Autores: Roberto Pereira de Oliveira, Dimitri Wuo Pereira e Larissa Beraldo Kawashima
Ano: 2026
RESUMO:
As Práticas Corporais de Aventura constituem um conteúdo importante da Educação Física e estão presentes na BNCC como uma de suas unidades temáticas do Ensino Fundamental. O presente estudo pretendeu implementar uma unidade temática de Práticas Corporais de Aventura por meio de atividades desafiadoras, promovendo experiências corporais seguras, exploratórias e formativas com estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental. Trata-se de uma pesquisa qualitativa do tipo intervenção pedagógica, realizada em uma escola municipal de Cuiabá, com a participação de 46 estudantes (26 meninos e 20 meninas). A intervenção foi desenvolvida ao longo de um bimestre, em dez aulas de 120 minutos uma vez na semana, contemplando conteúdos relacionados às PCA, com ênfase no skate, surfe e arvorismo. Os resultados evidenciaram que 87% dos estudantes desconheciam o conceito de PCA antes da intervenção, embora 54% já tivessem vivenciado alguma atividade relacionada. As modalidades que despertaram maior interesse foram surfe e arvorismo (17% cada), seguidas pelo skate (15%). Ao longo da intervenção, observou-se ampliação dos conhecimentos conceituais sobre as práticas corporais desenvolvidas, bem como avanços nas dimensões procedimental e atitudinal. Destacaram-se o fortalecimento da cooperação, da autonomia, da tomada de decisão, da resolução de problemas, do controle emocional e da responsabilidade com a segurança. A metodologia baseada em desafios progressivos e risco controlado favoreceu elevado engajamento dos estudantes e experiências de aprendizagem significativas. As PCA são pedagogicamente viáveis no contexto escolar e, quando planejadas de forma intencional, segura e contextualizada, contribuindo para a formação integral dos estudantes, ampliando seu repertório corporal e cultural e fortalecendo o papel educativo da Educação Física Escolar.
Autores: Eduardo Santana Silva, Lethicia Oliveira Castilho, Lorena Vitória de Souza Talaveira, Mônica Costa Silva e Larissa Beraldo Kawashima
Ano: 2026
RESUMO:
O surfe é uma prática corporal de aventura na natureza realizada em regiões litorâneas (mar), sendo possível sua adaptação para piscinas. Pensando na realidade das nossas escolas, como podemos adaptar o ensino do surfe nas aulas de Educação Física, dialogando com temáticas de urgência social pertinentes e transversais às demais disciplinas da escola? O objetivo deste artigo é apresentar e avaliar uma proposta pedagógica para o ensino do surfe nas aulas de Educação Física no ensino médio integrado. A metodologia utilizada foi a pesquisa intervenção pedagógica e contou com a participação de 25 estudantes de um 3º ano do ensino médio integrado. As tematizações propostas foram capazes de fomentar o senso crítico e reflexivo dos estudantes, a partir da apresentação e discussão de temas contemporâneos transversais, como as questões de gênero e os preconceitos relacionados à cultura do surfe. A proposta didática aplicada se mostrou passível de ser replicada em outros contextos escolares, independente da escola possuir estrutura física e material, ficando a critério dos professores de Educação Física a adaptação necessária para sua realidade escolar.
Autora: Denise Correa da Luz
Ano: 2025
RESUMO:
O objetivo deste estudo qualitativo foi analisar as percepções de 10 docentes de oito Instituições de Ensino Superior (IES) públicas do Paraná sobre o ensino das Práticas Corporais de Aventura (PCA) na formação inicial em Educação Física. A análise dos dados foi fundamentada na Análise de Conteúdo de Bardin e utilizou a técnica da Análise de Similitude no software Iramuteq. A pesquisa revelou que, embora os professores destaquem o grande potencial educativo da PCA, enfrentam desafios significativos como a carência de materiais, a falta de formação específica e dificuldades na adaptação institucional, o que gera preocupações sobre a transposição didática das propostas pedagógicas. Conclui-se que as PCA representam um conhecimento relevante na formação, mas que requer um cuidado especial na sua transposição para o ambiente escolar, a fim de atender às demandas contemporâneas e desenvolver competências docentes para a Educação Básica.
