Como chegar :
Aproximadamente 20 minutos do estacionamento. Siga a estradinha inter-trilhas e pegue a trilha indicada Alma de Guri. Cuidado que atualmente um trecho de 50m desta trilha acabou sendo encoberta por uma trilha de moto e pode dificultar manter-se nela. Uma dica é entrar na trilha de moto uns 20 a 30m para depois seguir na diagonal à esquerda.
Sobre o setor :
Havia tempo estava planejando abrir uma nova linha num setor novo entre a Face Norte e Rampão. Convidei o Guila e o Mauro e fomos. Entrei no matou e segui o que me pareceu o trajeto mais fácil. Apesar de ser mato fechado, surpreendentemente chegamos diretamente na base atual sem nenhum desvio. Fora um pequeno trecho de rocha exposta 2o grau, geralmente molhado, e que atualmente é desviado indo à direita uns 20m nos blocos de pedra, este trajeto original é o mesmo utilizado até hoje.
Material: 7 costuras e 1 corda de 70m ou duas de 50m.
Proteções: Todas proteções são chapeletas de aço inoxidável.
1a enfiada: Da base vá na direção 11 horas para depois seguir pela linha de proteções até a parada dupla P1. Crux da via entre a 1a e 3a proteção.
2a enfiada: Da P1 vá para a direita uns 3m antes de subir até a proteção, desta siga para a direita uns 15m sem proteção em terreno facil, primeiros metros na horizontal depois subindo beirando a vegetação até a proteção. Em seguida vá para a esquerda seguindo a linha de proteções até a parada dupla P2.
3a enfiada: Da P2 vá para a esquerda, após a 3a proteção a via sobe um pouco para a direita. Cuidado não deslocar pedras soltas nos ultimos 4 metros. A via termina na parada dupla P3 atrás de um Eucalipto.
Descida: Rapel pela própria linha. Rapel do P2 até o P1 tem 35m.
Conquista: Samir Khalil Thalji e Guilherme Franzoi Jr. (Guila)
Participação: Mauro D'Agostini
Histórico da conquista:
20/10/2012 - conquista da 1a - conquista por Samir Khalil Thalji e Guilherme Franzoi com participacao do Mauro D'Agostini
Havia tempo estava planejando abrir uma nova linha num setor novo entre a Face Norte e Rampão. Convidei o Guila e o Mauro e fomos. Entrei no matou e segui o que me pareceu o trajeto mais fácil e chegamos diretamente na base atual sem nenhum desvio, muita sorte. Fora um pequeno desvio de 20m este trajeto original é o mesmo utilizado até hoje. Comecei a conquista e coloquei as 4 primeiras proteções. Em seguida o Guila subiu para continuar, fez o furo em artificial e colocou a 5a proteção. A broca que ele utilizou estragou e ele colocou uma do Mauro para fazer o furo seguinte. Como ele não conseguiu passar o lance ele desceu e eu subi para fazer o furo da 6a proteção e o parabolt entortou ao colocar. A broca do Mauro estava fazendo furos muito apertados. Dei um boca de lobo na base do parabolt e continuei a conquista até a parada, chegando lá fiz um furo e ví que realmente era muito apertado para o Parabolt. Proteji numa arvorezinha e numa chapeleta "fixada" com o parabolt virado. "Não-técnica" que eu já empreguei em outra ocasião. O Mauro subiu trazendo minha broca reserva. Fizemos outro furo mas não tinha parabolt de Inox. Parece que a sorte que tivemos na trilha de aproximação nos abandonou. Pedi ao Guila se acreditava em atrito e ele respondeu que que estudou isto na Engenharia. Ai eu pedi se ele acreditava em atrito na prática, nao só na teoria, e se tinha fé. Fiz uma parada equalizada em duas chapeletas "fixadas" em dois parabolts virados e o Guila subiu com os parabolts de Inox. Não sei porque mas esses meus amigos tem a mania de confiar demais em mim. Veja na foto abaixo a primeira parada dupla da via.
10/11/2012 - conquista da 2a enfiada - conquista por Samir Khalil Thalji com participação do Mauro D'Agostini
17/11/2012 - conquista da 3a enfiada - conquista por Samir Khalil Thalji com participação do Guilherme Franzoi
Via terminou no cume mais espetacular da Vila. E como plus fiz uma trilha na horizontal para a direita para subir num bloco maior. Legal tirar foto de um bloco para o outro.
Nome da via : Nome dado pelo Samir. O idéia do nome vem do fato de virarmos Guri quando estamos escalando.
(Samir, 2018)
Material: 7 costuras e 1 corda 60 m. Rack simples até 7cm ( punho ) para a 4a. enfiada.
