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CASA DA FAMÍLIA COSTA
Maria Eloisa da Costa
Imóvel situado em Santo Antônio da Patrulha/RS, na Avenida Borges de Medeiros (antiga Rua Direita e depois Marechal Deodoro), Bairro Cidade Alta, centro histórico constituído de prédios em estilo antigo, colonial/açoriano.
Bem imóvel inventariado pela Lei Municipal n. 5120, de 27/12/2006.
Constitui-se em uma casa de alvenaria, com cerca de 12m de frente x 23m de profundidade = 276m², com pé direito de 3,25m, cujo terreno sobre o qual se encontra edificada tem 16m x 70m = 1.120 m². Foi construída, por volta de 1900, rente à calçada, sem recuo frontal. Não se tem certeza de quem a construiu, mas há indícios que teria sido João Machado Espíndola.
Em fotografia de 1922, percebe-se um pedaço da casa, já rebocada, sem platibanda, com telha colonial canoa, janelas em guilhotina. Possuía uma porta central, com duas janelas à esquerda e outras duas à direita, sem vergas. Havia na parede da frente um detalhe em reboco. Após, foi feita platibanda na frente da casa (assim como muitas das demais de tal avenida), por determinação de Intendente Municipal (Coronel José Maciel) a fim de evitar que os pedestres em dias de chuva se molhassem com os pingos que caiam dos telhados.
Não se tem conhecimento como era a parte interna da casa, mas se acredita que as paredes eram de taipa ou pau a pique (pedra, barro e pau de coqueiro, numa trama que sustenta a construção).
Atualmente, toda esta parte interna é coberta com forro de madeira ipê e telhas francesas de barro. As paredes externas da frente e fundos são de tijolos, rebocadas e pintadas com tinta esmalte semibrilho. As paredes externas laterais são feitas em taipa, rebocadas, salvo nas partes de baixo das janelas que são de tijolos, pintadas com tinta esmalte semibrilho. As paredes internas são algumas de tijolos, rebocadas e pintadas com tinta esmalte semibrilho, e outras feitas em taipa, com reboco, pintadas com tinta esmalte semibrilho.
Em 1962, o então proprietário, Carlos Fernando Bertóia, alterou para telhas francesas de barro e foram feitas platibandas nas laterais e fundos da casa, mantendo-se, na parte da frente, uma porta central e deixadas apenas duas janelas. Na parede frontal, na parte de cima das janelas, foram colocados dois detalhes em concreto.
Atualmente, a casa assim se mantém, encontrando-se as paredes de fora pintadas com salpico, em cor cinza claro, e janelas em tom camurça.
Quanto aos proprietários, de 1900 a 1950, teria sido João Machado Espindola, médico, casado, em primeiras núpcias, com Ângela Dourado, e, depois, com Emília Espíndola, conhecida por “Mimosa”. Seu filho, João Machado Espíndola Filho, conhecido por Dandu, e sua esposa Olmira Luz, residiram nesta casa, nos anos de 1940/1950.
O segundo proprietário, de 1950 a 1964, foi o advogado Carlos Fernando Bertóia casado com Adelaide Oliveira Bertóia.
O terceiro proprietário, de 1964 a 2012, foi o agropecuarista Manoel Ferreira da Costa casado com Joana Josefina da Costa.
De 2012 a aos dias atuais, a proprietária é a advogada Maria Eloisa da Costa.
Referências
BARROSO, Véra Lucia Maciel. Memórias de Renato José Lopes. In Raízes de Santo Antônio da Patrulha – 30 anos. Porto Alegre. Evangraf. 2020, páginas 837-879.