Autores: Mádson Morais da Silva e Dandara Queiroga de Oliveira Sousa
Ano: 2023
RESUMO:
Esse trabalho objetiva compreender como está sendo abordado o conteúdo de Práticas Corporais de Aventura na Natureza (PCAN) nas aulas de Educação Física escolar. Trata-se de uma pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa, caracterizando-se como uma revisão bibliográfica. As buscas foram realizadas nas plataformas Periódicos Capes e Scielo a partir das palavras-chave “aventura”, “natureza” e “escola”. Para discussão foram elencados os tópicos correspondentes, sempre considerando os aspectos relacionados ao trato das PCAN na Educação Física escolar, a saber: os desafios para a inserção das práticas nas aulas de Educação Física escolar; modalidades de PCAN mais utilizadas nas aulas de Educação Física escolar; Interdisciplinaridade e Educação Ambiental; formas de avaliação sobre as PCAN; inclusão de pessoas com deficiência. Conclui-se que, considerando as informações levantadas nesse estudo bibliográfico, as PCAN estão inseridas no contexto escolar apesar das dificuldades enfrentadas em suas diferentes manifestações, proporcionando vivências diversificadas de aprendizado para os estudantes da educação básica, promovendo conhecimento interdisciplinar, bem como a Educação Ambiental nas aulas de Educação Física.
Autores: Dilvano Leder de França e Soraya Corrêa Domingues
Ano: 2023
RESUMO:
Trata-se de uma pesquisa qualitativa com o objetivo de compreender os limites, possibilidades e contribuições das Práticas Corporais de Aventura nas aulas de Educação Física em uma turma de 5º ano do Ensino Fundamental de uma escola da Rede Municipal de Ensino de Curitiba. Os participantes da pesquisa foram 30 alunos, entre 9 e 10 anos, de uma turma de 5o ano do Ensino Fundamental. Foram organizadas aulas na disciplina de Educação Física, visando vivência das modalidades de orientação, slackline, arvorismo, parkour e skate. A coleta de dados foi feita a partir de questionário semiaberto, relatórios de campo e relato escrito dos estudantes. Os dados foram analisados e interpretados a partir da identificação de categorias de análise. Os resultados da pesquisa revelam que as Práticas Corporais de Aventura podem contribuir com ações ambientais, modificando a relação ser humano e natureza, de modo crítico, democrático, emancipatório e transformador.
Autor: Dimitri Wuo Pereira
Ano: 2023
RESUMO:
Compreender o surgimento da Aventura é uma necessidade dos profissionais que pretendem atuar nessa área. Este ensaio provoca reflexões sobre como os fatos históricos proporcionam um entendimento a respeito do tema. O texto se divide em três pontos: A Aventura como utilidade; A Aventura na natureza dos fatores econômicos ao lazer; A Aventura urbana e as perspectivas para a atualidade. Conclui-se que a Aventura desperta um espírito de exploração e ousadia desde sua origem e que foi se incorporando aos conceitos de lazer, educação e esporte competitivo que são corolários da modernidade.
Autores: Jairo Antônio da Paixão e Rafael Miranda Coutinho
Ano: 2023
RESUMO:
Esse estudo teve como objetivo analisar as proposições acerca da implementação das práticas corporais de aventura (PCAs) como conteúdo da Educação Física escolar. Trata-se de um estudo de revisão sistemática que utilizou como critérios de inclusão artigos originais, publicados no período de 2017 a 2023, nas bases de dados do Portal de Periódicos CAPES. Os estudos analisados mostraram que um número ínfimo de cursos de Educação Física ofertados pelas instituições de cursos superiores no país não possui em suas matrizes curriculares disciplinas relacionadas com as PCAs. Ainda que haja o interesse por uma parcela de professores em trabalhar com as PCAs, os resultados indicaram a falta de incentivos por parte da direção das escolas onde atuam. Soma-se a isso, a ausência de espaços adequados, materiais e equipamentos necessários para a prática das PCAs, que concorrem no sentido de dificultar a implementação desse conteúdo nas aulas de Educação Física.
Autores: Dilvano Leder de França, Adair José Pereira da Rocha, Valdomiro de Oliveira e Gislaine Cristina Vagetti.
