Autor: Roberto Pereira de Oliveira
Ano: 2026
RESUMO:
A Educação Física escolar brasileira vem ampliando seu objeto de ensino ao incorporar a cultura corporal de movimento, incluindo as Práticas Corporais de Aventura (PCA) como unidade temática curricular. Este estudo teve como objetivo apresentar uma unidade didática que tematiza as PCA em uma turma do 4º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal de Cuiabá/MT. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo intervenção pedagógica, desenvolvida com 46 estudantes ao longo de um bimestre, em dez aulas de 120 minutos. Inicialmente, aplicou-se um questionário diagnóstico para identificar conhecimentos prévios e interesses, cujos resultados indicaram alto engajamento, especialmente por surfe, arvorismo e skate, embora com compreensão limitada e mediada pela mídia. A partir desses dados, estruturou-se uma sequência didática progressiva, denominada “atividades desafiadoras de aventura”, organizada em etapas de engajamento, resolução de problemas e experimentação prática, com ênfase na gestão de riscos e segurança. A coleta de dados incluiu questionários, diário de campo e registros iconográficos, analisados por triangulação qualitativa. Os resultados evidenciaram ampliação do repertório corporal e cultural, aquisição de conhecimentos conceituais e procedimentais, desenvolvimento de competências socioemocionais e maior interesse pelas aulas. Conclui-se que as PCA são viáveis e pedagogicamente pertinentes no contexto escolar público quando planejadas de forma intencional, reflexiva e segura, contribuindo para o desenvolvimento integral dos estudantes.
Autor: Marcelo Zeidan Khalil
Ano: 2024
RESUMO:
Este trabalho analisa as possibilidades e potencialidades de uma proposta interdisciplinar considerando as Práticas Corporais de Aventura (PCAs) como conteúdo da Educação Física (EF) Escolar. A interdisciplinaridade é analisada aqui como a interação entre duas ou mais disciplinas no cenário educacional. O objetivo geral se baseia em elaborar e desenvolver uma proposta interdisciplinar tendo como fio condutor as PCAs em uma turma de 6º Ano do Ensino Fundamental de uma escola pública de Brasília. Os objetivos específicos são: a) desenvolver uma proposta interdisciplinar em conjunto com as disciplinas de Geografia, Ciências, Artes e Língua Portuguesa; b) analisar as potencialidades e desafios de uma proposta interdisciplinar e suas contribuições para o planejamento dos professores envolvidos na pesquisa. A pesquisa é de natureza qualitativa e tem como base a metodologia da pesquisa-intervenção. Este estudo revelou tanto as potencialidades do trabalho interdisciplinar, destacando a colaboração coletiva no âmbito pedagógico, a comunicação aprimorada e a cooperação entre os educadores, quanto os desafios enfrentados, como a escassez de recursos e a necessidade de uma formação mais abrangente para implementar efetivamente essa abordagem.
Autora: Ana Paula de Jesus Souza
Ano: 2024
RESUMO:
A Educação Física integra saberes das manifestações culturais corporais ao longo da Educação Básica, porém, na Educação Infantil, ainda predominam abordagens biologizantes centradas no desenvolvimento motor, com pouca valorização do brincar. À luz da teoria histórico-cultural, a brincadeira de faz de conta é central ao desenvolvimento infantil e pode ser utilizada como estratégia pedagógica. As práticas corporais de aventura (PCAs), embora não explicitadas na BNCC para a Educação Infantil, são relevantes ao desenvolvimento humano. Este estudo investigou a possibilidade de tratar as PCAs na Educação Infantil por meio do faz de conta. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo pesquisa-ação, realizada com 30 crianças de cinco anos em uma escola municipal de Cotia-SP. Os resultados evidenciaram alto envolvimento e motivação das crianças, favorecendo a apropriação conceitual, atitudinal e procedimental do conteúdo. Conclui-se que as PCAs são viáveis na Educação Infantil quando mediadas por adequado trato pedagógico.
