos da verdade” e admitindo o modo de ser dos outros, mas permanecer respeitando a nós mesmos, sendo o que realmente somos e fazendo o que achamos adequado para nós próprios.
Em vista disso, concluímos que aceitação não é adaptar-se a um modo conformista e triste de como tudo vem acontecendo, nem suportar e permitir qualquer tipo de desrespeito ou abuso à nossa pessoa; antes, é ter a habilidade necessária para admitir realidades, avaliar acontecimentos e promover mudanças, solucionando assim os conflitos existenciais. E sempre caminhar com autonomia para poder atingir os objetivos pretendidos.
4. Prece final: espontânea ao som da música O caminho - Elizabete Lacerda
Evangelho Segundo o Espiritismo - 27/06/2021 (domingo)
Prece inicial - Consciência Divina – Prece pela paz interior
E.S.E - Capítulo XXVII - Pedi e obtereis - Instruções dos Espíritos - Felicidade que a prece proporciona (item 23)
Livro dos Espíritos - Questão 663
Reflexão 1 - Convida-te à oração - Joanna de Ângelis/Divaldo Franco - Momentos Evangélicos - 10/11/2020
Reflexão 2 - Prece - Bezerra de Menezes – Divaldo Franco
Reflexão 3 - Prece para elevação espiritual - Pão de luz
Prece final – Prece de luz – Emmanuel/Chico Xavier
Prece inicial - Consciência Divina – Prece pela paz interior
E.S.E - Capítulo XXVII - Pedi e obtereis - Instruções dos Espíritos - Felicidade que a prece proporciona (item 23)
Felicidade que a prece proporciona
23. Vinde, vós que desejais crer. Os Espíritos celestes acorrem a vos anunciar grandes coisas. Deus, meus filhos, abre os seus tesouros, para vos outorgar todos os benefícios. Homens incrédulos! Se soubésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao arrependimento e à prece! A prece! ah! como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora! A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus. No recolhimento e na solidão, estais com Deus. Para vós, já não há mistérios; eles se vos desvendam. Apóstolos do pensamento, é para vós a vida. Vossa alma se desprende da matéria e rola por esses mundos infinitos e etéreos, que os pobres humanos desconhecem. Avançai, avançai pelas veredas da prece e ouvireis as vozes dos anjos. Que harmonia! Já não são o ruído confuso e os sons estrídulos da Terra; são as liras dos arcanjos; são as vozes brandas e suaves dos serafins, mais delicadas do que as brisas matinais, quando brincam na folhagem dos vossos bosques. Por entre que delícias não caminhareis! A vossa linguagem não poderá exprimir essa ventura, tão rápida entra ela por todos os vossos poros, tão vivo e refrigerante é o manancial em que, orando, se bebe. Dulçurosas vozes, inebriantes perfumes, que a alma ouve e aspira, quando se lança a essas esferas desconhecidas e habitadas pela prece! Sem mescla de desejos carnais, são divinas todas as aspirações. Também vós, orai como o Cristo, levando a sua cruz ao Gólgota, ao Calvário. Carregai a vossa cruz e sentireis as doces emoções que lhe perpassavam n’alma, se bem que vergado ao peso de um madeiro infamante. Ele ia morrer, mas para viver a vida celestial na morada de seu Pai. – Santo Agostinho. (Paris, 1861.)
Livro dos Espíritos - Questão 663
663. As preces que fazemos por nós mesmos podem modificar a natureza das nossas provas e desviar-lhes o curso?
— Vossas provas estão nas mãos de Deus e lia as que devem ser suportadas até o fim, mas Deus leva sempre em conta a resignação. A prece atrai a vós os bons Espíritos que vos dão a força de as suportar com coragem. Então elas vos parecem menos duras. Já o dissemos: a prece nunca é inútil, quando bem feita, porque dá força, o que já é um grande resultado. Ajuda-te a ti mesmo e o céu te ajudará; tu sabes disso. Aliás, Deus não pode mudar a ordem da Natureza ao sabor de cada um, porque aquilo que é um grande mal do vosso ponto de vista mesquinho, para vossa vida efêmera, muitas vezes é um grande bem na ordem.
Reflexão 1 - Convida-te à oração - Joanna de Ângelis/Divaldo Franco - Momentos Evangélicos - 10/11/2020
Reflexão 2 - Prece - Bezerra de Menezes – Divaldo Franco
Reflexão 3 - Prece para elevação espiritual - Pão de luz
Prece final – Prece de luz – Emmanuel/Chico Xavier
Senhor.
Clareia-nos o entendimento, a fim de que conheçamos em suas conseqüências os caminhos já trilhados por nós; entretanto, faze-nos essa concessão mais particularmente para descobrirmos, sem enganos, as estradas mais retas que nos conduzem à integração com os teus propósitos.
Alteia-nos o pensamento, não somente para identificarmos a essência de nossos próprios desejos, mas sobretudo para que aprendamos a saber quais os planos que traçaste a nosso respeito.
Iluminai-nos a memória, não só de modo a recordarmos com segurança as lições de ontem, e sim, mais especialmente, a fim de que nos detenhamos no dia de hoje, aproveitando-lhe as bênçãos em trabalho e renovação.
Auxilia-nos a reconhecer as nossas disponibilidades; todavia, concede-nos semelhante amparo, a fim de que saibamos realizar com ele o melhor ao nosso alcance.
Inspira-nos ensinando-nos a valorizar os amigos que nos enviaste; no entanto, mais notadamente, ajuda-nos a aceitá-los como são, sem exigir-lhes espetáculos de grandeza ou impostos de reconhecimento.
Amplia-nos a visão para que vejamos em nossos entes queridos não apenas pessoas capazes de auxiliar-nos, fornecendo-nos apoio e companhia, mas, acima de tudo, na condição de criaturas que nos confiaste ao amor, para que venhamos a encaminhá-los na direção do bem.
Ensina-nos a encontrar a paz na luta construtiva, o repouso no trabalho edificante, o socorro na dificuldade e o bem nos supostos males da vida.
Senhor.
Abençoa-nos e estende-nos as mãos compassivas, em tua infinita bondade, para que te possamos perceber em espírito na realidade das nossas tarefas e experiências de cada dia, hoje e sempre.
Assim Seja.
Evangelho Segundo o Espiritismo - 26/06/2021 (sábado)
Harmonização e prece inicial: Música espírita: A família é o lugar. Grupo bem.
E.S.E.: Cap. XIV - Honrai a vosso pai e a vossa mãe - Piedade filial (item 3)
Reflexões:
3.1. Do Livro Pão nosso — Cap. 117 - Em Família - Chico Xavier/Emmanuel
3.2. Construa a sua família, como uma colcha de retalhos
Prece final: Oração pela família
1.Harmonização e prece inicial: Música - A família é o lugar. Grupo bem.
2. E.S.E.: Cap. XIV - Honrai a vosso pai e a vossa mãe - Piedade filial (item 3)
Piedade filial
3. O mandamento: “Honrai a vosso pai e a vossa mãe” é um corolário da lei geral de caridade e de amor ao próximo, visto que não pode amar o seu próximo aquele que não ama a seu pai e a sua mãe; mas o termo honrai encerra um dever a mais para com eles: o da piedade filial. Quis Deus mostrar por essa forma que ao amor se devem juntar o respeito, as atenções, a submissão e a condescendência, o que envolve a obrigação de cumprir-se para com eles, de modo ainda mais rigoroso, tudo o que a caridade ordena relativamente ao próximo em geral. Esse dever se estende naturalmente às pessoas que fazem as vezes de pai e de mãe, as quais tanto maior mérito têm, quanto menos obrigatório é para elas o devotamento. Deus pune sempre com rigor toda violação desse mandamento. Honrar a seu pai e a sua mãe não consiste apenas em respeitá-los; é também assisti-los na necessidade; é proporcionar-lhes repouso na velhice; é cercá-los de cuidados como eles fizeram conosco na infância. Sobretudo para com os pais sem recursos é que se demonstra a verdadeira piedade filial. Obedecem a esse mandamento os que julgam fazer grande coisa porque dão a seus pais o estritamente necessário para não morrerem de fome, enquanto eles de nada se privam, atirando-os para os cômodos mais ínfimos da casa, apenas por não os deixar na rua, reservando para si o que há de melhor, de mais confortável? Ainda bem quando não o fazem de má vontade e não os obrigam a comprar caro o que lhes resta a viver, descarregando sobre eles o peso do governo da casa! Será então aos pais velhos e fracos que cabe servir a filhos jovens e fortes? Ter-lhes-á a mãe vendido o leite quando os amamentava? Contou porventura suas vigílias, quando eles estavam doentes, os passos que deram para lhes obter o de que necessitavam? Não, os filhos não devem a seus pais pobres só o estritamente necessário, devem-lhes também, na medida do que puderem, os pequenos nadas supérfluos, as solicitudes, os cuidados amáveis, que são apenas o juro do que receberam, o pagamento de uma dívida sagrada. Unicamente essa é a piedade filial grata a Deus. Ai, pois, daquele que olvida o que deve aos que o ampararam em sua fraqueza, que com a vida material lhe deram a vida moral, que muitas vezes se impuseram duras privações para lhe garantir o bem-estar. Ai do ingrato: será punido com a ingratidão e o abandono; será ferido nas suas mais caras afeições, algumas vezes já na existência atual, mas com certeza noutra, em que sofrerá o que houver feito aos outros. Alguns pais, é certo, descuram de seus deveres e não são para os filhos o que deviam ser; mas a Deus é que compete puni-los e não a seus filhos. Não compete a estes censurá-los, porque talvez hajam merecido que aqueles fossem quais se mostram. Se a lei da caridade manda se pague o mal com o bem, se seja indulgente para as imperfeições de outrem, se não diga mal do próximo, se lhe esqueçam e perdoem os agravos, se ame até os inimigos, quão maiores não hão de ser essas obrigações, tratando-se de filhos para com os pais! Devem, pois, os filhos tomar como regra de conduta para com seus pais todos os preceitos de Jesus concernentes ao próximo e ter presente que todo procedimento censurável, com relação aos estranhos, ainda mais censurável se torna relativamente aos pais; e que o que talvez não passe de simples falta, no primeiro caso, pode ser considerado um crime, no segundo, porque, aqui, à falta de caridade se junta a ingratidão.
3.Reflexões:
3.1. Do Livro Pão nosso — Cap. 117 - Em Família - Chico Xavier/Emmanuel
“Aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família e a recompensar seus pais, porque isto é bom e agradável diante de Deus.” — PAULO (1 Timóteo, 5.4)
A luta em família é problema fundamental da redenção do homem na Terra. Como seremos benfeitores de cem ou mil pessoas, se ainda não aprendemos a servir cinco ou dez criaturas? Esta é indagação lógica que se estende a todos os discípulos sinceros do Cristianismo.
Bom pregador e mau servidor são dois títulos que se não coadunam.
O apóstolo aconselha o exercício da piedade no centro das atividades domésticas, entretanto, não alude à piedade que chora sem coragem ante os enigmas aflitivos, mas àquela que conhece as zonas nevrálgicas da casa e se esforça por eliminá-las, aguardando a decisão divina a seu tempo.
Conhecemos numerosos irmãos que se sentem sozinhos, espiritualmente, entre os que se lhes agregaram ao círculo pessoal, através dos laços consanguíneos, entregando-se, por isso, a lamentável desânimo.
É imprescindível, contudo, examinar a transitoriedade das ligações corpóreas, ponderando que não existem uniões casuais no lar terreno. Preponderam aí, por enquanto, as provas salvadoras ou regenerativas. Ninguém despreze, portanto, esse campo sagrado de serviço por mais se sinta acabrunhado na incompreensão. Constituiria falta grave esquecer-lhe as infinitas possibilidades de trabalho iluminativo.
É impossível auxiliar o mundo, quando ainda não conseguimos ser úteis nem mesmo a uma casa pequena — aquela em que a Vontade do Pai nos situou, a título precário.
Antes da grande projeção pessoal na obra coletiva, aprenda o discípulo a cooperar, em favor dos familiares, no dia de hoje, convicto de que semelhante esforço representa realização essencial.
Emmanuel
3.2. Construa a sua família, como uma colcha de retalhos
4. Prece final: Oração pela família
Evangelho Segundo o Espiritismo - 25/06/2021 (sexta)
Harmonização e prece inicial espontânea ao som da música Luz Espírita
E.S.E. - Cap. XXIV - Não coloqueis a candeia sob o alqueire (itens 1 e 2)
Reflexões
3.1. Livro Fonte Viva - Cap. 81 - A candeia viva
3.2. Evangelho por Emmanuel - Volume 1 - Capítulo 58 - A candeia
Prece final e espontânea ao som da música Há uma luz em nós Hércules Mota
1.Harmonização e prece inicial espontânea ao som da música Luz Espírita
2. E.S.E. - Cap. XXIV - Não coloqueis a candeia sob o alqueire (itens 1 e 2)
1. Ninguém acende uma candeia para pô-la debaixo do alqueire; põe-na, ao contrário, sobre o candeeiro, a fim de que ilumine a todos os que estão na casa. (S. MATEUS, 5:15.)
2. Ninguém há que, depois de ter acendido uma candeia, a cubra com um vaso, ou a ponha debaixo da cama; põe-na sobre o candeeiro, a fim de que os que entrem vejam a luz; – pois nada há secreto que não haja de ser descoberto, nem nada oculto que não haja de ser conhecido e de aparecer publicamente. (S. LUCAS, 8:16 e 17.)
3. Reflexões
3.1. Livro Fonte Viva - Cap. 81 - A candeia viva
“Ninguém acende a candeia e a coloca debaixo do módio, mas no velador, e assim alumia a todos os que estão na casa.” — JESUS (Mateus, 5.15)
1 Muitos aprendizes interpretaram semelhantes palavras do Mestre como apelo à pregação sistemática, e desvairaram-se através de veementes discursos em toda parte.
2 Outros admitiram que o Senhor lhes impunha a obrigação de violentar os vizinhos, através de propaganda compulsória da crença, segundo o ponto de vista que lhes é particular.
3 Em verdade o sermão edificante e o auxílio fraterno são indispensáveis na extensão dos benefícios divinos da fé.
4 Sem a palavra, é quase impossível a distribuição do conhecimento.
5 Sem o amparo irmão, a fraternidade não se concretizará no mundo.
6 A assertiva de Jesus, todavia, atinge mais além. Atentemos para o símbolo da candeia.
7 A claridade na lâmpada consome força ou combustível. Sem o sacrifício da energia ou do óleo não há luz.
8 Para nós, aqui, o material de manutenção é a possibilidade, o recurso, a vida. Nossa existência é a candeia viva.
9 É um erro lamentável despender nossas forças, sem proveito para ninguém, sob a medida de nosso egoísmo, de nossa vaidade ou de nossa limitação pessoal.
10 Coloquemos nossas possibilidades ao dispor dos semelhantes. Ninguém deve amealhar as vantagens da experiência terrestre somente para si.
11 Cada Espírito provisoriamente encarnado, no círculo humano, goza de imensas prerrogativas, quanto à difusão do bem, se persevera na observância do Amor Universal.
12 Prega, pois, as revelações do Alto, fazendo-as mais formosas e brilhantes em teus lábios; insta com parentes e amigos para que aceitem as verdades imperecíveis, mas, não olvides que a candeia viva da iluminação espiritual é a perfeita imagem de ti mesmo.
13 Transforma as tuas energias em bondade e compreensão redentoras para toda gente, gastando, para isso, o óleo de tua boa vontade, na renúncia e no sacrifício, e a tua vida, em Cristo, passará realmente a brilhar.
Emmanuel
3.2. Evangelho por Emmanuel - Volume 1 - Capítulo 58 - A candeia
Comentários ao Evangelho segundo Mateus
1 A candeia luminosa, acima do velador, ( † ) não é somente um problema de verbalismo doutrinário.
2 Claro que as nossas convicções públicas revelam pensamento aberto e coração arejado, na sincera demonstração de nossas concepções mais íntimas. O ensinamento do Cristo, porém, lançava raízes mais profundas no solo do nosso entendimento.
3 A lâmpada acesa da lição divina é, antes de tudo, o símbolo de nosso exemplo seguro e positivo, nos variados ângulos da existência.
4 O discípulo do Evangelho é convidado a afirmar-se, no mundo, a cada instante…
5 Se foste ofendido, não conserves a luz do perdão nas dobras obscuras dos melindres enfermiços.
6 Se encontraste a dificuldade, não escondas a coragem nos resvaladouros da fuga.
7 Se foste surpreendido pela provação dolorosa e áspera não enterres o talento de tua fé no pantanal do desânimo.
8 Se foste tocado pela dor, não arremesses a tua esperança ao despenhadeiro da indiferença.
9 Se sofres a perseguição e a calúnia, não arrojes a oração ao abismo da revolta e do desespero.
10 Se a luta te impôs a marcha entre espinheiros, oferecendo-te fel e vinagre, não ocultes o teu valor espiritual, sob os detritos da inconformação ou do desalento.
11 Faze a tua viagem na Terra, em companhia do Amigo celestial, de coração elevado à Vontade divina, de cabeça erguida na fidelidade à religião do dever bem cumprido, de consciência edificada no bem invariável e de braços ativos e diligentes na plantação das boas obras.
12 Não disfarces os teus conhecimentos de ordem superior e aprende a usá-los, a benefício dos semelhantes e em favor de ti mesmo, porque assim, ainda mesmo que o sacrifício supremo na cruz seja o teu prêmio, entre os homens, adquirirás na vida eterna a glória de haver buscado a divina ressurreição.
