Material: 12 costuras, 2 cordas 60m
Proteções: Proteções fixas de grampos P e chapeletas caseiras. Paradas duplas (podem ser com grampos P e chapeletas caseiras de cantoneiras). Dois ou três chumbadores sem chapeletas onde devem ser laçados com cabos de aço de nuts ou cordeletes com nós corrediços.
1a enfiada: ....m - Termina em parada dupla em grampo P.
2a enfiada: ....m - Após sair da primeira parada, suba uns 10 ou 15m, seguindo os grampos e depois faça uma travessia a esquerda até um platô onde está a segunda parada, com proteção dupla em grampo P.
3a enfiada: ....m - Suba em parede vertical, ligeiramente a esquerda, passando trechos exigentes de sétimo grau, domine um balcão e siga por fora de um diedro até a parada dupla, provavelmente em duas chapas caseiras (cantoneiras).
4a enfiada: ....m - Bem vertical com barrigas na pedra. Você passará uma laca gigante com som de oco, onde está a passada com dois ou três chumbadores sem chapeleta, tanto porque não havia recurso financeiro sobrando quanto para não permitir grandes quedas, deixando o escalador pra lá de atento. Lace os chumbadores com nuts ou cordeletes e siga acima e levemente a direita até a parada. Chega-se ao topo do paredão, parada dupla com dois grampos P. Caso queira pode-se acessar o topo do paredão. Excelente visual!
Descida: Rapel pela própria linha
(Juliano Perozzo, 2019)
Conquista: Mauro Cesar DÁgostini, ...........
Histórico da conquista :
Talvez a primeira via mais enigmática de Vila Cristina. Muitos conquistadores, só os melhores do momento. Acho que era início dos anos 90. Lembro que o Kriko (Paulo) num momento do início da conquista (éramos loucos, havíamos tomado um vinho pra descontrair), vomitou nos clifs,... nunca havia visto isso, fenomenal, e seguimos a conquista, alternando o guia, conquistando a primeira enfiada. Em outra investida, o Andres e o Guego seguiram acima e em travessia a esquerda até outro platô, montando a segunda parada da via. Dali seguimos o Sabugo (Luis Marcelo) e eu até a terceira parada, num veneno vertical, domínio de platô e escalada extrema, forte. A última enfiada contou com lacas ocas gigantes que tornaram a escalada mais aventureira, com dois ou três chumbadores sem chapeleta, éramos pobres, tendo que laçar as proteções, e dali mais umas três chapas e a parada, duplicada anos depois, em uma repetição com o Rogério. Via pouco repetida, exigente, delicada, especial. Cuidado com o sol, se possível vá cedo. A trilha de acesso hoje está bem marcada graças a uma nova via, a Minguinho Sangrento, onde os conquistadores marcaram bem o acesso, que passa pelo arroio e após uns 200 metros entra a esquerda em direção ao paredão. Ao chegar na base da parede siga a direita, costeando até achar a saída da via (talvez com algum resquício de corda fixa em trepa mato). Proteções fixas.
(Juliano Perozzo, 2019)
Material: costuras, proteção móvel rack simples até peças pequenas, 2 cordas de 60m
Proteções: Proteção mista, as proteções fixas e parada dupla são chapeletas de aço inoxidável.
Enfiada única: 28m - Termina em parada dupla.
Descida: Rapel pela própria linha
Conquista: Samir Khalil Thalji em solitário
Histórico da conquista :
01/2005 - Fui acompanhar o Juliano, Marcelo e Jimao na conquista do trecho crux do Cú Preto. Os três começaram a subir até o ponto onde a conquista iria começar. Como vi que era muita gente resolvi ficar pela base e conquistar uma linha ao lado. Conquista feita em livre protegendo no início com 2 dois ganchos e depois com alguns entaladores pequenos que o Juliano deixou comigo.
Nome da via : Nome dado pelo Samir. Nesse dia a bateria e a chave do carro se perderam na trilha. Como tinha deixado meu carro na casa do Marcelo e a chave do meu apartamento estava dentro do carro tive que dormir na casa dele e no dia seguinte fomos a Bento. Rapelei do telhado do meu prédio e entrei pela janela do sétimo andar para pegar a chave reserva do carro e do apartamento, depois ao invés de voltar para Caxias e resolver, fomos escalar na Cascata dos Marins. Dias depois fomos na Vila procurar a bateria e depois escalar no Rampão. Encontrei a bateria e para minha sorte, ao contar a história para um escalador que tambem foi escalar o Rampão, ele me falou que naquela manhã um vizinho lhe falou que encontrou uma chave de carro perto de onde os escaladores normalmente estacionavam o carro. Mais tarde fui lá e resgatei a chave.
