Nesta seção, mapeamos o nosso deslocamento físico e simbólico pela cidade de Santo André. Conforme solicitado pelo roteiro, detalhamos não apenas o meio de transporte e o tempo gasto, mas também as observações sobre o percurso e as pessoas que cruzaram nosso caminho. Aqui você encontrará o mapa do nosso trajeto e o relato de como a paisagem urbana se transforma: na ida, cheia de expectativas, e na volta, carregada pelas impressões do espetáculo.
Av. Alexandre de Gusmão, 136 - Vila Homero Thon, Santo André - SP
Trem
O Circo está localizado em Santo André do lado do Shopping Atrium, a estação de trem mais próxima é a estação Capuava que se encontra a cerca de 1,5 km do local, aproximadamente 2o minutos andando.
Carro
Para quem for de carro, o endereço é Avenida Alexandre de Gusmão, 29 - Vila Homero Thon, Santo André, SP. O circo conta com estacionamento no local.
Ônibus
Diversas linhas de ônibus municipais e intermunicipais param próximas ao Circo Stankowich, dentre elas: 040, 040EX1, 063, 064, 158BI1, 403.
Moro em Santo André, no Parque Erasmo Assunção. Demorou cerca de 15 minutos de carro para chegar até o circo, o horário de chegada foi 15h35 para comprar os ingressos, o espetáculo começaria às 16h. Fui com meu marido, Renan, que convidei para assistir ao espetáculo conosco. Ele dirigiu enquanto eu observava o caminho. Nosso bairro tem muitos idosos e era um domingo nublado, mas não estava frio. Mesmo assim, havia poucas pessoas nas ruas próximas à nossa residência e poucos carros no trajeto.
Estou gestante, estava com 31 semanas, então usei um vestido largo e sapatos sem salto, o único par que estava me servindo, pois meus pés estavam bastante inchados.
Eu não estava feliz naquele dia por conta de um acontecimento terrível ocorrido na quinta-feira: perdi minha muito amada cachorra Pity, que estava muito doente. Fui ao circo apenas pelo compromisso com o trabalho da disciplina.
No entanto, acabou sendo muito bom e ajudou a melhorar nossos ânimos, meus e do Renan. Tanto a apresentação quanto o encontro com o grupo de colegas, que são pessoas muito agradáveis, tornaram o momento especial. Desde a chegada, já sentimos um clima animado ao ver a estrutura gigante, com cores vibrantes, e a agitação das crianças entrando. E, no meu caso, havia ainda o conforto familiar de reconhecer o rosto de cada integrante de grupo conforme chegavam.
Saímos aproximadamente duas horas e meia depois, após tirarmos uma foto juntos. Achei o espetáculo longo em duração, mas não percebi o tempo passar. Quando deixamos o circo, o clima já estava mais escuro mas havia mais movimento na rua, tanto de pessoas quanto de carros, provavelmente por ser próximo ao shopping e pelo horário em que muitos saem para jantar.
O circo ainda estava um pouco movimentado, já que logo começaria a próxima sessão. Muitas pessoas saíam animadas, conversando sobre o espetáculo e rindo, o que ajudou a prolongar a sensação positiva do momento.
O trajeto de volta levou um pouco mais de tempo devido ao trânsito maior, mas não estávamos cansados. Na verdade, voltamos felizes com a experiência, apenas um pouco com fome. Assim que chegamos em casa, fui descansar, já que no dia seguinte teria aula bem cedo.
O domingo da visita ao circo estava nublado, e acabei me atrasando um pouco porque começou a chover justamente quando ia sair. Esperei a chuva diminuir e fui dirigindo até lá. O caminho estava tranquilo para um domingo pós-feriado e, como conheço bem a região por trabalhar perto dali, o trajeto foi rápido. No caminho, fiquei animada e com grandes expectativas para ver o especial de Natal, algo que não havia na minha visita anterior.
Cheguei cerca de dez minutos antes do início e encontrei uma fila de carros na entrada do estacionamento do circo, o que me deixou contente, pois na outra vez que fui o público estava menor. Estacionei no shopping e senti falta do guarda-chuva, mas essa preocupação logo sumiu quando entrei no circo e vi a empolgação das pessoas ali.
