Pena de morte
A pena de morte é a condenação de um indivíduo à morte por ter cometido um crime considerado muito grave, conforme as leis dos países que detêm este tipo de castigo. Atualmente, a pena de morte é considerada, por órgãos internacionais, muitas vezes como uma barbaridade, sendo mal-vista em muitos países .
Defendemos que acabar com a vida de qualquer indivíduo é imoral em qualquer circunstância. Quando sujeitamos alguém à pena de morte, estamos a rebaixar-nos ao nível dos assassinos, pois estamos a fazer o mesmo. Não é hipócrita condenar alguém à morte praticando o mesmo ato que o criminoso que o cometeu? Faz sentido nós termos o poder de decidir se as pessoas têm o direito de viver ou não, como se fôssemos Deus?
Em muitos sistemas de justiça, a prisão perpétua não existe, pena essa que, na nossa opinião, poderia ser o castigo ideal para crimes extremos, em alternativa à pena de morte. Dessa forma, não se tira a vida ao criminoso, mas este irá passar o resto da vida numa prisão, impedido de cometer mais crimes. Acrescente-se que, num sistema de justiça em que a pena perpétua já existe, então, a existência da pena de morte é completamente absurda, redundante. A pena perpétua é sempre uma alternativa infinitamente melhor em todas as circunstâncias: o condenado pode trabalhar dentro da prisão onde cumpre a pena ou numa colónia preparada para o efeito, produz trabalho, aprende a ter outros comportamentos sociáveis e, por exemplo, no Brasil, pode ajudar a sustentar a sua família. Assim, punem-se criminosos e inibe-se a criminalidade de uma forma inteligente. É claro que estas sentenças de prisão perpétua devem ser aplicadas exclusivamente nos casos em que os criminosos cometeram crimes hediondos.
Em suma, há sempre alternativas à pena de morte, todas elas sem nos transformarmos em assassinos. O Estado não tem direito de controlar quando tira a vida de seus cidadãos e todos devemos colaborar para que isso seja uma realidade em todo o mundo.