Material: 7 costuras, corda 60m
Proteções:
1ª enfiada: Saída em rampa com proteções fixas a cada 4m em média. Leve diagonal a direita até uma aresta ao lado de uma fenda de mato, protege e domina um balcão a esquerda e chega na parada dupla, um grampo P e uma chapa com argola ou malha.
2ª enfiada: Sobe reto com fator de queda alto ou contorna um bloco a direita, ao lado de um gravatá, domina, cruza a esquerda por cima de pequena arvore, protege e segue reto por uma rampa limpa. Em seguida uma meia lua, vai subindo para a direita para dominar um agarrão e vem retornando à esquerda pelo agarrão até conseguir montar em cima dele. Ascensão quase reta até a segunda e última parada, no caso a parada do eucalipto. Cuidado com blocos de rocha empilhados na chegada à parada.
Descida: Dois rapeis até a base. Depois travessia em trilha a direita até chegar na trilha da Normal da Norte.
Conquista: Mauro Dagostini, Guilherme Franzoi e Juliano Perozzo
Participação: Samir Thalji (1a enfiada)
Histórico da conquista :
Material: Na ocasião de repetição da via acabamos por não rapelar por ela mesma, pois estávamos em busca de novas linhas e saímos pelo topo. Algumas informações não são exatas quanto ao material pois não fomos os conquistadores. Assim que recebermos informações dos conquistadores atualizaremos aqui. Portanto recomendo duas cordas de 60m, 8 costuras, friends médios ou fitas longas para laçar arvores na última enfiada (opcional).
Proteções:
1ª enfiada: Com saída a esquerda da saída da Normal da Norte, por uma linha limpa em direção a uma aresta bem bonita, em seguida uma travessia a esquerda, contornando um bloco e subindo até a parada dupla, passe por ela e siga até a próxima parada, uns 12m acima, já no platô do eucalipto.
2ª enfiada: Após uma travessia longa a direita, siga até praticamente acabar o platô do eucalipto e encontrar a linha de proteções fixas. Passe a corda pela proteção e desça até um platozinho. A segurança será dali, ficando somente em uma proteção entre o segurador e o guia mas pelo menos evitando o fator 2. A via segue em diagonal a direita, rocha limpa, até chegar a uma excelente parada, dupla, num platô perfeito, contando com um coqueiro para alivio do sol.
3ª enfiada: As duas primeiras proteções acima da parada são o crux da via. Passando, uma rampa, com pouco mato, travessia a esquerda pela rocha até uma fenda horizontal (passível de proteção) ou simplesmente domine um balcão e contorne a direita por cima de uns coqueiros (os mesmos servem de proteção caso haja queda) subindo em leve diagonal a direita e finalizando dominando uns blocos, já no cume. Parada final em arvore.
Descida: Conforme a recomendação, temos duas cordas porém acredito que somente uma deve dar para descer até a base da parede. Acredito que o primeiro rapel seja quase em linha reta e uma corda deve chegar tranquilamente. O segundo rapel é em diagonal à esquerda até a borda direita do platô do eucalipto. Cuidado nesta transição pois você está chegando num platô mas distante da parada, tendo somente uma proteção ali por perto e ainda tendo que puxar a corda. Retorne caminhando pelo platô até a parada dupla, faça um rapel curto até a parada logo abaixo e por final o último rapel até a base.
Conquista: Paulo Cesar, Cristoph Becker e Joca.
Participação:
Histórico da conquista :
Material: 8 costuras e 2 cordas de 50m para o rapel ( possivel, mas não recomendável, apenas 1 corda de 60m ou 70m mas necessário desescalar e abandonar equipamento). Opcionalmente 2 protecoes móveis medias.
Proteções: Grampos "P" e chapeletas feitas de cantoneiras.
1a enfiada: 34m - IV - A via inicia olhando para um pequeno diedro/ fenda com um parabolt enferrujado à direita desta uns 6 metros da base. Dá para laçar este com um cordelete para usar como primeira proteção, reduzindo a exposição se for diretamente até o primeiro "P" que esta uns 3m acima. A linha segue levemente para a esquerda com mais duas proteções fixas tipo cantoneira distantes cerca de 5 a 6 m entre sí antes da parada P1. Esta parada tem um "P" e uma cantoneira, se for rapelar desta parada deve ser abandonado algum equipamento, como por exemplo uma malha rápida, para seguir a recomendação de rapelar em no mínimo duas proteções fixas.
