Na continuidade do atelier de nutrição «Princípios básicos para comer bem e saudável, com prazer e satisfação», que teve lugar em 8 de fevereiro passado, estou a organizar um novo atelier, para o próximo dia 24 de março de 2018, no qual irei falar:
- da cozedura dos alimentos e da importância de a controlar, para não deteriorar os seus nutrientes;
- da questão do PH (como controlar o equilíbrio ácido/base);
- da questão da oxidação (para não degradar os alimentos).
Para além de explicar todas estas questões, irei ensinar a maneira, e os truques, para conseguirmos todo este equilíbrio.
Tema: «Princípios básicos para comer bem e saudável, com prazer e satisfação»
- Cozedura dos alimentos
- Equilíbrio ácido-base
- Evitar a oxidação
Data: 24-3-2018 das 10H00 ás 13H00
Contribuição: 20€
É necessário confirmar a sua presença antecipadamente para o telef.910.910.490 ou 966.924.981
O SAL
(textos por:
Dra Línia Maria Luís, Naturopata)
Excertos históricos
Durante longos anos, o sal, foi apelidado de “ouro branco”. Os Gregos
e Romanos, usavam-no como moeda nas compras e vendas. Foi considerado
artigo de luxo, só os mais ricos tinham acesso a ele.
A via principal de transporte do sal da Roma Antiga chamava-se “Via
Salária” (estrada do sal), por onde os soldados transportavam os
carregamentos dos “cristais preciosos” para a cidade e como pagamento
recebiam o salarium. Defende-se que daqui surgiu a palavra salário.
A sua descoberta fez a riqueza de muitos povos antigos. Era
comercializado a peso de ouro. Um grama de sal era trocado por um
grama de ouro. Daí que durante longos anos tenha sido apelidado de
“ouro branco”. Cassiodoro (Senador romano) dizia: “alguns não precisam
de ouro, mas qual é o homem que não precisa de sal?” O seu valor era
muito abrangente, ganhou, até, o significado de sagrado. Homero (poeta
grego) chamou-o de “divino”, Platão (Filósofo) definiu-o como a
“substância cara aos deuses”, na Bíblia aparece a frase “vós sóis o
sal da terra”, era artigo de luxo. Num banquete, as pessoas
consideradas mais importantes, tinham à sua frente um saleiro.
O sal no organismo
Apesar de muitas pesquisas relacionarem o sal com problemas de
Hipertensão Arterial, se usado moderadamente, é muito benéfico para a
saúde. É indispensável a todos os tipos da vida animal. O sódio é
fundamental para regular as funções básicas do organismo. Sem ele, o
nosso organismo não conseguiria transportar oxigénio, nutrientes,
transmitir impulsos nervosos, ou mover os músculos e órgãos, inclusive
o coração, absorção da glicose. Participa do equilíbrio ácido-base, é
essencial para o sistema imunitário, funcionamento do cérebro, etc..
Um corpo, adulto, tem em média 250 gr de sal. Temos sal em todos os
líquidos orgânicos:
Lágrimas,
Saliva
Urina
Sangue
Como o perdemos através do suor, urina e lágrimas, há necessidade de o
repor. A carência pode manifestar-se por:
Dores de cabeça
Náuseas
Fraqueza
O sal que se deve utilizar, é o sal marinho integral, isto é, não
manipulado e nunca o industrializado.
O sal começou a ser usado como esterilizador, conservava a comida
impedindo a reprodução de bactérias. Era visto como um aliado da saúde
e continua a ser desde que usado com moderação, se assim não for, pode
trazer problemas à saúde.
Um adulto deve consumir, no máximo, entre 4 a 6 gr de sal por dia, que
equivale a 2,4 gr de sódio. Os idosos e crianças devem consumir menos.
