ESTRUTURAS COGNITIVAS: possíveis limitadores e seus reflexos no dia a dia
Bianca Ribeiro Trindade
De acordo com a terapia cognitivo-comportamental, o comportamento, as emoções, a fisiologia de uma pessoa e o entendimento desta sobre as experiências de sua vida são influenciados por crenças ou esquemas, formados durante a infância e reforçados ao longo da vida. Este trabalho tem por objetivo compreender como o histórico de um indivíduo e aprendizagens de sua infância influenciam e limitam a vida adulta e de que maneira é possível ajudá-lo. Para a realização desta pesquisa de revisão bibliográfica, foram analisados alguns artigos científicos, bem como as obras de autores como: Judith Beck, Jesse Wright, juntamente com Monica Basco e Michael Thase, dentre outros. Também foi realizado um questionário, respondido por 144 pessoas. A partir da análise das obras e dos resultados do questionário, foi possível perceber que estas visões de mundo disfuncionais podem se manifestar como limitadoras, uma vez que impactam a autoestima e confiança pessoal, transformando e conduzindo comportamentos. Desta forma, é de extrema importância o processo de identificação e reformulação destas crenças com a terapia cognitivo-comportamental, visando uma estrutura cognitiva saudável e o autodesenvolvimento.
Giulia Moreira da Silva
Os abusos infantis ocasionam diversos tipos de consequências para a vida adulta daquele que sofreu, englobando consequências psicológicas, como o desenvolvimento de transtornos psicológicos e até mesmo consequências neurobiológicas, como alterações no desenvolvimento cerebral. Existem quatro tipos principais e mais recorrentes de abuso infantil, o abuso físico, psicológico, sexual e a negligência parental. Este trabalho estuda os impactos na saúde psicológica e neurobiológica de um adulto que sofreu abusos na infância, busca definir quais atos são considerados abusivos e apresentar a análise de casos brasileiros de diversos tipos de abuso. Para a realização desta pesquisa de revisão bibliográfica, foram analisados alguns artigos científicos, bem como as obras de autores como: Carine Prado, Rebecca da Fonte, dentre outros. Além disso, foi realizado um questionário disponibilizado nas redes sociais com 92 respondentes. A partir da análise dos artigos e dos questionários, foi possível perceber que os abusos infantis, independentemente do tipo, afetam o desenvolvimento psicológico e neurobiológico de uma criança, gerando diversos tipos de consequências.
Isabela Ambrosio Joubeir
Durante o processo de saúde-doença, diversos pacientes se apoiam em sua espiritualidade como forma de enfrentamento da enfermidade, com a finalidade de reduzir o seu sofrimento ou obter maior esperança de cura com o tratamento. Além disso, o equilíbrio mental representa um papel central no processo terapêutico, pois emoções e pensamentos negativos podem desencadear efeitos tóxicos no organismo do enfermo, podendo levar a uma piora de seu quadro clínico. Este trabalho analisa de que forma a espiritualidade e a mente de cada pessoa podem influenciar em seu processo de enfrentamento e cura de doença e busca identificar quais fatores, além dos biológicos, levam o ser humano a adoecer. Para realização e desenvolvimento desta pesquisa de revisão bibliográfica, foram consultados alguns artigos científicos, bem como obras de autores como: Lucila Vianna, Georges Canguilhem, dentre outros. Também foi realizado um questionário, respondido por 330 pessoas. A partir da análise das obras e dos resultados do questionário, foi possível perceber que é indispensável enxergar, nos pacientes, corpo, mente, alma e espírito para promover o cuidado integral do ser humano e que o estado mental e a espiritualidade do indivíduo podem trazer impactos benéficos ao seu organismo, durante o processo de saúde-doença.
Isabella Akemi Kuroiva de Oliveira
Após o nascimento do bebê, a mãe que sofre do transtorno de depressão pós parto (DPP) passa a interagir menos com a criança, o que pode ocasionar déficits cognitivos e comportamentais. Após o nascimento da criança, é necessário que a mãe obtenha suporte médico e psicológico para que possa dar apoio maternal a seu filho sem que ele sofra consequências futuras marcantes, sejam psicológicas ou físicas. Este trabalho tem por objetivo comparar o desenvolvimento infantil de bebês com mães que possuem depressão pós parto. Cada aspecto é retratado de forma a se compreender e investigar o desenvolvimento da criança no aspecto físico e emocional. Para a realização desta pesquisa de revisão bibliográfica, foram analisados alguns artigos científicos, sobre as influências da DPP no desenvolvimento socioemocional das crianças no Brasil. A partir da análise das obras e dos resultados do questionário, foi possível perceber que bebês de mães deprimidas têm muito mais probabilidade de apresentar conflitos afetivos e comportamentais do que bebês de mulheres não deprimidas. De forma geral, a origem da DPP é relacionada a diversos fatores e ela atinge arduamente o crescimento da criança em diversos sentidos. O nível de atenção que a mãe concede, a intensidade e o tempo de duração dos sintomas são aspectos de perigo para a evolução positiva da criança no âmbito emocional, intelectual e comunicativo.
