O novo coronavírus pertence a uma família de vírus chamada Coronaviridae.
Possuem como material genético o RNA (Ácido Ribonucleico), responsável pela síntese de proteínas nas células
É amplamente transmitidos em humanos e em outros mamíferos
Seu nome se deve à forma desses organismos, em que “corona” significa “coroa” em latim.
Existem sete tipos de coronavírus que infectam o homem: HKU1, NL63, OC43, 229E, SARS-CoV, MERS-CoV e o SARS-CoV-2, os três últimos são responsáveis por infecções respiratórias graves.
CoV = Coronavírus
SARS = Síndrome Respiratória Aguda Grave
MERS = Síndrome Respiratória do Oriente Médio.
A hipótese mais aceita é que o novo SARS-CoV-2 provavelmente é oriundo de morcegos. Assim, é possível que o vírus tenha sofrido um processo evolutivo, no morcego ou no hospedeiro, para posterior transmissão. Ou, ainda, uma forma não patogênica tenha sido transmitida para seres humanos, e o processo evolutivo ocorrendo apenas no hospedeiro final.
A ACE2 é uma proteína transmembrana expressa na superfície de diversas células do corpo, como o epitélio do sistema respiratório.
ACE2 (da sigla em inglês: angiotensin-converting enzyme 2), traduzindo, Enzima conversora da angiotensina 2.
Para saber mais sobre a organização molecular e a estrutura do vírus, a seguir tem uma animação 3D dinâmica e científica do SARS-CoV-2, produzido pelo grupo Biosolution.
Coronavírus se refere, a um grande grupo viral, dentro dessa família, existem variações do vírus, como o SARS-CoV, MERS-CoV e SARS-CoV-2. Já COVID-19, significa Corona Vírus Disease (Doença do Coronavírus), enquanto “19” se refere a 2019, inicio dos primeiros casos. Então, COVID-19 é a doença, SARS-CoV-2 é o vírus e Coronavírus é a família de vírus a que pertence.
Os riscos causados pelas doenças virais são reconhecidas como ameaças críticas à humanidade. Por outro lado, usando abordagens de nanotecnologia, muito pode ser feito desde o direcionamento do vírus, a fim de projetar drogas e vacinas, além de máscara e tecidos com proteção de nanopartículas.
Foi também por intermédio da nanotecnologia, em uma combinação de tomografia computadorizada, sequenciamento de genoma inteiro e microscopia eletrônica de transmissão (MET), que foi possível rastrear e identificar SARS-CoV-2, etiologia viral do COVID-19.
Através da nanotecnologia, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em parceria com a empresa de tecnologia Nanox, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), desenvolveram um tecido formado por nanopartículas de prata e sílica que demonstrou ser capaz de inativar o novo coronavírus.
O tecido é revestido por uma mistura de poliéster e algodão que contém dois tipos de nanopartículas de prata na sua superfície que inativa 99,9% das células do covid-19 após dois e cinco minutos em contato.
A microscopia eletrônica de transmissão é utilizada na análise microestrutural, pois essa técnica fornece informações em níveis atômicos.
A técnica de MET utiliza um feixe de elétrons como fonte de “iluminação” sobre a amostra. O feixe de elétrons atravessa a amostra sofrendo diversos tipos de espalhamento que dependem das características do material.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), registrou a partir de microscópio eletrônico de transmissão, o exato momento da infecção do SARS-CoV-2 em uma célula.
Na técnica de Microscopia Eletrônica de Transmissão, a imagem de campo claro é formada com elétrons que sofrem pouco desvio, já as de campo escuro são formadas por elétrons difratados pelos planos cristalinos do material.
O microscópio eletrônico foi inventado no início dos anos 30, pelo alemão Ernest Ruska. Esses instrumentos utilizam feixes de elétrons e lentes eletromagnéticas, no lugar da luz e das lentes de vidro, permitindo ampliações de até um milhão de vezes. Há 3 tipos básicos de microscópio eletrônico: transmissão (para observação de cortes ultrafinos), varredura (para observação de superfícies) e tunelamento (para visualização de átomos).
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