Material:
Proteções:
1a enfiada: Deve ter 25m - Inicia à esquerda do Rampão. Não há registro de repetição. Muita vegetação.
2a enfiada: 30m - Inicia na mesma saida da segunda enfiada do Rampão. Segue mais para a esquerda e comece subir pela linha de chapeletas. Termina no P2 uns 6m à equerda do P2 do Rampão.
3a enfiada: Deve ter 50m - Do P2 sobe reto. Necessita material móvel. Enfiada não repetida e muita vegetação no caminho. De acordo com um dos conquistadores tem um grampo "P" logo antes da travessia da variante da Veterano.
Descida:
Conquista: a confirmar Guego
Participação:
Histórico da conquista : desconhecido
Material: 5 costuras e 2 cordas / pela variante proteção móvel peças pequenas a médias e 1 corda de 60 m se rapelar pelo Rampão.
Proteções: Todas proteções são chapeletas de aço inoxidável. Parada dupla com argola.
1a enfiada: 5sup - 38m - 3 proteções fixas - Inicia na parada P1 da via Caracu, tambem dá para acessar pelo P2 do Rampão fazendo uma travessia para a esquerda de uns 5m. A via inicia na direção 10hrs. Após a 3a proteção a via segue praticamente reto passando sobre uma laca e à esquerda de uma arvorezinha que pode ser usada como proteção. Da 3a proteção até a parada tem mais de 20m, início no máximo um 5grau e depois da arvorezinha grau máximo 3sup mas delicado pois a rocha é quebradiça. Parada não se enxerga, ela esta uns 12m acima da arvorezinha, do lado direito de uma vegetação. Termina na parada dupla P1.
2a enfiada: 5sup - 52m - 5 proteções fixas - Da P2 siga na direção 10hrs até a 1a proteção, em seguida vá na horizontal para a esquerda contornando por baixo do gravatá. Depois da 2a proteção vá em direção 11hrs e após a 3a proteção em diração 1hr até a passagem entre a rocha vertical e a saída para a rampa horizontal que é a variante que segue até a P4 do Rampão. A 4a proteção esta colocado à direita no vertical. Passar o lance acima desta proteção com um movimento tipo balcão, este é o crux psicológico da via, se não tiver certeza não siga pois, além da rocha não ser muito firme e não há agarras boas, tem muita corda no sistema para cair ali. Se desistir pode sair pela variante (descrição abaixo). Se seguir encontrará a 5a proteção na direção 11hr e depois na direção 1hr a parada dupla P2.
2a enfiada pela variante: 5 - 65m - 4 proteções fixas depois proteção móvel peças pequenas a médias - Possível com corda de 60m pois apesar da trajeto ter 65m a distancia reta entre as proteção reduz as curvas e desvios. Ao chegar na passagem entre a rocha vertical e a saída para a rampa horizontal, siga à direita sempre na rampa horizontal protegendo na fenda. São 35m até a parada P4 do Rampão.
Descida: Rapel pela própria linha com 2 cordas. Pela variante rapel com 1 corda pelo Rampão.
Conquista: Samir Khalil Thalji
Participação: André Fagundes
Histórico da conquista :
22/08/2019 - Conquista da 1a enfiada - Conquista por Samir Khalil Thalji com participação do André Fagundes - Depois de uma má notícia em relação a minha saúde resolvi esfriar a cabeça numa conquista. Nada como um bom esticão para esquecer dos problemas e viver o momento. Então combinei com o André irmos à tarde. Começamos escalar pela 1a enfiada do Rampão as 15:00, depois subi pela via Caracu, mas por outro trajeto que da outra vez que subi esta via. Depois de costurar a 1a proteção fui para a esquerda, por baixo desta e chegando na aresta comecei a subir. Da outra vez tinha ido para a direita que deve ser a via original. Não tentei muito subir reto pois o tempo era limitado. Cheguei na parada P1 da Caracu e dali iniciamos a conquista. Subi colocando proteções bem espacadas, ao chegar na laca fui para a esquerda ver se tinha sequência por ali mas o melhor era subir reto e assim o fiz até que o André avisou que deu 30m de corda. Deste ponto resolvi subir uns metros a mais para fixar a parada dupla P1 pois sabia que o rapel reto daria com a corda de 60m. Na hora de colocar a proteção da parada vi que não tinha parabolt para colocar no furo efetuado. A pressa de terminar a conquista nas poucas horas que tinhamos induziu este erro e teria que descer para pega-los com o André. Fiz uma proteção laçando a broca inserida no furo e desescalei com a segurança da corda de cima até a laca para dar segurança para o André subir com os parabolts. Depois subi e conclui a colocação das duas argolas da parada.
