Pra encerrar o Janeiro Branco vamos falar de autocura!
A autocura é a capacidade dos seres vivos de se curarem por vontade própria. Particularmente acredito que é a única forma de cura que existe, já que podemos fazer "n" tratamentos e não atingir a cura, a menos que esta seja desejada. Ou seja, em todos os processos de cura, existe um componente motivador interno para que se obtenha um resultado positivo.
Mesmo nos tratamentos convencionais com remédios, admite-se que 50% do resultado reside no fator psicológico. Por isso acredito que ninguém cura ninguém, os tratamentos apenas facilitam a sua autocura, que muitas vezes pode vir espontaneamente, contradizendo a ciência, como nos casos de remissão espontânea. Não canso de me surpreender com as capacidades inexploradas dos seres humanos!
As terapias holísticas atuam da mesma maneira, facilitando sua autocura. Pode parecer insensatez que alguém deseje estar doente, porém se o ganho quem advém da enfermidade for mais forte do que sua vontade de se curar, ganha a doença. Em alguns casos existe um ganho secundário que tem mais valor para o cliente, como por exemplo, uma doença que aproxima os familiares que não estariam juntos se não fosse pela doença. Nesse caso a terapia deve ajudar o cliente a ter clareza sobre esse aspecto para que ele decida o que é melhor para si mesmo. Ou seja, ninguém cura ninguém, a menos que o próprio doente queira ser curado.
Nos meus tratamentos aposto muito na autonomia dos clientes, são eles quem decidem o que é melhor para si, tendo consciência das diversas possibilidades, pois os frutos das suas escolhas, sejam bons ou ruins, serão colhidos por ele de qualquer maneira.
As terapias holísticas facilitam a autocura para doenças físicas, emocionais e espirituais, observando o ser como um todo a fim de buscar seu equilíbrio.
Débora Perroni
Original postado em 31/02/2022 no Instagram:
https://www.instagram.com/p/CZY-t20PEJN/
Eu não trabalho com limites!
Desde que me conheço por gente nunca gostei de limites. Isso tem muito a ver com a maneira como os meus pais me criaram, em especial a minha mãe. Sendo a terceira filha, fiquei naquele lugar mais relaxado, depois dos pais terem se preocupado muito com a primeira filha e maneirado um pouco com o segundo filho. Então desde cedo pude dar vazão a minha criatividade e liberdade, pude escolher as coisas que queria e as que não queria.
E querendo ou não a nossa especialidade tem muito a ver com a nossa personalidade. A minha especialidade dentre as terapias é a Harmonização Nahim. É o serviço que eu mais gosto de fazer e é nos resultados dos meus clientes que essa questão de não existirem limites fica muito clara pra mim.
Não canso de me surpreender com a superação de cada um, eles são fantásticos! Atribuo isso ao fato de lhes apresentar um mundo de infinitas possibilidades que nem todos estão acostumados a lidar ou mesmo sabem que existe!
Já atendi muitos casos em que a pessoa chega com uma avaliação zero, numa escala de 0 a 10 sobre como está se sentindo e sai com uma avaliação 10 (na verdade alguns dizem 100, mil ou um milhão rsrs) e isso acontece em 1 atendimento de 1 hora. Então quem chega sem esperanças, sai com clareza mental sobre o que deve fazer. Quem chega pensando em desistir, sai com um vigor que há muito tempo não tinha. Quem chega com culpa, se livra daquele peso desnecessário. Quem chega com trauma, sai entendendo a necessidade daquele processo. Enfim, são resultados encantadores que me mostram a cada dia que esse mundo de infinitas possibilidades é mais real do que podemos imaginar!
Por isso deixo claro que EU NÃO TRABALHO COM LIMITES e isso é muito libertador!
Gratidão infinita aos meus amados clientes!
