Evangelho Segundo o Espiritismo - 31/05/2021 (segunda)
Harmonização e Prece inicial: Oração da caridade - Emmanuel
2. E.S.E. - Cap. XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita - Os infortúnios ocultos- (item 4)
3. Reflexão: Seja importante para alguém - Mário Sérgio Cortella
4. Prece final: Para melhor servir- Maria Dolores
1.Harmonização e Prece inicial: Oração da caridade - Emmanuel
2. E.S.E.: Cap.XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita - Os infortúnios ocultos- (item 4)
Os infortúnios ocultos
4. Nas grandes calamidades, a caridade se emociona e observam-se impulsos generosos, no sentido de reparar os desastres. Mas, a par desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam despercebidos: os dos que jazem sobre um grabato sem se queixarem. Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que peçam assistência.
Quem é esta mulher de ar distinto, de traje tão simples, embora bem cuidado, e que traz em sua companhia uma mocinha tão modestamente vestida? Entra numa casa de sórdida aparência, onde sem dúvida é conhecida, pois que à entrada a saúdam respeitosamente. Aonde vai ela? Sobe até a mansarda, onde jaz uma mãe de família cercada de crianças. À sua chegada, refulge a alegria naqueles rostos emagrecidos. É que ela vai acalmar ali todas as dores. Traz o de que necessitam, condimentado de meigas e consoladoras palavras, que fazem que os seus protegidos, que não são profissionais da mendicância, aceitem o benefício, sem corar. O pai está no hospital e, enquanto lá permanece, a mãe não consegue com o seu trabalho prover as necessidades da família. Graças à boa senhora, aquelas pobres crianças não mais sentirão frio, nem fome; irão à escola agasalhadas e, para as menorzinhas, o leite não secará no seio que as amamenta. Se entre elas alguma adoece, não lhe repugnarão a ela, à boa dama, os cuidados materiais de que essa necessite. Dali vai ao hospital levar ao pai algum reconforto e tranquilizá-lo sobre a sorte da família. No canto da rua, uma carruagem a espera, verdadeiro armazém de tudo o que destina aos seus protegidos, que todos lhe recebem sucessivamente a visita. Não lhes pergunta qual a crença que professam, nem quais suas opiniões, pois considera como seus irmãos e filhos de Deus todos os homens. Terminado o seu giro, diz de si para consigo: Comecei bem o meu dia. Qual o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, é um nome que nada indica; mas é o anjo da consolação. À noite, um concerto de bênçãos se eleva em seu favor ao Pai celestial: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.
Por que tão singelo traje? Para não insultar a miséria com o seu luxo. Por que se faz acompanhar da filha? Para que aprenda como se deve praticar a beneficência. A mocinha também quer fazer a caridade. A mãe, porém, lhe diz: “Que podes dar, minha filha, quando nada tens de teu? Se eu te passar às mãos alguma coisa para que dês a outrem, qual será o teu mérito? Nesse caso, em realidade, serei eu quem faz a caridade; que merecimento terias nisso? Não é justo. Quando visitamos os doentes, tu me ajudas a tratá-los. Ora, dispensar cuidados é dar alguma coisa. Não te parece bastante isso? Nada mais simples. Aprende a fazer obras úteis e confeccionarás roupas para essas criancinhas. Desse modo, darás alguma coisa que vem de ti.” É assim que aquela mãe verdadeiramente cristã prepara a filha para a prática das virtudes que o Cristo ensinou. É espírita ela? Que importa!
Em casa, é a mulher do mundo, porque a sua posição o exige. Ignoram, porém, o que faz, porque ela não deseja outra aprovação, além da de Deus e da sua consciência. Certo dia, no entanto, imprevista circunstância leva-lhe a casa uma de suas protegidas, que andava a vender trabalhos executados por suas mãos. Esta última, ao vê-la, reconheceu nela a sua benfeitora. “Silêncio! ordena-lhe a senhora. Não o digas a ninguém.” Falava assim Jesus.
3. Reflexão: Seja importante para alguém - Mário Sérgio Cortella
4. Prece final: Para melhor servir- Maria Dolores
Evangelho Segundo o Espiritismo - 30/05/2021 (domingo)
1.Harmonização I e II: Caridade - Coral Solluz e Quem agradece - Coral Solluz
2. Prece inicial: Oração do dinheiro - Meimei - À luz da oração - Haroldo Dutra
3. E.S.E. - Cap. XVI - Não se pode servir a Deus e a Mamon - Instruções dos Espíritos - Emprego da riqueza (item 11)
4. Livro dos Espíritos - Questão 717
5. Reflexões
5.1. Lucros - cap. 56 - Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel / Chico Xavier
5.2. Dinheiro - cap. 57 - Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel / Chico Xavier
5.3. Ganhar - cap. 58 - Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel / Chico Xavier
6. Prece final: Prece da Gratidão - À luz da oração - Haroldo Dutra
1.Harmonização I e II: Caridade - Coral Solluz e Quem agradece - Coral Solluz
2. Prece inicial: Oração do dinheiro - Meimei - À luz da oração - Haroldo Dutra
3. E.S.E. - Cap. XVI - Não se pode servir a Deus e a Mamon - Instruções dos Espíritos - Emprego da riqueza (item 11)
11. Não podeis servir a Deus e a Mamon. Guardai bem isso em lembrança, vós, a quem o amor do ouro domina; vós, que venderíeis a alma para possuir tesouros, porque eles permitem vos eleveis acima dos outros homens e vos proporcionam os gozos das paixões que vos escravizam. Não; não podeis servir a Deus e a Mamon! Se, pois, sentis vossa alma dominada pelas cobiças da carne, dai-vos pressa em alijar o jugo que vos oprime, porquanto Deus, justo e severo, vos dirá: Que fizeste, ecônomo infiel, dos bens que te confiei? Esse poderoso móvel de boas obras exclusivamente o empregaste na tua satisfação pessoal.
Qual, então, o melhor emprego que se pode dar à riqueza? Procurai – nestas palavras: “Amai-vos uns aos outros”, a solução do problema. Elas guardam o segredo do bom emprego das riquezas. Aquele que se acha animado do amor do próximo tem aí toda traçada a sua linha de proceder. Na caridade está, para as riquezas, o emprego que mais apraz a Deus. Não nos referimos, é claro, a essa caridade fria e egoísta, que consiste em a criatura espalhar ao seu derredor o supérfluo de uma existência dourada. Referimo-nos à caridade plena de amor, que procura a desgraça e a ergue, sem a humilhar. Rico!... dá do que te sobra; faze mais: dá um pouco do que te é necessário, porquanto o de que necessitas ainda é supérfluo. Mas, dá com sabedoria. Não repilas o que se queixa, com receio de que te engane; vai às origens do mal. Alivia, primeiro; em seguida, informa-te, e vê se o trabalho, os conselhos, mesmo a afeição não serão mais eficazes do que a tua esmola. Difunde em torno de ti, como os socorros materiais, o amor de Deus, o amor do trabalho, o amor do próximo. Coloca tuas riquezas sobre uma base que nunca lhes faltará e que te trará grandes lucros: a das boas obras. A riqueza da inteligência deves utilizá-la como a do ouro. Derrama em torno de ti os tesouros da instrução; derrama sobre teus irmãos os tesouros do teu amor e eles frutificarão. – Cheverus. (Bordéus, 1861.)
4. Livro dos Espíritos - Questão 717
717. Que pensar dos que açambarcam os bens da terra para se proporcionarem o supérfluo, em prejuízo dos que não têm sequer o necessário?
— Desconhecem a lei de Deus e terão de responder pelas privações que ocasionaram.
Comentário de Kardec: O limite entre o necessário e o supérfluo nada tem de absoluto. A civilização criou necessidades que não existem no estado de selvageria, e os Espíritos que ditaram esses preceitos não querem que o homem civilizado viva como selvagem. Tudo é relativo e cabe à razão colocar cada coisa em seu lugar. A civilização desenvolve o senso moral e ao mesmo tempo o sentimento de caridade que leva os homens a se apoiarem mutuamente. Os que vivem à custa das privações alheias exploram os benefícios da civilização em proveito próprio; não têm de civilizados mais do que o verniz, como há pessoas que não possuem da religião mais do que a aparência.
5. Reflexões
5.1. Lucros - cap. 56 - Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel / Chico Xavier
“E o que tens ajuntado para quem será?” — JESUS (Lucas, 12.20)
1 Em todos os agrupamentos humanos, palpita a preocupação de ganhar. O espírito de lucro alcança os setores mais singelos. Meninos, mal saídos da primeira infância, mostram-se interessados em amontoar egoisticamente alguma coisa. 2 A atualidade conta com mães numerosas que abandonam seu lar a desconhecidos, durante muitas horas do dia, a fim de experimentarem a mina lucrativa. Nesse sentido, a maioria das criaturas converte a marcha evolutiva em corrida inquietante.
3 Por trás do sepulcro, ponto de chegada de todos os que saíram do berço, a verdade aguarda o homem e interroga:
— Que trouxeste?
4 O infeliz responderá que reuniu vantagens materiais, que se esforçou por assegurar a posição tranquila de si mesmo e dos seus.
5 Examinada, porém, a bagagem, verifica-se, quase sempre, que as vitórias são derrotas fragorosas. Não constituem valores da alma, nem trazem o selo dos bens eternos.
6 Atingida semelhante equação, o viajor olha para trás e sente frio. Prende-se, de maneira inexplicável, aos resultados de tudo o que amontoou na Crosta da Terra. A consciência inquieta enche-se de nuvens e a voz do Evangelho soa-lhe aos ouvidos: Pobre de ti, porque teus lucros foram perdas desastrosas! “E o que tens ajuntado para quem será?”
Emmanuel
5.2. Dinheiro - cap. 57 - Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel / Chico Xavier
“Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e, nessa cobiça, alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” — PAULO (1 Timóteo, 6.10)
1 Paulo não nos diz que o dinheiro, em si mesmo, seja flagelo para a Humanidade.
2 Várias vezes, vemos o Mestre em contato com o assunto, contribuindo para que a nossa compreensão se dilate. 3 Recebendo certos alvitres do povo que lhe apresenta determinada moeda da época, com a efígie do imperador romano, recomenda que o homem dê a César o que é de César, exemplificando o respeito às convenções construtivas. 4 Numa de suas mais lindas parábolas, emprega o símbolo de uma dracma perdida. Nos movimentos do Templo, aprecia o óbolo pequenino da viúva.
5 O dinheiro não significa um mal. Todavia, o apóstolo dos gentios nos esclarece que o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males. 6 O homem não pode ser condenado pelas suas expressões financeiras, mas, sim, pelo mau uso de semelhantes recursos materiais, porquanto é pela obsessão da posse que o orgulho e a ociosidade, dois fantasmas do infortúnio humano, se instalam nas almas, compelindo-as a desvios da luz eterna.
7 O dinheiro que te vem às mãos, pelos caminhos retos, que só a tua consciência pode analisar à claridade divina, é um amigo que te busca a orientação sadia e o conselho humanitário. 8 Responderás a Deus pelas diretrizes que lhe deres e ai de ti se materializares essa força benéfica no sombrio edifício da iniquidade!
Emmanuel
5.3. Ganhar - cap. 58 - Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel / Chico Xavier
“Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” — JESUS (Marcos, 8.36)
1 As criaturas terrestres, de modo geral, ainda não aprenderam a ganhar. 2 Entretanto, o espírito humano permanece no planeta em busca de alguma coisa. É indispensável alcançar valores de aperfeiçoamento para a vida eterna.
3 Recomendou Jesus aos seus tutelados procurassem, insistissem…
4 Significa isso que o homem se demora na Terra para ganhar na luta enobrecedora. Toda perturbação, nesse sentido, provém da mente viciada das almas em desvio.
5 O homem está sempre decidido a conquistar o mundo, mas nunca disposto a conquistar-se para uma esfera mais elevada. Nesse falso conceito, subverte a ordem, nas oportunidades de cada dia. 6 Se Deus lhe concede bastante saúde física, costuma usá-la na aquisição da doença destruidora; se consegue amealhar possibilidades financeiras, tenta açambarcar os interesses alheios.
7 O Mestre Divino não recomendou que a alma humana deva movimentar-se despida de objetivos e aspirações de ganho; salientou apenas que o homem necessita conhecer o que procura, que espécie de lucros almeja, a que fins se propõe em suas atividades terrestres.
8 Se teus desejos repousam nas aquisições factícias, relativamente a situações passageiras ou a patrimônios fadados ao apodrecimento, renova, enquanto é tempo, a visão espiritual, porque de nada vale ganhar o mundo que te não pertence e perderes a ti mesmo, indefinidamente, para a vida imortal.
Emmanuel
6. Prece final: Prece da Gratidão - À luz da oração - Haroldo Dutra
Evangelho Segundo o Espiritismo - 29/05/2021 (sábado)
Prece inicial - Oração diante do tempo – Centro Espírita Ivon Costa
Vídeo - Programa dia a dia com o evangelho - Capítulo XI do Evangelho Segundo o Espiritismo: O egoísmo - Casa Espírita do Caminho Mossoró
Livro dos Espíritos - O egoísmo - Canal do Youtube (Em Busca do Conhecimento)
Reflexão 1: O egoísmo - André Luiz – Canal do Youtube (Cento Espírita A Luz do Espiritismo)
Reflexão 2: Receita contra o egoísmo - André Luiz - Canal do Youtube (Cento Espírita A Luz do Espiritismo)
Prece final – Prece de Zenóbia (André Luiz/Chico Xavier) - voz de Nacip Gomes Sociedade Espírita Bezerra de Menezes – SEBEM
Prece inicial - Oração diante do tempo – Centro Espírita Ivon Costa
Oração diante do tempo
Senhor Jesus!
Diante do calendário que se renova, deixa que nos ajoelhemos para implorar-te compaixão.
Tu que Eras antes que fôssemos, que nos tutelastes, em nome do Criador, na noite insondável das origens, não desvies de nós Teu olhar, para que não venhamos a perder o adubo do sangue e das lágrimas, oriundos das civilizações que morreram sob o guante da violência!...
Determinaste que o Tempo, à feição de ministro silencioso de tua justiça, nos seguisse todos os passos...
E, com os séculos, carregamos o pedregulho da ilusão, dele extraindo o ouro da experiência.
Do berço para o túmulo e do túmulo para o berço, temos sido senhores e escravos, ricos e pobres, fidalgos e plebeus.
Entretanto, em todas as posições, temos vivido em fuga constante da verdade, à caça de triunfo e dominação para o nosso velho egoísmo.
Na governança, nutríamos a vaidade e a miséria.
Na subalternidade, alentávamos o desespero e a insubmissão.
Na fortuna, éramos orgulhosos e inúteis.
Na carência, vivíamos intemperantes e despeitados.
Administrando, alongávamos o crime.
Obedecendo, atendíamos à vingança.
Resistíamos a todos os teus apelos, em tenebrosos labirintos de opressão e delinquência, quando vieste ensinar-nos o caminho libertador.
Não Te limitaste a crer na glória do Pai Celeste.
Estendeste-Lhe a incomparável bondade.
Não Te circunscreveste à fé que renova.
Abraçaste o amor que redime.
Não Te detiveste entre os eleitos da virtude.
Comungaste o ambiente das vítimas do mal, para reconduzi-las ao bem.
Não Te ilhaste na oração pura e simples.
Ofertaste mãos amigas às necessidades alheias.
Não Te isolaste, junto à dignidade venerável de Salomé, a venturosa mãe dos filhos de Zebedeu.
Acolheste a Madalena, possuída de sete gênios sombrios.
Não consideraste tão-somente a Bartimeu, o mendigo cego.
Consagraste generosa atenção a Zaqueu, o rico necessitado.
Não apenas aconselhaste a fraternidade aos semelhantes.
Praticaste-a com devotamento e carinho, da intimidade do lar ao sol meridiano da praça pública.
Não pregaste a doutrina do perdão e da renúncia exclusivamente para os outros.
Aceitaste a cruz do escárnio e da morte, com abnegação e humildade, a fim de que aprendêssemos a procurar contigo a divina ressurreição...
Entretanto, ainda hoje, decorridos quase vinte séculos sobre o teu sacrifício, não temos senão lágrimas de remorso e arrependimento para fecundar o Saara de nossos corações...
Em teu nome, discípulos infiéis que temos sido, espalhamos nuvens de discórdia e crueldade nos horizontes de toda a Terra! É por isso que o Tempo nos encontra hoje tão pobres e desventurados como ontem, por desleais ao teu Evangelho de Redenção.
Não nos deixeis, contudo, órfãos de tua bênção...
No oceano encapelado das provações que merecemos, a tempestade ruge em pavorosos açoites... Nosso mundo, Senhor, é uma embarcação que estala aos golpes rijos do vento. Entre as convulsões da procela que nos arrasta e o abismo que nos espreita, clamamos por teu socorro! E confiamos em que te levantarás luminoso e imaculado sobre a onda móvel e traiçoeira, aplacando a fúria dos elementos e exclamando para nós, como outrora disseste aos discípulos aterrados: – “Homens de pouca fé, porque duvidastes?”.
2. Vídeo - Programa dia a dia com o evangelho - Capítulo XI do Evangelho Segundo o Espiritismo: O egoísmo - Casa Espírita do Caminho Mossoró
3. Livro dos Espíritos - O egoísmo - Canal do Youtube (Em Busca do Conhecimento)
4. Reflexão 1: O egoísmo - André Luiz – Canal do Youtube (Cento Espírita A Luz do Espiritismo)
5. Reflexão 2: Receita contra o egoísmo - André Luiz - Canal do Youtube (Cento Espírita A Luz do Espiritismo)
6. Prece final – Prece de Zenóbia (André Luiz/Chico Xavier) - voz de Nacip Gomes Sociedade Espírita Bezerra de Menezes – SEBEM
Evangelho Segundo o Espiritismo - 28/05/2021 (sexta)
1.Harmonização e Prece inicial espontânea com Elizabete Lacerda - O caminho
2. E.S.E. - Cap. II - Meu reino não é deste mundo - O ponto de vista (item 5)
3. Reflexão: Página de encorajamento - cap. 39 - do livro Terapêutica de Emergência - Divaldo Franco
4. Prece final espontânea com Sérgio Santos - A Paz
1.Harmonização e Prece inicial espontânea com Elizabete Lacerda - O caminho
2. E.S.E. - Cap. II - Meu reino não é deste mundo - O ponto de vista (item 5)
5. A ideia clara e precisa que se faça da vida futura proporciona inabalável fé no porvir, fé que acarreta enormes consequências sobre a moralização dos homens, porque muda completamente o ponto de vista sob o qual encaram eles a vida terrena. Para quem se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é indefinida, a vida corpórea se torna simples passagem, breve estada num país ingrato. As vicissitudes e tribulações dessa vida não passam de incidentes que ele suporta com paciência, por sabê-las de curta duração, devendo seguir-se-lhes um estado mais ditoso. À morte nada mais restará de aterrador; deixa de ser a porta que se abre para o nada e torna-se a que dá para a libertação, pela qual entra o exilado numa mansão de bem-aventurança e de paz. Sabendo temporária e não definitiva a sua estada no lugar onde se encontra, menos atenção presta às preocupações da vida, resultando-lhe daí uma calma de espírito que tira àquela muito do seu amargor.
Pelo simples fato de duvidar da vida futura, o homem dirige todos os seus pensamentos para a vida terrestre. Sem nenhuma certeza quanto ao porvir, dá tudo ao presente. Nenhum bem divisando mais precioso do que os da Terra, torna-se qual a criança que nada mais vê além de seus brinquedos. E não há o que não faça para conseguir os únicos bens que se lhe afiguram reais. A perda do menor deles lhe ocasiona causticante pesar; um engano, uma decepção, uma ambição insatisfeita, uma injustiça de que seja vítima, o orgulho ou a vaidade feridos são outros tantos tormentos, que lhe transformam a existência numa perene angústia, infligindo-se ele, desse modo, a si próprio, verdadeira tortura de todos os instantes. Colocando o ponto de vista, de onde considera a vida corpórea, no lugar mesmo em que ele aí se encontra, vastas proporções assume tudo o que o rodeia. O mal que o atinja, como o bem que toque aos outros, grande importância adquire aos seus olhos. Àquele que se acha no interior de uma cidade, tudo lhe parece grande: assim os homens que ocupem as altas posições, como os monumentos. Suba ele, porém, a uma montanha, e logo bem pequenos lhe parecerão homens e coisas.
É o que sucede ao que encara a vida terrestre do ponto de vista da vida futura; a humanidade, tanto quanto as estrelas do firmamento, perde-se na imensidade. Percebe então que grandes e pequenos estão confundidos, como formigas sobre um montículo de terra; que proletários e potentados são da mesma estatura, e lamenta que essas criaturas efêmeras a tantas canseiras se entreguem para conquistar um lugar que tão pouco as elevará e que por tão pouco tempo conservarão. Daí se segue que a importância dada aos bens terrenos está sempre em razão inversa da fé na vida futura.
3. Reflexão: Página de encorajamento - cap. 39 - do livro Terapêutica de Emergência - Divaldo Franco (ditado pelo espírito Lizete)
Não lamentes as dores que carpes nos demorados dias da tua existência terrestre.
A revolta, em não resolvendo o problema, mais o aguça.
A tristeza, não conseguindo alterar a questão, toma-a mais sombria.
A depressão, não logrando equacionar a situação, mais desarticula as resistências.
A mágoa, não modificando a circunstância, faz-se ácido que adiciona aflições às dores existentes.
A angústia, não diminuindo os fatores que propiciam os sofrimentos, mais os agravam...
Essa aflição profunda que se inicia nos refolhos da alma e para a qual não se encontram consolos; a soledade que obriga a marchar entre as criaturas, anelando por companhia e ternura; o suceder de infortúnios que parecem sem termo; a ocorrência de enfermidades causticantes, não têm nascente na atualidade corporal; procedem das existências anteriores, que a reencarnação situa na estrada da evolução para disciplinar os infratores e educar os aprendizes negligentes.
A caminhada atual continua o curso que a morte interrompeu, antes que fosse culminada na felicidade.