24/08/2019 - Conquista da 2a enfiada - Conquista por Samir Khalil Thalji com participação do André Fagundes e companhia da Adriana - Era o primeiro dia após o lançamento do site da Vila Cristina. Fomos eu o André Fagundes e a Adriana. Na estradinha paramos para colocar umas placas identificando a entrada das trilhas Face Norte, Alma e Rampão. Juliano e Guila chegaram e a idéia era eles repitirem a via após o término. Antes entrariam numa outra via. Havia 4 carros e talvez uns 10 escaladores neste dia. Subimos até a P2 do Rampão e depois atravessamos até o início da via. Dalí subimos até a P1 eu o André e a Adriana. Dalí segui a conquista. Ao chegar no vertical fiquei na duvida entre ir pela esquerda, pela direita ou pela rampa horizontal até o P4 do Rampão. Decidi ir pela direita e fixei a 4a proteção no vertical. Acima desta proteção tem um movimenento em balcão exposto e muita corda no sistema, uma queda teria muito alongamento então pensei em colocar uma proteção protegendo o movimento. Mas o tempo era curto, tinha que voltar para casa cedo e os parabolts estavam no fim, então como diz a música Veterano, "alço a perna sem medo". Afinal talvez seria a ultima conquista antes de resolver um problema de saúde que me apareceu, então esta seria uma conquista no meu estilo. Depois de passar o lance estiquei um pouco mais antes de colocar a 5a proteção e depois fixei uma argola da P2. O Juliano e o Guila ja tinham escalado a Village boys e já estavam na P1 da Veterano. Então o Jiuliano subiu guiando e me trouxe a outra argola para duplicar a parada. Não levei duas argolas porque a idéia era ir até a P4 do Rampão. Juliano falou para proteger o lance senão ninguem iria entrar. Resolvi pensar. André veio de segundo e depois rapelamos nas duas cordas.
30/08/2019 - Conquista da variante até o P4 do Rampão - Conquista da 2a enfiada - Conquista por Samir Khalil Thalji com participação do André Fagundes - Convidei o André para conquistar a variante. Seria uma alternativa menos exposta para a via ter mais repetições e eu não ter que alterar a conquista original, mantendo o estilo da conquista. Começamos escalar pela 1a enfiada do Rampão as 15:30. Da base da segunda enfiada do Rampão segui pela rocha, bem abaixo da primeira proteção da via Caracu, em direção a umas fendas onde coloquei uma proteção móvel e depois fui bem para a esquerda não usando a primeira proteção, opção interessante. Para a conquista levei peças móveis, furadeira e dois parabolts. Na variante protegi mais para o segurança do segundo pois estava muito fácil. Tem inúmeras opções para colocação de proteções móveis. Cheguei na parada P4 do rampão as 17:35 com a corda esticada. Então são 60m de corda de proteção a proteção sem as curvas e desvios. O tempo tinha virado e no antigo pedágio parecia que já estava chovendo. Apesar de querer e, principalmente esta vez, ter o que escrever tive que fazer um registro bem rapido no livro registro e descemos rapidamente. Chegamos no chão logo antes de escurecer.
Nome da via : Nome dado pelo Samir. Por causa de problema de saúde, muito antes que imaginava, terei que parar ou reduzir bastante a forma de escalada que gosto. Diz a música:
"Está findando meu tempo. A tarde encerra mais cedo. Meu mundo ficou pequeno. E eu sou menor do que penso. O bagual tá mais ligeiro. O braço fraqueja as vezes. Demoro mais do que quero. Mas alço a perna sem medo. Encilho o cavalo manso. Mas boto o laço nos tentos. Se força falta no braço. Na coragem me sustento. Se lembra o tempo de quebra a vida volta prá traz. Sou bagual que não se entrega assim no mais..... " ( trecho da música gauchesca Veterano, de Antonio Augusto Ferreira e Ewerton Ferreira )
Já tinha uma via com este nome, um belo 5sup lá no Forromeco, conquistado 11 anos atras, também na semana que completei 45 anos. Neste ano no dia do meu aniversário teria consulta para ver do meu problema de saúde então não poderia escalar como é tradição no meu aniversário. Esta conquista foi a última com 55 anos e a variante a primeira conquista com 56 anos.
