EXPOSIÇÃO VIRTUAL
Nos últimos quarenta anos, a coletânea O Texto na Sala de Aula, seu coordenador, João Wanderley Geraldi, a Associação de Leitura do Brasil e o Congresso de Leitura do Brasil (COLE) se cruzaram em vários momentos.
Muitos momentos ocorreram nos Congressos de Leitura do Brasil, cuja documentação hoje está disponível no Centro de Memória da Educação, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (FE/Unicamp) e indica que a relação de João Wanderley Geraldi com esse evento se inaugurou em 1983, no 4º COLE. Juntamente com a professora Maria Nilma Góes da Fonseca, ele faz uma apresentação de comunicação O circuito do livro e a escola, em que compartilhavam a experiência iniciada na rede pública de Aracajú-Sergipe, no ano de 1981, já a partir de propostas que três anos mais tarde viriam a integrar O Texto na Sala de Aula.
Essa participação inicial desdobrou-se em muitas outras. Todas elas, indicando um vigoroso diálogo com o temário geral de cada COLE e seu momento histórico. Além disso, O Texto na Sala de Aula, sobretudo a proposta metodológica para o ensino de português contida na coletânea, motivou inúmeros relatos de experiência de professores, apresentados na forma de comunicações ou trabalhos inscritos.
A presença de Geraldi nos congressos foi constante. Esse espaço ajudou a projetar sua voz, que se tornava cada vez mais potente. Identificamos dez participações de Geraldi nos COLE entre 1983 e 1995, ora atuando como conferencista, ora como docente responsável por minicurso, ora participando ou coordenando mesas redondas.
Apresentação de comunicação, em conjunto com a professora Maria Nilma Goes da Fonseca, O circuito do livro e a escola.
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Participação na mesa-redonda “O professor como leitor e incentivador da leitura” apresentando a reflexão De como produzir milagres – O professor pega um boizinho, rifa e compra livros.
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Participação na mesa-redonda “Alternativas Metodológicas para o ensino da leitura” com a reflexão Cinco questões sobre a questão dos métodos.
Responsável pelo Minicurso Análise do discurso e leitura.
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Coordenação geral do COLE e participação na mesa redonda “De leitor para leitores: a produção do que se lê” com a reflexão A propósito do outro: imagem, construção e cumplicidade.
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Palestra Ainda e sempre: leitura, na mesa redonda "Leitura crítica e sua promoção na escola".
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Conferência de Abertura A Leitura em momento de crise social.
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Conferência de Encerramento Leitura e construção da subjetividade.
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Na Presidência da ALB – gestão 1988/1989
Sua participação e seu envolvimento com a ALB levaram-no à presidência da entidade em chapa eleita para o biênio 1988/1989. Durante sua gestão como presidente, realizou-se o 7º COLE, em 1989, cujo tema central foi “Nas malhas da leitura, puxando outros fios”.
Geraldi manifestou-se na Solenidade de Abertura do COLE, destacando que, naqueles anos, o índice de analfabetismo havia crescido no país, enquanto, contraditoriamente, os índices econômicos haviam alçado o Brasil a uma melhora no ranking mundial. Para ele, a leitura e sua discussão naquele espaço representavam o caminho possível para que se enfrentasse problemas sociais como o apontado, “para construirmos, sem retornos, uma sociedade onde DECIDIR não seja privilégio de UM, onde COMER não seja privilégio de ALGUNS, onde LER não seja privilégio de POUCOS” (Anais do 7º Congresso de Leitura do Brasil, 1993, p. 12).
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Solenidade de Abertura do 7º COLE, 1989, Centro de Convivência Cultural de Campinas/SP. Ao centro, João Wanderley Geraldi, presidente da ALB, acompanhado da direita para a esquerda, de: Ezequiel Theodoro da Silva (presidente de honra da ALB); Eduardo Guimarães (Diretor do IEL-Unicamp); Newton A. P. Bryan (Secretário de Educação de Campinas-SP); Luiz Gonzaga G. Trigo (diretor do Departamento de Turismo da Secretaria Municipal de Cultura, Esportes e Turismo de Campinas-SP); Dulce Maria Pompêo de Camargo (Chefe do Departamento de Metodologia de Ensino da FE/Unicamp) e Nelson Tadeu Faria Storti (gerente e representante do Digibanco).