Edição do dia 13/01/2018
13/01/2018 21h08 - Atualizado em 13/01/2018 22h42
As chuvas deste início de ano em quase todo o país podem trazer um alívio na conta de luz.
Com os reservatórios mais cheios, o governo já começou a reduzir a geração de energia das termelétricas, que é bem mais cara.
No Sudeste e no Centro-Oeste, onde estão as hidrelétricas mais importantes, os reservatórios tiveram o pior nível no mês de dezembro desde 2014. Graças às chuvas dos últimos dias, eles começam a se recuperar. No reservatório de Furnas, em Minas Gerais, o volume de água passou de 9,67%, em novembro, para 11,38%, em dezembro, e 16,34%, em janeiro. Serra da Mesa, em Goiás, também melhorou de novembro para cá. Hoje, o volume é quase o dobro. Sobradinho, o maior reservatório do Nordeste, na Bahia, quase secou em novembro e agora tem 11,44% da capacidade.
Com as chuvas, o uso de energia das termelétricas hoje é menos da metade do que era usado em novembro. O especialista em mercado de energia Fernando Umbria diz que a boa notícia de janeiro é que está chovendo onde é preciso chover. "Choveu bem nas regiões em que nós temos, digamos assim, a caixa d'água do setor elétrico, que é basicamente o estado de Minas Gerais, alguma coisa de São Paulo. Então ali tem chovido de maneira bastante intensa e isso tem ajudado muito na geração de energia do país”, explica.
A bandeira tarifária, que desde julho de 2017 era amarela ou vermelha, voltou a ficar verde em janeiro. Quando a bandeira é verde, a tarifa de energia elétrica não sofre nenhuma alteração. Com a bandeira amarela, o consumidor paga R$ 1 a mais a cada 100 kWh consumidos. Na bandeira vermelha, existem dois níveis. No primeiro, a conta tem um aumento de R$ 3 a cada 100 kWh consumidos. No segundo, o consumidor paga R$ 5 a mais a cada 100 kWh.
Com a bandeira verde de janeiro, a expectativa é saber se ela vai continuar assim em fevereiro. Quem define a cor da bandeira é Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O Operador Nacional do Sistema (ONS) diz que, se continuar chovendo, certamente o consumidor vai sentir. “Se nós continuarmos com esse período, esse ciclo favorável de chuvas, nós podemos considerar que vamos ter bandeira verde ao longo do período chuvoso, o que significa um alivio, de fato, nas tarifas e nos preços de energia”, diz o diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata.
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Por G1 Vale do Paraíba e Região
13/01/2018 15h02 Atualizado há 17 horas
Turistas são infectados por bicho geográfico em Maresias (Foto: Arquivo Pessoal)
Um grupo com mais de dez turistas de São Carlos (SP) relatou infecção causada por bicho geográfico após viagem ao litoral norte de São Paulo. Eles estiveram juntos na praia de Maresias, uma das mais badaladas de São Sebastião, na última semana do ano passado e suspeitam que a areia esteja contaminada.
O bicho geográfico é um parasita que causa doença na pele - entrando no organismo humano por meio de cortes ou feridas. O sintoma é coceira e vermelhidão.
O contágio ocorre pelo contato com fezes contaminadas de animais, como cães. Um dos locais de proliferação é a areia. No corpo, o parasita se movimenta e forma um caminho na pele, semelhante a um mapa.
A primeira pessoa do grupo que teve sintomas foi a estudante Clara Letícia Ascencio. "No mesmo dia que eu cheguei da viagem minha pele ficou avermelhada e coçava muito", disse. "Percebi o parasita na região dos pés dois dias depois", relatou.
De acordo com a estudante Amanda Araújo, ela foi a praia de Maresias com um grupo de 40 pessoas no dia 28 de dezembro. No dia 2, data do retorno da viagem, o namorado dela notou algumas bolhas na parte lateral do dedo do pé. Essas marcas foram se espalhando.
Com ela foi diferente. Um dia após a visita a praia começaram a aparecer sintomas como vermelhidão e coceira na pele, mas somente na última quarta (10) ela percebeu o bicho no corpo. "Estava nos dedos de um dos pés e na lateral do outro pé. O meu dedinho inchou muito", contou.
Eles perceberam os sintomas em comum ao compartilharem o problema em um grupo do whatsapp. Mais de 10 pessoas relataram os incômodos provocados pelo 'bicho geográfico'.
De acordo com a Infectologista Maria Ângela Santos, os primeiros sintomas são a elevação da pele, coceira e vermelhidão. O tratamento é feito com medicamentos antiparasitários e com compressas de gelo, para imobilzar a larva e reduzir a sensação de coceira.
A médica disse ainda que os sintomas podem aparecer alguns dias depois do contágio, como ocorreu com parcela dos estudantes.
A Prefeitura de São Sebastião informou que toma ações preventidas contra o 'bicho geográfico' por meio de limpezas diárias nas praias. Segundo a prefeitura, outra ação é a colocação de placas com o aviso da proibição de animais. O cidadão que for flagrado com animais na praia pode ser multado em R$ 600.
Sobre o caso específico de Maresias, a administração municipal disse não ter controle dos números de atendimentos cujos pacientes são diagnosticados com a infecção, pois a notificação dos casos não é obrigatória.
A Cetesb foi procurada e informou que monitora a qualidade das praias. A última análise sobre a contaminação da areia é embasada em dados 2016 e Maresias apresentou indicadores normais. A previsão é de que os indicadores de 2017 sejam divulgados em março.
*colaborou Luiza Veneziani