(Samir Khalil Thalji, 31 agosto 2019)
Improvisando para descer do P1 - 22/08/2019
Variante vista do P4 do Rampão - 30/08/2019
André finalizando a variante - 30/08/2019
Material: 6 costuras e 1 corda 60 m
Proteções: Nenhuma proteção ou parada é chapeleta de aço inoxidável, quase toda via tem grampo P. Exceção é a parada P4 que tem uma chapeleta com duas argolas em aço inoxidável e um grampo "P".
1a enfiada: Passe por entre a vegetação e monte na rocha. Suba quase reto e siga as proteções que seguem para a esquerda até parada dupla. Termina na parada dupla P1.
2a enfiada: Da P1 siga para a esquerda na horizontal por uns 5 m. Pode se reagrupar neste ponto para reduzir o arraste na segunda enfiada. Siga as proteções, primeiras duas são bem visíveis, a terceira esta acima um pouco para a esquerda, acima de um gravatá. Mantenha sempre à direita , não pegue a linha de proteções 4m à esquerda da 1a proteção, está linha é de via não concluida. Termina na parada dupla P2.
3a enfiada: Da P2 segue para a direita seguindo as proteções tipo "P" e cruze sobre a linha da via Palestina que tem chapeletas de aço inoxidavel. Depois de uns 8m a via começa a subir. Mantenha-se à direita, proximo do mato até a 5a proteção e só depois ir para a esquerda passando por uma proteção feita de cantoneira. Esta peça histórica proteje o Crux da via . Dali suba reto para termina na parada dupla P3.
4a enfiada: Da P3 siga para a direita na linha das proteções tipo "P" e depois da terceira suba reto e ao passar um bloco destacado vá para a esquerda sem proteções por uns 8 m até a parada dupla P4. Este é a parada usual onde há o livro registro dentro de uma caixa metalica.
5a enfiada: raramente repetida, proteção fixa mas possível diminuir exposição com proteção mista.
Descida: Rapel pela linha do Rampão. Cuide o rapel do P3 até o P2, tem 30m e dependendo do estado da corda pode não alcançar sem esticar o braço.
Conquista: Bruno, Guilherme Franzoi Jr., Krindges, Juliano Perozzo, Mauro Cesar D´Agostini, Pedroni, Roni Andres e Tiago Balém e um cabeludo que não lembro o nome.
Histórico da conquista :
Em 1994 eu Mauro, Pedroni e Krindges achamos uma linha, onde hoje tem a chapa verde da Camp, que é a 2ª enfiada da via. Deslocamos para o lado e batemos o primeiro grampo, onde hoje tem a parada e rapelamos limpando o mato até a base onde inicia a via.
Se não me engano, na próxima investida fui com o Juliano que bateu os primeiros grampos da 1ª enfiada e depois de outra investida chegamos na 1ª parada.
Ao iniciar a conquista da 2ª enfiada, coloquei,a nível de segurança, a chapa CAMP com spit. Acredito que os primeiros grampos da 2ª enfiada também foi o Juliano quem colocou. Os grampo 3 quem colocou foi o Tiago Balén e o 4º o Bruno que se jogou na agarra porque o lance tava molhado - foi sinistro, pois a queda era grande. Não lembro quem bateu a 2ª parada. acho que os grampos 1 e 2 da 3ª enfiada, fomos eu e o Guila, depois toquei direto com alguns móveis até o grampo que fica abaixo da chapeleta de cantoneira onde tem o crux para chegar na 3ª parada - depois batemos um ou dois grampos abaixo para ajustar a linha. Acho que a chapa de cantoneira também fui eu que coloquei, e depois sai pela direita, contornando a vegetação para colocar a 3ª parada - só depois que fizemos a linha que sai reto da chapa para a parada.
Não lembro quem colocou o 1º grampo depois da 3ª parada, lembro que o cabeludo tentou colocar o 2º grampo, subiu um monte se apavorou e voou um monte também - bateu a perna e tivemos de baixar ele e quase carrega-lo até o carro.
Próxima investida, toquei direto do 1º P da 3ª enfiada até a 4ª parada, bati um grampo que depois foi inutilizado com outro colocado posteriormente por desconfiar da qualidade da pedra. Outra investida e toquei novamente do 1º P até onde está a 4ª parada, acho que bati o 2º grampo da parada, montei o top e definimos com corda de cima a linha que se usa hoje na 4ª enfiada - lembro do Tiago batendo os grampos em top da 4ª enfiada e acho que o Guila também.
