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Construída por volta de 1865, esta edificação serviu, inicialmente, como residência da família de José Ferreira Xavier da Luz (conhecido como Juca Luz).
José nasceu em Santo Antônio da Patrulha, em 1º de outubro de 1818, filho de Francisco Xavier da Luz e Delfina Francisca do Nascimento. Casou-se com Antônia Lopes Bemfica em 3 de junho de 1848, com quem teve sete filhos: Antônia, Francisca, Maria, Bernardo, Gaspar, Júlia e Pedro. Juca Luz faleceu em 3 de abril de 1885.
O imóvel permaneceu na posse da família Luz. Bernardo Ferreira da Luz (1876–1929), um dos filhos, adquiriu a parte dos irmãos e, após casar-se em 1902 com Maria José Brito Luz, continuou residindo na casa. Ali, criou seus filhos: Nestor, Maria Haydeé, Heitor, Eloah, Lathor, Walthor, Walmor, Dinah, Dinorah, Nicanor e Ivete.
As duas primeiras peças da antiga residência eram o coração pulsante da vida cultural da casa. A primeira, ampla e acolhedora, funcionava como salão para reuniões políticas, saraus e recitais — um espaço onde a plateia se reunia para assistir e participar das manifestações artísticas da época. Através de um elegante arco, chegava-se à segunda peça, dedicada ao palco das apresentações, onde música, declamação e teatro ganhavam vida. Era tradição naquele lar incentivar cada filho a aprender um instrumento musical, garantindo que, entre debates e melodias, a casa permanecesse viva, repleta de arte e inspiração.
Em 1924, Bernardo Ferreira da Luz mudou-se com a família para Porto Alegre, onde faleceu em 1929.
Já em 1925, o imóvel foi adquirido para sediar a Intendência Municipal. Registros históricos mostram que o prédio se tornou
um símbolo da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder. Serviu como sede do Poder Executivo Municipal e abrigou diversos outros setores públicos ao longo dos anos.
Em 5 de junho de 1992, por meio da Lei nº 2.491, o imóvel foi tombado como Patrimônio Histórico e Cultural do Município.
No ano seguinte, em 1993, passou a abrigar a Casa da Cultura, onde foram instalados a Biblioteca Pública Municipal, a Secretaria da Cultura, Turismo e Esportes, além da Videoteca e da Discoteca Públicas.
Em 2006, foi realizada uma ampla revitalização do prédio, respeitando as tipologias arquitetônicas do final do século XIX, com elementos do período colonial — como as esquadrias de verga reta, caixilharia e postigos — e características do ecletismo presentes na fachada principal, como a platibanda e os elementos decorativos.
Por fim, em 4 de janeiro de 2013, por meio da Portaria nº 001/2013, o imóvel passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural do Estado do Rio Grande do Sul.
Pesquisa: Fernando Rocha Lauck
Família Bernardo Luz
Senhor Bernardo Luz
Família Walmor Luz
Walmor Luz e irmão
Fotos: Acervo - Divulgação.