A soma das necessidades que tisnam a alegria de viver e as sombras das ansiedades mal sopitadas que escurecem o claro sol da esperança constituem a quota disciplinante para o processo de evolução porque todos Espíritos passam através dos tempos.
Não invejes a aparente alegria dos outros. Desconheces o que lhes ocorre no mundo íntimo, bem como a quota de sacrifício que pagam para dissimular as próprias dores.
Jesus te concede a dadivosa oportunidade de crescimento para a Vida, apesar dos métodos de que a Vida se utiliza...
Agradece a ocasião e diminui as próprias necessidades, minimizando as do próximo.
Evita descarregar tua sanha em quem te cerca, nos que convivem contigo, antes, faze o melhor, vencendo tua prova e não adiando o teu momento de glória e de paz.
Sorve, alma irmã, a tua taça de provações, com o júbilo de quem, consciente das Leis, atravessa um período difícil apoiado na certeza de que virá um outro, porém, de bênçãos.
Quando hajas cumprido com os teus deveres todos, a Morte te recambiará de volta ao Grande Lar onde já não experimentarás qualquer dor ou desespero algum.
Vive intensamente a tua hora com os olhos postos no amanhã da vida e segue adiante pelo roteiro que traçaste com os teus atos passados, projetando as diretrizes mestras do porvir ditoso.
Alma da dor, solitária e triste, sai da jaula em que te aprisionas, embora digas que ali foste encarcerada, e abre a porta da liberdade com a disposição abençoada da ventura que te espera e deves atingir.
Além destes limites há infinito e beleza, se te resolveres por alcançá-los desde agora.
Avança, encorajada e, amando, sacrifica o egoísmo para que a plenitude do bem te domine em definitivo.
LIZETE
4. Prece final espontânea com Sérgio Santos - A Paz
Evangelho Segundo o Espiritismo - 27/05/2021 (quinta)
1.Harmonização e Prece inicial espontânea com Nando Cordel - A Caridade Segundo São Paulo
2. E.S.E. - Cap. XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que deu a vossa mão direita - Instruções dos espíritos - A Piedade
3. O Livro dos Espíritos - Questão 886
4. Reflexão I: Os instrumentos da Perfeição - Jesus no Lar - Neio Lúcio / Chico Xavier
5. Reflexão II: A Conduta Cristã - do livro Contos e Apólogos - Irmãos X / Chico Xavier
6. Prece final espontânea com Nando Cordel - Perdão das Ofensas.
1.Harmonização e Prece inicial espontânea com Nando Cordel - A Caridade Segundo São Paulo
2. E.S.E. - Cap. XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que deu a vossa mão direita - Instruções dos espíritos - A Piedade
17. A piedade é a virtude que mais vos aproxima dos anjos; é a irmã da caridade, que vos conduz a Deus. Ah! deixai que o vosso coração se enterneça ante o espetáculo das misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes. Vossas lágrimas são um bálsamo que lhes derramais nas feridas e, quando, por bondosa simpatia, chegais a lhes proporcionar a esperança e a resignação, que encanto não experimentais! Tem um certo amargor, é certo, esse encanto, porque nasce ao lado da desgraça; mas, não tendo o sabor acre dos gozos mundanos, também não traz as pungentes decepções do vazio que estes últimos deixam após si. Envolve-o penetrante suavidade que enche de júbilo a alma. A piedade, a piedade bem sentida é amor; amor é devotamento; devotamento é o olvido de si mesmo e esse olvido, essa abnegação em favor dos desgraçados, é a virtude por excelência, a que em toda a sua vida praticou o divino Messias e ensinou na sua doutrina tão santa e tão sublime.
Quando esta doutrina for restabelecida na sua pureza primitiva, quando todos os povos se lhe submeterem, ela tornará feliz a Terra, fazendo que reinem aí a concórdia, a paz e o amor.
O sentimento mais apropriado a fazer que progridais, domando em vós o egoísmo e o orgulho, aquele que dispõe vossa alma à humildade, à beneficência e ao amor do próximo, é a piedade! piedade que vos comove até às entranhas à vista dos sofrimentos de vossos irmãos, que vos impele a lhes estender a mão para socorrê-los e vos arranca lágrimas de simpatia. Nunca, portanto, abafeis nos vossos corações essas emoções celestes; não procedais como esses egoístas endurecidos que se afastam dos aflitos, porque o espetáculo de suas misérias lhes perturbaria por instantes a existência álacre. Temei conservar-vos indiferentes, quando puderdes ser úteis. A tranquilidade comprada à custa de uma indiferença culposa é a tranquilidade do mar Morto, no fundo de cujas águas se escondem a vasa fétida e a corrupção.
Quão longe, no entanto, se acha a piedade de causar o distúrbio e o aborrecimento de que se arreceia o egoísta! Sem dúvida, ao contato da desgraça de outrem, a alma, voltando-se para si mesma, experimenta um confrangimento natural e profundo, que põe em vibração todo o ser e o abala penosamente. Grande, porém, é a compensação, quando chegais a dar coragem e esperança a um irmão infeliz que se enternece ao aperto de uma mão amiga e cujo olhar, úmido, por vezes, de emoção e de reconhecimento, para vós se dirige docemente, antes de se fixar no Céu em agradecimento por lhe ter enviado um consolador, um amparo. A piedade é o melancólico, mas celeste precursor da caridade, primeira das virtudes que a tem por irmã e cujos benefícios ela prepara e enobrece. – Miguel. (Bordéus, 1862.)
3. O Livro dos Espíritos - Questão 886
Parte terceira - Das leis morais - Capítulo XI
10. Lei de justiça, de amor e de caridade - Caridade e amor do próximo
886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?
“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”
O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejaríamos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.
A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque de indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.
4. Reflexão I: Os instrumentos da Perfeição - Jesus no Lar - Neio Lúcio / Chico Xavier
Naquela noite, Simão Pedro trazia à conversação o espírito ralado por extremo desgosto.
Agastara-se com parentes descriteriosos e rudes.
Velho tio acusara-o de dilapidador dos bens da família e um primo ameaçara esbofeteá-lo na via pública.
Guardava, por isso, o semblante carregado e austero.
Quando o Mestre leu algumas frases dos Sagrados Escritos, o pescador desabafou. Descreveu o conflito com a parentela e Jesus o ouviu em silêncio.
Ao término do longo relatório afetivo, indagou o Senhor:
— E que fizeste, Simão, ante as arremetidas dos familiares incompreensivos?
— Sem dúvida, reagi como devia! — respondeu o apóstolo, veemente. — Coloquei cada um no lugar próprio. Anunciei, sem rebuços, as más qualidades de que são portadores. Meu tio é raro exemplar de sovinice e meu primo é mentiroso contumaz. Provei, perante numerosa assistência, que ambos são hipócritas, e não me arrependi do que fiz.
O Mestre refletiu por minutos longos e falou, compassivo:
— Pedro, que faz um carpinteiro na construção de uma casa?
— Naturalmente, trabalha — redarguiu o interpelado, irritadiço
— Com quê? — tornou o Amigo Celeste, bem-humorado.
— Usando ferramentas.
Após a resposta breve de Simão, o Cristo continuou:
— As pessoas com as quais nascemos e vivemos na Terra são os primeiros e mais importantes instrumentos que recebemos do Pai, para a edificação do Reino do Céu em nós mesmos. Quando falhamos no aproveitamento deles, que constituem elementos de nossa melhoria, é quase impossível triunfar com recursos alheios, porque o Pai nos concede os problemas da vida, de acordo com a nossa capacidade de lhes dar solução. A ave é obrigada a fazer o ninho, mas não se lhe reclama outro serviço. A ovelha dará lã ao pastor; no entanto, ninguém lhe exige o agasalho pronto. Ao homem foram concedidas outras tarefas, quais sejam as do amor e da humildade, na ação inteligente e constante para o bem comum, a fim de que a paz e a felicidade não sejam mitos na Terra. Os parentes próximos, na maioria das vezes, são o martelo ou o serrote que podemos utilizar a benefício da construção do templo vivo e sublime, por intermédio do qual o Céu se manifestará em nossa alma. Enquanto o marceneiro usa as suas ferramentas, por fora, cabe-nos aproveitar as nossas, por dentro. Em todas as ocasiões, o ignorante representa para nós um campo de benemerência espiritual; o mau é desafio que nos põe a bondade à prova; o ingrato é um meio de exercitarmos o perdão; o doente é uma lição à nossa capacidade de socorrer. Aquele que bem se conduz, em nome do Pai, junto de familiares endurecidos ou indiferentes, prepara-se com rapidez para a glória do serviço à Humanidade, porque, se a paciência aprimora a vida, o tempo tudo transforma.
Calou-se Jesus e, talvez porque Pedro tivesse ainda os olhos indagadores, acrescentou serenamente:
— Se não ajudamos ao necessitado de perto, como auxiliaremos os aflitos, de longe? Se não amamos o irmão que respira conosco os mesmos ares, como nos consagraremos ao Pai que se encontra no Céu?
Depois destas perguntas, pairou na modesta sala de Cafarnaum expressivo silêncio que ninguém ousou interromper.
5. Reflexão II: A Conduta Cristã - do livro Contos e Apólogos - Irmãos X / Chico Xavier
1 Ibraim ben Azor, o cameleiro, entrou na residência acanhada de Simão e, à frente do Cristo, que o fitava de olhos translúcidos, pediu instruções da Boa-Nova, ao que Jesus respondeu com a doçura habitual, tecendo considerações preciosas e simples, em torno do Reino de Deus no coração dos homens.
2 — Mestre — perguntou Ibraim, desejando conhecer as normas evangélicas —, na hipótese de aceitar a nova revelação, como me comportarei perante as criaturas de má-fé?
— Perdoarás e trabalharás sempre, fazendo quanto possível para que se coloquem no nível de tua compreensão, desculpando-as e amparando-as, infinitamente.
3 — E se me cercarem todos os dias?
— Continuarás perdoando e trabalhando a benefício delas.
4 — Mestre — invocou Ibraim, admirado —, a calúnia é um braseiro a requeimar-nos o coração… Admitamos que tais pessoas me vergastem com frases cruéis e apontamentos injustos… Como proceder quando me enlamearem o caminho, atirando-me flechas incendiadas?
— Perdoarás e trabalharás sem descanso, possibilitando a renovação do pensamento que a teu respeito fazem.
5 — E se me ferirem? Se a violência sujeitar-me à poeira e a traição golpear-me pelas costas? Se meu sangue correr, em louvor da perversidade?
— Perdoarás e trabalharás, curando as próprias chagas, com a disposição de servir, invariavelmente, na certeza de que as leis do Justo Juiz se cumprirão sem prejuízo dum ceitil.
6 — Senhor — clamou o consulente desapontado —, e se a pesada mão dos ignorantes ameaçar-me a casa? se a maldade perseguir-me a família, dilacerando os meus nos interesses mais caros?
— Perdoarás e trabalharás a fim de que a normalidade se reajuste sem ódios, compreendendo que há milhões de seres na Terra fustigados por aflições maiores que a tua, cabendo-nos a obrigação de auxiliar, não somente os que se fazem detentores do nosso bem-querer, mas também a todos os irmãos em Humanidade que o Pai nos recomenda amar e ajudar, incessantemente.
7 Ibraim, assombrado, indagou, de novo:
— Senhor, e se me prenderem por homicida e ladrão, sem que eu tenha culpa?
— Perdoarás e trabalharás, agindo sempre segundo as sugestões do bem, convencido de que o homem pode encarcerar o corpo, mas nunca algemará a ideia pura, nobre e livre.
8 — Mestre — prosseguiu o cameleiro, intrigado —, e se me prostrarem no leito? Se me crivarem de úlceras, impossibilitando-me qualquer ação? Como trabalhar de braços imobilizados, quando nos resta apenas o direito de chorar?
— Perdoarás e trabalharás com o sorriso da paciência fiel, cultivando a oração e o entendimento no espírito edificado, confiando na Proteção do Pai Celestial que envia socorro e alimento aos próprios vermes anônimos do mundo.
9 — Mestre, e se, por fim, me matarem? se depois de todos os sacrifícios aparecer a morte por estrada inevitável?
— Demandarás o túmulo, perdoando e trabalhando na ação gloriosa, em benefício de todos, conservando a paz sublime da consciência.
10 Entre estupefato e aflito, Ibraim voltou a indagar depois de alguns instantes:
— Senhor, e se eu conseguir tolerar os ignorantes e os maus, ajudando-os e recebendo-lhes os insultos como benefícios, oferecendo a luz pela sombra e o bem pelo mal, se encarar, com serenidade, os golpes arremessados contra os meus, se receber feridas e sarcasmos sem reclamação e se aceitar a própria morte, guardando sincera compaixão por meus algozes? Que lugar destacado me caberá, diante da grandeza divina? que título honroso exibirei?
11 Jesus, sem alterar-se, considerou:
— Depois de todos os nossos deveres integralmente cumpridos, não passamos de meros servidores, à face do Pai, a quem pertence o Universo, desde o grão de areia às estrelas distantes.
12 Ibraim, conturbado, levantou-se, chamou o dono da casa e perguntou a Pedro se aquele homem era realmente o Messias. E quando o pescador de Cafarnaum confirmou a identidade do Mestre, o cameleiro, carrancudo, qual se houvesse recebido grave ofensa, avançou para fora e seguiu para diante, sem dizer adeus.
Irmão X
(.Humberto de Campos)
6. Prece final espontânea com Nando Cordel - Perdão das Ofensas.
Evangelho Segundo o Espiritismo - 26/05/2021 (quarta)
1.Harmonização e Prece inicial: Calmaria - Canção e Louvor
2. E.S.E.: Cap. V - Bem aventurados os aflitos - Justiça das Aflições (item 3)
3. Reflexão: Preocupação - Livro As Dores da Alma - pelo espírito Hammed - Francisco do Espirito Santo Neto
4. Prece final: Música - Deus em mim (Pai do amor) - Elisa Cristal
1.Harmonização e Prece inicial: Calmaria - Canção e Louvor
2. E.S.E.: Cap. V - Bem aventurados os aflitos - Justiça das Aflições (item 3)
Justiça das aflições
3. Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contrassenso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz. É, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.
3. Reflexões: Preocupação - Livro As Dores da Alma - pelo espírito Hammed
Preocupação
Os preocupados vivem entorpecidos no hoje por quererem controlar, com seus pensamentos e com sua imaginação, os fatos do amanhã.
As tarefas evolutivas executadas por nós na Terra fazem parte de um processo dinâmico que levará nossas almas ainda por inúmeras encarnações. A Vida não tem outro objetivo senão o de doação, de proteção e de recursos, para que possamos atingir uma estabilidade íntima que nos assegure a clareza e a serenidade mental, elementos imprescindíveis que nos facilitarão o progresso espiritual.
Se acreditamos, porém, que nossa felicidade ou infelicidade venha de coisas externas, do acaso ou das mãos de outras pessoas, estaremos dificultando nosso crescimento e amadurecimento interior.
A criatura que atingiu a lucidez espiritual já adquiriu a capacidade de compreender a eficiência com que a Natureza age em todos nós. Ela se conduz no cotidiano pacificada e serena, pois percebeu que está constantemente ganhando recursos da Vida Excelsa, mesmo quando atravessa o que consideramos "transtornos existenciais". Ao mesmo tempo, aprendeu que, por mais que se preocupe, a reunião de todas essas preocupações não poderá mudar coisa alguma em sua vida.
" ...O Espírito na escolha das provas que queira sofrer (...) escolhe, de acordo com a natureza de suas faltas, as que o levem à expiação destas e a progredir mais depressa." (21)
A Providência Divina agindo em nós faz com que saibamos exatamente o que precisamos escolher para nosso aprimoramento interior. Para que a consciência da criatura tenha uma boa absorção ou uma sensível abertura para o aprendizado é preciso que adquira senso e raciocínio, noção e atributos, todos extraídos das suas provas e expiações, ou seja, das diversas experiências vivenciais.
Ainda encontramos nesta questão: "uns impõem a si mesmos uma vida de misérias e privações (...) outros preferem experimentar as tentações da riqueza e do poder ( ... ) muitos, finalmente, se decidem a experimentar suas forças nas lutas que terão de sustentar em contato com o vício."
Por que então a nossa desmedida preocupação com o destino dos outros? Por que tentamos forçar as coisas para que aconteçam? As almas estão vivenciando o útil e o necessário para o desenvolvimento de suas potencialidades naturais e divinas. Podemos orientar, amar, apoiar, ajudar, mas jamais achar que sabemos melhor como as coisas devem ser e como as criaturas devem se comportar.
No entanto, é importante não confundirmos preocupação com prudência ou cautela. A previdência e o planejamento, para que possamos atingir um futuro promissor, são desejos naturais dos homens de bom senso.
Na realidade, preocupação quer dizer aflição e imobilização do presente por causa de um suposto fato que poderá acontecer, ou ainda uma suspeita de que uma decisão poderá causar ruína ou perda.
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21. Questão 264 - Que é o que dirige o Espírito na escolha das provas que queira sofrer?
"Ele escolhe, de acordo com a natureza de suas faltas, as que o levem á expiação destas e a progredir mais depressa. Uns, portanto, impõem a si mesmos uma vida de misérias e privações objetivando suportá-las com coragem; outros preferem experimentar as tentações da riqueza e do poder muito mais perigosas, pelos abusos e má aplicação a que podem dar lugar; pelas paixões inferiores que uma e outros desenvolvem; muitos, finalmente, se decidem a experimentar suas forças nas lutas que terão de sustentar em contato com o vício."
A preocupação excessiva com fatos em geral e com o bem-estar das pessoas está alicerçada, em muitas ocasiões, em um mecanismo psicológico chamado "autodistração".
Os preocupados têm dificuldade de concentração no momento presente e, por isso, fazem com que a consciência se desvie do foco da experiência para a periferia, isto é, vivem entorpecidos no hoje por quererem controlar, com seus pensamentos e com sua imaginação, os fatos do amanhã.
Esse desvio da atenção é uma busca deliberada de distração do indivíduo; é uma forma de impedir a si próprio de ver o que precisa perceber em seu mundo interior.
Quando dizemos que nos preocupamos com os outros, quase sempre estamos nos abstraindo:
-das atitudes que não temos coragem de tomar;
-das responsabilidades que não queremos assumir; das carências afetivas que negamos a nós mesmos;
-dos atos incoerentes que praticamos e não admitimos;
-dos bloqueios mentais que possuímos e não aceitamos.
Deslocamos todos os nossos esforços, atenção e potencialidades para socorrer, proteger, salvar, convencer e aconselhar nossos "companheiros de viagem", olvidando muitas vezes, propositadamente ou não, nossa primeira e mais importante tarefa na Terra: a nossa transformação interior.
E incontestável que a preocupação jamais nos preservará das angústias do amanhã, apenas colocará obstáculos as nossas realizações do presente.
Não devemos nem podemos forçar mudanças de atitudes nas pessoas. Em realidade, só podemos modificar a nós mesmos. Nosso livre-arbítrio nos confere possibilidades de uso particular com o fim específico de retificarmo-nos, porém não nos dá o direito de querer modificar os outros.
Acreditamos, ainda assim, que temos o poder de exigir que os outros pensem como nós e que podemos interferir nas manifestações dos adultos que nos cercam. Por mais queridos que nos sejam, não nos é lícito dissuadi-los de suas decisões e posturas de vida.
Cada um se expressa perante a existência como pode. Assim, suas criações, desejos, metas e objetivos são coerentes com seu grau evolutivo. Qualquer tipo de coação em um modo de ser é profundo desrespeito.
Confiemos na Paternidade Universal que rege a todos, visto que preocupação, em síntese, é desconfiança nas Leis da Vida. Não nos compete determinar ou dirigir as decisões alheias, nem mesmo temos o direito de convencer ninguém ou censurar as opções de vida de quem quer que seja.
Por que condenar os atos e as atitudes de alguém que o próprio "Criador do Universo" deixou livre para decidir? Por que sofrer ou preocupar-se com isso?
4. Prece final: Música - Deus em mim (Pai do amor) - Elisa Cristal
Evangelho Segundo o Espiritismo - 25/05/2021 (terça)
1.Harmonização Prece inicial: Prece de Caritas na voz de Ana Rosa
2. E.S.E. Cap. XVII - Sedes Perfeitos - O Homem de Bem (Item 3) Instruções dos Espíritos -
Homem no mundo (Item 10)
3. Reflexões:
3.1. Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais - Capítulo I — Da lei divina ou
natural - Questões 614, 615, 616 - O bem e o mal - Questão 629 e 630
3.2. Haroldo Dutra: O Homem de Bem - Vale a Pena Ser Bom? (Legendado)
4. Prece final: Prece de Meimei...
1.Harmonização Prece inicial: Prece de Caritas na voz de Ana Rosa
2. E.S.E. Cap. XVII - Sedes Perfeitos - O Homem de Bem (Item 3) Instruções dos Espiritos -
Homem no mundo (Item 10)
O homem de bem
3. O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.
Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado.”
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.)
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza,como quer que sejam respeitados os seus.
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.
O homem no mundo
10. Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração dos que se reúnem sob as vistas do Senhor e imploram a assistência dos bons Espíritos. Purificai, pois, os vossos corações; não consintais que neles demore qualquer pensamento mundano ou fútil. Elevai o vosso espírito àqueles por quem chamais, a fim de que, encontrando em vós as necessárias disposições, possam lançar em profusão a semente que é preciso germine em vossas almas e dê frutos de caridade e justiça.
Não julgueis, todavia, que, exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental, pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não; vivei com os homens da vossa época, como devem viver os homens. Sacrificai às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai com um sentimento de pureza que as possa santificar.
Sois chamados a estar em contacto com espíritos de naturezas diferentes, de caracteres opostos: não choqueis a nenhum daqueles com quem estiverdes. Sede joviais, sede ditosos, mas seja a vossa jovialidade a que provém de uma consciência limpa, seja a vossa ventura a do herdeiro do Céu que conta os dias que faltam para entrar na posse da sua herança.
