Yasmin
“Leitor: co-autor do texto.”
Acredito que todo bom leitor tem um pouco de escritor. Nunca imaginou como seria sua história favorita caso um detalhe fosse mudado, ou se algum personagem não existisse ou ainda fosse adicionado um novo? As famosas fanfics que estão por toda a internet são um exemplo de como nós leitores temos uma imaginação fértil e podemos criar o que quisermos. Por isso eu e meus companheiros, autores desse site, decidimos criar essa área de extravasamento criativo onde iremos postar capítulos de história originais, fanfics, contos e muito mais. Fiquem atentos, pois a qualquer momento poderemos postar uma atualização aqui. Espero que gostem e não esqueçam de mandar o feedback, por whatsapp, email ou pelo instagram. Aproveitem!
Arthur aqui
Olaaaa, nessa parte do site você pode deixar sua imaginação transbordar e achar ideias de historias em desenvolvimento. Aqui você lerá algumas historias originais dos criadores do site e futuramente novidades virão sobre essa parte. Aproveitem e fiquem ligados.
Larissa
Sempre amei os livros. Se me perguntarem o porquê eu direi que o principal motivo é que eles me transportam para mundos diferente, lugares diferentes, tempos diferentes. Dizem que maquina do tempo não existe e eu discordo. Os livros são a minha maquina do tempo e também minha forma de viajar favorita. Estive bastante desmotivada em escrever ou ler algo, nesse ultimo ano. Por varios motivos e entre eles, essa pandemia. Talvez agora aprendamos a valorizar coisas simples como o calor de um braço ou a presença de alguém querido. Enquanto estamos em casa, um pouco aprisionados eu te faço uma proposta. Pegue seu primeiro livro, seu livro favorito ou aquele que esta instigando sua curiosidade. viaje para diversos lugares, conheça pessoas, historias, tempos e mundos diferentes. Apesar dos tempos difíceis olhem par as estrelas e façam um pedido. Por novos tempos, tempos de paz.
Dedicaremos nossas historias e experiências aqui. aproveitem!
"Aos leitores que olham para as estrelas e desejam" Corte de gelo e estrelas. Sarah J.Mass
Em comemoração à esse dia importante escrevi um texto para homenagear essas pessoas tão importantes nas nossas vidas. Espero que gostem.
Observei mais uma vez minha turma durante a aula. O grupo A fofocando sobre quem tinha ficado com quem no final de semana, Grupo B conversando sobre o campeonato de futebol a caminho, Grupo C apenas dormindo.
Lá na frente estava o Professor. Seus olhos indicavam cansaço, mas o sorriso enquanto explicava o assunto era genuíno. Fiquei muito chateada com a cena. Ele estava fazendo seu melhor explicando algo que iríamos usar nem que fosse na prova e ninguém prestava atenção.
Após o término da aula fui procurar o Professor e pedir desculpas pelo comportamento de minha turma.
“Ah, obrigada pela atenção.” Ele respondeu com carinho. Já estava de saída quando o chamei novamente.
“Professor!” Ele se virou: "Gostaria de te fazer uma pergunta. Como o senhor aguenta ensinar pra gente por tanto tempo? Ninguém presta atenção. Isso não é desgastante?”
Ele me olhou com ternura e falou
“Realmente, é desgastante… Mas não mudaria minha profissão por nada.”
“Como não?”
“Porque eu amo o que faço.”
Iria continuar perguntando o motivo, mas a coordenadora chegou e precisei voltar para a minha sala.
Cheguei em casa ainda me perguntando como alguém poderia amar uma profissão que não te valorizava. Durante todo o meu tempo de estudo pensei em possíveis respostas, mas nada vinha à minha cabeça. Até nem consegui me concentrar no meu livro favorito pensando nisso.
No outro dia de manhã procurei meu professor novamente.
“Professor. Posso te fazer outra pergunta?”
“Claro, qual a sua dúvida?”
“É sobre o que conversamos ontem. Pensei e pensei, mas ainda não compreendo. Como você consegue amar sua profissão? Ninguém na sala te valoriza.”
Ele parou para pensar por um segundo e parou seu olhar no livro que estava em minhas mãos.
“A senhorita gosta de ler não é? Pois bem, vamos pensar nos seus livros. Você os ama, não é? Mesmo quando te fazem passar raiva ou tristeza.”
Concordei com minha cabeça tentando entender o ponto dele.
“Digamos que o professor é igual a um leitor. Ama os livros, mesmo que em alguns momentos seja difícil. Para ler precisamos nos disciplinar para pegar o livro todos os dias e nos concentrar para entender cada frase.”
Ele deu uma pausa para ver se eu realmente estava captando tudo aquilo.
