Sessão de terapia acessível à todos
O Trauma Nosso de cada Dia.
Para começar nosso diálogo: o trauma faz parte da vida.
Desde o início dos tempos nos deparamos e nos recuperamos de ataques constantes, incontáveis desastres tanto naturais quanto causados pelo homem, Violência e traições em nossas vidas pessoais. Essas experiências traumáticas deixam marcas de forma visível em todos os campos da história dos países e culturas, assim como nos lares impactando fortemente as famílias. Essas que muitas vezes guardam, consciente ou inconscientemente, em silêncio seus segredos obscuros de geração em geração.
Trauma não é algo meramente acometido no corpo, também deixam marcas na mente, nas emoções, nos sistemas biológico e imunológico, comprometendo a capacidade de lidar com as situações corriqueiras da vida.
Relatos pós guerra, apontam que soldados regressos frequentemente apresentam acessos de raiva e vazio emocional.
Pessoas que vivem com indivíduos com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) geralmente sofrem de depressão.
Há indício de que mães com quadros de depressão podem deixar seus filhos inseguros e ansiosos.
Uma criança exposta à violência familiar poderá, quando adulto, ter dificuldade em estabelecer relacionamentos estáveis baseados na confiança.
Apesar da busca por deixar para trás os eventos traumáticos, nosso cérebro, que tem por objetivo, dentre tantas outras funções, a de manter a nossa sobrevivência, este não atua muito bem quando a questão é de negação ou da procura por esquecimento quanto se trata de dores traumáticas.
Um evento traumático pode ser reavivado ao menor sinal de perigo ou de lembrança do evento que causou o sofrimento. Nesse sentido, o aparelho cerebral imediatamente responde com hormônios de estresse pelo organismo, desencadeando a parte daí todas as emoções e sensações físicas que provocam a angústia paralisante do medo, como se as feridas fossem reabertas.
Alcides Santos - Informado em trauma