Não consiste a virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. Basta reporteis todos os atos da vossa vida ao Criador que vo-la deu; basta que, quando começardes ou acabardes uma obra, eleveis o pensamento a esse Criador e lhe peçais, num arroubo d’alma, ou a sua proteção para que obtenhais êxito, ou a sua bênção para ela, se a concluístes. Em tudo o que fizerdes, remontai à Fonte de todas as coisas, para que nenhuma de vossas ações deixe de ser purificada e santificada pela lembrança de Deus.
A perfeição está toda, como disse o Cristo, na prática da caridade absoluta; mas, os deveres da caridade alcançam todas as posições sociais, desde o menor até o maior. Nenhuma caridade teria a praticar o homem que vivesse insulado. Unicamente no contacto com os seus semelhantes, nas lutas mais árduas é que ele encontra ensejo de praticá-la. Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em si, sua vida é a de um egoísta. (Cap. V, no 26.)
Não imagineis, portanto, que, para viverdes em comunicação constante conosco, para viverdes sob as vistas do Senhor, seja preciso vos cilicieis e cubrais de cinzas. Não, não, ainda uma vez vos dizemos. Ditosos sede, segundo as necessidades da Humanidade; mas, que jamais na vossa felicidade entre um pensamento ou um ato que o possa ofender, ou fazer se vele o semblante dos que vos amam e dirigem. Deus é amor, e aqueles que amam santamente ele os abençoa.
– Um Espírito Protetor. (Bordéus, 1863.)
3. Reflexões:
3.1. Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais - Capítulo I — Da lei divina ou natural - Questões 614, 615, 616 - O bem e o mal - Questão 629 e 630
614. Que se deve entender por lei natural?
“A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer, e ele só é infeliz quando dela se afasta.”
615. É eterna a lei de Deus?
“Eterna e imutável como o próprio Deus.”
616. Será possível que Deus em certa época haja prescrito aos homens o que noutra época lhes proibiu?
“Deus não se engana. Os homens é que são obrigados a modificar suas leis, por serem imperfeitas. As de Deus, essas são perfeitas. A harmonia que reina no universo material, como no universo moral, se funda em leis estabelecidas por Deus desde toda a eternidade.”
629. Que definição se pode dar da moral?
“A moral é a regra de bem proceder, isto é, a distinção entre o bem e o mal. Funda-se na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz em vista e pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus.”
630. Como se pode distinguir o bem do mal?
“O bem é tudo o que é conforme à lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário. Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus; fazer o mal é infringi-la.”
3.2. Haroldo Dutra: O Homem de Bem - Vale a Pena Ser Bom? (Legendado)
4. Prece final: Prece de Meimei...
Evangelho Segundo o Espiritismo - 24/05/2021 (segunda)
1.Harmonização: Bem-aventuranças - Cantores de Deus
2. Prece inicial: Prece de Caritas
3. E.S.E. - Cap. VII - Bem-aventurados os pobres de espírito - Instruções dos Espíritos - O orgulho e a humildade (item 11)
4. Reflexões:
4.1. O sermão da montanha - As bem aventuranças
4.2. Bem Aventurados Os Simples - Waldo Vieira / Valerium - Capítulo 1 - Destinos
5. Prece final: Música com os Nonatos - Bem Aventurados São
1.Harmonização: Bem-aventuranças - Cantores de Deus
2. Prece inicial: Prece de Caritas
3. E.S.E. - Cap. VII - Bem-aventurados os pobres de espírito - Instruções dos Espíritos - O orgulho e a humildade (item 11)
11. Que a paz do Senhor seja convosco, meus queridos amigos! Aqui venho para encorajar-vos a seguir o bom caminho.
Aos pobres Espíritos que habitaram outrora a Terra, conferiu Deus a missão de vos esclarecer. Bendito seja Ele, pela graça que nos concede: a de podermos auxiliar o vosso aperfeiçoamento. Que o Espírito Santo me ilumine e ajude a tornar compreensível a minha palavra, outorgando-me o favor de pô-la ao alcance de todos! Oh! vós, encarnados, que vos achais em prova e buscais a luz, que a vontade de Deus venha em meu auxílio para fazê-la brilhar aos vossos olhos!
A humildade é virtude muito esquecida entre vós. Bem pouco seguidos são os exemplos que dela se vos têm dado. Entretanto, sem humildade, podeis ser caridosos com o vosso próximo? Oh! não, pois que este sentimento nivela os homens, dizendo-lhes que todos são irmãos, que se devem auxiliar mutuamente, e os induz ao bem. Sem a humildade, apenas vos adornais de virtudes que não possuís, como se trouxésseis um vestuário para ocultar as deformidades do vosso corpo. Lembrai-vos dAquele que nos salvou; lembrai-vos da sua humildade, que tão grande o fez, colocando-o acima de todos os profetas.
O orgulho é o terrível adversário da humildade. Se o Cristo prometia o reino dos céus aos mais pobres, é porque os grandes da Terra imaginam que os títulos e as riquezas são recompensas deferidas aos seus méritos e se consideram de essência mais pura do que a do pobre. Julgam que os títulos e as riquezas lhes são devidos, pelo que, quando Deus lhos retira, o acusam de injustiça. Oh! irrisão e cegueira! Pois, então, Deus vos distingue pelos corpos? O envoltório do pobre não é o mesmo que o do rico? Terá o Criador feito duas espécies de homens? Tudo o que Deus faz é grande e sábio; não lhe atribuais nunca as idéias que os vossos cérebros orgulhosos engendram.
Ó rico! Enquanto dormes sob dourados tetos, ao abrigo do frio, ignoras que jazem sobre a palha milhares de irmãos teus, que valem tanto quanto tu? Não é teu igual o infeliz que passa fome? Ao ouvires isso, bem o sei, revolta-se o teu orgulho. Concordarás em dar-lhe uma esmola, mas em lhe apertar fraternalmente a mão, nunca. “Pois quê! dirás, eu, de sangue nobre, grande da Terra, igual a este miserável coberto de andrajos! Vã utopia de pseudofilósofos! Se fôssemos iguais, por que o teria Deus colocado tão baixo e a mim tão alto?” É exato que as vossas vestes não se assemelham; mas, despi-vos ambos: que diferença haverá entre vós? A nobreza do sangue, dirás; a química, porém, ainda nenhuma diferença descobriu entre o sangue de um grão-senhor e o de um plebeu; entre o do senhor e o do escravo. Quem te garante que também tu já não tenhas sido miserável e desgraçado como ele? Que também não hajas pedido esmola? Que não a pedirás um dia a esse mesmo a quem hoje desprezas? São eternas as riquezas? Não desaparecem quando se extingue o corpo, envoltório perecível do teu Espírito? Ah! lança sobre ti um pouco de humildade! Põe os olhos, afinal, na realidade das coisas deste mundo, sobre o que dá lugar ao engrandecimento e ao rebaixamento no outro; lembra-te de que a morte não te poupará, como a nenhum homem; que os teus títulos não te preservarão do seu golpe; que ela te poderá ferir amanhã, hoje, a qualquer hora. Se te enterras no teu orgulho, oh! quanto então te lamento, pois bem digno de compaixão serás.
Orgulhosos! Que éreis antes de serdes nobres e poderosos? Talvez estivésseis abaixo do último dos vossos criados. Curvai, portanto, as vossas frontes altaneiras, que Deus pode fazer se abaixem, justo no momento em que mais as elevardes. Na balança divina, são iguais todos os homens; só as virtudes os distinguem aos olhos de Deus. São da mesma essência todos os Espíritos e formados de igual massa todos os corpos. Em nada os modificam os vossos títulos e os vossos nomes. Eles permanecerão no túmulo e de modo nenhum contribuirão para que gozeis da ventura dos eleitos. Estes, na caridade e na humildade é que têm seus títulos de nobreza.
Pobre criatura! és mãe, teus filhos sofrem; sentem frio; têm fome, e tu vais, curvada ao peso da tua cruz, humilhar-te, para lhes conseguires um pedaço de pão! Oh! incli-no-me diante de ti. Quão nobremente santa és e quão grande aos meus olhos! Espera e ora; a felicidade ainda não é deste mundo. Aos pobres oprimidos que nele confiam, concede Deus o reino dos céus.
E tu, donzela, pobre criança lançada ao trabalho, às privações, por que esses tristes pensamentos? Por que choras? Dirige a Deus, piedoso e sereno, o teu olhar: ele dá alimento aos passarinhos; tem-lhe confiança: ele não te abandonará. O ruído das festas, dos prazeres do mundo, faz bater-te o coração; também desejaras adornar de flores os teus cabelos e misturar-te com os venturosos da Terra. Dizes de ti para contigo que, como essas mulheres que vês passar, despreocupadas e risonhas, também poderias ser rica. Oh! cala-te, criança! Se soubesses quantas lágrimas e dores inomináveis se ocultam sob esses vestidos recamados, quantos soluços são abafados pelos sons dessa orquestra rumorosa, preferirias o teu humilde retiro e a tua pobreza. Conserva-te pura aos olhos de Deus, se não queres que o teu anjo guardião para o seu seio volte, cobrindo o semblante com as suas brancas asas e deixando-te com os teus remorsos, sem guia, sem amparo, neste mundo, onde ficarias perdida, a aguardar a punição no outro.
Todos vós que dos homens sofreis injustiças, sede indulgentes para as faltas dos vossos irmãos, ponderando que também vós não vos achais isentos de culpas; é isso caridade, mas é igualmente humildade. Se sofreis pelas calúnias, abaixai a cabeça sob essa prova. Que vos importam as calúnias do mundo? Se é puro o vosso proceder, não pode Deus vo-las compensar? Suportar com coragem as humilhações dos homens é ser humilde e reconhecer que somente Deus é grande e poderoso.
Oh! meu Deus, será preciso que o Cristo volte segunda vez à Terra para ensinar aos homens as tuas leis, que eles olvidam? Terá que de novo expulsar do templo os vendedores que conspurcam a tua casa, casa que é unicamente de oração? E, quem sabe? ó homens! se o não renegaríeis como outrora, caso Deus vos concedesse essa graça! Chamar-lhe-íeis blasfemador, porque abateria o orgulho dos modernos fariseus. É bem possível que o fizésseis perlustrar novamente o caminho do Gólgota.
Quando Moisés subiu ao monte Sinai para receber os mandamentos de Deus, o povo de Israel, entregue a si mesmo, abandonou o Deus verdadeiro. Homens e mulheres deram o ouro e as jóias que possuíam, para que se construísse um ídolo que entraram a adorar. Vós outros, homens civilizados, os imitais. O Cristo vos legou a sua doutrina; deu-vos o exemplo de todas as virtudes e tudo abandonastes, exemplos e preceitos. Concorrendo para isso com as vossas paixões, fizestes um Deus a vosso jeito: segundo uns, terrível e sangüinário; segundo outros, alheado dos interesses do mundo. O Deus que fabricastes é ainda o bezerro de ouro que cada um adapta aos seus gostos e às suas idéias.
Despertai, meus irmãos, meus amigos. Que a voz dos Espíritos ecoe nos vossos corações. Sede generosos e caridosos, sem ostentação, isto é, fazei o bem com humildade. Que cada um proceda pouco a pouco à demolição dos altares que todos ergueram ao orgulho. Numa palavra: sede verdadeiros cristãos e tereis o reino da verdade. Não continueis a duvidar da bondade de Deus, quando dela vos dá ele tantas provas. Vimos preparar os caminhos para que as profecias se cumpram. Quando o Senhor vos der uma manifestação mais retumbante da sua clemência, que o enviado celeste já vos encontre formando uma grande família; que os vossos corações, mansos e humildes, sejam dignos de ouvir a palavra divina que ele vos vem trazer; que ao eleito somente se deparem em seu caminho as palmas que aí tenhais deposto, volvendo ao bem, à caridade, à fraternidade. Então, o vosso mundo se tornará o paraíso terrestre. Mas, se permanecerdes insensíveis à voz dos Espíritos enviados para depurar e renovar a vossa sociedade civilizada, rica de ciências, mas, no entanto, tão pobre de bons sentimentos, ah! então não nos restará senão chorar e gemer pela vossa sorte. Mas, não, assim não será. Voltai para Deus, vosso pai, e todos nós que houvermos contribuído para o cumprimento da sua vontade entoaremos o cântico de ação de graças, agradecendo-lhe a inesgotável bondade e glorificando-o por todos os séculos dos séculos. Assim seja. Lacordaire. (Constantina, 1863.)
4. Reflexões:
4.1. O sermão da montanha - As bem aventuranças
4.2. Bem Aventurados Os Simples - Waldo Vieira / Valerium - Capítulo 1 - Destinos
A árvore generosa eleva-se à beira da estrada.
Os viandantes que passam famintos e exaustos buscam-lhe os frutos.
E, no desvario de suas necessidades, atiram-lhe pedras.
Espancam-na com varas.
Sacodem-lhe os galhos.
Quebram-lhe as grimpas.
Talam-lhe as folhas.
Sufocam-lhe as flores.
Esmagam-lhe os brotos tenros.
Ferem-lhe o tronco.
Mas, a árvore, sem queixa nem revolta, balouçando as frondes, doa, a todos que a maltratam, os frutos substanciosos e opimos de sua própria seiva.
Esse é o seu destino.
Também na estrada da existência onde você vive, transitam os viajores da evolução apresentando múltiplas exigências a lhe rogarem auxílio.
E, na loucura de seus caprichos, atiram-lhe pedras de ingratidão.
Espancam-lhe o nome com as varas da injúria.
Sacodem-lhe o coração a golpes de violência. Quebram-lhe afeições preciosas, usando a calúnia.
Talam-lhe os serviços, com a tesoura da incompreensão.
Sufocam-lhe os sonhos nos gases deletérios da crueldade.
Esmagam-lhe as esperanças com as pancadas da crítica.
Ferem-lhe os ideais com a lâmina da ironia.
A todos, porém, sorrindo fraternalmente, aprenda com a árvore generosa a doar os frutos do próprio esforço, sem revolta e sem queixa.
Espírita, não estranhe se esse é o seu destino.
Quando esteve humanizado entre nós, com amor incomum, esse foi o destino de Jesus, Nosso Mestre.
5. Prece final: Música com os Nonatos - Bem Aventurados São
Evangelho Segundo o Espiritismo - 23/05/2021 (domingo)
1.Harmonização: Música - o bom samaritano - Concafras
2. Prece inicial: É meu pai - Raul Seixas
3. E.S.E. - Cap. XV - Fora da caridade não salvação - De que precisa o espírito pra se salvar - parábola do bom samaritano (item 2)
4. Reflexão I: Parábola do bom samaritano - visão espírita
5. Reflexão II: Lázaro redivivo - Irmão X - caridade (cap. 19)
6. Prece final: Ave Maria da rua - Raul Seixas
7. Complemento: Assistir quando puder - Café com luz - parábola do bom samaritano com Simão Pedro (26 minutos)
1. Harmonização: Música - O bom samaritano - Concafras
2. Prece inicial: É meu pai - Raul Seixas
3. E.S.E. - Cap. XV - Fora da caridade não salvação - De que precisa o espírito pra se salvar - parábola do bom samaritano (item 2)
2. Então, levantando-se, disse-lhe um doutor da lei, para o tentar: Mestre, que preciso fazer para possuir a vida eterna? – Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? Que é o que lês nela?– Ele respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e de todo o teu espírito, e a teu próximo como a ti mesmo. – Disse-lhe Jesus: Respondeste muito bem; faze isso e viverás.
Mas, o homem, querendo parecer que era um justo, diz a Jesus: Quem é o meu próximo? – Jesus, tomando a palavra, lhe diz:
Um homem, que descia de Jerusalém para Jericó, caiu em poder de ladrões, que o despojaram, cobriram de ferimentos e se foram, deixando-o semimorto. – Aconteceu em seguida que um sacerdote, descendo pelo mesmo caminho, o viu e passou adiante. – Um levita, que também veio àquele lugar, tendo-o observado, passou igualmente adiante. – Mas, um samaritano que viajava, chegando ao lugar onde jazia aquele homem e tendo-o visto, foi tocado de compaixão. – Aproximou-se dele, deitou-lhe óleo e vinho nas feridas e as pensou; depois, pondo-o no seu cavalo, levou-o a uma hospedaria e cuidou dele. – No dia seguinte tirou dois denários e os deu ao hospedeiro, dizendo: Trata muito bem deste homem e tudo o que despenderes a mais, eu te pagarei quando regressar.
Qual desses três te parece ter sido o próximo daquele que caíra em poder dos ladrões? – O doutor respondeu: Aquele que usou de misericórdia para com ele. – Então, vai, diz Jesus, e faze o mesmo. (S. LUCAS, 10:25 a 37.)
4. Reflexão I: Parábola do bom samaritano - visão espírita
5. Reflexão II: Lázaro redivivo - Irmão X - caridade
1 Em todos os tempos, há exércitos de criaturas que ensinam a caridade; ( † ) todavia, poucas pessoas praticam-na verdadeiramente.
2 Torquemada, organizando os serviços da Inquisição, dizia-se portador da divina virtude. A caminho de terríveis suplícios, os condenados eram compelidos a agradecer aos verdugos. Muitos deles, em plena fogueira ou atados ao martírio da roda, acicatados pela flagelação da carne, eram obrigados a louvar, de mãos postas, a bondade dos inquisidores que os ordenava morrer. 3 Essa caridade religiosa era irmã da caridade filosófica da Revolução Francesa. A guilhotina funcionou em Paris, muito tempo, cortando cabeças de homens e mulheres em nome da renovação espiritual da política administrativa. Engrandeciam-se verbalmente os ideais da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, compunham-se hinos de glorificação do Grande Ser e erguiam-se altares à Deusa Razão e, para que se fizesse o reajustamento dos princípios humanitários do mundo, a navalha decepava a cabeça do próximo. 4 Os líderes revolucionários, belos idealistas talvez, pugnavam também pela evolução da arte de matar, em França. A forca e o machado eram excessivamente antigos. Convinha um processo mais rápido, mais eficiente. E, em nome da caridade renovadora, procurou-se a colaboração de um professor de anatomia da Faculdade de Medicina de Paris, o médico Joseph Ignace Guillotin, que lembrou aos políticos a adoção da navalha de decapitar, já conhecida, aliás, dos italianos. Na base, colocar-se-ia um cesto que recolhesse piedosamente a cabeça em sangue dos condenados à morte.
5 Desde tempos imemoriais, abusa-se do conceito de virtude na prática de inomináveis desvarios. Os imperadores romanos, por exemplo, determinavam o suplício dos cristãos, em nome da caridade política. E, ainda hoje, em nome dela, em todos os países, por vezes, surgem medidas que clamam aos céus.
6 É por isso que a caridade, antes de tudo, pede compreensão. Não basta entregar os haveres ao primeiro mendigo que surja à porta, para significar a posse da virtude sublime. É preciso entender-lhe a necessidade e ampará-lo com amor. Desembaraçar-se dos aflitos, oferecendo-lhes o supérfluo, é livrar-se dos necessitados, de maneira elegante, com absoluta ausência de iluminação espiritual.
7 A caridade é muito maior que a esmola. Ser caridoso é ser profundamente humano e aquele que nega entendimento ao próximo pode inverter consideráveis fortunas no campo de assistência social, transformar-se em benfeitor dos famintos, mas terá de iniciar, na primeira oportunidade, o aprendizado do amor cristão, para ser efetivamente útil.
8 Calar a tempo, desculpar ofensas, compreender a ignorância dos outros e tolerá-la, sofrer com serenidade pela causa do bem comum, ausentar-se da lamentação, reconhecer a superioridade onde se encontre e aproveitar-lhe as sugestões é exercer o ministério sagrado da divina virtude.
9 Há muita gente habilitada a participar dos sofrimentos do vizinho, mas raras pessoas sabem partilhar-lhe o contentamento. Em frente dos corpos mutilados, ante feridas que sangram e infortúnios angustiosos, ouvem-se exclamações da piedade, mais fingida que verdadeira; entretanto, em torno do bem-estar de um homem honesto e trabalhador, que sacrificou seus melhores anos ao espírito de serviço, comumente caem pedras da calúnia e brotam espinhos da inveja, do ciúme, do despeito.
10 “Caridade, caridade, quantos crimes se cometem no teu nome!” — poderíamos repetir a frase famosa de Madame Roland, referindo-se à liberdade, diante da morte.
11 Frei Bartolomeu dos Mártires, o santo arcebispo de Braga, certa vez foi visitado por um fidalgo que lhe pediu a aplicação dos dinheiros da Igreja na construção de uma nova e suntuosa basílica destinada à aristocracia da velha cidade portuguesa. Teria capitéis dourados, luxuosos altares, torres maravilhosas e naves resplandecentes.
12 O generoso eclesiástico ouviu, em silêncio, recordou as fileiras de necessitados que lhe batiam diariamente às portas, castigados pela nudez e pela fome, e pediu tempo a fim de estudar o assunto.
13 Continuava a distribuir os bens que lhe vinham às mãos, em obras de socorro, ante as necessidades prementes da pobreza que lhe buscava o coração e, mensalmente, lá vinha o amigo, renovando o petitório.
Braga necessitava de um templo novo e amplo, cheio de arte, beleza e pedrarias.
14 O prelado rogava sempre mais tempo para decidir, até que, um dia, resolveu ser mais claro e, depois de ouvir pacientemente a ovelha atacada pela mania de grandezas, respondeu com serenidade cristã:
— Não sei como atender as exigências de Vossa Senhoria. Quando o diabo tentou Nosso Senhor Jesus-Cristo, pediu-lhe transformasse as pedras em pães. ( † ) Veja lá que era uma obra meritória que Satanás esperava do divino poder, mas Vossa Senhoria faz muito pior que o demônio, pois vem reclamar sempre para que os pães dos pobres se convertam em pedras.
15 Como o fidalgo de Braga, há muita gente sedenta de dominação que não realiza senão obras exclusivistas do “eu”, ao invés de serviços da benemerência legítima.
16 Fora da caridade não existe, efetivamente, salvação para os que perderam a luz. O manto dessa virtude sublime cobre a multidão dos pecados, conforme o ensinamento evangélico. Entretanto, em todas as ocasiões, é preciso muito discernimento para que o nosso coração não transforme os pães da possibilidade divina em pedras da vaidade humana.