(Mauro Cesar D'Agostini, março 2019)
Histórico da conquista :
Por volta de 1994. Uma linha já estava aberta, passando pelos platôs de matos, protegendo em arvores, com algumas proteções fixas na rocha. O Mauro me convidou para protegermos melhor a via pela rocha limpa. Fui em livre e parando em platôs e nos cliffs, e com auxílio de furadeira a bateria, que naquele tempo era raro, segui protegendo, nem sei, talvez parte das duas primeiras enfiadas da via. Já nem lembro mais como foi a sequência da proteção da via, outros conquistadores possam falar melhor. Esta via teve muitos conquistadores... Ao final, ajudei a montar a parada abaixo do teto, após quatro enfiadas de corda. Acima, um final pouco repetido, difícil, talvez um 6sup/7a, um diedro com uma fenda bem estreita e a parada final. Normalmente os escaladores vão até abaixo do teto, onde há um livro cume numa caixa metálica e escrevem seus mais diversos relatos. Cuidado com o rapel de 30m, da terceira para a segunda parada, em diagonal, nó na ponta da corda, estica a alto segurança e clipa na parada. O acesso à via é por trilha com marcações de fita zebrada e sacolas plásticas, à esquerda, uns cinco minutos de caminhada antes de chegar ao arroio junto ao chalé abandonado do Sr. Tessari.
(Juliano Perozzo, março 2019)
Material: 8 costuras e 1 corda 60 m se rapelar pelo Rampão, pela própria via será necessário 2 cordas de 50 m ou uma de 70 m.
Proteções: Todas proteções são chapeletas de aço inoxidável.
1a enfiada: Inicia na base comum do Rampão, passe por entre a vegetação e monte na rocha. Suba poucos metros e comece a ir para a direita por mais uns 8 m sem proteção ate que estiver uns 5m abaixo da 1a proteção, ai comece subir. Siga sempre na vertical mantendo à direita sem usar as proteções do Rampão. A 2a proteção esta a mais de 10 m, uns 2m acima e a direita da parada do Rampão. Termina em parada dupla.
2a enfiada: Começa na vertical e uns 10 m acima vai para a esquerda por uns 6 m ate que vira para a direita passando entre gravatás. Siga na direção 11 horas passando sobre a linha do Rampão. Não usar o grampo "P", este é da via Rampão. Termina em parada dupla.
3a enfiada: Da P2 comece indo para a esquerda por uns 2m. A proteção esta esta escondida atrás de um gravatá. Dai suba reto e passe entre gravatás para depois montar num bloco. A seguir vá na direção 13 hrs uns 4m e depois siga quase na vertical até a P4 do Rampão.
Descida: Rapel pela linha do Rampão mais fácil, se rapelar pela linha da Palestina o segundo rapel tem mais de 40 m.
Conquista: Samir Khalil Thalji (em solitário )
Histórico da conquista :
12/03/2014 - conquista de enfiada única ate o atual P2 - Neste dia Juliano e seu aluno Bruno estavam escalando a via Rampão ao lado. Fixei a primeira proteção, fixei a corda na mesma e segui colocando proteções com auto-segurança até a corda de 60m esticar onde fixei uma proteção com argola. Não tinha mais parabolts então deixei apenas 1 proteção com parabolt de aço na parada, restante tudo de aço inoxidável e deixei furo pronto para colocar a outra proteção em outro dia. Atualmente esta é a parada P2 pois num outro dia dividi a enfiada e fixei uma parada no meio. Quando cheguei na parada, o Bruno estava chegando no final do Rampão. Rapelei até embaixo retirando as costuras e eles soltaram a corda quando rapelaram do Rampão. Não foi utilizado nenhuma proteção do Rampão.
30/11/14 - só 2 proteções na 3a enfiada, quebra da furadeira - Quebrou a furadeira após a colocação de 2 proteções, uns 5m à esquerda da P3 da via Rampão. Passei para a via Rampão me juntando ao Cassiano e o Guila que haviam, escalado até a P2 da Palestina e depois rapelaram para o P1 do Rampão e estavam seguindo por esta até o cume.
