Localizada na comunidade Parque das Tribos, na zona rural de Manaus (bairro Tarumã-Açu), a Escola Municipal Santa Rosa II é uma referência em educação inclusiva e comunitária. Administrada pela Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus), a escola atende mais de mil estudantes, entre crianças indígenas de 36 etnias e não indígenas, reafirmando seu compromisso com a diversidade cultural da Amazônia.
A unidade oferece Educação Infantil e Ensino Fundamental, contando com uma estrutura que inclui 24 salas de aula, biblioteca, laboratório de informática, quadra poliesportiva coberta e refeitório.
Além das disciplinas curriculares, desenvolve projetos de destaque, como o "English for Kids" e programas de robótica, incentivando a inclusão digital e o desenvolvimento de habilidades tecnológicas entre seus alunos.
A Escola Municipal Santa Rosa II é também um importante ponto de apoio à comunidade, sediando ações como o projeto "Manaus Mais Cidadã", que proporciona atendimentos gratuitos de saúde, assistência social e cidadania. Durante o período eleitoral, a escola ainda cumpre papel fundamental como local de votação, com materiais traduzidos para o Nheengatu, promovendo a acessibilidade para os povos indígenas da região.
O Parque das Tribos, onde está localizada a Escola Municipal Santa Rosa II, é o primeiro bairro indígena oficializado de Manaus, formado por mais de 700 famílias de diferentes etnias. Criado em 2014, o local é um símbolo de resistência e afirmação cultural, onde se preservam tradições, idiomas e práticas ancestrais. A escola desempenha um papel essencial neste contexto, não apenas como espaço de ensino, mas também como polo de cidadania e integração, abrigando projetos culturais e sociais que respeitam e valorizam a identidade dos moradores. A infraestrutura moderna da unidade contribui para ampliar as oportunidades educacionais e fortalecer o vínculo entre escola e comunidade.
Durante a Expedição Road Maker, foram realizados workshops sobre temas como hidráulica criativa, agricultura vertical e tecnológica, sustentabilidade, teatro ambiental, filmagem ecológica e ação climática. As atividades proporcionaram experiências interativas e práticas para estudantes e educadores, cuidadosamente planejadas para dialogar com os desafios ambientais e sociais das comunidades atendidas. As oficinas estimularam o pensamento crítico, a resolução de problemas e a valorização do conhecimento local integrado à inovação.
A introdução da cultura maker nas escolas visitadas teve impacto imediato: professores passaram a vislumbrar novas possibilidades para práticas pedagógicas mais ativas e centradas no aluno, enquanto os estudantes demonstraram maior engajamento, curiosidade e sentimento de pertencimento. A utilização de tecnologias acessíveis, como sensores, materiais recicláveis e técnicas de baixo custo, evidenciou que é possível promover uma transformação significativa na educação, mesmo em realidades desafiadoras.