Ano: 2023
RESUMO:
As práticas corporais de aventura (PCAs) vêm ganhando espaço na Educação Física escolar, especialmente após sua inclusão na BNCC em 2017. O estudo realizou uma revisão de escopo para mapear a produção científica sobre o tema entre 2012 e 2022. Foram identificados 33 artigos, dos quais 22 atenderam aos critérios de análise. Os resultados mostram escassez de pesquisas originais e predominância de revisões teóricas, além de desconhecimento dos professores sobre o tema, reflexo da ausência das PCAs na formação inicial. Entre os desafios apontados estão falta de materiais, espaços adequados e dificuldades de gerenciamento de risco. Apesar disso, os estudos destacam que as PCAs são viáveis na escola e promovem benefícios motores, cognitivos, afetivos, sociais e ambientais, estimulando cooperação, inclusão, criatividade e contato com a natureza. O estudo reforça a necessidade de mais pesquisas empíricas e formação docente específica.
Autores: Carlos Educardo Ferreira da Silva e Larissa Beraldo Kawashima
Ano: 2023
RESUMO:
A pesquisa investiga o ensino do skate nas aulas de Educação Física do ensino médio, considerando as dificuldades enfrentadas por professores ao trabalhar práticas corporais de aventura. O estudo, de abordagem qualitativa e inspirado na etnografia da prática escolar, teve duas etapas: elaboração de uma sequência pedagógica e avaliação de sua aplicação por meio de grupos focais. As aulas foram realizadas com uma turma do IFMT, envolvendo conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais sobre o skate. Os resultados mostram que o skate, quando tematizado pedagogicamente, amplia conhecimentos que vão além da técnica, favorecendo reflexões sociais, culturais e comportamentais. Os estudantes demonstraram interesse, engajamento e reconheceram a relevância da proposta. O estudo conclui que o skate é viável e enriquecedor na Educação Física escolar, rompendo com o modelo tradicional centrado apenas em esportes com bola.
Autor: Dimitri Wuo Pereira
Ano: 2022
RESUMO:
O trabalho que se apresenta, procura tratar do tema Aventura, a partir da perspectiva da complexidade. O objetivo do texto é apresentar uma reflexão crítica a respeito do conceito de Aventura para a Educação Física revelando as contrariedades e complementaridades próprias do pensamento complexo e demonstrar por meio de propostas pedagógicas de Aventura o relacionamento dos conhecimentos de modo interdisciplinar com essa temática. Espera-se demonstrar a clareza do conceito de Aventura incorporada à cultura corporal como o Esporte, a Dança, a Luta, o Jogo e a Ginástica, com intervenções passíveis de interligação entre os saberes.
Autores: Larissa Beraldo Kawashima, Marcos Roberto Godoi, Carlos Eduardo Ferreira da Silva, Mayla dos Santos de Oliveira, Ketlyn Inaiá Pereira de Almeida.
Ano: 2021
RESUMO:
Este texto apresenta resultados da primeira etapa de um projeto de pesquisa que visa construir uma proposta pedagógica para o ensino do skate nas aulas de Educação Física na escola. Para tanto, o objetivo foi conhecer o “estado da arte” das produções científicas, da área da Educação Física, que contemplavam o tema abordado. A pesquisa realizou o levantamento da produção de conhecimento científico através de uma revisão bibliográfica, em bancos de dados previamente estabelecidos, contemplando: 1) artigos científicos publicados em periódicos; e 2) produções em programas de pós-graduação. Os resultados indicaram dois artigos científicos e quatro dissertações que referiam-se direta ou indiretamente ao ensino do skate nas aulas de Educação Física na escola. Os resultados parciais indicaram que o skate ainda é uma prática corporal de aventura com poucos estudos e pesquisas sobre seu ensino nas aulas de Educação Física na escola.
Autores: Edmilson Pereira e Silva Jr, Fábio Freire de Oliveira e José Carlos de Sousa
Ano: 2021
RESUMO:
Esse trabalho teve como objetivo principal elaborar, desenvolver e avaliar uma unidade didática para o ensino das Práticas Corporais de Aventura (PCA) no Ensino Médio Integrado. Essa é uma pesquisa de campo, com abordagem qualitativa e do tipo descritivo exploratória. A coleta das informações se deu mediante a aplicação de questionário semiestruturado e através de observações feitas pelo pesquisador. Para a análise e interpretação dos dados foram utilizadas as técnicas de Análise de Conteúdos Temático proposto por Bardim (2004). Participaram da pesquisa 71 alunos do ensino médio integrado. Pode se afirmar que as metodologias utilizadas foram avaliadas positivamente pelos alunos mostrando se favorecer melhoria no aprendizado e intencionalidade de participação dos indivíduos. Avalia se que a proposta de unidade didática de PCA ocorreu de forma positiva, tendo grandes contribuições pedagógicas para a educação física e formação dos educandos, podendo ser tematizada e aplicada pelos professores de educação física no ensino médio integrado.