Emmanuel
(Reformador, setembro de 1952, p. 207)
4. Prece final e espontânea ao som da música Há uma luz em nós Hércules Mota
Evangelho Segundo o Espiritismo - 24/06/2021 (quinta)
Harmonização: Musica - Pedro - desenho na areia - Tim e Vanessa
Prece inicial espontânea ao som de Tim e Vanessa
E.S.E.: Cap. XI - Amar o próximo como a si mesmo - Instruções dos Espíritos - O egoísmo (item 11)
Reflexão:
4.1. Do Livro Fonte Viva - Emmanuel/Chico Xavier - Cap 6 -Aceita a Correção
4.2. O Poder Religioso - Mensagem de Bezerra de Menezes, recebida no Grupo Ismael - Rio de Janeiro em 02/10/1973
4.3. Trabalho Espírita em Equipe - Mensagem de Frederico Figner, recebida na FEB-DF - em 17/05/2012
Prece final espontânea ao som da Musica - Assim Seja - na voz de Tim e Vanessa
1.Harmonização: Musica - Pedro - desenho na areia - Tim e Vanessa
2.Prece inicial espontânea ao som de Tim e Vanessa
3.E.S.E.: Cap. XI - Amar o próximo como a si mesmo - Instruções dos Espíritos - O egoísmo (item 11)
O egoísmo
11. O egoísmo, chaga da Humanidade, tem que desaparecer da Terra, a cujo progresso moral obsta. Ao Espiritismo está reservada a tarefa de fazê-la ascender na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, pois, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem apontar suas armas, dirigir suas forças, sua coragem. Digo: coragem, porque dela muito mais necessita cada um para vencer-se a si mesmo, do que para vencer os outros. Que cada um, portanto, empregue todos os esforços a combatê-lo em si, certo de que esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho é o causador de todas as misérias do mundo terreno. É a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens.
Jesus vos deu o exemplo da caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo, pois, quando o primeiro, o Justo, vai percorrer as santas estações do seu martírio, o outro lava as mãos, dizendo: Que me importa! Animou-se a dizer aos judeus: Este homem é justo, por que o quereis crucificar? E, entretanto, deixa que o conduzam ao suplício.
É a esse antagonismo entre a caridade e o egoísmo, à invasão do coração humano por essa lepra que se deve atribuir o fato de não haver ainda o Cristianismo desempenhado por completo a sua missão. Cabem-vos a vós, novos apóstolos da fé, que os Espíritos superiores esclarecem, o encargo e o dever de extirpar esse mal, a fim de dar ao Cristianismo toda a sua força e desobstruir o caminho dos pedrouços que lhe embaraçam a marcha. Expulsai da Terra o egoísmo para que ela possa subir na escala dos mundos, porquanto já é tempo de a Humanidade envergar sua veste viril, para o que cumpre que primeiramente o expilais dos vossos corações. – Emmanuel. (Paris, 1861.)
4. Reflexão:
4.1. Do Livro Fonte Viva - Emmanuel/Chico Xavier - Cap. 6 -Aceita a Correção
E, na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela. - Paulo (Hebreus, 12:11).
A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se, no entanto, a breve tempo, de suas leiras retificadas brotam flores e frutos deliciosos.
A árvore, em regime de poda, perde vastas reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se, todavia, em semanas rápidas, cobre-se de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura.
A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar.
Qual ocorre na esfera simples da Natureza, acontece no reino complexo da alma.
A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa; mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta sempre em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça.
A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento, mas o Homem, campeão da inteligência no Planeta, é livre para recebê-la e ambientá-la no próprio coração.
O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador.
Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra.
Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque semelhante dádiva, na maior parte das vezes, não chega envolvida em arminho, e, quando levada aos lábios, não se assemelha a saboroso confeito. Surge, revestida de acúleos ou misturada de fel, à guisa de remédio curativo e salutar.
Não percas, portanto, a tua preciosa oportunidade de aperfeiçoamento.
A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos de sublimação que nos compete aproveitar.
4.2. O Poder Religioso - Mensagem de Bezerra de Menezes, recebida no Grupo Ismael - Rio de Janeiro em 02/10/1973
Companheiros. Amem-se, cada vez mais. Amem-se com aquele amor que cobre a multidão dos Pecados. Amem-se, em nome de Jesus, com o Espírito da Verdade presidindo os seus sentimentos.
Na seara espírita, é esta a mais difícil tarefa que o homem tem sobre a terra, pois ela representa aquela ponte que separa dois ciclos evolutivos.
É preciso entender que muitos pensarão em tomar de assalto esta seara, muitos tentarão a pseudo-salvação através de suas verdades, trazendo ao solo santo da seara as suas impurezas, desejando que o Senhor se submeta aos seus caprichos.
Falarão em nome da Doutrina para explorá-la em proveito próprio. Trabalharão em nome da Doutrina para conduzir os seus interesses particulares a uma situação de destaque.
Não temamos pequeno rebanho. Seja a sua palavra sim, sim, não, não.
Continuemos com o Cristo, o Mestre e Senhor de todos nós, perguntando-lhe humildemente: “que queres que eu faça?”, buscando a vontade do Senhor para nós e para os nossos irmãos de jornada.
Trapacear com a verdade foi o crime religioso de todos os tempos.
Não tenhamos dúvidas de que o interesse das sombras é colocar dentro das fileiras espiritistas aqueles corações desavisados e ainda comprometidos por um passado ainda não liquidado para, através deles, penetrarem no cerne do movimento de libertação das almas, atingindo os seus principais centros de atividades na Terra, fazendo surgir, aqui e alhures, processos desconcertantes.
A cegueira de alma que se deixou vitimar pela vaidade impede a verificação do erro em curso.
Prossigam na obra abençoada do esclarecimento doutrinário, embora empenhados em fazer o seu trabalho dentro do espírito do Cristão, que é o espírito da caridade.
Não restam dúvidas de que, mais do que nunca, chegam agora às fileiras do Espiritismo aqueles que se comprometeram seriamente com o processo religioso na Terra. São antigos fracassados religiosos que, embora arrependidos no plano espiritual, apresentam ainda brechas muito grandes, na repetição de sues feitos de outrora, e, embora cientes da realidade do Espiritismo, desejam repetir por si e por outros a posição de poder a que se acostumaram.
O poder religioso está neles reprimido graças ao esclarecimento da Doutrina consoladora; mas, a ânsia desse poder permanece-lhes jugulando os corações e tentam, nos seus desesperos e nas suas incontinências, repetir o ontem desastroso.
Os espíritos intelectualizados, mas distanciados do Evangelho, revestem o seu pensamento dos aspectos dourados de uma liberdade apressada, de uma valorização sem compromissos, fazendo ressurgir o endeusamento do “eu”.
Dentro dessa feição, amigos da caravana, que o seu amor, que a sua caridade não dispense o bom senso, o equilíbrio da visão harmoniosa dos objetivos da Doutrina, a fim de terem a melhor palavra, o melhor caminho para todos os nossos companheiros.
Não esqueçam de que o seu compromisso maior é com Jesus. Fora de Jesus, fora da caridade não há salvação.
4.3. Trabalho Espírita em Equipe - Mensagem de Frederico Figner, recebida na FEB-DF - em 17/05/2012
O trabalho espírita em equipe
Ante as inúmeras atribuições do trabalho da Casa Espírita, o servidor é convocado pela divina providência a contribuir com sua parcela de serviço, dedicação e sacrifício.
É fácil integrar-se a um grupo como simples coadjuvante no processo de formação numérica de uma organização.
É fácil integrar-se a um agrupamento ou coletividade, mantendo-se à margem das ações e das necessidades que ali existem.
O trabalhador espírita não se contenta em ser mero espectador ante as atividades voltadas para a edificação do ser humano. Sabe, de antemão, que a sua transformação no bem, necessária em sua escalada evolutiva, exige esforço, suor e lágrimas, no âmbito de atuação no meio onde foi chamado a servir.
O esforço de trabalho em equipe delineia-se no horizonte da vida como proposta que fundamenta a melhoria individual e coletiva.
A união de pessoas não se concretiza sem o burilamento dos sentimentos e o uso, bem direcionado, da razão.
Para tanto, é preciso desenvolver a humanidade, sabendo que ainda não somos seres superiores e que à nossa retaguarda há um passado de equívocos que sempre influencia o presente.
Assim, em qualquer programa de melhoria de pessoas é preciso considerar as finalidades da obra a que se dedica, mantendo a união em torno dos ideais que alimentam o processo, bem como reconhecer que cada criatura, na posição em que se encontra, é um universo em si mesma, no qual as aspirações nobres nem sempre resultam em ações concretas de ordem elevada. Entre o querer e o realizar há distância significativa, que mede a capacidade de realização de cada um.
O espírito de equipe deve nortear todo propósito que conduz o ser ao seu aperfeiçoamento espiritual, pois ninguém cresce no isolamento. A gregariedade da natureza indica que precisamos uns dos outros, hoje e sempre.
As lideranças positivas se constroem no dia a dia, e os verdadeiros líderes desenvolvem a habilidade de congregar, de juntar, administrando com gentileza e serenidade conflitos, deserções, intrigas.
Compreendem que a equipe, em qualquer situação, é força poderosa capaz de realizar prodígios.
Lembramos, sobretudo, que o apoio mútuo é força indestrutível. Vemos, então, que o personalismo, isto é, a ação individual e isolada nem sempre se revela produtiva para o conjunto, pois há Espíritos que se mantêm em faixas de vibração que ocasionam, pelas sintonias daí originadas, graves desequilíbrios no seio de uma comunidade.
É válido, pois, manter-nos atentos às imperfeições que ainda trazemos no íntimo do ser, cuidando para que elas sejam educadas, modificadas por meio do trabalho incessante no bem.
A causa espírita é de valor inestimável para todos nós, desencarnados e encarnados, que aceitamos as suas diretrizes como roteiro de ascensão espiritual. Nunca é demais observar que cada um, no posto de trabalho e de responsabilidade em que se encontra, deve envidar esforços para a união e a harmonia do todo. O espírita esclarecido, iluminado pelas sublimes orientações da mensagem cristã, se vê, sempre e sob quaisquer condições, como servo.
No relacionamento interpessoal é necessário, pois, fornecer a sua cota de serviço, contendo impulsos egoístas, moderando as expressões das palavras, a fim de que estas não se transformem em elementos corrosivos.
Finalmente, importa destacar lembrando a já conhecida imagem do maestro e da orquestra, quando se pensa no trabalho em equipe: a harmonia dos músicos guarda sintonia com a eficiência e a ação de quem dirige.
Entretanto, o maestro, para manter a beleza e a harmonia, vira as costas ao público que observa e acompanha.
Paz em nome de Jesus.
Frederico Fígner
5.Prece final espontânea ao som da Música - Assim Seja - na voz de Tim e Vanessa
Evangelho Segundo o Espiritismo - 23/06/2021 (quarta)
Harmonização e prece inicial: Música Aleluia - Rafa Gomes
E.S.E - Capítulo IX - Bem aventurados aqueles que são brandos e pacíficos - A paciência (item 7).
Reflexão – Dor e paciência - Mayse Braga
Prece final – Acalma o meu coração - Nicoli Francini (voz e violão) - música de Anderson Freire
Harmonização e prece inicial: Música Aleluia - Rafa Gomes
E.S.E - Capítulo IX - Bem aventurados aqueles que são brandos e pacíficos - A paciência (item 7).
A paciência
7. A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.
Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.
A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.
Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. – Um Espírito amigo. (Havre, 1862.)
Reflexão – Dor e paciência - Mayse Braga
Prece final – Acalma o meu coração - Nicoli Francini (voz e violão) - música de Anderson Freire
Evangelho Segundo o Espiritismo - 22/06/2021 (Terça)
Prece Inicial: Evangelho do dia - Allan Kardec - Volume 06 - Pag. 26
E.S.E: Capítulo V — Bem-aventurados os aflitos - Motivos de resignação ( item 13)
Livro dos Espíritos: Parte Quarta - Das esperanças e consolações - Capítulo I - Das penas e gozos terrestres - Perda de pessoas amadas - Questão 934
Prece final: Evangelho do dia - Allan Kardec - Volume 06 - Pag. 28
1.Prece Inicial: Evangelho do dia - Allan Kardec - Volume 06 - Pag. 26
Senhor, que a nossa passagem pela Terra seja útil não só para nós, mas também para aqueles que necessitam de nossa ajuda. Como não sabemos quanto tempo poderemos aqui ficar, que a vossa sábia vontade permita que esse tempo seja empregado na realização das boas obras.
2. E.S.E: Capítulo V — Bem-aventurados os aflitos - Motivos de resignação ( item 13)
13. O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o modo por que encare a vida terrena. Tanto mais sofre ele, quanto mais longa se lhe afigura a duração do sofrimento. Ora, aquele que a encara pelo prisma da vida espiritual apanha, num golpe de vista, a vida corpórea. Ele a vê como um ponto no infinito, compreende-lhe a curteza e reconhece que esse penoso momento terá presto passado. A certeza de um próximo futuro mais ditoso o sustenta e anima e, longe de se queixar, agradece ao Céu as dores que o fazem avançar. Contrariamente, para aquele que apenas vê a vida corpórea, interminável lhe parece esta, e a dor o oprime com todo o seu peso. Daquela maneira de considerar a vida, resulta ser diminuída a importância das coisas deste mundo, e sentir-se compelido o homem a moderar seus desejos, a contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, a receber atenuada a impressão dos reveses e das decepções que experimente. Daí tira ele uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo quanto à da alma, ao passo que, com a inveja, o ciúme e a ambição, voluntariamente se condena à tortura e aumenta as misérias e as angústias da sua curta existência.
3. Livro dos Espíritos: Parte Quarta - Das esperanças e consolações - Capítulo I - Das penas e gozos terrestres - Perda de pessoas amadas - Questão 934
934. A perda dos entes que nos são caros não constitui para nós legítima causa de dor, tanto mais legítima quanto é irreparável e independente da nossa vontade?
“Essa causa de dor atinge assim o rico como o pobre: é uma prova ou uma expiação, e constitui lei para todos. Tendes, porém, uma consolação em poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios que vos estão ao alcance, enquanto não dispondes de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos.”
4. Prece final: Evangelho do dia - Allan Kardec - Volume 06 - Pag. 28
Bons espíritos, estejais conosco nos momentos difíceis lembrando-nos que o sofrimento é sempre transitório e que representa para nós a oportunidade de provar nossa fé e nossa fidelidade naquilo que acreditamos.
Evangelho Segundo o Espiritismo - 21/06/2021 (Segunda)
Harmonização - Paciência – Lenine
Prece Inicial - Oração do Pai Nosso – Chico Xavier - Centro Espírita Ismênia de Jesus
E.S.E - Capítulo XVI - Não se pode servir a Deus e a Mamon - A verdadeira propriedade (itens 9 e 10).
Livro dos Espíritos - Questão 711
Reflexão – Bens Materiais - Espiritualidade e Vida – Haroldo Dutra Dias
Prece final – Aos pés do monte – Tim e Vanessa
Harmonização - Paciência – Lenine
2. Prece Inicial - Oração do Pai Nosso – Chico Xavier - Centro Espírita Ismênia de Jesus
3. E.S.E - Capítulo XVI - Não se pode servir a Deus e a Mamon - A verdadeira propriedade (itens 9 e 10).
A verdadeira propriedade
9. O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade no outro mundo do que neste. Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura. Quando alguém vai a um país distante, constitui a sua bagagem de objetos utilizáveis nesse país; não se preocupa com os que ali lhe seriam inúteis. Procedei do mesmo modo com relação à vida futura; aprovisionai-vos de tudo o de que lá vos possais servir.
Ao viajante que chega a um albergue, bom alojamento é dado, se o pode pagar. A outro, de parcos recursos, toca um menos agradável. Quanto ao que nada tenha de seu, vai dormir numa enxerga. O mesmo sucede ao homem, à sua chegada no mundo dos Espíritos: depende dos seus haveres o lugar para onde vá. Não será, todavia, com o seu ouro que ele o pagará. Ninguém lhe perguntará: Quanto tinhas na Terra? Que posição ocupavas? Eras príncipe ou operário? Perguntar-lhe-ão: Que trazes contigo?Não se lhe avaliarão os bens, nem os títulos, mas a soma das virtudes que possua. Ora, sob esse aspecto, pode o operário ser mais rico do que o príncipe. Em vão alegará que antes de partir da Terra pagou a peso de ouro a sua entrada no outro mundo. Responder-lhe-ão: Os lugares aqui não se compram: conquistam-se por meio da prática do bem. Com a moeda terrestre, hás podido comprar campos, casas, palácios; aqui, tudo se paga com as qualidades da alma. És rico dessas qualidades? Sê bem-vindo e vai para um dos lugares da primeira categoria, onde te esperam todas as venturas. És pobre delas? Vai para um dos da última, onde serás tratado de acordo com os teus haveres. – Pascal. (Genebra, 1860.)
10. Os bens da Terra pertencem a Deus, que os distribui a seu grado, não sendo o homem senão o usufrutuário, o administrador mais ou menos íntegro e inteligente desses bens. Tanto eles não constituem propriedade individual do homem, que Deus freqüentemente anula todas as previsões e a riqueza foge àquele que se julga com os melhores títulos para possuí-la.
Direis, porventura, que isso se compreende no tocante aos bens hereditários, porém, não relativamente aos que são adquiridos pelo trabalho. Sem dúvida alguma, se há riquezas legítimas, são estas últimas, quando honestamente conseguidas, porquanto uma propriedade só é legitimamente adquirida quando, da sua aquisição, não resulta dano para ninguém. Contas serão pedidas até mesmo de um único ceitil mal ganho, isto é, com prejuízo de outrem. Mas, do fato de um homem dever a si próprio a riqueza que possua, seguir-se-á que, ao morrer, alguma vantagem lhe advenha desse fato? Não são amiúde inúteis as precauções que ele toma para transmiti-la a seus descendentes? Decerto, porquanto, se Deus não quiser que ela lhes vá ter às mãos, nada prevalecerá contra a sua vontade. Poderá o homem usar e abusar de seus haveres durante a vida, sem ter de prestar contas? Não. Permitindo-lhe que a adquirisse, é possível haja Deus tido em vista recompensar-lhe, no curso da existência atual, os esforços, a coragem, a perseverança. Se, porém, ele somente os utilizou na satisfação dos seus sentidos ou do seu orgulho; se tais haveres se lhe tornaram causa de falência, melhor fora não os ter possuído, visto que perde de um lado o que ganhou do outro, anulando o mérito de seu trabalho. Quando deixar a Terra, Deus lhe dirá que já recebeu a sua recompensa. –
M., Espírito protetor. (Bruxelas, 1861.)
