O crescimento da cultura digital e o aumento da tecnologia em nosso cotidiano onde e-books e aplicativos fez com que leitores que possuíam o hábito de ler antes de pandemia passassem a ler mais livros por mês, entretanto também cresceu o número de pessoas que não leem nenhum livro por mês
O crescimento da cultura digital e o aumento da tecnologia em nosso cotidiano, transformando as interações sociais, o trabalho e o consumo como um todo. Dentro dela, a leitura se tornou uma experiência multimodal e interativa, mudando do impresso para o digital.
A utilização de hiperlinks e vídeos em matérias jornalísticas e a ascensão de vídeos curtos com a crescente de redes como o TikTok e o Instagram se tornam cada vez mais comuns nos dias de hoje. Porém, como essas situações podem impactar no cotidiano de todos? De qual maneira a digitalização da leitura pode influenciar não só a dispersão de informações, mas também no aprendizado geral?
A cultura digital tem transformado os hábitos de leitura ao ampliar o acesso à informação por meio de plataformas digitais, redes sociais, audiobooks e conteúdos multimídia. Em entrevista ao podcast PodLer, o professor Robson Bastos destacou que a tecnologia democratizou o conhecimento, permitindo que as pessoas leiam em qualquer lugar e momento, mas ressaltou a importância de selecionar conteúdos diante da grande quantidade de informações disponíveis.
Durante a conversa, Bastos comentou o aumento da leitura entre jovens nos últimos anos, especialmente durante a pandemia, impulsionado pelo acesso facilitado a materiais digitais. No entanto, ele alertou para os efeitos do consumo excessivo de redes sociais e vídeos curtos, que podem prejudicar a concentração e favorecer uma leitura mais superficial.
Robson também abordou as mudanças no jornalismo digital, marcado pelo uso de hiperlinks, vídeos e recursos interativos. Segundo ele, a multimodalidade pode enriquecer o aprendizado e tornar a informação mais acessível, desde que o público busque compreender o contexto completo das notícias.
Outro tema discutido foi a inteligência artificial no jornalismo. Bastos defendeu seu uso como ferramenta de apoio para tarefas como revisão e produção de conteúdo, mas enfatizou que a checagem dos fatos e a análise crítica continuam sendo responsabilidades humanas.
Ao final, o professor ressaltou que a formação de leitores críticos depende da educação e da capacidade de utilizar a tecnologia de forma consciente, transformando o grande volume de informações disponível em conhecimento efetivo.
"O que a gente não pode, entre aspas, terceirizar a nossa inteligência também. Você tem que ser mais inteligente que a inteligência artificial." - Robson Bastos
Entrevistadores: José Ricardo e Matheus Sarro / Produtores: Mirella Ferreira e Rebeca Getirana / Videomaker: Rebeca Getirana / Edição: Matheus Sarro, Rebeca Getirana, Mirella Ferreira e José Ricardo