Comigo é igual, disciplina e concentração para ensinar a todos vocês da melhor forma possível. Além disso, cada momento de alegria, quando vejo que consegui ajudar vocês a entender até o mais difícil dos assuntos, quando alguém vem me agradecer por uma aula… não tem sentimento mais gratificante que esse.” Compensa tudo que possa ser contra meu amor por ensinar.”
Fiquei pensando por um segundo, absorvendo tudo que ele havia falado.
“Além do mais, se não fosse pelos professores, como a senhorita estaria lendo o que está na sua mão?”
Foi ali que eu entendi tudo, todo o motivo por ele querer continuar na sala de aula. Nunca mais observei essa profissão da mesma maneira. Fiquei orgulhosa de cada um que estava me ensinado, pois mesmo com os altos e baixos eles amavam o que faziam. E de uma certa forma amavam cada um de nós também. Isso me reconfortava o bastante. Talvez eu quisesse ser uma professora também.
Yasmin Gonçalves
"Você já teve a sensação que a vida quer brincar com você, modificando sua vida de um momento para o outro? Eu tive. Muitos anos atrás."
Helena e Vinicius são amigos de longa data, mas, por uma brincadeira do destino, ele vai precisar se mudar. Apesar do esforço dos dois a longa distância impede os amigos de se verem todos os dias e, com o tempo, perderam contato. Agora, 8 anos depois, eles se reencontram e vão ter que encarar diversas surpresas no começo do ensino médio. Nesse ano turbulento, com novas amizades, novos romances, novos lugares e um destino brincalhão, Será que uma promessa feita no jardim de infância vai sobreviver?
Uma possível capa. Me digam o que acharam 😊
Então, resolvi postar aqui pela primeira vez um capítulo de um romance que estou escrevendo desde o ano passado e estou muito empolgada com o que eu escrevi até agora. Vim mostrar pra vocês o primeiro capítulo dessa história que eu amei desenvolver (e que ainda está florescendo). Espero que gostem.
Capítulo 1
Por Helena
Primeiro dia de aula. É apenas mais um dia que temos que acordar cedo e ir pra escola, mas todo mundo quer torná-lo especial. E eu não sou uma exceção, pelo menos não hoje. Geralmente não tenho esses problemas de adolescente para se arrumar para a escola. É literalmente colocar o uniforme e pentear o cabelo, não existe mistério nisso. Mas nesse momento eu queria ir com uma aparência melhor. Acho que era a influência do "Ensino Médio".
Eu nem acreditava que já estava no ensino médio. Os 3 últimos anos e depois partiu faculdade. Isso me deixava feliz, mesmo sabendo que não seria nem um pouco parecido com High School Musical ou qualquer outro filme adolescente dos EUA.
"Helena, se você continuar com essa demora não chegará hoje na escola!" Minha mãe gritou me tirando dos meus devaneios.
"Já tô indo, mãe." Gritei de volta.
Ia saindo do meu quarto quando me lembrei de mandar um beijo para a foto que estava na minha cabeceira. Era minha tradição há muito tempo, desde que meus avós faleceram 10 anos atrás. Eu era muito pequena, mas amava eles dois mais do que tudo nesse mundo, então para lembrar deles todos os dias eu mantinha um porta retrato com minha foto favorita deles e sempre que tinha alguma ocasião especial acontecia eu simplesmente mandava um beijo para eles. Era uma forma de manter os dois por perto.
Corri para a cozinha quase derrubando meu pai no processo. Pedi desculpas enquanto pegava uma maçã e a devorava rapidamente antes que minha mãe gritasse de novo (e com razão, por que logo no primeiro dia eu já ia me atrasar). Me olhei no espelho pela milésima vez enquanto tentava deixar meu cabelo com os cachos mais definidos.
"Minha filha, eu sei que você está ansiosa com o começo das aulas, mas não precisa ficar paranoica." Dei um pequeno riso enquanto encarava meu pai pelo reflexo do espelho.
"Pai, eu não sou paranoica. De onde você tirou isso?" Dessa vez quem riu foi ele.
Minha mãe buzinou, já estando com o carro na rua. Me despedi rapidamente do meu pai, peguei minha mochila e fui direto pra lá já sabendo que levaria uma mini bronca.
Cheguei no colégio (meu novo colégio, que nervoso) depois de uns 15 minutos. Entrei e não demorou nem meio segundo para sentir uma pessoa quase me derrubar. Me virei ainda meio desequilibrada e vi a doidinha da minha melhor amiga, a Alice, com um sorriso de orelha a orelha e os lindos cabelos ruivos de maneira bagunçada pelo vento.