Proteções: Todas proteções são chapeletas de aço inoxidável.
1a enfiada: Da base siga reto e apos a 1a proteção vá para a esquerda uns metros para depois subir seguindo a linha de proteções. Fique sempre para a direita para não entrar na linha da Alma de Guri. Termina em parada dupla P1 à esquerda de Jerivá.
2a enfiada: Da P1 vá para a direita, passe pelo Jerivá e comece a subir pela linha de proteções mais à esquerda para não entrar na linha da via Nomade. Termina na parada dupla P2.
3a enfiada: Da P2 vá para a esquerda depois retorne para a direita passando abaixo de Eucaliptos até bloco. Mais de 15m sem proteção em terreno facil. Monte no bloco e suba uns 5m até parada dupla P3.
4a enfiada: Da P3 em diante sera necessário proteção móvel. Suba reto e quando estiver embaixo de um bloco para fora contorne pela esquerda para subir no mesmo. Proteção natural em arvores.
Descida: Rapel pela própria linha.
Conquista: Samir Khalil Thalji
Participação: Guilherme Franzoi, Mauro D'Agostini, Cassiano Peccin e Juliano Perozzo
Histórico da conquista:
02/11/2013 - colocação das primeiras duas proteção da 1a enfiada - conquista por Samir Khalil Thalji com participação do Guilherme Franzoi
Tentei entrar pela fenda mas estava muito suja.
09/11/2013 - colocação das proteções 3, 4 e 5 da 1a enfiada. Via juntou com a 2a enfiada da via Alma de Guri - conquista por Samir Khalil Thalji com participação do Mauro D'Agostini
Após a virada e colocar a proteção 4 tentei ir para a direita mas depois de uns metros voltei pois tinha muito mato até um Jerivá. Então subi um pouco para a esquerda e estiquei até o Jerivá que hoje está perto da P1 e vi que era melhor chegar até ali por uma linha reta vindo de baixo. Então voltei e coloquei a 5a proteção para descer e a via ficou como variante de saída da via Alma de Guri. Esta variante é fantástica pois junta a 1a enfiada filé da Neanderthal com o cume espetacular da Alma de Guri.
20/04/2016 - fixação da P1 e conquista da 2a e 3a enfiada - conquista por Samir Khalil Thalji com participação do Cassiano Peccin
Anos depois estava querendo "andar por onde ninguem havia andado antes" e me lembrei da possibilidade de continuar a linha da Neanderthal sem emendar na via Alma de Guri. Convidei o Cassiano e fomos. Após a fixação da P2 continuei e vi uma fenda que subia, fiquei na dúvida em ir ou deixar para outra hora mas acabei fazendo solo na rocha molhada no que parece zona de drenagem, continuei em diagonal para a direita costeando a rocha. Em seguida passei por baixo dos eucaliptos e fui bem para a direita, ali subi sobre bloco e fui até o Jerivá para rapelar. Não fixei a parada pois não coloquei nenhuma proteção na enfiada toda. Mesmo vendo a possibilidade de continuar, não tinha certeza se valia a pena pois muitos trechos estavam encharcados.
02/07/2016 - conquista da 4a enfiada e fixação da P3 - conquista por Samir Khalil Thalji com participação do Juliano Perozzo
Fixamos a P3 e conquistamos a 4a enfiada com proteções móveis. Rapelamos de árvore no topo. Bem no final vi uma possibilidade de variante para a direita.
Nome da via : Nome dado pelo Samir. Como originalmente a via não seguia até o cume e sim emendava numa outra para seguir, veio o nome Neanderthal. Na teoria evolucionária os Neanderthais seriam um dos ramos sem continuação, mas devido a miscigenização entre estes e o Homo Sapiens, alguns de seus genes seguem carregados por uma parcela da população. Do mesmo modo a via Neanderthal não teria continuidade a não ser através de outra, a via Alma de Guri. Em 2016 a via Neanderthal ganhou sua própria linha até o cume.
(Samir, 2018)
Material: costuras, proteção móvel rack simples até 100mm (Camelot #4) e 1 corda de 60m ( rapel pela via Neanderthal )
Proteções: Proteções fixas e parada dupla são com chapeletas de aço inoxidável. 3a enfiada proteção mista. P3 em árvore.
1a enfiada: 35m - 5° - proteção fixa - A base é acessada pelo mato ou rapelando da P2 da via Neanderthal. Inicia a 5m à direita da P1 da via Palestina. Siga a linha de proteções da direita para não entrar na via Neanderthal. Enfiada de 35m com 3 proteções fixas. Termina em parada dupla P1.
