A promoção de reflexões sobre a diversidade na literatura e a democratização do acesso ao livro, são temas muito relevantes para nossa sociedade. A leitura desempenha um papel fundamental na criação da identidade de um povo, e sendo uma forte arma contra a desigualdade social. A literatura é, muitas vezes, a principal maneira de manter uma cultura viva.
Um tema como Leitura e Diversidade, pode ser abordado através de diversos pontos de vista diferentes, englobando diversas minorias. Foi com essa intenção que surgiu o episódio 9: trazer a representatividade de grupos historicamente apagados. Para isso, foram escolhidas duas pessoas não só pertencentes a minorias , mas também engajadas com suas causas, foram escolhidas para contribuir com esse tema tão relevante. Vanessa Ratton representa a Leitura Indígena, enquanto Daniela Marino a Diversidade de Gênero.
É professora, jornalista, psicopedagoga, contadora de histórias, mediadora e escritora de literatura infantil e juvenil. É mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e possui especializações em Livro para a Infância, Teatro Aplicado à Educação, Justiça Restaurativa e Cultura de Paz, além de desenvolver estudos em Psicologias Indígenas.
No podcast, Vanessa destacou a importância de que os povos indígenas contem suas próprias histórias, já que, durante muito tempo, a literatura sobre esses povos foi produzida por pessoas de fora das comunidades. Ela ressaltou que a literatura indígena se fortaleceu especialmente após a Constituição de 1988 e ganhou ainda mais espaço a partir dos anos 2000. A escritora também chamou atenção para a diversidade dos povos indígenas brasileiros, que somam cerca de 400 etnias, além de combater estereótipos ao lembrar que grande parte da população indígena vive atualmente em áreas urbanas.
Possui graduação em Letras, mestrado em Comunicação e doutorado em Ciência da Informação pela USP. Desde 2020, atua como docente na Universidade Santa Cecília. No ensino a distância (EAD), ministra aulas nos cursos de Letras, Biblioteconomia e Artes Visuais e, a partir do último semestre, passou a lecionar também nos cursos presenciais de Comunicação Social e Relações Internacionais.
A escritora enfatizou principalmente o papel de seu projeto, o Mina de HQ, na ampliação da representatividade no universo dos quadrinhos, oferecendo espaço para mulheres, pessoas LGBTQIA+ e artistas não binários publicarem suas próprias histórias. Segundo ela, iniciativas como essa ajudam a descentralizar a produção cultural e a dar visibilidade a grupos historicamente marginalizados, o que tem se refletido no crescente reconhecimento desses artistas em premiações e no mercado editorial. Ambas defenderam a importância das políticas públicas para democratizar o acesso à leitura e ampliar a diversidade na literatura brasileira.
A História do Fogo: Um Conto Guarani
Vanessa Ratton
Quando a Lua é Cheia
Vanessa Ratton
Quadrinhos, Diversidade e Insurgência
Gabriela Borges e Dani Marino
Guilherme Ferraz, Raycka Marszolek (apesentação),
Daniela Oliveira (gravação) e Leonardo Cabral (produção).