Material: proteção móvel, peças médias e grandes, uma corda 60m
Proteções: proteção mista, parada P1 mista com 1 chapeleta, parada P2 com duas proteçoes rapeláveis.
A trilha para chegar na via é do setor Babel, uns 50 metros antes da bifurcação onde se pode deixar o carro. Ao entrar na trilha siga uma cerca de arame que vai subindo em direção as paredes. Na base das primeiras pedras siga costeando para a direita uns 100m até a entrada de um córrego seco. Ali já se avista as paredes grandes à direita. Vá costeando pela esquerda das paredes, passando perto das bases das vias Acupuntura, Anaconda e Fenda de Babel. Dali uma travessia à esquerda pelo mato (40m) até chegar ao bloco de rocha onde se encontra a via Rampinha. Siga costeando a base da pedra e soba por um trepa-mato até a base do início da fenda.
1a enfiada: Segue por uns 27m em travessia usando as peças mais grandes para proteger, chega a entrar dentro da fenda, quase uma chaminé, para proteger nuns blocos soltos. Seguindo, encontrará uma chapeleta pingo onde poderá montar a parada equalizada com um friend 3 no teto e uma fita longa.
2a enfiada: Mais 25m em travessia, agora com a fenda mais definida e estreita, dava para proteger melhor e seguir contemplando a escalada de aderência até chegar a parada dupla do final da via, com uma pingo e outra chapeleta com malha e corrente.
Descida: Rapel de 25m reto passando ao lado de algumas proteções do início da via Rampinha
Conquista: Juliano Perozzo
Participação: Maikon Vieira
Histórico da conquista :
29/02/2020 - Ainda no tempo da conquista da Rampinha (2016), havia subido a trilha até a saída da via e ficado com o desejo fazer esta travessia, realizada entre as 15h e as 19h em 29 de fevereiro de 2020, com a parceria do amigo e escalador Maikon Vieira. A trilha é íngreme e as mochilas da conquista pesadas, levamos 30 minutos ou mais para chegar na base da via. O Maikon ficou na sombra fazendo a segurança na primeira enfiada de corda e dando apoio na logística através da corda retinida. Na entrada da fenda foram as duas maiores peças. Logo estava dentro da chaminé horizontal para proteger junto a uns blocos soltos, os dois dentes da boca do monstro (ver foto). Ali dentro, uma viscosidade diferente na rocha, aveludada, escorregadia, esbranquiçada, com uma poeira de mil anos e um cheiro incomum. Fiquei ali somente o tempo suficiente para proteger entre um “dente frouxo” e o beiço de cima da chaminé. A esta altura o sol estava torrando os pés e desescalei até um platô atrás de uma micro sombra para os pés. Aproveitei para rebocar os materiais de furação pois definimos a parada para uns dez metros adiante, onde cheguei facilmente. Uma chapa pingo equalizada com um friend 3 num platô agradável. A segunda enfiada de corda foi um pouco mais rápida, o sol mais ameno, fenda mais estreita onde cabiam várias peças, um pouco de aderência e logo se chega ao lado de bloco suspeito, com som de oco, onde montamos a parada dupla. Platô confortável, visual fantástico e rapel tranquilo, bem retinho. A trilha de descida continuou forte, o peso pouco mudou, mas a sensação era agradável, talvez a tal da endorfina. Utilizei rack de 9 friends de #0,75 a camalot #4, excentrics #9 ao 11, jogo de nuts, costuras
Nome da via : Nome dado pelo ......
(Juliano Perozzo, março 2020)
( Samir 07.03.2020 )
Material: proteção mista, peças medias e grandes para a parada ou para chegar na parada fixa, uma corda 60m
Proteções: xPrimeiras proteções chapeletas aço carbono galvanizado e 3 ultimas de aço inoxidável, parada usar o P2 da via Traverse.