Débora Perroni
Original postado em 31/08/2022 no Instagram:
www.instagram.com/p/Ch8Q8oxDzBR/
Algumas pessoas acreditam que os terapeutas holísticos são contra medicamentos, mas isso está longe de ser verdade. Particularmente alguns terapeutas preferem usar o menos possível medicamentos alopáticos, porem nenhum terapeuta tem permissão para recomendar e muito menos para desaconselhar o uso de alguma medicação aos seus clientes. O fato de, na vida privada, um terapeuta não fazer uso de medicamentos, não deve interferir no tratamento dos seus clientes.
Por isso o termo terapias integrativas pode ser o que mais representa a nossa profissão, já que integrar pode ser visto como uma parceria entre a medicina convencional e as terapias holísticas. Em alguns países como na Índia, o médico pode vir a recomendar o tratamento com terapias alternativas e vice-versa.
Pouco a pouco vemos uma maior aceitação social da nossa profissão, principalmente depois da lei das PICS, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde que implanta as terapias holísticas no SUS.
Mais recentemente o Conselho Nacional de Saúde recomendou (RECOMENDAÇÃO Nº 041, DE 21 DE MAIO DE 2020) tais práticas na assistência ao tratamento complementar para combater a Covid-19.
As práticas integrativas, portanto não devem substituir o tratamento convencional e sim trabalhar em conjunto visando o bem-estar dos clientes em âmbito global.
Existem situações que somente a medicina convencional poderá ajudar, como é o caso de um acidente. Bem como existem situações que as terapias alterativas são mais indicadas como é o caso das questões espirituais.
Sempre procuro estar ciente das medicações que os meus clientes fazem uso, bem como todas as suas patologias e ou cirurgias que tenham feito, pois isso ajuda a entender melhor as suas questões internas, já que mais de 90% das doenças são somatizadas, logo fica mais evidente a causa por trás da patologia.
Pode ocorrer do cliente, através das terapias alternativas passar a se sentir melhor e por conta própria deixar de tomar a medicação, o que não é recomendado, pois se o médico prescreveu é ele que deve retira-la.
Débora Perroni
Original postado em 1/02/2022 no Instagram:
https://www.instagram.com/p/CZbjgoKFeqR/
Nietzsche o filósofo incompreendido
Foi tão bom reler Nietzsche com o olhar de terapeuta, pois tive o prazer de enxergar um homem que a academia não havia me proporcionado conhecer.
Entendi que a vida toda, através das suas obras, ele buscou legitimar o seu SER. Aquilo de mais humano, demasiado humano, que existia em si próprio. Talvez outros filósofos não deixem tão claro isso no seu legado, pois nem todos morreram loucos, levando ao extremo os seus ideais.
E tirando a parte de morrer louco, será que não é isso mesmo que viemos fazer aqui?
Por exemplo, quando criei a Harmonização Nahim, vinha de uma necessidade de entender o que acontecia naqueles protocolos energéticos que já havia experimentado. Sempre fui adepta das terapias alternativas, mas não saber o que se passava no momento da aplicação de um reiki, por exemplo, fazia a minha mente inquieta se perguntar o que estava acontecendo? E é por isso que educo os meus clientes sobre tudo o que está acontecendo.
E aí tu olhas para a obra do Nietzsche e vê o caos das mil formas de escrever, da crítica a quase tudo que veio antes e consegue perceber que fazer o que lhe é devido tem a sua importância para além da sua própria existência e isso é lindo!
Nessa foto tem uma obra dele descansando no caos dessa natureza morta e pra contrabalancear coloquei um anjo que representa tudo o que ele criticava. Eu me identifico muito com esse caos...
Nietzsche foi o exemplo vivo daquilo que escreveu, "torna-te quem tu és" e é o que busco para os meus clientes. Talvez seja somente nos tornando quem realmente somos que podemos contribuir de alguma forma com a humanidade.
Seria em vão a minha vida se, ciente da minha missão, não a tivesse cumprido por quaisquer tipos de repressão social. Seria em vão...
Assim deixo registrada a minha profunda admiração por esse louco autêntico que mudou os rumos da sociedade e nos fez voltar para o nosso potencial de superarmos o próprio homem.
Débora Perroni
Original postado em 2/05/2022 no Instagram:
https://www.instagram.com/p/CdD_Jk5j03R/