S.A. Lógicas comerciais e mercantis da modernidade
Habilidade: (EF07HI19*) Analisar as condições das pessoas escravizadas e identificar as formas de resistência à escravidão na América Portuguesa.
Objetivos: Compreender a importância da mão de obra escrava no período colonial brasileiro; Compreender as diversas formas de resistência utilizadas pelos escravizados para resistir à escravização.
ANOTE: 1) QUANTAS PESSOAS FORAM TRAZIDAS DA AFRICA PARA SEREM ESCRAVIZADAS NO BRASIL:
Os negros foram explorados no Brasil por mais de 300 anos. Entre os séculos XVI e XIX foram sequestrados mais de 5 milhões de africanos para servirem de mão de obra no Brasil.
Mais de 12 milhões de africanos foram escravizados na América. No Brasil foram quase 6 milhões de vidas africanas comerciadas como mercadoria nos portos brasileiros.
ANOTE: DE QUAIS LUGARES DA ÁFRICA ERAM AS PESSOAS QUE FORAM ESCRAVIZADAS NO BRASIL?
As região de onde foram trazidos à força, Angola, Congo, Costa do Marfim, Guiné, Mali e Moçambique. As pessoas que eram vendidos no Brasil como escravos africanos possuíam uma grande diversidade cultural.
Segundo o mapa que você observou, quais regiões brasileiras recebiam os escravos africanos?
Nas feitorias africanas, ou nos navios tumbeiros, os negros escravizados eram batizados e recebiam nomes cristãos, que era batizado e registrado pelo traficante. Desembarcavam nos portos brasileiros (Recife, Salvador e Rio de Janeiro) e ficavam em armazéns à espera de compradores. Eram examinados como se fossem bichos, contados por “peça” e identificados como “macho”, “fêmea”, “filhote” ou “cria”.
Abaixo desenho representando: "Comerciante mineiro barganha no mercado de escravo no Rio" No Cais do Valongo.
ANOTE: COMO ERA A vida do Escravo no Brasil?
Os escravos que desembarcaram no Brasil eram vendidos e empregados em diferentes atividades produtivas, muitos viviam nas cidades fazendo todo tipo de trabalho, mas no Brasil, a escravidão esteve voltada sobretudo para as atividades agrícolas. Na lavoura da cana, a maioria dos escravos trabalhava em todo o processo de produção, no cultivo da cana e na produção do açúcar. Isso é explicitado na frase retirada do escritor Antonil, (Cultura e Opulência do Brasil, 1711, Livro I, Capítulo, IX): "Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar e aumentar fazenda."
Com a descoberta das minas de ouro no interior do Brasil, muitos foram levados para o interior do Brasil para trabalharem nas minas, onde morriam ainda mais rápido devido ao tipo de trabalho que realizavam (ficavam muitas horas dentro da água buscando ouro ou dentro de minas escuras e frias).
O trabalho na grande lavoura começava cedo e se estendia até o por do sol, alimentados com carne seca, farinha de mandioca e verduras os cativos recebiam roupas simples que se assemelhavam a sacos de batata. A rotina era de trabalho duro e não raro recheada de castigos corporais em razão de supostas faltas ou rebeldias cometidas com seus senhores.
ANOTE: OS ESCRAVIZADOS ERAM TRATADOS COM VIOLÊNCIA?
A violência exagerada dos senhores contra os escravos se dava, na maioria das vezes, por necessidade de exemplificação aos outros escravos. Os castigos eram aplicados em público (como no Pelourinho na Bahia) para servir de exemplo, e eram açoite, amputações, palmatória, tronco, máscara e coleira de ferro.
Não temos como saber ao certo a quantidade, mas eram comum os senhores estuprarem as escravizadas, os filhos que tinham com elas nasciam escravos como a mãe.
ANOTE: OS ESCRAVIZADOS ACEITAVAM SUA CONDIÇÃO SEM RESISTIR?
A resistência: Os negros que foram escravizados jamais deixaram de resistir à escravidão, eles resistiam de diversas formas: FUGIAM COM FREQUÊNCIA, FORMAVAM QUILOMBOS, MATAVAM SEUS SENHORES, INCENDIAVAM AS PLANTAÇÕES, FAZIAM REVOLTAS, MANTINHAM, AINDA QUE EM SEGREDO A SUA CULTURA, COMO FOI O CASO DA CAPOEIRA:
Quilombo - também conhecido como “mocambo” - é o nome dado ao local no qual homens e mulheres escravizados(as) se refugiavam durante o período da escravidão.
O quilombo foi uma das formas de resistência e sobrevivência da população escravizada no Brasil e as comunidades quilombolas existem até hoje, preservando a memória da luta contra a escravidão no país, a cultura negra e as práticas anti-racistas.
A palavra quilombo tem origem banto e significa “fortaleza”. Existiam centenas de Quilombos no Brasil, Palmares não foi o único.
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