4. Livro dos Espíritos - Questão 711
711. O uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens?
“Esse direito é consequente da necessidade de viver. Deus não imporia um dever sem dar ao homem o meio de cumpri-lo.”
5. Reflexão – Bens Materiais - Espiritualidade e Vida – Haroldo Dutra Dias
6. Prece final – Aos pés do monte – Tim e Vanessa
Evangelho Segundo o Espiritismo - 20/06/2021 (Domingo)
Harmonização e Prece Inicial: Pai Nosso
E.S.E.: Capítulo XX - Os trabalhadores da última hora - Instruções dos Espíritos Missão dos Espíritas (Item 4)
Trabalho - Cap. 4 - Do Livro caminho Verdade e Vida - Chico Xavier/Emmanuel
Prece final espontânea
1.Harmonização e Prece Inicial: Pai Nosso
Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome,
venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal.
2. E.S.E.: Capítulo XX - Os trabalhadores da última hora - Instruções dos Espíritos Missão dos Espíritas (Item 4)
Missão dos Espíritas
4. Não escutais já o ruído da tempestade que há de arrebatar o velho mundo e abismar no nada o conjunto das iniquidades terrenas? Ah! bendizei o Senhor, vós que haveis posto a vossa fé na sua soberana justiça e que, novos apóstolos da crença revelada pelas proféticas vozes superiores, ides pregar o novo dogma da reencarnação e da elevação dos Espíritos, conforme tenham cumprido, bem ou mal, suas missões e suportado suas provas terrestres.
Não mais vos assusteis! As línguas de fogo estão sobre as vossas cabeças. Ó verdadeiros adeptos do Espiritismo!... sois os escolhidos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que deveis sacrificar à sua propagação os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas ocupações fúteis. Ide e pregai. Convosco estão os Espíritos elevados. Certamente falareis a criaturas que não quererão escutar a voz de Deus, porque essa voz as exorta incessantemente à abnegação. Pregareis o desinteresse aos avaros, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos, como aos déspotas! Palavras perdidas, eu o sei; mas não importa. Faz-se mister regueis com os vossos suores o terreno onde tendes de semear, porquanto ele não frutificará e não produzirá senão sob os reiterados golpes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai!
Ó todos vós, homens de boa-fé, conscientes da vossa inferioridade em face dos mundos disseminados pelo Infinito!... lançai-vos em cruzada contra a injustiça e a iniquidade. Ide e proscrevei esse culto do bezerro de ouro, que cada dia mais se alastra. Ide, Deus vos guia! Homens simples e ignorantes, vossas línguas se soltarão e falareis como nenhum orador fala. Ide e pregai, que as populações atentas recolherão ditosas as vossas palavras de consolação, de fraternidade, de esperança e de paz.
Que importam as emboscadas que vos armem pelo caminho! Somente lobos caem em armadilhas para lobos, porquanto o pastor saberá defender suas ovelhas das fogueiras imoladoras.
Ide, homens, que, grandes diante de Deus, mais ditosos do que Tomé, credes sem fazerdes questão de ver e aceitais os fatos da mediunidade, mesmo quando não tenhais conseguido obtê-los por vós mesmos; ide, o Espírito de Deus vos conduz.
Marcha, pois, avante, falange imponente pela tua fé! Diante de ti os grandes batalhões dos incrédulos se dissiparão, como a bruma da manhã aos primeiros raios-do-Sol nascente.
A fé é a virtude que desloca montanhas, disse Jesus. Todavia, mais pesados do que as maiores montanhas, jazem depositados nos corações dos homens a impureza e todos os vícios que derivam da impureza. Parti, então, cheios de coragem, para removerdes essa montanha de iniquidades que as futuras gerações só deverão conhecer como lenda, do mesmo modo que vós, que só muito imperfeitamente conheceis os tempos que antecederam a civilização pagã.
Sim, em todos os pontos do Globo vão produzir-se as subversões morais e filosóficas; aproxima-se a hora em que a luz divina se espargirá sobre os dois mundos.
Ide, pois, e levai a palavra divina: aos grandes que a desprezarão, aos eruditos que exigirão provas, aos pequenos e simples que a aceitarão; porque, principalmente entre os mártires do trabalho, desta provação terrena, encontrareis fervor e fé. Ide; estes receberão, com hinos de gratidão e louvores a Deus, a santa consolação que lhes levareis, e baixarão a fronte, rendendo-lhe graças pelas aflições que a Terra lhes destina.
Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra! o arado está pronto; a terra espera; arai!
Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos confiou; mas, atenção! entre os chamados para o Espiritismo muitos se transviaram; reparai, pois, vosso caminho e segui a verdade.
Pergunta. – Se, entre os chamados para o Espiritismo, muitos se transviaram, quais os sinais pelos quais reconheceremos os que se acham no bom caminho?
Resposta. – Reconhecê-lo-eis pelos princípios da verdadeira caridade que eles ensinarão e praticarão. Reconhecê-lo-eis pelo número de aflitos a que levem consolo; reconhecê-lo-eis pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal; reconhecê-lo-eis, finalmente, pelo triunfo de seus princípios, porque Deus quer o triunfo de Sua lei; os que seguem Sua lei, esses são os escolhidos e Ele lhes dará a vitória; mas Ele destruirá aqueles que falseiam o espírito dessa lei e fazem dela degrau para contentar sua vaidade e sua ambição. – Erasto, anjo-da-guarda do médium. (Paris, 1863.)
3.Trabalho - Cap. 4 - Do Livro caminho Verdade e Vida - Chico Xavier/Emmanuel
“E Jesus lhes respondeu: Meu Pai obra até agora, e eu trabalho também.” — (JOÃO, 5.17)
Em todos os recantos, observamos criaturas queixosas e insatisfeitas.
Quase todas pedem socorro. Raras amam o esforço que lhes foi conferido. A maioria revolta-se contra o gênero de seu trabalho.
Os que varrem as ruas querem ser comerciantes; os trabalhadores do campo prefeririam a existência na cidade.
O problema, contudo, não é de gênero de tarefa, mas o de compreensão da oportunidade recebida.
De modo geral, as queixas, nesse sentido, são filhas da preguiça inconsciente. É o desejo ingênito de conservar o que é inútil e ruinoso, das quedas no pretérito obscuro.
Mas Jesus veio arrancar-nos da “morte no erro”. Trouxe-nos a bênção do trabalho, que é o movimento incessante da vida.
Para que saibamos honrar nosso esforço, referiu-se ao Pai que não cessa de servir em sua obra eterna de amor e sabedoria e à sua tarefa própria, cheia de imperecível dedicação à Humanidade.
Quando te sentires cansado, lembra-te de que Jesus está trabalhando. Começamos ontem nosso humilde labor e o Mestre se esforça por nós, desde quando?
Emmanuel
4.Prece final espontânea
Evangelho Segundo o Espiritismo - 19/06/2021 (sábado)
Harmonização - Ouço Deus – Vansan
Prece inicial – Culto do Evangelho no Lar - http://betemensagemdodia.blogspot.com
O Significado da Paz –Momento Espírita
Prece final – E.S.E - cap. XXVIII - Coletânea de preces espíritas - preces gerais (item 7)
Harmonização - Ouço Deus – Vansan
Prece inicial – Culto do Evangelho no Lar - http://betemensagemdodia.blogspot.com
" Mestre, abençoa o nosso lar, a nossa família. Faze com que haja paz, equilíbrio e harmonia em nossa casa, para que ela seja um lugar de refazimento físico e espiritual.”
O Significado da Paz – Momento Espírita
O Significado da Paz
Em determinada passagem do evangelho, Jesus afirma:
“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz; não vo-la dou como o mundo a dá”.
Evidencia-se que a paz do Cristo é muito diferente da paz do mundo.
Para entender o significado da paz do Cristo, torna-se necessário refletir sobre o que habitualmente se concebe por paz.
Os dicionários fornecem inúmeros significados para esse vocábulo.
Por exemplo, identificam-no com ausência de guerra, descanso e silêncio.
Ocorre que o descanso e o silêncio, por si sós, não significam necessariamente algo bom.
Em uma penitenciária, no meio da noite, pode haver descanso e silêncio absolutos.
Mas é difícil sustentar que as criaturas que lá se encontram sejam pacificadas.
Em um charco as águas são paradas e há silêncio nele e em torno dele.
Contudo, não se pode ignorar a podridão que ali jaz oculta.
Também é possível que algumas pessoas sejam conservadas inertes e em silêncio, por medo.
Determinada casa pode ser silenciosa e ordeira pelo pavor que o chefe da família inspira.
Entretanto, a submissão criada pela violência nada tem de desejável.
No âmbito internacional, ao término de uma guerra, frequentemente são impostas duras condições aos países derrotados.
Ocorre que uma paz que esmaga os vencidos contém em si o gérmen de futuras violências.
Também não raro percebemos coisas erradas acontecendo, em prejuízo dos outros.
Mas podemos preferir silenciar, a título de preservar nossa paz.
Assim, a paz, na concepção mundana, muitas vezes envolve opressão, preguiça e conivência.
Não causa espanto que a paz do Cristo seja diferente da paz do mundo.
Pode-se afirmar que a paz do Cristo constitui decorrência lógica da vivência de Seus ensinamentos.
Afinal, o mestre afirmou que não basta dizer Senhor! Senhor! Para entrar no reino dos céus.
É necessário efetivamente realizar a vontade do pai celestial.
Essa vontade encontra-se explícita nas palavras e nos exemplos de Jesus.
O céu a que se refere o Cristo não é um local determinado no espaço.
Trata-se de um estado de consciência em harmonia com as leis divinas.
A paz do Cristo não se identifica com a inércia. É um sublime estado de consciência, feito de serenidade e harmonia. É um profundo silêncio interior, que não depende das ocorrências do mundo.
Essa paz somente pode ser desfrutada por quem ama o progresso e trabalha efetivamente no bem. Ela é muito trabalhosa e operante. Reflete o estado de quem pode observar com tranquilidade os próprios atos. Só se sente assim quem cumpre seu dever. Não é um presente, mas uma conquista. O seu gozo pressupõe esforço em burilar o próprio caráter, em crescer em entendimento e compreensão.
Apenas se pacifica quem procura desenvolver seus talentos pelo estudo e o trabalho constantes, e utiliza seus talentos na criação de um mundo melhor.
A paz do Cristo está à disposição de todos. Mas só a desfruta quem pratica a lei de justiça, amor e caridade, estabelecida por Deus para a harmonia da criação.
Equipe de redação Momento Espírita
Prece final – E.S.E - cap. XXVIII - Coletânea de preces espíritas - preces gerais (item 7)
Agradecemos aos bons Espíritos que vieram se comunicar conosco; rogamo-lhes que nos ajudem a colocar em prática as instruções que nos foram dadas, e que cada um de nós, ao sair daqui se sinta fortalecido para a prática do bem e do amor ao próximo.
Desejamos igualmente que suas instruções sejam proveitosas aos Espíritos sofredores, ignorantes ou viciosos, que puderam assistir a este culto, e para os quais suplicamos a misericórdia de Deus.
Evangelho Segundo o Espiritismo - 18/06/2021 (sexta)
1.Prece inicial: espontânea
2. E.S.E - Capítulo XVI - Não se pode servir a Deus e a Mamon - Instruções dos Espíritos - A verdadeira propriedade (item 9)
3. Reflexão do Evangelho - Aparecida Fernandes Morais Trindade (Popó)
4. Música: Raridade - Anderson Freire
5. Prece final: espontânea
1.Prece inicial: espontânea
Deus, de infinita bondade, traz à minha vida, situações que me faça melhor a cada dia, no meu tempo, mas confiando sempre em você, meu Pai.
Que assim seja!
Aparecida (Popó)
2. E.S.E - Capítulo XVI - Não se pode servir a Deus e a Mamon - Instruções dos Espíritos - A verdadeira propriedade (item 9)
9. O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade no outro mundo do que neste. Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura. Quando alguém vai a um país distante, constitui a sua bagagem de objetos utilizáveis nesse país; não se preocupa com os que ali lhe seriam inúteis. Procedei do mesmo modo com relação à vida futura; aprovisionai-vos de tudo o de que lá vos possais servir.
Ao viajante que chega a um albergue, bom alojamento é dado, se o pode pagar. A outro, de parcos recursos, toca um menos agradável. Quanto ao que nada tenha de seu, vai dormir numa enxerga. O mesmo sucede ao homem, à sua chegada no mundo dos Espíritos: depende dos seus haveres o lugar para onde vá. Não será, todavia, com o seu ouro que ele o pagará. Ninguém lhe perguntará: Quanto tinhas na Terra? Que posição ocupavas? Eras príncipe ou operário? Perguntar-lhe-ão: Que trazes contigo? Não se lhe avaliarão os bens, nem os títulos, mas a soma das virtudes que possua. Ora, sob esse aspecto, pode o operário ser mais rico do que o príncipe. Em vão alegará que antes de partir da Terra pagou a peso de ouro a sua entrada no outro mundo. Responder-lhe-ão: Os lugares aqui não se compram: conquistam-se por meio da prática do bem. Com a moeda terrestre, hás podido comprar campos, casas, palácios; aqui, tudo se paga com as qualidades da alma. És rico dessas qualidades? Sê bem-vindo e vai para um dos lugares da primeira categoria, onde te esperam todas as venturas. És pobre delas? Vai para um dos da última, onde serás tratado de acordo com os teus haveres. – Pascal. (Genebra, 1860.)
3. Reflexão do Evangelho - Aparecida Fernandes Morais Trindade (Popó)
Ao ler este texto, me fez lembrar um estudo sobre o mundo de regeneração, que um dos pontos a ser mudado, para nossa evolução, é a corrupção.
E quando falamos nessa palavra lembramos apenas da corrupção politica.
E a nossa corrupção diária?
Na instrução dos espíritos acima, Pascal nos fala “Não se lhe avaliarão os bens, nem os títulos, mas a soma das virtudes que possua.”
A corrupção corrompe as nossas virtudes. Ela começa devagarinho e não percebemos que somos corrompidos por ela.
Temos o nosso jeitinho brasileiro de se dar bem em tudo. Furamos uma fila do banco, porque não temos paciência pra esperar e nem nos perguntamos se quem está na fila, na nossa frente, deixou filho pequeno em casa, se está se sentindo bem. O fazemos e ainda contamos vantagens sobre o nosso feito.
Somos corruptos quando pegamos a vida de alguém e acrescentamos dados que nos fazem sentir acima dessa pessoa. Queremos ser o melhor dos melhores, somos corruptos quando descobrimos que um amigo é de direita e eu sou de esquerda, e começamos a tratá-lo com grosserias, por que todos tem de ter o mesmo pensamento.
Somos corruptos conosco mesmo quando não nos respeitamos, tratamos nossos sentimentos em segundo plano, pensando assim, "mãe é assim, primeiro o filho” ou “isso que é ser pai, deixar de ir ao futebol para ficar com o filho”. Se você colocou isso pra fora é porque te incomoda fazer isso. Porque o que faz de coração não justifica para os outros os seus atos.
Somos corruptos quando trocamos preços de produtos no supermercado, quando usamos a vaga de estacionamento de idoso, sendo que você não o é, por que não tem outra vaga pra você.
São pequenas coisas que nos tornam corruptos que quando vemos um político corrupto, nos violentamos com palavras pesadas, desejamos até a morte do mesmo. Porque nos enxergamos nele e não queremos que ninguém descubra as nossas mazelas.
A justiça cabe a Deus, lembremos de madre Tereza de Calcutá, que nos diz: “no final, é sempre entre Deus e você".
4. Música: Raridade - Anderson Freire
5. Prece final: espontânea
Jesus, como irmão mais velho, guia meus passos, envolva-me no seu amor para que eu desenvolva virtudes e largue as minhas mazelas.
Que assim seja!
Aparecida (Popó)
Evangelho Segundo o Espiritismo - 17/06/2021 (quinta)
1.Harmonização e prece inicial: Alma querida - poema de Auta de Souza - música espírita - Centro Espírita Deus, Cristo e Caridade
2. E.S.E - Capítulo VI - O Cristo Consolador - Instruções dos Espíritos - Advento do Espírito de verdade (itens 7 e 8)
3. O Livro dos Espíritos - Questão 932 e comentário de Miramez
4. Reflexão: Sinais - cap. 32 - do livro Agenda Cristã - André Luiz
5. Prece final: psicografia recebida em 16.06.21, na casa espírita A Caminho a Luz.
1.Harmonização e prece inicial: Alma querida - poema de Auta de Souza - música espírita - Centro Espírita Deus, Cristo e Caridade
2. E.S.E - Capítulo VI - O Cristo Consolador - Instruções dos Espíritos - Advento do Espírito de verdade (itens 7 e 8)
7. Sou o grande médico das almas e venho trazer-vos o remédio que vos há de curar. Os fracos, os sofredores e os enfermos são os meus filhos prediletos. Venho salvá-los. Vinde, pois, a mim, vós que sofreis e vos achais oprimidos, e sereis aliviados e consolados. Não busqueis alhures a força e a consolação, pois que o mundo é impotente para dá-las. Deus dirige um supremo apelo aos vossos corações, por meio do Espiritismo. Escutai-o. Extirpados sejam de vossas almas doloridas a impiedade, a mentira, o erro, a incredulidade. São monstros que sugam o vosso mais puro sangue e que vos abrem chagas quase sempre mortais. Que, no futuro, humildes e submissos ao Criador, pratiqueis a sua lei divina. Amai e orai; sede dóceis aos Espíritos do Senhor; invocai-o do fundo de vossos corações. Ele, então, vos enviará o seu Filho bem-amado, para vos instruir e dizer estas boas palavras: Eis-me aqui; venho até vós, porque me chamastes. – O Espírito de Verdade. (Bordéus, 1861.)
8. Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que lha pedem. Seu poder cobre a Terra e, por toda a parte, junto de cada lágrima colocou ele um bálsamo que consola. A abnegação e o devotamento são uma prece contínua e encerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores compreender essa verdade, em vez de clamarem contra suas dores, contra os sofrimentos morais que neste mundo vos cabem em partilha. Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõem. O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o espírito. – O Espírito de Verdade. (Havre, 1863.)
3. O Livro dos Espíritos - Questão 932 e comentário de Miramez
Parte Quarta - Das esperanças e consolações
CAPÍTULO I - DAS PENAS E GOZOS TERRESTRES
Felicidade e infelicidade relativas
932. Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?
“Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.”
Comentário do espírito Miramez
A maior influência dos maus se dá por causa da ignorância das próprias almas que nela estagiam. No entanto, a paciência de Deus não se esgota e o trabalho de Jesus não pára, no sentido de educar todas as criaturas e instruí-las.
Esse exercício é demorado, mas se faz. Numerosas falanges de Espírito, sob a direção de Jesus Cristo, trabalham junto aos homens no sentido de amanhar os corações empedernidos no mal. "Esses homens não são maus", disse Jesus; "mas, ignoram a verdade que liberta".
As sementes do bem já foram lançadas no campo dos corações; basta esperar que elas germinem, e disso o Senhor tem certeza. Compete ao homem já entendido ajudar na obra do bem, e o Espiritismo veio ao mundo para ajudar no grande fenômeno do século, o de colocar em ordem a casa terrestre, ensinando a todos a amar, mas com aquele amor que não troca nem vende suas mais ricas possibilidades, onde se pode mostrar a caridade. O mal, pode-se dizer, na altura da compreensão mais elevada, não existe; somente o que tem vida eterna é o bem, o equilíbrio, a harmonia universal.
Se desejas melhorar, pensa em Jesus, fala com Jesus, anda com Jesus, trabalha com Jesus, mas, acima de tudo, vive os preceitos do Mestre, como Ele viveu. Desta forma, conhecerás a verdade, conhecendo a ti mesmo.
Se a própria matéria se transforma, o Espírito que se encontra além deve se transformar sempre para melhor, em todas as direções do entendimento, do amor e da sabedoria. Se queres buscar no futuro a felicidade, conquista-a dia a dia, passo a passo, porque ela é aquisição de milênios de esforços.
Os maus são intrigantes, violentos, caluniadores e encontram prazer em todas as paixões inferiores. Eles são impacientes e não gostam da verdade. Os bons fazem-se notar por muito se amarem uns aos outros, mesmo àqueles que os ofendem e caluniam.
O mundo deve passar para outro grau de elevação, desconhecendo o mal e somente se interessando pelo bem, quais os mundos elevados que giram no universo de Deus, Devemos esperar, pois o planeia deverá receber esse prêmio das mãos de Jesus, vindo de Deus, ao passar dos bilhões de anos que, para a eternidade, são poucos dias.
Todos os trabalhadores do bem comum estão sendo convocados. Os clarins tocam em todos os quadrantes da Terra, e quem tem ouvidos para ouvir que os ouça, quem tem entendimento para entender que os entenda. É Jesus voltando para a seleção dos valores, de modo que quem herdar a Terra, ficará nela, enquanto os demais passarão a outra escola de Deus, para aprender o que não conseguiram nesta mansão de vida. Na verdade, a maior quantidade deverá sair para outra estância de vida, onde serão direcionados pela sintonia dos sentimentos.
E quando acabou de falar, disse a Simão:
Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. (Lucas, 5:4)
O Mestre tomou Pedro como símbolo da pesca de homens, bem como de todos os discípulos e aqueles que desejam acompanhar o Mestre, alertando as almas de que no fim dos tempos maus seria separado o joio do trigo, os bons dos maus. É o que o povo deveria entender, e muitos já o fizeram, lançando redes em todos os oceanos das nações para pescar almas. E esse alerta continua. Mesmo faltando pouco tempo, ainda podes cientificar-te da necessidade de retificar o coração, conquistando valores morais, apegando-te ao amor e fazendo da caridade o meio de salvação do próprio ambiente onde moras, e nele permanecendo, porque este mundo será o paraíso, depois que os homens aceitarem o Cristo como guia e Seus ensinamentos como roteiro de vida.
4. Reflexão: Sinais - cap. 32 - do livro Agenda Cristã - André Luiz
1 Sua conversação dirá das diretrizes que você escolheu na vida.
2 Suas decisões, nas horas graves, identificam a posição real de seu Espírito.
3 Seus gestos, na luta comum, falam de seu clima interior.
4 Seus impulsos definem a zona mental em que você prefere movimentar-se.
5 Seus pensamentos revelam suas companhias espirituais.
6 Suas leituras definem os seus sentimentos.
7 Seu trato pessoal com os outros esclarece até que ponto você tem progredido.
8 Suas solicitações lançam luz sobre os seus objetivos.
9 Suas opiniões revelam o verdadeiro lugar que você ocupa no mundo.
10 Seus dias são marcas no caminho evolutivo.
11 Não se esqueça de que compactas assembleias de companheiros encarnados e desencarnados conhecem-lhe a personalidade e seguem-lhe a trajetória pelos sinais que você está fazendo.
André Luiz
5. Prece final: psicografia recebida em 16.06.21, na casa espírita A Caminho a Luz.
Jesus abençoe a cada irmão aqui presente e todos os familiares!
Irmãos, em tudo dai graças.
Enquanto a maioria pontua o lado negativo do coronavírus, nós o vemos como ponto de ligação onde o mundo se voltou para o Pai, não que estejamos felizes com tanta dor, mas, em tão poucos acontecimentos coletivos se viu a busca por Jesus.
Pode parecer que não, mas as preces de cada um faz; com sentido verdadeiro, nos ajuda a auxiliar tantos irmãos que chegam em confusão.
É o momento de voltar para dentro, é momento de deixar o ter e sentir o ser, da fraternidade ocupar mais espaço em nossas ações. Não alimentem os sentimentos e pensamentos ruins, creiam que Jesus está olhando, abençoando e fortalecendo cada um.
Não amaldiçoem o vírus ou outra doença qualquer, procurem saber no íntimo o que ela quer ensinar e sigamos com fé. Sejamos Luz!
Não desanimem, orem e confiem na providência Divina.
Luz e Paz!
Equipe Espiritual
A Caminho da Luz
Evangelho Segundo o Espiritismo - 16/06/2021 (quarta)
Harmonização e prece inicial -Prece de submissão e resignação - preces espíritas - Antônio Luiz Vendramini
E.S.E. - Cap. V - Bem aventurados os aflitos – Motivos de resignação (item 12)
Reflexão - Resignação e iniciativa – Semear espírita - Haroldo Dutra
Prece final – Prece de aceitação - Maria Dolores/Chico Xavier
Harmonização e prece inicial -Prece de submissão e resignação - preces espíritas - Antônio Luiz Vendramini
2. E.S.E. - Cap. V - Bem aventurados os aflitos – Motivos de resignação (item 12)
Motivos de resignação
12. Por estas palavras: Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados, Jesus aponta a compensação que hão de ter os que sofrem e a resignação que leva o padecente a bendizer do sofrimento, como prelúdio da cura.
Também podem essas palavras ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente na Terra, essas dores vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá a tranquilidade no porvir.
O homem que sofre assemelha-se a um devedor de avultada soma, a quem o credor diz: “Se me pagares hoje mesmo a centésima parte do teu débito, quitar-te-ei do restante e ficarás livre; se o não fizeres, atormentar-te-ei, até que pagues a última parcela.” Não se sentiria feliz o devedor por suportar toda espécie de privações para se libertar, pagando apenas a centésima parte do que deve? Em vez de se queixar do seu credor, não lhe ficará agradecido?
Tal o sentido das palavras: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados.” São ditosos, porque se quitam e porque, depois de se haverem quitado, estarão livres. Se, porém, o homem, ao quitar-se de um lado, endivida-se de outro, jamais poderá alcançar a sua libertação. Ora, cada nova falta aumenta a dívida, porquanto nenhuma há, qualquer que ela seja, que não acarrete forçosa e inevitavelmente uma punição. Se não for hoje, será amanhã; se não for na vida atual, será noutra. Entre essas faltas, cumpre se coloque na primeira fiada a carência de submissão à vontade de Deus. Logo, se murmurarmos nas aflições, se não as aceitarmos com resignação e como algo que devemos ter merecido, se acusarmos a Deus de ser injusto, nova dívida contraímos, que nos faz perder o fruto que devíamos colher do sofrimento. É por isso que teremos de recomeçar, absolutamente como se, a um credor que nos atormente, pagássemos uma cota e a tomássemos de novo por empréstimo.
Ao entrar no mundo dos Espíritos, o homem ainda está como o operário que comparece no dia do pagamento. A uns dirá o Senhor: “Aqui tens a paga dos teus dias de trabalho”; a outros, aos venturosos da Terra, aos que hajam vivido na ociosidade, que tiverem feito consistir a sua felicidade nas satisfações do amor-próprio e nos gozos mundanos: “Nada vos toca, pois que recebestes na Terra o vosso salário. Ide e recomeçai a tarefa.”
3. Reflexão - Resignação e iniciativa – Semear espírita - Haroldo Dutra
4. Prece final – Prece de aceitação - Maria Dolores/Chico Xavier
Evangelho Segundo o Espiritismo - 15/06/2021 (terça)
Harmonização e Prece inicial: Oração de São Francisco
E. S.E: Cap. X - Bem-aventurados os que são misericordiosos - (itens 1 a 4)
Prece final: Oração do Perdão
1.Harmonização e Prece inicial: Oração de São Francisco
Senhor,
Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna!
Amém
2. E. S .E: Cap. X - Bem-aventurados os que são misericordiosos - (itens 1 a 4)
Perdoai, para que Deus vos perdoe
1. Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (S. MATEUS, 5:7.)
2. Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; – mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados. (S. MATEUS, 6:14 e 15.)
3. Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão. – Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: “Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?” – Respondeu-lhe Jesus: “Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.” (S. MATEUS, 18:15, 21 e 22.)
4. A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.
Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.
Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. Em toda contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza d’alma granjeará sempre a simpatia das pessoas imparciais.
3. Prece final: Oração do Perdão
Evangelho Segundo o Espiritismo - 14/06/2021 (segunda)
Harmonização - Cura-me, Senhor! - Elizabete Lacerda
Prece inicial - Prece para acalmar o coração e pedir assistência aos bons espíritos
E.S.E. - Cap. XII Amai os Vossos Inimigos - Retribuir o mal com o bem (itens1 a 4)
L.E. - Questão 887
Reflexão - Não posso me afastar de quem me fere, o que fazer? - Monja Coen - Zen Budismo
Prece final – Prece de amor – adaptada e cantada por Elizabete Lacerda
Harmonização - Cura-me, Senhor! - Elizabete Lacerda
Prece inicial - Prece para acalmar o coração e pedir assistência aos bons espíritos
E.S.E. - Cap. XII Amai os Vossos Inimigos - Retribuir o mal com o bem (itens1 a 4)
Retribuir o mal com o bem
1. Aprendestes que foi dito: “Amareis o vosso próximo e odiareis os vossos inimigos.” Eu, porém, vos digo: “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus e que faz se levante o Sol para os bons e para os maus e que chova sobre os justos e os injustos. – Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa? Não procedem assim também os publicanos? Se apenas os vossos irmãos saudardes, que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem outro tanto os pagãos?”
(S. MATEUS, 5:43 a 47.)
– “Digo-vos que, se a vossa justiça não for mais abundante que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no reino dos céus.” (S. MATEUS, 5:20.)
2. “Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que as amam? – Se o bem somente o fizerdes aos que vo-lo fazem, que mérito se vos reconhecerá, dado que o mesmo faz a gente de má vida? – Se só emprestardes àqueles de quem possais esperar o mesmo favor, que mérito se vos reconhecerá, quando as pessoas de má vida se entreajudam dessa maneira, para auferir a mesma vantagem? Pelo que vos toca, amai os vossos inimigos, fazei bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma. Então, muito grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e até para os maus. – Sede, pois, cheios de misericórdia, como cheio de misericórdia é o vosso Deus.” (S. LUCAS, 6:32 a 36.)
3. Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho.
Entretanto, há geralmente equívoco no tocante ao sentido da palavra amar, neste passo. Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo. A ternura pressupõe confiança; ora, ninguém pode depositar confiança numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ninguém pode ter para com ela expansões de amizade, sabendo-a capaz de abusar dessa atitude. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver essas manifestações de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas ideias. Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo.
A diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstâncias diferentes, resulta mesmo de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo determina uma corrente fluídica que impressiona penosamente. O pensamento benévolo nos envolve num agradável eflúvio. Daí a diferença das sensações que se experimenta à aproximação de um amigo ou de um inimigo. Amar os inimigos não pode, pois, significar que não se deva estabelecer diferença alguma entre eles e os amigos. Se este preceito parece de difícil prática, impossível mesmo, é apenas por entender-se falsamente que ele manda se dê no coração, assim ao amigo, como ao inimigo, o mesmo lugar. Uma vez que a pobreza da linguagem humana obriga a que nos sirvamos do mesmo termo para exprimir matizes diversos de um sentimento, à razão cabe estabelecer as diferenças, conforme os casos.
Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contato de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contato de um amigo. Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo à reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos.
4. Amar os inimigos é, para o incrédulo, um contrassenso, Aquele para quem a vida presente é tudo, vê no seu inimigo um ser nocivo, que lhe perturba o repouso e do qual unicamente a morte, pensa ele, o pode livrar. Daí, o desejo de vingar-se. Nenhum interesse tem em perdoar, senão para satisfazer o seu orgulho perante o mundo. Em certos casos, perdoar-lhe parece mesmo uma fraqueza indigna de si. Se não se vingar, nem por isso deixará de conservar rancor e secreto desejo de mal para o outro.
Para o crente e, sobretudo, para o espírita, muito diversa é a maneira de ver, porque suas vistas se lançam sobre o passado e sobre o futuro, entre os quais a vida atual não passa de um simples ponto. Sabe ele que, pela mesma destinação da Terra, deve esperar topar aí com homens maus e perversos; que as maldades com que se defronta fazem parte das provas que lhe cumpre suportar e o elevado ponto de vista em que se coloca lhe torna menos amargas as vicissitudes, quer advenham dos homens, quer das coisas. Se não se queixa das provas, tampouco deve queixar-se dos que lhe servem de instrumento. Se, em vez de se queixar, agradece a Deus o experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe dá ensejo de demonstrar a sua paciência e a sua resignação. Esta ideia o dispõe naturalmente ao perdão. Sente, além disso, que quanto mais generoso for, tanto mais se engrandece aos seus próprios olhos e se põe fora do alcance dos dardos do seu inimigo.
O homem que no mundo ocupa elevada posição não se julga ofendido com os insultos daquele a quem considera seu inferior. O mesmo se dá com o que, no mundo moral, se eleva acima da humanidade material. Este compreende que o ódio e o rancor o aviltariam e rebaixariam. Ora, para ser superior ao seu adversário, preciso é que tenha a alma maior, mais nobre, mais generosa do que a desse último.
L.E. - Questão 887
887. Jesus também disse: Amai mesmo os vossos inimigos. Ora, o amor aos inimigos não será contrário às nossas tendências naturais e a inimizade não provirá de uma falta de simpatia entre os Espíritos?
“Certo ninguém pode votar aos seus inimigos um amor terno e apaixonado. Não foi isso o que Jesus entendeu de dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e lhes retribuir o mal com o bem. O que assim procede se torna superior aos seus inimigos, ao passo que abaixo deles se coloca, se procura tomar vingança.”
Reflexão - Não posso me afastar de quem me fere, o que fazer? - Monja Coen - Zen Budismo
Evangelho Segundo o Espiritismo - 13/06/2021 (domingo)
1.Harmonização: Sentimento - Coral Solluz
2. Prece inicial: espontânea
3. E.S.E. - Cap. XXII - Não separareis o que Deus juntou - Indissolubilidade do casamento (item 3)
4. Reflexão I: Não separeis o que Deus juntou - Maristela Santos
5. Reflexão II: Responsabilidade no relacionamento - Sri Prem Baba (adaptado por Cleber Mateus da Silva)
6. Prece final: espontânea ao som de Serás feliz - Coral Solluz
1.Harmonização: Sentimento - Coral Solluz
2. Prece inicial: espontânea
3. E.S.E. - Cap. XXII - Não separareis o que Deus juntou - Indissolubilidade do casamento (item 3)
3. Mas, na união dos sexos, a par da lei divina material, comum a todos os seres vivos, há outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: a lei de amor. Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir. Nas condições ordinárias do casamento, a lei de amor é tida em consideração? De modo nenhum. Não se leva em conta a afeição de dois seres que, por sentimentos recíprocos, se atraem um para o outro, visto que, as mais das vezes, essa afeição é rompida. O de que se cogita, não é da satisfação do coração e sim da do orgulho, da vaidade, da cupidez, numa palavra: de todos os interesses materiais. Quando tudo vai pelo melhor consoante esses interesses, diz-se que o casamento é de conveniência e, quando as bolsas estão bem aquinhoadas, diz-se que os esposos igualmente o são e muito felizes hão de ser.
Nem a lei civil, porém, nem os compromissos que ela faz se contraiam podem suprir a lei do amor, se esta não preside à união, resultando, frequentemente, separarem-se por si mesmos os que à força se uniram; torna-se um perjúrio, se pronunciado como fórmula banal, o juramento feito ao pé do altar. Daí as uniões infelizes, que acabam tornando-se criminosas, dupla desgraça que se evitaria ao estabelecerem-se as condições do matrimônio, se não abstraísse da única que o sanciona aos olhos de Deus: a lei de amor. Ao dizer Deus: “Não sereis senão uma só carne”, e quando Jesus disse: “Não separeis o que Deus uniu”, essas palavras se devem entender com referência à união segundo a lei imutável de Deus e não segundo a lei mutável dos homens.