Por exemplo, uma criança até aos 2 anos de idade não deve comer nada
com adição de sal. O leite materno e o sal que os produtos alimentares
contêm suprimem as necessidades. Os idosos não devem consumir mais do
que o equivalente a 5 gr, no máximo, por dia porque tendem a reter
sódio, devido à deterioração, diária, dos vasos sanguíneos. Pode-se
diminuir o consumo através da associação de condimentos e ervas
aromáticas na preparação das refeições (aipo, orégãos, coentros,
hortelã, cebola, limão, alho, azeite, louro, tomilho, gengibre,
pimentos, etc.).
SAL MARINHO INTEGRAL VS SAL REFINADO
Composição do sal marinho integral
O sal marinho integral contém cerca de 84 elementos, entre os quais:
iodo de fácil assimilação e nas quantidades necessárias para o
organismo, magnésio, cálcio, enxofre, sódio (o teor de sódio deste
sal, é menor do que no sal refinado), carbono, zinco, cobalto, fluor,
fósforo, ferro, lítio, manganês, mercúrio, molibdénio, potássio,
selénio, prata, ouro, urânio, etc..
O organismo ao desidratar-se perde grandes quantidades de água e sais
minerais criando um estado de cansaço e esgotamento físico, psíquico,
emocional e mental. O mau funcionamento interno do organismo é
provocado pelos minerais que se perdem, por isso, devemos repô-los
rapidamente. Com o sal refinado, nada chegará às células, excepto, o
cloreto de sódio. O sal marinho repõe rapidamente os minerais
perdidos.
BENEFÍCIOS DO SAL MARINHO
Fornece a energia aos músculos
Ajuda a combater as carências provocadas por uma má alimentação
Diminui a acidez gástrica
Estimula a circulação sanguínea, respiratória, sistema nervoso, rins e
vias urinárias
Bastam 3 a 4 semanas de consumo para remineralizar o organismo,
enriquecimento extraordinário de cálcio, magnésio, fluor, etc.
É antialérgico
Estimula a cura de feridas, alivia a psoríase
Combate o bócio
Mantém o equilíbrio da tiróide
Regula o excesso de sódio e potássio
Composição do sal refinado
Fig: processo, antigo, de refinamento
O sal refinado/industrializado passa por uma lavagem que retira os
nutrientes, como por exemplo:
As algas microscópicas que fixam o iodo natural. Por isso tem que se
acrescentar o iodo sobre a forma de iodeto de potássio que é,
geralmente, usado numa quantidade superior à quantidade normal de iodo
do sal marinho, predispondo o organismo a doenças da tiróide: nódulos,
tumores, que numa situação extrema pode levar ao aparecimento do
cancro da tiróide.
Minerais, como por exemplo, magnésio, enxofre, iodo, cálcio, sódio;
Entre outros.
Os nutrientes são retirados para posteriormente serem comercializados
por valores elevados, conseguindo-se maiores lucros.
Depois de empobrecido, são adicionados aditivos químicos altamente
prejudiciais para a saúde, como por exemplo, o alto teor de sódio,
sobre a forma de cloreto de sódio, que favorece a Hipertensão,
retensão de líquidos. Esses aditivos químicos oxidam rapidamente
quando expostos à luz. Por isso, acrescentam um estabilizante que
combinado com o iodeto de potássio produz, no sal, uma cor roxa. Para
mascarar a cor, adicionam carbonato de sódio para branquear. Este
químico existe em quantidades descontroladas porque é impossível uma
distribuição uniforme. Para que, o sal, se mantenha solto (evitar que
fique tipo pedra ou muito húmido/a liquidificar), adicionam óxido de
cálcio (cal de parede), que favorece, também, o aparecimento de pedras
nos rins e vesícula biliar.
Cuidados
Há que ter cuidado com o fast-food porque é muito rico em sódio. Há
sanduíches que contêm cerca de 80%, do recomendado diariamente.
As pessoas consomem elevadas quantidades de sal. Quantidade estimada
em 30 gr por dia e por pessoa. Um prato de comida, em média, contém 8
a 10 gr de sal, quando temperado.
Deve-se ter cuidado na leitura dos rótulos porque a composição dos
produtos menciona sódio e não sal.