Possível emendar com a segunda enfiada pois esta não tem proteção fixa até a segunda parada, no platô do eucalipto, principalmente se não possuir proteção móvel.
2a enfiada: 28m - IV - Da P1 domine um balcão, faça uma travessia a esquerda até um trecho exposto, onde você encontrará dois grandes blocos empilhados. Ali, na base dos blocos, se tiver pode usar uma proteção móvel tamanho médio com uma fita longa. Domine os blocos com cuidado e siga numa rampa positiva em diagonal à esquerda, em direção ao eucalipto, no platô, com parada dupla. São 28m tendo como proteção a peça móvel e muitos platôs para bater caso aconteça uma queda. Esta enfiada cruza com outra via, da para ver a parada dupla com duas proteções em aço inoxidável.
3a enfiada: 25m - IV - Esta enfiada tem apenas duas proteções fixas, a primeira distante uns 10 m é um 'P" e a segunda, mais uns 6m, é uma cantoneira. Saindo do platô do eucalipto, siga uns 5m na horizontal à esquerda e comece a subir, reto uns metros até seguir em diagonal à esquerda passando por pequenos platôs, (relatos de cobra nos platôs intermediários) e uma grande laca suspeita que deve ser evitada ou usar pouca força e não puxá-la para fora. A parada P3 tem duas cantoneiras.
Possivel emendar com a 4a enfiada, use fitas longas para reduzir o arraste.
4a enfiada: 17m - V - Saindo da parada P3, entre numa canaleta à esquerda e prepare-se para o trecho mais exigente da via, um pouco aereo mas relativamente bem protegido. Siga 4 proteções em linha reta e depois numa diagonal à esquerda passando pela 5a proteção antes de chegar na parada dupla P4. O final desta enfiada é o trecho mais bonito da via e bem aereo. A parada dupla tem um excelente visual do vale do arroio Pinhal, Galópolis e os prédios da cidade ao fundo.
Descida: Rapel recomendado com duas cordas de 50m. Dois rapéis, primeiro de 35m do P4 ao P2 e segundo de 50m do P2 ao chão. O primeiro em diagonal, exigindo alguns movimentos em agarras e pequenos pêndulos até cruzar uma canaleta com algum mato e em seguida chegar ao platô do eucalipto, rapelando então as duas últimas enfiadas. Mantenha a corda fixa na parada do eucalipto para facilitar os próximos a descerem. Cuidado ao puxar a corda, é necessário caminhar um pouco à esquerda no platô devido ao atrito, mantenha-se protegido. O próximo e último rapel é descendo reto da parada do eucalipto, cerca de 50m, até a base da parede. Dalí, por trilha, uns 15m, em travessia até a trilha principal da Norte.
Não recomendável mas possível rapel com apenas uma corda pela própria vida. Comprimentos de 35 do P4 ao P2, 28 do P2 ao P1 e 33m do P1 ao chão. Importante lembrar que no P1 tem que abondonar algum equipamento para seguir a recomendação de nunca rapelar de apenas 1 proteção.
Cuidado na descida da trilha com trechos de escalada/desescalada de II° grau.
Conquista: Mauro Dagostini, Guilherme Franzoi, Silvestri (Rica), Juliano Perozzo, Roni Andres e Carlos Pedroni.