Autores: Felipe da Silva Triani e Luiz Claudio do Nascimento.
Ano: 2021
RESUMO:
Trata-se de uma revisão que propõe uma reflexão sobre a possibilidade de ensino dos esportes de aventura a partir de princípios metodológicos como norteadores da ação docente. Propõe-se uma síntese dos princípios, revisando-os de forma conceitual, a fim de direcionar a leitura no sentido do referencial adotado. Destacam-se os nexos de cada princípio e suas possibilidades pedagógicas no ensino dos esportes de aventura. A apropriação de princípios metodológicos para o ensino dos esportes de aventura pode servir como uma possível estratégia de ação, considerando a escassez de produções sobre a temática.
Autores: Dimitri Wuo Pereira, Sara Pereira Romão e Aline Aparecida Silva Camargo
Ano: 2020
RESUMO:
O presente artigo trata da percepção dos estudantes de Educação Física a respeito da temática da aventura, dada a sua importância recente nos cursos de graduação. O objetivo foi revelar o entendimento dos futuros professores sobre o tema da aventura e a importância que dão ao assunto. A pesquisa qualitativa e quantitativa com abordagem descritiva exploratória contou com a participação de 218 estudantes do 1° ano do curso de Educação Física de uma Universidade privada de São Paulo. Observou-se que os estudantes valorizam a aventura por promover o desenvolvimento de condições psicológicas e o conhecimento adquirido é entendido como ampliação cultural e nova abertura para o mercado de trabalho. Os estudantes se interessam por aprender as práticas de aventura e apontam para uma expansão dessa área de atuação, cabendo às Instituições de Ensino Superior abordar esses conhecimentos para que sejam parte do acervo cultural dos futuros profissionais.
Autores: Humberto Luís de Deus Inácio e Antonio Baena-Extremera
Ano: 2020
RESUMO:
Desde os anos 1990 a Educação Física espanhola registra o ensino das práticas corporais de aventura (PCAs) na escola, ainda que, por lá, tenham sido denominadas inicialmente como Atividades Físicas de Aventura na Natureza e, após 20 anos de debate, passaram a ser definidas como Atividades Físicas no Meio Natural. Este texto apresenta as metodologias e os processos avaliativos mais utilizados em aulas de Educação Física em seus níveis de primária e secundária em um extrato do contexto espanhol, quando o conteúdo são as Práticas Corporais de Aventura. Sobre metodologia de ensino da EF, os textos se alternam, predominantemente, entre propostas tecnicistas e as baseadas nas 3 dimensões do conteúdo. Alguns casos, de relatos de experiências, indicam o uso de materiais adaptados e/ou a aquisição de gestos técnicos de uma PCA como ferramenta para a apropriação de gestos técnicos de outra; Já nas avaliações, os dados obtidos indicam uma subvalorização desta etapa do processo de ensino-aprendizagem, sendo a ‘participação’ um critério bastante utilizado e valorizado.
Autores: Dianne Cristina Souza de Sena e Miguel Herick Sousa de Lemos
Ano: 2020
RESUMO:
O Parkour é uma manifestação da cultura corporal de movimento que foi incluído na Base Nacional Curricular Comum (BNCC), por meio da unidade temática Práticas Corporais de Aventura. Sabe-se que alguns professores de Educação Física limitam suas aulas por não terem informações corretas sobre conteúdos não tradicionais e pela falta de estudos científicos relacionados ao parkour no âmbito escolar. O estudo tem como objetivo apresentar propostas de aulas do parkour na educação física escolar. A pesquisa é do tipo qualitativa e descritiva, com público-alvo de 30 estudantes do 9º ano do ensino fundamental anos finais. A técnica de investigação foi a observação, realizada a partir dos planos de aulas e imagens das atividades. Diante dos planos de aulas ministrados, observamos a participação, o entusiasmo e o empenho dos estudantes na aprendizagem dos movimentos e habilidades motoras básicas do parkour. O desenvolvimento das aulas foi significativo para os estudantes no que se refere a promover diversas perspectivas de aprendizagens (motoras, cognitivas, afetivas, cultural, social e emocional) do parkour. Promovemos atividades de forma sistematizadas, adequada com a faixa etária e pertinente com a realidade dos estudantes. Objetivamos o aprendizado de forma lúdica, com criatividade usando poucos materiais e espaço não delineado. O estudo é relevante já que há poucos estudos científicos sobre a prática do parkour no contexto escolar.