Autora: Patrícia Gehrke
Ano: 2023
RESUMO:
As práticas corporais de aventura na natureza enquanto manifestação da cultura corporal de movimento, pela variedade de objetos de conhecimento de potencial educativo, constituem-se como um relevante tema a ser desenvolvido, de maneira a atender as especificidades dessa etapa de ensino, dentro do contexto que está inserida a comunidade local. O objetivo deste estudo foi o de investigar os limites e potencialidades de implementação de uma Unidade Didática de Práticas Corporais de aventura na natureza, enquanto possibilidade de ampliação da cultura corporal de movimento de estudantes matriculados no primeiro ano do Ensino Médio de uma escola do litoral norte do Estado do Rio Grande do Sul. Utilizou-se como instrumento de produção de dados o Diário de Campo, registros iconográficos e de vídeos/fotos. Como resultado foi elaborado um relatório da aplicação das atividades da UD e foi possível perceber o engajamento e encantamento durante todas as propostas e indagações, claramente potencializando a consciência ambiental e fomentando a inovação pedagógica. As práticas corporais de aventura na natureza propiciam que o aluno confronte-se com ele próprio, superando limites, ultrapassando barreiras e vencendo desafios, além de agregar novos saberes. Cabe ressaltar que é na escola que devemos encontrar esses desafios e aprender em todas as dimensões: conceitual, procedimental e atitudinal.
Autor: Randley Ray de Castro Cruz
Ano: 2023
RESUMO:
Esta pesquisa parte da constatação da realidade de uma escola pública municipal e periférica de Vitória, Espírito Santo, onde o pesquisador atuou como professor de Educação Física. Durante o planejamento participativo do ano letivo de 2021 foi diagnosticado que a maioria dos estudantes dos anos finais do ensino fundamental relatou não conhecer, não ter nenhuma experiência prévia e não ter curiosidades acerca dos esportes náuticos, muito embora a cidade em que vivessem figurasse como um dos principais polos náuticos brasileiros. Nessa ocasião, o professor-pesquisador percebeu que muitos deles não tinham o hábito de ir à praia e alguns afirmaram sequer conhecer o mar. Tal diagnóstico instigou uma pesquisa-ação que buscou situar os esportes náuticos e as práticas corporais de aventura aquáticas como conteúdo da disciplina de Educação Física, assim como refletir e intervir sobre as barreiras que limitavam o acesso dos estudantes a essas atividades em sua cidade, a fim de que produzissem sentido e significado para elas.
Autor: Johnyson Weyne da Silva Costa
Ano: 2023
RESUMO:
A aventura é uma temática presente em diferentes espaços sociais e, no contexto escolar, integra as Práticas Corporais de Aventura, asseguradas pela BNCC como conteúdo obrigatório da Educação Física no Ensino Fundamental II. Este estudo teve como objetivo implementar uma unidade temática de Práticas Corporais de Aventura nas aulas de Educação Física das séries finais do ensino fundamental. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo pesquisa-intervenção, realizada em uma escola municipal de tempo integral em Fortaleza/CE, com uma turma do 8º ano composta por 35 estudantes. A intervenção pedagógica ocorreu no segundo bimestre de 2023, por meio de uma unidade didática desenvolvida nas aulas de Educação Física. Os dados foram coletados por questionários, diários de campo, fotos e vídeos. Os resultados indicaram boa adesão dos estudantes e evidenciaram possibilidades concretas de inserção das Práticas Corporais de Aventura no processo pedagógico.
Autor: Elisandro Araujo Miranda
Ano: 2023
RESUMO:
O estudo apresenta uma proposta de ensino/aprendizagem da prática corporal de aventura na natureza por meio do Trekking de Regularidade. A BNCC inclui as Práticas Corporais de Aventura como unidade temática da Educação Física, organizando-as conforme o ambiente de realização, sendo as atividades na natureza destinadas aos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental. A pesquisa foi desenvolvida com duas turmas de 8º ano de uma escola pública estadual de São Paulo, utilizando uma adaptação denominada Trekking de Regularidade Pedagógico. O objetivo foi analisar e descrever sua elaboração e aplicação como proposta pedagógica. Trata-se de um estudo qualitativo, com coleta de dados por meio de diário de campo e análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que a adaptação manteve características essenciais da prática, como cooperação, interação com a natureza, preservação ambiental e interdisciplinaridade, demonstrando sua eficácia nas aulas de Educação Física.