Irmão X (Humberto de Campos)
6. Prece final: Ave Maria da rua - Raul Seixas
7. Complemento: Assistir quando puder - Café com luz - parábola do bom samaritano com Simão Pedro (26 minutos)
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 22/05/2021 (sábado)
1. Harmonização e Prece inicial - Fala em paz –Calma – Emmanuel/Chico Xavier - Orações Diárias
2. ESE - Cap. IX – Bem aventurados os que são brandos e pacíficos - A Paciência - (item 7)
3. Livro dos Espíritos - Felicidade e infelicidade relativa - Questões 920 e 924
4. Prece final – Joanna de Ângelis
1. Harmonização e Prece inicial - Fala em paz –Calma – Emmanuel/Chico Xavier - Orações Diárias
2. ESE - Cap. IX – Bem aventurados os que são brandos e pacíficos - A Paciência - (item 7)
A Paciência
7 – A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos. Não vos aflijais, portanto, quando sofrerdes, mas, pelo contrário, bendizei a Deus todo poderoso, que vos marcou com a dor neste mundo, para a glória no céu.
Sede paciente, pois a paciência é também caridade, e deveis praticar a lei de caridade, ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil de todas. Mas há uma bem mais penosa, e consequentemente bem mais meritória, que é a de perdoar os que Deus colocou em nosso caminho para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência.
A vida é difícil, bem o sei, constituindo-se de mil bagatelas que são como alfinetadas e acabam por nos ferir. Mas é necessário olhar para os deveres que nos são impostos, e para as consolações e compensações que obtemos, pois então veremos que as bênçãos são mais numerosas que as dores. O fardo parece mais leve quando olhamos para o alto, do que quando curvamos a fronte para a terra.
Coragem, amigos: o Cristo é o vosso modelo. Sofreu mais que qualquer um de vós, e nada tinham de que se acusar, enquanto tendes a expiar o vosso passado e de fortalecer-vos para o futuro. Sede, pois, paciente, sede cristãos: esta palavra resume tudo.
Um espírito amigo (Havre, 1862)
3. Livro dos Espíritos - Felicidade e infelicidade relativa - Questões 920 e 924
920.Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra?
“Não, por isso que a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra.”
924.Há males que independem da maneira de proceder do homem e que atingem mesmo os mais justos. Nenhum meio terá ele de os evitar?
“Deve resignar-se e sofrê-los sem murmurar, se quer progredir. Sempre, porém, lhe é dado haurir consolação na própria consciência, que lhe proporciona a esperança de melhor futuro, se fizer o que é preciso para obtê-lo.”
4. Prece final – Joanna de Ângelis
"Não penses mal de ninguém, mesmo que provocado através de palavras ásperas e gestos vulgares.
Revestido de compaixão, compreenderás que o outro está enfermo e não cultivarás pensamentos de animosidade ou revide para com ele.
O mal somente produz resultados quando aceito por aquele contra o qual é dirigido."
Joanna de Ângelis
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 21/05/2021 (sexta)
1. Harmonização: Monte Castelo – Se eu falasse a língua dos homens - Renato Russo
2. Prece inicial: Prece de Luz
3. E.S.E.: Cap. XV - Fora da caridade não há salvação - Necessidade de caridade, segundo S. Paulo (itens 6 e 7)
4. Reflexão: Ciência e Amor – Cap. 152 - Do livro Caminho Verdade e Vida - Chico Xavier/Emmanuel
5. Musica de Encerramento: Musica Espirita - Somente o Amor- Joaquim Gomes
6. Prece final: Prece do amor - Chico Xavier – Emmanuel
1. Harmonização: Monte Castelo – Se eu falasse a língua dos homens - Renato Russo
2. Prece inicial: Prece de Luz
3. E.S.E.: Cap. XV - Fora da caridade não há salvação - Necessidade de caridade, segundo S. Paulo (itens 6 e 7)
Necessidade de caridade, segundo S. Paulo
6. Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; – ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. – E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.
A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; – não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade (S. PAULO, 1ª Epístola aos Coríntios, 13:1 a 7 e 13.)
7. De tal modo compreendeu S. Paulo essa grande verdade, que disse: Quando mesmo eu tivesse a linguagem dos anjos; quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios; quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Dentre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade. Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé. É que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença particular.
Faz mais: define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.
4. Reflexão: Ciência e Amor – Cap. 152 - Do livro Caminho Verdade e Vida - Chico Xavier/Emmanuel
“A ciência incha, mas o amor edifica.” — PAULO (1 Coríntios, 8.1)
A ciência pode estar cheia de poder, mas só o amor beneficia. A ciência, em todas as épocas, conseguiu inúmeras expressões evolutivas. Vemo-la no mundo, exibindo realizações que pareciam quase inatingíveis. Máquinas enormes cruzam os ares e o fundo dos oceanos. A palavra é transmitida, sem fios, a longas distâncias. A imprensa difunde raciocínios mundiais. Mas, para essa mesma ciência pouco importa que o homem lhe use os frutos para o bem ou para o mal. Não compreende o desinteresse, nem as finalidades santas.
O amor, porém, aproxima-se de seus labores e retifica-os, conferindo-lhe a consciência do bem. Ensina que cada máquina deve servir como utilidade divina, no caminho dos homens para Deus, que somente se deveria transmitir a palavra edificante como dádiva do Altíssimo, que apenas seria justa a publicação dos raciocínios elevados para o esforço redentor das criaturas.
Se a ciência descobre explosivos, esclarece o amor quanto à utilização deles na abertura de estradas que liguem os povos; se a primeira confecciona um livro, ensina o segundo como gravar a verdade consoladora. A ciência pode concretizar muitas obras úteis, mas só o amor institui as obras mais altas. Não duvidamos de que a primeira, bem interpretada, possa dotar o homem de um coração corajoso; entretanto, somente o segundo pode dar um coração iluminado.
O mundo permanece em obscuridade e sofrimento, porque a ciência foi assalariada pelo ódio, que aniquila e perverte, e só alcançará o porto de segurança quando se render plenamente ao amor de Jesus-Cristo.
Emmanuel
5. Musica de Encerramento: Musica Espirita - Somente o Amor- Joaquim Gomes
6. Prece final: Prece do amor- Chico Xavier – Emmanuel
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 20/05/2021 (quinta)
1. Harmonização e Prece inicial - Oração para a Paciência - site Fé com Virtudes – Padre Paulo
2. ESE - Cap. IX – Bem aventurados os que são brandos e pacíficos - A Paciência - (item 7)
3. Reflexão – Paciência - O Consolador - revista semanal espírita - Guaraci de Lima Silveira - www.oconsolador.com.br
4. Prece final – Prece espontânea - Ana Inácio
1. Harmonização e Prece inicial - Oração para a paciência - site Fé com Virtudes – Padre Paulo
Oração para a paciência
“Jesus, manso e humilde de coração, recorro a vós para que eu seja cada vez mais manso e paciente.”
Vós, que soubestes suportar com imensa serenidade todas as dores e contrariedades da vossa vida, ajudai-me a seguir os vossos passos. Vós, que, no alto da cruz, padecendo o maior suplício humano não abristes a boca para manifestar nenhuma queixa, ensinai-me a abraçar as cruzes da minha vida com ânimo sereno.
Senhor, dai-me a paciência:
– para saber suportar com serenidade a dor;
– para saber suportar com ânimo sereno os defeitos e as limitações das pessoas que conheço;
– para levar com alegria uma doença;
– para saber suportar serenamente o excesso de trabalho e a falta de tempo;
– para saber suportar com ânimo sereno todas as demoras de soluções importantes que estou aguardando;
– para saber suportar com galhardia todos os tipos de contrariedades que possam sobrevir na minha vida.
Senhor, ajudai-me:
– a perceber que, por trás de toda dor e de todo sofrimento, está a vossa mão amorosa desejando lapidar a minha alma para torná-la mais semelhante à vossa;
– a perceber que a cruz me amadurece, me torna mais rico, mais capaz de suportar os grandes reveses desta vida;
– a entender que a cruz não faz vítimas, mas faz santos;
– a compreender que, por outro lado, ao não saber carregá-la, me torno imaturo, infeliz, vazio e frágil; perco a alegria e a paz e tiro a alegria e a paz das pessoas que vivem à minha volta.
Senhor, que eu nunca me esqueça também de que a paciência é fruto do Espírito Santo. Portanto, peço a vós, Espírito Santo, que me ajudeis a crescer a cada dia nessa virtude, cujos frutos são incontáveis.
Assim seja! Amém!”
2. ESE - Cap. IX – Bem aventurados os que são brandos e pacíficos - A Paciência - (item 7)
7 – A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos. Não vos aflijais, portanto, quando sofrerdes, mas, pelo contrário, bendizei a Deus todo poderoso, que vos marcou com a dor neste mundo, para a glória no céu.
Sede paciente, pois a paciência é também caridade, e deveis praticar a lei de caridade, ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil de todas. Mas há uma bem mais penosa, e consequentemente bem mais meritória, que é a de perdoar os que Deus colocou em nosso caminho para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência.
A vida é difícil, bem o sei, constituindo-se de mil bagatelas que são como alfinetadas e acabam por nos ferir. Mas é necessário olhar para os deveres que nos são impostos, e para as consolações e compensações que obtemos, pois então veremos que as bênçãos são mais numerosas que as dores. O fardo parece mais leve quando olhamos para o alto, do que quando curvamos a fronte para a terra.
Coragem, amigos: o Cristo é o vosso modelo. Sofreu mais que qualquer um de vós, e nada tinham de que se acusar, enquanto tendes a expiar o vosso passado e de fortalecer-vos para o futuro. Sede, pois, paciente, sede cristãos: esta palavra resume tudo.
Um espírito amigo (Havre, 1862)
3. Reflexão – Paciência - O Consolador - revista semanal espírita - Guaraci de Lima Silveira - www.oconsolador.com.br
Paciência
“Aquele que conquistou a paciência conquistou a si mesmo.” - Emmanuel
Que significa a palavra Paciência? Pode ser a junção de duas outras: Paz + Ciência. Concordam?
PAZ: é geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações ou agitação. Derivada do latim Pacem = Absentia Belli, pode referir-se à ausência deviolência ou guerra.
CIÊNCIA: Em sentido amplo, ciência (do Latim scientia, significando "conhecimento") refere-se a qual
quer conhecimento ou prática sistemática.
Podemos definir Paciência com sendo um estado calmo e tranquilo, sem perturbações ou agitações pelo conhecimento das causas que nos rodeiam ou nos visitam.
Assim, quem está sob a ação de um problema qualquer deve antes conhecer o problema, sua origem e as soluções a serem impetradas. Para isto terá que ter Paciência, ou seja, agir num estado calmo e tranquilo, sem perturbações ou agitações. Isto pelo conhecimento prévio das causas que nos rodeiam ou nos visitam.
Normalmente somos perturbados por enfermidades ou por situações adversas de relacionamentos familiares, conjugais ou sociais. É necessário entender que ninguém é vitima de coisa alguma. Tudo o que nos ocorre tem uma necessidade e um tempo de duração.
Por exemplo, uma enfermidade. Elas são necessárias para drenar nossas mentes de atos infelizes praticados em outras encarnações ou mesmo nesta. Tudo o que fazemos fica arquivado em nossa mente. Se for uma atitude boa servirá para expandir a centelha divina que existe em cada um de nós; se for uma atitude maldosa terá que ser expurgada da mente, o que normalmente acontece através das enfermidades. A paciência funciona como um estado superior de consciência para superar a dor e a alteração tanto física, quanto psíquica. Há também a dor evolução que se caracteriza por um estado em que o Espírito passa por um processo de esforço, gerando ou não algum tipo de desconforto, para adquirir outro estágio. Conforme nos diz o Instrutor Druso no livro Ação e Reação, de André Luiz, psicografado pelo Chico Xavier.
No caso de Pessoas e/ou situações, a causa é sempre a mesma assinalada acima. Daí a Paciência para que as questões se resolvam. Uma vez resolvidas, a própria vida dá o encaminhamento; ou nos afasta da pessoa ou situação, ou nos resolvemos com ambas.
Nas Leis Naturais está escrito que “a cada um será dado de acordo com sua obra”. Assim vamos colhendo nossos plantios.
A Doutrina Espírita nos capacita a agir com tranquilidade. Devemos usar os ensinamentos que ela nos proporciona, bem como da oração e não da reza. Rezar significa repetir decoradamente o que outro escreveu. Orar é o pedido, a palavra, o louvor ou o agradecimento que parte de cada coração. Na espiritualidade todas as nossas orações são ouvidas, catalogadas, e providenciado o atendimento, tudo de acordo com o mérito de cada um.
Mais uma vez a Paciência entra em ação:
Ter tranquilidade para esperar porque se tem o conhecimento da causa. Assim, antes de se revoltar, xingar, agredir, é bom pensar. Colocar-se como filho (a) de Deus sublimemente protegido por Ele que não desampara ninguém.
Quer melhorar de vida? Trabalhe e aguarde em paz.
Quer se curar? Medique-se física e espiritualmente e aguarde em paz.
Quer conseguir um bom emprego? Esforce-se e aguarde em paz.
Paz é a melhor ciência para se vencer na vida. Em seu livro Agenda Cristã, André Luiz nos diz, no capítulo 29: “A Paciência não é vitral gracioso para as suas horas de lazer. É amparo destinado aos obstáculos”. Daí que ser paciente é ser altivo conhecedor dos processos que qualificamos como dolorosos ou difíceis. Também Emmanuel, no livro Encontro Marcado, nos dá sua sempre valiosa contribuição: “Paciência, em verdade, é perseverar na edificação do bem, a despeito das arremetidas do mal, e prosseguir corajosamente cooperando com ela e junto dela, quando nos seja mais fácil desistir”.
Quantos buscam as vias do suicídio direto por não terem a vontade de persistir um tanto mais. Deixam o corpo físico em lastimáveis situações. Buscam a morte e encontram a vida e, agora, numa projeção diferente e em perspectivas dolorosas. Tudo por não aguardarem em paz um pouco mais. A cada minuto no Brasil e no mundo centenas de pessoas eliminam o próprio corpo. Os órgãos de saúde e bem-estar questionam o porquê destas ações. Há sempre uma história, mas na síntese podemos afirmar que, se aguardassem um pouco mais, esses irmãos e irmãs não cometeriam tal desatino.
“Paciência é o poder que nos traz o reino da felicidade.” Encontramos essa joia no livro Entre Irmãos de Outras Terras, ditado por Espíritos Diversos a Chico Xavier e Waldo Vieira e editado pela FEB em 2004.
“A verdadeira paciência é sempre uma exteriorização da alma que realizou muito amor em si mesmo, para dá-lo a outrem, na exemplificação.” Eis o que encontramos na questão 254 do livro O Consolador, de Emmanuel. Notamos que o tema é intensamente estudado na espiritualidade por se constituir numa alavanca poderosa para o domínio do Espírito sobre forças contrárias que atuam em si mesmo.
A vitória no bem será sempre apanágio de almas virtuosas que encontram forças para atingir seus objetivos de níveis superiores. A Paciência será sempre a amiga a cantarolar hinos de glórias enquanto persistimos.
4. Prece final – Prece espontânea - Ana Inácio
Senhor neste momento agradeço a graça que acabo de receber, fazendo este estudo percebi quando preciso da sua ajuda, pois ainda me falta muito para alcançar a sonhada paciência.
Obrigada Jesus por mais esta oportunidade, como sempre na melhor hora.
Gratidão
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 19/05/2021 (quarta)
1. Harmonização e Prece inicial: Passe virtual - Letra Espírita
2. E.S.E. - Cap. III - Há muitas moradas na casa de meu pai - Diferentes estados da alma na erraticidade (item 2)
3. Livro dos Espíritos - Questão 266 e comentário do espírito Miramez
4. Reflexão I: Se o futuro fosse hoje - Haroldo Dutra
5. Reflexão II: De ânimo forte - cap. 31 - Vinha de Luz - Emmanuel / Chico Xavier
6. Prece final: Tudo passa - Chico Xavier na voz de Jorge Carlos
1. Harmonização e Prece inicial: Passe virtual - Letra Espírita
2. E.S.E. - Cap. III - Há muitas moradas na casa de meu pai
Diferentes estados da alma na erraticidade (item 2)
2. A casa do Pai é o universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos.
Independentemente da diversidade dos mundos, essas palavras de Jesus também podem referir-se ao estado venturoso ou desgraçado do Espírito na erraticidade. Conforme se ache este mais ou menos depurado e desprendido dos laços materiais, variarão ao infinito o meio em que ele se encontre, o aspecto das coisas, as sensações que experimente, as percepções que tenha. Enquanto uns não se podem afastar da esfera onde viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos; enquanto alguns Espíritos culpados erram nas trevas, os bem-aventurados gozam de resplandecente claridade e do espetáculo sublime do infinito; finalmente, enquanto o mau, atormentado de remorsos e pesares, muitas vezes insulado, sem consolação, separado dos que constituíam objeto de suas afeições, pena sob o guante dos sofrimentos morais, o justo, em convívio com aqueles a quem ama, frui as delícias de uma felicidade indizível. Também nisso, portanto, há muitas moradas, embora não circunscritas, nem localizadas.
3. Livro dos Espíritos - Questão 266 e comentário do espírito Miramez
Parte Segunda - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos
CAPÍTULO VI - DA VIDA ESPÍRITA
Escolha das provas
266. Não parece natural que se escolham as provas menos dolorosas?
“Pode parecer-vos a vós; ao Espírito, não. Logo que este se desliga da matéria, cessa toda ilusão e outra passa a ser a sua maneira de pensar.”
Comentário do espírito Miramez
DESAFIO DAS PROVAS
O Espírito, quando se encontra na erraticidade, não pensa em provas fáceis, principalmente o que já se acha desperto para a luz do entendimento. Ele vê seu caminho cheio de lutas e deseja lutar; reconhece que as coisas fáceis lhe trazem dificuldades inúmeras, capazes de lhe fazer voltar às tarefas terrenas para recomeçar de novo, enquanto quase todos que carregam o peso da carne já têm outros pensamentos, querendo ficar livres de todas as provas, e se lhes fosse dado escolher, já não escolheriam o que escolheram quando desencarnados, por estar a sua visão vedada pela baixa vibração como encarnado.
O Espiritismo veio abrir os olhos dos que caminham, influenciando-os de maneira a suportarem com paciência todos os entraves da carne, por saberem que se encontram na escala com amplas possibilidades de libertação, conhecendo as verdades espirituais. As mais difíceis nos entregam, com profundidade, lições valiosas. Já as muito fáceis, são motivos de variados escândalos.
Quando a alma se encontra na carne, somente vê nas provas ideias negativas e, por vezes, sentem-se como grandes devedores, mas essa não é a realidade; são processos de despertamento espiritual necessários ao progresso de todos que assumiram compromissos, no mundo da verdade, para ganharem mais depressa a tranquilidade de consciência.
Quantos escolheram, quando no mundo dos Espíritos, a lepra e, às vezes, junto com ela a pobreza e outros infortúnios parecidos, e derramaram lágrimas e mais lágrimas sentindo-se só no mundo pelo abandono dos seus queridos familiares, surgindo até a revolta!? Entretanto, ao retornarem à pátria espiritual, deram graças a Deus pelas chagas que lhes ajudaram a se libertar das paixões e de outros entraves à moral evangélica em seus corações!
Sabemos que não é fácil suportar com coragem determinadas provas; para tanto, temos as nossas experiências, e elas nos recomendam que procuremos como exemplos os grandes personagens que estiveram no mundo físico para dar testemunhos, como que a ajudarem os homens a terem fé na vitória do Espírito. As provas fáceis são para as almas fracas, pois o fardo pesa de acordo com as forças. Necessário se faz que tenhamos bom ânimo, em todos os aspectos da vida, que mãos espirituais de mais alta elevação se encontram assistindo a humanidade, por ordem de Deus. O Cristo não se esquece de ninguém.
Quanto mais sofrermos com coragem e fé, mais perto nos encontraremos das bem-aventuranças. A luz é para todos os que desejam conquistá-la. As portas largas são para os que ignoram as verdades eternas, e as estreitas para os sábios de entendimentos. Quanto mais se desprende da matéria, mais alegria se deve ter, ombreando o fardo da carne.
Os caminhos que devem despertar as qualidades espirituais mais elevadas são os do amor e da caridade, onde o Cristo se encontra mais visível. Aí é que devemos permanecer, lutando com Ele. Para certos Espíritos, logo que se desligam da matéria, cessa toda a sua ilusão, no que se refere às paixões mundanas e eles entregam as suas mãos para se movimentarem com as mãos de Jesus.
Concitamos a todos os nossos companheiros que se encontram ligados à Terra que não esmoreçam nas provas pois nada são, diante da felicidade que gozarão na eternidade, quando se tornarem livres pelo conhecimento da verdade.
4. Reflexão I: Se o futuro fosse hoje - Haroldo Dutra
5. Reflexão II: De ânimo forte - cap. 31 - Vinha de Luz - Emmanuel / Chico Xavier
“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação.” — PAULO (II Timóteo, 1.7)
1 Não faltam recursos de trabalho espiritual a todo irmão que deseje reerguer-se, aprimorar-se, elevar-se.
2 Lacunas e necessidades, problemas e obstáculos desafiam o espírito de serviço dos companheiros de fé, em toda parte.
3 A ignorância pede instrutores, a dor reclama enfermeiros, o desespero suplica orientadores.
4 Onde, porém, os que procuram abraçar o trabalho por amor de servir?
5 Com raras exceções, observamos, na maioria das vezes, a fuga, o pretexto, o retraimento.
6 Aqui, há temor de responsabilidade; ali, receios da crítica; acolá, pavor de iniciativa a benefício de todos.
7 Como poderá o artista fazer ouvir a beleza da melodia se lhe foge o instrumento?
8 Nesse caso, temos em Jesus o artista divino e em nós outros, encarnados e desencarnados, os instrumentos d’Ele para a eterna melodia do bem no mundo.
9 Se algemamos o coração ao medo de trabalhar em benefício coletivo, como encontrar serviço feito que tranquilize e ajude a nós mesmos? como recolher felicidade que não semeamos ou amealhar dons de que nos afastamos suspeitosos?