Autores: Leonardo Carlos de Andrade, Jéssica da Silva Duarte de Andrade e Sérgio de Almeida Moura.
Ano: 2020
RESUMO:
Este artigo, relata uma experiência didática desenvolvida no CEPAE/UFG, a partir do conteúdo “Práticas Corporais de Aventura”, para alunos do 1º ano do Ensino Fundamental, tendo como eixo articulador o jogo simbólico, fomentado pela “contação de histórias” infantis. A ação foi delineada em 25 aulas com duração de 45 minutos, ministradas em três encontros semanais em turno matutino. A experiência está fundamentada nas bases teórico-metodológicas da pedagogia histórico-crítica, sobretudo nos estudos recentes sobre a didática. Opercurso foi desenvolvido em uma tríade interdependente: 1o) Contação de história, através de adaptações de contos; 2o) Transmissão-assimilação dos conceitos inerentes ao conteúdo; 3o) Avaliação e registro no caderno de Educação Física. Para além da apropriação dos conceitos relativos às Práticas Corporais de Aventura, as crianças tiveram acesso a relação metabólica entre o ser humano e natureza a partir do simbólico, evidenciando o processo dialético engendrado na prática pedagógica.
Autores: Marcelo Paraíso Alves, Maria da Conceição Vinciprova Fonseca e Cassio Martins.
Ano: 2018
RESUMO:
O presente trabalho objetiva discutir as práticas pedagógicas de Esporte de Aventura implementadas no cotidiano do Instituto Federal do Rio de Janeiro, IFRJ, tendo como foco as normas de segurança e as possibilidades de sensibilização para uma prática corporal realizada a partir das noções do risco calculado. A pesquisa de campo foi realizada a partir da implementação de um processo de ensino e aprendizagem que teve o Montanhismo como conteúdo das aulas de Educação Física. Participaram desse processo de intervenção 33 estudantes do 4º período do Curso Técnico de Nível Médio em Automação Industrial do IFRJ, campus Volta Redonda. O processo se desenvolveu em oito aulas, sendo que duas foram visitas técnicas (Pedra da Gávea e Pão de Açúcar). Os resultados da pesquisa revelam que o uso da noção de risco calculado pode justificar e viabilizar a inserção do Esporte de Aventura como um conteúdo da Educação Física na escola.
Autora: Valéria Ghisloti Iared
Ano: 2017
RESUMO:
O trabalho tem por objetivo discutir a caminhada enquanto uma possibilidade metodológica na pesquisa e na prática em educação ambiental. Nos dois contextos (pesquisa e prática), a caminhada tem por potencialidade o convite entre humanos e o mundo mais que humano para participar da mesma experiência estética-ética-política. Começamos contextualizando o aporte teórico ao conceituar o movimento como ontologicamente anterior às representações epistemológicas, citando estudos que vem aplicando esse referencial teórico-metodológico e a (não) representação dessas vivências. Por fim, argumentamos como essa alternativa, que vem crescendo nas ciências sociais e humanas, pode ser apropriada, também, pelo campo de estudo da educação ambiental já que há uma consonância entre os objetivos e princípios propostos.
Autores: Humberto Luís de Deus Inácio, Dayse Alisson Camara Cauper, Luzia Antônia de Paula Silva e Gleison Gomes de Morais.
