De conotação bíblica, quando enfocada sob este aspecto, a palavra testamento está, de igual forma, incorporada no nosso vocabulário jurídico, ganhando contornos de importante significado no campo do direito das sucessões. Na cultura popular do povo brasileiro, a expressão resvala de certo modo, em rejeição, por evocar manifestação de última vontade, daí advindo a falsa suposição de que o seu autor estaria se aproximando do fim de sua existência. Ledo engano, até porque, para se deixar um testamento é condição "sine qua non"(sem o qual não pode ser) que o cidadão esteja em pleno gozo de suas faculdades mentais. Na verdade, o que o testador busca, em última análise, é materializar, em vida, o seu louvável propósito de agraciar com o fruto de suas conquistas, de forma justa, aqueles que na qualidade de seus herdeiros e/ou legatários, se revelaram merecedores de sua gratidão.