10 Onde esteja a possibilidade de sermos úteis, avancemos, de ânimo forte, para a frente, construindo o bem, ainda que defrontados pela ironia, pela frieza ou pela ingratidão, porque, conforme a palavra iluminada do apóstolo aos gentios, “Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação”.
Emmanuel
6. Prece final: Tudo passa - Chico Xavier na voz de Jorge Carlos
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 18/05/2021 (Terça)
1. Harmonização e Prece inicial : Vacinas da Alma- André Luiz/ Haroldo Dutra - Orações Diárias
2. E.S.E. : Cap. XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita - Instruções dos Espíritos - A piedade (item 17)
3. Reflexão: Piedade - Cap. 107 - Do Livro Pão Nosso - Emmanuel/Chico Xavier
4. Prece final: Alegria - Mensagem na voz de Chico Xavier - Meimei
1. Harmonização e Prece inicial : Vacinas da Alma- André Luiz/ Haroldo Dutra - Orações Diárias
2. E.S.E. : Cap. XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita - Instruções dos Espíritos - A piedade (item 17)
A piedade
17. A piedade é a virtude que mais vos aproxima dos anjos; é a irmã da caridade, que vos conduz a Deus. Ah! deixai que o vosso coração se enterneça ante o espetáculo das misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes. Vossas lágrimas são um bálsamo que lhes derramais nas feridas e, quando, por bondosa simpatia, chegais a lhes proporcionar a esperança e a resignação, que encanto não experimentais! Tem um certo amargor, é certo, esse encanto, porque nasce ao lado da desgraça; mas, não tendo o sabor acre dos gozos mundanos, também não traz as pungentes decepções do vazio que estes últimos deixam após si. Envolve-o penetrante suavidade que enche de júbilo a alma. A piedade, a piedade bem sentida é amor; amor é devotamento; devotamento é o olvido de si mesmo e esse olvido, essa abnegação em favor dos desgraçados, é a virtude por excelência, a que em toda a sua vida praticou o divino Messias e ensinou na sua doutrina tão santa e tão sublime.
Quando esta doutrina for restabelecida na sua pureza primitiva, quando todos os povos se lhe submeterem, ela tornará feliz a Terra, fazendo que reinem aí a concórdia, a paz e o amor.
O sentimento mais apropriado a fazer que progridais, domando em vós o egoísmo e o orgulho, aquele que dispõe vossa alma à humildade, à beneficência e ao amor do próximo, é a piedade! piedade que vos comove até às entranhas à vista dos sofrimentos de vossos irmãos, que vos impele a lhes estender a mão para socorrê-los e vos arranca lágrimas de simpatia. Nunca, portanto, abafeis nos vossos corações essas emoções celestes; não procedais como esses egoístas endurecidos que se afastam dos aflitos, porque o espetáculo de suas misérias lhes perturbaria por instantes a existência álacre. Temei conservar-vos indiferentes, quando puderdes ser úteis. A tranqüilidade comprada à custa de uma indiferença culposa é a tranqüilidade do mar Morto, no fundo de cujas águas se escondem a vasa fétida e a corrupção.
Quão longe, no entanto, se acha a piedade de causar o distúrbio e o aborrecimento de que se arreceia o egoísta! Sem dúvida, ao contacto da desgraça de outrem, a alma, voltando-se para si mesma, experimenta um confrangimento natural e profundo, que põe em vibração todo o ser e o abala penosamente. Grande, porém, é a compensação, quando chegais a dar coragem e esperança a um irmão infeliz que se enternece ao aperto de uma mão amiga e cujo olhar, úmido, por vezes, de emoção e de reconhecimento, para vós se dirige docemente, antes de se fixar no Céu em agradecimento por lhe ter enviado um consolador, um amparo. A piedade é o melancólico, mas celeste precursor da caridade, primeira das virtudes que a tem por irmã e cujos benefícios ela prepara e enobrece. – Miguel. (Bordéus, 1862.)
3. Reflexão: Piedade - Cap. 107 - Do Livro Pão Nosso - Emmanuel/Chico Xavier
“Mas é grande ganho a piedade com contentamento.” — PAULO (1 Timóteo, 6.6)
Fala-se muito em piedade na Terra, todavia, quando assinalamos referências a semelhante virtude, dificilmente discernimos entre compaixão e humilhação.
— Ajudo, mas este homem é um viciado.
— Atenderei, entretanto, essa mulher é ignorante e má.
— Penalizo-me, contudo, esse irmão é ingrato e cruel.
— Compadeço-me, todavia, trata-se de pessoa imprestável.
Tais afirmativas são reiteradas a cada passo por lábios que se afirmam cristãos.
Realmente, de maneira geral, só encontramos na Terra essa compaixão de voz macia e mãos espinhosas.
Deita mel e veneno.
Balsamiza feridas e dilacera-as.
Estende os braços e cobra dívidas de reconhecimento.
Socorre e espanca.
Ampara e desestimula.
Oferece boas palavras e lança reptos hostis.
Sacia a fome dos viajores da experiência com pães recheados de fel.
A verdadeira piedade, no entanto, é filha legítima do amor.
Não perde tempo na identificação do mal. Interessa-se excessivamente no bem para descurar-se dele em troca de ninharias e sabe que o minuto é precioso na economia da vida.
O Evangelho não nos fala dessa piedade mentirosa, cheia de ilusões e exigências. Quem revela energia suficiente para abraçar a vida cristã, encontra recursos de auxiliar alegremente. Não se prende às teias da crítica destrutiva e sabe semear o bem, fortificar-lhe os germens, cultivar-lhe os rebentos e esperar-lhe a frutificação.
Diz-nos Paulo que a “piedade com contentamento é grande ganho” para a alma e, em verdade, não sabemos de outra que nos possa trazer prosperidade ao coração.
Emmanuel
4. Prece final: Alegria - Mensagem na voz de Chico Xavier - Meimei
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 17/05/2021 (Segunda)
1. Prece inicial espontânea - música Bem Aventurados os Aflitos - Marielza Tiscate
2. E.S.E. : Capítulo V - Bem Aventurados os Aflitos (itens 1 a 3)
3. Reflexões:
3.1 - Bem aventurados os Aflitos - Roberto Magalhães - Canal FEESP
3.2 - O Remédio Justo – cap. 9 - Do Livro da Esperança – Emmanuel/Chico Xavier
3.3 - Bem aventurados os que sofrem - Haroldo Dutra Dias
4. Prece final: Prece dos aflitos por Abigail - Obra "Paulo e Estevão"
1. Prece inicial espontânea - música Bem Aventurados os Aflitos - Marielza Tiscate
2. E.S.E - Capítulo V - Bem Aventurados os Aflitos (itens 1 a 3)
1. Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. – Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. – Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (S. MATEUS, 5:4, 6 e 10.)
2. Bem-aventurados vós, que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. – Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. – Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. (S. LUCAS, 6:20 e 21.)
Mas, ai de vós, ricos! que tendes no mundo a vossa consolação. – Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. – Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, 6:24 e 25.)
3. Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contrassenso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz. É, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.
3. Reflexões:
3.1. Bem aventurados os Aflitos - Roberto Magalhães - Canal FEESP
3.2 . O Remédio Justo – cap. 9 - Do Livro da Esperança – Emmanuel/Chico Xavier
“Bem-aventurados os que choram porque serão consolados.” — JESUS (Mateus, 5.5)
“Por estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados”, Jesus aponta a compensação que hão de ter os que sofrem e a resignação que leva o padecente a bendizer do sofrimento, como prelúdio da cura.” — (Cap. V, 12)
Perguntas, muitas vezes, pela presença dos Espíritos guardiães, quando tudo indica que forças contrárias às tuas noções de segurança e conforto, comparecem, terríveis, nos caminhos terrestres.
Desastres, provações, enfermidades e flagelos inesperados arrancam-te indagações aflitivas. Onde os amigos desencarnados que protegem as criaturas?
Como não puderam prevenir certos transes que te parecem desoladoras calamidades?
Se aspiras, no entanto, a conhecer a atitude moral dos Espíritos benfeitores, diante dos padecimentos desse matiz, consulta os corações que amam verdadeiramente na Terra.
Ausculta o sentimento das mães devotadas que bendizem com lágrimas as grades do manicômio para os filhos que se desvairaram no vício, de modo a que não se transfiram da loucura à criminalidade confessa.
Ouve os gemidos de amargura suprema dos pais amorosos que entregam os rebentos do próprio sangue no hospital, para que lhes seja amputado esse ou aquele membro do corpo, a fim de que a moléstia corruptora, a que fizeram jus pelos erros do passado, não lhes abrevie a existência.
Escuta as esposas abnegadas, quando compelidas a concordarem chorando com os suplícios do cárcere para os companheiros queridos, evitando-se-lhes a queda em fossas mais profundas de delinquência.
Perquire o pensamento dos filhos afetuosos, ao carregarem, esmagados de dor, os pais endividados em doenças infecto-contagiosas, na direção das casas de isolamento, a fim de que não se convertam em perigo para a comunidade.
Todos eles trocam as frases de carinho e os dedos veludosos pelas palavras e pelas mãos de guardas e enfermeiros, algumas vezes desapiedados e frios, embora continuem mentalmente jungidos aos seres que mais amam, orando e trabalhando para que lhes retornem ao seio.
Quando vejas alguém submetido aos mais duros entraves, não suponhas que esse alguém permaneça no olvido, por parte dos benfeitores espirituais que lhe seguem a marcha.
O amor brilha e paira sobre todas as dificuldades, à maneira do sol que paira e brilha sobre todas as nuvens.
Ao invés de revolta e desalento, oferece paz e esperança ao companheiro que chora, para que, à frente de todo mal, todo o bem prevaleça.
Isso porque onde existem almas sinceras, à procura do bem, o sofrimento é sempre o remédio justo da vida para que, junto delas, não suceda o pior.
Emmanuel
3.3. Bem aventurados os que sofrem - Haroldo Dutra Dias
4. Prece final: Prece dos aflitos por Abigail - Obra "Paulo e Estevão"
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 16/05/2021 (domingo)
1. Harmonização I: Me ensina - Coral Solluz
2. Prece inicial: espontânea
3. E.S.E. - Capítulo XXV - Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará (itens 3 a 5)
4. Reflexão: Ajuda-te, que o céu te ajudará
5. Prece final: espontânea
6. Harmonização II: Me diga - Coral Solluz
1. Harmonização I: Me ensina - Coral Solluz
2. Prece inicial: espontânea
3. E.S.E. - Capítulo XXV - Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará (itens 3 a 5)
4. Reflexão: Ajuda-te, que o céu te ajudará
Narra-se que um sábio caminhava com os discípulos por uma estrada tortuosa, quando encontraram um homem piedoso que, ajoelhado, rogava a Deus que o auxiliasse a tirar seu carro do atoleiro.
Todos olharam o devoto, sensibilizaram-se e prosseguiram.
Alguns quilômetros à frente, havia um outro homem que tinha, igualmente, o carro atolado num lodaçal. Esse, porém, esbravejava reclamando, mas tentava com todo empenho liberar o veículo.
Comovido, o sábio propôs aos discípulos ajudá-lo.
Reuniram todas as forças e conseguiram retirar o transporte do atoleiro. Após os agradecimentos, o viajante se foi feliz.
Os aprendizes surpresos, indagaram ao mestre: Senhor, o primeiro homem orava, era piedoso e não o ajudamos. Este, que era rebelde e até praguejava, recebeu nosso apoio. Por quê?
Sem perturbar-se, o nobre professor respondeu: Aquele que orava, aguardava que Deus viesse fazer a tarefa que a ele competia. O outro, embora desesperado por ignorância, empenhava-se, merecendo auxílio.
* * *
Muitos de nós costumamos agir como o primeiro viajante. Diante das dificuldades, que nos parecem insolúveis, acomodamo-nos, esperando que Deus faça a parte que nos cabe para a solução do problema.
Nós podemos e devemos empregar esforços para melhorar a situação em que nos encontramos.
Há pessoas que desejam ver os obstáculos retirados do caminho por mãos invisíveis, esquecidas de que esses obstáculos, em sua maioria, foram ali colocados por nós mesmos, cabendo-nos agora, a responsabilidade de retirá-los.
Alguns se deixam cair no amolentamento, alegando que a situação está difícil e que não adianta lutar.
Outros não dispõem de perseverança, abandonando a luta após ligeiros esforços.
Com propriedade afirma a sabedoria popular que pedra que rola não cria limo, sugerindo alteração de rota, movimento, dinamismo, realização.
Não basta pedir ajuda a Deus, é preciso buscar, conforme o ensino de Jesus: Buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á.
Devemos, portanto, fazer a nossa parte que Deus nos ajudará no que não estiver ao nosso alcance resolver.
* * *
Seria ideal que, sem reclamar e pensando corretamente, fizéssemos esforços para retirar do atoleiro o carro da nossa existência, a fim de seguirmos adiante felizes, com coragem e disposição. Confiantes de que Deus sustentará as nossas forças para que possamos triunfar.
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita. Em 22.04.2009.
5. Prece final: espontânea
6. Harmonização II: Me diga - Coral Solluz
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 15/05/2021 (sábado)
1. Prece Inicial: Diante da Cruz - Preces e Orações- Carlos A. Bacelli - item 33
2. E.S.E. -Capítulo V — Bem-aventurados os aflitos - Justiça das aflições (item 3)
3. Reflexão: O burro de carga - Cap. 10- Do livro Alvorada Cristã — Neio Lúcio - Chico Xavier
4. Música de encerramento: Ave Maria Instrumental
5. Prece final ao som da Ave Maria: Acalma-te - Cap. 33 - Palavras de vida eterna — Emmanuel
1. Prece Inicial: Diante da Cruz - Preces e Orações- Carlos A. Bacelli - item 33
Mestre, que não reclamemos do peso da cruz que nos ensinaste a carregar.
Eh ela a nossa divina escora, no acidentado caminho que percorremos.
Não importa a característica que ela assuma aos nossos ombros cansados...
A cruz eh o nosso sinal de identificação Contigo!
Sem o fardo das dificuldades que transportamos, tolhendo a nossa livre movimentação, com certeza nós perderíamos de Ti.
Os que não seguem abraçados ao madeiro de suas provas, bendizendo-o ao invés de amaldiçoa-lo, forjam para si algemas de maior desdita.
Nossas cruzes- nossas bençãos!
Sem elas, com haveríamos de nos redimir no calvário de nossas provas?
Como, Senhor, nos resgataríamos dos vales escuros em que há milênios erramos, ascendendo à Claridade Celeste para além das estrelas?...
2. E.S.E. : Capítulo V — Bem-aventurados os aflitos - Justiça das aflições (item 3)
Justiça das aflições.
3. Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contrassenso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz. É, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.
3. Reflexão: O burro de carga - Cap. 10- Do livro Alvorada Cristã — Neio Lúcio - Chico Xavier
No tempo em que não havia automóveis, na cocheira de famoso palácio real um burro de carga curtia imensa amargura, em vista das pilhérias e remoques dos companheiros de apartamento.
Reparando-lhe o pelo maltratado, as fundas cicatrizes do lombo e a cabeça tristonha e humilde, aproximou-se formoso cavalo árabe, que se fizera detentor de muitos prêmios, e disse, orgulhoso:
— Triste sina a que recebeste! Não invejas minha posição nas corridas? Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavra dos reis!
— Pudera! — exclamou um potro de fina origem inglesa — como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça?
O infortunado animal recebia os sarcasmos, resignadamente.
Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto e comentou:
— Há dez anos, quando me ausentei de pastagem vizinha, vi este miserável sofrendo rudemente nas mãos de bruto amansador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. E vergonhoso suportar-lhe a companhia.
Nisto, admirável jumento espanhol acercou-se do grupo, e acentuou sem piedade:
— Lastimo reconhecer neste burro um parente próximo. É animal desonrado, fraco, inútil… Não sabe viver senão sob pesadas disciplinas. Ignora o aprumo da dignidade pessoal e desconhece o amor-próprio. Aceito os deveres que me competem até o justo limite; mas, se me constrangem a ultrapassar as obrigações, recuso-me à obediência, pinoteio e sou capaz de matar.
As observações insultuosas não haviam terminado, quando o rei penetrou o recinto, em companhia do chefe das cavalariças.
— Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade — informou o monarca —, animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança.
O empregado perguntou:
— Não prefere o árabe, Majestade?
— Não, não — falou o soberano —, é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância.
— Não quer o potro inglês?
— De modo algum. É muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.
— Não deseja o húngaro?
— Não, não. É bravio, sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho.
— O jumento serviria? — insistiu o servidor atencioso.
— De maneira nenhuma. É manhoso e não merece confiança.
Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou:
— Onde está o meu burro de carga?
O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais.
O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou ajaezá-lo com as armas resplandecentes de sua Casa e confiou-lhe o filho, ainda criança, para longa viagem.
Assim também acontece na vida. Em todas as ocasiões, temos sempre grande número de amigos, de conhecidos e companheiros, mas somente nos prestam serviços de utilidade real aqueles que já aprenderam a suportar, servir e sofrer, sem cogitar de si mesmos.
4. Música de encerramento: Ave Maria Instrumental
5. Prece final ao som da Ave Maria: Acalma-te - Cap. 33 - Palavras de vida eterna — Emmanuel
“… A Deus tudo é possível…” — JESUS (Mateus, 19.26)
Seja qual for a perturbação reinante, acalma-te e espera, fazendo o melhor que possas.
Lembra-te de que o Senhor Supremo pede serenidade para exprimir-se com segurança.
A terra que te sustenta o lar é uma faixa de forças tranquilas.
O fruto que te nutre representa um ano inteiro de trabalho silencioso da árvore generosa.
Cada dia que se levanta é convite de Deus para que Lhe atendamos à Obra Divina, em nosso próprio favor.
Se te exasperas, não Lhe assimilas o plano.
Se te afeiçoas à gritaria, não Lhe percebes a voz.
Conserva-te, pois, confiante, embora a preço de sacrifício.
Decerto, encontrarás ainda hoje corações envenenados que destilam irritação e desgosto, medo e fel.
Ainda mesmo que te firam e apedrejem, aquieta-te e abençoa-os com a tua paz.
Os desesperados tornarão à harmonia, os doentes voltarão à saúde, os loucos serão curados, os ingratos despertarão…
É da Lei do Senhor que a luz domine a treva, sem ruído e sem violência.
Recorda que toda dor, como toda nuvem, forma-se, ensombra e passa…
Se outros gritam e oprimem, espancam e amaldiçoam, acalma-te e espera…
Não olvides a palavra do Mestre quando nos afirmou que a Deus tudo é possível, e, garantindo o teu próprio descanso, refugia-te em Deus.
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 14/05/2021 (sexta)
1. Prece Inicial: espontânea
2. E.S.E. - Cap. VII - Bem-aventurados os pobres de espírito - Mistérios ocultos aos doutos e aos prudentes (itens 7 e 8)
3. Reflexão
4. Música de encerramento: Se eu quiser falar com Deus - Elis Regina
5. Prece final: espontânea
1. Prece Inicial: espontânea
Jesus, nosso irmão e professor, nos ensine a ler e entender o seu Evangelho, pois suas palavras são atemporais e consoladoras.
2. E.S.E. - Cap. VII - Bem-aventurados os pobres de espírito - Mistérios ocultos aos doutos e aos prudentes (itens 7 e 8)
7. Disse, então, Jesus estas palavras: “Graças te rendo, meu Pai, Senhor do céu e da Terra, por haveres ocultado estas coisas aos doutos e aos prudentes e por as teres revelado aos simples e aos pequenos.” (S. MATEUS, 11:25.)
8. Pode parecer singular que Jesus renda graças a Deus, por haver revelado estas coisas aos simples e aos pequenos, que são os pobres de espírito, e por as ter ocultado aos doutos e aos prudentes, mais aptos, na aparência, a compreendê-las. É que cumpre se entenda que os primeiros são os humildes, são os que se humilham diante de Deus e não se consideram superiores a toda a gente. Os segundos são os orgulhosos, envaidecidos do seu saber mundano, os quais se julgam prudentes porque negam e tratam a Deus de igual para igual, quando não se recusam a admiti-lo, porquanto, na antiguidade, douto era sinônimo de sábio. Por isso é que Deus lhes deixa a pesquisa dos segredos da Terra e revela os do céu aos simples e aos humildes que diante dEle se prostram.
3. Reflexão
É importante que nos momentos de tribulações, saibamos estreitar nossa relação com Deus, para que consigamos soltar o controle das situações e nos render ao agir Dele. Pois o tempo de Deus é maravilhoso e sublime. Não é sobre entender. É sobre confiar. Ele nunca deixou de cuidar de nós.
Temos dificuldade em focarmos na fé, na alegria, na leveza, na serenidade.
Pe. Fábio de Melo diz que Deus já está presente em nosso coração e nós temos todas as respostas dentro de nós. Mas como vou ouvir a resposta? A partir do momento em que eu permita que Deus fale comigo.
Mas as respostas vêm quando me questiono: o que Deus quer de nós?
Deus sempre fala com o coração humano.
Deus nunca priva, pode ser o homem mais pecador do mundo e Ele não priva da sua resposta.
Deus fala mais comigo ou com o Papa Francisco?
Deus fala o mesmo tanto. O que diferencia é o quanto paramos para escutar. Com a mesma intensidade que falava com Francisco de Assis.
7 sinais de Deus em nossa vida
1. Sentimento de gratidão: todos os sentimentos de ansiedade, depressão, a conexão com Deus começa pela gratidão.
2. Auto estima fortalecida: quando começamos a nos conhecer, a saber quem eu sou, onde estou, para onde eu vou, a se conhecer, você se sente bem consigo mesma, o universo quer dizer: não tenha medo de si mesmo. Você está pronta para tomar as decisões mais difíceis da sua vida. Jesus fala deixai brilhar a vossa luz.
3. Perceber que está em constante crescimento: mudança de consciência. A consciência é o caminho mais curto que nos leva a Deus.
4. A maneira diferente de lidar com problemas: podemos passar por todos os obstáculos. Você está pronto pro que der e vier. Às vezes, sentimos as dores do silêncio. Nos torturamos em meio ao caos e às incertezas da vida. E nessas vezes, esquecemos que Deus continua ali, só torcendo para que nos lembremos dele. Mesmo na dor temos a sensação de que Deus nos abandonou, nós nos abandonamos.
