Estrutura Fundiária
Predomínio dos minifúndios → pequenas propriedades familiares, trabalho familiar, policultura, produção para consumo e venda local.
Latifúndios existem, mas são raros e localizados em zonas mais planas, cultivo de olivais, cereais e pastagens extensivas.
Formas regulares: terrenos planos, mais mecanizáveis.
Formas irregulares: adaptadas ao relevo montanhoso e à fragmentação.
A variedade de formas reflete a adaptação ao terreno e à história local.
Fragmentação das Explorações
Elevada fragmentação: várias parcelas pequenas e dispersas (muito comum).
Fragmentação reduzida: parcelas maiores e concentradas.
Fragmentação nula: toda a terra num só bloco (raro).
Presença ou Ausência de Vedações
Campos fechados: com muros, sebes ou arames; típicos dos minifúndios.
Campos abertos: sem vedações; facilitam mecanização e pastoreio.
As vedações marcam a paisagem e a propriedade da terra.
Alta densidade: em zonas de minifúndio; caminhos estreitos e numerosos.
Baixa densidade: em explorações grandes; caminhos largos e menos frequentes.
Os caminhos ligam aldeias, campos e mantêm viva a vida rural.
Características gerais
Agricultura adaptada ao clima: verões quentes e secos, invernos frios, relevo montanhoso.
Principais elementos: sistema de rega, rotação de culturas, processos de produção e variedade de culturas.
Sistema de Rega
Regadio → vales dos rios Zêzere, Tejo e Côa.
Culturas: batata, feijão, tomate, milho, cerejas (Fundão) e maçãs (Alcains).
Sequeiro → planaltos e encostas.
Culturas: oliveira, vinha, cereais e pastoreio extensivo.
Rotação de Culturas
Com pousio → pequenas explorações familiares (terra deixada a repousar).
Sem pousio → zonas mais produtivas (ex.: batata → milho → leguminosas).
Processos de Produção
Extensiva → planaltos e montanhas (pastoreio, cereais, olival tradicional).
Intensiva → áreas irrigadas (fruticultura moderna, olivais e vinhas do Douro Superior).
Variedade de Culturas
Monocultura → cerejeiras do Fundão, olivais de Castelo Branco.
Policultura → pequenas explorações com vinha, oliveira, batata, legumes e frutas.
Nesta imagem observa-se uma área agrícola junto ao rio Zêzere. As parcelas são pequenas e irregulares, o que indica a presença de minifúndios. A proximidade do rio permite práticas de agricultura de regadio, comuns nas zonas mais férteis da Beira Interior.
Fatores influenciadores
Relevo, tipo de exploração agrícola e história da ocupação do território.
Tipos de Povoamento
Disperso → casas isoladas; comum em zonas de minifúndio e relevo acidentado.
Concentrado → aldeias ou vilas compactas; típico de vales férteis e zonas com água.
Misto → aldeia principal + casas dispersas nos arredores; muito comum na Beira Interior.
Linear → casas ao longo de estradas ou rios; facilita circulação e transporte agrícola.
Na Beira Interior, o povoamento rural é sobretudo concentrado, com casas agrupadas em aldeias. Isso deve-se ao relevo montanhoso e ao clima rigoroso, que levaram as populações a viver próximas para facilitar a proteção e o acesso à água.