A partir das leituras e relato apresentados neste trabalho percebemos que a criança aprende enquanto brinca, pois essa é uma de suas atividades que mais contribuem para o seu desenvolvimento. E é por meio das brincadeiras que as elas começam a desenvolver elementos indispensáveis ao relacionamento com outras pessoas.
Dessa forma, essa relação natural com os jogos e brincadeiras possibilitam momentos em que a criança consegue extravasar suas emoções (tristezas alegrias, angústias, entusiasmos, passividades e agressividades) e esse envolver proporcionar ao ato de se descobri e conhecer o outro.
A brincadeira, dentro de suas propriedades de diversão, também é parte fundamental para que a criança possa oportunizar o desenvolvimento de suas capacidades e habilidades, neste sentido a criança possibilita adquirir e ampliar a memória, as linguagens, a atenção/percepção e a criatividade, que contribuem significantemente para um processo das estruturas psicológicas e cognitivas dos mesmos.
A brincadeira também é um forte aliado para difundir conteúdo e estimular a interação da criança com seus pares ou com ‘outros sociais’, apresentando regras de convívio social e desafios, processo ressignificante para que a criança possa construir sua moralidade, afetividade, autonomia, conhecimento e socialização.
Neste sentindo, a Educação Infantil vê no brincar, uma ferramenta importante para o desenvolvimento humano, social, cognitivo, afetivo da criança, pois esse exerce grande influencia frente aos alunos, especialmente quando envolvido emocionalmente, tornando dessa forma o processo de ensino e aprendizagem prático e dinâmico.
Portanto, caberão os dirigentes (gestor e coordenador) e especialmente ao professor, nessa primeira etapa do Ensino Básico, conhecer os princípios norteadores da Política Nacional da Educação que rege o uso da brincadeira no Ensino Infantil, de forma que não fique em planos, mas que possam diariamente serem realizados na prática de sala de aula e terem o apoio da administração pública para sempre que necessário possam participar de programas de formação continuada , garantido o direito da aprendizagem.