Com seus 100.000 anos-luz de diâmetro e 400 anos-luz de espessura, a Via Láctea é onde se passam as aventuras de MILLENIA. O livro traz mapas da galáxia divididos em setores hexagonais, cada um com 2.500 anos-luz de lado a lado, classificados de acordo com suas densidades estelares: preto para vácuo relativo e tons progressivamente mais claros indicam respectivamente baixa, média e alta densidade estelar.
Em um setor de alta densidade estelar localizado no Braço de Órion, um dos braços espirais menores, mais ou menos na metade do caminho entre a borda e o centro da galáxia, está o sistema solar. Em MILLENIA, a Terra é a sede política da República que a humanidade fundou após livrar-se do julgo dos fentons.
Mapa da Galáxia
Arco de Orion destacado
Mapa dos setores do Arco de Orion
Cada setor tem cerca de 2.500 anos-luz de lado a lado
Embora há quase um século a República tenha fronteiras relativamente estáveis, tanto dentro como fora dela há conflitos entre diversos grupos locais, tanto humanos quanto alienígenas, cada qual com suas fronteiras e interesses.
Mesmo a humanidade não é um bloco indivisível. Nações menores (o Ducado de Meltnya e a Esfera de Co-Prosperidade) se mantêm independentes e, além disso, centenas de milhares de humanos foram levados pelos escravizadores fentons para sistemas longínquos e desenvolveram culturas que estão isoladas há séculos.
Além disso, junto com a civilização retornaram também disputas de poder e crime. Pirataria, escaramuças corporativas e rixas culturais permeiam tanto o exterior quanto o coração da República.
Quanto aos alienígenas, apesar de haver muitos vivendo no território da República, sendo cerca de 6% da sua população, a maior parte deles vive fora de seus limites, seja de forma dispersa ou organizada sob outros governos menores. O nível de receptividade varia, mas a maior parte vê a humanidade com reservas, especialmente graças à sua história de violência.
Assim, as principais forças com que a República tem se relacionado nos últimos séculos são as cinco com que ela faz fronteira: a Esfera da Co-Prosperidade, a Zona Neutra de Perseus, o Ducado de Meltnya, a Liga da Fraternidade Universal e a Vorgânia Oriônica.
ESFERA DA CO-PROSPERIDADE
Corporações humanas se uniram para governar alguns planetas após a queda dos Fentons. Esta liga se expandiu rapidamente pela força, tornando-se um estado policial voltado para a produção e o aparato militar.
Embora o nível de vida da população seja péssimo (exceto para uma minoria), seu crescimento e indústrias são impressionantes, contando com forças armadas de tamanho equivalente ao de dez legiões formadas por tropas fanáticas.
Apesar de fazer comércio com alienígenas quando lhe é conveniente, dentro de suas fronteiras a Esfera prega a superioridade e a pureza da raça humana. Executa humanos que foram geneticamente modificados pelos fentons e trata alienígenas como seres de segunda classe, sem possibilidade de ascenção social.
A Esfera disputa com o Ducado de Meltnya o território da Zona Neutra de Perseu. Embora haja um Pacto de não agressão, a possibilidade de conflito aumenta a cada dia.
LIGA DA FRATERNIDADE UNIVERSAL
Liga defensiva de planetas independentes, controlada por um conselho com cinco membros de cada espécie afiliada (o que inclui humanos). Embora tente manter a independência dos membros, isso nem sempre é fácil, já que alguns deles têm governos incoerentes e até bizarros. Os Luminaris e sua diplomacia se destacam na tarefa de manter a união e a paz entre estes povos.
A República busca mais influência na região e costuma obter permissão para manobras conjuntas com alguns dos planetas humanos, mas seus interesses se chocam com os dos Nícteos, também muito interessados na área.
Dentro da Liga atua fortemente a Qibvaja, corporação de comércio com participação majoritária dos Luminari, mas aos poucos infiltrada pelos humanos. Além disso, a Fomalhaut Comércio e Indústria, subsidiada indiretamente pela República, também tem sido usada para ganhar poder e influência no território da Liga.
ZONA NEUTRA DE PERSEU
Região de planetas livres que costumam ter vários governos locais (como a Terra do século XX) e empregar mercenários para proteger-se, especialmente dos piratas que infestam a região, pois não possui exércitos e marinhas locais suficientes para isto.
Apesar de independente, a influência sobre a região é acirradamente disputada pelo Ducado de Meltnya e pela Esfera da Co-prosperidade, que chegaram a travar uma guerra rápida há alguns anos, interrompida apenas por um acordo mediado pela República, o "Pacto de Procyon".
No Pacto foi estabelecida uma zona neutra em cujos sistemas nenhuma das entidades pode interferir diretamente. O Pacto nem sempre é respeitado e há dúvidas se durará muito tempo.
A República não se envolve diretamente, mas ajuda humanos modificados foragidos da Esfera a fortalecer planetas da região, o que sempre enfurece a Esfera e sua política escravista.
VORGÂNIA ORIÔNICA
Vorgans e humanos lutaram juntos contra os fentom, mas assim que a guerra terminou, no Braço de Caranguejo, formou-se um Estado vorgânio tão agressivo que apenas uma grande derrota militar (atribuída ao gênio militar de Clovenius) foi capaz de dispersar.
A República temia que a nova Vorgânia Oriônica (liderada por vorgans cuja inteligência foi aprimorada pelos fentons) se unisse à tradicional Vorgânia Imperial para uma nova guerra, mas isto não aconteceu.
A incrível rapidez com que os Vorgans se reproduzem é uma das maiores ameaças à República. Como sua fecundação e reprodução é externa e até turistas podem gerar filhos em um planeta que mal visitaram, tornou-se necessário proibir praticamente todo contato.
A Vorgânia Oriônica, no entanto, se expande agressivamente. Frotas inteiras com milhões de refugiados são despachadas para planetas republicanos, causando problemas diplomáticos e demográficos.
DUCADO DE MELTNYA
Ducado de Meltnya
Um grupo de planetas leais à Duquesa de Meltnya, cuja família pacificou e uniu a região ao longo do último século e se organiza em forma de uma monarquia, com um sistema de nobreza bastante simples, mas rígido.
Em aliança estreita com a República e adotando seus modelos liberais, sua produção econômica e científica tem aumentado. Muitos acham que algum dia os dois estados devem se unir pacífica e diplomaticamente.
A Duquesa já entendeu que isto acontecerá, mas por hora pretende se manter como Duquesa, acumulando vantagens políticas e preferindo ser soberana de uma nação a ser a governadora de uma província.