Ano: 2016
RESUMO:
Este texto apresenta uma análise documental sobre o conteúdo ‘Práticas Corporais de Aventura’, indicado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como uma novidade se comparado aos conteúdos tradicionais da Educação Física brasileira. Nosso objetivo foi analisar se o referido conteúdo atende aos princípios da educação básica presentes na BNCC, sobretudo em sua exposição na área de Linguagens, nos eixos e objetivos da formação no ensino fundamental e médio, e nos apontamentos específicos para a Educação Física; bem como avaliar a inserção e os detalhamentos do conteúdo para cada um dos ciclos propostos. Também apontamos limites e possibilidades para a inserção deste conteúdo na Educação Física Escolar. Concluímos pela importância deste conteúdo e advogamos que sua inclusão na Educação Física Escolar deva ser balizada por propostas pedagógicas críticas.
Autores: Alexander Klein Tahara e Suraya Cristina Darido
Ano: 2016
RESUMO:
Esta pesquisa qualitativa teve como objetivo propor uma discussão e reflexão acerca da relação entre a educação física escolar e as práticas corporais de aventura enquanto um possível conteúdo da área. Foi realizado um levantamento bibliográfico acerca do tema e estabeleceu-se três categorias de análise para facilitar as discussões que envolvem esta área de estudo: definições terminológicas acerca das práticas; por que ensinar na escola – objetivos e dificuldades acerca da inserção das práticas; e por fim, o que é ensinado nas aulas com o conteúdo das práticas corporais de aventura.
Autores: Alexander Klein Tahara e Suraya Cristina Darido
Ano: 2015
RESUMO:
Este estudo se propôs a realizar um “estado da arte” sobre as práticas corporais de aventura nos cinco principais periódicos nacionais da área mais bem avaliados pela CAPES. Os resultados mostraram que do total de 2988 artigos publicados pelos cinco periódicos durante a última década (2005-2015), apenas 66 artigos (2,21% do total) eram referentes às práticas corporais de aventura. E destes 66 artigos, somente 3 retratavam tais práticas no contexto das aulas de Educação Física escolar. Considera-se que há uma escassez na produção científica relacionada às práticas corporais de aventura, escassez ainda maior quando se pensa na inserção destas práticas no ambiente escolar.
Autores: Alexander Klein Tahara e Suraya Cristina Darido
Ano: 2014
RESUMO:
O presente ensaio tem por objetivo propor uma unidade didática com o tema das práticas corporais de aventura, a vivência em trilhas interpretativas e o uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC), para alunos do 1º ano do Ensino Médio de uma escola em Ilhéus/BA. A intenção é fazer com que estes alunos participem ativamente do processo pedagógico, produzindo vídeos e materiais digitais a serem utilizados no desenvolvimento das aulas de Educação Física escolar.
Autor: David Le Breton
Ano: 2012
RESUMO:
As condutas de risco são maneiras ambivalentes de lançar um apelo às pessoas mais próximas, àquelas com quem contamos. Elas são uma forma última de produzir sentidos e valores, testemunhando a resistência ativa dos jovens e de suas tentativas de estar no mundo. As provas que os jovens se infligem espontaneamente no grupo, mesmo se perigosas e dolorosas, correspondem a esta necessidade interior de se transformar e renascer para outra versão de si próprio, melhorada, após uma aproximação, real ou simbólica, com a morte. Essas provas são ritos íntimos, privados, cujas referências são pessoais, descolados de qualquer crença coletiva e voltando-se contra uma sociedade que busca preveni-las. À vezes, elas podem mesmo provocar um sentimento de reconhecimento pessoal, transformando-se em formas de autoiniciação.
Autora: Alcyane Marinho
Ano: 2008
RESUMO:
Este artigo tem como objetivo refletir sobre as concepções de aventura e de risco, manifestadas nas atividades realizadas na natureza. Os discursos aqui apresentados estão contidos em uma pesquisa mais ampla, cuja abordagem trabalha com um universo de motivos, aspirações, valores, crenças e atitudes, correspondendo a um espaço mais profundo dos processos, relações e fenômenos. Foi possível perceber que as atividades de aventura na natureza são portadoras de inúmeros significados, relacionando-se a novas descobertas, a novos desafios, à busca pelo desconhecido, ao reencontro consigo mesmo, à incerteza, à espontaneidade, à cooperação, à amizade, entre outros. Tais atividades compreendem diversas formas de experimentação, apontando para além do risco físico, o risco simbólico e imaginário.
Autores: Dimitri Wuo Pereira, Igor Armbrust e Denis Prado Ricardo.