5. Perceber as mudanças: nada é igual, mas podemos nos adaptar às mudanças que a vida nos coloca. É nessa hora que você percebe que nada mais te abala. O desconhecido nos parece sombrio. Mas somos capazes. Conheceis a verdade e ela te libertará. A verdade é a consciência. Por exemplo, quando você analisa uma situação problema você traz para o aqui e agora, você percebe o que é real ou o que você imagina?
6. Sonhe com possibilidades e não com limitações. Tenha um foco no real. Eu recebi uma mensagem no whatsapp que faz muito sentido: em vez de falarmos "Deus tenho um grande problema", é melhor falar com o problema: "tenho um grande Deus". É maior do que nossos problemas e aflições. Ele é a engrenagem que faz nosso existir funcionar de maneira perfeita.
7. Sua vida está repleta de acontecimentos que parecem milagres. Silencie tudo, para que consiga ouvir somente a voz dele em seu coração. Atente-se aos sinais, como as palavras ouvidas na igreja, ao conselho dos familiares ou amigos próximos… preste atenção em seus sonhos, em suas impressões… e além destes caminhos, também existem os mais curtos para chegar a Deus e principalmente, para Ele chegar até você. Seus pensamentos positivos começam a funcionar. É o salto quântico.
Aparecida Fernandes Morais Trindade
4. Música de encerramento: Se eu quiser falar com Deus - Elis Regina
5. Prece final: espontânea
Deus,
Que nós estejamos prontos para ouvir os teus sinais para que façamos do universo a nossa casa e de Você, realmente nosso Pai.
Assim seja!
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 13/05/2021 (quinta)
Harmonização: Música ”PRECE DE AMOR” cantada por Elizabete Lacerda
E.S.E.: Capítulo XVIII - Muitos os chamados, poucos os escolhidos - A Porta Estreita (itens 3 a 5)
Reflexão: ”NÃO DESANIMAR”, psicografada por Divaldo Franco pelo espírito Dr. Bezerra de Menezes
Prece final: Prece Cáritas
1.Harmonização: Música ”PRECE DE AMOR” cantada por Elizabete Lacerda
2. E.S.E.: Capítulo XVIII - Muitos os chamados, poucos os escolhidos - A Porta Estreita (itens 3 a 5)
A porta estreita
3. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. – Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram! (S. MATEUS, 7:13 e 14.)
4. Tendo-lhe alguém feito esta pergunta: Senhor, serão poucos os que se salvam? Respondeu-lhes ele: – Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois vos asseguro que muitos procurarão transpô-la e não o poderão. – E quando o pai de família houver entrado e fechado a porta, e vós, de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos; ele vos responderá: não sei donde sois. – Pôr-vos-eis a dizer: Comemos e bebemos na tua presença e nos instruíste nas nossas praças públicas. – Ele vos responderá: Não sei donde sois; afastai-vos de mim, todos vós que praticais a iniquidade.
Então, haverá prantos e ranger de dentes, quando virdes que Abraão, lsaac, Jacob e todos os profetas estão no reino de Deus e que vós outros sois dele expelidos. – Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Setentrião e do Meio-Dia, que participarão do festim no reino de Deus. – Então, os que forem últimos serão os primeiros e os que forem primeiros serão os últimos. (S. LUCAS, 13:23 a 30.)
5. Larga é a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.”
Tal o estado da Humanidade terrena, porque, sendo a Terra mundo de expiação, nela predomina o mal. Quando se achar transformada, a estrada do bem será a mais frequentada. Aquelas palavras devem, pois, entender-se em sentido relativo e não em sentido absoluto. Se houvesse de ser esse o estado normal da Humanidade, teria Deus condenado à perdição a imensa maioria das suas criaturas, suposição inadmissível, desde que se reconheça que Deus é todo justiça e bondade.
Mas, de que delitos esta Humanidade se houvera feito culpada para merecer tão triste sorte, no presente e no futuro, se toda ela se achasse degredada na Terra e se a alma não tivesse tido outras existências? Por que tantos entraves postos diante de seus passos? Por que essa porta tão estreita que só a muito poucos é dado transpor, se a sorte da alma é determinada para sempre, logo após a morte? Assim é que, com a unicidade da existência, o homem está sempre em contradição consigo mesmo e com a justiça de Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se alarga; faz-se luz sobre os pontos mais obscuros da fé; o presente e o futuro tornam-se solidários com o passado, e só então se pode compreender toda a profundeza, toda a verdade e toda a sabedoria das máximas do Cristo.
3. Reflexão: ”NÃO DESANIMAR”, psicografada por Divaldo Franco pelo espírito Dr. Bezerra de Menezes
NÃO DESANIMAR
Cabe-nos não desanimar; prosseguir com o espírito voltado para o bem, de tal forma, que as paixões primitivas cedam lugar às peregrinas virtudes descendentes do amor.
Desesperada, a criatura humana suplica misericórdia, e os céus generosos fazem chover sobre a terra as messes de misericórdia e de encorajamento para a vida.
Não vos deixeis contaminar pelos desequilíbrios que grassam, pelo vírus do horror, que leva a vida aos patamares mais sofridos. Erguei-vos em pensamentos e em ação Àquele que nos prometeu estar conosco em qualquer circunstância para que pudéssemos ter vida e vida em abundância.
Filhos da alma, vossos guias espirituais adejam ao vosso lado como aves sublimes de ternura, aguardando a oportunidade de manter convosco intercâmbio iluminativo.
Não vos permitais o luxo da negativa às suas inspirações gloriosas. Não recalcitreis ante o espinho cravado nas carnes da alma de que necessitais momentaneamente.
Desde quando conhecestes Jesus, tendes o descer de demonstrar-lhe fidelidade e amor, basta-vos abrir os sentimentos de fraternidade e de misericórdia para com todos aqueles que sofrem, perdoando-vos os equívocos e perdoando as agressões que vos chegam ameaçadoras.
Ninguém a sós, em nome desses espíritas, que comparecem a este evento há cinquenta e nove anos sucessivamente.
Nós vos conclamamos à diretriz de segurança para uma existência de paz. Amar! Sede vós aqueles que amam. Rejeitados, menosprezados e até perseguidos, aureolai-vos no amor para que se exteriorizem os sentimentos sublimes do Cordeiro de Deus e em breve possamos ver bebendo no mesmo córrego, o lobo e o cordeiro, os bons e os ainda maus, fascinados pela água pura do Evangelho libertador.
Ide em paz, meus filhos, retornai aos vossos lares e buscai a luz da verdade que dissipa a ignorância e que anula a treva.
Jesus conta convosco na razão direta em que com Ele contamos. Abençoe-nos o incomparável amigo Jesus e dê-nos a sua bênção de paz.
Com muito carinho, o servidor humílimo e paternal de sempre.
Bezerra
Fonte:
Divaldo Pereira Franco. Pelo Espírito Bezerra de Menezes. Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, na conferência de encerramento da 59ª Semana Espírita de Vitória da Conquista, em 9.9.2012. Fonte http://www.divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=348
4. Prece final: Prece de Cáritas
Deus, nosso Pai, que tendes Poder e Bondade,
dai a força aquele que passa pela provação,
dai a luz aquele que procura a verdade,
ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.
DEUS! Dai ao viajor a estrela guia,
ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai! Dai ao culpado o arrependimento,
ao Espírito a verdade, à criança o guia,
ao órfão o pai.
Senhor! Que Vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.
Piedade, Senhor, para aqueles que Vos não conhecem,
esperança para aqueles que sofrem.
Que a Vossa bondade permita aos Espíritos consoladores,
derramarem por toda parte a paz, a esperança e a fé.
DEUS! Um raio, uma faísca do Vosso amor, pode abrasar a Terra;
deixai-nos beber na fonte dessa bondade fecunda e infinita,
e todas as lágrimas secarão, todas as dores acalmarão.
Um só coração, um só pensamento subirá até Vós,
como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós
Vos esperamos com os braços abertos,
oh! Bondade, oh! Beleza, oh! Perfeição,
e queremos de algum modo alcançar a Vossa misericórdia.
DEUS! Dai-nos a força de ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós,
dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão;
dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Santíssima Imagem.
Assim é, e assim será!
Fonte: https://mobile.mensagemespirita.com.br/oracao/88/prece-de-caritas
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 12/05/2021 (quarta)
Harmonização e Prece inicial espontânea - Fora da Caridade Não Há Salvação. Haroldo Dutra
ESE, Cap. XXIV - Não ponhais a candeia debaixo do alqueire - carregar a sua cruz quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á (itens 17, 18 e 19)
Reflexão 1 – Cap. 146 – Quem Segue - Vinha de Luz, Emmanuel/Chico Xavier
Reflexão 2 – Cap. 166 – Sigamo-lo - Fonte Viva, Emmanuel/Chico Xavier
Prece final - Prevenções Negativas - Haroldo Dutra
Harmonização e Prece inicial espontânea - Fora da Caridade Não Há Salvação. Haroldo Dutra
ESE, Cap. XXIV - Não ponhais a candeia debaixo do alqueire - carregar a sua cruz quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á (itens 17, 18 e 19)
Carregar sua cruz. Quem quiser salvar a vida, perdê-la-á
17. Bem-ditosos sereis, quando os homens vos odiarem e separarem, quando vos tratarem injuriosamente, quando repelirem como mau o vosso nome, por causa do Filho do homem. – Rejubilai nesse dia e ficai em transportes de alegria, porque grande recompensa vos está reservada no céu, visto que era assim que os pais deles tratavam os profetas. (S. LUCAS, 6:22 e 23.)
18. Chamando para perto de si o povo e os discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me; – porquanto, aquele que se quiser salvar a si mesmo, perder-se-á; e aquele que se perder por amor de mim e do Evangelho se salvará. – Com efeito, de que serviria a um homem ganhar o mundo todo e perder-se a si mesmo? (S. MARCOS, 8:34 a 36; S. LUCAS, 9:23 a 25; S. MATEUS, 10:38 e 39; S. JOÃO, 12:25 e 26.)
19. “Rejubilai-vos, diz Jesus, quando os homens vos odiarem e perseguirem por minha causa, visto que sereis recompensados no céu.” Podem traduzir-se assim essas verdades: “Considerai-vos ditosos, quando haja homens que, pela sua má vontade para convosco, vos dêem ocasião de provar a sinceridade da vossa fé, porquanto o mal que vos façam redundará em proveito vosso. Lamentai-lhes a cegueira, porém, não os maldigais.”
Depois, acrescenta: “Tome a sua cruz aquele que me quiser seguir”, isto é, suporte corajosamente as tribulações que sua fé lhe acarretar, dado que aquele que quiser salvar a vida e seus bens, renunciando-me a mim, perderá as vantagens do reino dos céus, enquanto os que tudo houverem perdido neste mundo, mesmo a vida, para que a verdade triunfe, receberão, na vida futura, o prêmio da coragem, da perseverança e da abnegação de que deram prova. Mas, aos que sacrificam os bens celestes aos gozos terrestres,
Deus dirá: “Já recebestes a vossa recompensa.”
Reflexão 1 – Cap. 146 – Quem Segue - Vinha de Luz, Emmanuel/Chico Xavier
146 - Quem segue
"E outra vez lhes falou Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida." - (João, 8:12).
Há crentes que se não esquivam às imposições do culto exterior.
Reclamam a genuflexão e o público trovejante, de momento a momento.
Preferem outros o comentário leviano, acerca das atividades gerais da fé religiosa, confiando-se a querelas inúteis ou barateando os recursos divinos.
A multidão dos seguidores, desse tipo, costuma declarar que as atitudes externas e as discussões doentias representam para ela sacrossanto dever contudo, tão logo surgem inesperados golpes do sofrimento ou da experiência na estrada vulgar, precipita-se em sombrio desespero, recolhendo-se em abismos sem esperança.
Nessas horas cinzentas, os aprendizes sentem-se abandonados e oprimidos, mostrando a insuficiência interna. Muitos se fazem relaxados nas obrigações, afirmando-se desprotegidos de Jesus ou esquecidos do Céu.
Isso ocorre, porém, porque não ouviram a revelação divina, qual se faz necessário.
O Mestre não prometeu claridade à senda dos que apenas falam e creem. Assinou, no entanto, real compromisso de assistência continua aos discípulos que o seguem. Nesse passo, é importante considerar que Jesus não se reporta a lâmpadas de natureza física, cujas irradiações ferem os olhos orgânicos. Assegurou a doação de luz da vida. Quem efetivamente se dispõe a acompanhá-lo, não encontrará tempo a gastar com exames particularizados de nuvens negras e espessas, porque sentirá a claridade eterna, dentro de si mesmo.
Quando fizeres, pois, o costumeiro balanço de tua fé, repara, com honestidade imparcial, se estás falando apenas do Cristo ou se procuras seguir-lhe os passos, no caminho comum.
Reflexão 2 – Cap. 166 – Sigamo-lo - Fonte Viva, Emmanuel/Chico Xavier
166 - Sigamo-Lo
“Aquele que me segue não andará em trevas.” - Jesus (João, 8:12).
Há quem admire a glória do Cristo. Mas a admiração pura e simples pode transformar-se em êxtase inoperante.
Há quem creia nas promessas do Senhor. Todavia, a crença só por si pode gerar o fanatismo e a discórdia.
Há quem defenda a revelação de Jesus. Entretanto, a defesa considerada isoladamente pode gerar o sectarismo e a cegueira.
Há quem confie no Divino Mestre. Contudo, a confiança estagnada pode ser uma força inerte.
Há quem espere pelo Eterno Benfeitor. No entanto, a expectativa sem trabalho pode ser ansiedade inútil.
Há quem louve o Salvador. Louvor exclusivo, porém, pode coagular a adoração improdutiva.
A palavra do Enviado Celeste, entretanto, é clara e incisiva: - "Aquele que me segue não andará em trevas."
Se te afeiçoaste ao Evangelho não te situes por fora do serviço cristão.
Procuremos o Senhor, seguindo-lhe os passos.
Somente assim estaremos com o Cristo, recebendo-lhe a excelsa luz.
Prece final - Prevenções Negativas - Haroldo Dutra
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 11/05/2021 (terça)
1. Harmonização e Prece inicial: Musica - Pensamento Positivo - na voz de Vansan
2. E.S.E. Cap. VIII - Bem-aventurados os que têm coração puro - Pecado por pensamentos -Adultério (itens 5 a 7)
3. Livro dos Espíritos: Parte segunda — Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Capítulo VIII - Da emancipação da alma - Transmissão oculta do pensamento. Questões 419, 420 e 421
4. Reflexão: Vídeo - Transitoriedade - Cap. 72- Do livro Caminho, Verdade e Vida
5. Prece final: Agradecemos Senhor
1. Harmonização e Prece inicial: Musica - Pensamento Positivo - na voz de Vansan
2. E.S.E. Cap. VIII - Bem-aventurados os que têm coração puro - Pecado por pensamentos -Adultério (itens 5 a 7)
Pecado por pensamentos. - Adultério
5. Aprendestes que foi dito aos antigos: “Não cometereis adultério. Eu, porém, vos digo que aquele que houver olhado uma mulher, com mau desejo para com ela,já em seu coração cometeu adultério com ela.” (S. MATEUS, 5:27 e 28.)
6. A palavra adultério não deve absolutamente ser entendida aqui no sentido exclusivo da acepção que lhe é própria, porém, num sentido mais geral. Muitas vezes Jesus a empregou por extensão, para designar o mal, o pecado, todo e qualquer pensamento mau, como, por exemplo, nesta passagem: “Porquanto se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, dentre esta raça adúltera e pecadora, o Filho do homem também se envergonhará dele, quando vier acompanhado dos santos anjos, na glória de seu Pai.”
(S. MARCOS, 8:38.)
A verdadeira pureza não está somente nos atos; está também no pensamento, porquanto aquele que tem puro o coração, nem sequer pensa no mal. Foi o que Jesus quis dizer: ele condena o pecado, mesmo em pensamento, porque é sinal de impureza.
7. Esse princípio suscita naturalmente a seguinte questão: Sofrem-se as conseqüências de um pensamento mau, embora nenhum efeito produza?
Cumpre se faça aqui uma importante distinção. À medida que avança na vida espiritual, a alma que enveredou pelo mau caminho se esclarece e despoja pouco a pouco de suas imperfeições, conforme a maior ou menor boa vontade que demonstre, em virtude do seu livre-arbítrio. Todo pensamento mau resulta, pois, da imperfeição da alma; mas, de acordo com o desejo que alimenta de depurar-se, mesmo esse mau pensamento se lhe torna uma ocasião de adiantar-se, porque ela o repele com energia. É indício de esforço por apagar uma mancha. Não cederá, se se apresentar oportunidade de satisfazer a um mau desejo. Depois que haja resistido, sentir-se-á mais forte e contente com a sua vitória.
Aquela que, ao contrário, não tomou boas resoluções, procura ocasião de praticar o mau ato e, se não o leva a efeito, não é por virtude da sua vontade, mas por falta de ensejo. É, pois, tão culpada quanto o seria se o cometesse.
Em resumo, naquele que nem sequer concebe a ideia do mal, já há progresso realizado; naquele a quem essa ideia acode, mas que a repele, há progresso em vias de realizar-se; naquele, finalmente, que pensa no mal e nesse pensamento se compraz, o mal ainda existe na plenitude da sua força. Num, o trabalho está feito; no outro, está por fazer-se. Deus, que é justo, leva em conta todas essas gradações na responsabilidade dos atos e dos pensamentos do homem.
3. Livro dos Espíritos: Parte segunda — Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Capítulo VIII - Da emancipação da alma - Transmissão oculta do pensamento. Questões 419, 420 e 421
419. Que é o que dá causa a que uma ideia, a de uma descoberta, por exemplo, surja em muitos pontos ao mesmo tempo?
“Já dissemos que durante o sono os Espíritos se comunicam entre si. Ora, quando se dá o despertar, o Espírito se lembra do que aprendeu e o homem julga ser isso um invento de sua autoria. Assim é que muitos podem simultaneamente descobrir a mesma coisa. Quando dizeis que uma ideia paira no ar, usais de uma figura mais exata do que supondes. Todos, sem o suspeitarem, contribuem para propagá-la.”
Desse modo, o nosso próprio Espírito muitas vezes revela a outros Espíritos, sem que disso nos demos conta, o que constituía objeto de nossas preocupações no estado de vigília.
420. Podem os Espíritos comunicar-se, estando completamente despertos os corpos?
“O Espírito não se acha encerrado no corpo como numa caixa; irradia por todos os lados. Segue-se que pode comunicar-se com outros Espíritos, mesmo em estado de vigília, se bem que mais dificilmente.”
421. Como se explica que duas pessoas perfeitamente acordadas tenham instantaneamente a mesma ideia?
“São dois Espíritos simpáticos que se comunicam e veem reciprocamente seus pensamentos respectivos, embora sem estarem adormecidos os corpos.”
Há, entre os Espíritos que se encontram, uma comunicação de pensamento, que dá causa a que duas pessoas se vejam e compreendam, sem precisarem dos sinais ostensivos da linguagem. Poder-se-ia dizer que falam entre si a linguagem dos Espíritos.
4. Reflexão: Vídeo - Transitoriedade - Cap. 72 - Do livro Caminho, Verdade e Vida
5. Prece final: Agradecemos Senhor
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 10/05/2021 (segunda)
1. Harmonização - música Duplo Eterno – Tim e Vanessa
Prece inicial – Prece da gratidão - Preces diárias
E.S.E. Cap. V - Bem aventurados os aflitos - causas das aflições (itens 4 e 5)
Livro dos Espíritos - Questão 984 - Penas Temporais
Reflexão - Vídeo - As aflições humanas atuais – Raul Teixeira
Prece final – Pai Nosso – Elizabete Lacerda (Padre Marcelo Rossi)
1. Harmonização - música Duplo Eterno – Tim e Vanessa
Prece inicial – Prece da gratidão - Preces diárias
E.S.E. Cap. V - Bem aventurados os aflitos - causas das aflições (itens 4 e 5)
Causas atuais das aflições.
4. De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.
Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!
Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!
Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!
Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os gérmens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.
Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.
A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.
Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.
5. A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o condenado reconhecer que sofre a consequência do que fez. Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem. Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto. Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis consequências, mais ou menos deploráveis. Daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que pecou. Os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse. Confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, consequentemente, a sua felicidade futura.
Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e turbada; quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal. Põe-se então o homem a dizer: “Se no começo dos meus dias eu soubera o que sei hoje, quantos passos em falso teria evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já não há mais tempo!” Como o obreiro preguiçoso, que diz: “Perdi o meu dia”, também ele diz: “Perdi a minha vida”. Contudo, assim como para o obreiro o Sol se levanta no dia seguinte, permitindo-lhe neste reparar o tempo perdido, também para o homem, após a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que lhe será possível aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.
Livro dos Espíritos - Questão 984 - Penas Temporais
984. As vicissitudes da vida são sempre a punição das faltas atuais?
“Não; já dissemos: são provas impostas por Deus, ou que vós mesmos escolhestes como Espíritos, antes de encarnardes, para expiação das faltas cometidas em outra existência, porque jamais fica impune a infração das leis de Deus e, sobretudo, da lei de justiça. Se não for punida nesta existência, sê-lo-á necessariamente noutra. Eis por que um, que vos parece justo, muitas vezes sofre. É a punição do seu passado.”
Reflexão - Vídeo - As aflições humanas atuais – Raul Teixeira
Prece final – Pai Nosso – Elizabete Lacerda (Padre Marcelo Rossi)
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 09/05/2021 (domingo)
1.Prece inicial : Suave Luz - na voz de Nando Cordel
2.E.S.E.: Cap. V - Bem-aventurados os aflitos - Instruções dos Espíritos - A Melancolia (item 25)
3. Reflexão: Cap. 16 - Endireitai os Caminhos - Do Livro Caminho, verdade e vida
4. Prece final: Alegria - pelo espirito de Meimei - psicografado por Chico Xavier
1.Prece inicial : Suave Luz - na voz de Nando Cordel
2. E.S.E.: Cap. V - Bem-aventurados os aflitos - Instruções dos Espíritos - A Melancolia (item 25)
A Melancolia
25. Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? É que vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele. Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes.