Autora: Karine dos Anjos Santos
Ano: 2023
RESUMO:
A Educação Física deve contribuir para uma formação humanizada, ampliando temas, contextos e linguagens pedagógicas. Nesse sentido, o uso do cinema possibilita diálogo, reflexão e ampliação das práticas tradicionalmente centradas na estética corporal. O estudo analisa como as práticas corporais de aventura, mediadas pela linguagem cinematográfica, podem potencializar a educação escolar. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, baseada na análise temática de cenas dos filmes Soul Surfer – Coragem de Viver e Uma Skatista Radical, que abordam, respectivamente, o surfe e o skate, contemplando práticas de aventura na natureza e no meio urbano, conforme a BNCC. A análise considerou o uso de equipamentos de segurança, movimentos fundamentais, relações socioculturais, gênero e interação com a natureza. Conclui-se que o cinema amplia as possibilidades pedagógicas da Educação Física, especialmente em contextos escolares com limitações estruturais, favorecendo uma abordagem crítica e contextualizada das práticas corporais de aventura.
Autor: Sidnei Riva
Ano: 2023
RESUMO:
A dissertação analisa a unidade temática Práticas Corporais de Aventura no componente curricular Educação Física da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com o objetivo de compreender como essa temática é incluída e orientada teórico-metodologicamente no currículo nacional. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza documental, fundamentada na Análise do Discurso, tendo a BNCC como principal fonte. O estudo aborda a trajetória histórica da Educação Física escolar, os debates teóricos sobre as práticas corporais de aventura, sua relação com o risco controlado, a natureza e as orientações pedagógicas da BNCC enquanto política curricular. Os resultados indicam que as Práticas Corporais de Aventura constituem um tema recente na Educação Física escolar, com potencial para contribuir para a formação integral dos estudantes. Contudo, identifica-se fragilidade no embasamento teórico e limitada criticidade no documento, o que gera incertezas pedagógicas e restringe o alcance da educação integral.
Autora: Fernanda Leocadio Bitencourt
Ano: 2022
RESUMO:
O presente estudo emerge de dois movimentos complementares: primeiro, a aventura como um conteúdo que atualmente adentra as aulas de Educação Física escolar; segundo, a formação inicial de professores de Educação Física para atuar com o referido conteúdo: a aventura. Diante dos movimentos mencionados, este trabalho tem como centralidade a discussão das Práticas de Orientação na formação inicial de professores de licenciatura em Educação Física. Ao refletir sobre a formação dos docentes, ficam-nos os seguintes questionamentos: os cursos de licenciatura em Educação Física privilegiam a Orientação como um conteúdo a ser inserido na formação inicial dos futuros egressos? Quais noções fundamentam as terminologias utilizadas para as Práticas de Orientação? Até que ponto tais noções dialogam com as múltiplas experiências que se materializam nos cotidianos escolares? Considerando o exposto, o estudo objetivou discutir as Práticas de Orientação como objeto de aprendizagem para formação de licenciandos em Educação Física. Na intenção de atingir o objetivo proposto, foram realizadas duas açõesinvestigativas: primeiro, a análise documental das ementas dos cursos das disciplinas que desenvolvem o conteúdo da Aventura na região Metropolitana do Rio de Janeiroe na região Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. Segundo, foi realizada uma revisão integrativa, tendo as seguintes bases de dados como lócus de produção: Banco de teses e dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), ScIELO, LILACS e os anais do Congresso Brasileiro de Atividade de Aventura. Ao desvelar os dados percebemos que algumas produções fizeram a opção pelo uso do termo sugerido pela CBO, uma instituição que opera de modo a universalizar e padronizar a prática da Orientação,porém os mesmos trabalhostrazem indícios de rupturas com a lógica dominante. Nesse sentido,evidenciou-se uma lacuna, pois não encontramos uma noção que contemplasse a diversidade das práticas desenvolvidas nas escolas. Diante desse cenário, elaboramos uma Sequência Didática contemplando as Práticas de Orientação no Ensino Superior, intitulada Rotas ao Sul. Para finalizar, cabe frisar que, a referida sequência prioriza a noção de Práticas de Orientação, visto o seu enredamento à perspectiva decolonial..