(Samir, julho 2019)
Material: Proteção mista, 12 costuras, jogo de móveis com nuts e friends (largura da fenda principal de 1 a 3 dedos), Corda 60m.
Proteções: Proteções fixas de chapeletas comuns e inox. Paradas duplas (podem ser com grampos P e chapeletas).
1a enfiada: ....m - Parada com proteção dupla em grampo P relativamente afastados lateralmente um do outro (1m no mínimo). Há um grampo P na base, dali segue-se em diagonal para a direita usando uns nuts numa fenda curta, passa-se um grampo P num diedro e pode-se proteger em fenda logo acima para dominar um platô que leva à parada.
2a enfiada: ....m - Após sair da primeira parada, prepare-se para regletes constantes, fazendo uma espécie de meia lua (indo ligeiramente para esquerda e retornando) até a entrada na fenda, o crux da via. Passada em artificial e repetida em livre usando a técnica da oposição, a entrada da fenda é estreita e não cabe muita coisa até sair do crux dominando a entrada da fenda e tornando a parede positiva, tendo agora uma fenda de uns 10m, positiva e bem tranquila até chegar num grampo P, dominá-lo e chegar a segunda parada, dupla.
3a enfiada: ....m - Suba em parede relativamente positiva, ligeiramente a esquerda, passando trechos exigentes de domínios de balcões e vá subindo em direção a um jerivá (coqueiro). Antes de Jerivá encontrará a parada dupla e excelente visual do paredão e do vale de Vila Cristina. Caso queira pode-se acessar o topo do paredão.
Descida: Rapel pela própria linha
Faz um certo tempo que a via não é repetida portanto algumas informações podem estar levemente distorcidas.
(Juliano Perozzo, 2019)
Histórico da conquista :
Por volta dos anos 2002. A via mais forte de Vila. Após algumas outras conquistas, convidei os amigos e grandes escaladores Jimão e Luis Marcelo para a investida. Partimos e fizemos a trilha até a base da parede. Precisamos passar um trecho de rocha e depois mais mato e enfim a base da parede. Uma linha inicial em diagonal a direita, algumas proteções móveis pequenas, um grampo, outro móvel médio e a primeira parada. Dali eu vi uma fenda, por onde havia uma marca de água, escura, vindo da fenda. O Jimão não visualizava a fenda, eu dizia, ali na bunda, o escorrido, por onde desce a água da chuva, a entrada da fenda. Ele não via! Eu disse alto, o Cú, preto! Entramos eu e o Marcelo, alternando a ponta da corda, chapeletas na marreta, dias nublados, nem nos víamos às vezes, e entramos na fenda, o crux, num livre francês (usando estribos e agarras), até cruzar o leve negativo, e a fenda ficar positiva e ao final da fenda, um domínio num buraco e a segunda parada. Até agora (fev/2019) o Jimão foi o único que mandou esta passada, guiando, passando a entrada da fenda excepcionalmente em livre. O Dioni, em outra entrada, caiu no crux numa cruzada de perna sobre a corda e tomou um queimão violento! A última enfiada, após o Jimão recuperar-se de um acidente de moto, ele mesmo mandou parte da última enfiada e, alternando aponta da corda, chegamos ao fim da via, onde passei por trás de um pequeno Gerivá (Coqueiro) e montei a parada. Na última enfiada contamos com o apoio da furadeira do Samir, enquanto ele conquistava a via mista Achados e Perdidos, 25m, saindo da mesma base do Cu Preto. A trilha de acesso hoje está bem marcada graças a uma nova via, a Minguinho Sangrento, onde os conquistadores marcaram bem o acesso, que passa pelo arroio e após uns 200 metros entra a esquerda em direção ao paredão. Ao chegar na base da parede siga a direita, costeando, passando a entrada da Império até achar a saída da via, tendo um grampo na base.
(Juliano Perozzo, 2019)