Crede-me, resisti com energia a essas impressões que vos enfraquecem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor; mas, não as busqueis neste mundo e, agora, quando Deus vos envia os Espíritos que lhe pertencem, para vos instruírem acerca da felicidade que Ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantêm cativo o Espírito. Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou. Se, no curso desse degredo-provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para os suportar. Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que, jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra. – François de Genève. (Bordéus.)
3. Reflexão: Cap. 16 - Endireitai os Caminhos - Do Livro Caminho, verdade e vida
“Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.” — JOÃO BATISTA (João, 1.23)
A exortação do Precursor permanece no ar, convocando os homens de boa vontade à regeneração das estradas comuns.
Em todos os tempos, observamos criaturas que se candidatam à fé, que anseiam pelos benefícios do Cristo. Clamam pela sua paz, pela presença divina e, por vezes, após transformarem os melhores sentimentos em inquietação injusta, acabam desanimadas e vencidas.
Onde está Jesus que não lhes veio ao encontro dos rogos sucessivos? em que Esfera longínqua permanecerá o Senhor, distante de suas amarguras? Não compreendem que, através de mensageiros generosos do seu amor, o Cristo se encontra, em cada dia, ao lado de todos os discípulos sinceros. Falta-lhes dedicação ao bem de si mesmos. Correm ao encalço do Mestre Divino, desatentos ao conselho de João: “endireitai os caminhos.”
Para que alguém sinta a influência santificadora do Cristo, é preciso retificar a estrada em que tem vivido. Muitos choram em veredas do crime, lamentam-se nos resvaladouros do erro sistemático, invocam o Céu sem o desapego às paixões avassaladoras do campo material. Em tais condições, não é justo dirigir-se a alma ao Salvador, que aceitou a humilhação e a cruz sem queixas de qualquer natureza.
Se queres que Jesus venha santificar as tuas atividades, endireita os caminhos da existência, regenera os teus impulsos. Desfaze as sombras que te rodeiam e senti-Lo-ás, ao teu lado, com a sua bênção.
Emmanuel
4. Prece final: Alegria - pelo espirito de Meimei - psicografado por Chico Xavier
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 08/05/2021 (sábado)
Prece inicial – Prece de Amor – Elizabete Lacerda de Emmanuel/Chico Xavier
E.S.E. Cap. IV - Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo (itens 1, 2 e 3)
Livro dos Espíritos - Questões 167 e 168
Reflexão - A bênção da Reencarnação - Haroldo Dutra
Prece final – Mais do que eu posso ser (cover) – Elizabete Lacerda
Prece inicial – Prece de Amor – Elizabete Lacerda de Emmanuel/Chico Xavier
E.S.E. Cap. IV - Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo (itens 1, 2 e 3)
1. Jesus, tendo vindo às cercanias de Cesareia de Filipe, interrogou assim seus discípulos: “Que dizem os homens, com relação ao Filho do Homem? Quem dizem que eu sou?” — Eles lhe responderam: “Dizem uns que és João Batista; outros, que Elias; outros, que Jeremias, ou algum dos profetas.” — Perguntou-lhes Jesus: “E vós, quem dizeis que eu sou?” — Simão Pedro, tomando a palavra, respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo:” — Replicou-lhe Jesus: “Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que isso te revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.” (S. MATEUS, 16:13 a 17; S. MARCOS, 8:27 a 30.)
2. Nesse ínterim, Herodes, o Tetrarca, ouvira falar de tudo o que fazia Jesus e seu espírito se achava em suspenso — porque uns diziam que João Batista ressuscitara dentre os mortos; outros que aparecera Elias; e outros que um dos antigos profetas ressuscitara. — Disse então Herodes: “Mandei cortar a cabeça a João Batista; quem é então esse de quem ouço dizer tão grandes coisas?” E ardia por vê-lo. (S. MARCOS, 6:14 a 16; S. LUCAS, 9:7 a 9.)
3. (Após a transfiguração.) Seus discípulos então o interrogaram desta forma: “Por que dizem os escribas ser preciso que antes volte Elias?” — Jesus lhes respondeu: “É verdade que Elias há de vir e restabelecer todas as coisas: — mas, eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve. É assim que farão sofrer o Filho do Homem.” — Então, seus discípulos compreenderam que fora de João Batista que ele falara. (S. MATEUS, 17:10 a 13; S. MARCOS, 9:11 a 13.)
Livro dos Espíritos - Questões 167 e 168
167.Qual o fim objetivado com a reencarnação?
“Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?”
168.É limitado o número das existências corporais, ou o Espírito reencarna perpetuamente?
“A cada nova existência, o Espírito dá um passo para diante na senda do progresso. Desde que se ache limpo de todas as impurezas, não tem mais necessidade das provas da vida corporal.”
Reflexão - A bênção da Reencarnação - Haroldo Dutra
Prece final – Mais do que eu posso ser (cover) – Elizabete Lacerda
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 07/05/2021 (sexta)
Prece Inicial: O Evangelho do dia (vol. 6) - Allan Kardec - p. 123
2. E.S.E. - Cap. XXVII – Pedi e Obtereis - Qualidades da prece (item 4)
3. Reflexão: Livro dos Espíritos - Questões 649 e 659
4. Prece final: O Evangelho do dia (vol. 6) - Allan Kardec - p. 128
5. Música de encerramento: Tem paciência - Cenyra Pinto
1.Prece Inicial: O Evangelho do dia (vol. 6) - Allan Kardec - p. 123
Amado Pai,
Que nos momentos de solidão possamos refletir sobre as nossas aspirações de felicidade, deixando de lado as amarguras.
Que possamos lembrar que, na verdade, nunca estamos sozinhos e que vós nos ampara sempre, sobretudo nos momentos mais difíceis.
2. E.S.E. - Cap. XXVII – Pedi e Obtereis - Qualidades da prece (item 4)
4. Jesus definiu claramente as qualidades da prece. Quando orardes, diz ele, não vos ponhais em evidência; antes, orai em secreto. Não afeteis orar muito, pois não é pela multiplicidade das palavras que sereis escutados, mas pela sinceridade delas. Antes de orardes, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, visto que a prece não pode ser agradável a Deus, se não parte de um coração purificado de todo sentimento contrário à caridade. Orai, enfim, com humildade, como o publicano, e não com orgulho, como o fariseu. Examinai os vossos defeitos, não as vossas qualidades e, se vos comparardes aos outros, procurai o que há em vós de mau. (Cap. X, nos 7 e 8.)
3. Reflexão: Livro dos Espíritos - Questões 649 e 659
CAPÍTULO II - LEI DE ADORAÇÃO
Objetivo da adoração.
649. Em que consiste a adoração?
“Na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma.”
A prece.
659. Qual o caráter geral da prece?
“A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele; é aproximar-se dele; é pôr-se em comunicação com ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer.”
4. Prece final: O Evangelho do dia (vol. 6) - Allan Kardec - p. 128
Senhor,
Que por meio da prece possamos atingir a serenidade e a confiança, mantendo sempre bom ânimo nos momentos difíceis de nossas vidas.
Assim seja!
5. Música de encerramento: Tem paciência - Cenyra Pinto
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 06/05/2021 (quinta)
Harmonização e Prece Inicial – Quanta Luz - Elizabete Lacerda
2. E.S.E.: Capítulo XXVII – Pedi e Obtereis - Ação da prece - Transmissão do pensamento- O Poder da Prece (Item 15)
3. Reflexão
3.1. Ação de transmissão de pensamento na prece
3.2. Livro dos Espíritos - Lei de Adoração - Cap.II - Da Prece - Questão 658 - Agrada a Deus a prece?
3.3. Mensagem - Cap. 25 - André Luiz, Mecanismos da Mediunidade, Chico Xavier e Waldo Vieira
4. Prece final: Em Prece - Oração do Poder - Meimei/Chico Xavier
1. Harmonização e Prece Inicial – Quanta Luz - Elizabete Lacerda
2. E.S.E.: Capítulo XXVII – Pedi e Obtereis - Ação da prece - Transmissão do pensamento (Item 15)
15. Está no pensamento o poder da prece, que por nada depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que seja feita. Pode-se, portanto, orar em toda parte e a qualquer hora, a sós ou em comum. A influência do lugar ou do tempo só se faz sentir nas circunstâncias que favoreçam o recolhimento. A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e colimam o mesmo objetivo, porquanto é como se muitos clamassem juntos e em uníssono.
Mas, que importa seja grande o número de pessoas reunidas para orar, se cada uma atua isoladamente e por conta própria?! Cem pessoas juntas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma mesma aspiração, orarão quais verdadeiros irmãos em Deus, e mais força terá a prece que lhe dirijam do que a das cem outras. (Cap. XXVIII nos 4 e 5.)
3. Reflexão
3.1. Ação de transmissão de pensamento na prece
Em se tratando de um ato sincero e humilde, nenhuma prece fica sem resposta. A Doutrina Espírita nos esclarece que estamos todos mergulhados num fluido universal, que ocupa todo o espaço. Esse fluido recebe impulsos emitidos pelos nossos pensamentos, cuja força energética é proporcional à nossa vontade. Quando um pensamento é dirigido para um ser qualquer na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro aquele pensamento, como o ar transmite o som. Assim é que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontrem; é assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações e que se estabelecem relações à distância entre encarnados.
A energia da corrente é proporcional com a do pensamento e da vontade. É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontrem; é assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, que se estabelecem relações à distância entre encarnados. Essa ação também se subordina à vontade de Deus — juiz supremo em todas as coisas e o único apto a torná-la eficaz.
Fonte: www.luzespirita.org.br
3.2. Livro dos Espíritos - Lei de Adoração - Cap.II - Da Prece - Questão 658
658. Agrada a Deus a prece?
“A prece é sempre agradável a Deus, quando ditada pelo coração, pois, para Ele, a intenção é tudo. Assim, preferível lhe é a prece do íntimo à prece lida, por muito bela que seja, se for lida mais com os lábios do que com o coração. Agrada-lhe a prece, quando dita com fé, com fervor e sinceridade. Não creiais, porém, que toque a Deus a prece do homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que signifique, de sua parte, um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade.”
3.3. Mensagem - Cap. 25 - André Luiz- Mecanismos da Mediunidade- Chico Xavier e Waldo Vieira
"A mente centralizada na oração pode ser comparada a uma flor estelar, aberta ante o Infinito, absorvendo-lhe o orvalho nutriente de vida e luz. (...) Orar constitui a fórmula básica da renovação íntima, pela qual divino entendimento desce do Coração da Vida para a vida do coração. Semelhante atitude da alma, porém, não deve, em tempo algum, resumir-se a simplesmente pedir algo ao Suprimento Divino, mas pedir, acima de tudo, a compreensão quanto ao plano da Sabedoria Infinita, traçado para o seu próprio aperfeiçoamento, de maneira a aproveitar o ensejo de trabalho e serviço no bem de todos, que vem a ser o bem de si mesma."
4. Prece final: Em Prece - Oração do Poder - Meimei/Chico Xavier
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 05/05/2021 (quarta)
1.Prece inicial: Nos dias difíceis - Emmanuel / Chico Xavier
2. E.S.E. Cap. V - Bem-aventurados os aflitos - Causas anteriores das aflições (item 7)
3. Prece final: A esperança é luz na escuridão - Ari Lima / Chico Xavier
1.Prece inicial: Nos dias difíceis - Emmanuel / Chico Xavier
2. E.S.E. Cap. V - Bem-aventurados os aflitos - Causas anteriores das aflições (item 7)
7. Os sofrimentos devidos a causas anteriores à existência presente, como os que se originam de culpas atuais, são muitas vezes a consequência da falta cometida, isto é, o homem, pela ação de uma rigorosa justiça distributiva, sofre o que fez sofrer aos outros. Se foi duro e desumano, poderá ser a seu turno tratado duramente e com desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer em humilhante condição; se foi avaro, egoísta, ou se fez mau uso de suas riquezas, poderá ver-se privado do necessário; se foi mau filho, poderá sofrer pelo procedimento de seus filhos, etc.
Assim se explicam pela pluralidade das existências e pela destinação da Terra, como mundo expiatório, as anomalias que apresenta a distribuição da ventura e da desventura entre os bons e os maus neste planeta. Semelhante anomalia, contudo, só existe na aparência, porque considerada tão-só do ponto de vista da vida presente. Aquele que se elevar, pelo pensamento, de maneira a apreender toda uma série de existências, verá que a cada um é atribuída a parte que lhe compete, sem prejuízo da que lhe tocará no mundo dos Espíritos, e verá que a justiça de Deus nunca se interrompe.
Jamais deve o homem olvidar que se acha num mundo inferior, ao qual somente as suas imperfeições o conservam preso. A cada vicissitude, cumpre-lhe lembrar-se de que, se pertencesse a um mundo mais adiantado, isso não se daria e que só de si depende não voltar a este, trabalhando por se melhorar.
3. Prece final: A esperança é luz na escuridão - Ari Lima / Chico Xavier
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 04/05/2021 (terça)
Prece inicial - Oração Íntima - Antologia da Espiritualidade – Maria Dolores/Chico Xavier
E.S.E. Cap. XIV - Honrai a vosso pai e a vossa mãe - A Parentela corporal e a parentela espiritual (item 8)
Livro dos Espíritos - Questões 203 e 204
Reflexão - cap 39 – Livro da Esperança - Emmanuel/Chico Xavier
Prece final – Doce é sentir – Ziza Fernandes
Prece inicial - Oração Íntima - Antologia da Espiritualidade – Maria Dolores/Chico Xavier
2. E.S.E. Cap. XIV - Honrai a vosso pai e a vossa mãe - A Parentela corporal e a parentela espiritual (item 8)
A parentela corporal e a parentela espiritual
8. Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornece o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.
Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consanguíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências. (Cap. IV, nº 13)
Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
A hostilidade que lhe moviam seus irmãos se acha claramente expressa em a narração de São Marcos, que diz terem eles o propósito de se apoderarem do Mestre, sob o pretexto de que este perdera o espírito. Informado da chegada deles, conhecendo os sentimentos que nutriam a seu respeito, era natural que Jesus dissesse, referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista espiritual: “Eis aqui meus verdadeiros irmãos”. Embora na companhia daqueles estivesse sua mãe, ele generaliza o ensino que de maneira alguma implica haja pretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada lhe era como Espírito, que só indiferença lhe merecia. Provou suficientemente o contrário em várias outras circunstâncias.
3. Livro dos Espíritos - Questões 203 e 204
Parentesco, filiação
203.Transmitem os pais aos filhos uma parcela de suas almas, ou se limitam a lhes dar a vida animal a que, mais tarde, outra alma vem adicionar a vida moral?
“Dão-lhes apenas a vida animal, pois que a alma é indivisível. Um pai obtuso pode ter filhos inteligentes e vice-versa.”
204.Uma vez que temos tido muitas existências, a nossa parentela vai além da que a existência atual nos criou?
“Não pode ser de outra maneira. A sucessão das existências corporais estabelece entre os Espíritos ligações que remontam às vossas existências anteriores. Daí, muitas vezes, a simpatia que vem a existir entre vós e certos Espíritos que vos parecem estranhos.”
4. Reflexão - cap 39 – Livro da Esperança - Emmanuel/Chico Xavier
Capítulo 39
“Porquanto qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão minha irmã e minha mãe.” - Jesus (Marcos, 3: 35).
“Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam, no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente já na existência atual.” (ESE, Cap. 14, 8).
Parentela - instituto primário de caridade.
Fora do lar, é possível o sossego na consciência, distribuindo as sobras do dinheiro ou do tempo, aliás, com o mérito de quem sabe entesourar a beneficência.
Nada difícil suportar o agressor desconhecido que raramente conseguiremos rever.
Nenhum sacrifício em amparar o doente, largado na rua, a quem não nos vinculamos compromisso direto.
Em casa, porém, somos constrangidos ao exercício da assistência constante.
É aí, no reduto doméstico, por trás das paredes que nos isolam do aplauso público, que a vidência Divina nos experimenta a madureza tal ou o proveito dos bons conselhos que ministramos.
Nós que, de vez em vez, desembolsamos sorrindo pequena parcela de recursos em beneficio dos outros, estamos incessantemente convocados a sustentar os familiares que precisam de nós, não apenas mobilizando possibilidades materiais, mas também apoio e compreensão, disciplina e exemplo, resguardando as forças que nos asseguram felicidade.
Anseias por encargos sublimes, queres a convivência das entidades superiores, sonhas com posse de dons luminescentes, suspiras pela ascensão espiritual!... Contempla, no entanto, o espaço estreito que serve de moradia e lembra-te da criança na escola.
Em cada companheiro que partilha a consanguinidade, temos um livro de lições que, às vezes, nos detém o passo por tempo enorme, no esforço da repetência. Cada um deles nos impele a desenvolver determinadas virtudes; num, a paciência, noutro, a lealdade, e ainda em outros, o equilíbrio e a abnegação, a firmeza e a brandura! A pretexto de auxiliar a Humanidade, não fujas do cadinho fervente de lutas em que a vida te colocou sob o telhado em que respiras.
Ainda mesmo ao preço de todos os valores da existência física, refaze milhares de vezes as tuas demonstrações de humildade e serviço, perante as criaturas que te cercam, ostentando os títulos de pai ou mãe, esposo ou esposa, filhos ou irmãos, porque é de tua vitória moral junto deles que depende a tua admissão definitiva, entre os amados que te esperam, nas vanguardas de luz, em perpetuidade de regozijo na Família Maior.
5. Prece final – Doce é sentir – Ziza Fernandes
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 03/05/2021 (segunda)
1. Harmonização: Música - Tocando em Frente/Ando Devagar - Almir Sater
2. Prece inicial: Pai Nosso
3. E. S. E.: Capítulo XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita - Fazer o bem sem ostentação (itens 1 a 3)
4. Reflexão: Fazer o bem sem ostentação - Do livro Aprender com o Mestre – Sobre o Amor- Elda Evelina
5. Prece final: Conversando com Deus - Psicografia de Chico Xavier
1. Harmonização: Música - Tocando em Frente/Ando Devagar - Almir Sater
2. Prece inicial: Pai Nosso
Pai Nosso que estais nos Céus,
santificado seja o vosso Nome,
venha a nós o vosso Reino,
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal.
3. E. S. E.: Capítulo XIII - Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita - Fazer o bem sem ostentação (itens 1 a 3)
1. Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. – Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. – Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; – a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. (S. MATEUS, 6:1 a 4.)
2. Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. – Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, poderás curar-me. – Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. – Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova. (S. MATEUS,8:1 a 4.)
3. Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz.
Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda! Foi por isso que Jesus declarou: “Os que fazem o bem ostentosamente já receberam sua recompensa.” Com efeito, aquele que procura a sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já se pagou a si mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.
Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se há a modéstia real, também há a falsa modéstia, o simulacro da modéstia. Há pessoas que ocultam a mão que dá, tendo, porém, o cuidado de deixar aparecer um pedacinho, olhando em volta para verificar se alguém não o terá visto ocultá-la. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados entre os homens, que não será perante Deus? Também esses já receberam na Terra sua recompensa. Foram vistos; estão satisfeitos por terem sido vistos. É tudo o que terão.
E qual poderá ser a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre aquele que os recebe, que lhe impõe, de certo modo, testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição, exaltando o preço dos sacrifícios a que se vota para beneficiá-lo? Oh! para esse, nem mesmo a recompensa terrestre existe, porquanto ele se vê privado da grata satisfação de ouvir bendizer-lhe do nome e é esse o primeiro castigo do seu orgulho. As lágrimas que seca por vaidade, em vez de subirem ao Céu, recaíram sobre o coração do aflito e o ulceraram. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor.
A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola. Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade. Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço. Eis o que significam estas palavras: “Não saiba a mão esquerda o que dá a direita.”
4. Reflexão: Fazer o bem sem ostentação - Do livro Aprender com o Mestre – Sobre o Amor - Elda Evelina
Certa vez ouvi sobre um fato protagonizado por Francisco Cândido Xavier, uma de muitas outras histórias que contam a respeito desse grande personagem na jornada do espiritismo no Brasil.
Um grupo comandado pelo Chico preparava-se para levar algumas doações – alimento entre outras coisas – a uma família que estava passando grandes dificuldades.
Em chegando perto da casa onde iriam deixar os bens arrecadados, observaram grande movimento nas casas vizinhas. Chico, então, orientou seus companheiros a não entrarem pela porta da frente, deveriam dar a volta e bater à porta de trás. Alguém então perguntou-lhe por qual razão não entrariam por ali, pois seria mais cômodo e fácil.
Chico então respondeu, com o seu jeito simples e direto: Os vizinhos não precisam saber que nossos amigos estão em dificuldades, devemos ser discretos para não constrangê-los.
Com esta história singela gostaria de começar nossa reflexão sobre um assunto tão importante a que nem sempre damos muita atenção.
Diz-nos o Evangelho de Mateus, capítulo 6, versículos de 1 a 4:
“Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles; (…)
Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, (…)
Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
(…) quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
Neste mesmo contexto, logo após falar-nos a respeito do orar de forma reservada, que podemos interpretar como sendo em nosso coração, Jesus oferece-nos uma prece para conectarmo-nos com o Pai:
Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. [Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém.]” (Mt 6 9:13)
Normalmente temos o costume de contarmos quando fazemos algo em favor de alguém. No entanto, em muitos desses momentos não estamos exatamente fazendo alarde do nosso feito. Estamos simplesmente registrando um fato. Será que até assim estaremos praticando a ostentação sobre nossa ação meritória? Ou mais exatamente, estaremos tendo mérito nessa atitude quando buscamos auxiliar um companheiro de jornada em dificuldade?
Diz-nos o dicionário quanto ao sentido da palavra ostentação:
“A ostentação (do latim “ostentare” que significa “mostrar”) é o ato ou efeito de exibir com vaidade e pompa, bens, direitos ou outra propriedade, normalmente fazendo referência à necessidade de mostrar luxo ou riqueza. O termo também pode contrair conotação positiva como por exemplo: apesar de franzino, o padre ostentava a fama de ser um grande ajudante da sociedade. A ostentação também está ligada ao apego aos bens materiais,o poder.