Após o espetáculo, conversei brevemente com meu grupo sobre o trabalho e as entrevistas. O clima estava mais frio, e me surpreendi por ainda haver um pouco de luz do dia, senti como se a apresentação tivesse me desconectado do mundo de fora. Na entrada, muitas famílias chegavam para a próxima sessão, enchendo o ambiente.
Na volta, enfrentei mais trânsito e levei cerca de 32 minutos para chegar em casa. Durante o trajeto, fiquei pensando em como seria especial levar meus alunos ao circo, já que muitos têm pouco acesso a atividades culturais e a escola fica tão perto dali. Como o organizador disse que eu poderia divulgar o evento na escola, comecei a imaginar possibilidades e formas de incentivar meus alunos a irem. Ao chegar em casa, compartilhei com meus pais as mudanças do espetáculo. Ainda naquela noite, entrei em contato com o coordenador da Escola Carlos de Campos para ver se seria possível transformar minha ideia em um projeto.
Eu moro na zona leste da capital de São Paulo, fui ao circo com meu marido de moto, não pegamos trânsito, porém o fluxo de carros, motos e ônibus era o normal de uma noite em Santo André, tirei somente uma foto quando paramos no caminho na ida somente para registrar o trajeto já que estávamos de moto e não havia como tirar muitas fotos, levamos 20 minutos para chegar pois era 20:00 horas de uma sexta-feira quando chegamos ao circo.
O clima estava agradável, o céu estava nublado, ficou até mais aconchegante conforme assistíamos as apresentações. Na ida não pegamos chuva e na volta, pegamos o começo de uma garoa. Saímos do circo por volta das 22:00, as ruas estavam ainda mais vazias, então também não pegamos trânsito, e chegamos em nossa residência 15 minutos depois de sair do circo.
Resido em Ribeirão Pires e fui de carona com meu pai até a estação de trem da cidade. De lá, peguei o trem sentido Barra Funda, desci na estação Capuava e segui até o circo em um carro de aplicativo pelo 99, que custou R$ 9,80.
O trajeto completo levou cerca de 1 hora, e a passagem de trem foi gratuita por ser dia de aplicação do Enem.
Na volta, fui de carona com o colega Sandro até a estação Capuava. No caminho, percebemos que a rua tem pouca sinalização, e o GPS indicava o endereço como se fosse acima da ponte. Por conta disso, tivemos de dar uma volta enorme até encontrar a entrada correta da estação, que é pouco iluminada e bastante deserta. Apesar de ser um local meio estranho, conseguimos chegar.
Peguei o trem de volta para Ribeirão Pires e, da estação, solicitei um Uber para chegar em casa.
Eu moro em Santo André, próximo à estação de Utinga. O trajeto mais lógico seria ir de trem, entretanto, trabalhei até tarde no dia do espetáculo, então escolhi ir por aplicativos de transporte, pois estava atrasado. O deslocamento durou pouco mais de 20 minutos. As ruas estavam movimentadas, afinal foi em um domingo após feriado da Proclamação da República. Durante o trajeto, fiquei pensando como essa região de Santo André passou por um grande processo de revitalização na última década. Como cresci na cidade, e por meu pai trabalhar próximo à região do circo, frequentei bastante nos anos da minha adolescência, e a mudança é perceptível.
As duas primeiras imagens do trajeto destacam a ida até o circo, que está localizado numa área periférica de Santo André (i.e., na borda da cidade, na divisa com Mauá), e próxima ao trilho do trem, duas características que fazem a região ser dominada por grandes galpões e indústrias. Já as duas últimas imagens destacam a volta do circo, que fica numa dessas grandes áreas "baldias", mas que tem sido "urbanizadas" no sentido de que tem tido um adensamento populacional de famílias, evidenciado pela presença das mesmas brincando nas praças e pelos grandes condomínios que tem tomado a região.
A ida ao circo aconteceu no domingo, 16 de novembro, por volta das 15h, em um clima úmido, fechado e com garoa constante. Moro em São Paulo, na divisa com Diadema, avaliei ir de transporte público, mas o trajeto levaria cerca de 2h30 entre dois ônibus e um trem, com custo aproximado de R$20. Para evitar atraso por causa da chuva, optei por ir de moto Uber, o que reduziu o deslocamento para 30 minutos. Vesti calça preta, camiseta verde escura e levei uma tote bag com meus pertences.
