“A infância é um chão que pisamos a vida inteira.”
— Lya Luft
Como as brincadeiras atravessam o tempo e conectam diferentes infâncias? Neste trabalho, as crianças investigaram brincadeiras de hoje e aquelas que marcaram a infância de seus familiares, descobrindo: semelhanças, diferenças e memórias que aproximam gerações. Por meio de pesquisas realizadas em casa, conheceram as brincadeiras favoritas de mães, pais, avós e outros familiares. Esses relatos inspiraram produções e registros que revelam diversas experiências da infância.
Na exposição, as caixas de observação apresentam desenhos inspirados nas memórias familiares, como pequenas janelas para outros tempos. Os vídeos mostram as brincadeiras favoritas das crianças de hoje, registradas no cotidiano escolar. Uma grande cortina, ilustrada pela turma, convida os visitantes a atravessar essa fronteira temporal e reencontrar brincadeiras – amarelinha, pião, bolinha de gude, entre outras.
Ao aproximar passado e presente, buscamos reconhecer o brincar como parte fundamental da memória das famílias – como experiência que transmite histórias, cria vínculos e faz circular saberes entre gerações.
Convidamos as famílias a compartilhar lembranças e brincar juntas, descobrindo como as infâncias se transformam e, ao mesmo tempo, guardam laços que resistem ao tempo. Afinal, cada brincadeira carrega um pouco de quem fomos, de quem somos e das histórias que seguimos construindo coletivamente.
Ana Kalili Luisi, Daniele Chagas, Beatriz Tamada, Edlla Viturino