Autora: Talita Ferreira Biedrzycki
Ano: 2022
RESUMO:
O estudo analisa as práticas esportivas de aventura em Mato Grosso, considerando o crescimento do interesse por essas modalidades e a influência dos contextos sociais, culturais e midiáticos. O objetivo foi compreender a polissemia presente no rafting, rapel e boia cross, utilizando o Modelo Analítico dos 5 Es, de Wanderley Marchi Jr. A pesquisa, de natureza qualitativa e descritiva, empregou questionários, entrevistas semiestruturadas, observação participante e registros de campo baseados em experiências narrativas. Os resultados evidenciam que essas modalidades extrapolam o aspecto técnico, articulando múltiplos sentidos e dimensões, como emoção, ética, estética e, especialmente, a dimensão educacional. Também emergem discussões relacionadas à saúde emocional e social, tecnologia, redes sociais, valores pessoais, educativos e ambientais. Conclui-se que os esportes de aventura constituem um fenômeno complexo e multifacetado, cuja compreensão ampliada pode contribuir para a valorização acadêmica da área e para o desenvolvimento qualificado dessas práticas no contexto social do Estado.
Autora: Maria Conceição Dantas do Nascimento
Ano: 2022
RESUMO:
As práticas corporais de aventura na natureza têm ampliado sua presença no contexto brasileiro, atraindo novos adeptos e diversificando suas manifestações. Este estudo apresenta uma proposta pedagógica para a Educação Física escolar que tematiza as práticas corporais de aventura na natureza sob uma perspectiva inclusiva. O objetivo foi propor uma abordagem pedagógica que contemple esse conteúdo, descrevendo procedimentos aplicáveis a pessoas com deficiência e valorizando o ambiente natural da comunidade de Pitangui/RN como espaço educativo inclusivo. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e descritiva, baseada no contato direto com a realidade investigada. Os resultados indicam que a proposta contribui para a diversificação crítica dos conteúdos da Educação Física escolar, oferecendo subsídios para o trabalho docente com foco na inclusão. Conclui-se que pessoas com deficiência podem participar das práticas corporais de aventura, ampliando reflexões e ações voltadas à Educação Física Inclusiva.
Autor: Claudiroger Rombaldi
Ano: 2022
RESUMO:
A pesquisa analisa as Práticas Corporais de Aventura (PCA) como unidade temática da Educação Física na Base Nacional Comum Curricular, discutindo suas implicações curriculares e metodológicas diante da inserção da Educação Física na área das Linguagens. O estudo teve como objetivo discutir as PCA como interlocução na construção dos saberes escolares, abordando a trajetória histórica da Educação Física no Brasil, as alterações curriculares propostas pela BNCC e as perspectivas do corpo em movimento como linguagem. A investigação, de caráter qualitativo, envolveu revisão bibliográfica, análise de artigos sobre a BNCC e metodologia de estado da arte sobre PCA na escola. Os resultados apontam rupturas metodológicas entre as versões da BNCC e evidenciam a Educação Física como forma de comunicação e expressão cultural. Apesar de limitações estruturais e formativas, identificou-se significativo potencial metodológico das PCA no currículo escolar.
Autor: Raimundo Erick de Sousa Agapto
Ano: 2022
RESUMO:
As Práticas Corporais de Aventura (PCAs) constituem conteúdos passíveis de desenvolvimento nas aulas de Educação Física escolar e vêm sendo abordadas sob diferentes denominações nos cursos de formação docente. Este estudo teve como objetivo analisar a presença das disciplinas de Práticas Corporais de Aventura nos currículos dos cursos de Licenciatura em Educação Física das universidades públicas brasileiras. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantiqualitativa, fundamentada na análise documental e na análise de conteúdo. Foram examinados Projetos Pedagógicos de Curso, matrizes curriculares, ementas e programas de disciplinas correlatas às PCAs, além de entrevistas com 13 docentes responsáveis por essas disciplinas. Os resultados indicaram que as PCAs vêm conquistando espaço nos cursos de licenciatura, consolidando-se como conteúdo da Educação Física. Os docentes demonstraram afinidade com a temática e abordam pedagogicamente diversas modalidades das PCAs na formação inicial de professores.
