Neste livro, Wagner Gervazio apresenta uma abordagem dialética para compreender as complexas relações entre humanidade e natureza, explorando o conceito de sustentabilidade em sua construção histórica e contraditória. Estruturado em três partes – tese, antítese e síntese –, o autor conduz o leitor por uma reflexão sobre como as sociedades humanas passaram de uma interação “harmoniosa” com a natureza para sua exploração e negação, evidenciada pela lógica capitalista de dominação.
Este livro tem a intenção de registrar, em memórias vividas por vários personagens, a história de Sonia Bergamasco. Representa as passagens das histórias de muitos amigos e amigas que com ela conviveram e puderam se deliciar com esse convívio. São lembranças emocionadas, comoventes, alegres, de muitas brincadeiras, e também de sustos e broncas! De toda forma de fatos imemoráveis!
No doutorado, desenvolvi meu trabalho na região norte de MT, no bioma Amazônia, sobre a construção de um método para avaliar a sustentabilidade em dois assentamentos rurais, o assentamento São Pedro, em Paranaíta e o PDS São Paulo, em Carlinda - MT.
Neste livro, apresento a história, a organização, a formação, a sustentabilidade e o bem viver do Assentamento PDS São Paulo. Espero que gostem dessa história de muita luta e conquistas...
Esta obra supre uma importante lacuna ao reunir relevantes estudos que ajudam a compreender os efeitos, no estado de São Paulo, de políticas públicas federais e estaduais voltadas à agricultura familiar. Nesse sentido, este livro atende a diferentes objetivos, como o de promover pesquisas e pesquisadores da agricultura familiar no estado, salientar a presença e a importância dessa categoria de agricultores e sua necessidade de maior atenção por parte do Estado e, ainda, demonstrar os efeitos das políticas públicas na agricultura familiar paulista.
O livro escrito por Wagner Gervazio e Sonia Bergamasco possui grande relevância para romper com este obscurantismo, contribuindo para a divulgação e a construção do conhecimento do processo de criação e desenvolvimento de um assentamento na Amazônia matogrossense, o Projeto de Assentamento São Pedro. Importante destacar que, esta obra que tenho a honra em apresentar, é parte da pesquisa de doutorado do primeiro autor, orientado pela Professora Sonia Bergamasco e desenvolvido na Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas (FEAGRI/UNICAMP). Para além da tese, neste livro os autores imprimem a importância da comunicação rural e do retorno das pesquisas ao local de origem, aos atores sociais essenciais e sem os quais não seria possível o desenvolvimento da própria pesquisa.
Capítulo de livro
O texto analisa o governo Jair Bolsonaro como exemplo de como populismos de extrema direita no Sul Global utilizam uma governança disruptiva para desmontar políticas contrárias aos interesses do agroextrativismo predatório. No Brasil, programas que beneficiavam a agricultura familiar e camponesa foram rapidamente desarticulados, sem necessidade de aprovação do Congresso, sob o argumento de “mudanças radicais”. Essa estratégia combinou alto impacto midiático e decisões administrativas para: facilitar a apropriação privada de terras públicas; afrouxar o controle do desmatamento; militarizar órgãos ambientais e fundiários; subordinar agendas ambientais e agrárias ao agronegócio; eliminar canais de participação social. Embora pareçam ações caóticas, tratam-se de medidas calculadas para fortalecer o agronegócio como modelo único de desenvolvimento, ao mesmo tempo em que sinalizam à base eleitoral que o governo “rompe” com estruturas vistas como obstáculos ao progresso.
Neste capítulo, nosso objetivo é sistematizar uma trajetória de ocupação fundiária para a região Sudoeste Paulista, especificando seus principais períodos e momentos históricos, bem como os atores sociais que despontaram desse processo. Para isso, realizamos uma profunda revisão bibliográfica em livros, teses, dissertações e artigos científicos que, de alguma maneira, abordaram a historicidade da região. Nós enunciamos a trajetória de ocupação fundiária do Sudoeste Paulista a partir dos seguintes tópicos: Pré-colonização; Ouro no Paranapanema e Tropeirismo; Lei de Terras: grilagem, caipiras e algodão; Mineração, lavouras de feijão e as lutas por reforma agrária; Passagem pro novo milênio: a dualidade entre Agronegócio e Agricultura Familiar; e o cenário atual. A sistematização dessa trajetória pode ser uma importante ferramenta de auxílio aos debates e às reflexões sobre estratégias de desenvolvimento sustentável para a região Sudoeste Paulista.