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CASA NUNES / CASA NUNES E RAMOS
No período em que o centro comercial localizava-se na Cidade Alta, neste imóvel funcionou a Casa Nunes e, posteriormente, a Casa Nunes e Ramos. Fundada em 1845 por Antônio Xavier da Luz, a Casa Nunes atravessou gerações. Também foram seus proprietários João Antônio de Jesus Neto, Domiciano Nunes, Osvaldo Silveira Ramos e Dirceu Ramos. Era uma das casas comerciais com mais variedade de mercadorias, pois oferecia a seus clientes artigos de livraria, papelaria, joias, relógios, chapéus, fogões, camas, móveis em geral, capas, fazendas, ferragens e colchões. Como estratégia de publicidade, usava o slogan: “Servir bem para vos servir sempre”.
Em reportagem do jornal O Patrulhense, de 15 de maio de 1955, seu proprietário Oswaldo Silveira Ramos declarou o histórico da casa sobre o qual possuía conhecimento: “No período de 1895 a 1925, a mesma funcionara sob a orientação das seguintes firmas: José Juvenal Soares, depois Soares & Filho e, mais tarde, Arlindo Soares, sendo que no período de 1925 a 1935 sob a razão social de Domiciano Nunes, genro do Sr. José Juvenal Soares, tendo s. s. em 1932 ingressado como interessado na firma e admitido como sócio em 1935, passando então a funcionar dito estabelecimento, desta data em diante, com mais as seguintes razões sociais: Nunes & Ramos & Cia e, após o falecimento do Sr. Domiciano Nunes, com a retirada do Sr. Ostílio Fonseca, passou a denominar-se Oswaldo S. Ramos & Cia Ltda, da qual faz parte D.ª Olga Soares Nunes, viúva do Sr. Domiciano Nunes.”
A historiadora Corália Ramos Bemfica registrou, em suas memórias, que era comum, no início da manhã ou ao final da tarde, reunirem-se na Casa Nunes os senhores Domiciano Nunes, Osvaldo Silveira Ramos, Francelino Chaves Ramos, João Villa Verde, Oscar Klein, Hans André, Ostílio Fonseca, José de Almeida Carvalho, Alípio Selistre, entre outros. Todos esses senhores eram proprietários de estabelecimentos comerciais ou envolvidos em alguma atividade e, possivelmente, tenha surgido, nesses encontros, a necessidade de criar uma entidade de classe que representasse o comércio. Esse estabelecimento comercial funcionou até a década de 1980.
Nos anos 90, a Avenida Borges de Medeiros abrigava um intenso período de efervescência noturna, com a oferta de bares, pubs e danceterias. Na parte inferior do prédio funcionou, por muitos anos, o Bar Porão. Neste espaço de lazer, a juventude viveu as festas “Quem tirou a embreagem do sapo?”, “Como você não sairia de casa”, “Festa do Ridículo”, “Festa da Polca e do Parafuso” e também a “Festa à Fantasia”. Maria Gilsete Cardeal e Lissandro Bier foram os proprietários. Na parte superior funcionou o Villa Bar, o Restaurante Santa Clara e também o Sótano, que, aos domingos à noite, era o point do forró.
Na caracterização de sua fachada, esse prédio é um dos mais ornamentados do centro histórico, apresentando mochetas que contornam as aberturas e elementos decorativos em forma de pinha, a qual era símbolo de prosperidade, proteção e fertilidade. Possui também platibanda decorada com símbolos e beiral.
Pesquisa Inicial: Fernando Rocha Lauck