1a enfiada: 32m - A trilha para chegar na via é do setor Babel, uns 50 metros antes da bifurcação onde se pode deixar o carro. Ao entrar na trilha siga uma cerca de arame que vai subindo em direção as paredes. Na base das primeiras pedras siga costeando para a direita uns 100m até a entrada de um córrego seco. Ali já se avista as paredes grandes à direita. Vá costeando pela esquerda das paredes, passando perto das bases das vias Acupuntura, Anaconda e Fenda de Babel. Dali uma travessia à esquerda pelo mato (40m) até chegar ao bloco de rocha onde se encontra a via Rampinha. Siga costeando a base da pedra até enxergar as proteções. A linha segue levemente para a esquerda até a terceira proteção depois bem para a esquerda e finaliza na fenda da via Traverse. Montar parada em móvel ou siga para a direita por uns 8m até a parada P2 da Traverse.
Descida: Rapel de 27m da parada P2 da via Traverse.
Conquista: Mauro D`Agostini, Guilherme Franzoi Junior e Samir Khalil Thalji
Histórico da conquista :
23/07/2016- Estávamos em busca de novas possibilidades e nos repartimos porque eram 8 seres vivos em busca de novas vias. Enquanto o Samir seguido pelo Paulo e o Nestor já iniciaram uma conquista mais para baixo chamada Jogo Rápido, o Juliano e o Sandrinho (+ seu filho Lucas) se encarnaram numa bela fenda (que viria se chamar Fenda de Babel), cruzada por uma linha iniciada pelo Mauro e pelo Guila e nunca finalizada; o Samir, assim que terminou a conquista, se juntou a eles (não pode ver uma pedra virgem, he, he, he....). Mauro e eu resolvemos explorar umas rampas que há muito nos instigavam a curiosidade. Após procurar um pouco, escolhemos um ponto com uma boa árvore de apoio na base e o Mauro começou a subir, já colocando uma proteção uns 3 metros acima. Em pouco tempo já tínhamos colocado três proteções. Nossa idéia era subir bem reto, porém, o Samir, que mais tarde se juntou a nós, entrou na conquista e foi mais para a esquerda, colocando mais três proteções e definindo o trajeto final da via.
07/03/2020- A idéia era continuar a via para cima, porém, neste dia, Juliano, Samir e eu fomos repetir a Traverse e, na metade da segunda enfiada dela, encontramos a última proteção da Rampinha uns 2 metros abaixo da linha da Traverse. Discutimos e achamos que valia a pena continuar a via na linha da Traverse, utilizando a P2 desta como final da via, uns 8 metros à direita desta última proteção, e usando uma proteção móvel na fenda horizontal da Traverse para proteção nesta travessia até a parada. O rapel da P2 da Traverse, que é a P1 da Rampinha, termina exatamente na saída da Rampinha, o que acabou colaborando para a decisão. Neste dia Samir quis fazer esta linha para ver como ficou, ele e o Juliano fizeram a primeira repetição com este final e ficou bom.
Nome da via : A via foi apelidada posteriormente de Rampinha, provavelmente pelo Juliano, e acabou ficando com este nome. Claramente parece uma rampa e lembra uns trechos do Rampão, com algumas passadas delicadas e parecidas, mas bem mais curta.
( Guilherme Franzoi Junior, março 2020)
Material: costuras, proteção móvel rack simples até 100mm (Camelot #4) e 1 corda de 60m
Proteções: Proteção mista, as proteções fixas e parada dupla são com chapeletas de aço inoxidável.
1a enfiada: Após avistar a fenda, entre por uma crista e rampa à direita, proteja num grampo que era saída de outra via inacabada, contorne por cima de uma pequena árvore, à esquerda, e entre na fenda. Inicialmente com alguns movimentos em diedros e proteções moveis grandes mas guarde algumas para a fenda num pequeno teto antes da parada. Após os movimentos em diedros da saída, a via fica meio chaminé, iniciando uma sequencia de peças pequenas até o domínio de um balcão, a direita da fenda. Dali, proteja numa chapa e siga a fenda onde cabe friend gigante, tipo numero 5 ou 6 (não obrigatório), ou siga em livre mesmo por mais uns 3m e proteja fuma fenda em baixo de um tetinho e siga para a parada dupla à esquerda.