4. Reflexão I: Não separeis o que Deus juntou
5. Reflexão II: Responsabilidade no relacionamento - Sri Prem Baba (adaptado por Cleber Mateus da Silva)
Todo relacionamento firme e forte está na capacidade de assumir as responsabilidades pelos desequilíbrios que deu causa.
Ser arrogante e apontar erros gera contra-ataques e auto proteção.
Ao assumir as responsabilidades que lhe compete a comunicação sem violências se faz presente.
Conta-se uma história e a li, de um sannyasin indiano (como são chamados os monges que renunciaram a vida material) que usava roupa laranja e já era um mestre para muita gente.
Ele era muito reconhecido e famoso.
Até que um dia, ele estava em um acampamento e recebeu a visita da ex-mulher.
Essa visita mexeu tanto com ele, que o colocou de frente com uma verdade bem íntima: ele ainda não havia atingido a iluminação por completo.
Então, tomado de honestidade, esse homem decidiu tirar sua roupa laranja e "abdicar o lugar" de mestre.
Um de seus discípulos foi questionar o porquê de sua atitude e ele respondeu: "Porque eu descobri que estou mentindo para mim mesmo.
Se fiquei tão perturbado com a presença da minha ex-mulher, não estou no lugar em que acreditava estar".
Mesmo em uma posição elevada de espiritualização, havia uma distorção, ainda que pequena, manifestando-se em função de sua ex-mulher.
Imagine o que você faria em tal situação.
Assumir responsabilidades implica em ser humilde de verdade. Só assim é possível comunicar-se sem brigas.
A honestidade e compreensão do que se fez e faz, abre caminho para a aproximação é que se chama “andar em sentido à união”.
Isso não se deve fazer esperando que o outro assuma a parte dele nem criando um jogo para fazer o outro assumir a responsabilidade dele.
As pessoas não tem o mesmo nível de maturidade, seria maravilhoso se estivessem no mesmo nível de maturidade e que simultaneamente ou em tempos pequenos de diferença, assumissem suas falhas.
Há assim uma diferença. E poder-se-ia questionar quem é a pessoa que está no nível mais elevado? Será que isso importa? Mas a resposta mais simples é: aquela que assume responsabilidade, mesmo vendo as distorções se manifestar no outro, ela olha para si e, assim, dá um passo em direção a união.
Quando se assume a responsabilidade verdadeira, assume os erros e coloca-se limites com clareza e amor.
O amor seguro faz com que se enxergue o outro objetivamente e veja coisas muito lindas e coisas muito feias nele.
Verá que assim como você é igualmente um ser imperfeito, e se a imperfeição do outro for demais para você, precisará ter a coragem de dizer: "Chega!".
Surge então o poder de colocar limites para aquilo que te machuca, não no outro, mas em si mesmo.
Colocar limites ao gosto negativo de repetir situações destrutivas, de pagar o alto preço de perder a liberdade para se manter em uma relação que está machucando.
Falar a verdade, ser honesto consigo e com o outro, não ter medo de dizer o que sente. Esse medo pode estar disfarçado de compaixão.
Quando se pensa : "Eu não posso falar o que sinto para o outro, porque vou ofendê-lo ou machucá-lo". Tem se, lá no fundo só ser, o medo das consequências que pode levar ao fim da relação.
Neste caso há dependência e apego porque ninguém se relaciona com alguém que se manifesta uma distorção grande sem ter nada a ver com isso.
Isso não existe! Não se engane!
Se a relação em que encontra está tem um grande desequilíbrio e não conseguem ser honestos e autorresponsáveis pelos erros, é preciso estar atento para uma parte em si que ainda quer acusar, ainda quer sofrer e colocar a culpa no outro.
Ainda é possível olhar a parte do relacionamento que causa abalos no sentir juntamente com as energias distorcidas.
Se não consegue vê-las, olhe para os seus pais! Encontre onde foi que "aprendeu" a se alimentar da distorção do outro.
Tem de ter coragem para romper com esse ciclo. A mudança acontece pouco a pouco. Tem que ter paciência. Que o amor e a sabedoria iluminem os passos da sua jornada.
6. Prece final: espontânea ao som de Serás feliz - Coral Solluz
Evangelho Segundo o Espiritismo - 12/06/2021 (sábado)
1.Harmonização: Reencarnação - Grupo Bem
2. Prece inicial: Prece diante da manjedoura - Emmanuel
3. E.S.E. - Cap. IV - Necessidade da reencarnação (item 25)
4. Reflexão: Reencarnação - Livro dos Espíritos
5. Prece final: Prece à Mãe Santíssima - Anália Franco
6. Complemento: Necessidade da reencarnação - Simão Pedro
1.Harmonização: Reencarnação - Grupo Bem
2. Prece inicial: Prece diante da manjedoura - Emmanuel
3. E.S.E. - Cap. IV - Necessidade da reencarnação (item 25)
4. Reflexão: Reencarnação - Livro dos Espíritos
5. Prece final: Prece à Mãe Santíssima - Anália Franco
6. Complemento: Necessidade da reencarnação - Simão Pedro
Evangelho Segundo o Espiritismo - 11/06/2021 (sexta)
1.Harmonização e Prece inicial: O evangelho do dia - Allan Kardec - pág 50
2. E.S.E.: Cap. 10 - Bem - aventurados os misericordiosos - Instruções dos espíritos- A indulgência (item 16)
3. Reflexão: Do Livro Sinal Verde - Cap. 23 - Melindres - Francisco Cândido Xavier - pelo espírito André Luiz
4. Prece final: Música - Prece de amor ( Emmanuel) - Adaptada e cantada por Elizabete Lacerda
1.Harmonização e Prece inicial: Prece - O evangelho do dia - Allan Kardec -- pág 50
PRECE
Senhor,livrai-nos da tentação da crítica, lembrando-nos de que poderíamos estar no lugar daquele a quem julgamos; que, nesses momentos, a nossa consciência possa nos estimular a crítica a nós mesmos e assim compreendermos e aceitarmos os erros alheios.
2. E.S.E.: Cap. 10 - Bem - aventurados os misericordiosos - Instruções dos espíritos- A indulgência (item 16)
A indulgência
16. Espíritas, queremos falar-vos hoje da indulgência, sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso.
A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los. Ao contrário, oculta-os, a fim de que se não tornem conhecidos senão dela unicamente, e, se a malevolência os descobre, tem sempre pronta uma escusa para eles, escusa plausível, séria, não das que, com aparência de atenuar a falta, mais a evidenciam com pérfida intenção.
A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço; mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, velados. Quando criticais, que conseqüência se há de tirar das vossas palavras? A de que não tereis feito o que reprovais, visto que, estais a censurar; que valeis mais do que o culpado. Ó homens! quando será que julgareis os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos, os vossos próprios atos, sem vos ocupardes com o que fazem vossos irmãos? Quando só tereis olhares severos sobre vós mesmos?
Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros. Lembrai-vos daquele que julga em última instância, que vê os pensamentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou condena o que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos. Lembrai-vos de que vós, que clamais em altas vozes: anátema! tereis, quiçá, cometido faltas mais graves.
Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita. – José, Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)
3. Reflexão: Do Livro Sinal Verde - Cap. 23 - Melindres - Francisco Cândido Xavier - pelo espírito André Luiz
Não permita que suscetibilidades lhe conturbem o coração.
Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja.
Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.
Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.
Melindres arrasam as melhores plantações de amizade.
Quem reclama, agrava as dificuldades.
Não cultive ressentimentos.
Melindrar-se é um modo de perder as melhores situações.
Não se aborreça, coopere.
Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro.
André Luiz
4. Prece final: Música - Prece de amor ( Emmanuel) - Adaptada e cantada por Elizabete Lacerda
Evangelho Segundo o Espiritismo - 10/06/2021 (quinta)
1.Harmonização e Prece inicial espontânea - Sonda-me - Elizabete Lacerda
2. Cap.24 - Os Sinais da Renovação - Jesus no Lar - Neio Lucio/Chico Xavier
3. Uma Escola da Alma - Seara de Luz - Irmão José/Carlos Baccelli.
4. Escolha das Provas - Emmanuel/Chico Xavier – www.doutrinaespirita.com.br
5. Em Reconhecimento e Confiança - Bezerra de Menezes/Divaldo Franco - www.doutrinaespirita.com.br
6. Prece final - Aurora - Tim e Vanessa
1.Harmonização e Prece inicial espontânea - Sonda-me - Elizabete Lacerda
2. Cap.24 - Os Sinais da Renovação - Jesus no Lar - Neio Lucio/Chico Xavier
Os sinais da renovação
Ante a assembleia familiar, o Mestre tomou a palavra e falou, persuasivo:
— E quando o Reino Divino estiver às portas dos homens, a alma do mundo estará renovada.
O mais poderoso não será o mais desapiedado e, sim, o que mais ame.
O vencedor não será aquele que guerrear o inimigo exterior até à morte em rios de sangue, mas o que combater a iniquidade e a ignorância, dentro de si mesmo, até à extinção do mal, nos círculos da própria natureza.
O mais eloquente não será o dono do mais belo discurso, mas, sim, o que aliar as palavras santificantes aos próprios atos, elevando o padrão da vida, no lugar onde estiver.
O mais nobre não será o detentor do maior número de títulos que lhe conferem a transitória dominação em propriedades efêmeras da Terra, mas aquele que acumular, mais intensamente, os créditos do amor e da gratidão nos corações das mães e das crianças, dos velhos e dos enfermos, dos homens leais e honestos, operosos e dignos, humildes e generosos.
O mais respeitável não será o dispensador de ouro e poder armado e, sim, o de melhor
coração.
O mais santo não será o que se isola em altares do supremo orgulho espiritual, evitando o contacto dos que padecem, por temer a degradação e a imundície, mas sim, aquele que descer da própria grandeza, estendendo mãos fraternas aos miseráveis e sofredores, elevando-lhes a alma dilacerada aos planos da alegria e do entendimento.
O mais puro não será o que foge ao intercâmbio com os maus e criminosos confessos, mas aquele que se mergulha no lodo para salvar os irmãos decaídos, sem contaminar-se.
O mais sábio não será o possuidor de mais livros e teorias, mas justamente aquele que, embora saiba pouco, procura acender uma luz nas sombras que ainda envolvem o irmão mais próximo...
O Amigo Divino pousou os olhos lúcidos na noite clara que resplandecia, lá fora, em pleno coração da Natureza, fez longo intervalo e acentuou:
— Nessa época sublime, os homens não se ausentarão do lar em combate aos próprios irmãos, por exigências de conquista ou pelo ódio de raça, em tempestades de lágrimas e sangue, porquanto estarão guerreando as trevas da ignorância, as chagas da enfermidade, as angústias da fome e as torturas morais de todos os matizes... Quando o arado substituir o carro suntuoso dos triunfadores, nas exibições públicas de grandeza coletiva; quando o livro edificante absorver o lugar da espada no espírito do povo; quando a bondade e a sabedoria presidirem às competições das criaturas para que os bons sejam venerados; quando o sacrifício pessoal em proveito de todos constituir a honra legítima da individualidade, a fim de que a paz e o amor não se percam, dentro da vida — então uma Nova Humanidade estará no berço luminoso do Divino Reino...
Nesse ponto, a palavra doce e soberana fez branda pausa e, lá fora, na tepidez da noite suave, as estrelas fulgentes, a cintilarem no alto, pareciam saudar essa era distante...
3. Uma Escola da Alma - Seara de Luz - Irmão José/Carlos Baccelli
Uma escola da alma
O Centro Espírita é, de fato, uma escola da alma.
Não encontramos uma definição mais apropriada do que esta, para caracterizar o que deve ser a missão de um templo que se edifica em nome da Doutrina.
Afora o trabalho espiritual socorrista e as obras de benemerência social, os dirigentes de um Centro devem priorizar o estudo do Espiritismo para todos os seus frequentadores, mantendo reuniões sistemáticas em torno dos livros da Codificação, bem como daqueles que desenvolvam com fidelidade o pensamento de Allan Kardec, quer de autores encarnados ou desencarnados.
As referidas reuniões de estudo precisam ser acessíveis a todos, mormente aos médiuns que, não raro, revelam uma falta de informação muito grande sobre a Doutrina, dificultando o trabalho da Espiritualidade por seu intermédio.
Ao invés de apenas reuniões em que se efetuam simples comentários evangélicos, a maioria deles improvisados, sem a sequência de capítulos, como seria de desejar, dever-se-iam promover outras, de caráter público, onde o auxílio do passe e da fluidificação das águas não fosse dispensado, mas em que predominasse o estudo mais aprofundado da Terceira Revelação.
Não estamos nos referindo a reuniões excessivamente longas e eruditas, distantes da simplicidade dos nossos postulados e do entendimento da maioria dos nossos irmãos.
Nem tampouco nos reportamos àquelas assembleias seletas, as quais obtêm acesso apenas os portadores de títulos acadêmicos.
Tocamos no assunto porque, como alguém já disse alhures, o Espiritismo, para os próprios espíritas, sem a intenção de generalizar, permanece sendo um grande desconhecido, de vez que mesmo as suas obras básicas, para esses, continuam inéditas em suas páginas.
O Centro Espírita não pode ser encarado somente como um hospital.
Jesus, embora curasse os doentes, aceitou para si o título de Mestre, como a nos dizer que é a ignorância a raiz de todos os males que afligem a Humanidade.
O Senhor curou e prossegue curando muitos corpos enfermos, mas o seu objetivo maior é o de curar almas.
Quanto mais o espírita estudar o Espiritismo mais se lhe solidificará a fé e, consequentemente, mais responsável se sentirá.
O Espiritismo é o Consolador da divina promessa, mas também é a Verdade da suprema libertação.
Se devemos socorrer, devemos, igualmente, esclarecer.
Ao prefácio de O Livro dos Espíritos, sob o título de “Prolegômenos”, Allan Kardec escreveu: “Os Espíritos anunciam que os tempos marcados pela Providência, para uma manifestação universal, são chegados, e que, sendo os ministros de Deus e os agentes de sua vontade, sua missão é instruir e esclarecer os homens abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade. E o Espírito de Verdade, nas páginas luminosas de O Evangelho segundo o Espiritismo, nos conclama: “Espíritas, amai-vos, eis o primeiro mandamento; instrui-vos, eis o segundo.”
Incentivemos as reuniões públicas de estudo da Doutrina, sem nos preocuparmos, de início, com o número de seus frequentadores, e teremos, para breve, uma legião de companheiros conscientes e devotados à nossa Causa de Amor e Luz.
4. Escolha das Provas - Emmanuel/Chico Xavier – www.doutrinaespirita.com.br
Escolha de Provas
Estudando o problema da escolha de provações da Esfera Espiritual para o círculo das experiências humanas, imaginemos um campo de serviço terrestre em que cada trabalhador é chamado à execução de tarefa específica.
Decerto, que, aí, vige a liberdade na razão direta do dever bem cumprido.
O servidor que haja inutilizado deliberadamente as peças do arado que lhe requer devoção e suor gastará tempo em adquirir instrumentos análogo com que possa atender à orientação que o dirige.
O lavrador invigilante que tenha permitido por desleixo a incursão de vermes destruidores na plantação que lhe define o trabalho, não pode esperar a colheita nobre antes que se consagre à limpeza e preservação da leira que a administração lhe confia.
O cooperador que tenha a infelicidade de envolver-se no crime, terá cerceado a sua independência de ação, de vez que será necessário circunscrever-lhe a influência em processo adequado de reajuste.
Entretanto, se o operário fiel da lavoura satisfaz agora a todos os requisitos das justas obrigações a que se vê convocado, sem dúvida, plasma, em seu próprio favor, o direito de indicar por si mesmo o novo passo de serviço na direção do futuro, com pleno assentimento da autoridade superior que lhe traça o roteiro de lutas edificantes.
Assim, pois além do sepulcro, nem todos desfrutam de improviso a faculdade de escolher o lugar ou a situação em que deva prosseguir no esforço de evolução, porquanto, quase sempre, é imperioso o regresso às sombras da retaguarda para refazer com sofrimento e lágrimas, amargura e aflição o ensejo sublime de acesso à luz.
Se desejas, assim, a marcha vitoriosa para lá dos portais de cinza em que o túmulo se te expressa à visão, afeiçoa-te, com perseverança e lealdade, ao próprio dever, dele fazendo o teu pão espiritual, cada dia, por que para alcançar o triunfo e a elevação de amanhã é indispensável saibamos consagrar-lhes a nossa atenção desde hoje.
5. Em Reconhecimento e Confiança - Bezerra de Menezes/Divaldo Franco -www.doutrinaespirita.com.br
Em Reconhecimento e Confiança
Senhor:
Somos aqueles trabalhadores da última hora, necessitados do Teu carinho e da Tua compaixão.
Estamos dispostos à lavoura do bem, nada obstante encontramo-nos na dependência de muitos fatores que procedem do passado espiritual.
Tu prometeste que, no momento quando duas ou mais pessoas se reunissem em Teu nome, far-Te-ias presente entre elas. Eis-nos aqui, entrelaçando emoções, procurando o caminho seguro para chegarmos à fonte inexaurível da Tua misericórdia, Companheiro sublime, que nunca nos deixas a sós.
Vivenciando a Tua mensagem conforme as nossas limitações, aguardamos que a Tua condução de Pastor leve-nos ao divino aprisco embora a nossa retentiva na retaguarda.
Filhos da alma:
Tende bom ânimo, mantendo a certeza de que nunca estareis a sós.
Aqueles que atendem ao divino chamado vinculam-se ao Condutor Celeste.
Obstáculos e provações fazem parte do processo evolutivo.