Autor: Henrique Camargo Alves da Silva
Ano: 2021
RESUMO:
A Base Nacional Comum Curricular ampliou os conteúdos da Educação Física, destacando o enfoque sociocultural, a área das linguagens e a unidade temática Práticas Corporais de Aventura. Este estudo teve como objetivo organizar e implementar uma proposta didática do Parkour para turmas do 5º ano do Ensino Fundamental, compreendido como prática corporal de aventura urbana não competitiva. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com coleta de dados por meio de diário de campo e análise baseada nos pressupostos da análise de conteúdo. As intervenções consideraram as dimensões conceitual, procedimental e atitudinal. Os resultados indicaram compreensão da lógica interna dos movimentos do Parkour, aprendizagem significativa, adoção de atitudes cooperativas e rejeição da competitividade e de movimentos sem funcionalidade. Constatou-se ainda a construção de conhecimentos contextualizados, transferíveis para a vida cotidiana. A intervenção evidenciou benefícios pedagógicos do Parkour nas aulas de Educação Física, em consonância com as diretrizes da BNCC.
Autor: Gleison Gomes de Morais
Ano: 2020
RESUMO:
A pesquisa investiga o ensino das Práticas Corporais de Aventura nas aulas de Educação Física no Ensino Fundamental, fundamentada na metodologia crítico-superadora. O estudo teve como objetivo desenvolver uma sequência didático-pedagógica das Práticas Corporais de Aventura, organizada a partir dos tipos de deslocamento propostos por Inácio et al. (2016), aplicada a estudantes do 6º ano de uma escola pública de Goiânia. Trata-se de uma pesquisa-ação, utilizando aulas formais de Educação Física como espaço de experimentação e questionários, diários de campo e registros iconográficos para a coleta de dados. Os resultados evidenciaram possibilidades relevantes para o ensino das Práticas Corporais de Aventura, destacando o sequenciamento das aulas como estratégia de planejamento e a diversificação das práticas em tempo pedagógico delimitado. Como principal limitação, identificou-se a escassez de materiais didáticos para o desenvolvimento das atividades.
Autora: Cybele Câmara da Silva
Ano: 2020
RESUMO:
A dissertação analisa a inserção das Práticas Corporais de Aventura no currículo dos anos iniciais do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Natal, a partir das diretrizes da BNCC. O objetivo foi refletir sobre os limites e potencialidades das PCA por meio de uma proposta pedagógica sistematizada para turmas do 4º e 5º anos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo pesquisa-ação, realizada com estudantes de uma escola municipal, envolvendo duas turmas de 32 alunos. A intervenção ocorreu nas aulas de Educação Física ao longo do terceiro e quarto bimestres de 2019, com registros em diário de campo, fotos, vídeos e produções dos alunos. Os resultados indicaram que a proposta é viável e pertinente, embora existam limitações relacionadas ao gerenciamento de riscos e à falta de equipamentos. Conclui-se que as PCA ampliam e diversificam a cultura corporal dos alunos, desde que mediadas por adaptações pedagógicas adequadas.
Autor: Marion Costa da Silva
Ano: 2020
RESUMO:
A pesquisa analisou a aplicabilidade de um produto pedagógico destinado ao ensino do Esporte Orientação no contexto escolar, articulando Educação Física, Esporte Orientação e Educação Ambiental. O estudo buscou responder se essa prática é viável nas aulas de Educação Física Escolar. Com abordagem qualitativa e caráter descritivo, fundamentou-se na perspectiva crítico-superadora e utilizou revisão de literatura, survey e análise temática. Participaram quatro professores de Educação Física de redes públicas do Rio de Janeiro. A coleta de dados ocorreu por meio de dois questionários, aplicados antes e após o uso da cartilha pedagógica, visando diagnosticar condições de aplicação e avaliar o material. Os resultados indicaram que a cartilha ampliou as possibilidades pedagógicas dos docentes, tornando o Esporte Orientação viável no ambiente escolar. Conclui-se que o produto apresentou potencial educativo, embora sejam necessárias novas investigações para aprofundar os aspectos teóricos e práticos da temática.
