Bem-vindo à secção Curiosidades!
Descobre fatos interessantes, surpreendentes e divertidos sobre livros, autores, cultura, história, leitura e bibliotecas. Um espaço para explorar o mundo da literatura de forma leve e fascinante!
Museu do Fado
O Arquivo Sonoro Digital do Museu do Fado constitui um importante espaço de preservação e divulgação da memória musical portuguesa. Através da recolha, conservação e disponibilização de registos sonoros, este arquivo permite conhecer a evolução do fado, as suas vozes mais marcantes e os diferentes estilos que o caracterizam. Mais do que um repositório, é um lugar vivo de identidade cultural, onde tradição e inovação se encontram, garantindo que o fado continua a ser transmitido às gerações futuras.
O livro O Meu Corpo Feito Grito, de Cátia Tuna, apresenta um olhar atento sobre o Fado enquanto expressão profunda da identidade portuguesa. A autora explora o fado não apenas como género musical, mas como um verdadeiro “grito” emocional, onde a voz e o corpo se tornam veículos de dor, saudade e resistência. Neste sentido, o fado surge como um espelho da condição humana, capaz de transformar experiências individuais em sentimentos universais, aproximando quem canta de quem escuta
14 de março
Dia do Pi
"O Dia do Pi celebra-se anualmente a 14 de março.
A escolha desta data deve-se ao formato de data norte-americano (3/14), que corresponde aos três primeiros dígitos da constante matemática (Uma constante matemática é um número fixo e bem definido cujo valor não muda, representando uma quantidade invariável, ao contrário das variáveis. Essenciais em fórmulas, física e geometria, estas constantes como (Pi ou e) são geralmente números reais ou complexos, fundamentais para descrever relações geométricas e cálculos)".
Aqui estão alguns detalhes rápidos sobre a data:
- Data em 2026: num sábado.
- Significado: Além de celebrar a razão entre o perímetro de uma circunferência e o seu diâmetro, a data coincide agora com o Dia Internacional da Matemática, instituído pela UNESCO. Página Oficial: https://www.idm314.org/.
- Tradição: É comum celebrar comendo tartes (em inglês, pie soa como pi) e realizando atividades matemáticas
Sabias que...?
A palavra "Biblioteca": Vem do grego biblio (livro) + teca (lugar onde se guarda), mas as primeiras bibliotecas surgiram milhares de anos antes dos livros em papel, na Mesopotâmia, usando tábuas de argila.
BiblioLED: A rede nacional de bibliotecas permite o empréstimo de livros digitais e audiolivros através da app BiblioLED. A BiblioLED é a plataforma nacional de empréstimo gratuito de livros digitais e audiolivros, acessível através de www.biblioled.gov.pt. O acesso é feito com o registo na tua biblioteca municipal, usando o Cartão de Cidadão ou Chave Móvel Digital. As apps móveis estão na Google Play e App Store.
O "Cheiro" de Livro Velho: O cheiro agradável de livros antigos é causado pela decomposição química de compostos orgânicos no papel ao longo do tempo.
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"Há diversos tipos de curiosidades; uma de interesse, que nos leva ao desejo de aprender o que nos pode ser útil, e outra, de orgulho, que provém do desejo de saber o que os outros ignoram".
Joseph Addisom
Sabias que um dos primeiros bibliotecários conhecidos foi Zenódoto de Éfeso? Ele trabalhou na famosa Biblioteca de Alexandria e foi o primeiro a organizar os livros por ordem alfabética. Da próxima vez que encontrares um livro num piscar de olhos, já sabes a quem agradecer!
PRIMEIRAS BIBLIOTECAS
As Primeiras Coleções de Tábuas
Antes mesmo de grandes bibliotecas organizadas, as cidades-estado sumérias já guardavam registros em argila.
Tello (Antiga Girsu): Arqueólogos encontraram coleções de mais de 30.000 tábuas datadas de cerca de 2350 a.C. Eram arquivos administrativos, mas mostram que os mesopotâmicos já entendiam a necessidade de organizar a informação.
