Nesta seção do nosso site, convidamos você a refazer os nossos passos.
Mais do que espectadores de um espetáculo, fomos a campo como observadores atentos. Munidos dos conceitos de Identidade e Cultura, buscamos entender como o Circo Stankowich transforma o espaço urbano de Santo André e cria uma "bolha" de fantasia e resistência cultural.
Assistimos as apresentações no dia 14/11 e 16/11 e no dia 18/11 realizamos as entrevistas!
O Tema
Nosso trabalho foca na experiência etnográfica da visita ao Circo Stankowich, instalado temporariamente em Santo André. Investigamos o circo não apenas como entretenimento, mas como um território fértil para observar práticas culturais populares, a manutenção de códigos sociais e as complexas dinâmicas de identidade que ocorrem sob a lona.
Qual a relação entre Identidade e Cultura?
O circo articula elementos fundamentais de memória, imaginação e pertencimento, atuando como um espaço de resistência de lazer popular em meio à urbe moderna.
Conectando com a bibliografia da disciplina, observamos:
Cultura Popular e de Massa: O circo transita na fronteira entre a cultura popular tradicional e a indústria cultural, adaptando-se para sobreviver (como notamos no uso de temas comerciais), dialogando com os conceitos de hibridismo cultural.
Identidade: A transmissão de saberes "de pai para filho" e o aprendizado corporal dos artistas exemplificam a noção de Habitus de Pierre Bourdieu, onde a cultura é inscrita no corpo e nas práticas cotidianas.
Identidade na Pós-Modernidade: À luz de Stuart Hall, o circo representa uma "identidade de resistência". Em um mundo globalizado e fluido, ele oferece um espaço de identidade situacional, onde, por algumas horas, artistas e público compartilham uma memória coletiva e nostálgica que desafia a fragmentação do tempo moderno.
Qual o foco / recorte do tema?
Nosso recorte analítico compreende o circo como um espaço performativo. Focamos na produção de códigos coletivos e na interação social que transforma a plateia e os artistas em uma "comunidade temporária". Analisamos como esse espaço nômade se estabelece como um local de resistência cultural, mantendo viva uma tradição secular através da adaptação contínua ao território urbano de Santo André.
Estratégias Metodológicas
Para capturar a complexidade dessa manifestação, utilizamos uma abordagem qualitativa e imersiva:
Observação Participante: Comparecimento aos espetáculos para vivenciar a atmosfera, os cheiros e as reações sensoriais (método etnográfico).
Registros Visuais: Documentação fotográfica obrigatória para análise da estética, dos figurinos e da ocupação do espaço.
História Oral: Condução de entrevistas semiestruturadas com artistas (palhaços, trapezistas) para compreender a identidade sob a perspectiva de quem a vive.