As atividades de extensão são parte fundamental do trabalho dos IFs. Dentro do curso temos diversos programas de extensão ligados aos laboratórios de Sistemas de Energia, Controle e Robótica e, também, ao Laboratório de Aplicação/Biomédica do GET. Como em tudo, a pandemia afetou bastante nosso trabalho e está sendo retomado. Por conta da emergência o projeto de extensão Ação COVID concentrou toda a atividade de extensão.
A Engenharia Elétrica em seu novo currículo (2020), contempla a obrigatoriedade de tarefas de extensão.
O programa de Extensão Permanente da Engenharia Elétrica comtempla diversas atividades de curto e longo prazo entre as quais:
Desenvolvimento e doação de kits para ensino de ciências, matemática e lógica (Projeto Fibonacci).
Assessoria a instituições sociais na solução de problemas técnicos em energia, automação, informática e acessibilidade.
Oficinas abertas de robótica, prototipação e eficiência energética.
Auxilio em projetos de comissionamento ou instalação.
Em março de 2020, a epidemia de COVID-19 tomou o Brasil de assalto e o sistema de saúde se viu com uma demanda de leitos e equipamentos que as cadeias de suprimento não conseguiam atender. Sem opções, os hospitais passaram a consertar equipamentos e conseguir substitutos de emergência. No mundo todo, a sociedade se mobilizou num esforço sem precedentes. Em Pelotas, as dificuldades dos hospitais chegaram ao IFSul com um pedido de ajuda para consertar equipamentos para atendimento a COVID19, levando um grupo de servidores de diversos cursos a mobilizarem a criação de protótipos para atender as questões urgentes...
O primeiro novo programa de extensão do LABEE é um projeto de replicação de tecnologias maker. Em conjunto com iniciativas como o IF-Maker e o laboratório aberto do Campus, a ideia é dar suporte a difusão de know-how em tecnologias como fabricação personalizada e computação infinita. Essas tecnologias, são tecnologias base do que é chamado as vezes de indústria 4.0 ou manufatura avançada e impactam o próprio ciclo de projeto e prototipação. Permitem assim, a um custo acessível, que se aproxime a manufatura da produção individualizada, favorecendo pequenas iniciativas de solução tecnológica para problemas locais. As primeiras ações têm sido no auxilio à difusão de técnicas de construção de impressoras 3D de hardware aberto e plataformas de processamento para internet das coisas.
Um dos grandes desafios de todas as comunidades em um futuro próximo é o fim do bônus populacional e o envelhecimento da força de trabalho. É inevitável que tenhamos de repensar a própria relação do ciclo de vida com o trabalho. Certamente será necessário cada vez mais usar tecnologias para habilitar as pessoas a fazer mais e ter maior qualidade de vida por mais tempo. Dentro dessa iniciativa o LABEE desenvolveu uma série de soluções para acessibilidade e monitoramento de saúde que esperamos poder, através de convênios multiplicar e estender a toda comunidade. Em particular várias soluções desenvolvidas durante a Ação COVID nos permitem hoje usar escaneamento 3D e tecnologias de fabricação individualizada para melhorar e adaptar equipamentos de acessibilidade as necessidades individuais através do Programa Habilita.