Os metais, para suportarem as intempéries, passam pela aspereza do fogo, assim como a argila que, para resistir, sofre a fornalha, e a madeira, para submeter-se, experimenta os cortes lancinantes nas suas fibras…
A gema, que reflete a estrela, sofreu a lapidação.
Também a alma, meus filhos, depois dos camartelos do sofrimento e das asperezas que lhe retiram as imperfeições, passa a refletir a Estrela polar do amor.
Nunca vos desespereis! …
Existem Benfeitores queridos que vos assessoram, que participam das vossas noites insones e das angústias dos vossos corações.
Aprendei a ouvi-los, sintonizando com esses anjos tutelares através da oração, pelo pensamento voltado para o Bem.
O Senhor da Vida, que a todos nos conhece, levar-nos-á com segurança ao porto da paz, se permitirmos que Ele conduza a barca do nosso destino.
Confiai em Deus, meus filhos, entregando-vos ao comando do Seu Filho que é o nosso Mestre e Guia.
Temos estado em nossa Casa aqui, com os companheiros devotados à ação inefável do Bem.
Prossegui!
Não vos atemorize a noite, nem vos produza receio a tormenta.
Tudo passa e o Bem permanece.
Vimos hoje ter convosco para vos alentarmos na luta, a fim de que prossigais intimoratos no Bem.
Jesus confia em nós!
Retribuamos essa confiança mediante o serviço no Bem, rogando a Ele, nosso excelso Mentor, que nos abençoe e nos guarde.
Sou o servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra.
Mensagem psicofônica que encerrou a Conferência proferida pelo médium Divaldo Pereira Franco, em data de 20/10/2006, na Associação Espírita de Quarteira, Portugal, Grupo O Consolador.
6. Prece final - Aurora - Tim e Vanessa
Evangelho Segundo o Espiritismo - 09/06/2021 (quarta)
1.Harmonização e prece inicial: espontânea ao som de Elizabete Lacerda - Vinde à Luz
2. E.S.E - Capítulo XXIII – Estranha moral - Não vim trazer a paz, mas, a divisão (itens 15 e 16)
3. Reflexão: Observação ou julgamento? CNV e Espiritismo - Ana Talavera
4. Prece final: psicografia de Bernardo, recebida na casa espírita A Caminho da Luz, em 07.03.2021.
1.Harmonização e prece inicial: espontânea ao som de Elizabete Lacerda - Vinde à Luz
2. E.S.E - Capítulo XXIII – Estranha moral - Não vim trazer a paz, mas, a divisão (itens 15 e 16)
15. Infelizmente, os adeptos da nova doutrina não se entenderam quanto à interpretação das palavras do Mestre, veladas, as mais das vezes, pela alegoria e pelas figuras da linguagem. Daí o nascerem, sem demora, numerosas seitas, pretendendo todas possuir, exclusivamente, a verdade e o não bastarem dezoito séculos para pô-las de acordo.
Olvidando o mais importante dos preceitos divinos, o que Jesus colocou por pedra angular do seu edifício e como condição expressa da salvação: a caridade, a fraternidade e o amor do próximo, aquelas seitas lançaram anátema umas sobre as outras, e umas contra as outras se atiraram, as mais fortes esmagando as mais fracas, afogando-as em sangue, aniquilando-as nas torturas e nas chamas das fogueiras. Vencedores do Paganismo, os cristãos, de perseguidos que eram, fizeram-se perseguidores. A ferro e fogo foi que se puseram a plantar a cruz do Cordeiro sem mácula nos dois mundos. É fato constante que as guerras de religião foram as mais cruéis, mais vítimas causaram do que as guerras políticas; em nenhumas outras se praticaram tantos atos de atrocidade e de barbárie.
Cabe a culpa à doutrina do Cristo? Não, decerto que ela formalmente condena toda violência. Disse ele alguma vez a seus discípulos: Ide, matai, massacrai, queimai os que não crerem como vós? Não; o que, ao contrário, lhes disse, foi: Todos os homens são irmãos e Deus é soberanamente misericordioso; amai o vosso próximo; amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos persigam. Disse-lhes, outrossim: Quem matar com a espada pela espada perecerá. A responsabilidade, portanto, não pertence à doutrina de Jesus, mas aos que a interpretaram falsamente e a transformaram em instrumento próprio a lhes satisfazer as paixões; pertence aos que desprezaram estas palavras: “Meu reino não é deste mundo.”
Em sua profunda sabedoria, ele tinha a previdência do que aconteceria. Mas, essas coisas eram inevitáveis, porque inerentes à inferioridade da natureza humana, que não podia transformar-se repentinamente. Cumpria que o Cristianismo passasse por essa longa e cruel prova de dezoito séculos, para mostrar toda a sua força, visto que, malgrado a todo o mal cometido em seu nome, ele saiu dela puro. Jamais esteve em causa. As invectivas sempre recaíram sobre os que dele abusaram. A cada ato de intolerância, sempre se disse: Se o Cristianismo fosse mais bem compreendido e mais bem praticado, isso não se daria.
16. Quando Jesus declara: “Não creais que eu tenha vindo trazer a paz, mas, sim, a divisão”, seu pensamento era este:
“Não creais que a minha doutrina se estabeleça pacificamente; ela trará lutas sangrentas, tendo por pretexto o meu nome, porque os homens não me terão compreendido, ou não me terão querido compreender. Os irmãos, separados pelas suas respectivas crenças, desembainharão a espada um contra o outro e a divisão reinará no seio de uma mesma família, cujos membros não partilhem da mesma crença. Vim lançar fogo à Terra para expungi-la dos erros e dos preconceitos, do mesmo modo que se põe fogo a um campo para destruir nele as ervas más, e tenho pressa de que o fogo se acenda para que a depuração seja mais rápida, visto que do conflito sairá triunfante a verdade. À guerra sucederá a paz; ao ódio dos partidos, a fraternidade universal; às trevas do fanatismo, a luz da fé esclarecida. Então, quando o campo estiver preparado, eu vos enviarei o Consolador, o Espírito de Verdade, que virá restabelecer todas as coisas, isto é, que, dando a conhecer o sentido verdadeiro das minhas palavras, que os homens mais esclarecidos poderão enfim compreender, porá termo à luta fratricida que desune os filhos do mesmo Deus. Cansados, afinal, de um combate sem resultado, que consigo traz unicamente a desolação e a perturbação até ao seio das famílias, reconhecerão os homens onde estão seus verdadeiros interesses, com relação a este mundo e ao outro. Verão de que lado estão os amigos e os inimigos da tranquilidade deles. Todos então se porão sob a mesma bandeira: a da caridade, e as coisas serão restabelecidas na Terra, de acordo com a verdade e os princípios que vos tenho ensinado.”
3. Reflexão: Observação ou julgamento? CNV e Espiritismo - Ana Talavera
4. Prece final: psicografia de Bernardo, recebida na casa espírita A Caminho da Luz, em 07.03.2021.
Que Jesus envolva a todos na paz,
Irmãos aqui reunidos para refletirmos sobre os ensinos de Jesus, lembremos-nos do quão bondoso, caridoso, amoroso, atencioso Ele foi, mas foi também pura sabedoria, onde “curava” todos aqueles que a Ele recorriam e sempre perguntava; o que queres que Eu te faças? Demonstrando com essa sabedoria que cabe a quem quer ser curado fazer sua parte, sair do conforto, conforto que digo em situação de ficar esperando tudo aos seus pés.
Jesus veio para mostrar na prática que é com Amor que se supera dificuldades, que é com Amor que se olha para o próximo com olhar de irmãos que somos Ele veio para nos mostrar que todos, somos iguais e, todos, temos as mesmas oportunidades e Ele também nos disse quando aquela mulher adultera ia ser apedrejada. Atire a primeira pedra aquele que nunca errou. Essa fala de Jesus reflete muito nos dias de hoje, quando muitos “atiram pedras” ao invés de espalhar Amor, Amor é paciência, tolerância, saber calar, saber ouvir.
Enquanto houver essa intolerância que está reinando não haverá espaço para o AMOR, por isso irmãos, todos que aqui vem já possuem capacidade suficiente para entender, que há momentos para que tudo seja dito, não nos momentos de que estamos com os egos inflados. O mundo por nossos feitos necessita de medicação urgente que é o AMOR.
Paremos de nos deixar envolver nas energias pesadas que nossos irmãos que trabalham para o mal emanam. Optemos pelas energias que Jesus e toda falange do Bem estão espalhando.
Nesses dias em que a casa física ficará fechada, não significa que não haverá trabalhos, todos, temos nossa responsabilidade, vigiando, orando, trabalhando. Trabalho em unirmos em orações por todos. E, lembrando que é no nosso dia a dia que colocamos em prática o que ouvimos aqui. Agora um pedido que todos que mandam recados pedem:
Confiança, Esperança, Oração, Amor.
Sigamos, fazendo cada um, o que lhe cabe e, todos juntos com Jesus, espalhando palavras que encorajam que incentivam e formando a corrente do Bem.
Agora uma pergunta para reflexão. Querem que Jesus vos cure?
Pensemos no que estamos atraindo para que essa “cura” seja verdadeira.
Abraços fraternos,
Luz e Paz,
Bernardo
(Mensagem recebida em 07.03.2021 em reunião pública na casa A Caminho da Luz).
Evangelho Segundo o Espiritismo - 08/06/2021 (terça)
Prece Inicial e Harmonização –Música Espírita Prece - Anna Paula Paiva
E.S.E: Capítulo XVII – Sedes Perfeitos - O Homem No Mundo (item 10)
Reflexão – O Homem no Mundo - Na Era do Espírito - Irmão Saulo/Chico Xavier e Herculano Pires - Espíritos Diversos
Livro dos Espíritos Questão 776 - Estado natural.
Prece Final – Pai Nosso e Ave Maria
Prece Inicial e Harmonização –Música Espírita Prece - Anna Paula Paiva
2. E.S.E: Capítulo XVII – Sedes Perfeitos - O Homem No Mundo (item 10)
O homem no mundo
10. Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração dos que se reúnem sob as vistas do Senhor e imploram a assistência dos bons Espíritos. Purificai, pois, os vossos corações; não consintais que neles demore qualquer pensamento mundano ou fútil. Elevai o vosso espírito àqueles por quem chamais, a fim de que, encontrando em vós as necessárias disposições, possam lançar em profusão a semente que é preciso germine em vossas almas e dê frutos de caridade e justiça.
Não julgueis, todavia, que, exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental, pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não; vivei com os homens da vossa época, como devem viver os homens. Sacrificai às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai com um sentimento de pureza que as possa santificar.
Sois chamados a estar em contacto com espíritos de naturezas diferentes, de caracteres opostos: não choqueis a nenhum daqueles com quem estiverdes. Sede joviais, sede ditosos, mas seja a vossa jovialidade a que provém de uma consciência limpa, seja a vossa ventura a do herdeiro do Céu que conta os dias que faltam para entrar na posse da sua herança.
Não consiste a virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. Basta reporteis todos os atos da vossa vida ao Criador que vo-la deu; basta que, quando começardes ou acabardes uma obra, eleveis o pensamento a esse Criador e lhe peçais, num arroubo d’alma, ou a sua proteção para que obtenhais êxito, ou a sua bênção para ela, se a concluístes. Em tudo o que fizerdes, remontai à Fonte de todas as coisas, para que nenhuma de vossas ações deixe de ser purificada e santificada pela lembrança de Deus.
A perfeição está toda, como disse o Cristo, na prática da caridade absoluta; mas, os deveres da caridade alcançam todas as posições sociais, desde o menor até o maior. Nenhuma caridade teria a praticar o homem que vivesse insulado. Unicamente no contacto com os seus semelhantes, nas lutas mais árduas é que ele encontra ensejo de praticá-la. Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em si, sua vida é a de um egoísta. (Cap. V, no 26.)
Não imagineis, portanto, que, para viverdes em comunicação constante conosco, para viverdes sob as vistas do Senhor, seja preciso vos cilicieis e cubrais de cinzas. Não, não, ainda uma vez vos dizemos. Ditosos sede, segundo as necessidades da Humanidade; mas, que jamais na vossa felicidade entre um pensamento ou um ato que o possa ofender, ou fazer se vele o semblante dos que vos amam e dirigem. Deus é amor, e aqueles que amam santamente ele os abençoa.
– Um Espírito Protetor. (Bordéus, 1863.)
2. Reflexão – O Homem no Mundo - Na Era do Espírito - Irmão Saulo/Chico Xavier e Herculano Pires - Espíritos Diversos
O Homem no Mundo
O Espiritismo é um processo de integração do homem no mundo e não de fuga. Todas as formas de isolamento social e de segregação religiosa são condenadas pela Doutrina. Os resíduos do sectarismo religioso, alimentados em várias encarnações, permanecem ainda bastante ativos em alguns adeptos, fazendo-os sonhar com um isolacionismo sectário que atenta contra a própria essência dos ensinos espíritas. É o fermento velho a que se referiu Jesus, como vemos no Evangelho.
O Cristianismo teve de enfrentar esse mesmo problema em seu desenvolvimento. E, apesar da vitória das correntes cristãs mais ativas, não foi possível evitar-se a criação de ordens e congregações dedicadas à vida contemplativa, empenhadas na fuga ao mundo para o encontro com Deus. Essa tendência à fuga é característica das religiões orientais. Basta comparamos a vida contemplativa e os ensinos disciplinares de Buda com a vida ativa e os ensinos morais do Cristo, para vermos a diferença entre o espírito oriental e o espírito ocidental nas religiões.
Na mensagem intitulada "O homem no mundo", constante do capítulo XVII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, encontramos o seguinte trecho: "Não penseis que, ao vos exortar à prece e à evocação mental, queiramos levar-vos a viver uma vida mística que vos mantenha fora das leis da sociedade. Não. Vivei com os homens do vosso tempo, como devem viver os homens. Sacrificai-vos às necessidades e até mesmo às frivolidades de cada dia, mas fazei-o com o sentimento de pureza que as possa purificar". E no capítulo "A Lei de Sociedade", de O Livro dos Espíritos, a afirmação é taxativa: "Os homens são feitos para viver em sociedade".
Os médiuns e doutrinadores espíritas têm uma missão eminentemente social. Para bem cumprir essa missão devem servir-se de todos os meios, os mais eficientes possíveis, de divulgação da doutrina. E foi o próprio Jesus quem ensinou que não devemos esconder a lâmpada embaixo da cama, mas colocá-la no alto, para que elimine a todos.
4. Livro dos Espíritos Questão 776 - Estado natural.
776 - O estado natural e a lei natural são a mesma coisa?
“Não, o estado natural é o estado primitivo. A civilização é incompatível com o estado natural, enquanto a lei natural contribui para o progresso da Humanidade.” O estado natural é a infância da Humanidade e o ponto de partida de seu desenvolvimento intelectual e moral. O homem, sendo perfectível e trazendo em si o germe de sua evolução, não está destinado a viver perpetuamente no estado natural, como não foi destinado a permanecer na infância. O estado natural é transitório, o homem liberta-se dele norteando-se para o progresso e a civilização. A lei natural, ao contrário, regula toda a condição humana, e o homem se melhora à medida que amplia suas perspectivas de compreensão e aperfeiçoa-se no exercício dessa lei.
5. Prece Final – Pai Nosso e Ave Maria
Evangelho Segundo o Espiritismo - 07/06/2021 (segunda)
Harmonização: Ave Maria instrumental
Prece inicial: Oração contra o egoísmo
E.S.E. - cap. XI - Amar ao próximo como a si mesmo - egoísmo (itens 11 e 12)
Livro dos Espíritos - Questão 913 - O egoísmo (comentário de Miramez)
Reflexão: Egoísmo - Haroldo Dutra
Prece final: música Fica sempre um pouco de perfume e prece espontânea solicitando auxílio para que o egoísmo não alcance nossos corações!
1.Harmonização: Ave Maria instrumental
2. Prece inicial: Oração contra o egoísmo
"Deus, nosso Pai, o Vosso desejo é que nos amemos uns aos outros como Jesus, Vosso filho, nos amou, entregando-se por nós e nos libertando das cadeias do egoísmo, da mentira e toda espécie de servidão. Fazei que nossa presença no mundo, na sociedade em que vivemos, seja animada pelo amor que levou Jesus a dar a vida para que tivéssemos vida em abundância. Animados pelo vosso Espírito, nosso consolador coloquemos também a nossa vida a serviço do homem de hoje, amando-nos com o mesmo amor com que vós nos amastes e levastes os santos a Vos buscar incessantemente. Sejamos misericordiosos e ternos, cheios de mansidão, amantes do perdão. Que em tudo busquemos a reconciliação entre os homens, repudiando o que divide e causa discórdia entre nós."
Ana Carolina e Souza
3. E.S.E. - cap. XI - Amar ao próximo como a si mesmo - egoísmo (itens 11 e 12)
11. O egoísmo, chaga da Humanidade, tem que desaparecer da Terra, a cujo progresso moral obsta. Ao Espiritismo está reservada a tarefa de fazê-la ascender na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, pois, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem apontar suas armas, dirigir suas forças, sua coragem. Digo: coragem, porque dela muito mais necessita cada um para vencer-se a si mesmo, do que para vencer os outros. Que cada um, portanto, empregue todos os esforços a combatê-lo em si, certo de que esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho é o causador de todas as misérias do mundo terreno. É a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens.
Jesus vos deu o exemplo da caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo, pois, quando o primeiro, o Justo, vai percorrer as santas estações do seu martírio, o outro lava as mãos, dizendo: Que me importa! Animou-se a dizer aos judeus: Este homem é justo, por que o quereis crucificar? E, entretanto, deixa que o conduzam ao suplício.