ANSIEDADE: O mal do adolescente no século XXI
Luiza Perestrelo Cinzento
A ansiedade vem aumentando a cada momento, principalmente na contemporaneidade em que o estresse e a pressão se tornaram algo cotidiano. Para os adolescentes do ensino médio, o estresse e pressão se dão pela fase que estão vivendo, em outras palavras, época de vestibular. É nesse momento da vida que a ansiedade pode aparecer, sendo seus principais sintomas: perder sua confiança para fazer a prova, não se achar suficiente, dentre outros demais sintomas que o transtorno causa. Este trabalho analisa como a ansiedade pode afetar os jovens que estão nessa época tão importante que marca a passagem da escola para a faculdade, entendendo melhor o transtorno e os sintomas que a ansiedade causa, investigando se pode influenciar nos resultados ou não. Para a realização desta pesquisa de revisão bibliográfica, foram analisados alguns artigos científicos, bem como as obras de autores como: Ana Beatriz Barbosa, Daniel Guzinski Rodrigues e Cátula Pelisoli dentre outros. Também foi realizado um questionário, respondido por 112 pessoas. A partir da análise das obras e resultados do questionário, foi possível concluir que que a ansiedade é um fator que interfere muito, não apenas nos estudos, mas como no cotidiano desses estudantes.
TRANSTORNOS PSICOSSOMÁTICOS
Mariana de Souza Ferreira
Transtornos psicossomáticos se dão por dores físicas de longo ou curto prazo geradas por fatores psicológicos. Essas enfermidades manifestam-se em diversas doenças mentais, como a depressão que afeta milhões de pessoas. É de suma importância a consideração dos transtornos psicossomáticos para um diagnóstico certeiro de pacientes que sofrem com traumas e doenças mentais. A fisiologia da dor e como ela atua em situações de estresse contínuo são fatores importantes para entender quais os efeitos no organismo. Este trabalho analisa o conceito científico de transtornos psicossomáticos, seu respectivo valor social, sua influência em diferentes síndromes que são provenientes de outras situações estressantes, bem como a melhoria a partir do auxílio médico por um viés psicológico, de modo que o diagnóstico não leve em conta apenas a parte física e entenda como a dor funciona no organismo e o porquê da automutilação. Para a realização desta pesquisa, foi utilizado um questionário disponibilizado para a população com idade entre 10 e 60 anos de caráter quantitativo. Também foram analisados usados diversos trabalhos, como artigos, monografias e análises de campo de autores como Robert Rosenthal, Armando Favazza, Herbert J. Freudenberger e Karl Menninger. Com os resultados obtidos, foi possível perceber que a dor em si, pode ser de caráter punitivo, impulsivo, compulsivo e estereotipada e os transtornos psicossomáticos são mais comuns do que parecem, podendo ser tão sutis como a maioria das doenças mentais. Há a concordância científica sobre o fato do médico ter que ser mais preocupado psicologicamente na relação com seus pacientes, já que se o profissional não considera a saúde mental de uma pessoa, quem dera o paciente em si, que, nessa situação, voltaria para casa com um diagnóstico errado e a mesma dor de sempre.
Mariana Gonzalez Veiga
O mindfulness, nas últimas décadas, tem sido encarado como um tópico de estudo emergente, sobretudo na área da psicologia e da neurociência. Essa forma de meditação consciente tem como característica principal a manutenção da atenção no momento presente, na qual o indivíduo ocupa uma posição curiosa e sem julgamentos perante a seus pensamentos e sentimentos. Este trabalho tem como objetivo verificar e salientar os impactos físicos e fisiológicos do mindfulness no cérebro humano, em especial como a neuroplasticidade pode ser responsável pela mudança de hábitos e de humor. Para tanto, utilizou-se da análise de alguns artigos científicos de autores como Jon Kabat-Zinn, Sara W. Lazar e Britta Karen Hölzel. Ademais, disponibilizou-se um questionário nas plataformas digitais, sem restrições de faixas etárias ou nível de formação, que obteve 95 pessoas. Sob essa ótica, foi possível destacar evidências positivas causadas pelo mindfulness caracterizando-o como uma técnica aliada no tratamento de distúrbios psicológicos, como depressão, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, distúrbios alimentares e outras patologias. Além disso, é possível destacar a sua eficiência na melhoria da qualidade de vida de seus praticantes, como com o aumento do foco, diminuição das respostas reativas do cérebro e a possibilidade de um maior entendimento de suas emoções.