Autora: Wanessa Gomes Chagas Guimarães
Ano: 2020
RESUMO:
O estudo investiga como tematizar as Práticas Corporais de Aventura nas aulas de Educação Física a partir dos eixos da cultura infantil. O objetivo foi refletir sobre a prática pedagógica das Práticas Corporais de Aventura articulada à ludicidade, reiteração, fantasia do real e interatividade, conforme Sarmento (2004). A pesquisa adotou abordagem qualitativa, inspirada na pesquisa-ação, utilizando como instrumentos o diário de campo, registros fotográficos e fílmicos. A análise evidenciou que a criança deve ocupar o centro do processo pedagógico, cabendo ao professor a intencionalidade das ações de ensino. Constatou-se que os eixos da cultura infantil permeiam as vivências, permitindo às crianças ressignificar materiais, movimentos e espaços. Destaca-se a necessidade de sensibilidade docente para equilibrar a diretividade pedagógica e a autonomia infantil, evitando tanto a dominação dos corpos quanto a ausência de intencionalidade educativa.
Autor: Alexander Klein Tahara
Ano: 2017
RESUMO:
tese teve como objetivo elaborar, implementar e avaliar um material didático digital, alinhado às habilidades da Base Nacional Comum Curricular, para o ensino das Práticas Corporais de Aventura urbanas nas aulas de Educação Física dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo pesquisa-ação, desenvolvida em três etapas. Inicialmente, realizou-se um diagnóstico com 18 professores de Ilhéus/BA, evidenciando a baixa abordagem das PCA e o uso limitado de tecnologias nas aulas. Na segunda etapa, ocorreu a construção coletiva do material didático digital com a participação de seis docentes, considerada uma experiência formativa e produtiva. Na terceira etapa, cinco professores implementaram o material em suas aulas. Apesar de limitações estruturais e tecnológicas, constatou-se a viabilidade do uso do material, sobretudo em atividades teóricas. Conclui-se que o material produzido contribui para o ensino das PCA urbanas.
Autor: Dilvano Leder de França
Ano: 2016
RESUMO:
A pesquisa analisou as possibilidades de vivência das Práticas Corporais de Aventura articuladas à Dimensão da Educação Ambiental nas aulas de Educação Física escolar. O objetivo foi compreender os limites, possibilidades e contribuições dessas práticas em uma turma de 5º ano do Ensino Fundamental de uma escola municipal de Curitiba. Trata-se de uma pesquisa qualitativa social, fundamentada na fenomenologia, que utilizou análise bibliográfica e documental, pesquisa participante e análise das aulas desenvolvidas. Participaram 30 estudantes, com idades entre 9 e 10 anos. As intervenções envolveram modalidades como corrida de orientação, slackline, arvorismo, parkour e skate. A coleta de dados ocorreu por meio de questionários semiabertos, relatórios de campo e relatos escritos dos alunos. Os resultados indicaram que as Práticas Corporais de Aventura favorecem reflexões críticas sobre a relação ser humano-natureza, contribuindo para uma Educação Física com enfoque ambiental, democrático, emancipatório e transformador.
Autor: Cassio Martins
Ano: 2016
RESUMO:
O estudo discute a hegemonia do esporte tradicional nas aulas de Educação Física escolar, geralmente centradas em modalidades com bola, e aponta a necessidade de diversificação dos conteúdos. Nesse contexto, os Esportes de Aventura são apresentados como alternativa pedagógica. O objetivo geral da pesquisa foi discutir a relação entre a Educação Física escolar, o Esporte de Aventura, com ênfase no Montanhismo, e os cuidados com as normas de segurança em sua prática no ambiente escolar. Entre os objetivos específicos, destacam-se a problematização das práticas urbanas contemporâneas, a análise da produção acadêmica sobre Esportes de Aventura, a discussão sobre visitas técnicas e segurança, além da elaboração de um material didático em formato de manual em vídeo. O estudo contribui para ampliar o repertório pedagógico da Educação Física, reforçando a importância da segurança e da formação docente para a inserção dos Esportes de Aventura na escola.
Autora: Tamires Alvarado de Freitas
Ano: 2012
RESUMO:
O estudo analisa a inserção das Atividades Físicas de Aventura (AFAs) nas aulas de Educação Física escolar, entendidas como manifestações da cultura corporal de movimento realizadas em ambientes naturais, urbanos ou artificiais, com risco controlado. O objetivo foi analisar a implementação de um programa de AFAs, desenvolvido ao longo de um mês, com oito aulas sobre surfe, corrida de orientação, parkour e skate, em uma turma do 7º ano de uma escola pública estadual de Rio Claro/SP. A pesquisa considerou a percepção do professor, dos alunos e de bolsistas do PIBID, por meio de entrevista, questionários e grupo focal. Os resultados indicaram que a temática foi considerada pertinente, despertando curiosidade, emoções e sensações diferenciadas, além de ampliar o repertório de conteúdos da Educação Física. Conclui-se que as AFAs são viáveis no contexto escolar, contribuem para reflexões ambientais e atitudinais, mas demandam mais estudos pedagógicos.
