Dia 30 de Janeiro de 2024, as turmas do 9º ano das escolas Eugénio dos Santos e Rainha Dona Leonor foram ver a peça teatral “Auto da Barca do Inferno”, escrita por Gil Vicente no século XVI.
A sátira moral e religiosa retrata o destino das almas após a morte, as personagens são julgadas pelo Diabo e o seu companheiro, representando vários aspectos como a corrupção, a hipocrisia, a vaidade…, as personagens representam várias classes sociais e profissões.
Em relação à representação feita pela companhia de teatro “Instantes d’Aplausos”, o cenário embora simples tinha tudo o que era necessário, incluindo a barca do Anjo e do Diabo, uma em cada ponta do palco, os adereços estavam bem representados e os atores retratam bem as suas personagens. Estes ao interagir com os espectadores também tornava a peça mais descontraída e engraçada.
Leonor Nascimento
No dia 30 de janeiro, a nossa turma foi ver a encenação da peça “Auto da Barca do Inferno”.
Esta peça fala sobre a população na época quinhentista com o objetivo de criticar os pecados e as atitudes das personagens e aborda temas como as desigualdades sociais, ganância e a corrupção e faz-nos refletir sobre como a sociedade atual não evoluiu muito nestes aspetos.
Eu gostei da peça. Acho que tanto o cenário como os figurinos e adereços estavam adequados e bem feitos.
Já a atuação podia estar melhor, em exceção à do diabo.
Na minha opinião o facto dos atores interagirem com o público tornou a peça mais divertida e interessante.
Maria Teresa Carvalho
No dia 30 de janeiro a nossa turma foi ver a encenação da peça teatral “Auto da Barca do Inferno” escrita por Gil Vicente. Esta peça tem como principais temas abordados a corrupção, as desigualdades sociais e a ganância.
Na minha opinião a parte do fundo do cenário poderia estar melhor retratada, já as barcas estavam bem. A atuação da maioria dos atores estava pobre e os figurinos mal representados, à exceção do Diabo e da Brízida Vaz. A interação com o público tornou a peça mais divertida e interessante. A minha personagem favorita foi a Brísida Vaz porque na minha opinião trouxe mais ânimo e alegria. Em suma a peça faz-nos refletir em como a sociedade da época quinhentista é muito parecida em muitos aspetos com a nossa sociedade atual.
Dinis Silva
No dia 30 de janeiro fomos ao teatro ver o Auto da Barca do Inferno.
No cenário havia duas barcas: uma do anjo e outra que era do diabo. Havia várias personagens, e os atores estavam bem vestidos para representar as personagens com muitos adereços. No palco havia pouca luz e falavam alto para se ouvir bem. No final, os atores interagiram connosco. A minha personagem favorita foi, sem dúvida, o diabo porque ele era muito divertido.
O que eu gostei mais na visita de estudo foi não ter aulas.
Rita Alberto
"O Auto da Barca do Inferno", obra escrita por Gil Vicente no século XVI, é uma peça teatral que se destaca por sua crítica social e reflexão sobre a condição humana. A história desenrola-se num cenário simbólico, onde personagens de diferentes classes sociais são confrontados com suas ações passadas após a morte. Através do julgamento moral das personagens, a peça aborda temas como justiça, moralidade e redenção, convidando o público a refletir sobre suas próprias escolhas e valores. Com seu estilo acessível e personagens emblemáticos, "O Auto da Barca do Inferno" continua a ser uma obra relevante até os dias de hoje.
Pedro Rodrigues
"O Auto da Barca do Inferno" é uma peça teatral escrita por Gil Vicente, um dos mais importantes dramaturgos portugueses do século XVI. Esta obra, escrita em 1517, é a primeira parte da trilogia das "Barcas" e é considerada uma das mais distintas e emblemáticas do teatro medieval europeu.
A peça é uma alegoria que retrata uma viagem simbólica das almas após a morte, na qual elas são julgadas pelo Diabo e pelo Anjo e enviadas para o Inferno ou para o Céu, dependendo das suas ações que tiveram em vida. O desenrolar é em torno da chegada de diferentes personagens, que representam diversas classes sociais e profissões. A personagem do Auto que mais gostei foi o Parvo, porque ele é retratado como uma pessoa simples e ingénua, que não tem maldade no que diz, principalmente nas suas piadas, que me fizeram rir muito.
A peça apresenta uma crítica social, satirizando a corrupção, hipocrisia, ganância, vaidade e outros vícios da sociedade da época. Ao longo da peça, as personagens tentam justificar as suas ações perante o Diabo e o Anjo, mas muitas vezes as suas desculpas são desleixadas, revelando a verdadeira natureza das suas almas. Alguns são condenados ao Inferno,enquanto outros são recompensados com a entrada no Paraíso.
O "Auto da Barca do Inferno" é uma obra intemporal que continua a encantar o público devido à sua abordagem satírica e moralista, que levanta questões universais sobre o bem e o mal, o julgamento e a redenção, e a natureza humana.
Catarina Direito
O "Auto da Barca do Inferno", escrito por Gil Vicente em 1517, é uma peça de teatro alegórica que satiriza a sociedade portuguesa da época. O autor critica os vícios e hipocrisias de diferentes personagens, desde o Fidalgo arrogante até o Sapateiro trapaceiro. A peça passa-se num cais, onde duas barcas aguardam para levar as almas dos mortos para os seus destinos finais: o Inferno, comandado pelo Diabo, e o Paraíso, guiado pelo Anjo. Ao longo da obra, diversas personagens embarcam numa jornada de julgamento final, revelando as suas falhas e fraquezas.
Diogo Messias
A representação da obra teatral “O Auto Da Barca Do Inferno”, de Gil Vicente no auditório Santa Joana Princesa, com as turmas do 9º ano foi interessante. Em relação ao cenário, era visualmente simples, mas passou bem a mensagem do céu e Inferno. Na sua maioria os atores desempenharam bem o seu papel muito bem, com exceção do Parvo, que não teve o mesmo brilho que tem na obra.
A dicção estava menos fiel à obra escrita, já a projeção de voz estava consideravelmente boa. O figurino estava bem pensado, com exceção do Parvo, que estava demasiado simples e não dava a ideia de ser o mesmo que na obra. O som estava bom apesar de pouco usado e a luz era raramente alterada, uma ou duas vezes. Achei bem pensado os personagens passarem perto do público, conversando com os espectadores. As personagens que mais gostei foram a Brísida Vaz e o Diabo; também gostei do pagem que vinha com o conde.
Vicente Alves