2a enfiada: Uma chapa relativamente perto da parada, subindo a esquerda, quebra o fator 2. Dali uns pequenos balcões e uma travessia a direita (protegidos por chapas) até a entrada da fenda estreita, vertical, onde aumenta o grau da via. A fenda segue uns 8m onde cabem nuts grandes e friends pequenos. Ao suposto final da fenda uma chapa a esquerda, instale uma costura longa para diminuir o atrito e faça uma pequena travessia à direita onde há a possibilidade de outra peça móvel, média, mais uma chapa, um pequeno platô e a segunda e última parada.
Descida: Rapel pela própria linha
Conquista: Juliano Perozzo e Samir Khalil Thalji
Participação: Sandro Dal Magro e Guilherme Franzoi
Histórico da conquista :
23.07.2016 - conquista da 1a enfiada - fomos em uma turma de escaladores conquistar alguma coisa na Face Norte dos paredões de Vila Cristina, em Caxias do Sul (2016, acho). Ao chegar na base da parede, era tanta a ânsia que a galera se dispersou, cada um para um lado, buscando encontrar alguma linha de conquista na rocha. Fui seguindo pela esquerda, subindo mais um pouco, com o Sandro e seu filho Lucas, até que avistei uma fenda perfeita, com relativa sombra na base. O Samir, que a esta altura já estava abrindo outra linha pois eu ouvia o barulho da furadeira, tinha deixado seu jogo de moveis pro Lucas carregar. Mais minhas peças, fechou! O Sandro me deu segurança e entrei na fenda, linda, larga no inicio e fininha no fim da primeira enfiada, com cerca de 30m, com movimentos em diedro e entalamentos em chaminé. A esta altura o Samir já tinha finalizado uma linha em rampa mais abaixo e trouxe a furadeira, foi quando instalei uma chapeleta para talvez montar uma parada mista, ao lado de um pequeno balcão. O Samir veio de segundo e estendeu mais uns 3 metros na via, aproveitando umas agarras e uma fenda de peças grandes e montou a parada dupla. Neste dia o Mauro e o Guila abriram a Rampinha e o Paulo e o Nestor iniciaram outra via.
30.07.2016 - conquista da 2a enfiada - Entrei para conquistar a 2a enfiada com o Samir e o Guila. Saí em livre, dominei um balcão e no veneno, instalei a primeira proteção fixa da segunda enfiada. Mais duas proteções fixas e entrei numa fenda estreita, vertical, forte. Cabiam todas as peças pequenas. Findando a fenda, após uns 8 metros, instalei outra chapa, pensando ser o fim. Nada, acabei encontrando outra fenda, mas 2 metros, outra proteção fixa, mais um balcão e a parada final. Fenda de Babel teve seu nome devido ao comportamento alucinado dos conquistadores atrás de novas linhas nas pedras , na minha mente parecia um desentendimento geral, como que na história bíblica, acho, torre de babel. O nome da via deu origem ao nome do Setor Babel no site dos paredões de Vila Cristina. A trilha é um pouco antes da bifurcação na estrada, logo após ver a Face Norte, seguindo uma cerca de arame morro acima, até chegar numas pedras e seguir a direita até um pequeno, córrego, meio seco, com marcações em fita vermelha, até a base da parede grande e seguindo a esquerda até encontrar a base da via.
(Juliano Perozzo, 2019).
Material: 9 costuras, corda de 50m, estribos.
Proteções: Proteção mista, as proteções fixas e parada dupla são com P e parafuso 10mm.
1a enfiada: A base da via está junto à uma árvore à direita da trilha que sobe em direção à Fenda de Babel. Suba por uma rampa e, utilizando uma fenda à esquerda e aderência à direita, cruze em diagonal para a direita por cima dos gravatás, onde estará a primeira proteção. Melhor utilizar mosquetão de rosca nesta costura, pois o movimento da corda pode removê-la do pino P. Suba à direita da proteção até a segunda proteção e depois à esquerda até a parada. Este último movimento pode ser feito com o auxílio de parafusos usados na conquista ou em livre.
