Dimensão das explorações: predominam grandes propriedades (latifúndios).
Fragmentação das explorações: pouca fragmentação, grandes áreas contínuas.
Presença/ausência de sebes e muros: campos abertos, com pouca compartimentação.
Densidade da rede de caminhos: baixa densidade, devido às grandes parcelas agrícolas.
Variedade de culturas: cereais (trigo, cevada), olival, vinha, montado (sobro e azinheira).
Processos de produção agrícola: tanto agricultura extensiva (cereais e pastagens), como intensiva em zonas de regadio (olival superintensivo, hortícolas, arroz).
Rotação das culturas: praticada, mas com forte peso dos cereais e pastagens.
Sistemas de rega: importante, sobretudo desde a barragem de Alqueva, que possibilitou maior intensificação agrícola.
Povoamento concentrado: aldeias e vilas agrupadas, com poucos casais dispersos pelo campo.
Herdades grandes, muitas vezes afastadas das povoações.
SAU do Alentejo: ~2,3 milhões de hectares (cerca de 60% da SAU nacional).
Explorações: ~37.000 em 2023, mas com tendência de redução.
Tamanho médio: 62,9 ha por exploração — muito acima da média nacional.
Predominam explorações grandes (>50 ha) → ocupam quase 90% da SAU.
Modelo produtivo com crescente empresarialização.
Produção extensiva ainda é comum, sobretudo em zonas de sequeiro.
Pastagens permanentes: 64%
Culturas permanentes (olival, vinha, amendoal): 17%
Culturas temporárias (cereais, forragens): 16%
Área regada em crescimento (graças ao Alqueva).
Baseada em sistemas extensivos (sobretudo no montado).
Destaque: porco preto alentejano, ovinos e bovinos de carne.
Produção depende fortemente de pastagens naturais.