31/01/15 - até P4 do Rampão e na descida acrescentado o atual P2 - Desta vez Juliano me deu segurança até eu chegar na parada P2, depois ele entrou com um funcionário dele na via Rampão . Chegando lá vi que havia esquecido os parabolts no carro. Fixei a corda em simples e rapelei até a 1a proteção e fui buscá-las no carro, depois de uns 30 minutos ja estava subindo na corda fixa que estava a uns 5m acima do início da via. Depois segui em solitário, coloquei a proteção onde havia quebrado a furadeira e mais 3 ou 4 proteções até chegar na parada P4 do Rampão. Na parada o Juliano e um funcionário dele estavam curtindo o dia. Rapelei pela via e fixei uma parada intermediária (atual P1).
Nome da via : Nome dado pelo Samir. É costume dar nome de vias com o sobrenome dos conquistadores ou sua origem. Exemplo: a via Amy-Vidailhet ou a via Polaca. A via foi nomeada em homenagem a uma parte de minha origem, a PALESTINA. Além de ser a terra onde nasceu meu pai e de lá emigrou para o Brasil a questão PALESTINA sempre teve enorme importância para mim. Nome significativo para mim, opa: PALESTINA. Uma bela conquista numa linha boa e em solitário que curto bastante.
(Samir, 2018)
Material: 7 costuras e 1 corda 60 m ( rapel pelo Rampão ). Se rapelar pela própria via será necessário 2 cordas de 50 m ou uma de 70 m.
Proteções: Todas proteções são chapeletas de aço inoxidável.
1a enfiada: Inicia a 8m à direita da P1 da via Palestina. Não há proteção para o assegurador na saida mas a base é boa e há muita vegetação. Siga reto e depois de 3 proteções segue na direção 11 hr, proteção esta distante. Termina na parada dupla P1.
2a enfiada: Da P1 vá para a direita, quase na horizontal, por mais de 5 m depois comece a subir contornando a vegetação até que consiga subir reto. A proteção esta distante e a parada fica à direita deste trecho. Termina na parada dupla P2.
3a enfiada: Da P2 siga a linha de proteções, o crux da via é no início. Depois de algumas proteções a via segue para a esquerda e termina embaixo do teto na parada dupla P3.
Descida: Rapel pela linha do Rampão.
Conquista: Samir Khalil Thalji
Participação: André Fagundes, Juliano Perozzo e Guilherme Franzoi
Histórico da conquista:
20/04/2017 - conquista da 1a e 2a enfiada - Conquista por Samir Khalil Thalji com participação do André Fagundes
A conquista das primeiras duas enfiadas foram tranquilas e em ambas dei uns esticões um pouco exagerados mas que se não forem dadas em vias mais longas o serviço não rende. Mas para não perder a foto pedi para que o André colocasse a camera no modo rapido caso eu caisse.
29/04/2017 - conquista da 3a enfiada, no rapel acrescentado 1 proteção em cada enfiada para reduzir esticões ( na 1a enfiada após o crux, na 2a enfiada a atual 2a proteção e na 3a enfiada a atual 2a proteção ) - Conquista por Samir Khalil Thalji com participação do Juliano Perozzo e Guilherme Franzoi
A conquista do início da 3a enfiada foi daquelas nervosas. Cada vez que entro neste trecho é dificil acreditar o que foi feito, mas em conquistas a mentalidade é outra e as vezes se faz coisas porque não há alternativas. A conquista começou tranquila e perto da parada já fixei a primeira proteção. Segui uns metros até chegar num lugar onde a rocha não era boa e muita coisa estava quebrando. Ali normalmente eu colocaria mais uma proteção mas eu não tinha como ficar parado e fixar esta segunda proteção. Sempre evito utilizar ganchos ( apelidados de cliff ) para me ancorar, prefiro ir até uma posição onde consigo me segurar e aí sim furar e fixar a proteção. Se tivesse algo firme até usaria os ganchos, mas não encontrei nada. A única saída foi continuar e assim dei um esticão bem nervoso até chegar num ponto onde eu poderia parar e colocar a segunda proteção ( atualmente esta é a terceira proteção ). Imagine que na segurança estavam o Juliano e o Guilherme e o silêncio era absoluto, coisa rara quando estes dois estão juntos. Acredito que a tensão descia pela corda. Ao fixar esta segunda proteção da conquista o alívio foi grande.
Não sei de onde tirei este ditado que respeito muito e pode fazer muita diferença ao se repitir uma via : "escale como o primeiro partido ou melhor". Se você curtiu a frase tente pular a segunda proteção, com certeza vai aumentar os batimentos cardíacos.