No caminho, o trânsito estava carregado, com muitos motoqueiros de capa de chuva. Ao chegar na rua do circo, encontrei um grupo animado de crianças e adultos; elas falavam alto, corriam, e pareciam ansiosas para entrar. Eu mesmo estava empolgado: havia comentado com amigos sobre minha expectativa para o número de malabarismo, algo que sempre me capturou desde criança, especialmente quando via malabaristas se apresentando nos semáforos.
Ao me aproximar da tenda, senti uma nostalgia imediata. A última vez que tinha ido ao circo eu tinha cerca de 10 anos, em Peruíbe, com meu pai. As luzes amarelas, o letreiro colorido e o cheiro doce da pipoca vermelha reacenderam memórias muito vivas daquele dia.
Voltei ao circo novamente no dia 18, para o último espetáculo das 22h, quando eu e João entrevistamos o palhaço e integrantes da equipe. Saí de casa agasalhado, sob chuva forte, e fui de Uber — o transporte público levaria quase 3 horas. No trajeto, tocava “Boa Vida”, do Cazuza. Ao chegar, o cenário era marcado por poças d’água e tons mais pálidos da lona molhada. Entrar na tenda vazia, iluminada apenas pela luz da entrada, com o eco das nossas vozes no espaço escuro, foi uma experiência marcante e criou o clima exato para a conversa que teríamos.
A volta do espetáculo, no dia 16, aconteceu por volta das 18h30, com o céu ainda mais escuro e carregado de chuva. Voltei de moto Uber, ainda tomado pelas imagens do espetáculo — principalmente o globo da morte, que me acompanhou mentalmente durante boa parte do caminho. O motorista comentou que desejava ser pai e que achou “um sinal” pegar uma corrida no circo justamente quando várias crianças estavam saindo. Conversamos durante todo o trajeto, enquanto ele acelerava para evitar a chuva intensa que se aproximava.
Na noite de 18 de novembro, após encerrarmos a entrevista com o palhaço às 23h20, o ambiente já estava completamente escuro. Ele nos levou até a saída usando apenas a lanterna do celular, ainda falando sobre o quanto o circo representa sua motivação diária. Havia uma tranquilidade notável na forma como ele se expressava — pausada, afetuosa e sempre usando adjetivos positivos para descrever seu trabalho e sua companhia.
Voltei de carona com meu pai, já bastante cansado depois de um dia inteiro entre aula, trabalho e a ida ao circo. No caminho, conversamos sobre a vez em que fomos juntos a um circo em Peruíbe. Ele lembrou que, quando eu era criança, o número do palhaço era o que eu mais aguardava, algo que ajudou a dar sentido ao interesse particular que tive na entrevista daquela noite.
Moro em São Mateus, mas naquele dia saí da Avenida Paulista, onde estava antes do espetáculo. Fui de carro, acompanhado da minha namorada, e o caminho acabou durando cerca de cinquenta minutos porque parei no restaurante Tenda Árabe, de que gosto bastante, para almoçar, mas estava fechado no horário. Isso me levou ao shopping em que o circo estava ao lado, o Atrium, onde encontrei por acaso um restaurante em parceria com o circo, o Choripan, o que tornou o imprevisto menos incômodo e até agradável.
Era um domingo quente, apesar do céu nublado, e as ruas estavam relativamente vazias ao longo do percurso, por isso o trajeto pôde ser feito em menos tempo. Seguimos conversando o caminho todo, sem pressa, tentando organizar o resto do dia e comentando sobre a apresentação que veríamos mais tarde. O trajeto fluiu sem imprevistos depois do almoço, e a chegada ao circo aconteceu de modo tranquilo, apesar de ter começado a chuviscar assim que o espetáculo estava para começar.
Na volta, dei carona a uma colega até a estação Capuava antes de seguir para São Mateus. Esse segundo trecho foi mais direto e levou por volta de trinta e cinco minutos, com trânsito leve e um clima ainda quente, marcando o fim de um dia que havia começado mais agitado, mas terminou de modo sereno.