É a esse antagonismo entre a caridade e o egoísmo, à invasão do coração humano por essa lepra que se deve atribuir o fato de não haver ainda o Cristianismo desempenhado por completo a sua missão. Cabem-vos a vós, novos apóstolos da fé, que os Espíritos superiores esclarecem, o encargo e o dever de extirpar esse mal, a fim de dar ao Cristianismo toda a sua força e desobstruir o caminho dos pedrouços que lhe embaraçam a marcha. Expulsai da Terra o egoísmo para que ela possa subir na escala dos mundos, porquanto já é tempo de a Humanidade envergar sua veste viril, para o que cumpre que primeiramente o expilais dos vossos corações. – Emmanuel. (Paris, 1861.)
12. Se os homens se amassem com mútuo amor, mais bem praticada seria a caridade; mas, para isso, mister fora vos esforçásseis por largar essa couraça que vos cobre os corações, a fim de se tornarem eles mais sensíveis aos sofrimentos alheios. A rigidez mata os bons sentimentos; o Cristo jamais se escusava; não repelia aquele que o buscava, fosse quem fosse: socorria assim a mulher adúltera, como o criminoso; nunca temeu que a sua reputação sofresse por isso. Quando o tomareis por modelo de todas as vossas ações? Se na Terra a caridade reinasse, o mau não imperaria nela; fugiria envergonhado; ocultar-se-ia, visto que em toda parte se acharia deslocado. O mal então desapareceria, ficai bem certos.
Começai vós por dar o exemplo; sede caridosos para com todos indistintamente; esforçai-vos por não atentar nos que vos olham com desdém e deixai a Deus o encargo de fazer toda a justiça, a Deus que todos os dias separa, no seu reino, o joio do trigo.
O egoísmo é a negação da caridade. Ora, sem a caridade não haverá descanso para a sociedade humana. Digo mais: não haverá segurança. Com o egoísmo e o orgulho, que andam de mãos dadas, a vida será sempre uma carreira em que vencerá o mais esperto, uma luta de interesses, em que se calcarão aos pés as mais santas afeições, em que nem sequer os sagrados laços da família merecerão respeito. – Pascal. (Sens, 1862.)
4. Livro dos Espíritos - Questão 913 - O egoísmo (comentário de Miramez)
Parte Terceira - Das leis morais
CAPÍTULO XII - DA PERFEIÇÃO MORAL
O egoísmo
913. Dentre os vícios, qual o que se pode considerar radical?
“Temo-lo dito muitas vezes: o egoísmo. Daí deriva todo mal. Estudai todos os vícios e vereis que no fundo de todos há egoísmo. Por mais que lhes deis combate, não chegareis a extirpá-los, enquanto não atacardes o mal pela raiz, enquanto não lhe houverdes destruído a causa. Tendam, pois, todos os esforços para esse efeito, porquanto aí é que está a verdadeira chaga da sociedade. Quem quiser, desde esta vida, ir aproximando-se da perfeição moral, deve expurgar o seu coração de todo sentimento de egoísmo, visto ser o egoísmo incompatível com a justiça, o amor e a caridade. Ele neutraliza todas as outras qualidades.”
Comentário de Miramez
O egoísmo é verdadeiramente a chaga mais difícil de ser curada, no seio da sociedade humana. Ele gera todas as infenondades, incompatíveis com a justiça, o amor e a caridade. Encontra-se na profundeza das almas, inspirando-as para todos os tipos de mal que se possa imaginar. É capaz de mostrar o orgulho ativando muitos sentimentos que embrutecem o Espírito, pedindo somente para si, esquecendo-se de todos os outros.
Quem deseja crescer para a espiritualidade superior, deve combater o orgulho e o egoísmo em todas as suas rates, buscando arrancá-la na sua profundidade. Para isso, necessário se faz usar a inteligência, esforçando-se com a razão para descobrir onde se encontra radicado o egoísmo e trabalhar sem esmorecer para combatê-lo.
Do egoísmo derivam todos os males da sociedade. Quando as nações do mundo compreenderem essa verdade e passarem a fazer leis que se afastam do egoísmo, essas nações estarão doando o melhor para os povos. Quando falamos nestes dois antagonistas da felicidade, damos os meios de combatê-los mas, inspirados em Jesus, que para nós é a exemplificação do amor e da renúncia. Desta forma, esses dois inimigos dos povos não encontram lugar para viver.
Jesus renunciou à sua vida plena de amor nos Céus, para estimular nos homens as virtudes. Abracemos, pois, o desapego das coisas inferiores, renunciando a tudo que não nos ajude a subir. Procurando por todos os meios ajudar, servindo-nos de exemplos de fé, na conquista do amor, entreguemo-nos à fraternidade, que ela nos protegerá de todos os males, em todos os caminhos.
Em Lucas, observamos o aviso de Jesus para todos os males que o egoísmo e o orgulho geram, no capítulo vinte, versículo quarenta e seis:
Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar, com estes talares, e muito apreciam as saudações nas praças, as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes.
Daí é que nasce o egoísmo com todas as suas ramificações para a vida no mal, que passa a matar as sementes das virtudes que devem crescer no coração humano. Não devemos nos esquecer da humildade em todos os momentos da vida e, em seguida, do amor, da bondade e do saber. Guardemo-nos, igualmente, das lisonjas, que nos envaidecem. No amanhã, aqueles que hoje nos elogiam, podem passar a apedrejar, a caluniar, violentando a nossa mente, por não terem os valores que já possuímos. Eis o ciúme do ignorante, processando-se no ambiente da ignorância.
O egoísmo, por mais que se lhe dê combate, ainda deixa algo de si na sua estrutura de vida, que pode de novo nascer. Somente o amor isola essa praga, esse inimigo terrível do coração. Não nos esqueçamos de Jesus, que o Mestre nos ensina como livrar-nos deste inimigo, transformando-o em amor e caridade.
5. Reflexão: Egoísmo - Haroldo Dutra
6. Prece final: música Fica sempre um pouco de perfume e prece espontânea solicitando auxílio para que o egoísmo não alcance nossos corações!
Evangelho Segundo o Espiritismo - 06/06/2021 (domingo)
Harmonização e prece inicial – Mundo escola – Tim e Vanessa
LE - Questão 780 a e b
Reflexão - Capítulo VIII – Teorias sobre a formação da Terra – Alma da Terra - A Gênese
Prece final - Aceita - Elizabete Lacerda
Harmonização e prece inicial – Mundo escola – Tim e Vanessa
LE - Questão 780 a e b
780.O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual?
“Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente.”
a) — Como pode o progresso intelectual engendrar o progresso moral?
“Fazendo compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos.
”b) — Como é, nesse caso, que, muitas vezes, sucede serem os povos mais instruídos os mais pervertidos também?
“O progresso completo constitui o objetivo. Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem. Enquanto não se lhes haja desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal. O moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a equilibrar-se.”
Reflexão - Capítulo VIII – Teorias sobre a formação da Terra – Alma da Terra - A Gênese
Alma da Terra
7. A alma da Terra desempenhou papel principal na teoria da incrustação. Vejamos se esta ideia tem melhor fundamento.
O desenvolvimento orgânico está sempre em relação com o desenvolvimento do princípio intelectual. O organismo se completa à medida que se multiplicam as faculdades da alma. A escala orgânica acompanha constantemente, em todos os seres, a progressão da inteligência, desde o pólipo até o homem, e não podia ser de outro modo, pois que a alma precisa de um instrumento apropriado à importância das funções que lhe compete desempenhar. De que serviria à ostra possuir a inteligência do macaco, sem os órgãos necessários à sua manifestação? Se, portanto, a Terra fosse um ser animado, servindo de corpo a uma alma especial, essa alma, por efeito mesmo da sua constituição, teria de ser ainda mais rudimentar do que a do pólipo, visto que a Terra não tem, sequer, a vitalidade da planta, ao passo que, pelo papel que lhe atribuíram à alma, fizeram dela um ser dotado de razão e do mais completo livre-arbítrio, em resumo: um como Espírito superior, o que não é racional, porquanto nunca nenhum Espírito se achou menos bem aquinhoado, nem mais aprisionado. Ampliada neste sentido, a ideia da alma da Terra tem, então, de ser arrolada entre as concepções sistemáticas e quiméricas.
Por alma da Terra, pode entender-se, mais racionalmente, a coletividade dos Espíritos incumbidos da elaboração e da direção de seus elementos constitutivos, o que já supõe certo grau de desenvolvimento intelectual; ou, melhor ainda: o Espírito a quem está confiada a alta direção dos destinos morais e do progresso de seus habitantes, missão que somente pode ser atribuída a um ser eminentemente superior em saber e em sabedoria. Em tal caso, esse Espírito não é, propriamente falando, a alma da Terra, porquanto não se acha encarnado nela, nem subordinado ao seu estado material. É um chefe preposto ao seu governo, como um general o é ao comando de um exército.
Um Espírito, incumbido de missão tão importante qual a do governo de um mundo, não poderia ter caprichos, ou, então, teríamos de reconhecer em Deus a imprevidência de confiar a execução de suas leis a seres capazes de lhes contravir, a seu bel-prazer. Ora, segundo a doutrina da incrustação, a má vontade da alma da Lua é que houvera dado causa a que a Terra ficasse incompleta. Há ideias que a si mesmas se refutam. (Revista espírita, setembro de 1868.)
Prece final - Aceita - Elizabete Lacerda
Evangelho Segundo o Espiritismo - 05/06/2021 (sábado)
Harmonização e Prece inicial: Lições - Do Livro Senhor e Mestre - Carlos Bacelli ditado pelo espirito Irmão José
2. Texto Evangélico - Cap. 31 - A Razão da dor - do Livro Jesus no lar — Chico Xavier pelo espírito Neio Lúcio
3. Prece final: Música - Aleluia na voz de Elizabete Lacerda
1.Harmonização e Prece inicial: Lições - Do Livro Senhor e Mestre - Carlos Bacelli ditado pelo espirito Irmão José
Atenta às lições que a Vida te transmite no cotidiano.
Não evites o confronto com elas.
Assimila a experiência que os reveses te ensejam.
Coloca-te na condição de aprendiz e não de mestre.
Sê humilde e admite o próprio erro.
Não te compares aos outros para te julgares melhor.
Quem mais ensina, ensina pela força do exemplo.
2. Texto Evangélico - Cap. 31 - A Razão da dor - do Livro Jesus no lar — Chico Xavier pelo espírito Neio Lúcio
Raquel, antiga servidora da residência de Cusa, ergueu a voz para indagar do Mestre por que motivo a dor se convertia em aflição nos caminhos do mundo.
Não era o homem criação de Deus? Não dispõe a criatura do abençoado concurso dos anjos? Não vela o Céu sobre os destinos da Humanidade?
Jesus fitou na interlocutora o olhar firme e considerou:
— A razão da dor humana procede da proteção divina. Os povos são famílias de Deus que, à maneira de grandes rebanhos, são chamados ao Aprisco do Alto. A Terra é o caminho. A luta que ensina e edifica é a marcha. O sofrimento é sempre o aguilhão que desperta as ovelhas distraídas à margem da senda verdadeira.
Alguns instantes se escoaram mudos e o Mestre voltou a ponderar:
— O excesso de poder favorece o abuso, a demasia de conforto, não raro, traz o relaxamento, e o pão que se amontoa, de sobra, costuma servir de pasto aos vermes que se alegram no mofo…
Reparando porém, que a assembleia de amigos lhe reclamava explicação mais ampla elucidou fraternalmente:
— Um anjo, por ordem do Eterno Pai, tomou à própria conta um homem comum, desde o nascimento. Ensinou-lhe a alimentar-se, a mover os membros e os músculos, a sorrir, a repousar e a asilar-se nos braços maternos. Sem afastar-se do protegido, dia e noite, deu-lhe as primeiras lições da palavra e, em seguida, orientou-lhe os impulsos novos, favorecendo-lhe o ensejo de aprender a raciocinar, a ler, a escrever e a contar. Afastava-o, hora a hora, de influências perniciosas ou mortíferas de Espíritos infelizes que o arrebatariam, por certo, para o sorvedouro da morte. Soprando-lhe ao pensamento ideias iluminadas aos clarões do Infinito Bem através de mil modos de socorro imperceptível, garantiu-lhe a saúde e o equilíbrio do corpo. Dava-lhe medicamentos invisíveis, por intermédio do ar e da água, da vestimenta e das plantas. Vezes sem conto, salvou-o do erro, do crime e dos males sem remédio que atormentam os pecadores. Ao amanhecer, o Pagem Celestial acorria, atento, preparando-lhe dia calmo e proveitoso, defendendo-lhe a respiração, a alimentação e o pensamento, vigiando-lhe os passos, com amor, para melhor preservar-lhe os dons; ao anoitecer, postava-se-lhe à cabeceira, amparando-lhe o corpo contra o ataque de gênios infernais, aguardando-o, com paternal cuidado, para as doces instruções espirituais nos momentos de sono. No transcurso da vida, guiou-lhe os ideais, auxiliou-o a selecionar as emoções e a situar-se em trabalho digno e respeitável; clareou-lhe o cérebro jovem, insuflou-lhe entusiasmo santo, rumo à vida superior, e estimulou-o a formar um reino de santificação e serviço, progresso e aperfeiçoamento, num lar… O homem, todavia, que nunca se lembrara de agradecer as bênçãos que o cercavam, fez-se orgulhoso e cruel, diante dos interesses alheios. Ele, que retinha tamanhas graças do Céu, jamais se animou a estendê-las na Terra e passou simplesmente a humilhar os outros com a glória de que fora revestido por seu devotado e invisível benfeitor. Quando experimentou o primeiro desgosto, que ele mesmo provocou menosprezando a lei do amor universal, que determina a fraternidade e o respeito aos semelhantes, gesticulou, revoltado, contra o Céu, acusando o Supremo Senhor de injusto e indiferente. Aflito, o anjo guardião procurava levantar-lhe o ideal de bondade, quando um Anjo Maior se aproximou dele e ordenou que o primeiro dissabor do tutelado endurecido por excesso de regalias se convertesse em aflição. Rolando, mentalmente, de aflição em aflição, o homem começou a recolher os valores da paciência, da humildade, do amor e da paz com todos, fazendo-se, então, precioso colaborador do Pai, na Criação.
Finda a historieta, esperou Jesus que Raquel expusesse alguma dúvida, mas emudecendo a servidora, dominada pela meditação que os ensinamentos da noite lhe sugeriam, o culto da Boa-Nova foi encerrado com ardente oração de júbilo indefinível.
Neio Lúcio
3. Prece final: Música - Aleluia - na voz de Elizabete Lacerda
Evangelho Segundo o Espiritismo - 04/06/2021 (sexta)
Harmonização e prece inicial: Oração de São Francisco de Assis
2. E.S.E. Capítulo XVIII Muitos os chamados, pouco os escolhidos - Parábola do festim de bodas (itens 1 e 2)
3. Reflexões
3.1. Entrevista Arthur Valadares - parábola das Bodas - Casa Espírita Nosso Lar de Barretos/SP
3.2. Chamados e Escolhidos - Evangelho por Emmanuel - Mt 22:14
4. Prece final: Prece da Gratidão - Haroldo Dutra
Harmonização e prece inicial: Oração de São Francisco de Assis
2. E.S.E. Capítulo XVIII Muitos os chamados, pouco os escolhidos - Parábola do festim de bodas (itens 1 e 2)
Parábola do festim de bodas
1. Falando ainda por parábolas, disse-lhes Jesus: O reino dos céus se assemelha a um rei que, querendo festejar as bodas de seu filho – despachou seus servos a chamar para as bodas os que tinham sido convidados; estes, porém, recusaram ir. – O rei despachou outros servos com ordem de dizer da sua parte aos convidados: Preparei o meu jantar; mandei matar os meus bois e todos os meus cevados; tudo está pronto; vinde às bodas. – Eles, porém, sem se incomodarem com isso, lá se foram, um para a sua casa de campo, outro para o seu negócio.
– Os outros pegaram dos servos e os mataram, depois de lhes haverem feito muitos ultrajes. – Sabendo disso, o rei se tomou de cólera e, mandando contra eles seus exércitos, exterminou os assassinos e lhes queimou a cidade.
Então, disse a seus servos: O festim das bodas está inteiramente preparado; mas, os que para ele foram chamados não eram dignos dele. Ide, pois, às encruzilhadas e chamai para as bodas todos quantos encontrardes. – Os servos então saíram pelas ruas e trouxeram todos os que iam encontrando, bons e maus; a sala das bodas se encheu de pessoas que se puseram à mesa.
Entrou, em seguida, o rei para ver os que estavam à mesa, e, dando com um homem que não vestia a túnica nupcial – disse-lhe: Meu amigo, como entraste aqui sem a túnica nupcial? O homem guardou silêncio. – Então, disse o rei à sua gente: Atai-lhe as mãos e os pés e lançai-o nas trevas exteriores: aí é que haverá prantos e ranger de dentes –porquanto, muitos há chamados, mas poucos escolhidos. (S. MATEUS, 22:1 a 14.)
2. O incrédulo sorri a esta parábola, que lhe parece de pueril ingenuidade, por não compreender que se possa opor tanta dificuldade para assistir a um festim e, ainda menos, que convidados levem a resistência a ponto de massacrarem os enviados do dono da casa. “As parábolas”, diz ele, o incrédulo, “são, sem dúvida, imagens; mas, ainda assim, mister se torna que não ultrapassem os limites do verossímil”.
Outro tanto pode ser dito de todas as alegorias, das mais engenhosas fábulas, se não lhes forem tirados os respectivos envoltórios, para ser achado o sentido oculto. Jesus compunha as suas com os hábitos mais vulgares da vida e as adaptava aos costumes e ao caráter do povo a quem falava. A maioria delas tinha por objeto fazer penetrar nas massas populares a idéia da vida espiritual, parecendo muitas ininteligíveis, quanto ao sentido, apenas por não se colocarem neste ponto de vista os que as interpretam.
