Veja como foi a premiação
Psicanalista, professora/ supervisora da disciplina “Experiências e Reflexões em Saúde Mental” da FCMSCSP, graduanda em Letras-Linguística. Mãe de uma jovem de 19 anos e uma adolescente de 13.
Desenvolvedora do projeto "Maria – absorvente íntimo" sustentável para mulheres que vivem em situação de extrema vulnerabilidade. A iniciativa rendeu diversos prêmios, como o Mude o Mundo como uma Menina 2019, na categoria Visionária.
Fundadora do Eles também Choram - plataforma que dissemina a cultura do autoconhecimento no país mais depressivo da América Latina. É estudante de Educomunicação, na ECA-USP, e também atua na Academia de Liderança da América Latina.
Em um momento tão difícil de pandemia, a saúde física e mental de meninas é afetada fortemente. De acordo com o estudo global realizado pela ONG Plan International, durante a pandemia do corona vírus quase 90% das brasileiras entre 15 e 24 anos sentiram níveis médios a altos de ansiedade. Fatores como falta de proteção, medo de alguém da família ficar doente, incerteza, além de efeitos colaterais como o acesso à renda, explicam o número alto. Além disso, não poder frequentar a escola ou universidade, um ambiente de socialização e educação, também é um aspecto que piora o psicológico de meninas e mulheres.
Outro problema muito importante relacionado a saúde das meninas é a desigualdade econômica presente nos cuidados com a menstruação. No Brasil, estima-se que 23% das meninas entre 15 a 17 anos não tem condições financeiras para adquirir produtos seguros para usar durante a menstruação. Somado à isso, muitas ainda precisam enfrentar o tabu que a menstruação ainda carrega na nossa sociedade.
Como proporcionar experiências que tragam melhoria para a saúde dessa parcela da população em tempos de escassez?
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