Autor: Fernando Azevedo Varoto
Ano: 2011
RESUMO:
O estudo analisa as Atividades de Aventura na contemporaneidade, compreendidas como práticas de lazer em expansão e progressivamente mercadorizadas. O objetivo geral foi estudar essas atividades no contexto atual, com foco na análise de seus conceitos, classificações e relações com o mercado. Trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica, com levantamento de produções dos últimos 15 anos nas áreas da Educação Física, turismo, psicologia e sociologia, utilizando os descritores lazer, atividades de aventura, mercado e contemporaneidade. O estudo examinou diferentes conceituações e modelos de classificação, articulando-os a autores que discutem a supermodernidade, hipermodernidade e pós-modernidade. Os resultados indicam que as Atividades de Aventura constituem um tema atual e amplamente debatido no meio acadêmico. Conclui-se que o processo de mercadorização exige qualificação da formação profissional, visando uma atuação crítica, com reflexão ambiental e potencial de transformação pessoal e social por meio do lazer.
Autor: Laercio Claro Pereira Franco
Ano: 2008
RESUMO:
O estudo analisa as Atividades Físicas de Aventura (AFAs) como práticas contemporâneas em expansão, amplamente difundidas pela mídia e cada vez mais presentes entre jovens e adultos. Diante desse contexto, defende-se a inserção das AFAs no ambiente escolar, articulando-as à Educação Física e às discussões sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. O objetivo foi apresentar e descrever atividades de aventura possíveis de serem realizadas na escola, organizadas a partir das dimensões procedimental, conceitual e atitudinal do conteúdo. Foram indicadas como possibilidades pedagógicas a corrida de orientação, trekking, montanhismo, atividades sobre rodas e atividades aquáticas. Os resultados apontam que as AFAs podem integrar o currículo da Educação Física escolar de forma pedagógica, significativa e equivalente aos conteúdos tradicionais, sendo bem aceitas pela comunidade escolar e contribuindo para a ampliação da cultura corporal de movimento.
Autora: Alcyane Marinho
Ano: 2006
RESUMO:
O estudo analisa o lazer como um campo articulado a outras esferas da vida humana e investiga a ideia de aventura nas atividades realizadas na natureza, buscando compreender por que esse termo é amplamente utilizado na contemporaneidade. Fundamentada na perspectiva da “razão sensível”, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, valorizando dimensões como afetos, emoções, valores e significados sociais. O trabalho apoia-se em referenciais da Sociologia, Educação Física e Antropologia e foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica e de campo, utilizando entrevistas semiestruturadas e observação participante. As análises enfocam os motivos que levam os sujeitos a praticarem atividades de aventura, suas formas de envolvimento, interações grupais e relações com o cotidiano urbano. Conclui-se que a aventura está associada à busca por novas experiências, emoções intensas, riscos simbólicos e ao desejo de exploração do desconhecido, funcionando como uma possibilidade de ressignificação da vida cotidiana.
Autora: Alcyane Marinho
Ano: 2001
RESUMO:
O estudo investigou as relações socioculturais estabelecidas na escalada esportiva em ambientes artificiais, tendo como foco o muro de escalada do GEEU, na Faculdade de Educação Física da Unicamp. Com abordagem qualitativa e fundamentação na análise cultural de Geertz, a pesquisa combinou revisão bibliográfica, entrevistas semiestruturadas e observação participante. Os resultados evidenciam que o muro de escalada constitui um espaço de sociabilidade urbana, no qual se constroem vínculos afetivos, identidades e sentidos compartilhados, funcionando como forma de resistência ao individualismo e à racionalização da vida urbana. A escalada articula técnica, força, leveza e criatividade, expressando subjetividades corporais mediadas pela tecnologia, compreendida também em sua dimensão cultural. A aventura, nesse contexto, não se associa ao perigo, mas à experimentação lúdica, ao prazer e à vivência de emoções sob segurança calculada, integradas ao cotidiano acadêmico e profissional.