Na de que tratamos, Jesus compara o reino dos Céus, onde tudo é alegria e ventura, a um festim. Falando dos primeiros convidados, alude aos hebreus, que foram os primeiros chamados por Deus ao conhecimento da sua Lei. Os enviados do rei são os profetas que os vinham exortar a seguir a trilha da verdadeira felicidade; suas palavras, porém, quase não eram escutadas; suas advertências eram desprezadas; muitos foram mesmo massacrados, como os servos da parábola. Os convidados que se escusam, pretextando terem de ir cuidar de seus campos e de seus negócios, simbolizam as pessoas mundanas que, absorvidas pelas coisas terrenas, se conservam indiferentes às coisas celestes.
Era crença comum aos judeus de então que a nação deles tinha de alcançar supremacia sobre todas as outras. Deus, com efeito, não prometera a Abraão que a sua posteridade cobriria toda a Terra? Mas, como sempre, atendo-se à forma, sem atentarem ao fundo, eles acreditavam tratar-se de uma dominação efetiva e material.
Antes da vinda do Cristo, com exceção dos hebreus, todos os povos eram idólatras e politeístas. Se alguns homens superiores ao vulgo conceberam a idéia da unidade de Deus, essa idéia permaneceu no estado de sistema pessoal, em parte nenhuma foi aceita como verdade fundamental, a não ser por alguns iniciados que ocultavam seus conhecimentos sob um véu de mistério, impenetrável para as massas populares. Os hebreus foram os primeiros a praticar publicamente o monoteísmo; é a eles que Deus transmite a sua lei, primeiramente por via de Moisés, depois por intermédio de Jesus. Foi daquele pequenino foco que partiu a luz destinada a espargir-se pelo mundo inteiro, a triunfar do paganismo e a dar a Abraão uma posteridade espiritual “tão numerosa quanto as estrelas do firmamento”. Entretanto, abandonando de todo a idolatria, os judeus desprezaram a lei moral, para se aferrarem ao mais fácil: a prática do culto exterior. O mal chegara ao cúmulo; a nação, além de escravizada, era esfacelada pelas facções e dividida pelas seitas; a incredulidade atingira mesmo o santuário. Foi então que apareceu Jesus, enviado para os chamar à observância da Lei e para lhes rasgar os horizontes novos da vida futura. Dos primeiros a ser convidados para o grande banquete da fé universal, eles repeliram a palavra do Messias celeste e o imolaram. Perderam assim o fruto que teriam colhido da iniciativa que lhes coubera.
Fora, contudo, injusto acusar-se o povo inteiro de tal estado de coisas. A responsabilidade tocava principalmente aos fariseus e saduceus, que sacrificaram a nação por efeito do orgulho e do fanatismo de uns e pela incredulidade dos outros. São, pois, eles, sobretudo, que Jesus identifica nos convidados que recusam comparecer ao festim das bodas. Depois, acrescenta: “Vendo isso, o Senhor mandou convidar a todos os que fossem encontrados nas encruzilhadas, bons e maus.” Queria dizer desse modo que a palavra ia ser pregada a todos os outros povos, pagãos e idólatras, e estes, acolhendo-a, seriam admitidos ao festim, em lugar dos primeiros convidados.
Mas não basta a ninguém ser convidado; não basta dizer-se cristão, nem sentar-se à mesa para tomar parte no banquete celestial. É preciso, antes de tudo e sob condição expressa, estar revestido da túnica nupcial, isto é, ter puro o coração e cumprir a lei segundo o espírito. Ora, a lei toda se contém nestas palavras: Fora da caridade não há salvação. Entre todos, porém, que ouvem a palavra divina, quão poucos são os que a guardam e a aplicam proveitosamente! Quão poucos se tornam dignos de entrar no reino dos céus! Eis por que disse Jesus: Chamados haverá muitos; poucos, no entanto, serão os escolhidos.
3. Reflexões
3.1. Entrevista Arthur Valadares - parábola das bodas - Casa Espírita Nosso Lar de Barretos/SP
3.2. Chamados e Escolhidos - Evangelho por Emmanuel - Mt 22:14
Chamados e escolhidos
1 Estejamos convictos de que ainda nos achamos a longa distância do convívio com os eleitos da Vida Celeste; entretanto, pelo chamamento da fé viva que hoje nos traz ao conhecimento superior, guardemos a certeza de que já somos os escolhidos:
2 para a regeneração de nós mesmos;
3 para o cultivo sistemático diário e intensivo do bem;
4 para o esquecimento de todas as faltas do próximo, de modo a recapitular com rigor as nossas próprias imperfeições, redimindo-as;
5 para o perdão incondicional, em todas as circunstâncias da vida;
6 para a atividade infatigável na confraternização verdadeira;
7 para auxiliar aos que erram;
8 para ensinar aos mais ignorantes que nós mesmos;
9 para suportar o sacrifício, no amparo aos que sofrem sem a graça da fé renovadora que já nos robustece o espírito;
10 para servir, além de nossas próprias obrigações, sem direito à recompensa;
11 para compreender os nossos irmãos de jornada evolutiva, sem exigir que nos entendam;
12 para apagar as fogueiras da maledicência e do ódio, da discórdia e da incompreensão, ao preço de nossa própria renúncia;
13 para estender a caridade sem ruído, como quem sabe que ajudar aos outros é enriquecer a própria existência;
14 para persistir nas boas obras sem reclamações e sem desfalecimentos, em todos os ângulos do caminho;
15 para negar a nossa antiga vaidade e tomar, sobre os próprios ombros, cada dia, a cruz abençoada e redentora de nossos deveres, marchando, com humildade e alegria, ao encontro da vida sublime…
16 A indicação honrosa nos felicita.
17 Nossa presença nos estudos do Evangelho expressa o apelo que flui do Céu no rumo de nossas consciências.
18 Chamados para a luz e escolhidos para o trabalho. Eis a nossa posição real nas bênçãos do “hoje”. E se quisermos aceitar a escolha com que fomos distinguidos, estejamos certos igualmente de que em breve “amanhã” comungaremos felizes com o nosso Mestre e Senhor.
4. Prece final: Prece da Gratidão - Haroldo Dutra
Evangelho Segundo o Espiritismo - 03/06/2021 (quinta)
Harmonização e Prece inicial: Música - Luz Espírita - Elizabete Lacerda
2. E.S.E. - Cap.V - Bem-aventurados os aflitos - Causas atuais das aflições (itens 4 e 5 )
3. Reflexão: Causas atuais das aflições - canal FEESP
4. Prece final: Recomeçar - Valda Sedícias
1.Harmonização e Prece inicial: Música - Luz Espírita - Elizabete Lacerda
2. E.S.E. - Cap.V - Bem-aventurados os aflitos - Causas atuais das aflições (itens 4 e 5 )
Causas atuais das aflições
4. De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.
Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!
Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!
Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!
Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os gérmens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.
Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.
A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.
Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.
5. A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o condenado reconhecer que sofre a consequência do que fez. Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem. Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto. Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis consequências, mais ou menos deploráveis. Daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que pecou. Os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse. Confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, consequentemente, a sua felicidade futura.
Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e turbada; quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal. Põe-se então o homem a dizer: “Se no começo dos meus dias eu soubera o que sei hoje, quantos passos em falso teria evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já não há mais tempo!” Como o obreiro preguiçoso, que diz: “Perdi o meu dia”, também ele diz: “Perdi a minha vida”. Contudo, assim como para o obreiro o Sol se levanta no dia seguinte, permitindo-lhe neste reparar o tempo perdido, também para o homem, após a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que lhe será possível aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.
3. Reflexão: Causas atuais das aflições - canal FEESP
4. Prece final: Recomeçar - Valda Sedícias
Evangelho Segundo o Espiritismo - 02/06/2021 (quarta)
Harmonização e Prece inicial: A ti, os teus e o que tens - Canção e Louvor
2. E.S.E. - Capítulo IX - Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos - Instrução dos Espíritos - A cólera (item 10)
3. Reflexão:
3.1. Hábitos Infelizes - Do Livro Sinal Verde - pelo espirito André Luiz
3.2. Dominar as Paixões - Cosme Massi
4. Prece final: Ele Atenderá - Mensagem na voz de Chico Xavier
1.Harmonização e Prece inicial: A ti, os teus e o que tens - Canção e Louvor
A ti, os teus e o que tens
(Para quem quiser acompanhar a letra ,segue abaixo)
Orei, pedi, calei porque faltou o que falar
Chorei, gemi, pensei não merecer o Seu olhar
Mas no meio do silêncio, não sei bem como explicar
Eu ouvi a Sua voz a me falar
A ti, os teus e o que tu tens
Eu vejo e cuido muito bem
O tempo e o jeito Eu sei também
E sempre faço muito além
Do que tu pensas, do que imaginas
Pois Eu sei muito bem do que você precisa
Eu entendi que o Teu silêncio é uma canção de amor
Que até assim também está tratando a minha dor
Mas como bem me conheces e quer me fazer sorrir
Faz questão de repetir pra eu ouvir
A ti, os teus e o que tu tens
Eu vejo e cuido muito bem
O tempo e o jeito Eu sei também
E sempre faço muito além
Do que tu pensas, do que imaginas
Pois Eu sei muito bem do que você precisa
Eu sempre sei a hora de agir
Você precisa aprender a confiar em Mim
Se em silêncio Eu estou
Não quer dizer que é o fim
Se você tudo Me entregou
Saiba que o melhor está por vir
A ti, os teus e o que tu tens
Eu vejo e cuido muito bem
O tempo e o jeito Eu sei também
E sempre faço muito além
Do que tu pensas, do que imaginas
Pois Eu sei muito bem do que você precisa
Pois Eu sei muito bem do que você precisa
Pois Eu sei muito bem do que você precisa
Estou contigo
2. E.S.E. - Capítulo IX - Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos - Instrução dos Espíritos A cólera (item 10)
10. Segundo a ideia falsíssima de que lhe não é possível reformar a sua própria natureza, o homem se julga dispensado de empregar esforços para se corrigir dos defeitos em que de boa vontade se compraz, ou que exigiriam muita perseverança para serem extirpados. É assim, por exemplo, que o indivíduo, propenso a encolerizar-se, quase sempre se desculpa com o seu temperamento. Em vez de se confessar culpado, lança a culpa ao seu organismo, acusando a Deus, dessa forma, de suas próprias faltas. É ainda uma conseqüência do orgulho que se encontra de permeio a todas as suas imperfeições.
Indubitavelmente, temperamentos há que se prestam mais que outros a atos violentos, como há músculos mais flexíveis que se prestam melhor aos atos de força. Não acrediteis, porém, que aí resida a causa primordial da cólera e persuadi-vos de que um Espírito pacífico, ainda que num corpo bilioso, será sempre pacífico, e que um Espírito violento, mesmo num corpo linfático, não será brando; somente, a violência tomará outro caráter. Não dispondo de um organismo próprio a lhe secundar a violência, a cólera tornar-se-á concentrada, enquanto no outro caso será expansiva.
O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade? O homem deformado não pode tornar-se direito, porque o Espírito nisso não pode atuar; mas, pode modificar o que é do Espírito, quando o quer com vontade firme. Não vos mostra a experiência, a vós espíritas, até onde é capaz de ir o poder da vontade, pelas transformações verdadeiramente miraculosas que se operam sob as vossas vistas? Compenetrai-vos, pois, de que o homem não se conserva vicioso, senão porque quer permanecer vicioso; de que aquele que queira corrigir-se sempre o pode. De outro modo, não existiria para o homem a lei do progresso. – Hahnemann. (Paris, 1863.)
3. Reflexão:
3.1. Hábitos Infelizes - Do Livro Sinal Verde - pelo espirito André Luiz
Hábitos infelizes
Usar pornografia ou palavrões, ainda que estejam supostamente na moda.
Pespegar tapinhas ou cotucões a quem se dirija a palavra.
Comentar desfavoravelmente a situação de qualquer pessoa.
Estender boatos e entretecer conversações negativas.
Falar aos gritos.
Rir descontroladamente.
Aplicar franqueza impiedosa a pretexto de honorificar a verdade.
Escavar o passado alheio, prejudicando ou ferindo os outros.
Comparar comunidades e pessoas, espalhando pessimismo e desprestígio.
Fugir da limpeza.
Queixar-se, por sistema, a propósito de tudo e de todos.
Ignorar conveniências e direitos alheios.
Fixar intencionalmente defeitos e cicatrizes do próximo.
Irritar-se por bagatelas.
Indagar de situações e ligações, cujo sentido não possamos penetrar.
Desrespeitar as pessoas com perguntas desnecessárias.
Contar piadas suscetíveis de machucar os sentimentos de quem ouve.
Zombar dos circunstantes ou chicotear os ausentes.
Analisar os problemas sexuais seja de quem seja.
Deitar conhecimentos fora de lugar e condição, pelo prazer de exibir cultura e competência.
Desprestigiar compromissos e horários.
Viver sem método.
Agitar-se a todo instante, comprometendo o serviço alheio e dificultando a execução dos deveres próprios.
Contar vantagens, sob a desculpa de ser melhor que os demais.
Gastar mais do que se dispõe.
Aguardar honrarias e privilégios.
Não querer sofrer.
Exigir o bem sem trabalho.
Não saber aguentar injúrias ou críticas.
Não procurar dominar-se, explodindo nos menores contratempos.
Desacreditar serviços e instituições.
Fugir de estudar.
Deixar sempre para amanhã a obrigação que se pode cumprir hoje.
Dramatizar doenças e dissabores.
Discutir sem racionar.
Desprezar adversários e endeusar amigos.
Reclamar dos outros aquilo que nós próprios ainda não conseguimos fazer.
Pedir apoio sem dar cooperação.
Condenar os que não possam pensar por nossa cabeça.
Aceitar deveres e largá-los sem consideração nos ombros alheios.
3.2. Dominar as Paixões - Cosme Massi
4. Prece final: Ele Atenderá - Mensagem na voz de Chico Xavier
Evangelho Segundo o Espiritismo - 01/06/2021 (terça)
Harmonização e Prece inicial: Aurora - Tim e Vanessa
2. E.S.E. - Capítulo IX - Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos - Instrução dos Espíritos - A cólera (item 9)
3. Reflexão 1- Verbo Nosso – Livro da Esperança - Emmanuel /Chico Xavier
4. Reflexão 2 - A cólera - Mayse Braga
5. Prece final: Acalma-te - Emmanuel/Chico Xavier
Harmonização e Prece inicial: Aurora - Tim e Vanessa
2. E.S.E. - Capítulo IX - Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos - A cólera (item 9)
A cólera
9. O orgulho vos induz a julgar-vos mais do que sois; a não suportardes uma comparação que vos possa rebaixar; a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. Que sucede então? – Entregai-vos à cólera.
Pesquisai a origem desses acessos de demência passageira que vos assemelham ao bruto, fazendo-vos perder o sangue-frio e a razão; pesquisai e, quase sempre, deparareis com o orgulho ferido. Que é o que vos faz repelir, coléricos, os mais ponderados conselhos, senão o orgulho ferido por uma contradição? Até mesmo as impaciências, que se originam de contrariedades muitas vezes pueris, decorrem da importância que cada um liga à sua personalidade, diante da qual entende que todos se devem dobrar.
Em seu frenesi, o homem colérico a tudo se atira: à natureza bruta, aos objetos inanimados, quebrando-os porque lhe não obedecem. Ah! se nesses momentos pudesse ele observar-se a sangue-frio, ou teria medo de si próprio, ou bem ridículo se acharia! Imagine ele por aí que impressão produzirá nos outros. Quando não fosse pelo respeito que deve a si mesmo, cumpria-lhe esforçar-se por vencer um pendor que o torna objeto de piedade.
Se ponderasse que a cólera a nada remedeia, que lhe altera a saúde e compromete até a vida, reconheceria ser ele próprio a sua primeira vítima. Mas, outra consideração, sobretudo, devera contê-lo, a de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tem coração, não lhe será motivo de remorso fazer que sofram os entes a quem mais ama? E que pesar mortal se, num acesso de fúria, praticasse um ato que houvesse de deplorar toda a sua vida!
Em suma, a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede se faça muito bem e pode levar à prática de muito mal. Isto deve bastar para induzir o homem a esforçar-se pela dominar. O espírita, ao demais, é concitado a isso por outro motivo: o de que a cólera é contrária à caridade e à humildade cristãs. – Um Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)
3. Reflexão 1: Verbo Nosso – Livro da Esperança - Emmanuel /Chico Xavier
Verbo Nosso
“Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo…” – Jesus – Mateus, 5: 22.
“O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao espírito.” – Cap. IX, 10.
Finda as palavras. Velho tema, dirás.
E sempre novo, repetiremos.
É que existem palavras e palavras. Conhecemos aquelas que a filologia reúne, as que a gramática disciplina, as que a praxe entretece e as que a imprensa enfileira…
Referir-nos-emos, contudo, ao verbo arrojado de nós, temperado na boca com os ingredientes da emoção, junto ao paladar daqueles que nos rodeiam.
Verbo que nos transporta o calor do sangue e a vibração dos nervos, o açúcar do entendimento e o sal do raciocínio.
Indispensável articulá-lo, em moldes de firmeza e compreensão, a fim de que não resvale fora do objetivo.
No trabalho cotidiano, seja ele natural quanto o pão simples no serviço da mesa; no intercâmbio afetivo, usemo-lo à feição de água pura; nos instantes graves, façamo-lo igual ao bisturi do cirurgião que se limita, prudente, à incisão na zona enfermiça, sem golpes desnecessários; nos dias tristes, tomemo-lo por remédio eficiente, sem fugir à dosagem.
Palavras são agentes na construção de todos os edifícios da vida.
Lancemo-las, na direção dos outros, com o equilíbrio e a tolerância com que desejamos venham elas até nós. Sobretudo, evitemos a desconsideração e a ironia.
Todo sarcasmo é tiro a esmo.
E sempre que a irritação nos visite, guardemo-nos em silêncio, de vez que a cólera é tempestade magnética, no mundo da alma, e qualquer palavra que arremessamos, no momento da cólera, é semelhante ao raio fulminatório que ninguém sabe onde vai cair.
4. Reflexão 2 - A cólera - Mayse Braga
5. Prece final: Acalma-te - Emmanuel/Chico Xavier