Participação:
Histórico da conquista :
Acho que era fim dos anos 90. O Mauro, o Guila e o Rica me convidaram para uma conquista na Face Norte. Quem não quer guiar... Entrei numa rampa perfeita, agarras, aderência, proteções fixas a cada 5 metros em média e a parada, a 25m acima da saída. Este trecho chegou a chamar-se jumaquilica. Dali, após um domínio de balcão e uma travessia a esquerda, um friend abaixo de um bloco grande e uma travessia fácil de uns quinze metros em diagonal à esquerda, chegando no platô do eucalipto, na segunda parada. Normalmente é emendada a primeira e segunda enfiadas até o eucalipto. Em nova investida, após um acampamento na base da parede e construção de dois pequenos platôs para montar as barracas, Cristiano seguiu, do eucalipto, após uma pequena travessia a esquerda e subindo, instalando proteções móveis nas fendas horizontais entre pequenos platôs, até o cume, enquanto Daniel conquistava outra via, a Paredão Microbio, em móveis, saindo num diedro na base da Norte, até a extrema esquerda do platô do eucalipto e instalando uma chapa simples como parada, pois rapelaria da árvore no platô do eucalipto. Mais tarde, em outro dia, O Guego e o Andres, acredito, abriram uma nova linha, mais exposta, vertical, tendo mais duas enfiadas após o eucalipto, que também podem ser emendadas, usando costuras bem longas e um pouco de atrito, e deu origem a linha tradicional, chamada de Normal da Norte. O rapel é em diagonal, delicado, quase desescalada para chegar ao platô. Recomendo o rapel seguro, com cordelete blocando a corda no freio. A puxada da corda do rapel requer um certo deslocamento horizontal no platô. 2 cordas de 50 ou 60m. 2 rapéis longos até a base, depois uma travessia pelo mato, na base, até a trilha de descida da norte. A trilha de acesso a via é passando a bifurcação da estrada uns 50m, com marcações em sacolas plásticas e fita zebrada, subindo, chegando até o platô das barracas. Em travessia a esquerda entra na parede limpa, para cima, como um Boulder (tem até um grampo para emergência), subindo em trilha ascendente forte até a base das paredes. A primeira proteção é um chumbador sem chapa, quase desnecessário, e depois as proteções fixas, cantoneiras, grampos e chapeletas convencionais.
Nome da via : Normal da Norte, Face Norte. Nome dado xxxxxxxxxxxxxxxxx.
(Juliano Perozzo,2019)
Material: 8 costuras, corda de 60m, jogo de nuts e friends médios
Proteções: Chapeletas de Inox e parada dupla de argola.
1ª enfiada: 25m - a partir da base da Normal da Norte, siga margeando a parede para a direita por cerca de 50m até encontrar as chapeletas. A saída é relativamente exigente com movimentos técnicos até a quarta chapa onde invade um trecho de mato ralo e subindo mais uns 10m chega-se a 1ª parada.
2ª enfiada: 30m - saia a esquerda dominando um bloco de rocha com mato e bem alto no platô, a primeira chapa. Passe o crux desta enfiada dominando um balcão e em seguida uma leve diagonal a direita e depois uma travessia maior a esquerda, quase trilha, até avistar a rocha limpa. Ao entrar na rocha, uma escadaria, duas proteções fixas e a parada num platô perfeito, quadrado.
3ª enfiada: 30m - saindo do platô, em diagonal à esquerda até proteger e depois em diagonal a direita até passar pelo platô da P3 da Despacito. Seguindo do platô em travessia a direita, passando por cima de grandes blocos empilhados, enxergamos as proteções continuando uma travessia a direita até a próxima parada.
4ª enfiada: 10m - saindo da parada, levando as peças nos racks, uma travessia à direita já instalando uns nuts bons e seguindo em travessia a direita para uma fenda maior (a travessia e entrada na fenda maior é o crux). Boas colocações e movimentos bonitos até dominar um bloco e alcançar a parada. Dali, uma trilha subindo a direita até o topo, num bloco isolado, afastado da parede principal. Excelente visual, contemplativo!
Descida: Retorne do topo por trilha até a P4 e dali um rapel curto até a P3. Da P3 desça em diagonal à esquerda em direção a P2 mas fora da linha da rota (Não passa pela P3 da Despacito). Após alguns movimentos horizontais e liberando corda no freio você estará na P2. Da P2 à P1 e da P1 à base, rapeis quase em linha reta.
Conquista: Samir Thalji e Juliano Perozzo.