2a enfiada: 57m - 5sup - proteção mista - Início da enfiada com 3 proteções fixas, restante em móvel - Da P1 vá na direção 1h e siga na direção da fenda. São 3 proteções fixas. Siga pela fenda, após ganhar plataforma siga para frente e depois para a direita para entrar em outra fenda. A seguir siga para direita por baixo de blocos por uns 6 a 8m até encontrar uma fenda curta, suba por esta para ganhar o topo. Parada em árvore.
Variante final 2a enfiada: Ao invés de subir a fenda curta continue para a direita, descendo um pouco, contorne um bloco e suba até a arvore.
Descida: Rapel do P1 até a base tem 33m, possível com corda 60m se desescalar. Do P2 descer pela árvore P4 da Neanderthal.
Conquista: Samir Khalil Thalji
Participação: Cassiano Peccin (1a enfiada), Juliano Perozzo e Guilherme Franzoi (2a enfiada)
Histórico da conquista:
21/04/2016 - conquista da 1a enfiada - conquista por Samir Khalil Thalji com participação do Cassiano Peccin
Acessei a base através da via Neanderthal, assim que passei o crux do início desta fui para a direita, uns 8m por rocha e outros 8m pelo mato até chegar numa arvorezinha que é a saida da via.
02/07/2016 - conquista de trecho da 2a enfiada - conquista por Samir Khalil Thalji com participação do Juliano Perozzo
Conquistei trecho de aproximadamente 15m fixando 3 proteções fixas até chegar numa fenda, como não tinha proteção móvel comigo, prossegui até a P3 da via Neanderthal.
24/12/2019 - conclusão conquista da 2a enfiada - conquista por Samir Khalil Thalji com participação do Guilherme Franzoi.
Escalamos a via Neanderthal e rapelamos até a P1 da Nômade. Dalí subi com rack simples até o camelot #3, nuts e uns pitons que imaginava ter que usar. Ao chegar na fenda, protegi com peças pequena e subi pela mesma, ganhei uma plataforma , segui reto e depois um pouco para a direita para entrar em outra linha de fenda. Protegi com duas peças móveis e subi neste trecho quebradiço para ganhar um trecho horiziontal fácil embaixo de blocos. Segui para a direita por este trecho por uns 6 a 8m antes de subir. Utilizei 6 proteções móveis até o camelot #3, um camelot #4 seria bom.
24/12/2020 - variante final 2a enfiada - - conquista por Samir Khalil Thalji com participação do Juliano Perozzo.
Devido ao afastamento e não compartilhamento de equipamento recomendados nesses tempos de Covid, falei para o Juliano que poderíamos escalar em simultâneo e descer dando a volta por cima. Entramos com uma corda curta de 35m, umas 12 a 14 costuras e algumas peças móveis. Segui na frente e Juliano vinha atrás recolhendo. Na fenda curta final dei de cara com dois ninhos de vespas me obrigando a seguir por esta variante que segue para a direita, descendo um pouco e que contorna um bloco antes de começar a subir. Acresce uns 6m a 8m comprimento da via.
Nome da via : Nome dado pelo Samir. Nome vem do jeito que o amigo Everton Gatto me falava ao telefone: "onde tu anda Nômade ?".
(Samir, 2018, 2019)
Relato de incidente no dia 21/04/16:
Estava no último rapel da via Neanderthal e logo acima do crux vi uma cobra preta com manchas amarelas de mais de 2m. Enrolei a corda na perna para travar o rapel e filmá-la, aí ela ficou agressiva e começou a avançar. Comecei a gritar e abanar o braço para intimidá-la então ela começou a recuar e entrar numa vegetação. Quando ví que a cabeça dela saiu pelo outro lado e o rabo ainda estava do meu lado, eu pendulei até ela e a peguei pelo rabo para filmá-la. Aí ela se virou e no entrevero acabei derrubando o celular, baita prejuizo. A intenção era registrar para alertar sobre a existência de cobras na Vila, principalmente neste setor. Já ví pele de cobra na P1 da via Alma de Guri.
(Samir, 2018)
Relato de incidente no dia 28/12/19:
É possivel um raio cair duas vezes no mesmo lugar ? Na conquista da via Nômade algo parecido aconteceu. Na conquista de cada uma das duas enfiadas da via houve incidente com cobra. Desta vez na aproximação o Guilherme quase pisou numa Cascavel de aproximadamente 1m de comprimento que estava bem no meio da trilha. Guila deve ter ouvido o guizo, se voltou tropeçando e caiu no chão. Uma boa idéia é subir a trilha bem atento com uma vara na frente e em silêncio.
(Samir, 2018)