Os alimentos tais como: peixe, carne, ovos, feijão, alface, arroz,
massa, etc., antes de cozinhados já contém algum sal, no entanto, são
pobres em iodo que é muito importante para a nossa saúde, o sal
marinho integral contém-no, para suprir as necessidades diárias. A
deficiência de iodo pode provocar o aparecimento de:
Hipotiroidismo – que por sua vez pode provocar: cansaço, insónia, pele
seca, aumento de peso, aumento do colesterol, bócio, etc.
Há estudos que referem que o efeito do consumo do sal varia de pessoa
para pessoa. Por exemplo, as pessoas de raça negra têm maior
sensibilidade ao sal. Os homens e mulheres também reagem de forma
diferente. As mulheres até à idade da menopausa toleram melhor o sal
do que os homens. A partir da idade da menopausa, o risco de
hipertensão nas mulheres é mais elevada do que, essa mesma idade, nos
homens.
Se os rins funcionarem bem, eliminam o excedente do sal, no entanto
com o consumo elevado, a capacidade que o rim tem para filtrar o sal
diminui e provoca o aumento dos riscos de cálculo renal.
Consumo elevado de sal:
Aumenta o risco de doenças cardiovasculares
Derrame cerebral
Osteoporose
Cancro no estômago
Entre outras
Ter cuidado com os alimentos processados, tais como: presunto,
linguiças, beacon, salgadinhos (croquetes, pastéis de bacalhau,
rissóis, etc.), azeitonas, batatas fritas industrializadas, cubos de
caldos de galinha/carne/peixe, queijo, ketchup, molho de soja,
produtos de conserva, pizas, picles, produtos diet ou light (porque
têm mais sódio), água com gás, etc.
Altas concentrações de sal no estômago induzem a atividade da bactéria
Helocobacter Pylori, que causa o aparecimento de úlceras. Deve-se
evitar o saleiro na mesa.
NOTA: O SAL REFINADO DEVE SER SUBSTITUIDO PELO SAL MARINHO INTEGRAL.
MESMO ASSIM, É NECESSÁRIO TER EM ATENÇÃO AS QUANTIDADES INGERIDAS,
DIARIAMENTE. NUNCA ULTRAPASSAR ENTRE 4 A 6 GR POR DIA. APESAR DO SAL
INTEGRAL SER BENEFICO PARA A SAÚDE, A FALTA DE SAL, NUM EXTREMO, PODE
LEVAR À MORTE! NO ENTANTO, O CONSUMO EXAGERADO, TAMBÉM!
textos por:
Dra Línia Maria Luís, Naturopata
Porquê preferir Bio
Geralmente pensamos na nossa saúde em função do bem estar sentido no corpo, será só isso ? Neste recomeço de trabalho e aulas porque não pensar no aspecto da nossa alimentação que nos pode trazer para além desse bem estar também mais vitalidade e maior resistência ás doenças ? Existe todo um método terapêutico baseado na nutrição que procura corrigir as falhas nutricionais em função dos sintomas apresentados.
Antes de termos que reparar as faltas recomendo vivamente que nos ocupemos da Qualidade do que ingerimos. Há truques muito simples que vou passar a partilhar com alguma regularidade. Hoje recomendo algo de muito simples que está ao alcance de todos que o queiram, é ingerirmos o mais possível alimentos de origem Biológica. Há quem se queixe que é mais caro mas recomendo que nos questionemos sobre onde queremos investir o fruto do nosso trabalho. O Biológico para além de respeitar melhor a vida em geral (Bio vem de vida e Lógico de ciência) não esgota os recursos naturais. Hoje podemos comprar Biológico em diversos supermercados, mercados de rua e os Cestos que nos trazem a casa. Por vezes os mercados de rua, quando são directamente do produtor, são mais "Bio" que os dos supermercados. Deixo um link para um produtor que é Biológico ao extremo (até no biológico se pode usar alguns aditivos não biológicos) e que leva a casa em Lisboa e Arredores:
http://www.hortasdacortesia.com/
Cumprimentos,
Paulo Gouveia