Como antônimo, pode-se citar discrição, humildade e simplicidade.” (Wikipedia)
Vale lembrar o alerta de Jesus quanto a fazer boas obras com ostentação ou, como está no Evangelho de Mateus: “como fazem os hipócritas (…), para serem glorificados pelos homens.” (Mt. 6:2) Agir com soberba, com orgulho e vaidade.
Precisamos estar atentos quanto ao modo como proceder ao querer sermos úteis a alguém ou apoiarmos alguma causa. Devemos ser discretos. Quando valorizarmos algo, que seja a necessidade de ajudar e não ao fato de estarmos prestando auxílio em favor de alguém. Mais ainda, lembrando a história contada no início deste estudo, termos o cuidado de não expor pessoas para não virmos a criar situações constrangedoras a quem queremos ajudar.
Por vezes não percebemos que ao divulgar nomes e contar histórias a respeito de alguém estaremos tornando públicos fatos que a própria pessoa está querendo manter em sigilo.
No afã de querermos ajudar, nós criamos situações que virão a levar problemas até mesmo sérios para a vida de alguém. Acabamos por exceder os limites do aceitável, vamos além do que deveríamos.
Nesses casos também estão presentes o orgulho e a vaidade, mesmo que vestidos em roupagem de uma ação pretensamente meritória de querer ajudar, resolver um problema para alguém.
Deveremos ser cuidadosos e estarmos atentos quando escolhemos realizar uma boa ação. Fazermos algumas reflexões como:
– Quando uma pessoa me conta algo ela quer ajuda ou simplesmente está expondo uma situação que ela mesma tem condições de resolver? Ou ainda, quer tão-somente uma sugestão ou está efetivamente pedindo uma ajuda material, ou até mesmo moral?
– Ao escolhermos ajudar, realizamos uma análise no sentido de saber como fazer isso?
– Estaremos indo além do razoável? Estaremos tentando demonstrar, de uma forma ostensiva, que somos bons, indo além do necessário?
– Nossa atitude em favor de outrem está baseada em sentimento de caridade, ou simplesmente prestando um favor ou oferecendo algo sem envolvimento fraternal, como que cumprindo uma obrigação ou desobrigando-nos de um encargo?
– Em suma, estamos buscando efetivamente auxiliar, ou o comportamento está fundamentado mais precisamente no nosso orgulho ou vaidade?
Por vezes questionamo-nos se devemos falar a respeito de algo que tenhamos feito em favor de alguém ou instituições, preocupados em sermos mal interpretados. Vale aqui refletir que nem sempre o informar a alguém uma ação de socorro e auxílio é vangloriar-se com soberba, com ostentação. Por vezes estamos tão-somente comentando um fato, até mesmo para buscar novos adeptos a um projeto que se nos parece importante e ao qual demos nosso voto de confiança e queremos intensificar essa ajuda.
Aqui um texto de Cárita (E.S.E. Cap. XIII):
“14. Várias maneiras há de fazer-se a caridade, que muitos dentre vós confundem com a esmola. Diferença grande vai, no entanto, de uma para outra. A esmola, meus amigos, é algumas vezes útil, porque dá alívio aos pobres; mas é quase sempre humilhante, tanto para o que a dá, como para o que a recebe. A caridade, ao contrário, liga o benfeitor ao beneficiado e se disfarça de tantos modos! Pode-se ser caridoso, mesmo com os parentes e com os amigos, sendo uns indulgentes para com os outros, perdoando-se mutuamente as fraquezas, cuidando não ferir o amor-próprio de ninguém. Vós, espíritas, podeis sê-lo na vossa maneira de proceder para com os que não pensam como vós, induzindo os menos esclarecidos a crer, mas sem os chocar, sem investir contra as suas convicções e, sim, atraindo-os amavelmente às nossas reuniões, onde poderão ouvir-nos e onde saberemos descobrir nos seus corações a brecha para neles penetrarmos. Eis aí um dos aspectos da caridade.”
Aqui uma história contada por um Espírito Protetor (ESE Cap. XIII):
“15. Dois homens acabavam de morrer. Deus havia dito: “Enquanto esses dois homens viverem, serão postas as suas boas ações num saco para cada um, e quando morrerem, serão pesados esses sacos”. Quando ambos chegaram à sua última hora. Deus mandou que lhe levassem os dois sacos. Um estava cheio, volumoso, estufado, e retinia o metal dentro dele. O outro era tão pequeno e fino, que se viam através do pano as poucas moedas que continha. Cada um dos homens reconheceu o que lhe pertencia: “Eis o meu, — disse o primeiro — eu o conheço; fui rico e distribui bastante!” O outro: “Eis o meu. Fui sempre pobre, ah! Não tinha quase nada para distribuir”. Mas, ó surpresa: postos na balança, o maior tornou-se leve e o pequeno se fez pesado, tanto que elevou muito o outro prato da balança. Então, Deus disse ao rico: “Deste muito, é verdade, mas o fizeste por ostentação, e para ver o teu nome figurando em todos os templos do orgulho. Além disso, ao dar, não te privaste de nada. Passa à esquerda e fica satisfeito, por te ser contada a esmola como alguma coisa”. Depois, disse ao pobre: “Deste bem pouco, meu amigo, mas cada uma das moedas que estão na balança representou uma privação para ti. Se não distribuíste a esmola, fizeste a caridade, e o melhor é que a fizeste naturalmente, sem te preocupares de que a levassem à tua conta. Foste indulgente; não julgaste o teu semelhante; pelo contrário, encontraste desculpas para todas as suas ações. Passa à direita, e vai receber a tua recompensa.”
Diz-nos Emmanuel em o livro Viajor, por ChicoXavier:
“Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, por que, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.”
Querer fazer o bem é estar pronto para o exercício da Caridade:
– para consigo mesmo, para com o próximo, para com todos os seres, a Natureza, o mundo em que vivemos. Estarmos conscientes de que todos somos um só, independente de estarmos vivenciando experiências em lugares distintos, em cidades diferentes, em outro país, não obstante estarmos no mesmo mundo, no mesmo Universo.
É louvável quando prestamos auxílio buscando deixar a impressão de sermos nós a estarmos gratos pela oportunidade que se apresentou para sermos úteis.
Reflexão sobre a Caridade
Muitos de nós creem que caridade é oferecer algo material a quem esteja precisando.
Alguns pensam que sentir necessidades é não ter coisas, bens, alimento para o corpo.
Outros, no entanto, começam a ter consciência de que ser caridoso é perceber as carências daqueles com quem convivemos, em suas diversas formas de expressão.
Há aqueles que já sentem em si mesmos algo que vai além do precisar e do oferecer aquilo que podemos tocar e perceber com os cinco sentidos do nosso ser.
A partir deste momento, os que alcançaram uma certa consciência do que seja caridade, sentirão uma força interior que os remeterá não simplesmente a doar, mas principalmente ao doar-se. Estes perceberão que as necessidades mais prementes, pelas quais passa a quase totalidade da humanidade, estão na carência do acolhimento fraterno, no aconchego de um abraço amigo, na valorização do Ser como um bem maior, no reconhecimento de que, antes de estarmos aqui como uma Alma em exercício do aprendizado e buscando seu crescimento moral, somos um Espírito eterno que necessita de fazer contato com o amor como instrumento de sua profunda transformação.
Fonte: IN: https://www.eldaevelina.com/fazer-o-bem-sem-ostentacao/; acessado em 02/05/2021.
5. Prece final: Conversando com Deus - Psicografia de Chico Xavier
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 02/05/2021 (domingo)
1. Harmonização e prece inicial: A melhor oração - Elizabete Lacerda
2. E. S. E. - Cap. IX - Bem aventurados os que são brandos e pacíficos (itens 4 e 5)
3. Livro dos Espíritos - Questão 1000 - Parte Quarta - Das esperanças e consolações - Expiação e arrependimento
4. Reflexões:
4.1. Os quatro elementos da comunicação não violenta (CNV) - Haroldo Dutra
4.2. Sr. Indiferente - Aryasb Feiz
5. Prece final: Decisão de ser feliz - Joanna de Ângelis / Divaldo Franco
1. Harmonização e prece inicial: A melhor oração - Elizabete Lacerda
2. E. S. E. - Cap. IX - Bem aventurados os que são brandos e pacíficos (itens 4 e 5)
4. Por estas máximas, Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma lei. Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até toda expressão descortês de que alguém possa usar para com seus semelhantes. Raca, entre os hebreus, era um termo desdenhoso que significava – homem que não vale nada, e se pronunciava cuspindo e virando para o lado a cabeça. Vai mesmo mais longe, pois que ameaça com o fogo do inferno aquele que disser a seu irmão: És louco.
Evidente se torna que aqui, como em todas as circunstâncias, a intenção agrava ou atenua a falta; mas, em que pode uma simples palavra revestir-se de tanta gravidade que mereça tão severa reprovação? É que toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei do amor e da caridade que deve presidir às relações entre os homens e manter entre eles a concórdia e a união; é que constitui um golpe desferido na benevolência recíproca e na fraternidade; é que entretém o ódio e a animosidade; é, enfim, que, depois da humildade para com Deus, a caridade para com o próximo é a lei primeira de todo cristão.
5. Mas, que queria Jesus dizer por estas palavras: “Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra”, tendo recomendado aos homens que renunciassem aos bens deste mundo e havendo-lhes prometido os do céu?
Enquanto aguarda os bens do céu, tem o homem necessidade dos da Terra para viver. Apenas, o que ele lhe recomenda é que não ligue a estes últimos mais importância do que aos primeiros.
Por aquelas palavras quis dizer que até agora os bens da Terra são açambarcados pelos violentos, em prejuízo dos que são brandos e pacíficos; que a estes falta muitas vezes o necessário, ao passo que outros têm o supérfluo. Promete que justiça lhes será feita, assim na Terra como no céu, porque serão chamados filhos de Deus. Quando a Humanidade se submeter à lei de amor e de caridade, deixará de haver egoísmo; o fraco e o pacífico já não serão explorados, nem esmagados pelo forte e pelo violento. Tal a condição da Terra, quando, de acordo com a lei do progresso e a promessa de Jesus, se houver tornado mundo ditoso, por efeito do afastamento dos maus.
3. Livro dos Espíritos - Questão 1000 - Parte Quarta - Das esperanças e consolações - Expiação e arrependimento
Parte Quarta - Das esperanças e consolações
CAPÍTULO II - DAS PENAS E GOZOS FUTUROS
Expiação e arrependimento
1000. Já desde esta vida poderemos ir resgatando as nossas faltas?
“Sim, reparando-as. Mas, não creiais que as resgateis mediante algumas privações pueris, ou distribuindo em esmolas o que possuirdes, depois que morrerdes, quando de nada mais precisais. Deus não dá valor a um arrependimento estéril, sempre fácil e que apenas custa o esforço de bater no peito. A perda de um dedo mínimo, quando se esteja prestando um serviço, apaga mais faltas do que o suplício da carne suportado durante anos, com objetivo exclusivamente pessoal. (726)
“Só por meio do bem se repara o mal e a reparação nenhum mérito apresenta, se não atinge o homem nem no seu orgulho, nem no seus interesses materiais.
“De que serve, para sua justificação, que restitua, depois de morrer, os bens mal adquiridos, quando se lhe tornaram inúteis e deles tirou todo o proveito?
“De que lhe serve privar-se de alguns gozos fúteis, de algumas superfluidades, se permanece integral o dano que causou a outrem?
“De que lhe serve, finalmente, humilhar-se diante de Deus, se, perante os homens, conserva o seu orgulho?” (720-721).
4. Reflexões:
4.1. Os quatro elementos da comunicação não violenta (CNV) - Haroldo Dutra
4.2. Sr. Indiferente - Aryasb Feiz
5. Prece final: Decisão de ser feliz - Joanna de Ângelis / Divaldo Franco
Empenha-te ao máximo para tornar tua vida agradável a ti mesmo e aos outros.
É importante que, tudo quanto faças, apresente um significado positivo, motivador de novos estímulos para o prosseguimento da tua existência, que se deve caracterizar por experiências enriquecedoras.
Se as pessoas que te cercam não concordarem com a tua opção de ser feliz, não te descoroçoes e, sem qualquer agressão, continua gerando bem-estar.
És a única pessoa com quem contarás para estar contigo, desde o berço até o túmulo, e depois dele, como resultado dos teus atos...
Gerar simpatia, produzindo estímulos otimistas para ti mesmo, representa um crescimento emocional significativo, a maturidade psicológica em pleno desabrochar.
É relevante que o teu comportamento produza um intercâmbio agradável, caricioso, com as demais pessoas. No entanto, se não te comprazer, transformar-se-á em tormento, induzindo-te a atitudes perturbadoras, desonestas.
Tuas mudanças e atitudes afetam aqueles com os quais convives. É natural, portanto, que te plenificando, brindem-te com mais recursos para a geração de alegrias em volta de ti.
Todos os grandes líderes da Humanidade lutaram até lograr sua meta – alcançar o que haviam elegido como felicidade, como fundamental para a contínua busca.
Buda renunciou a todo conforto principesco para atingir a iluminação.
Maomé sofreu perseguições e permaneceu indômito até lograr a sua meta.
Gandhi foi preso inúmeras vezes, sem reagir, fiel aos planos da não violência e da liberdade para o seu povo.
E Jesus preferiu a cruz infamante à mudança de comportamento fixado no amor.
Todos quantos anelam pela integração com a Consciência Cósmica geram simpatia e animosidade no mundo, estando sempre a braços com os sentimentos desencontrados dos outros, porém fiéis a si mesmos, com quem sempre contam, tanto quanto, naturalmente, com Deus.
Quando se elege uma existência enriquecida de paz e bem-estar, não se está eximindo ao sofrimento, às lutas, às dificuldades que aparecem. Pelo contrário, eles sempre surgem como desafios perturbadores, que a pessoa deve enfrentar, sem perder o rumo, nem alterar o prazer que experimenta na preservação do comportamento elegido. Transforma, dessa maneira, os estímulos afligentes em contribuição positiva, não se lamentando, não sofrendo, não desistindo.
Quem, na luta, apenas vê sofrimento, possui conduta patológica, necessitando de tratamento adequado.
A vida é bênção e deve ser mantida saudável, alegre, promissora, mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.
Tornando tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os teus dias.
Que assim seja!
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Saúde e de Consciência
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
Estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo - 01/05/2021 (sábado)
1. Harmonização: Trabalhadores da última hora - Carlinhos Conceição
2. Prece inicial: Prece José Silvério Horta - Haroldo Dutra
3. E. S. E. - Cap. XX - Os trabalhadores da última hora - item 1
4. Livro dos Espíritos: Necessidade do trabalho
5. Reflexões:
5.1. Porém muitos primeiros serão os últimos e muitos últimos serão os primeiros
5.2. Momento Espírita: Os trabalhadores da última hora
5.3. Música Espírita: Trabalhadores da última hora
6. Prece final: prece Sábios dos sábios, do espírito João de Deus
7. Recomendamos esse estudo complementar, quando possível (lindo estudo) Simão Pedro, trabalhadores da última hora.
1. Harmonização: Trabalhadores da última hora - Carlinhos Conceição
2. Prece inicial: Prece José Silvério Horta - Haroldo Dutra
3. E. S. E. - Cap. XX - Os trabalhadores da última hora - item 1
1. O reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de madrugada, a fim de assalariar trabalhadores para a sua vinha. – Tendo convencionado com os trabalhadores que pagaria um denário a cada um por dia, mandou-os para a vinha. – Saiu de novo à terceira hora do dia e, vendo outros que se conservavam na praça sem fazer coisa alguma. – disse-lhes: Ide também vós outros para a minha vinha e vos pagarei o que for razoável. Eles foram. – Saiu novamente à hora sexta e à hora nona do dia e fez o mesmo. – Saindo mais uma vez à hora undécima, encontrou ainda outros que estavam desocupados, aos quais disse: Por que permaneceis aí o dia inteiro sem trabalhar? – É, disseram eles, que ninguém nos assalariou. Ele então lhes disse: Ide vós também para a minha vinha.
Ao cair da tarde disse o dono da vinha àquele que cuidava dos seus negócios: Chama os trabalhadores e paga-lhes, começando pelos últimos e indo até aos primeiros. – Aproximando-se então os que só à undécima hora haviam chegado, receberam um denário cada um. – Vindo a seu turno os que tinham sido encontrados em primeiro lugar, julgaram que iam receber mais; porém, receberam apenas um denário cada um. – Recebendo-o, queixaram-se ao pai de família – dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora e lhes dás tanto quanto a nós que suportamos o peso do dia e do calor.
Mas, respondendo, disse o dono da vinha a um deles: Meu amigo, não te causo dano algum; não convencionaste comigo receber um denário pelo teu dia? Toma o que te pertence e vai-te; apraz-me a mim dar a este último tanto quanto a ti. – Não me é então lícito fazer o que quero? Tens mau olho, porque sou bom?
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos. (S. MATEUS, 20:1 a 16. Ver também: “Parábola do festim das bodas”, cap.XVIII, nº1.)
4. Livro dos Espíritos: Necessidade do trabalho
5. Reflexões:
5.1. Porém muitos primeiros serão os últimos e muitos últimos serão os primeiros
5.2. Momento Espírita: Os trabalhadores da última hora
Trabalhadores da última hora
Em suas pregações, Jesus utilizou largamente o recurso das parábolas.
Mediante elas ministrou ensinamentos morais a um povo rude, ainda incapaz de assimilar as grandes verdades da vida, em toda a sua pureza.
Sob o véu da alegoria, jazem rutilantes ensinamentos.
Cada qual extrai das parábolas a lição compatível com seu estado evolutivo.
Mas a essência, sempre consistente na necessidade de uma vida honesta e fraterna, é acessível a todos.
À medida que a criatura cresce em compreensão, ela percebe novos desdobramentos de uma mesma passagem evangélica.
Utilizando uma expressão do Cristo, passa a ter olhos de ver.
É muito conhecida a Parábola dos trabalhadores da última hora.
Nela, Jesus fala de um proprietário de vinha que assalariou trabalhadores em diversos momentos do dia.
Ao final, a todos remunerou igualmente.
Assim, quem trabalhou apenas uma hora ganhou o mesmo de quem iniciou a tarefa ao alvorecer.
Proporcionalmente, a remuneração dos últimos contratados foi muito superior à dos primeiros.
Por se tratar de um ensinamento alegórico, dele podem ser extraídas variadas lições.
Um dos enfoques possíveis é comparar os trabalhadores com todos os envolvidos na reforma moral da Humanidade.
Ao longo dos séculos, eles se sucederam.
Foram profetas, legisladores, administradores, juristas e pensadores os mais diversos.
A diferença na remuneração pode ser referida ao resultado obtido com a tarefa.
No princípio, as criaturas eram muito rudes e bastante refratárias aos ensinamentos.
Com o passar dos séculos, foram se tornando mais receptivas e maleáveis.
Hoje, as leis civis implementadas por Moisés parecem bastante severas.
Por exemplo, a regra do olho por olho soa intolerante aos ouvidos do homem moderno.
Mas para a época foi uma grande e importante inovação.
Até então, vigorava a vingança desmedida.
Perante um mal feito, não raro se eliminava não apenas o ofensor, mas toda a sua família.
A proporcionalidade da represália representou um avanço moral.
Como o povo ainda não conseguia perdoar, ao menos se tinha um limite para o revide.
E assim gradualmente a Humanidade evoluiu.
Incontáveis pessoas dedicaram suas vidas a esse mister.
Coisas que hoje parecem naturais são fruto de grandes lutas e renúncias.
Direitos trabalhistas, igualdade entre homens e mulheres e proibição de penas cruéis são alguns exemplos.
Pode-se dizer que os reformistas dos primeiros tempos trabalharam na base do edifício.
Hoje já se atua na cumeeira, na medida em que a Humanidade está pronta para vivenciar a fraternidade.
Notícias sobre atos cruéis e desonestos chocam, pois no íntimo a maioria da população deseja outras vivências.
Em suma, chegou a vez dos trabalhadores da última hora.
É preciso se tomar do ideal de viver em um mundo melhor e agir para que ele se implante na Terra.
Urge que os homens de bem mostrem a força de seu caráter e ocupem espaços.
É necessário que as crianças sejam educadas para amar o trabalho e a honestidade e viver fraternalmente.
Mas, mais do que apenas belos discursos, são necessários exemplos.
A generosa recompensa do esforço será a ventura de viver, e mais tarde renascer, em um mundo justo e fraterno.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita.
5.3. Música Espírita: Trabalhadores da última hora
6. Prece final: prece Sábios dos sábios, do espírito João de Deus
Prece do Espírito João de Deus
(psicografado por Chico Xavier)
Meu senhor, sábio dos sábios,
Pai de toda criação,
Põe a doçura em meus lábios
E a fé no meu coração.
Sol de amor que me conduz,
Na vida em que me agasalho.
Enche os meus olhos de luz,
E as minhas mãos de trabalho.
Dá-me forças no caminho,
Para lutar e vencer,
Transformando todo espinho,
Em flores do meu dever.
Pai, não te esqueças de mim,
Nas bênçãos da compaixão.
Guarda-me em teu coração,
De paz e de amor sem fim.
Chico Xavier
7. Recomendamos esse estudo complementar, quando possível (lindo estudo) Simão Pedro, trabalhadores da última hora.
4.1.Leitura:L
Sede paciente, pois a paciência é também caridade, e deveis praticar a lei de caridade, ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil de todas. Mas há uma bem mais penosa, e conseq u entemente bem mais meritória, que é a de perdoar os que Deus colocou em nosso caminho para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência.
A vida é difícil, bem o sei, constituindo-se de mil bagatelas que são como alfinetadas e acabam por nos ferir. Mas é necessário olhar para os deveres que nos são impostos, e para as consolações e compensações que obtemos, pois então veremos que as bênçãos são mais numerosas que as dores. O fardo parece mais leve quando olhamos para o alto, do que quando curvamos a fronte para a terra.
Coragem, amigos: o Cristo é o vosso modelo. Sofreu mais que qualquer um de vós, e nada tinhao redivivo -irmão X - caridade