Daí em diante seguiu na normalidade até embaixo do teto onde fixei a parada dupla. O Juliano veio de segundo e, mesmo sabendo que não costumo acrescentar proteções após ter passado o trecho, já foi pedindo para colocar uma proteção para reduzir o esticão. Não estava querendo acrescentar nada pois, como disse, respeito aquele ditado e entendo que a alma de uma via é, em parte, a disposição e quantidade de proteções, acrescente uma e ela pode mudar completamente. Mas desta vez estava inclinado a concordar porque realmente a rocha naquele trecho estava quebradiça, não haveria repetições e devo ter exagerado. Então ao rapelarmos pela via acrescentei a atual 2a protecao na 3a enfiada, a 2a protecao na 2a enfiada e 3a protecao na 1a enfiada. Realmente há dias e há dias, e neste eu estava bem a vontade nos esticões.
Nome da via : Nome dado pelo Samir. Como a via inicia na P1 da via PALESTINA mantive o padrão de nomeclatura. Então o nome da via vem de minha descendência Palestina por parte do Pai e Italiana por parte da Mãe.
(Samir, 2018)
Material: 7 costuras e 1 corda 60 m, material para escalar em artificial lance com 1 furo de 6mm
Proteções: Todas proteções são chapeletas de aço inoxidável.
1a enfiada: Inicia a 30 m à direita da base do Rampão. Para chegar siga sempre na horizontal sem baixar nada. Chegará numa arvore com o tronco deitado e com duas raízes que parecem pernas abertas. A via inicia ali. Siga as proteções mantendo sempre próximo ao mato na direita. Já a mais de 20 metros para cima passe por trecho de mato, uns 8m. Termina na parada dupla P1.
2a enfiada: Siga a linha de proteções que vão para a esquerda. Ao chegar num lance que, por enquanto, não parece possível passar, procure um buraco de 6mm para passar em artificial. Necessário um parafuso de 6mm e algo para laça-lo, pode ser um nut ou uma fita. Procure não utilizar ganchos que podem quebrar a borda do furo. Daí em diante siga para cima e contorne pela esquerda, suba 1m pelo crux e depois retorne para a direita. Daí tem bastante vegetação, a parada esta 4m para cima. Termina na parada dupla P2.
3a enfiada: Da P2 siga a linha de proteções em diração a 13 hrs e contorne uma vegetação para depois subir até a parada. Termina na parada dupla P3.
4a enfiada: Da P3 siga em direção 11 hrs até uma brecha entre gravatás, daí pegue a direita , suba 3 metros e retorne para a esquerda. Depois de passar a vegetação verá uma linha obvia para cima. A parada esta 6m acima. Termina em parada dupla P4.
Descida: Rapel pela própria linha.
Conquista: Samir Khalil Thalji e Juliano Perozzo
Histórico da conquista:
05/06/2017 - conquista da 3a e 4a enfiada - Conquista da 3a enfiada por Samir Khalil Thalji e 4a enfiada por Juliano Perozzo
26/05/2018 - inicio conquista da 1a enfiada, limpeza saida e colocação da atual 2a proteção - Conquista por Samir Khalil Thalji com participação do Juliano Perozzo
09/06/2018 - termino conquista da 1a enfiada (protecoes 1,3,4 e P1) e colocacao da 1a protecao da 2a enfiada - Conquista por Samir Khalil Thalji com participacao do Mauro D'Agostini
10/11/2018 - proteções 2, 3 e 4 da 2a enfiada - Conquista por Samir Khalil Thalji com participação do Mauro D'Agostini
09/12/2018 - lance artificial e término da 2a enfiada, P2 já estava pronta - Conquista por Samir Khalil Thalji e participação do Cassiano Peccin (artificial, #5) e Juliano Perozzo (#6, #7)
Via começou na terceira e quarta enfiada pois tinha visualizado esta linha durante a conquista da Italo-Palestina. Marquei com o Juliano e escalamos pela Italo-Palestina e rapelamos na diagonal pela P3 e fixei uma parada que atualmente é a P3. Conquistei a primeira enfiada do dia (atual 3a enfiada) e depois o Juliano conquistou a segunda enfiada do dia (atual 4a enfiada). A 1a e 2a enfiada era para ser a interligação com a Mãos ao Alto pois tinhamos descido por esta linha no dia da conquista desta e foi neste trecho que recebi a ligação da Policia Militar. Mas ao estabelecer a P1 vi que a linha mais limpa e interessante ia para a esquerda e que poderia chegar na Village Boys, o que acabou acontecendo.