Nippur: Foi um grande centro religioso e científico. Lá foi encontrada uma "biblioteca escolar" e sacerdotal com textos literários, hinos e listas de palavras que serviam para ensinar novos escribas.
Considerada a "joia da coroa" da Mesopotâmia (atual Iraque), foi a primeira biblioteca universal da história, 650 a.C.
O Diferencial do Rei: Diferente de outros líderes, Assurbanípal era alfabetizado e buscava todo tipo de conhecimento, não apenas registros de impostos.
Ações de Expansão: Ele confiscou textos de templos e enviou escribas à Babilônia para copiar obras sobre medicina, astronomia e literatura.
Organização Moderna: Foi pioneira ao catalogar e organizar as tábuas por assunto.
O Segredo da Preservação: O uso da argila com escrita cuneiforme foi crucial. Ironicamente, os incêndios durante ataques "cozeram" as tábuas, transformando-as em cerâmica duradoura e preservando o conhecimento por milénios, ao contrário do papiro egípcio que se decompõe.
Datada de cerca de 2500 a.C., a biblioteca no Palácio Real de Ebla continha cerca de 2.000 tábuas de argila organizadas por prateleiras.
O que havia lá: Registros administrativos, dicionários e textos ritos.
Status: Foi destruída em um incêndio, o que ironicamente "cozeu" as tábuas de argila e as preservou para os arqueólogos modernos.
Se você procura uma biblioteca que nunca fechou as portas, o vencedor é o Mosteiro de Santa Catarina, no sopé do Monte Sinai.
Fundação: Construída por ordem do Imperador Bizantino Justiniano I, por volta de 550 d.C.
Acervo: Possui a segunda maior coleção de manuscritos antigos do mundo, perdendo apenas para o Vaticano.
Bibliotecas itinerantes
Nem todas as bibliotecas têm paredes. Pelo mundo fora, existem bibliotecas em barcos (na Noruega), em cima de camelos (no Quénia) e até em burros — o famoso "Biblioburro" na Colômbia, que leva cultura às zonas mais remotas das montanhas.
“Cabeceiras de Basto em 1975 – O Povo e a Música” é um testemunho vivo de um tempo de mudança, onde a música se afirmava como expressão de identidade, liberdade e comunidade. Entre vozes, instrumentos e rostos do quotidiano, o documentário preserva a memória coletiva de um povo que cantava a sua história, as suas lutas e as suas esperanças. Um valioso registo cultural que aproxima gerações e mantém viva a alma de Cabeceiras de Basto.
O destaque dado pela RTP à Banda de Cabeceiras no programa “O Povo e a Música” (1976) constitui um importante reconhecimento do valor histórico e cultural de uma das mais antigas bandas do concelho. Este registo permite aos alunos conhecerem a importância das bandas filarmónicas na vida comunitária e na preservação da tradição musical local, reforçando o respeito pelo património cultural de Cabeceiras de Basto.
“Horizontes da Memória – Quatro Concelhos e uma Região” (2001) é um documentário apresentado pelo historiador José Hermano Saraiva, cuja forma clara e cativante conduz o espectador pela história e identidade de Cabeceiras de Basto e dos concelhos vizinhos. Através da sua narrativa, os alunos podem conhecer o passado da região, as suas paisagens, tradições e memórias coletivas, compreendendo a importância do património local na construção da identidade cultural. Um valioso recurso educativo para a biblioteca escolar.
Na época medieval e até ao século XVIII, algumas bibliotecas fixavam os livros nas estantes com correntes — literalmente “encadeavam” os livros — para evitar furtos. Assim, era possível consultar os volumes no local, mas nunca levá-los para casa. Atlas Obscura+2medievalbooks+2
Exemplo real:
Hereford Cathedral Library, no Reino Unido, guarda a maior coleção preservada desse tipo de “biblioteca encadeada” — com correntes, varões e fechaduras originais intactos. Wikipedia+2Guinness World Records+