Histórico da conquista :
21/09/17 Convidei o Juliano para conquistarmos uma linha que tinha visualizado. Chegando na base, para resolver a questão de ter dois fominhas, lhe dei a sujestão de alternarmos a cada 4 proteções. Iniciei e conclui a primeira enfiada com 3 proteções mais a parada dupla P1. Depois o Juliano concluiu a segunda enfiada com mais 2 proteções e a parada dupla P2. Mais tarde na descida seria acrescentada mais uma proteção nesta enfiada. Para concluir suas 4 proteções o juliano fixou a primeira proteção da 3a enfiada. Descemos por causa do calor, baixíssima humidade do ar e não termos mais água. Naquele dia ouvi no radio a recomendação de não fazer exercícios intensos devido a baixissima umidade do ar associada ao calor, e o setor da face norte amplifica estas condições.
02/11/17 Eu e o Juliano fomos concluir a conquista. Era minha vez de colocar 4 proteções. Então fixei mais 2 proteções e a parada dupla P3 e depois segui pela fenda com proteção móvel. No final da fenda tinha uns gravatás gigantes impedindo a passagem. Demorei mais de meia hora para abrir caminho. Chegando no platozinho fixei uma proteção e o Juliano subiu. Chegando lá foi engraçado pois os dois queriam subir ao cume por primeiro e o Juliano tentou me amarrar, mas no fim fomos ao topo juntos. O topo é uns blocos grandes de pedra empilhados, uns 8m acima da parada, fomos desencordados. O bloco superior parecia pronto para se desequilibrar com o peso de uma pessoa, então coloquei uma pedra embaixo para evitar. Na descida acrescentamos mais uma proteção na terceira enfiada, pois como o combinado era 4 proteções cada um, ambos esticaram.
(Samir Thalji, 2019)
Em set 2017 decidimos, o Samir e eu, após escalarmos on-sight numa linha nova e linda na Face Norte, Despacito, aproveitar as paredes por ali e abrimos esta nova via. O nome veio da decisão de colocarmos quatro proteções cada um e dividirmos a conquista. O Samir iniciou esticando até a primeira parada a uns 20m, instalando 4 chapas, numa saída em agarras pequenas, bem forte. Segui, passando por trecho de mato em direção a pedra limpa, subindo, contornando a direita e depois retornando bem à esquerda. Já na saída uma chamada forte, num domínio de balcão e depois do mato uma rocha limpa, escadaria na rocha por mais uns 15m, duas proteções intermediárias e a parada num platô perfeito. Aproveitei e já estiquei mais uma proteção uns 8m acima da parada. Retornei para a aparada, chamei o Samir e dali abandonamos por desidratação e exposição ao sol num dia de baixa umidade relativa. Retornamos outro dia, agora com o Samir na ponta da corda. Passou pela primeira proteção que eu havia instalado e seguiu, passando pela terceira parada da Despacito e seguindo a direita, cruzando um totem de pedras e realizando uma travessia horizontal a direita por uns 10m e duas proteções e instalou a parada dupla. Cheguei até a parada e como ele havia instalado apenas 3 proteções, deu sequência por uma fenda a direita e depois subindo, vertical, passada emocionante até uma platô, após guerrear com uma vegetação espinhenta chamada gravatá. Peças médias bem encaixadas e parada dupla. Nos encontramos novamente, e saímos emocionados por trilha íngreme, quase chaminé, à frente e depois a direita, subindo até um grande bloco sobre um totem, excelente, contemplativo, cume afastado da parede principal. A trilha é a mesma da Normal da Norte, passando a bifurcação da estrada uns 50m, tem a entrada da trilha a esquerda, com marcações em sacolas plásticas e fita zebrada, subindo, chegando até o platô das barracas. Em travessia a esquerda entra acima na parede limpa, como um Boulder (tem até um grampo para emergência), depois de travessia a esquerda, segue subindo em trilha forte até a base da parede. Segue costeando a direita, por uns 50m ou mais, até achar as proteções da saída. Mais uma bela via de Vila Cristina. Juliano Perozzo.
(Juliano Perozzo, 2019)
Nome da via : Nome sujerido pelo Samir pelo fato de termos conquistado a via revesando a conquista 4 proteções cada um e tambem porque a chegada até a base e uns trechos da escalada ter muita vegetação.
Cuidado ao subir sobre o bloco do cume pois boa parte não tem apoio e pode se desequilibrar. Não se enxerga de cima. Esta pedra menor foi colocada para apoiar o bloco principal mas pode não funcionar. ( Samir Thalji )