Nome da via : Nome dado pelo Samir. Nome da via vem da ligação que eu e o Juliano temos com a Vila Cristina, tinha sugerido também Meninos da Vila mas em votação ficou Village Boys.
(Samir, 2018)
Material: 7 costuras e 1 corda 60 m
Proteções: Todas proteções são chapeletas de aço inoxidável.
Via: Acesso pela P1 da via Mãos ao Alto. Basta andar uns 8m para a esquerda e iniciar a escalada, não há parada na saída. Termina na mesma parada dupla da Mãos ao Alto.
Descida: Rapel a partir da P1 da via Mãos ao Alto que está 8m à direita
Conquista: Samir Khalil Thalji
Participação: André Fagundes
Histórico da conquista:
05/08/2017 - conquista da via - Conquista por Samir Khalil Thalji com participacao do Andre Fagundes
Linha acessada pela via Unhas e Dentes. Naquele tarde eu e o Andre Fagundes conquistamos esta via e logo após a Via Mãos ao Alto ( atualmente a 2a enfiada pois foi conquistada 1 enfiada abaixo desta ). Esta via tera continuidade. A conquista das duas vias iniciou as 18:08 e terminamos depois das 20:00 já no escuro com uma leve chuva iniciando. Para agilizar resolvemos descer e ver se tinha trajeto por rocha limpa até o solo. Parecia ter muito mato mas era possível e esta idéia de conquistar o trecho ficou como possibilidade.
Nome da via : Nome dado pelo Samir. Vide relato abaixo
(Samir, 2018)
Relato do dia 05/08/17:
Como a previsão era de vários dias de chuva resolvi dar uma escapada as 14:30 e partir para a Vila Cristina conquistar uma via. Devido ao tempo de deslocamento de Bento Gonçalves até Galópolis mais a trilha de aproximação e depois a escalada e rapel pela via Unhas e Dentes, estavamos em posição para iniciar a conquista às 18:08, assim que iniciou a escurecer. Depois de um tempo, já durante a conquista, ouvi um estrondo e falei ao André que era muito estranho. Ele falou que talvez fossem os colonos detonando rocha. Depois ouvi mais 3 ou 4 sempre com intervalos entre os mesmos. Comentei que poderiam ser os militares disparando artilharia. Uma hora ate reclamei com o Andre que talvez fossem os colonos atirando foguetes por causa das nuvens de tempestade que estavam se aproximando e brinquei que um foguete poderia cair em cima de nos.
Terminada a conquista começamos a rapelar em direção ao mato para ir embora. Passamos uns trechos de mato aberto com rocha e uns 4 metros antes de entrar no mato fechado recebi um telefonema. Era da Policia Militar e falaram que encontraram meu carro em Caxias. Pensei comigo que roubaram o carro ali onde estacionei e devem ter encontrado em Caxias. Pedi em que localidade de Caxias e ele falou numa estrada vicinal e ai eu me dei conta que pensaram que o carro fora abandonado ali no estacionamento da Vila e lhes disse que nao, que ali é a entrada da trilha e que estavamos escalando. Talvez por já ser 20:31, ja havia escurrecido a mais de 2 horas e ainda era plena segunda-feira ele não estava acreditando. Ai conversa vem, conversa vai, ele nos falou que a area estava toda cercada e que houve um assalto a carro forte ali na BR-116, Vila Cristina. Também falou para sairmos fazendo barulho e de mãos para cima pois os policias estavam com um cerco no nosso carro por terem suspeita que ele foi utlizado no assalto e estavam procurando os suspeitos que passaram por ali. Claro sempre estaciono de uma maneira que realmente parece que foi largado na entrada da trilha e não estacionado ao lado da estrada como normalmente se estaciona. Ai eu disse ao Policial que me ligou da central em Caxias do Sul que não ia sair não, que os Policiais deviam estar tensos e poderiam acabar nos enchendo de tiros, pois os assaltantes usaram explosivos e armamento pesado. Ele falou que iria avisar que estavamos saindo e eu disse não mesmo, como vou saber que o recado chegou ate eles e que nos ficariamos entocados até o amanhecer.
Que sorte, mais uns metros e não teríamos mais recepção no celular e teríamos ido até o carro sem saber que os Policiais estavam lá e eles também não saberiam que dois caras saindo do mato, a noite em plena segunda-feira com duas mochilas não eram os assaltantes e que estavam carregando dinheiro. Claro que nos encheriam de chumbo.
