Por Yasmin
Oie, bom, eu escolhi uma das minhas últimas leituras para começar o ano de 2021: O Príncipe Cruel (The Cruel Prince) da maravilhosa Holly Black. Esse livro mistura fantasia e romance (nesse primeiro momento, bem mais fantasia que romance) e faz parte de uma trilogia: O Povo do Ar.
"No Reino das Fadas, não há palitinhos de peixe empanado, ketchup ou televisão"
Nessa narrativa, somos apresentados à personagem Jude, uma mortal que teve seus pais brutalmente assassinados na frente dela e das irmãs, Taryn (que é sua gêmea idêntica) e Vivi, sendo obrigadas a viver no Reino das Fadas com o padrasto (pai de Vivi) Madoc, sua mulher Oriana e o pequeno Oak (eu preciso dizer, os nomes dos personagens são bem estranhos).
Nesse reino, as fadas formam uma comunidade bem diferente do estilo de vida mortal, aliás esse povo despreza os humanos. Com seus truques, barganhas e magia, crescer em desvantagem a todos da corte faz com que Jude e Taryn necessitem ter todo cuidado possível para sobreviver. Como qualquer criança e adolescente, as meninas vão à escola. Entretanto, as pessoas que estudam junto não são tão receptivas quanto o esperado. Eles fazem de tudo para humilhá-las, principalmente a Jude já que ela é a mais reativa e desafiadora.
Dentre seus colegas de classe estão Valerian, Locke, Nicasia e o príncipe Cardan (o título do livro finalmente começa a fazer sentido com a presença dele).
"Ele gosta de fazer você acreditar que é o nosso líder, mas é assim: Nicasia gosta de poder, eu gosto de drama e Valerian gosta de violência. Cardan pode nos oferecer os três, ou pelo menos nos fornecer pretextos para os três."
O detalhe entre tudo isso é que Madoc é um militar que treinou as meninas para saber tudo sobre estratégia, guerra e lutas. Por esse motivo Jude quer um lugar na corte, como cavaleira. Mas para alcançar seus objetivos ela terá que desafiar o jovem príncipe e o próprio padrasto e ter que aguentar as consequências do ato. Nesse meio, uma oferta é dada à garota e agora ela terá que formar alianças que a envolverão com detalhes do palácio e da família real e quanto mais tempo ela passa envolvida nisso, mais ela descobre suas habilidades para trapaças e derramamento de sangue.
As escolhas dos nossos personagens vão levar à muitas intrigas e descobertas surpreendentes e, talvez, um romance meio conturbado surja.
Bom de todas as maneiras, é um livro muito bom, com uma narrativa intrigante, com personagens interessantes e que desperta no leitor uma enorme curiosidade. Os surtos, só pra ir avisando, são gigantes e aparecem em praticamente todos os capítulos. Eu recomendo pra todo mundo, principalmente para quem gostou da Rainha Vermelha (e pra quem não gostou também).
Bom, já que começamos um novo ano, eu achei bom adicionar algo extra para a página: o Mais sobre a/o autora/autor, com o intuito de enaltecer os criadores das obras que estamos falando.
Agora vou começar a escrever um pouco sobre a autora de príncipe cruel, Holly Black. É uma consagrada autora de livros de fantasia para jovens. É a autora bestseller #1 do New York Times com mais de 30 livros de fantasia para crianças e jovens publicados. Já foi indicada a vários prêmios e ganhou Mythopoeic Award, a Nebula e a Newbery Honor . Ela cresceu em Nova Jersey e desde cedo criou gosto pela leitura e escrita. Seu primeiro livro foi publicado em 2002. Atualmente ela mora com seu marido e seu filho em Nova Inglaterra (EUA) em uma casa com uma biblioteca secreta (sonhooo).
Para mais informações sobre essa pessoa incrível clique aqui.
No site dela ainda tem mais informações sobre os livros dela e até mesmo tem dicas de escrita. Vale a pena dar uma conferida.
Já avisando, aqui eu vou falar de detalhes do que vai acontecer nesse primeiro livro, então se você ainda não leu ou não gosta de spoilers eu sugiro que pare sua leitura por aqui, obrigada.
Bom, vamos aos surtos dessa história (não vou falar todos se não ficaria maior do que a resenha propriamente dita). Primeiramente, Holly Black conseguiu fazer aparecer algo impressionante em quase todos os capítulos a partir de um certo ponto da narrativa, deixando a história extremamente envolvente e com uma leitura viciante.
Vamos começar proclamando o ódio pelo pior casal que poderia aparecer nessa trilogia: Taryn e Locke. Por que, por que, por que a Taryn fez aquilo com a própria irmã? Não vi sentido até agora. Traição do caramba aquela. E o Locke se tornou para mim um dos piores personagens dessa saga. Sinceramente, botar uma irmã contra a outra para criar drama... it's disgusting.
Outros personagens que você passa raiva são Nicasia (ela é chata mesmo não tem como não sentir raiva dela), Valerian (eita morte bem merecida a dele) e Cardan. Ao longo dos outros livros ele pode ser explicado (ou seu comportamento pelo menos tem um fundamento), mas é impossível dizer que eu não quis esganar aquela criatura várias vezes durante o livro (só comecei a gostar dele lá pelo final).
Vamos falar agora da Jude... bom sabe um meme gringo do "Looks like a cinnamon roll but could actualy kill you" (parece um bolinho de canela mas na verdade poderia te matar)? É literalmente a definição dessa garota. No começo ela só é uma garota que queria ter mais reconhecimento no Reino das Fadas mas ela começa a se transformar ao longo das páginas. Ela vira uma assassina com ânsia de poder. Tenha medo dessa garota.
Agora deixa eu comentar sobre a parte 2 do livro (ele é dividido em duas partes, isso fica bem claro na leitura do livro pois ele literalmente fala "livro 2" indicando a divisão). Que tiro foi aquele? Família real quase toda morta, Cardan é raptado pela Jude e a Corte das Sombras (tinha me esquecido de falar deles antes, são personagens incríveis: Bomba, Barata e Fantasma, mas não se preocupe, esses são só os apelidos deles), Oak é parte da família real, Jude e Cardan se beijam (momento icônicoo), ela consegue fazer um acordo com ele de forma a ela conseguir mandar no pequeno príncipe por um ano e um dia e... pera, eu falei príncipe? Eu quis dizer rei pois a Jude consegue numa jogada de mestre fazer com que seu padrasto e Balekin (o príncipe mais velho) sejam enganados e Oak coroa Cardan como o Grande Rei.
Ufa, quanta coisa. Mas de forma geral é isso. Espero que vocês tenham gostado dessa resenha tanto quanto eu gostei do livro. Eu vou indicar esse site aqui para ter mais informações sobre a trilogia (tanto história, quanto mais informações de personagens, fanarts e mais). Bom, é isso, tchau e até a próxima.