Ano: 2008
RESUMO:
O Esporte Radical, é a prática de atividade física onde prevalece o risco e apesar de existir a muito tempo, foi no início do século XXI que esse fenômeno se consolidou sendo estudado pela Educação Física. Acreditamos que isso aconteceu pelas próprias mudanças sociais, econômicas e culturais de nossos tempos. O objetivo desse estudo foi compreender o conceito de Esporte Radical e interpretar suas características. Como metodologia usamos o método filosófico dedutivo de pesquisa. Assumimos o conceito de Esporte baseado nas suas dimensões sociais como: esporte de rendimento, participação e educação e procuramos em diversos autores as bases para a conceituação do termo Radical, que é raiz, ou seja, uma atitude de busca de um significado a nossa existência.
Autores: Alcyane Marinho e Humberto Luís de Deus Inácio
Ano: 2007
RESUMO:
Investigações sobre as relações entre a educação física e o meio ambiente ainda são recentes e, com o objetivo de contribuir nesse debate, este texto apresenta reflexões que extrapolam a compreensão das atividades de aventura como mero processo esportivo formal ou como uma parcela de mercado de trabalho exclusiva e, por isso mesmo, excludente. Apontamos como fértil a relação entre seres humanos e natureza mediada pela aventura, o que nos permite ressaltar a educação física como um campo do conhecimento que ocupa uma posição privilegiada para as mais diversas intervenções nesse segmento em plena emergência. Nesse contexto, dialogamos com a geografia e com a sociologia, buscando aproximações com esses outros saberes e áreas do conhecimento, destacando o importante papel da educação ambiental.
Autora: Alcyane Marinho
Ano: 2005
RESUMO:
Este texto propõe reflexões sobre as atividades de aventura - inovadas práticas corporais no âmbito do lazer, em eminência em várias instâncias e, agora, timidamente sendo inseridas no contexto escolar e acadêmico, como uma importante disciplina, para ser desenvolvida enquanto conteúdo da Educação Física. A partir do contexto da Educação Física, o compartilhamento da natureza e seus elementos, como espaço privilegiado para o desenvolvimento de atividades de aventura, pode representar uma forma significativa de aproximação da sociedade a esse ambiente e de fomentar mudanças de valores e atitudes referentes à educação para o lazer e às ideias preservacionistas.
Autora: Mary Jane P. Spink
Ano: 2001
RESUMO:
Este artigo tem como objetivo situar as novas modalidades de uso dos repertórios interpretativos sobre risco, especialmente no que se refere à perspectiva da aventura. Propõe que, como aventura, a linguagem do risco cumpre atualmente funções múltiplas, sendo tanto um anteparo aos processos de destradicionalização típicos da modernidade tardia, como uma figura de linguagem utilizada para falar de novas sensibilidades decorrentes do imperativo de enfrentar a imponderabilidade e volatilidade dos riscos modernos. Inicia com uma visão panorâmica dos sentidos históricos do risco buscando argumentar que a noção, entendida na perspectiva da linguagem em uso, permite explorar as mudanças que vêm ocorrendo nas formas de controle social que nos possibilitam falar de uma transição da sociedade disciplinar, formação típica da modernidade clássica, para a sociedade de risco, formação emergente na modernidade tardia. Finaliza apontando para as transformações que vêm ocorrendo nas imagens sobre risco, buscando destacar o uso crescente do risco-aventura como metáfora da modernidade tardia.
Autores: Alberto Olivera Betrán e Javier Olivera Betrán
Ano: 1995
RESUMO:
A modernidade tem sido caracterizada por uma cultura corporal baseada no esforço, na coletividade, no aprimoramento pessoal e no desempenho, com o esporte representando seu paradigma máximo. Com as novas mudanças culturais, ideológicas e tecnoeconômicas da era pós-moderna que dão lugar à sociedade pós-industrial, surgiram as atividades físicas de aventura na natureza (AFAN), representando os novos valores sociais em consonância com a ideologia desta era: consumismo, conexão com a natureza, individualismo, hedonismo e o corpo informacional. Dada a grande explosão dessas atividades, que estão se adaptando e, ao mesmo tempo, passando por um processo de seleção natural baseado na oferta e na demanda, há a necessidade de estabelecer um quadro conceitual para as AFAN, decidir sobre um nome que se adeque às suas características e tentar uma