Onde tudo começou:
A história do Proler
A história do Proler
Muito antes de a leitura disputar a atenção do público com redes sociais, plataformas digitais e múltiplas telas, uma iniciativa já trabalhava para aproximar livros, leitores e educadores na Baixada Santista. Há mais de três décadas, o Proler-BS/Unisanta desempenha um papel importante na formação de leitores e na promoção do acesso à literatura na região.
A trajetória e os desafios dessa construção são relembrados no primeiro episódio do PODLER, que reúne justamente duas das principais protagonistas dessa história: a reitora da Universidade Santa Cecília, Sílvia Penteado Teixeira, e a coordenadora do programa, Conceição Dante. No episódio, elas relembram a criação do projeto, os desafios enfrentados desde o início e o impacto da iniciativa na formação de leitores ao longo de mais de três décadas.
A história do Programa Nacional de Incentivo à Leitura, em Santos, começou em 1994, por meio de uma parceria entre a Universidade Santa Cecília (Unisanta) e o Ministério da Cultura. Idealizado por Sílvia Penteado Teixeira e Lúcia Teixeira, o projeto nasceu com o objetivo de estimular o hábito da leitura e ampliar o acesso aos livros por meio de ações educativas, culturais e de formação de mediadores.
O contexto da época era desafiador. O incentivo à leitura dependia, em grande parte, do engajamento de educadores, bibliotecários e instituições comprometidas com a democratização do acesso à literatura. A proposta do Proler-BS/Unisanta surgiu justamente para criar uma rede capaz de conectar escolas, bibliotecas e a comunidade em torno da formação de leitores.
Silvia Teixeira
Durante a entrevista, as convidadas destacam que o programa nasceu da necessidade de criar pontes entre a leitura e a sociedade, em um período em que o incentivo ao livro ainda dependia fortemente de iniciativas institucionais e de mobilização de educadores. Também abordam as dificuldades para manter e expandir ações de incentivo à leitura em um cenário em que o Brasil ainda registra mais não leitores do que leitores.
Ao longo dos anos, a iniciativa ampliou sua atuação e fortaleceu sua presença na região. Em 2006, o Proler-BS/Unisanta passou a atender os nove municípios da Baixada Santista, consolidando-se como um importante articulador de projetos voltados à leitura, à educação e à cultura. Oficinas, encontros, prêmios, capacitações e atividades de incentivo à literatura contribuíram para a formação de milhares de educadores, estudantes e mediadores de leitura.
Mais do que estimular o contato com os livros, o programa ajudou a construir uma cultura de valorização da leitura como instrumento de desenvolvimento humano e social. A atuação do programa demonstrou que formar leitores vai além da alfabetização: envolve despertar a curiosidade, incentivar a reflexão crítica e ampliar o acesso ao conhecimento.
O episódio também destaca a dimensão simbólica da leitura na formação social, inspirando-se na frase do escritor santista Pedro Bandeira: “Sem arte, sem literatura, não há civilização”. A reflexão reforça o papel transformador da literatura na educação, na cultura e na construção da cidadania.
Ao revisitar essa trajetória, o PODLER não apenas resgata a memória do Proler-BS/Unisanta , mas reafirma a importância de manter vivo o debate sobre leitura e formação de leitores em um cenário de constantes transformações culturais e tecnológicas.
Gravação
Uma conversa sobre leitura, educação e transformação.
Registro da entrevista
Equipe e entrevistadas
Por: Eduardo Junior, Matheus Silva, Mikael Westphalen, Orlando Matioli, Thaynara Gonçalves