Bem-vindo à secção Curiosidades!
Descobre fatos interessantes, surpreendentes e divertidos sobre livros, autores, cultura, história, leitura e bibliotecas. Um espaço para explorar o mundo da literatura de forma leve e fascinante!
14 de março
Dia do Pi
"O Dia do Pi celebra-se anualmente a 14 de março.
A escolha desta data deve-se ao formato de data norte-americano (3/14), que corresponde aos três primeiros dígitos da constante matemática (Uma constante matemática é um número fixo e bem definido cujo valor não muda, representando uma quantidade invariável, ao contrário das variáveis. Essenciais em fórmulas, física e geometria, estas constantes como (Pi ou e) são geralmente números reais ou complexos, fundamentais para descrever relações geométricas e cálculos)".
Aqui estão alguns detalhes rápidos sobre a data:
- Data em 2026: num sábado.
- Significado: Além de celebrar a razão entre o perímetro de uma circunferência e o seu diâmetro, a data coincide agora com o Dia Internacional da Matemática, instituído pela UNESCO. Página Oficial: https://www.idm314.org/.
- Tradição: É comum celebrar comendo tartes (em inglês, pie soa como pi) e realizando atividades matemáticas
Sabias que...?
A palavra "Biblioteca": Vem do grego biblio (livro) + teca (lugar onde se guarda), mas as primeiras bibliotecas surgiram milhares de anos antes dos livros em papel, na Mesopotâmia, usando tábuas de argila.
BiblioLED: A rede nacional de bibliotecas permite o empréstimo de livros digitais e audiolivros através da app BiblioLED. A BiblioLED é a plataforma nacional de empréstimo gratuito de livros digitais e audiolivros, acessível através de www.biblioled.gov.pt. O acesso é feito com o registo na tua biblioteca municipal, usando o Cartão de Cidadão ou Chave Móvel Digital. As apps móveis estão na Google Play e App Store.
O "Cheiro" de Livro Velho: O cheiro agradável de livros antigos é causado pela decomposição química de compostos orgânicos no papel ao longo do tempo.
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"Há diversos tipos de curiosidades; uma de interesse, que nos leva ao desejo de aprender o que nos pode ser útil, e outra, de orgulho, que provém do desejo de saber o que os outros ignoram".
Joseph Addisom
Sabias que um dos primeiros bibliotecários conhecidos foi Zenódoto de Éfeso? Ele trabalhou na famosa Biblioteca de Alexandria e foi o primeiro a organizar os livros por ordem alfabética. Da próxima vez que encontrares um livro num piscar de olhos, já sabes a quem agradecer!
PRIMEIRAS BIBLIOTECAS
As Primeiras Coleções de Tábuas
Antes mesmo de grandes bibliotecas organizadas, as cidades-estado sumérias já guardavam registros em argila.
Tello (Antiga Girsu): Arqueólogos encontraram coleções de mais de 30.000 tábuas datadas de cerca de 2350 a.C. Eram arquivos administrativos, mas mostram que os mesopotâmicos já entendiam a necessidade de organizar a informação.
Nippur: Foi um grande centro religioso e científico. Lá foi encontrada uma "biblioteca escolar" e sacerdotal com textos literários, hinos e listas de palavras que serviam para ensinar novos escribas.
Considerada a "joia da coroa" da Mesopotâmia (atual Iraque), foi a primeira biblioteca universal da história, 650 a.C.
O Diferencial do Rei: Diferente de outros líderes, Assurbanípal era alfabetizado e buscava todo tipo de conhecimento, não apenas registros de impostos.
Ações de Expansão: Ele confiscou textos de templos e enviou escribas à Babilônia para copiar obras sobre medicina, astronomia e literatura.
Organização Moderna: Foi pioneira ao catalogar e organizar as tábuas por assunto.
O Segredo da Preservação: O uso da argila com escrita cuneiforme foi crucial. Ironicamente, os incêndios durante ataques "cozeram" as tábuas, transformando-as em cerâmica duradoura e preservando o conhecimento por milénios, ao contrário do papiro egípcio que se decompõe.
Datada de cerca de 2500 a.C., a biblioteca no Palácio Real de Ebla continha cerca de 2.000 tábuas de argila organizadas por prateleiras.
O que havia lá: Registros administrativos, dicionários e textos ritos.
Status: Foi destruída em um incêndio, o que ironicamente "cozeu" as tábuas de argila e as preservou para os arqueólogos modernos.
Se você procura uma biblioteca que nunca fechou as portas, o vencedor é o Mosteiro de Santa Catarina, no sopé do Monte Sinai.
Fundação: Construída por ordem do Imperador Bizantino Justiniano I, por volta de 550 d.C.
Acervo: Possui a segunda maior coleção de manuscritos antigos do mundo, perdendo apenas para o Vaticano.
Bibliotecas itinerantes
Nem todas as bibliotecas têm paredes. Pelo mundo fora, existem bibliotecas em barcos (na Noruega), em cima de camelos (no Quénia) e até em burros — o famoso "Biblioburro" na Colômbia, que leva cultura às zonas mais remotas das montanhas.
“Cabeceiras de Basto em 1975 – O Povo e a Música” é um testemunho vivo de um tempo de mudança, onde a música se afirmava como expressão de identidade, liberdade e comunidade. Entre vozes, instrumentos e rostos do quotidiano, o documentário preserva a memória coletiva de um povo que cantava a sua história, as suas lutas e as suas esperanças. Um valioso registo cultural que aproxima gerações e mantém viva a alma de Cabeceiras de Basto.
O destaque dado pela RTP à Banda de Cabeceiras no programa “O Povo e a Música” (1976) constitui um importante reconhecimento do valor histórico e cultural de uma das mais antigas bandas do concelho. Este registo permite aos alunos conhecerem a importância das bandas filarmónicas na vida comunitária e na preservação da tradição musical local, reforçando o respeito pelo património cultural de Cabeceiras de Basto.
“Horizontes da Memória – Quatro Concelhos e uma Região” (2001) é um documentário apresentado pelo historiador José Hermano Saraiva, cuja forma clara e cativante conduz o espectador pela história e identidade de Cabeceiras de Basto e dos concelhos vizinhos. Através da sua narrativa, os alunos podem conhecer o passado da região, as suas paisagens, tradições e memórias coletivas, compreendendo a importância do património local na construção da identidade cultural. Um valioso recurso educativo para a biblioteca escolar.
Na época medieval e até ao século XVIII, algumas bibliotecas fixavam os livros nas estantes com correntes — literalmente “encadeavam” os livros — para evitar furtos. Assim, era possível consultar os volumes no local, mas nunca levá-los para casa. Atlas Obscura+2medievalbooks+2
Exemplo real:
Hereford Cathedral Library, no Reino Unido, guarda a maior coleção preservada desse tipo de “biblioteca encadeada” — com correntes, varões e fechaduras originais intactos. Wikipedia+2Guinness World Records+