2a enfiada: Suba bem na vertical, dominando um tetinho e siga a linha das proteções. Como não há local para proteções móveis, a conquista foi feita evoluindo-se em parafusos, sendo que em algumas passadas ainda se usa os mesmos (não sabemos se já foi guiada em livre). Após a 6ª proteção, a via segue à direita e para cima, terminando em uma parada dupla com dois pinos P à esquerda desta última linha.
Descida: Rapel pela própria linha
(Guilherme Franzoi Junior, 2019)
Conquista: Guilherme Franzoi Jr (Guila) e Mauro Cesar D’Agostini.
Participação:
Histórico da conquista :
Era lá por 2002 e há tempos que o Mauro e eu olhávamos para a face Norte de Vila Cristina e planejávamos uma exploração por ali no intuito de abrir alguma nova frente de vias de escalada. Em algum momento, derivamos à esquerda da trilha que vai até a base da Normal da Face Norte e, seguindo para cima na linha de descida d’água, chegamos a uma base de rocha que pareceu firme, com uma árvore grande de apoio. Limpamos então o início da rampa e subi , derivando à direita após um lance delicado que lembra um pouco aquela transferência em aderência da Transamazônica (Gruta da 3º Légua), e resolvi colocar uma proteção ali. Depois de 45 minutos de marretadas, o pino P estava colocado. Continuei subindo e, ao chegar a um platô, resolvi colocar outra proteção. Mais 45 minutos de marretadas e o segundo pino P estava colocado. Olhei para cima e o vertical era assustador, mas muito bonito. Como o sol já nos castigava, resolvi descer para que o Mauro subisse e pudesse olhar a linha que eu havia visualizado. Ao chegar no segundo P e olhar para cima, o Mauro visualizou uma cobra a uns 3 metros acima. Não lembro de ter visto alguém descer de uma via tão rápido! E o nome da via estava definido....
A continuação da via demorou bastante, uma vez que eu dispunha de poucos finais de semana para ir a Caxias, e ainda tínhamos de torcer para não chover (e sem investidas no verão devido ao forte calor). Como não havia locais para uso de auxílio na conquista (cliff e pitons, por exemplo), a progressão foi na base do parafuso e, sem furadeira, era lenta. Na grande maioria das investidas, conseguíamos colocar apenas um pino P, progredindo com bastante dificuldade. Como resultado de tudo isto, demoramos mais de um ano para finalizar a via, mas o fato de ter sido uma das conquistas mais difíceis que nós dois fizemos, torna a mesma inesquecível. Nunca mais encontramos a cobra por ali, mas a sugestão é que se tenha bastante atenção ao escalá-la, também porque a via, na sua segunda enfiada, é bastante exigente. A descida em rapel da segunda enfiada é fácil, bem reta. O rapel da primeira enfiada pode ser em diagonal direto até a saída da via ou reto, cruzando pela base até a saída da via junto à árvore.
(Guilherme Franzoi Junior, 2019)
Material: 2 costuras e 1 corda de 60m.
Proteções:
1a enfiada: A trilha para chegar na via é do setor Babel, uns 50 metros antes da bifurcação onde se pode deixar o carro. Ao entrar na trilha siga uma cerca de arame que vai subindo em direção as paredes. Na base das primeiras pedras siga costeando para a direita uns 100m até a entrada de um córrego seco. Daí vá para a direita. A via segue por ali pegando um trajeto por rocha que segue serpenteando até o paredão. Duas proteções e bem espaçadas. Ao chegar na base do paredão siga à esquerda. Final da via .......
Descida: ..............
Conquista: Samir Khalil Thalji, Nestor e Paulo
Participação: ....
Histórico da conquista :
23/07/2016 - Fomos numa turma conquistar uma linhas novas neste setor. Eu, Guilherme, Juliano, Mauro, Nestor, Paulo e Sandro. Chegando lá a turma se dispersou, eu comecei a subir esta linha de bota e mochila em solo e o Nestor e Paulo vieram atras encordados e fixaram as proteções.
Nome da via : Nome dado pelo Samir pois conquista foi feita num instante.
(Samir, março 2020)