"Helena! Que saudade!" Ela disse me dando um abraço forte. Forte até demais. "Você está diferente. Fez alguma coisa no cabelo? Passou maquiagem como uma garota adolescente normal? Fez algum tratamento de pele? Não, acho que tem a ver com o cabelo mesmo."
Ela falou numa velocidade impressionante.
"Não, Alice. Não fiz nada. Aliás, nem teria dado tempo. Nos vimos ontem a noite se você não se lembra."
"Eita, é mesmo. Parece até que foi a mais tempo. Enfim, agora você tem que vir comigo. Preciso te mostrar uma pessoa que conheci e achei a sua cara."
Era só o que me faltava. Novamente falando sobre isso. Revirei os olhos juntando toda a paciência que me restava sobre esse assunto e disse:
"Meu amorzinho, eu já te disse um milhão de vezes, mas vou voltar a dizer, eu não estou interessada em ter alguém nesse exato momento. Ponto. Não adianta você insistir."
"Eu sei, mas esse eu tenho certeza que você vai gostar. Nem que seja só como amigo."
Tive que rir. Já tinha ouvido aquela ladainha pelo menos umas 5 vezes nos últimos meses. Decidi acompanhá-la de uma vez. Sabia que ela não me deixaria em paz tão cedo se não o fizesse.
Passamos primeiro na secretaria para receber nossos horários e saber nossas salas. Esse colégio parecia querer seguir um estilo gringo, então cada sala era de uma matéria e não tínhamos uma turma fixa. Além disso, algumas matérias eram eletivas, ou seja, a gente escolhia qual iria fazer. Eu amei saber disso na matrícula.
Estávamos chegando perto de uma das nossas novas salas (estava até me sentindo em um filme americano que nem os que eu assistia toda vez que Alice ia lá pra casa, ou seja, uma frequência impressionante ) e me bateu uma pequena curiosidade.
"Só pra saber, qual o nome dessa pessoa que você quer tanto que eu conheça?"
"É Vinicius. Por que a pergunta? Começou a se interessar foi?"
Aquele nome era familiar. Muito familiar, na verdade. Não nos víamos há tanto tempo… Mas não poderia ser a mesma pessoa, né? Seria coincidência demais. Quantos Vinicius existem no mundo? Milhares. Não, estava ficando doida mesmo. Não poderia ser ele... Poderia? Além do mais, Alice teria me dito se fosse ele. Ela sabia o quanto eu sentia falta dele, apesar de nunca tê-lo conhecido.
Não precisei de muito mais tempo para obter minhas respostas. Para ser mais exata, foi só olhar para frente. Avistei de imediato aquela cabeleira quase loira (de acordo com ele era um castanho claro). Ele tinha crescido, mas quem não teria depois de tantos anos? Entretanto, foi só ele se virar para perceber que aqueles benditos olhos castanhos continuavam os mesmos.
"Helena..."
"Oi, Vini…
Resolvi me dar esse presente de aniversário atrasado e postar o segundo capítulo da minha história. Espero que gostem
Capítulo 2
Por Vinicius
Você já teve a sensação que a vida quer brincar com você, mudando sua vida de um momento para o outro? Eu tive. Muitos anos atrás, quando ainda era uma criancinha pequena e achava que parar a brincadeira com meus amigos era uma tortura e que ficar sem sobremesa era o pior castigo do mundo. Eu estava muito errado, e a vida fez questão de me mostrar isso. Tirou-a da minha vista, levou-a pra longe de mim. Achei que nunca mais iria vê-la. Mas eu estava errado, de novo.
Sim, eu estava com pensamentos profundos enquanto a via novamente e talvez até um pouco melodramático. Mas tudo valia a pena desde que eu me reencontrasse com ela.
Esse primeiro dia de aula na escola nova começou bem. Entrei já com os fones tocando Pompeii da banda Bastille que, de alguma maneira, parecia a música certa para estar ouvindo. Talvez fosse o fato de eu me sentir motivado sempre que ouvia a batida daquela melodia. Coloquei minhas coisas na carteira enquanto o refrão tocava alto em meus ouvidos, mas algo me fez virar. O destino, talvez.
Então, nesse começo do ensino médio, lá estava ela, a menina mais inteligente, a mais bonita, minha melhor amiga. Helena. Minha maravilhosa melhor amiga Helena. Ela tinha mudado muito. Mas quem não teria depois de praticamente 8 anos?
O cabelo castanho estava longo e bem cacheado e os olhos claros eram como cristal. Mas o olhar continuava brincalhão, de um jeito só dela. Cada traço, cada curva e cada mudança a deixaram ainda mais bonita. A música parecia completar uma cena digna de um filme adolescente que minha mãe costumava assistir...
