Durante a pandemia, milhões de estudantes e professores foram afetados pelo fechamento das escolas no Brasil e no mundo devido ao Covid-19. Diante dessa crise sem precedentes, a nível mundial educadores e famílias inteiras tiveram que improvisar para que os estudantes não saíssem prejudicados e, dessa forma, tiveram que buscar diferentes maneiras de ensinar.
A covid-19 dificultou várias questões no Brasil, como a educação, economia, saúde entre outros, pelo fato do isolamento social ter feito o mundo a se adaptar às formas digitais de estudar, trabalhar, ensinar, vender e interagir. Vale ressaltar a questão da desigualdade exorbitante presente nos sistemas de educação básica das escolas públicas e privadas. Enquanto 57,8% dos alunos das escolas particulares aprendem por meio de diversos recursos como o ensino a distância, aparelhos eletrônicos, o envio de tarefas, plataformas adequadas, e a realização de provas, entretanto 16,5% dos estudantes de escolas públicas nem mesmo possuem Internet em suas residências, infelizmente essa é a realidade de muitas famílias brasileiras.
Além disso, 79% foi o grau de dificuldade de acesso à internet registrado pelas redes devido a pandemia, que mesmo com as aulas on-line muitos alunos não tiveram acesso ao ensino, muitas vezes pela falta de recursos, assim como os pais e responsáveis que tiveram dificuldades em auxiliar os filhos em relação ao estudos, principalmente, pais que possuem filhos com algum tipo de deficiência, pois sentiram certa dificuldade em dar suporte nas atividades escolares. Os pais sentiram abandono e a ausência de suporte ao ensino remoto de escolas públicas, oferecidas pelos municípios brasileiros. Enquanto, na rede privada, crianças e adolescentes com PCD têm apoio e suporte, porém os ainda apresentavam dificuldades com o ensino à distância.
Essas transformações no ensino provocadas pela pandemia tornaram as desigualdades ainda mais perceptíveis no país e trazem à tona pontos importantes para serem discutidas sobre a educação brasileira. Diante de tantas dificuldades é dever do Estado, e das organizações responsáveis pelas escolas darem suporte para que mais um ano não seja perdido no ensino dos jovens, assim como os alunos que precisam se organizar para os estudos, pois em casa há diversas distrações, que podem dificultar ainda mais na hora de focar nas aulas e nos estudos. Bem como, a falta de reconhecimento ao esforço dos professores e a pouca valorização desses profissionais que também precisam ser discutidas sobre o futuro do sistema de educação. Por fim, a falta de infraestrutura das escolas a respeito da cobertura digital para os alunos também tem que ser discutidas e administradas pelos governantes e responsáveis pelas instituições públicas.