Por Yasmin
Hoje eu voltei com uma resenha que eu demorei muito para voltar a fazer kkkkkk. É a continuação de Príncipe Cruel, Rei Perverso, publicado no Brasil pelo Grupo Editoria Record em janeiro de 2019.
PS: Essa resenha, por ser uma continuação, pode conter spoilers do primeiro livro, então, se você, leitor, não sabe a história de PC ou não quer spoiler, aconselho a pular esse texto. Obrigada pela compreensão.
Bom, começando, vemos que 5 meses se passaram desde o fim do livro anterior e Jude, apesar de ter controle sobre Cardan, não consegue criar algo que mantenha ela nessa posição por mais tempo para guardar o cargo de rei para seu irmão, Oak (sim, caso você não tenha lido ainda, Oak é parte da família real e, não, ele não é filho biológico dos padrastos de Jude). Enquanto isso, a raiva de Cardan continuava bem acesa misturada, talvez, com algo a mais.
“Por mais que Cardan me detestasse quando estávamos na escola, aquilo era uma vela fraca em comparação à chama ardente que é o ódio dele agora. Sua boca se curva num sorriso. Os olhos brilham com intenção maligna.
- Olhe para todos eles. Os seus súditos. É uma pena que ninguém saiba quem é a verdadeira soberana.”
Enquanto o não casal passa por seus momentos… interessantes, Jude ainda tem que lidar com o casamento de sua irmã com Locke (que não para de querer humilhá-la) e com uma revelação inesperada: alguém que ela confia a traiu. Mas quem será que a traiu? E o que planeja fazer contra a coroa? Essas e muitas outras revelações vocês encontrarão no segundo volume dessa trilogia eletrizante.
Ah, e antes que eu me esqueça, esse livro aprofunda as questões sobre o Cardan e por que ele é assim. Todos sabemos que ele não é um santo, mas para tudo existe uma razão, muitas vezes explicadas por ele próprio (mais especificamente na página 254). Além disso, outras metáforas sobre a sociedade atual faz dessa obra a melhor da saga, pelo que eu já li.
Antes de finalizar essa resenha, gostaria de dizer que existe um livro do Cardan! Isso mesmo, nosso mocinho às avessas vai ter um livro focado nele, com o título: Como o Rei de Elfhame Aprendeu a Odiar Histórias (olha a propaganda grátis). Esse novo livro vai trazer o passado do Cardan que antecede Príncipe Cruel, coisas que acontecem após Rainha do Nada além de cenas vistas pelo ponto de vista da Jude contadas na íntegra pelo nosso rei das fadas. A edição especial com brinde já está disponível na Amazon e o livro vai ser oficialmente lançado em maio desse ano. Se eu fosse você compraria agora mesmo (mas eu entendo se não comprar, tá muito caro kkkkkk, cada k uma lágrima).
Bom essa foi a resenha de hoje, esperam que tenham gostado tanto quanto eu gostei de escrever e até a próxima.
Bom, eu não me aguentei, precisava falar mais sobre esse livro por que, pensei livro bom pra falar com spoiler. Então, vamos lá. Vou tentar ir na ordem cronológica dos acontecimentos.
Bom, pra começar, o relacionamento da Jude com o Cardan tá incrível nesse livro, deixa eu explicar por que. Primeiro, sou apaixonada por romances em que os inimigos se apaixonam e esse casal é a definição de casal cão e gato. Eles brigam mais do que tudo, mas não conseguem esconder o que sentem um pelo outro. Cardan bêbado que o diga. Além disso os momentos que eles estão agindo como um casal (parte mínima do livro mais tudo bem) é muuuuito fofo. Impossível não gostar deles.
Vamos para o casamento de Locke e Taryn. Acho que, se você me conhece ou leu a resenha completa de Príncipe Cruel, já deu pra ter percebido que eu não suporto esse casal (principalmente o Locke). Então deixa eu explicar mais uns motivos pelo qual eu comecei a odiar ainda mais ele. Depois de uma humilhação numa festa, Jude foi na casa do Locke para ameaça-lo. Um momento tenso se passou com todos os leitores ansiosos para a morte desse traste, mas que acaba não acontecendo (ainda não, pelo menos). Para se vingar, aquela criatura ataca a Jude na floresta como uma espécie doentia de despedida de solteiro. Jude ainda não sabe que é ele até que ela vê o presente de casamento da irmã (que ficou perdido no meio da mata) na orelha da Taryn. Isso foi apenas o começo do ápice da história.
Aí, passando pra parte mais política do livro, a Jude é traída por alguém, e a gente passa o livro quase todo tentando adivinhar quem é, já que vindo da Nicasia, ninguém sabe o que esperar. Eu só nunca na minha vida teria imaginado que seria Fantasma, aliado ao traste do irmão do Cardan (praticamente a única parte da família que restou). Na verdade, além de Balekin, a mãe dele também está vivíssima, presa no mesmo lugar que o príncipe traidor. Depois da traição odiosa Jude é presa no reino submarino e tem que fingir estar sobre o poder deles, enquanto a maltratam de todas as formas possíveis. Se não tivesse como odiar ainda mais esses personagens, eles mandam ela matar Cardan. Óbvio que ela não vai fazer isso principalmente depois de ele a salvar das garras do irmão, da Nicasia e da mãe.
Momento fofo entre o nosso casal, a alegria não pode durar muito. Simplificando, Cardan é envenenado, a Jude tem que usar milhões de estratégias para arrancar o antídoto das mãos do Balekin, acaba matando ele no processo (não julgo), Cardan é salvo, muita confusão é criada pelo assassinato, Cardan casa com a Jude (sim, agora ela é rainhaaaa) e acontece o maior tombo de todos os tempos: Cardan expulsa Jude do Reino das Fadas.
Nada de emoção nesse final... tenho que admitir a raiva ainda vem hoje só de lembrar do último capítulo. Holly Black fez a gente de palhaço? Claro. Eu continuo lendo os livros dela? Óbvio. E assim seguimos a vida kkkkkkk. Espero que tenham gostado e até a próxima.