Aquilo que insiste em nós
ecos da voz
dessa criança
que fomos
& somos
— Thiago Ponce de Moraes
As infâncias não pertencem somente ao tempo em que fomos crianças: permanecem nas brincadeiras, cantigas, quintais e histórias. Elas moram nas lembranças que carregamos e reaparecem quando encontramos alguém brincando, inventando mundos e fazendo de conta.
O “brincar” é uma dimensão fundamental da experiência infantil. Por meio dele, as crianças conhecem e significam o mundo: imaginam, criam e aprendem sobre si, sobre o outro e sobre o que as cerca. Talvez, por isso, tantas lembranças de nossas infâncias cheguem acompanhadas de uma brincadeira, deixando marcas que atravessam tempos e gerações, manifestando-se no que fomos e (de algum modo) continuamos sendo.
Neste trabalho, crianças e educadores se encontram por meio de memórias. As turmas de 1º ano C e D perguntaram, escutaram e descobriram um pouco sobre as vivências daqueles que compartilham com eles seus dias na escola. A partir das histórias, relacionaram-se com invenções e sonhos desses adultos, que também já foram crianças.
Aqui, reunimos vozes, imagens, desenhos e escritos para celebrar o que persiste quando o tempo passa: as raízes de nossas infâncias e os laços que nos conectam.
Talvez, ao percorrer esta exposição, você também reviva uma brincadeira, um lugar ou alguém. Talvez encontre, nas recordações de outras pessoas, um pedacinho seu.
E, então, possa se perguntar:
Onde está a criança que habita em você? O que ainda traz vivacidade para ela?
Ana Waimberg, Beatriz Dimenstein Appel, Maria Luiza Hrastel, Esthefania Marcelino - Estagiária"