No meio do momento de choque, uma garota baixinha, ruiva e cheia de sardas, que tinha conhecido uns dias atrás, começou a falar.
"Espere, vocês dois já se conheciam?"
Dei um pequeno riso. Se nós nos conhecíamos. Mas que pergunta boba.
"Digamos que nos conhecemos bem até demais. Alice, conheça Vinicius, meu melhor amigo desde que eu me entendo por gente, bom, você já sabe dessa parte da história. Vini, conheça Alice, minha melhor amiga."
"Amiga, se você não entendeu, nós também já nos conhecemos. Eu só não sabia que Ele era ele"
Elas continuaram a conversar, mas não consegui prestar atenção sobre o que falavam. Então aquela garota energética e a nova crush do meu amigo Leo era a nova melhor amiga de Helena. E eu ainda era o seu melhor amigo, o que era um bom sinal.
Mas ainda precisava conhecer mais da sua nova personalidade. Será que continuava sendo a mais inteligente da turma? Ou ainda tinha a mesma paixão por livros? Não deu tempo de perguntar nada já que pouco tempo depois o sinal tocou. Tivemos que nos sentar e, para minha felicidade, ela se sentou do meu lado.
"Como nos velhos tempos" cochichou.
"Como nos velhos tempos" respondi.
A professora entrou. Era aula de história. Apesar de amar essa matéria, foi extremamente complicado me concentrar, já que eu só queria olhá-la. Nisso eu acabei tendo vários flashbacks, incluindo a promessa que tinha feito tantos anos antes. Espero que possa cumpri-la. Se ela quiser, é óbvio.
Não sabia se minha amiga estava com alguém ou se tinha sentimentos por outra pessoa. Não que isso importasse, tipo esse crush de infância poderia já ter passado há muito tempo para ela. ‘Talvez ela nem se lembrasse do amor de criança que eu tinha nutrido por ela. Talvez…’ Minhas paranóias estavam correndo soltas e tive um enorme trabalho para juntar e prendê-las novamente.
Como minha mente só funcionava com música, uma melodia simplesmente chegou à minha mente enquanto eu olhava para a minha amiga que estava se esforçando para prestar atenção. Eu sei que isso é péssimo, mas ignorei completamente a aula e comecei a anotar os acordes que brotavam da minha cabeça e cantarolei bem baixinho para tentar ver como ficaria. Assim que eu chegasse em casa testaria na minha guitarra.
Demorou mas finalmente o intervalo chegou. Fomos ao refeitório e sentamos Helena, Alice e eu. Não tardou para mais uma pessoa se juntar a nós. Leo chegou e, como eu já esperava, foi falar primeiro com a ruivinha. Eles estavam amarrados um no outro já tinha um tempo. Mas acho que minha amiga não sabia desse fato. Havia uma enorme interrogação estampada no seu rosto que Alice percebeu na hora e começou a falar de maneira apressada e nervosa. Não vou mentir, eu estava quase rindo da situação.
"Acho que devemos nos apresentar, né? Helena, Leo. Leo, Helena. Vou comprar um lanche. Minha barriga está roncando."
"Vou com você." Helena falou e pela cara dela percebi o porquê da ansiedade da outra.
Virei pra cumprimentar meu amigo e Leo já começou a perguntar.
"Você gosta dela, né? "
“Oi pra você também.” Ele me olhou com impaciência como se esperasse eu terminar a enrolação. "Ela é a garota que eu te falei. Sou doida por ela desde os 4 anos. Mas não sei se ela sente o mesmo. Já passaram 8 anos desde a promessa..."
"Sim, sim. Lembro dessa história. Você já me contou umas 15 vezes. Deixe comigo. Sei de um jeito de descobrir isso pra você. "
Dei um sorriso. Sabia que ele faria isso mesmo. E agora com Alice ao seu lado acho que vou ter dois cupidos ao meu favor. Não adiantaria de nada se Helena não sentisse o mesmo por mim, mas tendo outras pessoas pra me ajudar seria mais fácil, talvez.
Olhei para o lado e avistei as duas conversando, ou melhor, discutindo com uma outra garota loira que me parecia familiar. Ajustei minha visão e o que aquilo significava não poderia ser bom. Não tinha como ser ela, tinha? O dia estava tão bom pra ser destruído. Obrigado vida, por brincar com a minha cara mais uma vez.
Não é do meu feitio ser covarde, mas com aquela garota todo cuidado era pouco. Se ela me visse ali provavelmente passaria a impressão errada para uma certa pessoa. Levantei-me para sair, mas ouvi um som de um tapa que calou o refeitório inteiro. Essa não...