Tava tranquilo, tinha lanche, água e gostando da idéia de ter que dormir lá, sempre quis dormir na Vila e ainda por cima sairia com inspiração para nome de duas vias. Depois de certo numero de conquistas já não se tem paciência nem inspiração para nomear vias. Mas ai eu tinha que trabalhar e se deixasse carro ali de madrugada alguem poderia mexer. Então pensei que se algum amigo viesse acompanhado de um policial ele poderia vir ate a entrada da trilha e gritar que nos sairiamos. O André disse que tinha um cunhado do cunhado que é sargento da Brigada Militar. Aí liguei para o Policial e falei do plano que tive de arranjar alguem para vir até a trilha e que esta pessoa conhecia o Sargento Fulano de tal. Ele pediu se eu conhecia o Sargento Fulano de Tal e aí ficou tudo mais fácil. Mesmo assim nao sabia se o recado ia chegar aos policiais que estavam no cerco ao carro e também se eles não continuariam desconfiados. Liguei ao Juliano falando que estava pensando nele vir mas só se fosse acompanhado por policiais e que talvez ele poderia vir de manhã as 7:00, ia pensar e depois ligaríamos para ele. No fim acabamos contando com a baita ajuda do Ismael Voltolini que iria mostrar o caminho para a Adriana esposa do André e o Sargento. No fim eles apareceram sem o sargento que estava em aula e por telefone explicou a situação aos Policiais Militares e quando eles chegaram na Vila os policiais ja haviam ido embora.
Ao chegar no carro a placa traseira estava caida, os Policiais foram conferir se o lacre da mesma estava intacto. Já saindo por cima, ainda na estrada de chão, um caminhão estava bloqueando a estrada. Era um guincho rebocando um carro que furou os dois pneus ao passar sobre miguelitos que os assaltantes largaram na estrada um pouco antes do meu carro.
Baseado nestes a acontecimentos dei o nome às duas vias: Miguelito e Mãos ao Alto.
(Samir, 2018)
Material: 7 costuras e 1 corda 60 m
Proteções: Todas proteções são chapeletas de aço inoxidável.
1a enfiada: Inicia na P1 da via Village Boys. Utilize a 1a proteção desta e depois já direcione para a direita. Quase no final da rocha limpa não suba e entrar no mato, ao invés continue na horizontal uns 2m para depois começar a subir e encontrar a parada. Termina na parada dupla P1.
2a enfiada: Da P1 já sai no crux, coincidência com o nome da via, tem que levantar as mãos, gruda-las na parede e confiar na aderencia dos pés para subir. Depois de subir uns metros direcione para a esquerda e depois suba contornando a vegetação. Termina na mesma parada dupla da Miguelito.
Descida: Rapel pela própria linha e seguir pela 1a enfiada da Village Boys
Conquista: Samir Khalil Thalji e Juliano Perozzo
Participação: André Fagundes
Histórico da conquista:
05/08/2017 - conquista da via - Conquista por Samir Khalil Thalji com participação do André Fagundes
Linha acessada pela via Unhas e Dentes. Naquele tarde eu e o André Fagundes conquistamos esta via ( hoje é a 2a enfiada ) logo depois da conquista da via Miguelito. Esta via terá continuidade. A conquista das duas vias iniciou as 18:08 e terminamos depois das 20:00 já no escuro com uma leve chuva iniciando. Para agilizar resolvemos descer e ver se tinha trajeto por rocha limpa até o solo. Parecia ter muito mato mas era possivel e esta ideia de conquistar o trecho ficou como possibilidade.da parada da Mãos ao Alto até o solo e ver se tinha trajeto por rocha limpa até o solo. Parecia ter muito mato mas era possível e esta idéia de conquistar o trecho ficou como possibilidade.
09/12/2018 - conquista da 1a enfiada - Conquista por Juliano Perozzo com participação de Samir Khalil Thalji - Recém terminei a conquista da 1a e 2a enfiada da Village Boys e o Juliano, por ter ficado so na segurança, estava se coçando para conquistar algo. O início seria na P1 da Village Boys e utiliza a primeira proteção desta. A P1 que já estava pronta.
Nome da via : Nome dado pelo Samir. Nome da via vem dos acontecimentos no final do dia 05/08/17.
(Samir, 2018)